A face Oculta do Amor - Pr. Coty

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A face Oculta do Amor - Pr. Coty

  1. 1. A Face Oculta do Amor o espírito de sensualidade Marcos de Souza Borges Digitalizado por NeS Enviado por id www.semeadores.net Nossos e-books são disponibilizados gratuitamente, com a única finalidade de oferecer leitura edificante a todos aqueles que não tem condições econômicas para comprar. Se você é financeiramente privilegiado, então utilize nosso acervo apenas para avaliação, e, se gostar, abençoe autores, editoras e livrarias, adquirindo os livros. Semeadores da Palavra e-books evangélicos
  2. 2. Copyright © by Marcos de Souza Borges Capa: Guibor Comunicação Diretor de Criação: Alessandra Barrim Diagramação: Marcos de Souza Borges Impressão e Acabamento Editora Betãnia S/C Rua Padre Pedro Pinto, 2435 - Venda Nova Belo Horizonte - MG – Brasil Distribuição e Vendas Editora Evangélica e Produtos Alternativos LTDA Rua Souza Magalhães, 230 - Barreiro de Baixo - Belo Horizonte - MG CEP 30560-570 - Fone / Fax: (031) 3384-6790 E-Mail: reobotel@terra.com.br JOVENS COM UMA MISSÃO - Alm. Tamandaré - PRCaixa Postal 18070 - CEP 80810-970 - Curitiba - PR - Brasil Fone: (041) 657-1718 / Fax: 657-2708 / E-Mail: coty@sul.com.br
  3. 3. SUMÁRIOPrefácio.........................................................................5Apresentação................................................................61. A sensualidade e a sociedade....................................72 . Tentação e pecado..................................................153 . A sensualidade e os seus efeitos.............................264. O pseudo-amor ......................................................345 . Edificando o lar......................................................426. A doutrina de Balaão...............................................517. Amnon e Tamar.......................................................608. Judá e Tamar .........................................................749 . O esquema Jezabel no Novo Testamento................9210. A sensualidade e o namoro..................................11111. A fraqueza de Sansão e o temor de José..............133
  4. 4. PREFÁCIO Este livro de caráter didático é um estudo bíblico detalhadosobre um tema que sempre esteve em pauta por ser a essência doconceito da moda. Sensualidade é um dos artifícios maisestratégicos de batalha espiritual que tem combatido contra oCorpo de Cristo. É um ataque na base dos relacionamentos por seruma falsificação destrutiva do amor. Jesus classificou que certasexpressões malignas teriam este perfil: "lobos vestidos de ovelhas".Este é o papel que a sensualidade exerce em relação à lei do amor. O objetivo deste livro é evidenciar através de episódiosbíblicos, princípios espirituais para prevalecermos com Deuspreservando e salvaguardando nossos relacionamentos em todasas esferas. Vivemos numa nação erotizada, o que evidencia aintensidade e a natureza dos espíritos que a Igreja precisa estarpreparada para enfrentar. Desmascarando o espírito de sensualidade que tem sido umdos principais agentes de influência responsável por diversos tiposde epidemias na sociedade, quero focalizar, sobretudo a grandezade Deus. Digo isto, porque sei que o diabo é o pai do terrorismoespiritual e jamais seremos bem sucedidos nos relacionando comas provações inspirados por qualquer tipo de medo ouconstrangimento provenientes de um louvor que o diabo nãomerece. Dedico este livro em louvor a Deus pela minha família,também a todos que tem trabalhado com aconselhamento e porfim aos que tem lutado nesta área de imoralidade e descontrolesentimental. Que o Espírito Santo possa aplicar na sua vida estasverdades pelas quais tenho sido e continuo sendo provado etransformado. Pr. Marcos de Souza Borges
  5. 5. APRESENTAÇÃO Pr. Marcos de Souza Borges, o Coty, e sua esposa M Raqueltêm um casal de filhos, Gabriel e Bárbara e trabalham atualmentecomo diretores de uma base missionária de JOVENS COM UMAMISSÃO em Almirante Tamandaré na grande Curitiba. Estão no campo missionário desde janeiro de 1986, atuandonacionalmente e internacionalmente com evangelismo, intercessão,treinamento, aconselhamento, mobilização missionária, edificaçãoe implantação de igrejas e também de muitas outras formascontinuam servindo interdenominacionalmente o corpo de Cristo. Pr. Marcos é também autor do livro: "O Avivamento do OdreNovo". *** Os dias que vivemos têm sido caracterizados por uma atraçãoterrível do espírito de sensualidade. Nosso país tem sido conhecidocomo uma terra de lascívia e hedonismo. Creio que o livro "A Face Oculta do Amor" é uma poderosarevelação para o resgate de nossa nação e a plena libertação dosfilhos de Deus dos braços do espírito de sensualidade. Este livro éuma resposta que busca não só apontar os problemas, masresgatar valores de pureza e santidade. A leitura destes princípiosconduzirão a Igreja a ser um testemunho de fé como a "Noiva doCordeiro", onde cada membro pode e deve viver longe daimoralidade e das ciladas do espírito de sensualidade. "A Face Oculta do Amor" não será mais oculta a você depoisde conhecer estas realidades. Oro para que cada leitor sejaverdadeiramente livre, conhecendo a Verdade, Jesus. Pastor Márcio Roberto Vieira Valadão Igreja Batista da Lagoinha (Belo Horizonte - MG).
  6. 6. 1. A SENSUALIDADE E A SOCIEDADE A verdadeira crise A maior crise em questão na atualidade não é econômica,social ou política, é moral. Não está fora das pessoas, está dentrodelas. Não está baseada na falta de recursos, mas nainconsistência de caráter. Não está entrincheirada pelainexistência de soluções, mas pela falta de objetividade em relaçãoao propósito de Deus para a vida. Não é também algo meramentenatural que pode ser resolvido por planos e estratégias humanas, émuito mais espiritual que podemos imaginar. O homem não é meramente um ser carnal. Apesar de morarnum corpo físico, o homem é essencialmente espiritual e por istoestá tão relacionado com o mundo espiritual quanto com o mundofísico. Não é suficiente conhecermos apenas as leis físicas quegovernam a natureza. Se não entendermos os princípios moraisque estão sendo quebrados, se não discernirmos o mundoespiritual ignorando os ardis do diabo, vamos continuarfracassando em ajudar nosso mundo. Este tipo de crise causada pela pulverização da sensualidadeestá na raiz dos principais males confrontados pela sociedade.Infelizmente, pouco se tem feito para cortar esta raiz; na verdade,muitos a têm nutrido sem saber que esta é a causa e não um efeitosupérfluo dos mais graves problemas que estão na pauta dossociólogos e psicólogos. O respeito interpessoal, a cidadania, a família, os governos,etc, tem estado radicalmente comprometidos e amaldiçoados pelacrise moral que a fermentação do espírito de sensualidadeacarreta. De dentro para fora Pessoas estão procurando soluções que estão dentro de simesmas do lado de fora. Existe um sofisma aterrador que diz queas coisas podem melhorar independentemente do arrependimento.Quando idealizamos uma solução ou sonhamos com uma vida
  7. 7. melhor desconsiderando nossa responsabilidade de sofrermosajustes íntimos e mudanças significativas de dentro para fora,tudo que conseguimos é absorver um espírito crítico, hipócrita edestrutivo, que faz malograr a esperança. Semeamos nossa própriafrustração. Muitas soluções já nascem condenadas porque se propõe alidar apenas com efeitos e não com as verdadeiras causas dosproblemas. Sempre que achamos que o problema está do lado defora, este pensamento em si já é a essência do problema. Normalmente somos tendenciosos a não enxergarmos nossaresponsabilidade pessoal em problemas que direta ouindiretamente nos encontramos envolvidos e que precisamos lidar.Esta insensibilidade nos rouba o potencial de sermos a solução ouparte significativa dela, além de nos levar apenas a deduções falsasou incompletas. O coração se torna endurecido por uma sutilfermentação do orgulho. Tudo que conseguimos é confirmar nossalógica que os outros estão errados ou que situações externasprecisam ser alteradas, mesmo quando nós mesmos é quemestamos sendo o pivô do problema. O conceito de arrependimento tem um caráter extremamentepessoal e interior. Arrepender, no literal, é "metanóia", quesignifica "mudança de mente". Esta perspectiva de flexibilidadepara sofrer ajustes motivacionais e prover iniciativas dereconciliação é a chave do desenvolvimento de um indivíduo e doseu meio. Quando mudamos as coisas dentro de nós, afetamos omundo espiritual. Quando você afeta o mundo espiritual, vocêtransforma o mundo físico. É assim que as coisas realmentefuncionam. Isto quer dizer que nós precisamos ser o milagre e não asoutras pessoas ou as circunstâncias. Precisamos estar abertospara ceder e mudar, entendendo que o primeiro passo parasolucionar qualquer problema reside na nossa vulnerabilidade aoarrependimento. Este verdadeiro arrependimento encoraja ahumilhação, a transparência, a confissão e atos consistentes dereconciliação que tem o poder de lidar com as raízes maisprofundas dos nossos problemas, sarando a alma e destruindomaldições.
