Sono:  Efeitos na Saúde Dr. Otávio Castello de Campos Pereira Médico-Geriatra 26-mai-08
Sumário <ul><li>Fisiologia do Sono e relógio biológico </li></ul><ul><li>Principais doenças relacionadas ao sono </li></ul...
Mitologia MORFEU = palavra  grega  cujo significado é &quot;aquele que forma, que molda&quot;) é o  deus grego  dos sonhos...
“   O sono representa um estado comportamental reversível de desligamento da percepção do ambiente e com modificação no ní...
<ul><li>Redução de 10 a 25% do consumo global de O2  pelo organismo </li></ul><ul><li>Redução de até 30% do consumo de O2 ...
<ul><li>Vigília </li></ul><ul><li>Sono  REM  ou dessincronizado </li></ul><ul><li>Sono  Não-REM  ou sincronizado ou de ond...
<ul><li>1,2,3,4 estágios = profundidade do sono </li></ul><ul><li>Diferença no padrão elétrico cerebral </li></ul><ul><li>...
<ul><li>Traçado elétrico semelhante ao da vigília </li></ul><ul><li>Dessincronizado </li></ul><ul><li>Sonhos = atividade c...
DISTRIBUIÇÃO DOS ESTÁGIOS DO SONO NORMAL (adulto) <ul><li>Sono Não-REM:  75 a 80 % </li></ul><ul><li>Sono REM:  20 a 25 % ...
<ul><li>IDOSO </li></ul>Ontogênese do Sono <ul><li>Sono 1 </li></ul><ul><li>Sono 2 </li></ul><ul><li>% Sono REM </li></ul>...
<ul><li>FUNÇÕES CARDIOVASCULARES </li></ul><ul><li>PA diminui durante o sono chegando a seu mínimo nos estágio 3 e 4. </li...
<ul><li>FUNÇÕES CARDIOVASCULARES </li></ul><ul><li>A freqüência cardíaca diminui no sono ondas lentas (mínima nos estágios...
<ul><li>FUNÇÕES RESPIRATÓRIAS </li></ul><ul><li>Ocorre a diminuição dos controles respiratórios de vigília. </li></ul><ul>...
<ul><li>FUNÇÕES ENDÓCRINAS </li></ul><ul><li>O eixo hipotálamo –hipófisário </li></ul>Fisiologia do Sono
<ul><li>FUNÇÕES ENDÓCRINAS </li></ul><ul><li>Hormônios secretados em momentos específicos do sono: </li></ul><ul><li>O hor...
<ul><li>FUNÇÕES CORPORAIS  </li></ul><ul><li>Temperatura corporal (mínimo cerca das 5 da madrugada/máximo 17-19horas). </l...
SONO e IDADE
Adulto jovem HIPNOGRAMA
<ul><li>50% em sono REM  (Prematuros 80%) </li></ul><ul><li>Não-REM II, III e IV  a partir 3meses </li></ul><ul><li>Mais s...
 
<ul><li>Estudo epidemiológico </li></ul><ul><ul><li>9000 idosos (comunidade) </li></ul></ul><ul><ul><li>Maior dificuldade ...
<ul><li>O idoso necessitaria de menos sono? </li></ul><ul><li>Evidências:  < habilidade dormir  </li></ul>Aumento dos dist...
 
<ul><li>Ritmos circadianos  (20 <  T <28h) - circa diem= cerca de um dia   </li></ul><ul><li>Ritmos ultradianos ( T<20h ) ...
 
RITMO CIRCADIANO Conceito Variação cíclica das atividades do organismo humano no período de vinte e quatro horas
RITMO CIRCADIANO Função Sincronização das atividades do organismo através do seqüenciamento coordenado dos fenômenos fisio...
<ul><li>Retirada do ciclo claro-escuro     ritmos mantém aproximadamente a mesma relação  </li></ul><ul><li>(relógios pri...
<ul><li>Cavernas profundas – pessoas livres para estabelecer próprios horários por meses sem interrupção = instala-se ritm...
<ul><li>DESSINCRONIZAÇÃO DOS CICLOS COMPORTAMENTAIS E  FISIOLÓGICOS ALTERAM: </li></ul><ul><li>Apetite </li></ul><ul><li>T...
PRIVAÇÃO  DE  SONO
<ul><li>Quantidade de sono ideal: 8 a 10h / noite (4 a 6) </li></ul><ul><li>Mas como avaliar o perfil individual? </li></u...
<ul><li>Privação total aguda </li></ul><ul><li>Privação parcial cumulativa </li></ul><ul><ul><li>Efeito bola de neve / mai...
