Quando o Amor Morrer Dentro
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De Ruy Cinatti
Ruy Cinatti (biografia)
 Ruy Cinatti (Ruy Cinatti Vaz Monteiro Gomes) nasceu em Londres em 1915.

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Quando o Amor Morrer Dentro de Ti
Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silênci...
Estrutura Externa
1 – Quan/do o/ a/mor/ mo/rrer/ den/tro /de/ ti, ---------------------10 silabas métricas - Decassílabo
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Estrutura Externa

(continuação)

1 - Quando o amor morrer dentro de ti, --------------------------A
2 - Caminha para o al...
Estrutura Interna
Este poema é constituído por uma única parte que envolve o poema todo, na qual o sujeito poético
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Estrutura Interna

(continuação)

A nível semântico, está presente neste poema 2 hipérboles (Quando o amor morrer dentro
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Estrutura Interna

(continuação)

O tema deste poema é o amor que pode ser explicado com nomes que aparecem no
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Quando o amor morrer dentro de ti

  1. 1. Quando o Amor Morrer Dentro de Ti De Ruy Cinatti
  2. 2. Ruy Cinatti (biografia)  Ruy Cinatti (Ruy Cinatti Vaz Monteiro Gomes) nasceu em Londres em 1915.  Em criança veio para Lisboa onde se formou em Agronomia. Foi meteorologista, secretário do governador de Timor, onde viveu durante alguns anos após a II Guerra Mundial, e chefe dos Serviços Agronómicos de Timor e investigador da Junta de Investigação do Ultramar. Estudou na Universidade de Oxford onde se doutorou, em 1961, em Antropologia Social e Etnografia.  Ruy Cinatti escreveu sobre São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.  Foi co-fundador de Os Cadernos de Poesia (1940).  Ruy Cinatti faleceu em 1986
  3. 3. Quando o Amor Morrer Dentro de Ti Quando o amor morrer dentro de ti, Caminha para o alto onde haja espaço, E com o silêncio outrora pressentido Molda em duas colunas os teus braços. Relembra a confusão dos pensamentos, E neles ateia o fogo adormecido Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido Espalhou generoso aos quatro ventos. Aos que passarem dá-lhes o abrigo E o noturno calor que se debruça Sobre as faces brilhantes de soluços. E se ninguém vier, ergue o sudário Que mil saudosas lágrimas velaram; Desfralda na tua alma o inventário Do templo onde a vida ora de bruços A Deus e aos sonhos que gelaram. Ruy Cinatti, em “Obra Poética”
  4. 4. Estrutura Externa 1 – Quan/do o/ a/mor/ mo/rrer/ den/tro /de/ ti, ---------------------10 silabas métricas - Decassílabo 2 – Ca/min/ha/ pa/ra o/ al/to on/de ha/ja es/pa/ço, -------------11 silabas métricas - Hendecassílabo 3 - E /com/ o/ si/lên/cio ou/tro/ra /pres/sem/ti/do ------------------12 silabas métricas - Dodecassílabo 4 – Mol/da em/ duas/ co/lu/nas/ os/ teus/ bra/ços. ----------------10 silabas métricas - Decassílabo 5 – Re/lem/bra a/ com/fus/ão /dos/ pen/sa/men/tos, ------------11 silabas métricas - Hendecassílabo 6 - E /ne/les /a/tei/a o/ fo/go a/dor/me/ci/do -----------------------12 silabas métricas - Dodecassílabo 7 - Que u/ma/ vez/, son/ho /de a/mor,/ teu/ pei/to /fe/ri/do ---13 silabas métricas - Bárbaro 8 – Es/pal/hou/ ge/ne/ro/so aos/ qua/tro/ vem/tos. ----------------11 silabas métricas - Hendecassílabo 9 – A/os/ que/ pas/sa/rem/ dá/-lhes/ o a/bri/go ---------------------11 silabas métricas - Hendecassílabo 10 - E o/ no/tur/no /ca/lor /que/ se/ de/bru/ça ----------------------11 silabas métricas - Hendecassílabo 11 – So/bre as/ fa/ces/ bril/han/tes/ de/ so/lu/ços. ------------------11 silabas métricas - Hendecassílabo 12 – E/ se/ nin/guém/ vier/, er/gue o/ su/dá/rio -----------------------10 silabas métricas - Decassílabo 13 – Que/ mil/ sal/do/sas /lá/gri/mas/ ve/la/ram; ---------------------11 silabas métricas - Hendecassílabo 14 – Des/fral/da/ na/ tua al/ma o/ in/vem/tá/rio ---------------------10 silabas métricas - Decassílabo 15 – Do/ tem/plo on/de a/ vi/da o/ra/ de/ bru/ços -----------------10 silabas métricas - Decassílabo 16 - A /Deus/ e aos/ son/hos /que/ ge/la/ram. -------------------------9 silabas métricas - Eneassílabo