  8. 8. Quanto mais profundamente somos corrigidos e sarados peloarrependimento, tanto mais liberamos o poder de Deus para afetaroutras pessoas e as circunstâncias externas. Toda resistênciademoníaca começa a decair. A autoridade de Deus só flui nesta direção: de dentro parafora. Todo esforço de tentar mudar as coisas de fora para dentro équase sempre inútil e uma grande perda de tempo que operacontra nosso potencial de perseverança. A mudança que uma solução eficiente exige precisa começardentro de nós. Pessoas transformadas vão transformar o mundo.Pessoas curadas vão curar o mundo. Pessoas livres vão libertar omundo. Este é o grande poder do arrependimento. Mudançainterior gera mudança exterior. Esta é a verdadeira dinâmica queincrementa a autoridade do Reino de Deus. OS DOIS CALCANHARES DE AQUILES Apesar de todo avanço científico que tem revolucionado estasúltimas décadas, a humanidade vem paralelamente sofrendo dedois males fatais: a atrofia moral e a imaturidade emocional. Atrofia moral Temos em questão a crise do caráter, da integridade noscompromissos, relacionamentos e casamentos, onde as pessoasestão desistindo cada vez mais facilmente e levianamente de suasresponsabilidades para com outros. O amor egoísta e a idolatria dos próprios sentimentos emdetrimento do respeito, da fidelidade e do compromisso têmdeixado um rastro de destruição nas gerações sucessivas. O aspecto agudo desta atrofia é estampado pela eminenteonda de marginalidade e crime que sobrecarrega a sociedade.Neste ambiente de ignorância moral, o Príncipe das Trevas temmatado, roubado e destruído toda e qualquer possibilidadeconsistente para uma vida realizada. Muitas formas alternativas dereligião, que são baseadas na idolatria e espiritismo sutilmenteperpetuam pactos e vínculos com entidades que prometem
  9. 9. proteger, mas que na verdade odeiam o ser humano. Esta atrofia moral se torna ainda mais aguda pela ignorânciaespiritual. Aqui é que os governos estão apanhando feio daviolência. Estão lidando com espíritos que eles desconhecem emuitas vezes estão comprometidos. Este também é o grande eloperdido da psicologia, psiquiatria e outras ciências humanas. Éaqui que muitos doutores e especialistas estão literalmentetrocando os pés pelas mãos. Ignorar os demônios e a forma como eles obtêm umalegalidade para agir e provocar problemas cuja raiz é espiritual,produz sempre um diagnóstico incompleto, ou incompatível comqualquer medicação disponível. A muitos anos atrás, num hospital psiquiátrico ondeevangelizávamos semanalmente, ouvi de uma psiquiatra algocurioso: com todo tratamento químico que era dispensado sobre ospacientes, disse ela, apenas 4% destas pessoas apresentavam umamelhora consistente, e que sem o tratamento químico a mesmaporcentagem de pessoas acabavam melhorando por si mesmas.Não quero com isto, de forma alguma, desmerecer a necessidadede um acompanhamento psiquiátrico ou psicológico de algunscasos, mas precisamos entender que a ignorância do reino moralproduz uma gerência vazia e sem resultados. Com o nosso desempenho ali dentro daquele hospital, ficavamuito fácil perceber que pelo menos uma média de 96% daspessoas ali sofriam problemas cuja principal causa era espiritual.É importante mencionar que a grande maioria destas pessoas vemde um envolvimento direto com umbanda, magia negra, etc,quando não são crentes desviados. Depois de algum tempo ministrando aquelas pessoas, fomoschamados pela diretoria do hospital e eles nos perguntaram meioassustados: "O que vocês estão fazendo com os pacientes que elesestão melhorando e recebendo alta? O que vocês fizeram comaquele rapaz obcecado em suicidar-se? Ele estava tão mal esimplesmente está recebendo alta agora" (este rapaz se tornou ummembro fiel de nossa igreja). Não preciso dizer que aquela foi umaoportunidade tremenda para falarmos do grande amor de Deus. Nofinal todos estavam em prantos, sob o poder do Espírito Santo. Na área da psicologia vemos um grande avanço no campo do
  10. 10. diagnóstico e isto por um lado tem ajudado a muitas pessoas,porém na questão terapêutica, existem poucos resultados porcausa da ignorância espiritual. Enquanto estes profissionaisignorarem a Bíblia e os seus princípios de libertação, certamentecontinuarão procurando soluções em becos sem saída. Imaturidade emocional Imaturidade emocional é o efeito colateral latente da atrofiamoral. Um dos maiores desafios para a ciência hoje são as doençase males emocionais. Esta é a herança que muitos de nós estamosdeixando para os nossos filhos. A implosão moral implica numa diversidade de colapsosemocionais que são evidenciados através de doenças e desordenspsicossomáticas. Conflitos morais não resolvidos na infância e adolescênciapodem prender o adulto num padrão imaturo de comportamento.Psicólogos, psiquiatras e muitos terapeutas, todos reconhecem queo grande desafio na sociedade é resolver o problema dos bebêsemocionais de 80 kg., ou seja, ajudar os crescidos a cresceremocionalmente. Isto representa uma crise muito pior do que se podeimaginar. A vida de muitas pessoas tem sido implodidas desde ainfância e as perspectivas de amadurecimento se tornamembotadas. Tantas pessoas são tão débeis moral esentimentalmente que não conseguem superar até mesmo osproblemas mais simples de relacionamento e convívio. Uma prova irrefutável disto são as longas filas de divórcioprecoce, que acabam perpetuando os mesmos traumas para afutura geração, que desde cedo tentam crescer tendo que encarar adura face do abandono e rejeição. O ambiente hostil dedesproteção e desamor ministrados por estes lares fragmentadosforjam traços fortes de insegurança na personalidade dos filhos eobviamente estes problemas num futuro próximo vão estourar nasociedade através de muitos episódios dramáticos. A sensualidade, que pode ser definida como idolatria dospróprios sentimentos e desejos, tem sido o mais eficiente desígniode Satanás contra a estrutura familiar e o objetivo divino para a
  11. 11. sexualidade. O espírito de sensualidade tem a potencialidade de imoralizaro sexo, bem como usá-lo como uma arma para fomentar adecadência e a vergonha, prendendo indivíduos e famílias emtraumas irreversíveis. Assim, a identidade humana é castrada e aherança dos pais que deveria nos favorecer torna-se num legado demaldições e influências demoníacas. Portanto, cada vez maispresenciamos uma sociedade comprometida e ameaçada pelodesfacelamento da família. Este ataque massificante da sensualidade tem transformadoimoralidade de alguns anos atrás na "moralidade" atual. Esta temsido a verdadeira moda dos nossos dias: a decadência. OS DOIS EIXOS DO MUNDANISMO De uma forma incrível, a sensualidade e a corrupção tempenetrado todos os segmentos da sociedade, fazendo com que avida das pessoas gire em torno destes dois eixos: impureza e amorao prazer. A Impureza Valores como pureza, castidade, honestidade, fidelidadetornaram-se desprezíveis, impróprios e "caretas". Uma pessoa podeser duramente discriminada por demonstrar abertamente umapostura a favor da pureza, prezando pela castidade antes docasamento e a fidelidade após. Imoralidade tem sido um assunto predileto que tem cativadomaciçamente a atenção das pessoas, e já se tornou há muitotempo uma das indústrias mais rentáveis do mundo. Pornografia eprostituição têm cobrado um alto preço, pago com casamentosdestruídos, famílias arruinadas, filhos perdidos e tantas outrascoisas poderiam ser acrescentados nesta lista, asseverando que osprejuízos são incalculáveis. A imoralidade tem sido um dos instrumentos mais poderososde autodepreciação do ser humano, principalmente da mulher. Anudez da mulher tem sido vulgarmente comercializada em nome
  12. 12. do feminismo e do "profissionalismo artístico". Isto vai gerandogradativamente uma mudança na imagem que a mente masculinafaz da mulher, enxergando-a cada vez mais como um produto, quepode ser comprado, usado e lançado fora ao seu bel-prazer. O amor ao prazer O amor ao próximo é simplesmente jogado na lata de lixoquando o que está em questão é o amor ao prazer. Amar aopróximo envolve renúncia, amar os prazeres envolve egoísmo econsequentemente irresponsabilidade. Na verdade o que acontece no mundo de hoje é que aspessoas não estão amando as pessoas, elas estão amando osprazeres e usando e até mesmo abusando uns dos outros. Tudogira em torno de um interesse egocêntrico baseado na auto-satisfação e os outros são apenas o resto que não importa. Estamotivação corrompida é uma profecia certeira da insatisfação einsucesso a serem colhidos. Isto tem causado uma inversão moral, um adoecimento daconsciência. O certo é tido como errado, o errado como certo, etudo isto sofismaticamente em nome do "amor" e do glamour dasensualidade. Aparentemente tudo é muito belo e atrativo, mas édesta forma que a presença de Deus é banida em prol de umainfestação demoníaca. O resultado é uma ânsia pelo prazer, sentimentos e desejosviciados, debaixo de um encantamento maligno. Quando umapessoa vive em função do amor ao prazer, sob a motivação queinspira a tantos: "Preciso aproveitar a vida...", o que na verdadeestá se semeando é uma vida frustrante e depressiva. Poucosparecem compreender esta lei do reino espiritual. A Bíblia quetambém é o nosso manual de funcionamento concorda com isto aodizer que"... Necessidades padecerá o que ama os prazeres." (Pv21:17). Este quadro de necessidades é traduzido não apenasmaterialmente como também pela falência da alma. O déficit deamor e carência afetiva estampados em crises depressivas,complexos de inferioridade, acessos de rebelião, doenças e malespsico e pneumosomáticos, etc. estão naufragando esta sociedadeque cultua o prazer.
  13. 13. As pessoas estão pagando qualquer preço para se sentirembem, mas esta rota de auto-satisfação compromete o destino com osalário do pecado. A morte tem sido a coisa mais presente na vidadas pessoas. Este foi o real pecado de Sodoma e Gomorra, uma vidacentrada no amor ao prazer, na indiferença e egoísmo, o que aslevaram à miséria moral e subversão. "Eis que esta foi a maldadede Sodoma, tua irmã; soberba, fartura de pão, e abundância deociosidade (próspera tranqüilidade) teve ela e suas filhas; masnunca esforçou a mão do pobre e necessitado. (Ef 16:49). O grandepecado de Sodoma não foi o homossexualismo, mas a idolatria peloprazer. Pessoas estão implodindo, anulando a si mesmas em relaçãoao propósito divino, sem objetividade moral, entregando-se cadavez mais a uma vida onde o prazer a todo preço e o egoísmoreinam. O resultado disto é uma geração em crise, insatisfeita,escrava dos próprios sentimentos, pessoas dominadas e induzidaspor seus desejos insaciáveis ao poço sem fundo da perdição.