<ul><li>CONSEQUÊNCIAS </li></ul><ul><li>Alteração memória recente  </li></ul><ul><li>Déficit de julgamento </li></ul><ul><...
FATOR EXTREMAMENTE IMPORTANTE: O DÉBITO DE SONO NÃO DISSIPA É REDUZIDO SOMENTE COM SONO ADICIONAL
Distúrbios do Sono
 
Epidemiologia – Distúrbios do sono <ul><li>Grande problema de saúde pública (riscos cardiovasculares, respiratórios, neuro...
 
PRINCIPAIS DISTÚRBIOS DO SONO <ul><li>INSÔNIA  </li></ul><ul><li>APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO </li></ul><ul><li>MOVIMENTOS PE...
Higiene inadequada do sono
Higiene inadequada do sono <ul><li>Horários variáveis de deitar e levantar </li></ul><ul><li>Permanecer períodos freqüente...
Higiene inadequada do sono <ul><li>Uso freqüente da cama para atividades como assistir televisão, ler, estudar, comer </li...
<ul><li>Tufik et al., 1996: 1000 indivíduos de São Paulo  </li></ul><ul><ul><ul><li>-76% queixas de sono </li></ul></ul></...
<ul><li>20 a 30% da população nos USA sofrem de insônia (Strohl e col., 2000). </li></ul><ul><li>Aumenta com a idade </li>...
<ul><li>Insônia primária ou psicofisiológica </li></ul><ul><li>Insônia secundaria </li></ul><ul><ul><li>Distúrbios clínico...
TRATAMENTO <ul><li>COMPORTAMENTAL </li></ul><ul><ul><li>Relaxamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Restrição do sono </li></ul...
<ul><li>Novos hipnóticos Zolpidem / Zaleplon </li></ul><ul><ul><li>Ação curta / agem no receptor GABA </li></ul></ul><ul><...
Síndrome das pernas inquietas <ul><li>Sensação desconfortável das pernas </li></ul><ul><li>Piora com a inatividade ou sono...
<ul><li>   com a idade </li></ul><ul><li>MPM: 45% idosos </li></ul><ul><li>MPM associado ou não SPI </li></ul>Movimentos ...
<ul><li>Central </li></ul><ul><ul><li>Déficit dopaminérgico </li></ul></ul><ul><li>Periféricos </li></ul><ul><ul><li>Estre...
<ul><li>Anemia ferropriva </li></ul><ul><li>Deficiência de B12/acido fólico </li></ul><ul><li>Uremia </li></ul><ul><li>Dia...
<ul><li>Secundário   </li></ul><ul><ul><li>Apnéia / condições clinicas  associadas </li></ul></ul><ul><li>Primário </li></...
APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO
 
SÍNDROME DA APNÉIA E HIPOPNÉIA  OBSTRUTIVA DO SONO 2 a 4% da população
epiglote esôfago traquéia laringe FISIOPATOLOGIA -SAHOS MAIOR COMPLACÊNCIA TÔNUS MM DIMINUÍDO DEPÓSITO TEC.ADIPOSO DEF. MA...
1. circunferência pescoço 2. hipertensão arterial 3. ronco habitual 4. apnéias / sufocação noturna  5. índice de massa cor...
<ul><li>Oscilação de peso </li></ul><ul><li>Consumo de álcool </li></ul><ul><li>Problemas nasais e de garganta </li></ul><...
<ul><li>SDE ao ler, ver TV ou como passageiro de veículo </li></ul><ul><li>Alteração da função social e profissional discr...
<ul><li>SDE em eventos socio-culturais </li></ul><ul><li>Alteração da função social ou ocupacional moderada </li></ul><ul>...
<ul><li>SDE ao comer, conversar, andar ou dirigir </li></ul><ul><li>Marcada alteração na função social e ocupacional </li>...
40 - 60% apneicos com hipertensão 30% hipertensos são apneicos Hipertensão Arterial Sistêmica Apnéia Obstrutiva - Conseqüê...
<ul><li>Laboratório: </li></ul><ul><ul><li>polissonografia  </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>noite inteira </li></ul></ul></...
POLISSONOGRAFIA <ul><li>sensores </li></ul>EQUIPAMENTOS DE REGISTO <ul><li>amplificadores </li></ul>sensibilidade/filtros
 
 
<ul><li>Apnéia obstrutiva </li></ul>Sono 2 Sono 1 SpO 2 Apnéia Esforço respiratório Despertar
APNÉIA DO SONO OBSTRUTIVA <ul><li>CPAP </li></ul><ul><li>Aparelhos intra-orais </li></ul><ul><li>Cirurgia </li></ul><ul><l...