  5. 5. Estrutura Externa (continuação) 1 - Quando o amor morrer dentro de ti, --------------------------A 2 - Caminha para o alto onde haja espaço, --------------------B 3 - E com o silêncio outrora pressentido --------------------------C 4 - Molda em duas colunas os teus braços. ---------------------D 5 - Relembra a confusão dos pensamentos, --------------------D 6 - E neles ateia o fogo adormecido -------------------------------C 7 - Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido ------------C 8 - Espalhou generoso aos quatro ventos. ------------------------D 9 - Aos que passarem dá-lhes o abrigo ----------------------------E 10 - E o noturno calor que se debruça -----------------------------F 11 - Sobre as faces brilhantes de soluços. ------------------------D 12 - E se ninguém vier, ergue o sudário ---------------------------G 13 - Que mil saudosas lágrimas velaram; -------------------------H 14 - Desfralda na tua alma o inventário --------------------------G 15 - Do templo onde a vida ora de bruços ----------------------D 16 - A Deus e aos sonhos que gelaram. ---------------------------H Rima Emparelhada: Versos 4 a 7. Rima Encadeada: Versos 12 a 14. Rima Interpolada: Versos 3 a 6, 4 a 8, 8 a 11, 11 a 15, 13 a 16. Este poema tem 1 estrofe, esta estrofe é uma estrofe irregular. O ritmo é rápido e variado.
  6. 6. Estrutura Interna Este poema é constituído por uma única parte que envolve o poema todo, na qual o sujeito poético explica ao leitor o que deve fazer quando o amor morrer e os passos e concelhos que deve seguir (Quando o amor morrer dentro de ti, /Caminha para o alto onde haja espaço. /E com o silêncio outrora pressentido /Molda em duas colunas os teus braços v.1,2, 3 e 4). Importa salientar que está presente neste texto, a nível fónico, 3 aliterações (E com o silêncio outrora pressentido /Molda em duas colunas os teus braços. /Relembra a confusão dos pensamentos, /E neles ateia o fogo adormecido /Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido. v. 3 a 7)(Que mil saudosas lágrimas velaram; v. 13)(A Deus e aos sonhos que gelaram. v. 16), 2 assonâncias (Quando o amor morrer dentro de ti, Caminha para o alto onde haja espaço,. v. 1 e 2)(Que mil saudosas lágrimas velaram; Desfralda na tua alma o inventário. v. 13 e 14).
  7. 7. Estrutura Interna (continuação) A nível semântico, está presente neste poema 2 hipérboles (Quando o amor morrer dentro de ti, /Caminha para o alto onde haja espaço,. v. 1 e 2)(Que mil saudosas lágrimas velaram. v. 13) que representam o exagero, como dizer o “amor morrer dentro de ti, /Caminha para o alto onde haja espaço,” sabe-se perfeitamente que o amor nunca morre e “Que mil saudosas lágrimas” indica logo um exagero. Está presente também um oximoro (E neles ateia o fogo adormecido. v. 6) que diz o fogo adormecido, basicamente isto aponta que se excluem mutuamente pois um fogo adormecido é um fogo inexistente. Há também uma personificação (E neles ateia o fogo adormecido. v. 6) pois está a atribuir caraterísticas humanas a certas coisas como o fogo. E por fim está presente adjetivação em, por exemplo, “alto”(v.2), “espaço”(v.2), “silêncio”(v.3), “pressentido”(v.3), etc..
  8. 8. Estrutura Interna (continuação) O tema deste poema é o amor que pode ser explicado com nomes que aparecem no poema, tais como “amor”(v.1), “fogo”(v.6), “amor”(v.7), “teu peito ferido”(v.7), etc, que podem ser substituídos (alguns) como por exemplo fogo, a chama do amor, dai fogo adormecido quer dizer chama apagada, o teu peito ferido pode ser trocado por coração partido. Está presente em quase todo o poema, verbos que, através do sujeito poético, caraterizam meios que devemos fazer, como seguir e concelhos, tais como “Caminha”(v.2), “Molda”(v.4), “Relembra”(v.5), “ateia”(v.6), “ergue”(v.12) e “Desfralda”(v.14).
  9. 9. Bibliografia/Netgrafia  http://www.blogclubedeleitores.com/2012/12/poema-noitinha-ruy-cinatti.html.  http://aulaportugues.no.sapo.pt/analisapoema.htm.  http://www.prof2000.pt/users/lrdp/anal.poembc.htm.  Dulce Silva, Lilia Silva, Olga Magalhães; 2011; Português – Guia de Estudo; Porto Editora.

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