  14. 14. 2 . TENTAÇÃO E PECADO Se quisermos soluções verdadeiras, precisamos lidar comcausas e não com efeitos ou meros sintomas. O ponto de partidapara isto é uma compreensão bíblica e equilibrada do conceito detentação e pecado. Uma falha nesta compreensão, pode provocarparadigmas religiosos equivocados e um desenvolvimentoespiritual distorcido e perigoso. DEFININDO A TENTAÇÃO O pecado não é algo instantâneo, é sempre precedido pelatentação e pelo processo de reagirmos a ela. Ou seja, ser tentadonão é pecado. E toda tentação pode ser vencida, por isto, todopecado pode ser evitado. Não podemos de maneira alguma fazer datentação um pretexto para o pecado. "Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela suaprópria concupiscência. Depois, havendo a concupiscênciaconcebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera amorte." (Tg 14,15) Este texto mostra a tentação, bem como nossa reação a elacomo o processo de gravidez do pecado. Precisamos aprender aabortar o pecado nas nossas vidas, e isto depende inteiramente decomo nos relacionamos com a tentação. Acredito que muitaspessoas pecam menos que imaginam, ou seja, é comum vermosalguém se condenando porque foi tentado sem ainda terconsumado o pecado. Devemos ressaltar que a palavra "concupiscência" significaapenas um desejo forte, uma propensão ou inclinação acentuada.Poderíamos dizer que o processo da tentação se dá em quatro fasesquase que simultâneas: 1. Uma concupiscência Um simples desejo seja ele mal ou bom que entra nos nossos
  15. 15. pensamentos. Existem dois pontos críticos neste sentido. Primeiro,se este desejo é qualificado como mau, ou seja, se ele quebra a leido amor. Segundo, independente de ser mau, o domínio que eleexerce sobre nós. Um desejo lícito, porém desequilibrado épotencialmente nocivo. Nem sempre somos responsáveis pelos pensamentos edesejos que chegam à nossa mente. Eles podem vir, tanto de fora,como também podem proceder do nosso próprio coração (Mc 7:21-23). Mas, com certeza, somos responsáveis pelo modo comoreagimos a este pensamento. 2. Atraídos pela concupiscência Nos interessamos pela nova idéia e consideramos suaconveniência. A voz do egoísmo emite sua opinião que parece serconvincente. Nossa consciência também se manifesta, e assim, umcerto conflito interno começa a se desenvolver. 3. Seduzidos pela concupiscência O pensamento nos cativou e começa a assumir um controlesobre a nossa mente. Gostamos da idéia. Outros pensamentos esentimentos começam a orbitar em torno da sugestão inicial quevai se fortalecendo. A voz da consciência sofre um abafamento.Nosso domínio próprio é colocado em cheque. 4. Cativados pela concupiscência Casamos nossa vontade com aquele desejo inicial, nossubjugando a todas as suas sugestões. É só uma questão de tempoe o ato pecaminoso concebido interiormente vai se evidenciar. Este processo pode dar-se todo na mente e tornar-se pecadosem exteriorizar-se. Se não resistirmos à tentação quando ainda seencontra no primeiro nível de um simples desejo ou pensamento,ela poderá seguir o seu curso resultando em pecado. A tentação não está obrigatoriamente ligada apecaminosidade. Tanto Adão quanto Jesus não possuíam pecado e
  16. 16. ambos foram tentados: Adão cedeu à tentação, enquanto Jesusmostrou que podemos vencê-la. A tentação pode vir tanto de dentro de nós, como de umainfluência externa. Muitas vezes, atribuímos ao diabo tentaçõesque brotam em nós mesmos, que na verdade são frutos dos nossospróprios desejos egoístas. No caso dos anjos que caíram, porexemplo, eles nunca haviam pecado antes e não tiveram nenhumainfluência externa de tentação, e, no entanto, foram tentados. É certo também que Satanás está constantemente analisandonossos pontos fracos e disparando seus dardos inflamados,tentando furtar nossa autoridade através do pecado. O grande segredo de vencer a tentação está na velocidadecom a qual reagimos a ela. Quanto mais demoramos em reagirmaior se torna a possibilidade de consumar o pecado. Quantomenos tempo nos permitimos ficar exposto à tentação, maisfacilmente a venceremos. É indispensável desenvolvermos uma habilidade espiritual deresistir à tentação. Quanto mais resistimos à tentação maisimunidade adquirimos em relação àquela área. A mente é o campode batalha, por isto precisamos bombardear os pensamentos detentação com verdades vivas da Palavra de Deus como Jesus fezcom o diabo. Para isto acontecer na prática, é indispensável uma vidadevocional diária. Um relacionamento responsável com Deus naPalavra e na oração redunda numa vida plena de discernimentoespiritual e domínio próprio. Atração e intenção "Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulherpara a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela". (Mt5:28). Neste texto, Jesus não confronta a atração, mas a intençãosexual desordenada e ilícita. Para esclarecermos as relações intersexuais é relevantedistinguirmos estes dois conceitos: atração e intenção. Atração eintenção estão na base da tentação e pecado respectivamente.Atração corresponde à tentação, assim como a intenção ao pecado.Atração e tentação são involuntários, intenção e pecado, por sua
  17. 17. vez, obviamente são conseqüência de um ato voluntário, eportanto, da nossa responsabilidade. É fundamental compreendermos que a atração intersexual éalgo instintivo, natural, biológico e hormonal. Todo ser humanonormal, em relação ao sexo oposto, está sujeito à atração física.Precisamos trabalhar com a intenção. A intenção vai governar ou desgovernar a atração. Por isto, opecado é a rigor, uma questão de intenção e não de atração. Odesejo sexual em si não deve ser castrado. Neste caso estaremospondo sobre nós um jugo que agride nossa própria natureza.Atração sem uma intenção ilícita não tem nenhuma conotaçãopecaminosa. Podemos e devemos satisfazer nossa sexualidadedentro de suas leis e limites. DEFININDO O PECADO É muito importante entendermos também o que é o pecado.Acredito que estaríamos sendo muito superficiais e até mesmoinjustos definindo o pecado simplesmente através de uma listalegalista de "não podes". Vamos, portanto, estabelecer a definição de pecado a partirdo nosso relacionamento com os nossos sentimentos e desejosjuntamente com o respectivo efeito colateral disto, ou seja, "quemgoverna quem?" Governamos nossos desejos ou nossos desejos nosgovernam, ou melhor, nos desgovernam? Paulo aborda esta questão de uma maneira muito clara:"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém:todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominarpor nenhuma". (I Co 6:12) Portanto, pecado é o resultado de falharmos diante desteconflito: Dominamos sobre nossos desejos e sentimentos ou somosdominados? Desejos x Leis É bastante simples: Deus não apenas nos crioudesmedidamente dotados de desejos e sentimentos. Ele nos fez, à
  18. 18. sua imagem e semelhança, como seres morais responsáveis pelonosso comportamento. Nossas escolhas fatalmente vão determinaro nosso caráter e destino. Concluí-se facilmente, então, acerca da importância de algoque possa controlar e manter esta potencialidade de desejos,apetites e sentimentos fora de uma zona de risco. Ou seja, para todos desejos são necessários limites. Amor é ajusta medida de afeição e limites. Afeição sem limites ésensualidade e limites sem afeição é legalismo. Estes limites sãodefinidos através de leis, as quais, na motivação divina, possuemnão um caráter negativo, mas protetivo. A lei, quando obedecida,tem a capacidade de salvaguardar nossas vidas, nossos direitos erelacionamentos em todos os níveis. Obediência à lei significa amorávida. Certa vez visitei um país que vinha enfrentando vários anosde guerra civil e pude entender profundamente o valor da lei e daordem. Qualquer situação de guerra passa a valer a lei do maisforte. Pessoas freqüentemente eram extorquidas pelas própriasautoridades e simplesmente não havia para quem reclamar. É ummal estar terrível. Uma sensação de total impotência e raiva aomesmo tempo. A falta de limites produz um clima de medo einsegurança que destrói a confiança e alimenta o ódiotraumatizando a capacidade de relacionar. Tente imaginar uma sociedade que inconstitucionalizou osdez mandamentos e passa a valer tudo: adorar a demônios eídolos, mentir, roubar, extorquir, adulterar, violentar, matar, etc, esimplesmente não existe ninguém que possa por um limite nestascoisas. Obviamente que ninguém teria um milímetro de segurançaou privacidade. Quando não há limites para os desejos, não hádimensão para o mal e a injustiça. As formas da lei Estas leis, às quais nossos desejos devem estar submetidos,se expressam sob duas formas: "Ouviste que foi dito (1) aosantigos... Eu, porém, vos digo (2) que..." (Mt 5:21,22) 1. A forma exterior através da lei moral de Deus
  19. 19. primeiramente expressa no decálogo e posteriormente revelada naencarnação do verbo divino: Jesus, o Evangelho em pessoa. Jesusnão veio apenas dizer uma mensagem à humanidade, ele veio ser amensagem. 2. A forma interior através da nossa consciência -"... Osquais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificandojuntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, queracusando-os, quer defendendo-os". (Rm 2:15) Jesus interiorizou a forma exterior da lei, estabelecendo umnível de obediência na profundidade das nossas intenções maisíntimas. A força da Lei "Não me temereis a mim, diz o Senhor, não temereis diante demim, que pus a areia por limite ao mar, por ordenança eterna, queele não traspassará? ainda que se levantem as suas ondas, nãoprevalecerão; ainda que bramem, não a traspassarão". (jr 5:22) Deus está dizendo que desobedecer aos limites que eleestabeleceu para os nossos desejos é uma maneira de violentarnossa própria natureza. É como dar murros em pontas de faca. Por mais que as ondas do mar bramem e estourem, elas nãoultrapassam o limite das praias, entretanto, o homem que nãoteme a Deus simplesmente ignora as leis, traspassa osmandamentos, e fatalmente sofre a pena. Apesar do mundoespiritual não ser imediato, ele não tolera a impunidade. Pela ótica de Deus, que possui não só um mero ponto de vistado nosso mundo, mas a vista de todos os pontos, não é o homemque quebra a lei, mas é a lei que quebra o homem: "Tomará alguémfogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem? Ou andaráalguém sobre as brasas, sem que se queimem os seus pés?" (Pv6:27,28). Ou seja, existe uma lei da termodinâmica que diz que, sevocê colocar sua mão no fogo, vai se queimar. Você pode até tentarprovar o contrário, mas não é aconselhável. Assim como existem leis físicas, existem também leisespirituais. Lei é lei e tem penalidades imperdoáveis por definição.A lei não entende suas boas razões, não perdoa, não regenera, nãoaconselha, não dá uma segunda chance. O ministério da lei é
  20. 20. definir a transgressão bem como sua justa condenação. Não seiluda pensando que o mundo espiritual tolera a impunidade. Opróprio Jesus disse:"... A pedra que os edificadores reprovaram,essa foi feita cabeça de esquina. Qualquer que cair sobre aquelapedra ficará em pedaços, e aquele sobre quem ela cair será feito empó". (Lc 20:17,18) A proteção da lei A lei protege. Ao definir a transgressão, ela estabelece umlugar seguro para as nossas vidas e relacionamentos. Este chavãoque diz: "É proibido proibir", pode ser traduzido como: "É permitidosofrer". O pecado é concebido quando nossos desejos e sentimentosultrapassam os limites estabelecidos pela lei, ou seja, nalinguagem paulina, quando a carne usurpa o governo do espírito.O pecado, portanto, nada mais é do que um desejo que não estásujeito ao governo espiritual da lei. Quando um desejo é submetido aos limites estabelecidos pelalei divina, podemos mantê-lo numa posição de equilíbrio. Emboranossos desejos sejam normais, e criados por Deus, se nósabusarmos deles, eles se tornam em hábitos pecaminosos nossubjugando a uma intimidante escravidão. Portanto, quando uma pessoa extrapola os limites da lei,sendo subjugada pelos seus desejos, estará pisando num territóriomuito perigoso, denominado pecado, um lugar de morte edestruição cujo dono é o próprio diabo. A autoridade que o diaboconsegue sobre as nossas vidas é proporcional aos nossos própriospecados ainda não resolvidos pelo sangue de Jesus. Estes hábitos pecaminosos contra a vontade de Deus não sãovencidos automaticamente em virtude da experiência de salvação.É indispensável tomarmos uma séria posição espiritual Destaforma, podemos mantê-los no equilíbrio necessário através dadisciplina em obediência ao Espírito Santo, o que geralmente seconsegue num tempo menor que imaginamos. Por isto nãodevemos nos intimidar achando que não conseguiremos vencer emáreas de total descontrole. O papel da graça de Deus não é apenascomunicar perdão, mas principalmente nos capacitar para umavida de domínio sobre o pecado.