CPAP nasal
Aparelhos Intra-orais
<ul><li>Avançamento do ciclo vigília-sono:  idoso </li></ul><ul><li>Atraso do ciclo vigília-sono: adolescente </li></ul><u...
<ul><li>Ritmo circadiano endógeno: </li></ul><ul><ul><li>Marca passo supra quiasmático (claro  escuro) </li></ul></ul><ul>...
Jet Lag <ul><li>Assincronia do ritmo circadiano induzida por viagens nas quais o sono-vigília e outros ritmos circadianos ...
<ul><li>Luz - fototerapia : </li></ul><ul><ul><li>tempo adequado </li></ul></ul><ul><ul><li>início noite/manhã </li></ul><...
DISTÚRBIOS DO SONO  NA  CRIANÇA E NO ADOLESCENTE
SONAMBULISMO 40% até 18 anos 1% adultos
TERROR NOTURNO
<ul><li>QUANDO CONSIDERAR UM POSSÍVEL DISTÚRBIO DO SONO? </li></ul><ul><li>Você está satisfeito com o seu sono? ( Insônia)...
Escala de Sonolência de Epworth Chance de cochilar:  0-nenhuma; 1-pequena; 2-moderada; 3-grande
Recomendações Higiene do Sono <ul><li>Horários regulares para deitar e levantar </li></ul><ul><li>Não permanecer na cama l...
<ul><li>Não usar cama para assistir TV, ler, estudar, comer.  </li></ul><ul><li>(namorar pode...) </li></ul><ul><li>Dormir...
.                                                          Prática interior
 
Grato! Dr. Otávio Castello de Campos Pereira Médico-Geriatra [email_address] 11-3846-2462
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  1. 1. Sono: Efeitos na Saúde Dr. Otávio Castello de Campos Pereira Médico-Geriatra 26-mai-08
  2. 2. Sumário <ul><li>Fisiologia do Sono e relógio biológico </li></ul><ul><li>Principais doenças relacionadas ao sono </li></ul><ul><li>Sono e qualidade de vida </li></ul><ul><li>Recomendações </li></ul>
  3. 3. Mitologia MORFEU = palavra grega cujo significado é &quot;aquele que forma, que molda&quot;) é o deus grego dos sonhos, filho de Hipnos. A droga morfina tem seu nome derivado de Morfeu, visto que ela propicia ao usuário sonolência e efeitos análogos aos sonhos. Segundo os gregos, Nyxt (noite) gerou dois filhos, Thanatus (morte) e Hipnos (sono). Hipnos era quem distribuía o sono entre os mortais e outros deuses.
  4. 4. “ O sono representa um estado comportamental reversível de desligamento da percepção do ambiente e com modificação no nível de consciência e da responsividade a estímulos internos e externos. Está geralmente associado ao decúbito horizontal, inatividade física e olhos fechados”. “ É um estado funcional que ocupa o tempo de vida de cada espécie para modular, permitir ou impedir funções ou comportamentos”. QUAL É A FUNÇÃO DO SONO? R E S T A U R A Ç Ã O !! S O N O
  5. 5. <ul><li>Redução de 10 a 25% do consumo global de O2 pelo organismo </li></ul><ul><li>Redução de até 30% do consumo de O2 pelo córtex cerebral </li></ul><ul><li>Sono REM – restauração mental </li></ul><ul><li>Sono NREM – restauração orgânica </li></ul>FUNÇÕES DO SONO
  6. 6. <ul><li>Vigília </li></ul><ul><li>Sono REM ou dessincronizado </li></ul><ul><li>Sono Não-REM ou sincronizado ou de ondas lentas </li></ul>Estágios do sono normal
  7. 7. <ul><li>1,2,3,4 estágios = profundidade do sono </li></ul><ul><li>Diferença no padrão elétrico cerebral </li></ul><ul><li>Atividade parassimpática aumentada </li></ul><ul><ul><li>Frequências cardíaca e respiratória </li></ul></ul><ul><ul><li>Pressão arterial </li></ul></ul><ul><ul><li>Funcionamento gastrointestinal </li></ul></ul><ul><ul><li>Sincronizado </li></ul></ul><ul><li>Relativa inatividade cerebral </li></ul><ul><li>Restauração “do corpo” </li></ul>Sono Não-REM