  21. 21. OS TRÊS DESEJOS BÁSICOS T. A. Hegre, fundador da Missão Betânia, no seu curso VidaVitoriosa, registra os três desejos básicos que Deus colocou nohomem. Ele diz: "Existem três desejos básicos - nem mais, nemmenos que três. Eva foi tentada nestes três desejos básicos: Odesejo de ter prazer nas coisas, o desejo de obter coisas e o desejode realizar coisas": "Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer (1), agradável aos olhos (2), e árvore desejável para dar entendimento (3)..." (Gn 3:6) "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne (1), a concupiscência dos olhos (2) e a soberba da vida (3), não é do Pai, mas do mundo", (1 Jo 2:16) "Portanto, se a tua mão (1) ou o teu pé (3) te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti... E se o teu olho te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti. Melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno". (Mt 18:8,9) É interessante notar neste último texto, que o que precisa sercortado e lançado fora é aquela proporção dos desejos que causamescândalo e que podem literalmente nos lançar no inferno. As Escrituras Sagradas confirmam, tanto nestes textos comotambém em outros, estes três desejos básicos que Deus deu ao serhumano, e desde o princípio o homem tem sido tentado em relaçãoa eles. 1. Concupiscência da carne É expresso nas palavras: "Vendo a mulher que a árvore eraboa para se comer" (Gn 3:6). Diz respeito ao desejo de "Obtersatisfação". É um desejo legítimo, dado por Deus. Tem a ver comas nossas necessidades como ser humano. Ex: apetite alimentar,sono, prazer sexual, aceitação (conforto emocional), etc. A tentação reside numa instigação feita ao homem para que
  22. 22. ultrapasse os limites estabelecidos pela palavra de Deus. Oresultado seria glutonaria, bebedice, preguiça, fornicação, lascívia,manipulação, etc. Aqui se aplica o conceito de carnalidade, quenada mais é que a idolatria do desejo de obter satisfação. Em Mt 4:3,4, Jesus é tentado em relação a este desejo.Satanás, percebendo a necessidade física de Jesus, incitou-o acolocar este desejo acima da Palavra de Deus. A última coisa queDeus havia dito para Jesus foi: "Tu és meu filho amado, em ti metenho comprazido" (Lc 3:22) e agora em detrimento desta verdade odiabo tentou Jesus a satisfazer seu desejo de comer dizendo: "Setu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme empão". Jesus resistiu à tentação deixando bem claro que ele não eragovernado por este desejo ou apetite, antes sim, pela palavra queprocede da boca de Deus. 2. Concupiscência dos olhos É apresentado nas palavras:"... agradável aos olhos..." (Gn3:6b). Este é um outro desejo legítimo concedido por Deus, de se"adquirir coisas", o desejo de aquisição, relacionado comnecessidades exteriores ao nosso corpo, coisas que almejamosconseguir. Existe um toque muito forte de realização neste desejo.Nós podemos querer ter coisas, mas não devemos querer nada queDeus também não queira para nós. Só na vontade de Deus, vamosexperimentar o que verdadeiramente é bom, perfeito e agradável(Rm 12:2). Por isto é tão cabível a admoestação de Paulo: "Pelo quenão sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor(Ef5:17). Quando queremos muito, despertamos em nós uma ambiçãoque pode ser implacável e destrutiva. E este desejo pode crescertanto, vindo a dominar-nos através da inveja, ciúmes, roubo,homicídio, etc. Em Mt 4:8-10, vemos Jesus sendo tentado neste desejo.Satanás mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e disse: Tudo istote darei se, prostrado, me adorares". O diabo estava oferecendo aJesus uma maneira fácil de atingir seus objetivos. Na verdade eleestava tirando Jesus do caminho da cruz. O mandamento de Deusera que ele comprasse com seu sangue pessoas de todas tribos,
  23. 23. línguas, povos e nações. Tudo que queremos conseguir tem que ser através da cruz,ou seja, precisamos, antes, entregar para Deus. Aqui percebemos como este desejo de conquista está ligadocom nossa vida de adoração. Jesus não negociou com a prioridadede ser um verdadeiro adorador repelindo o diabo juntamente comsua "generosa" oferta. 3. Soberba da vida Expresso nas palavras seguintes: "e arvore desejável para darentendimento (Gn 3:6c). Este é mais um desejo legítimo, concedidoao homem por Deus, de saber e fazer. É importante querermosrealizar alguma coisa, adquirir conhecimento, ser alguém, tercriatividade. Mas, aqui também precisamos nos afinar com apalavra de Deus. A tentação reside no fato de abandonarmos os planos deDeus e agirmos por conta própria. Alguns pecados nesta áreaseriam: auto-afirmação, orgulho, superioridade, inferioridade,competição, etc. É muito comum vermos pessoas fazendo a obra de Deus semDeus, por causa disto. Pessoas que colocam sua identidade nosseus conhecimentos e se fecham para aprender e crescer no corpo. Em Mt 4:5-7, vemos Jesus sendo tentado também nessedesejo. Satanás levou-o ao mais alto pináculo do templo. Jesusestava sendo tentado a impressionar as autoridades religiosas econvencê-los de seus poderes sobrenaturais, atuando como umsuper-herói em busca da afirmação das pessoas. A fama não deve ser uma causa, mas uma conseqüência nasnossas vidas. Se você se apresenta aprovado diante de Deus, opróprio Deus é quem vai te apresentar aprovado diante daspessoas. Temos que tomar muito cuidado em relação à motivação deusar os dons e ministérios que Deus nos tem dado. É aqui quesomos tentados a tentar a Deus, temendo aos homens emanipulando o favor deles. A motivação que prevalecia em Jesusera de agradar ao Pai, por isto ele novamente resistiu à tentação
  24. 24. estabelecendo como prioridade o mandamento de Deus: "Nãotentarás o Senhor teu Deus" (Lc 4:12). É importante observarmos aqui, que quando Satanás citou asEscrituras (Si 91:11,12), deixou de mencionar uma frase muitosignificativa; "...para que te guardem em todos os teus caminhos".Apenas em harmonia com os propósitos e caminhos de Deus é quedesfrutamos de sua especial proteção. Isto revela a importância deandarmos em obediência ao chamado de Deus com todo temor: "Oanjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra" (Si34:7). Portanto, se queremos uma vida espiritual vitoriosa,precisamos nos disciplinar em relação às insistentes pressões quenossos desejos fazem sobre nós no sentido de nos levar aodesequilíbrio. Onde não há equilíbrio, existem extremos. Extremosnos colocam à beira de abismos. Porém, onde existe domíniopróprio, existe equilíbrio, respeito e santidade.
  25. 25. 3.A SENSUALIDADE E OS SEUS EFEITOS "O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitastes o conhecimento, também eu te rejeitarei para que não seja sacerdote diante de mim... Comerão, mas não se fartarão; entregar- se-ão à luxúria (sensualidade), mas não se multiplicarão; porque deixaram de olhar para o Senhor. A sensualidade, o vinho, e o mosto, tiram a inteligência. O meu povo consulta a madeira, e a sua vara lhe responde, porque o espírito de sensualidade os engana e eles se corrompem, apartando-se da sujeição do seu Deus... por isto as vossas filhas se prostituem e as vossas noras adulteram... porque eles mesmos com as prostitutas cultuais se desviam e com as meretrizes sacrificam: Pois o povo que não tem entendimento será transtornado" (Os 4:6-14) Uma entidade demoníaca Antes de falarmos alguns efeitos da sensualidade, énecessário deixar claro que estamos lidando não apenas no níveldo comportamento humano, mas com uma entidade demoníaca.Oséias personaliza a sensualidade: "o espírito de sensualidade osengana". Trata-se de um espírito, ou seja, um ser, uma entidadeespiritual com uma personalidade definida. Há alguns anos atrás evangelizamos um homossexual quefazia ponto nas proximidades de nossa igreja. Depois de uma fortemanifestação demoníaca, aquele rapaz foi livre e se mostravamuito aberto ao Evangelho. Ali mesmo fez a decisão de receber aJesus como seu salvador. Já havia conversado bastante com ele,porém, sempre quando me fixava na sua aparência algo meintrigava. É claro que o mundo tem um padrão exigente de beleza eaquele homem era o extremo oposto deste padrão. Criei coragem, esutilmente sem ofender, perguntei-lhe como ele tinha umaclientela tão grande? Sem rodeios, ele me disse: Tenho um pactocom a "Pomba Gira" e as pessoas que eu escolho, ela trás paramim. Não sou eu quem procuro as pessoas. As pessoas que eu
  26. 26. quero é que me procuram. Elas são seduzidas e trazidas a mim.Fiquei estarrecido com aquela resposta que realmente meconvenceu. O texto bíblico citado anteriormente respalda a declaraçãodeste rapaz. Ele evidencia a manipulação demoníaca que estáoculta na sensualidade, que aqui é identificada não apenas comoprocedimento humano, mas como uma personalidade espiritual.Oséias nos revela que por trás da "sensualidade", que para muitosé um aparato inofensivo de comportamento, existem espíritosdemoníacos dotados de grande poder de engano e terrivelmentemal intencionados no sentido de perverter o dom sexual. É muito importante frisar que a sensualidade não émeramente uma postura atrativa que desperta a cobiça e a invejaalheia se impondo através da defraudação, mas é acima de tudo aexpressão física de entidades demoníacas que desejam escravizar edesfigurar o ser humano, impondo grilhões e amarras quesubjugam o comportamento, os sentimentos e a vontade humana,manipulando relações com conseqüências traumáticas, queimpetram maldições que se perpetuam por gerações. Visitando um dos morros do Rio de janeiro, fiquei perplexonão apenas com a violência infantil ao ver meninos com aparênciade 2 anos de idade fortemente armados, mas com a expressãolatente do espírito de sedução e sensualidade. Inquirindo sobreaquela situação, fui informado sobre o estigma que dominavaaquele "território". Praticamente todas as meninas daquele lugar setornam mães aos 13 anos, avós aos 26 anos e bisavós aos 39 anosde idade. Este tipo de imoralidade familiar é a mola propulsora daviolência. Não posso afirmar quão exatos são estes dados, mas acheimuito coerente com o quadro social mostrado. Algo que tambémme impressionou era a quantidade destas pessoas que usavamguias espíritas ao redor de seus pescoços. Podia perceberliteralmente o mundo espiritual se materializando em cada umadaquelas cenas. Numa outra ocasião, num aconselhamento, pude tambémouvir a triste e estranha história de uma moça que antes de seconverter a Cristo, passou pela infeliz experiência de desenvolversua mediunidade num centro de umbanda. Começou a freqüentare depois ajudar nos rituais. Posteriormente tornou-se "mãe de
  27. 27. santo". Depois disso, através de pactos cada vez maiscomprometedores, foi escolhida como objeto sexual, sendoabusada através de relações sexuais espíritas por um espíritodesencarnado, que agora a possuía como seu guia. Umaescravidão que não parecia ter fim. Vez após vez, aquela entidadedemoníaca freqüentava sua cama. Não é difícil deduzir o terrível poder de perversão que estáalojado na mente do espírito de sensualidade, identificado noespiritismo como Iemanjás e Pomba Giras. Estas entidades odeiamo sexo. Pessoas que se colocam debaixo da influência destesespíritos são subjugadas sobrenaturalmente à prostituição, aohomossexualismo, ao adultério, fornicação, abuso infantil, etc. Estes poderes espirituais da sensualidade seduzem,enganam, saqueiam, violentam, escravizam e abusam da vidasentimental e sexual das pessoas induzindo relacionamentos embases condenadas, bem como destruindo relacionamentos embases certas. Aqui muitos casos extremos de imoralidade e homicídiopraticados por maníacos sexuais são melhor compreendidos. Nãopodemos desconsiderar a possibilidade de endemoniamento. Bastamapear espiritualmente a vida destas pessoas e sempre vamos nosdeparar com vínculos seríssimos de satanismo, feitiçaria, idolatriae ocultismo. A sensualidade como idolatria Oséias também revela a sensualidade como um ídolo.Quando uma pessoa confia espiritualmente num ídolo, há umatroca de identidade, a pessoa assume a identidade do ídolo e oídolo a identidade da pessoa. Para a pessoa aquele ídolo fala, anda,ouve, etc, enquanto ela se torna embrutecida e insensível como otal (Si 135:18). Isto é proveniente de um encantamento espiritual:"O meu povo consulta a madeira, e a sua vara lhe responde,porque o espírito de sensualidade os engana e eles secorrompem..." A sensualidade é definitivamente concebida como pecadoquando um sentimento se torna um ídolo. ídolo é tudo aquilo queocupa o lugar que só Deus pode ocupar nas nossas vidas.