  8. 8. <ul><li>Traçado elétrico semelhante ao da vigília </li></ul><ul><li>Dessincronizado </li></ul><ul><li>Sonhos = atividade cerebral </li></ul><ul><li>Instabilidade simpática </li></ul><ul><li>Ereção peniana / intumescimento clitoriano </li></ul><ul><li>Cérebro ativo e corpo paralisado </li></ul><ul><li>Restauração “da mente” </li></ul>Sono REM ( rapid eye moviment )
  9. 9. DISTRIBUIÇÃO DOS ESTÁGIOS DO SONO NORMAL (adulto) <ul><li>Sono Não-REM: 75 a 80 % </li></ul><ul><li>Sono REM: 20 a 25 % </li></ul><ul><li>Estágio 1: 2 a 5 % </li></ul><ul><li>Estágio 2: 45 a 55 % </li></ul><ul><li>Estágio 3: 3 a 8 % </li></ul><ul><li>Estágio 4: 10 a 15 % </li></ul>(RECHTSCHAFFEN, A.; KALES, A., 1968)
  10. 10. <ul><li>IDOSO </li></ul>Ontogênese do Sono <ul><li>Sono 1 </li></ul><ul><li>Sono 2 </li></ul><ul><li>% Sono REM </li></ul><ul><li>% ondas lentas </li></ul>ADULTO JOVEM <ul><li>Ampl. ondas lentas </li></ul><ul><li>Dens. REM </li></ul><ul><li>Despertares </li></ul><ul><li>Sono 1 </li></ul>5% <ul><li>Sono 2 </li></ul>45-55% <ul><li>Sono delta </li></ul>15-20% <ul><li>Sono REM </li></ul>20-25%
  11. 11. <ul><li>FUNÇÕES CARDIOVASCULARES </li></ul><ul><li>PA diminui durante o sono chegando a seu mínimo nos estágio 3 e 4. </li></ul><ul><li>PA sofre grandes variações (até 40 mmHg). </li></ul><ul><li>PA recupera seus níveis normais ao despertar independente do seu valor durante o sono. </li></ul>Fisiologia do Sono
  12. 12. <ul><li>FUNÇÕES CARDIOVASCULARES </li></ul><ul><li>A freqüência cardíaca diminui no sono ondas lentas (mínima nos estágios 3 e 4 ). </li></ul><ul><li>No Sono Paradoxal (REM) ela se torna inconstante. </li></ul><ul><li>Aumenta mortes no final da noite (maior quantidade de REM) </li></ul>Fisiologia do Sono
  13. 13. <ul><li>FUNÇÕES RESPIRATÓRIAS </li></ul><ul><li>Ocorre a diminuição dos controles respiratórios de vigília. </li></ul><ul><li>O ritmo respiratório irá variar durante o SL com hipo e hiper ventilação do adormecimento ao estágio 2. </li></ul><ul><li>Nos estágios 3 e 4 a ventilação é regular. </li></ul><ul><li>Durante o REM a respiração se torna mais rápida e irregular gerando os surtos apnéicos e hipoventilação . </li></ul><ul><li>A apnéia em recém nascidos pode causar a morte súbita do lactente. </li></ul>Fisiologia do Sono
  14. 14. <ul><li>FUNÇÕES ENDÓCRINAS </li></ul><ul><li>O eixo hipotálamo –hipófisário </li></ul>Fisiologia do Sono
  15. 15. <ul><li>FUNÇÕES ENDÓCRINAS </li></ul><ul><li>Hormônios secretados em momentos específicos do sono: </li></ul><ul><li>O hormônio do crescimento (GH) é secretado principalmente no estágio 4 do SL. ( Exercícios físicos podem estimular a secreção de GH diminuída por problemas no SL) </li></ul><ul><li>Hormônios influenciados pelo sono como um todo: </li></ul><ul><li>A prolactina é secretada em grande quantidade tanto no sono noturno quanto no sono diurno. </li></ul><ul><li>O TSH atinge seu pico no início do sono. </li></ul><ul><li>O LH reduz sua excreção durante o REM. </li></ul>Fisiologia do Sono
  16. 16. <ul><li>FUNÇÕES CORPORAIS </li></ul><ul><li>Temperatura corporal (mínimo cerca das 5 da madrugada/máximo 17-19horas). </li></ul><ul><li>Cortisol plasmático (pico às 7-8 horas da manhã). </li></ul><ul><li>Força muscular (pico cerca das 15 horas). </li></ul><ul><li>Atenção, memória a curto prazo (mais eficiente perto do meio dia). </li></ul><ul><li>Memória semântica (mais eficiente para a tarde). </li></ul>Fisiologia do Sono
  17. 17. SONO e IDADE
  18. 18. Adulto jovem HIPNOGRAMA
  19. 19. <ul><li>50% em sono REM (Prematuros 80%) </li></ul><ul><li>Não-REM II, III e IV a partir 3meses </li></ul><ul><li>Mais sono III e IV e latência para REM 90 min </li></ul>Sono na criança
  20. 21. <ul><li>Estudo epidemiológico </li></ul><ul><ul><li>9000 idosos (comunidade) </li></ul></ul><ul><ul><li>Maior dificuldade adormecer </li></ul></ul><ul><ul><li>Acordam mais a noite </li></ul></ul><ul><ul><li>acordar mais precoce </li></ul></ul><ul><ul><li>Mais cochilos diurnos (80% idosos) </li></ul></ul>Sono e envelhecimento
  21. 22. <ul><li>O idoso necessitaria de menos sono? </li></ul><ul><li>Evidências: < habilidade dormir </li></ul>Aumento dos distúrbios do sono Sono no idoso
  22. 24. <ul><li>Ritmos circadianos (20 < T <28h) - circa diem= cerca de um dia </li></ul><ul><li>Ritmos ultradianos ( T<20h ) </li></ul><ul><li>Ritmos infradianos ( T > 28h ) </li></ul>CRONOBIOLOGIA Chronos = Tempo – Biologia do tempo Ciência que estuda os ritmos biológicos
  23. 26. RITMO CIRCADIANO Conceito Variação cíclica das atividades do organismo humano no período de vinte e quatro horas
  24. 27. RITMO CIRCADIANO Função Sincronização das atividades do organismo através do seqüenciamento coordenado dos fenômenos fisiológicos nas vinte e quatro horas do dia
  25. 28. <ul><li>Retirada do ciclo claro-escuro  ritmos mantém aproximadamente a mesma relação </li></ul><ul><li>(relógios primários não astronômicos – encefálicos). </li></ul><ul><li>Relógio encefálico necessita de ‘acertos’ para manter a sincronia – estímulos externos (luz/escuro) </li></ul>CRONOBIOLOGIA Ritmos Circadianos
  26. 29. <ul><li>Cavernas profundas – pessoas livres para estabelecer próprios horários por meses sem interrupção = instala-se ritmo de 25hs </li></ul><ul><li>Após semanas atividades podem seguir livre curso de 30-36hs </li></ul><ul><li>(acordadas por 20hs e sono por 12 hs) </li></ul>Relógios Biológicos
  27. 30. <ul><li>DESSINCRONIZAÇÃO DOS CICLOS COMPORTAMENTAIS E FISIOLÓGICOS ALTERAM: </li></ul><ul><li>Apetite </li></ul><ul><li>Temperatura corporal </li></ul><ul><li>Niveis hormonais </li></ul><ul><li>Etc. </li></ul><ul><li>QUALIDADE DE SONO E BEM-ESTAR DA VIGÍLIA COMPROMETIDOS – 2 relógios biológicos seguindo ciclos diferentes, desacoplados um do outro. </li></ul>Relógios Biológicos
  28. 31. PRIVAÇÃO DE SONO
  29. 32. <ul><li>Quantidade de sono ideal: 8 a 10h / noite (4 a 6) </li></ul><ul><li>Mas como avaliar o perfil individual? </li></ul><ul><li>Avaliar quanto ser dormiria espontaneamente </li></ul><ul><li>Avaliar a qualidade de alerta após sono de diferentes durações </li></ul>Privação de Sono
  30. 33. <ul><li>Privação total aguda </li></ul><ul><li>Privação parcial cumulativa </li></ul><ul><ul><li>Efeito bola de neve / mais difícil de reconhecer </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo 1: dormir 7 de 8h: após 8d: déficit 1 noite </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo 2: dormir menos 6h por 14dias: rendimento neuropsicológico semelhante 48h privação aguda. </li></ul></ul>Privação de Sono
  31. 34. <ul><li>CONSEQUÊNCIAS </li></ul><ul><li>Alteração memória recente </li></ul><ul><li>Déficit de julgamento </li></ul><ul><li>Depressão / Ansiedade </li></ul><ul><li>Irritabilidade, baixa energia, diminuiçao libido </li></ul><ul><li>Acidentes (Chernobyl, Exxon Valdez, Challenger) </li></ul><ul><li>Piora qualidade e vida e satisfação pessoal </li></ul><ul><li>Problemas conjugais </li></ul><ul><li>Diminuição imunidade </li></ul>Privação de Sono
  32. 35. FATOR EXTREMAMENTE IMPORTANTE: O DÉBITO DE SONO NÃO DISSIPA É REDUZIDO SOMENTE COM SONO ADICIONAL
  33. 36. Distúrbios do Sono