  28. 28. Os sentimentos são por essência a área mais vulnerável doser humano. Aqui o ser humano é facilmente golpeado enocauteado. A vida espiritual de muitos começa a ir para a lona apartir de uma derrota na área sentimental. Este é o ponto ondesomos mais susceptíveis ao engano e idolatria. Quando temos umdeterminado sentimento podemos ser levados a extremos críticos.É aqui que se aplica a grave advertência de Jeremias: "Enganoso éo coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem oconhecerá?"( Jr 17:9) Portanto, a raiz da idolatria está nos sentimentos e desejos.Muitas vezes, somos indulgentes em dar aos nossos sentimentosum lugar perigoso de autoridade. Com isto, a voz dos sentimentostem uma forte tendência de se tornar estridentemente mais altaque a orientação de Deus, passando a ditar o comportamento dapessoa, anestesiando a consciência, inibindo o discernimento(intuição) e comprometendo a capacidade espiritual de desenvolverrelacionamentos saudáveis. O espírito de sensualidade busca alianças com as pessoas,atendendo apelos sentimentais em detrimento de princípios,promessas divinas, valores e verdades espirituais. Este tipo debarganha é uma maneira sutil de desencadear enormes processosde rebelião, que trazem sérias conseqüências. Esta entidade demoníaca, sempre com o "consentimento"humano impetra golpes calculados causando apostasia espiritual,divórcio, abandono de filhos e muitas outras formas dolorosas deinfelicidade. Sua primeira conquista visa o campo sentimental, que é arédea da alma. Tendo esta área dominada, o intelecto se torna oseu parque de diversões e por fim contamina o espírito induzindo apessoa a um estado profundo de idolatria, que endurece ossentidos espirituais. A palavra adequada aqui é enfeitiçamento.Esta tem sido uma das principais rotas de apostasia da fé e daverdade. Em face disto, pode-se dizer que uma das tarefas maisárduas para um conselheiro ou pastor é ter que lidar com pessoasque se entregam exageradamente a uma paixão amorosa,idolatrando determinado sentimento. Como conseqüência imediata estas pessoas começam a
  29. 29. tropeçar nos princípios de Deus, agir irresponsavelmente mediantecompromissos assumidos, fazer a obra de Deus relaxadamente,abandonar o chamado, etc. Por mais que se esclarece evidênciasdo estado eminente de decadência e perigo, em muitos casos, porincrível que pareça, a pessoa não consegue ver. Por causa desta feitiçaria, muitos têm se tornado abomináveiscomo Esaú, o herdeiro legítimo da linhagem messiânica, que aodesprezar sua primogenitura caiu nas garras da sensualidade: "Eninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simplesrefeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeisque, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado;porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscoudiligentemente com lágrimas". Que troca infeliz! A sensualidade como embriaguez da alma "A sensualidade, o vinho, e o mosto, tiram a inteligência". (Os 4:11) A sensualidade é colocada no mesmo nível da embriaguezalcoólica, ou seja, a sensualidade é o vinho que embriaga a alma eremove a razão espiritual. Onde existe sensualidade não existesobriedade, portanto, loucura, insensatez, inconveniência edesnorteamento se instalam. A sensualidade é também a mãe da burrice moral. Ela cega oentendimento induzindo o indivíduo a fazer escolhas moralmentesuicidas. A pessoa se torna insensível em relação aos perigos earmadilhas que a rondam e ao mesmo tempo cheia de coragempara realizar coisas loucas, impensadas e precipitadas. Estacoragem que vem do alcoolismo e da sensualidade trás consigo ainfluência de um espírito de morte. Muitos acidentes trágicos têmacontecido devido à irracionalidade causada pelo alcoolismo esensualidade. Este chavão da "loira burra" pode ser facilmente desvendadoaqui. Obviamente, a questão não é a cor do cabelo ou o gênerosexual, mas o bloqueio em relação à verdadeira sabedoria comoconseqüência de uma vida devotada à sensualidade. Uma das piores conseqüências da sensualidade é ainconseqüência. Ela causa espiritualmente na alma das pessoas a
  30. 30. mesma incontinência, o mesmo desenfreamento que a bebidaalcoólica causa na razão humana. Uma pessoa embalada peloespírito de sensualidade é como um ébrio espiritual, um tontodesnorteado desprovido de juízo e bom senso, um bêbado,inconseqüentemente à beira de cometer asneira, pecando contra asua própria vida: "Seduziu-o com as muitas palavras, com aslisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a(personificação do espírito de sensualidade) segue, como o boi quevai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que aflecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para olaço, sem saber que isto lhe custará a vida" (Pv 7:21-23) O engano que vem de dentro A falta de inteligência espiritual imposta pela idolatria dossentimentos e prazeres sexuais trás consigo um estigma deengano. Este texto também especifica o engano na sua forma maisabrangente: Ausência de conhecimento - "O meu povo foi destruídoporque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitastes oconhecimento..." (Os 4:6) Ausência de inteligência - "A sensualidade, o vinho, e omosto, tiram a inteligência".(Os4:11) Ausência de entendimento - "Pois o povo que não tementendimento será transtornado".(Os 4:14) "... porque tu rejeitastes o conhecimento..." Esta é a raiz do engano. Existe um engano que vem de fora eum outro engano que vem de dentro. Jesus falou sobre esteengano que procede do coração. "Pois é do interior, do coração doshomens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições,... oengano,...; todas estas más coisas procedem de dentro econtaminam o homem". (Mc 7:21-22). Vamos mencionar algumas plataformas que esclarecem comoalguém acaba rejeitando o conhecimento: 1. Ignorância voluntária. Ignorância significa trevas e poristo é um território sob a jurisdição de demônios. Satanás é o
  31. 31. príncipe das trevas. Ele impera na ignorância. Ignorânciavoluntária é ainda mais grave. Ela reside no pecado de negligenciarbuscar o reino e a justiça de Deus em primeiro lugar. É quandoviramos as costas para a palavra de Deus e para o Espírito Santo.Fechamos os nossos olhos para a luz. Alguém já disse que enquanto o mundo dorme nas trevas, aigreja dorme na luz. Não examinamos as Escrituras e nãopermitimos que as Escrituras nos examine. Nos conformamos coma rotina religiosa e algumas tradições. Estas mesmas tradições nosfazem invalidar os mandamentos de Deus. Com isto, começamos acair em grandes erros como Jesus afirmou: "Errais, nãoconhecendo as Escrituras nem o poder de Deus". (Mt 22.29) 2. Não amar a correção. Rejeitamos o conhecimento de Deuscada vez que desprezamos sua correção. Nos endurecemosconscientemente contra a verdade inspirados pelo orgulho e porferidas. Persistimos em nos justificar quando sabemos que nossaatitude é espiritualmente reprovada. Isto debilita nossaconsciência, que é a porta de acesso em nossas vidas para oministério do Espírito Santo. Uma obstinação implacável pode sutilmente se instalar e aconseqüência disto é crer a mentira. Esta operação do erro,descrita por Paulo, vem por não recebermos o amor à verdade, oque impõe um caminho espiritual de autodestruição. (II Ts2:11,12) 3. Desprezar o juízo de Deus. Ignorar as conseqüências donosso pecado apenas piora as coisas. Cada vez que desprezamos ojuízo de Deus estamos acionando uma bomba relógio nas nossasvidas. Será apenas uma questão de tempo e o nosso pecado nosachará trazendo reveses repentinos e irreversíveis. (Pv 29:1) A presença destes três fatores revela uma situação de perigoespiritual, predispondo a pessoa a traumas eminentes e colapsosfulminantes na vida. Este engano que vem de motivaçõescorrompidas abre a porta de nossas vidas para o "pai da mentira". Rejeitar o conhecimento de Deus significa também aceitar ossofismas do diabo. Este é o ponto onde se consuma uma aliançacom o espírito de sensualidade. Nossa fé é canalizada paraconstruir nossas próprias derrotas. Não sobra espaço nenhumpara a palavra de Deus frutificar.
  32. 32. A sensualidade trás uma infestação demoníaca cujossintomas latentes são uma profunda e constante insatisfação e aesterilidade: "Comerão, mas não se fartarão; entregar-se-ão àluxúria (sensualidade), mas não se multiplicarão". Portanto, nada égerado, os projetos fracassam, amizades acabam, relacionamentossão asfixiados pela possessividade, alianças são quebradas, asprofecias cessam, toda visão perece, a esperança é cortada, a vidapassa a ser uma grande frustração. É fácil enxergar que o "campo de batalha" em questão é amente humana. Santidade começa na mente. Aqui nossosimpulsos sentimentais precisam ser dominados. O Espírito Santoquer nos auxiliar a reagir nesta profundidade. Jeremias nos deixaum desafio em relação à nossa vida de pensamentos: "Lava o teucoração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva! Até quandohospedarás contigo os teus maus pensamentos?" (Jr 4:14) A resposta a esta pergunta é um ponto decisivo na batalhaespiritual.
  33. 33. 4. O PSEUDO-AMOR Um sincretismo dentro da Igreja "Se tu, ó Israel, queres corromper-te, não se faça culpado Judá, não venhais a Gilgal, e não subais a Bete-Áven, não jureis, dizendo: Vive o Senhor. (Os 4:15) Neste texto, Deus faz um protesto contra a corrupção danação, que estava sincretizando o amor com a sensualidade. Eledramatiza a diferença entre seu amor verdadeiro e a sensualidade.Ele chama Betel (Casa de Deus) de Bete-Áven (Casa da Perversão),porque Israel perverteu o amor de Deus. O que era purasensualidade começou a ser interpretado como amor. Nestamundanização do amor, os sacerdotes chegaram a ponto demisturar a religião com imoralidade:"... porque eles mesmos com asprostitutas se desviam e com as meretrizes sacrificam". (Os 4:14) Este sincretismo religioso entre o amor e a sensualidade édenunciado por Deus como um ato aberto de traição e rebelião:"Porque como uma vaca rebelde se rebelou Israel". (Os 4:16) A mais cara jóia falsificada O papel principal do diabo consiste em falsificar os valores doReino de Deus. O trono do diabo é o trono de Deus de cabaça parabaixo. Primeiramente é importante considerar que um objetofalsificado, obviamente, é a imitação de algo verdadeiro. Ninguémfalsificaria uma nota de oitenta dólares, porque não existe tal nota.Também é a imitação de algo valioso. Quanto maior o valor, maioro lucro. E o que está em questão aqui é o amor, a mais cara detodas as jóias. A essência da falsificação, também, não é criar algo que sejaoposto ou antônimo, mas falsificar é a arte de fazer algo o maisidêntico possível, porém sem valor. Falsificar tem a conotação deimitação e fraude. Algo bem sutil e disfarçado. É justamente istoque o diabo tem feito através da sensualidade com o conceitodivino do amor, no qual toda lei moral de Deus responsável pelo
  34. 34. sucesso dos nossos relacionamentos se embasa. A mistificação do sexo O mundo sempre apresenta o sexo, principalmente paraaqueles que não o experimentaram ainda, como o supra-sumo dosprazeres, e sob a fachada do amor e do romantismo cativa e viciapessoas numa série de fantasias e desejos místicos que chegam,em muitos casos, a assumir um porte de neurose. Estas expectativas jamais poderão ser satisfeitas como foraminstigadas. Uma das maiores mentiras de Satanás é que o sexopervertido dá prazer. Na verdade o sexo pervertido é um poço semfundo que leva a violentos níveis de masoquismo e tortura. Istoacontece exatamente porque ele não satisfaz. Por isto, é estatísticodizer que a maioria das pessoas estão sexualmente frustradas.Elas apenas não admitem este fato. Não são poucos os casos encobertos de maníacos sexuais quenão conseguem se desprender da escravidão a que estãosubjugados. Pessoas aparentemente normais, muitas vezes donosso convívio dentro da igreja, que vivem obcecadas pelo sexo.Interiormente vivem um inferno. São constantemente açoitadas porculpa, ódio de si mesmos, ciúmes e muitos outros tormentos.Gente amarrada, sem paz, condenada ao insucesso interior. Precisamos entender o real conceito do amor. Amor não ésexo. Não podemos resumir o relacionamento de duas pessoas em20 minutos ocasionais de sexo. Por sua vez, também precisamosentender o real valor do sexo, sem inferiorizá-lo e sem superiorizá-lo, antes com equilíbrio apreciar a sua importância na vidaconjugal praticando-o com entendimento. "Igualmente vós, maridos, coabitai com vossas esposas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco (não inferior, mas delicado); como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações". (1 Pe 3:7) O casamento do amor com a sensualidade A sensualidade é a falsificação do verdadeiro amor
  35. 35. apresentada pelo diabo e aclamada pelo mundo. Suas provocaçõessempre recebem toda atenção. Ela estará sempre na moda. Naverdade, a sensualidade é quem dita a moda. Não é de seestranhar que a grande maioria dos estilistas que criam a modaestão debaixo do jugo do homossexualismo e todo tipo deperversão sexual. A sensualidade é uma ditadura do sistemamundano em resposta ao apelo da carnalidade humana. Através desta imitação, o amor foi transferido e rebaixado docampo moral: "legado de Deus que precisamos cumprir, causandoassim o bem de todos" para o nível sentimental e físico: "paixãoegocêntrica e doentia". Amor: um mandamento O espírito de sensualidade tem por objetivo transferir a ênfaseprincipal do amor, ou seja, exaltar o aspecto sentimento emdetrimento do aspecto mandamento. Desta forma o verdadeiroamor sofre sua principal descaracterização. Os relacionamentosficam desprovidos de responsabilidade e tornam-se desprotegidos.Quando Jesus estabeleceu o amor como um mandamento,entendemos que apesar dele possuir uma faceta sentimental, oamor é essencialmente baseado em escolhas morais sintonizadascom a vontade de Deus e como conseqüência estaremos semeandoe colhendo uma vida emocional saudável e equilibrada. Amar é um verbo e não um sentimento volátil. É importanteevidenciar a diferença entre gostar e amar. Mesmo que você nãogoste de alguém, você precisa amar esta pessoa. Realmenteexistem muitas pessoas de difícil convivência, as quaisdefinitivamente não gostamos, mas podemos e devemos amá-las. Não podemos simplesmente dizer: não amo mais minhaesposa e por isto vou deixá-la. Não podemos fazer do não gostarum pretexto para não amar. Esta irresponsabilidade que nos leva asonegar o amor, quebrando relacionamentos e alianças sãocapazes de gerar perdas irreversíveis. Talvez você não sinta maisnada por ela, porém não é isto que irá impedi-lo de amá-la, muitopelo contrário. É agora que você precisa negar a si mesmo ecomeçar a praticar o amor que você deixou de praticar a muitotempo. Desta forma o sentimento começa novamente a manifestar-se e estabilizar-se. Isto nos acrescenta a genuína maturidade que
  36. 36. prospera a alma. Portanto, amar a Deus sobre todas as coisas e ao nossopróximo como a nós mesmos não quer dizer que estamos "fazendoum grande favor" para Deus, mas, na verdade, para nós mesmos.A grande questão é que o preço da renúncia está embutido nestemandamento, tornando-o um dos segredos menos descobertos. Defato, para atingir o equilíbrio exigido por esta lei: amar ao próximocomo a nós mesmos, só é possível quando rompemos a barreira doegoísmo. O amor independe do que estamos sentindo, antes se baseianuma atitude consciente de obediência sintonizada com o caráterde Deus, que por fim irá corrigir todo descontrole sentimental. Omandamento do amor é a receita para uma vida saborosa,satisfeita e abundante. Ao cumprirmos esta abençoada lei vamosestabelecer relacionamentos profundos e verdadeiros. Toda paixão que nega uma responsabilidade com a lei doamor representa um sentimento desequilibrado e potencialmenteproblemático. De acordo com o princípio da semeadura, aquilo que vocêrealiza em prol de outros é o que você vai colher. Exatamente poristo é que a pessoa que ama, acaba sendo a mais beneficiada. Overdadeiro conceito de liberdade reside na prática de dardesinteressadamente, sem esperar recompensas. A felicidade, tãobuscada por todos, é apenas uma conseqüência de obedecer à leido amor. O drama de Oséias: o drama de Deus "... Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor". (Os 1:2) Sob a influência pesada do espírito de sensualidade, a naçãode Israel é literalmente personificada por uma meretriz. Isto éescandalosamente exposto quando o próprio Deus manda o profetase casar com uma mulher chamada Gomer, nada mais, nadamenos que uma prostituta, para assim, explicar sua própriasituação em relação ao seu povo que havia se corrompido com a
  37. 37. sensualidade. Um profeta muitas vezes recebe as cargas dos sentimentos deDeus na sua realidade humana. Assim como Deus estava casadocom uma prostituta, Oséias também recebeu uma ordem proféticapara se casar com uma prostituta, tirando-a da vida deprostituição e tornando-a uma esposa fiel. Estas também eram asexpectativas de Deus em relação a Israel e Jerusalém. A principal ênfase das profecias de Oséias é justamente oamor de Deus em resposta à sensualidade do povo. A mais forteevidência da falta de amor não é o ódio, mas sim a indiferença e odesprezo. Por isto, a primeira providência do amor de Deus emrelação a Israel é a manifestação do seu zelo e juízo. Deus começa a explicar as conseqüências imediatas dopecado da sensualidade, o que ocorreu profeticamente através donome dos filhos de Oséias (filhos de prostituição) com sua esposa,outrora prostituta: Jezreel: Promessa de castigo:"... visitarei o sangue deJezreel sobre a casa de Jeú..." (Os 1:4) Lo-Ruama (Desfavorecida): Promessa de condenação:"...não me tornarei mais a compadecer da casa de Israel, mas tudolhe tirarei." (Os 1:6) Lo-Ami (Não meu povo): Promessa de excomunhão:"...porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus". (Os 1:9) Estes são os filhos que geramos da nossa aliança com oespírito de sensualidade. São conseqüências inevitáveis. O coraçãode Deus tem estado quebrado por causa da imoralidade da igreja.A correção de Deus certamente virá e muitas vezes é dura, massempre tem por objetivo livrar a nós e a nossa descendência delaços de morte e destruição. A raiz de divisão Um dos ataques mais bem sucedidos do diabo é estabelecer asensualidade como padrão para os relacionamentos sentimentais,onde num processo gradativo, princípios vão sendo rompidos, osvalores mundanizados, a autoridade sufocada e o testemunhodestruído. O desgoverno sentimental faz um arraso, e de alguma
  38. 38. forma isto fermenta trazendo divisão e partidarismo até mesmo emrelação aos problemas mais insignificantes. É exatamente este umdos diagnósticos da primeira carta de Paulo aos coríntios. Muitas igrejas têm fracassado em vencer a divisão, porque dealguma forma não tem conseguido lidar adequadamente com osproblemas de imoralidade. Esta infestação da sensualidade, onde oamor se torna confuso e corrompido, predispõe a igreja a processosfulminantes de divisão. Onde tem sensualidade, o amor está sendofalsificado. E onde isto acontece, os relacionamentos estãocomprometidos. A divisão entra, torna-se membra e assola. Judas explica esta raiz da divisão que tem destruído muitasigrejas: "Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm oEspírito" (Jd 19). Desta forma, Satanás e seus demônios estãoarrombando as portas dos fundos da Igreja, abortando o processode crescimento. O crescimento qualitativo e quantitativo parte deuma vitória contra esta entidade que tem como objetivo destruir afertilidade espiritual da igreja. Infelizmente, este quadro denunciado pelo profeta Oséias éuma dramática realidade atual da igreja. Casos de adultério,fornicação e homossexualismo tem sido realidade na vida de umaalta porcentagem de crentes e até mesmo líderes espirituais. Istonão é um exagero. Estava ministrando um seminário para um grupo de líderes,pastores e obreiros de uma grande denominação. No decorrer daspreleções comecei a ser solicitado para aconselhamento. Constateique vinte por cento daquele grupo estavam envolvidos seriamenteem casos de imoralidade na questão homossexual e fornicação equase todos os outros vinham carregando muitos conflitos nãoresolvidos relacionados a esta área. Veja bem que estou falando delíderes: missionários, obreiros e pastores. Afasta de mim este "cale-se" - Quebrando o jugo da sensualidade Em muitas situações, onde trabalhamos diretamente comlibertação, sempre acabamos tendo que ouvir muito pecado demuita gente, visto que confissão de pecados é uma rota obrigatóriapara aniquilar a legalidade demoníaca.
  39. 39. Todo ambiente espiritual de trevas e ocultamente de pecadosestá sob o controle de demônios, e assim espíritos malignos seinstalam, alimentando-se deste silêncio que sustenta os pecadosencobertos. Ao mesmo tempo em que é tremendo ver o poder dosacrifício de Jesus redimindo, curando, restaurando comprofundidade muitas pessoas, é também alarmante a altaporcentagem de crentes e pastores diretamente envolvidos com aimoralidade. Libertação é o ato de percorrer a distância entre um sintomaclaro de maldição e sua verdadeira causa, inspirado pelodiscernimento que vem de Deus, resolvendo iniqüidades e pecadosainda não resolvidos, anulando a respectiva legalidade que foi dadaaos demônios, desalojando-os, bem como impedindo estasinterferências e influências de maldição. Desta forma, as raízes sãoatingidas e o sacrifício de Jesus é aplicado com eficácia. Este mapeamento que nos capacita a fazer oraçõesinteligentes e confissões específicas é um caminho fundamentalpara se conseguir uma libertação consistente em pessoasenvolvidas com imoralidade, homossexualismo e ocultismo. Meu querido leitor, se este é o seu caso, com todo respeito,não deixe de buscar ajuda. O Espírito Santo não vêm para tecondenar, mas para levá-lo ao arrependimento. Exponha-se paraalguém de confiança e que tenha estrutura para te ouvir, orar comvocê e te acompanhar. Como já mencionamos, espíritos de imoralidade,principalmente, se nutrem do seu silêncio. Quanto mais vocêencobre, mais as cadeias se fortalecem e mais perigosa vai setornando a situação, que tende a sair do controle. Encobrirpecados é a forma mais efetiva de cultivar um escândalo. Maiscedo ou mais tarde esta bomba relógio vai ser detonada expondo-ode uma forma esmagadora. Jesus esclareceu esta lei dizendo quetudo que é feito em oculto será apregoado dos telhados. Em contrapartida, o ponto da cura é aquele onde Deus maisquer chegar e nós menos queremos que ele chegue. É onde maisdói. Toda resistência da batalha está concentrada neste ponto.Ameaças sobre o que os outros vão dizer sobressaltam a mente. Éaqui que os demônios querem amordaçar nossa boca. Porém todaesta dor, culpa, ódio e vergonha só são expelidos pela confissão:"Confessai as vossas culpas uns aos outros e orais uns pelos outros
  40. 40. para que sareis." (Tg5:16) O grau de dificuldade que você sente para se expor revela aintensidade da fortaleza espiritual que te prende. São dimensõesproporcionais. Independente disto, você pode abrir a porta destafortaleza. É necessário afastar este "cale-se" imposto pelasentidades, renunciar o silêncio requerido pela carne. A chave mestra para abrir as portas de qualquer fortaleza é oquebrantamento. Quando você vence a vergonha do orgulho eexpõe sua culpa e dor, recebendo a oração da fé, o Espírito Santovai fazer o milagre de purificar sua consciência de toda obra morta.Este é o princípio de ação do verdadeiro avivamento, onde o carrochefe é a humilhação. "Se o meu povo, que se chama pelo meunome, se humilhar..." (11 Cr 7:14) O divórcio libertador entre o verdadeiro amor e asensualidade está baseado num ato aberto de humilhação econfissão.