  34. 38. Epidemiologia – Distúrbios do sono <ul><li>Grande problema de saúde pública (riscos cardiovasculares, respiratórios, neurológicos e acidentes). </li></ul><ul><li>Afeta aproximadamente 70 milhões de pessoas nos EUA. </li></ul><ul><li>USA 2% -4% Apneia Obstrutiva do Sono. </li></ul><ul><li>1996 – 81% população adulta de São Paulo – queixa DS (insonia e ronco). </li></ul><ul><li>Não são diagnosticados na maioria dos casos. </li></ul>
  35. 40. PRINCIPAIS DISTÚRBIOS DO SONO <ul><li>INSÔNIA </li></ul><ul><li>APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO </li></ul><ul><li>MOVIMENTOS PERIÓDICOS DE MEMBROS </li></ul><ul><li>SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS </li></ul><ul><li>DISTÚRBIO DO RITMO CIRCADIANO </li></ul><ul><li>DISTÚRBIOS DA CRIANÇA E ADOLESCENTE </li></ul>
  36. 41. Higiene inadequada do sono
  37. 42. Higiene inadequada do sono <ul><li>Horários variáveis de deitar e levantar </li></ul><ul><li>Permanecer períodos freqüentes e longos na cama </li></ul><ul><li>Uso rotineiro de produtos contendo álcool, tabaco ou cafeína antes de deitar </li></ul><ul><li>Exercícios próximos da hora de deitar </li></ul><ul><li>Envolver-se em atividades excitantes ou emocionalmente perturbadoras muito próximo da hora de deitar </li></ul>
  38. 43. Higiene inadequada do sono <ul><li>Uso freqüente da cama para atividades como assistir televisão, ler, estudar, comer </li></ul><ul><li>Dormir em cama desconfortável, colchão de má qualidade, cobertas inadequadas </li></ul><ul><li>Permitir que o quarto de dormir seja excessivamente iluminado, abafado, desordenado, quente, frio ou que, de alguma forma, não convide ao sono </li></ul><ul><li>Desempenhar atividades que exijam alto nível de concentração imediatamente antes de deitar </li></ul><ul><li>Permitir que ocorram na cama atividades mentais como pensar, planejar, relembrar, </li></ul>
  39. 44. <ul><li>Tufik et al., 1996: 1000 indivíduos de São Paulo </li></ul><ul><ul><ul><li>-76% queixas de sono </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>-35% insônia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>-20% BZD (26% em 1987) </li></ul></ul></ul>Insônia
  40. 45. <ul><li>20 a 30% da população nos USA sofrem de insônia (Strohl e col., 2000). </li></ul><ul><li>Aumenta com a idade </li></ul><ul><li>Mais prevalente em mulheres </li></ul>Dados Epidemiológicos Insônia
  41. 46. <ul><li>Insônia primária ou psicofisiológica </li></ul><ul><li>Insônia secundaria </li></ul><ul><ul><li>Distúrbios clínicos, psiquiátricos, neurológicos </li></ul></ul>Insônia
  42. 47. TRATAMENTO <ul><li>COMPORTAMENTAL </li></ul><ul><ul><li>Relaxamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Restrição do sono </li></ul></ul><ul><ul><li>Controle de estímulos </li></ul></ul><ul><ul><li>Terapia cognitiva </li></ul></ul><ul><ul><li>Exercícios </li></ul></ul><ul><li>FARMACOLÓGICOS </li></ul><ul><ul><li>Hipnóticos </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti-depressivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti-histamínicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Melatonina </li></ul></ul><ul><ul><li>Outras drogas </li></ul></ul>Insônia
  43. 48. <ul><li>Novos hipnóticos Zolpidem / Zaleplon </li></ul><ul><ul><li>Ação curta / agem no receptor GABA </li></ul></ul><ul><li>Segurança </li></ul><ul><ul><li>Não causam tolerância ??? </li></ul></ul><ul><ul><li>Não alteram cognição e estrutura do sono </li></ul></ul><ul><ul><li>Dependência ??? </li></ul></ul>Insônia
  44. 49. Síndrome das pernas inquietas <ul><li>Sensação desconfortável das pernas </li></ul><ul><li>Piora com a inatividade ou sono </li></ul><ul><li>Melhora deambulação / fricção </li></ul><ul><li>Dificuldade iniciar ou manter o sono </li></ul><ul><li>Sonolência diurna </li></ul><ul><li>Sobrepõe ao MPM </li></ul>
  45. 50. <ul><li> com a idade </li></ul><ul><li>MPM: 45% idosos </li></ul><ul><li>MPM associado ou não SPI </li></ul>Movimentos periódicos de membros (MPM) Síndrome das pernas inquietas (SPI)
  46. 51. <ul><li>Central </li></ul><ul><ul><li>Déficit dopaminérgico </li></ul></ul><ul><li>Periféricos </li></ul><ul><ul><li>Estreitamento canal medular </li></ul></ul><ul><ul><li>Alterações sistema nervoso periférico </li></ul></ul><ul><ul><li>Insuficiência vascular </li></ul></ul>Etiologia SPI / MPM
  47. 52. <ul><li>Anemia ferropriva </li></ul><ul><li>Deficiência de B12/acido fólico </li></ul><ul><li>Uremia </li></ul><ul><li>Diabetis mellitus </li></ul><ul><li>Hipotireoidismo </li></ul><ul><li>Medicamentos (tricíclicos, inibidores recaptação serotonina, cafeina) </li></ul>Condições clínicas SPI / MPM
  48. 53. <ul><li>Secundário </li></ul><ul><ul><li>Apnéia / condições clinicas associadas </li></ul></ul><ul><li>Primário </li></ul><ul><ul><li>Opióides (oxicodona, metadona) </li></ul></ul><ul><ul><li>Dopaminérgicos (levidopa -carbidopa) </li></ul></ul><ul><ul><li>Clonazepam, temazepam  despertar, não a mioclonia </li></ul></ul>Tratamento PLM / SPI
  49. 54. APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO
  50. 56. SÍNDROME DA APNÉIA E HIPOPNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO 2 a 4% da população
  51. 57. epiglote esôfago traquéia laringe FISIOPATOLOGIA -SAHOS MAIOR COMPLACÊNCIA TÔNUS MM DIMINUÍDO DEPÓSITO TEC.ADIPOSO DEF. MAXILO-MANDIBULAR FTS. VASCULARES SUPERFÍCIE MUCOSA FORMA ARREDONDADA CALIBRE DIMINUÍDO
  52. 58. 1. circunferência pescoço 2. hipertensão arterial 3. ronco habitual 4. apnéias / sufocação noturna 5. índice de massa corpórea 6. medidas da cavidade oral (Flemons et al., 1996) (Kushida et al., 1997) Variáveis clínicas com valor preditivo Grau II Grau III Diagnóstico Clínico - SAHOS
  53. 59. <ul><li>Oscilação de peso </li></ul><ul><li>Consumo de álcool </li></ul><ul><li>Problemas nasais e de garganta </li></ul><ul><li>Idade </li></ul>Fatores agravantes - SAHOS
  54. 60. <ul><li>SDE ao ler, ver TV ou como passageiro de veículo </li></ul><ul><li>Alteração da função social e profissional discreta </li></ul><ul><li>IAH: 5 - 15 </li></ul>SLEEP. Vol. 22. No. 5, 1999 Classificação SAHOS LEVE
  55. 61. <ul><li>SDE em eventos socio-culturais </li></ul><ul><li>Alteração da função social ou ocupacional moderada </li></ul><ul><li>IAH: 15 - 3O </li></ul>SLEEP. Vol. 22. No. 5, 1999 Classificação SAHOS MODERADA
  56. 62. <ul><li>SDE ao comer, conversar, andar ou dirigir </li></ul><ul><li>Marcada alteração na função social e ocupacional </li></ul><ul><li>IAH: > 30 </li></ul>SLEEP. Vol. 22. No. 5, 1999 Classificação SAHOS ACENTUADA
  57. 63. 40 - 60% apneicos com hipertensão 30% hipertensos são apneicos Hipertensão Arterial Sistêmica Apnéia Obstrutiva - Conseqüências Lana et al., 1984; Fletcher el al., 1985
  58. 64. <ul><li>Laboratório: </li></ul><ul><ul><li>polissonografia </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>noite inteira </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>registro parcial </li></ul></ul></ul><ul><li>Casa: </li></ul><ul><ul><li>registro cardio-respiratório </li></ul></ul><ul><ul><li>polissonografia completa </li></ul></ul><ul><li>Outros: </li></ul><ul><ul><li>oximetria noturna </li></ul></ul>Apnéia do Sono Diagnóstico Onde e como testar ?