  41. 41. 5 . EDIFICANDO O LAR Amor e reconciliação ou Sensualidade e divórcio Estes dois casais de palavras são inseparáveis porque estãodebaixo da lei de causa e efeito. Examinando o livro de Oséias, ficapatente que Deus não estava indiferente ao povo por causa de seuspecados. Ele declara abertamente sua intenção: "E desposar-te-eicomigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor. (Os 2:20) Deus expressa, não apenas seu amor fiel e incondicional, mastambém seu coração pacientemente perdoador, quando depois deOséias ter sido abandonado por sua esposa, ele recebe aorientação divina de buscá-la novamente: "E o Senhor me disse;Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, eadúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora elesolhem para outros deuses, e amem os bolos de uvas". (Os 3:1) Deus é insistente em investir na sua aliança com o povo. Eleama o casamento. Sua motivação é reconciliação, fidelidadepaciente e amor. Amor sólido, rico em perdão, sabedoria ecompromisso. Deus jamais escolheu o caminho do divórcio, poisele é um Deus maleável, flexível e reconciliador. Sua perfeição nãocomunga com a intolerância, mas se expressa pela paciência,longanimidade e pelos demais frutos do Espírito. A essência da redenção que o Evangelho proporciona resideno espírito de reconciliação. Divórcio é a alternativa para pessoasque de alguma forma endureceram o coração para Deus emdeterminado relacionamento: "Moisés por causa da dureza dosvossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas aoprincípio não foi assim" (Mt 19:8). De qualquer forma que seja, ocomprometimento com a sensualidade produz esta dureza decoração que pode fatalmente levar ao divórcio. Jesus foi claro em dizer que o divórcio nunca fez parte dopropósito original de Deus para o homem. Isto não quer dizer queDeus deixou de amar ou de continuar a ter um plano para estaspessoas. Deus sempre tem um plano para os que saem do plano. Oplano de Deus é dinâmico e ele jamais desiste de nós. Seu amornos persegue até as últimas conseqüências. Se não fosse assim
  42. 42. estaríamos irremediavelmente perdidos. Pessoas divorciadas não devem ser condenadas, nemaduladas, mas ajudadas com sabedoria a alcançar a aprovação deDeus. Uma questão de sabedoria "A sabedoria é a coisa principal..." (Pv 4:7); Uma das piores conseqüências da sensualidade é que elacompromete a sabedoria. Todas as vezes que a Bíblia mencionasobre construir o lar, o referencial é a sabedoria: "A sabedoria é acoisa principal..." (Pv4:7); "A sabedoria já edificou a sua casa... (Pv9:1)"; Toda a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola(sensualidade) derruba-a com as suas mãos." (Pv 14:1); "Com asabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma." (Pv24:3). É interessante notar que a principal coisa que destrói muitoscasamentos não é a falta de afeição, ou um adultério, ou atémesmo a incompatibilidade de gênios, mas a falta de sabedoriapara resolver pequenos conflitos do dia a dia que tendem a semaximizar tornando o relacionamento insuportável. Esta falta de sabedoria com traços de inveja amargurada esentimento faccioso é denominada por Tiago de sabedoria carnal ediabólica. Ou seja, isto é a essência do assédio do espírito desensualidade perturbando um relacionamento com o propósito delevá-lo à falência. Sabedoria é uma unção que vem como conseqüência dasinfluências espirituais a que nos submetemos devido aos valoresque verdadeiramente escolhemos e contraímos. Se nos subjugamosà sensualidade, que é uma perversão do amor, nossa sabedoriaserá carnal (sensual) e diabólica. Esta sabedoria nos destrói. Senos submetemos ao amor de Deus que foi expressado pelosacrifício de Jesus, seremos ungidos pela sabedoria que vem doalto e estaremos assessorados por uma engenharia celestial paraedificarmos nosso lar. Esta sabedoria constrói a vontade e opropósito de Deus.
  43. 43. Edificando uma casa "Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós. Vamos, pois até o Jordão, tomemos de lá cada um de nós, uma viga, e ali edifiquemos para nós um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide. Disse-lhe um deles: Digna-te de ir com os teus servos. E ele respondeu: Eu irei". (11 Re 6:1-3} O casamento na prática não é algo tão simples comogostaríamos que fosse. Não dá para resumir naquele desfechoromântico dado por muitos filmes:"... e foram felizes para sempre". Acho muito interessante esta passagem da vida de Eliseuonde um de seus discípulos ao edificar uma casa, perdeu o ferrodo machado que ao se soltar do cabo caiu dentro do rio Jordão.Uma casa de profetas, uma igreja é construída com machados, ouseja, através de casais e casamentos bem ajustados. Neste sentidoé necessário muita restauração, o que não é uma tarefameramente natural. Precisamos da palavra profética personificadaaqui por Eliseu, ou seja, da sabedoria que vem do alto para provero encaixe necessário e manter uma postura de reconciliação.Restaurar ou ajustar um relacionamento de tal forma aproporcionar uma atitude eficiente de amor e serviço exige umentendimento renovado pela sabedoria divina. O machado é um símbolo do casal. O cabo e o ferro.Separados eles tem muito pouca utilidade. Juntos eles produzemuma ferramenta capaz de construir uma casa. E esta casa é aprofecia de uma igreja poderosa. O casamento é a arte de unir duas pessoas com natureza epassado totalmente diferentes, ferro e madeira, visando umpropósito maior que é a família. Neste caso, Deus precisou mudara natureza do ferro fazendo-o flutuar, para que o ajuste fosseconseguido. A unidade tem o seu preço. A aliança tem o seu preço. Aparceria tem o seu preço. Relacionamentos têm o seu preço.Casamento exige mudanças. Com certeza, no casamento Deus vaifazer este milagre de mudar a natureza. É necessário lançar o madeiro no lugar certo para fazer oferro flutuar. Aplicar a cruz. A cruz de Cristo detém a sabedoria de
  44. 44. Deus que muda a nossa natureza. Quando aquele madeiro foilançado no lugar certo o ferro flutuou. É necessário voltar nestes pontos, onde o ferro tem afundado,onde espiritualmente o casamento está sendo perdido, e quandoaplicamos a cruz, o milagre da reconciliação acontece, “lembra-te,pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras”; (Ap2:5). Para aqueles que a palavra da cruz é loucura, há muito poucaou nenhuma esperança de um casamento próspero. O casamento é um cheque-mate de Deus no nosso orgulho eegoísmo. Casamento é o grito da interdependência.Interdependência ou morte! Não há lugar mais para aindependência. Aqui começam as mudanças. É impossível unirduas pessoas num casamento abençoado por Deus sem que sejanecessário mudar a natureza delas. Nas bodas de Caná, esta foi a mesma mensagem que oprimeiro milagre de Jesus nos ensina quando ele transforma aágua em vinho. A coisa mais imediata num casamento são problemas. Naprópria festa do casamento uma dificuldade ocorreu. E o que Deusquer demonstrar com isto é que ele deseja mudar nossa natureza.A felicidade no casamento acontece quando nossa natureza émudada por Jesus. Só ele pode dar cor, sabor, suavidade e alegrianum lar, estas coisas são fruto da nossa transformação. Em vista disto é necessário ressaltar o grande segredo que fazum casamento dar certo. Primeiramente é necessário frisar queeste elemento não é a paixão. Isto pode parecer muito estranho epouco romântico, mas é verdade. A paixão, apesar de ser o que inicialmente atrai um casal,muitas vezes é uma ilusão que dura pouco. Ela é só a faíscainicial. O que um casal precisa mesmo é a sabedoria da cruz. Todotesouro que precisamos vem pela verdadeira sabedoria, queproporciona um relacionamento sólido de amor. AS SETE COLUNAS DO LAR "A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas". (Pv 9:1)
  45. 45. Tiago nos revela de maneira bem prática estas sete colunasda sabedoria: "Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramentepura (1), pacífica (2), moderada (3), tratável (4), cheia demisericórdia e de bons frutos (5), sem parcialidade (6), e semhipocrisia [7f. (Tg 3:17) A sabedoria já tem o nosso lar pronto. Já tem a receita de umcasal estruturado e o projeto de uma família abençoada. Estaestrutura é composta de sete colunas, as quais Tiago bemespecifica. 1. Primeiramente pura Pureza hoje é uma palavra quase que dinossáurica, ou seja,praticamente extinta. Traduzindo melhor, pureza equivale ao temordo Senhor que é o princípio, ou o carro chefe da sabedoria. Um casal precisa estar batizado nos mesmos valores do reinode Deus. Aqui está a raiz de muitos desentendimentos crônicos. Énecessário um acordo no sentido de amar o que Deus ama eaborrecer o que ele aborrece. Pureza fala não apenas de valores eprincípios, mas acima de tudo de motivações santificadas peladisposição de humildade e renúncia. Pureza vem de uma visão do nosso coração. Quando Deusnos mostra o nosso próprio coração com as suas sutilezas. Se vocêé sábio, jamais irá comprometer sua integridade. Sem isto não se pode falar nas outras colunas do lar edificadopela sabedoria, ou seja: "primeiramente pura". Pureza é o pontode partida. 2. Pacífica A paz é a marca do filho de Deus. É onde se semeia o fruto dajustiça. Não existe justiça sem um coração pacificador. A irahumana não opera a justiça de Deus. "Bem aventurado ospacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus". A pazsugere um espírito de reconciliação familiar e nos coloca emcontacto com a identidade de filhos, debaixo de um ambiente derevelação da paternidade divina. Isto nos coloca diretamente emcontato com a nossa herança.