  59. 65. POLISSONOGRAFIA <ul><li>sensores </li></ul>EQUIPAMENTOS DE REGISTO <ul><li>amplificadores </li></ul>sensibilidade/filtros
  60. 68. <ul><li>Apnéia obstrutiva </li></ul>Sono 2 Sono 1 SpO 2 Apnéia Esforço respiratório Despertar
  61. 69. APNÉIA DO SONO OBSTRUTIVA <ul><li>CPAP </li></ul><ul><li>Aparelhos intra-orais </li></ul><ul><li>Cirurgia </li></ul><ul><li>Medidas comportamentais </li></ul><ul><li>Acupuntura </li></ul>TRATAMENTO
  62. 70. CPAP nasal
  63. 71. Aparelhos Intra-orais
  64. 72. <ul><li>Avançamento do ciclo vigília-sono: idoso </li></ul><ul><li>Atraso do ciclo vigília-sono: adolescente </li></ul><ul><li>Conseqüências </li></ul><ul><ul><li>Vida social </li></ul></ul>Distúrbio ritmo circadiano
  65. 73. <ul><li>Ritmo circadiano endógeno: </li></ul><ul><ul><li>Marca passo supra quiasmático (claro escuro) </li></ul></ul><ul><ul><li>Temperatura central </li></ul></ul><ul><ul><li>Melatonina endógena -  idade </li></ul></ul><ul><li>Idoso: dessincronização ritmos internos </li></ul>Distúrbio ritmo circadiano
  66. 74. Jet Lag <ul><li>Assincronia do ritmo circadiano induzida por viagens nas quais o sono-vigília e outros ritmos circadianos fisiológicos estão subitamente fora de sincronia com o novo ciclo claro-escuro de 24 horas. </li></ul><ul><li>O organismo pode adaptar-se facilmente à mudanças de 1h por dia. </li></ul><ul><li>Insônia, sonolência, fadiga diurna. </li></ul><ul><li>1 dia de adaptação ciclos de cortisol e Temperatura corporal a cada 1 hora de mudança. </li></ul><ul><li>Pior de OESTE para LESTE </li></ul>
  67. 75. <ul><li>Luz - fototerapia : </li></ul><ul><ul><li>tempo adequado </li></ul></ul><ul><ul><li>início noite/manhã </li></ul></ul><ul><li>Exercício </li></ul><ul><li>Melatonina </li></ul><ul><li>Alimentação Adequada </li></ul>Distúrbio ritmo circadiano Tratamento
  68. 76. DISTÚRBIOS DO SONO NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE
  69. 77. SONAMBULISMO 40% até 18 anos 1% adultos
  70. 78. TERROR NOTURNO
  71. 79. <ul><li>QUANDO CONSIDERAR UM POSSÍVEL DISTÚRBIO DO SONO? </li></ul><ul><li>Você está satisfeito com o seu sono? ( Insônia) </li></ul><ul><li>Você anda sonolento durante o dia? (Hipersônias) </li></ul><ul><li>O seu cônjuge se queixa do seu sono (Parassonias) </li></ul>
  72. 80. Escala de Sonolência de Epworth Chance de cochilar: 0-nenhuma; 1-pequena; 2-moderada; 3-grande
  73. 81. Recomendações Higiene do Sono <ul><li>Horários regulares para deitar e levantar </li></ul><ul><li>Não permanecer na cama longos períodos </li></ul><ul><li>Evitar álcool, tabaco e cafeína antes de deitar </li></ul><ul><li>Somente exercícios leves próximos da hora de deitar </li></ul><ul><li>Evitar atividades excitantes ou emocionalmente perturbadoras próximo da hora de deitar </li></ul>
  74. 82. <ul><li>Não usar cama para assistir TV, ler, estudar, comer. </li></ul><ul><li>(namorar pode...) </li></ul><ul><li>Dormir em colchão confortável com travesseiro adequado </li></ul><ul><li>Lençóis limpos e cobertor adequado </li></ul><ul><li>Ventilação e iluminação adequadas </li></ul><ul><li>Não realizar atividades que exijam alto nível de concentração antes de deitar </li></ul><ul><li>Não realizar atividades mentais na cama (planejar, relembrar) </li></ul>Recomendações Higiene do Sono
  75. 83. .                                                       Prática interior
  76. 85. Grato! Dr. Otávio Castello de Campos Pereira Médico-Geriatra [email_address] 11-3846-2462

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