  46. 46. Para se edificar um lar, precisamos aprender com o coraçãode Deus o que é ser um pai. A sabedoria ensina que a chave paraisto é um coração pacificador. A palavra de ordem é reconciliação. 3. Moderada Moderação vem da humildade. Alguém que quando provocadonão reage, mas age com respeito e entendimento. É alguém quenão tolera a contenda. Não está neutro em relação à contenda.Está na posição de inimigo de contendas. Se você não tem domínio próprio, pode ser que tenha"demônio próprio". Isto pode parecer uma piada, mas éextremamente sério, e tem levado muitos casamentos à ruína total.Paulo adverte: "Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre avossa ira; não deis lugar ao Diabo". (Ef 4:26,27). Satanás sempreentra pela porta da ira descontrolada. A ferramenta predileta usada pelo inimigo para destruircasamentos é a contenda. Com um pouquinho de orgulho jámordemos a isca. Ressentimento se instala e a vingança exigeespaço. A super valorização de situações irrisórias, o perfeccionismo,a rigidez, o endeusamento de regras particulares açoitamimpiedosamente um relacionamento transformando o lar numringue e o casamento em divórcio. A moderação, o equilíbrio vai estabelecer limites onde orespeito mútuo será preservado. A moderação também traz alonganimidade, que pode ser definida como a capacidade de nãoexigir mudanças imediatas, antes acreditar nesta mudança compaciência. 4. Tratável O casamento é uma ferramenta divina afiada para trabalhar anossa alma. Prepare-se para ser redutível, tolerante. Esteja abertopara Deus mexer em feridas e fraquezas que até aqui ele nuncamexeu, mas que a partir do casamento certamente ele vai mexer.Problemas que o próprio casamento vai trazer à luz, como umaoportunidade de amadurecimento emocional e espiritual.
  47. 47. Relacionamento exige identificação, e identificação exigeredutibilidade. Aqui é que entra o verdadeiro amor. Ao casar, osnoivos estarão num novo nível de tratamento, quebrantamento,responsabilidade e consequentemente maturidade. 5. Cheia de misericórdia e bons frutos Onde tem misericórdia sempre haverá bons frutos.Misericórdia fala do coração de Deus pelas pessoas. No literalsignifica colocar o coração nas misérias de alguém. Misericórdiapode ser definida como não receber o mal que merecíamos que éuma conseqüência da graça divina que pode ser definida comoreceber o bem que não merecíamos. É desta forma que temos sidoministrados por Deus. Isto nos compromete com o amor. Portanto,todas as vezes que estendemos uma graça menor que a que temosrecebido exibimos a injustiça. É necessário, portanto, abrir mão dos próprios conceitos epreconceitos em relação à pessoa. Perdoar incondicionalmente.Perdão tem que ser um estilo de vida. Também é fundamentalrenunciar o que queremos ou como queremos que o outro seja.Uma identificação profunda com a necessidade alheia. Deixe opróprio Deus te mostrar como ele está vendo a outra pessoa emcada situação. Misericórdia expressa o poder da compreensãodivina e a sua capacidade de respeitar nossos momentos infelizes.Este pilar não pode faltar no casamento. 6. Sem parcialidade Não existe submissão sem missão. E não existe missão semsubmissão. O marido precisa estar em contato com a visão deDeus para sua vida. Caso contrário ele vai produzir insegurançano coração de sua esposa. Submissão significa desempenhar amissão de ajudar alguém na sua missão. Por isto, a principalresponsabilidade de uma esposa é entender qual é a missão do seumarido. Se uma mulher não pode casar com a visão de umhomem, não deve casar com este homem. É necessário caminharjuntos. Visão exige acordo e entrosamento. Parcialidade impededuas pessoas de caminharem numa visão. Saber respeitar as diferenças é fundamental para uma
  48. 48. parceria dar certo e produzir o melhor fruto. Esforços precisam sersabiamente coordenados. Nossas diferenças não podem ser umproblema. Precisamos desenvolver uma visão profunda eabrangente de complementabilidade. Esta é uma grande lição queo machado também nos dá. Um outro aspecto da parcialidade é o julgamento temerário eprecipitado. Uma análise incompleta ou tendenciosa da situaçãosempre nos leva a conclusões erradas. Conclusões erradas noslevam a decisões injustas. Quem precipita peca. Um compromissocom a imparcialidade é uma das maneiras mais eficientes de evitaro pecado. "Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações". (1 Pe 3:7) Nosso ministério e nossa vida de oração estão casados com onosso relacionamento conjugal. 7. Sem hipocrisia Hipocrisia é um dos maiores venenos para o casamento:cobrar o que não se vive. A partir do princípio que ensina que oprofeta não tem honra na própria casa, cobrar já é uma atitudeinfeliz. Cobrar o que não se vive gera um clima de indignaçãohostilidade e desavença. Nada é mais inspirativo que a força dotestemunho e da oração paciente para harmonizar um lar. O grande clamor de Deus, o grande apelo, o grande convite, ogrande peso do coração de Deus em relação a nós é que sejamossábios: "Não clama porventura a sabedoria, e não faz oentendimento soar a sua voz? No cume das alturas, junto aocaminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca. junto àsportas, à entrada da cidade, e à entrada das portas está clamando:A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos doshomens. Aprendei, ó simples, a prudência; entendei, o loucos, asabedoria." (Pv 8:1-5) Tudo já está preparado. A estrutura, a alegria, finos manjares
  49. 49. já estão à nossa disposição. A festa está preparada e a mesapronta. A sabedoria convida: "A sabedoria já edificou a sua casa, jálavrou as suas sete colunas, já sacrificou as suas vítimas, misturou oseu vinho: e já preparou a sua mesa. já deu ordem às suas criadas,já anda convidando desde as alturas da cidade, dizendo: quem ésimples, volte-se para aqui. Aos faltos de entendimento diz: Vinde,comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado. Deixai osinsensatos, e vivei; e andai pelo caminho do entendimento". (Pv 9:1-6)
  50. 50. 6. A DOUTRINA DE BALAÃO O encantamento que valeu contra Israel "Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel: (Nm 23:23)” É necessário avaliarmos essa famosa declaração que Balaãofez, quando Balaque, rei dos moabitas o assalariou paraamaldiçoar os filhos de Israel. O que você acha? O encantamentode Balaão valeu ou não contra Israel? O que na verdadeaconteceu? Será que existe algum tipo de encantamento que podeter efeito sobre a igreja? Surpreendentemente, o que constatamos no decorrer dosfatos é que esta palavra não se cumpriu a favor de Israel. Balaãoadivinhou o encantamento diante do qual Israel sucumbiu. Oencantamento da sensualidade proposto por Balaão a Balaquecontra Israel surtiu um efeito devastador. Vamos entender comoisto se deu. Aparentemente, nada poderia afetar Israel, como a princípio opróprio Balaão imaginou. Israel, indubitavelmente era oinstrumento do juízo de Deus. Após aproximadamentequatrocentos anos de paciência, o momento havia chegado.Aquelas nações localizadas na terra de Canaã, juntamente comseus falsos deuses seriam justamente julgados. Estas nações, além de terrivelmente violentas e guerreiras,mantinham práticas demonistas tais como sacrifício de crianças,canibalismo, prostituição cultual, necromancia, adivinhação, eoutras abominações. O acúmulo de injustiça praticada eraintolerável. A terra de tanta contaminação estava vomitando seushabitantes, e Israel estava ali para expulsá-los, redimindo a terra etomando posse da mesma. A começar pelo Egito, a superpotência mundial da época, quetratara soberbamente os filhos de Israel (Ne 9:10), grandes reisestavam sendo vencidos e seus falsos deuses humilhados. Todas
  51. 51. estas nações cananéias estavam temendo e tremendo diante daexpectativa de uma destruição eminente. Balaque, rei de Moabe, ao perceber que não podia enfrentarIsrael recorreu ao profeta Balaão tentando alguma respostasobrenatural. Diante da recusa deste, foi insistentementeaumentando sua oferta até conseguir subornar e arrancar deBalaão, o profeta de Deus, um grande trunfo do diabo: oencantamento da sensualidade. A receita do feitiço se resumianum conselho sutil que consistia no simples fato das moabitasseduzirem os filhos de Israel. Eles seriam envolvidossentimentalmente e consequentemente seduzidos pela imoralidadee idolatria. Para isto, os moabitas se mostraram amistosos e a idéia deuma "grande festa de arromba" com a participação em massa dasjovens moabitas foi imediatamente aceita por Israel. Assim, o rei Balaque liberou o espírito de perversão sexualque se alojara desde os fundadores da nação. Moabe era filho deuma relação incestuosa entre Ló e uma de suas filhas. Balaãosimplesmente ensinou a Balaque como se infiltrar em Israelatravés desta maldição. Da mesma forma como as filhas de Ló oseduziram, agora a situação se repetia com Israel. A SÍNDROME DE BALAÃO Um profeta de Deus, ou alguém que têm esta vocação quandose corrompe, acaba perdendo o discernimento a tal ponto de setornar um feiticeiro. À medida que sua luz se transforma emtrevas, ele vai sendo sutilmente transferido de reino. Um feiticeironada mais é que um profeta corrompido inspirado por motivaçõespecaminosas. Esta foi a dramática história de Balaão, um profeta do Senhorem Moabe, que seduzido pela avareza, insurgiu através doencantamento da sensualidade contra o povo de Deus. Aoaconselhar a sensualidade, acabou dando uma rasteira em simesmo e foi fatalmente derrubado por este espírito. O erro de Balaão:"... se precipitaram no erro de Balaão..." (Jd11)
  52. 52. Balaão estava errando de espírito. Corrompeu-se nas suasmotivações. Como profeta, ele estava forçando a barra paraamoldar a palavra de Deus às suas conveniências. Ele insistiucontra uma verdade revelada. Foi obstinado. Deus já havia deixadomuito claro que ele não deveria ir com Balaque (Nm 22:12), masmesmo assim ele continuou perguntando à Deus, em virtude dainsistência de Balaque, se ele poderia ir. Estava resistindo a umaorientação clara de Deus. Existe um grave princípio espiritual que diz o seguinte:"...Assim diz o Senhor Jeová: Qualquer homem da casa de Israel, quelevantar os seus ídolos no seu coração, e puser o tropeço da suamaldade diante da sua face, e vier no profeta, eu, o Senhor, vindoele, lhe responderei conforme a multidão dos seus ídolos". (Ez14:4) Foi exatamente o que aconteceu com Balaão, apesar de serum profeta. Depois de tanta insistência ele acabou ouvindo deDeus o que ele queria ouvir: "Se aqueles homens vierem te chamar,levanta-te, vai com eles;.." (Nm 22:20). Isto literalmente quase deimediato custou sua vida. Acabou sendo salvo pela sua jumentaque ainda o repreendeu falando com voz humana, que foi umamaneira divina de enfatizar o grande erro que Balaão estavacometendo. Quando um ser humano precisa ser repreendido poruma jumenta, temos o cúmulo da obstinação. O caminho de Balaão "Abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça". (II Pe 2:15) Diante de tantas coisas que estavam sendo acrescentadascomo recompensas, Balaão se vendeu. Mercadejou a palavra deDeus, corrompeu seu ministério, adulterou com Mamom, sedeixando contaminar pela cobiça e avareza. Como Pedro bemcoloca: ele amou o prêmio da injustiça, o salário da fraude, peloqual acabou sendo defraudado e morto. Uma das versões contemporâneas de Balaão são aqueles"profetas" que insistem em manipular a vida sentimental daspessoas em troca de favores escusos. Deixam-se alugar, pelaatenção, prestígio, afirmação e até mesmo pelas ofertas das

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