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  1. 1. PACTO 2013 LÍNGUA PORTUGUESA
  2. 2. CONCEPÇÕES DE O QUE ENSINAR ALFABETIZAÇÃO ALFABETIZAÇÃO: NO CICLO DE A escrita não é um código que precisa só ser decodificado e memorizado;  O aluno precisa entender que a escrita no papel representa a fala;  Para apropriação do Sistema de escrita alfabética, os alunos passam por fases; 
  3. 3. Hipótese de Escrita
  4. 4. PRÉ - SILÁBICA Não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada, esta fase pode-se dividir em dois níveis: O Nível I pode ser: • Pictórico onde ocorrem na escrita as garatujas ou os rabiscos (desenhos sem figuração); O Nível II – é onde a criança: • Escreve diversas letras para representar palavras.; • Ela percebe que para escrever precisa de letras; • Sua escrita não tem relação com a sonoridade; • A ordem das letras não tem importância; • Para ela a escrita não pode conter menos que três ou quatro letras; • Sua leitura é global; • Nesta fase pode ocorrer o “Realismo Nominal”, ou seja, associa o tamanho da palavra ao tamanho do objeto. Exemplo: A criança acredita que para escrever “ELEFENTE” ela precisa de muitas letras, por que o elefante é grande, e para escrever “FORMIGA” ela precisa de poucas letras, por que a formiga é pequena;
  5. 5. PRÉ-SILÁBICO I • Não estabelecem vinculo entre fala e escrita; • Supõem que a escrita é outra forma de desenhar ou representar coisas • Taíssa e Lucas são pictóricos, pois a escrita ocorre em forma de rabiscos ou garatujas (desenhos sem figuração);
  6. 6. PRÉ-SILÁBICO II • Usa várias letras para representar uma palavra; • Sabe que para escrever precisa de letras; • Acha que para escrever precisa de mais de três ou quatro letras; • Sua leitura é global; • No caso da Maria apresenta Realismo Nominal (escreve a quantidade de letras de acordo com o tamanho do animal, a formiga é pequena poucas letras, o elefante é grande mais letras). Além de usar as letras do próprio nome na escrita.
  7. 7. SILÁBICA • Interpreta a letra a sua maneira, atribuído valor de silaba a cada uma; • É nesta fase que a criança percebe que não precisa de um monte de letras para cada palavra escrita. Mas às vezes coloca letras entre as sílabas que são chamadas de “almofadas” (no meio da palavra) ou “sobrantes” (no final da palavra) talvez para ficar “mais bonito”. Exemplo: UAX (uva) • As vezes pode usar uma letra para representar cada palavra na frase, pois para a criança nesta fase a “sílaba” é a menor unidade da escrita, na frase a menor unidade é a “palavra”. • Esta hipótese pode se dividir em dois níveis: Silábico Sem Valor Sonoro e Silábico Com Valor Sonoro. • Silábico Sem Valor Sonoro a criança relaciona a escrita e a fala, para cada vez que pronuncia uma sílaba, ela escreve uma letra, porém essa letra (grafema) não tem relação com o som (fonema). Exemplo: XLH (cavalo); • Silábico Com Valor Sonoro, usa uma letra para cada vez que pronuncia uma sílaba, mas desta vez faz relação com o fonema (som). Exemplo: CVL, CVO, AAO ou AVL (cavalo). • Na hipótese silábica com valor sonoro, pode surgir a falha na alfabetização, a criança pode ser “vocálica” (iniciou a alfabetização a partir das vogais, exemplo: escreve AAO - cavalo) ou “consonantal” (iniciou a alfabetização a partir das consoantes, exemplo: escreve CVL cavalo).
  8. 8. SILÁBICO SEM VALOR SONORO •Usa uma letra para cada vez que pronuncia uma sílaba, porém sem relacionar a letra com o fonema (som); • No caso de Ana ela usa na frase uma letra para representar uma palavra;
  9. 9. SILÁBICO COM VALOR SONORO • Usa uma letra para cada vez que pronuncia uma sílaba, relacionando letra a fonema (som); • Gabriel é vocálico, iniciou sua alfabetização a partir das vogais; • Júlia é consonantal, iniciou sua alfabetização a partir das consoantes.
  10. 10. SILÁBICA-ALFABÉTICA Esta é a hipótese intermediária em que a criança ora escreve silabicamente, ora alfabeticamente, ou seja, mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas. Exemplo: escreve SAPT – sapato.
  11. 11. SILÁBICO-ALFABÉTICO • Ora escreve de forma silábica, ora de forma alfabética; • Percebe o som da sílaba acrescentando letras; • Ainda em conflito
  12. 12. Alfabética  Toda criança nesta hipótese é sonora;  Domina a maioria das letras do alfabeto, apresentando apenas dificuldades na ortografia;  Domina, enfim, o código escrito, distinguindo letras, sílabas, palavras e frases.  O princípio de que o processo de conhecimento por parte da criança deve ser gradual, corresponde aos mecanismos deduzidos por Piaget, segundo os quais cada salto cognitivo depende de uma assimilação e de uma reacomodação dos esquemas internos, que necessariamente levam tempo.  A alfabetização é um processo continuo construído ao longo do desenvolvimento da criança é a ação de ensinar, ou aprender a ler e a escrever, estando intimamente ligada aos conhecimentos da leitura e escrita.  Ao organizar atividades que favoreçam a aquisição da leitura e da escrita, o alfabetizador deve buscar conhecimentos teóricos nos estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky em “Psicogênese da Língua Escrita”, para que possa compreender que saber ler não é apenas conhecer o sistema alfabético da língua escrita, mas é também saber ler de forma critica, reconhecendo diferentes tipos de textos.  O professor envolvido no processo de aquisição da língua escrita precisa construir um ambiente alfabetizador, isto significa possibilitar ao aluno o contato com a diversidade de textos presentes no dia-a-dia e utilizar a escrita de maneira crítica e ativa na alfabetização.
  13. 13. ALFABÉTICO • Domina a maioria das letras; •Apresenta dificuldades ortográficas; • Distingue letras, sílabas, palavras e frase; • Lê de acordo com o ritmo frasal; • Tem domínio do código escrito.
  14. 14. É interagindo com a escrita, contemplando seus usos e funções, que os alunos se apropriam da escrita alfabética.
  15. 15. CRIANÇAS
  16. 16. LETRAMENTO  Surge na década de 1990  ALFABETIZAR: corresponde à ação de ensinar a ler e escrever;  LETRAMENTO: corresponde a um estado ou a condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas que cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita.
  17. 17. REFLEXÕES Uma pessoa pode ser letrada se não for alfabetizada?  Apenas a interação com textos que circulam na sociedade garante que os alunos se apropriem da escrita alfabética?  Por que muitos alunos ainda continuam chegando ao final do 1º ano ou mesmo no final do 1º ciclo do Ensino Fundamental sem saber ler e escrever?  Será que se a gente desconsiderar tudo o que já foi visto até hoje sobre Educação e desenvolver uma nova teoria, método, abordagem resolveria o nosso problema? 
  18. 18. Letramento e alfabetização: as muitas facetas – Magda Soares  1º lugar, a necessidade de reconhecimento da especificidade da alfabetização, entendida como processo de aquisição e apropriação do sistema da escrita, alfabético e ortográfico;  2º lugar, e como decorrência, a importância de que a alfabetização se desenvolva num contexto de letramento - entendido este, no que se refere à etapa inicial da aprendizagem da escrita, como a participação em eventos variados de leitura e de escrita, e o consequente desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes positivas em relação a essas práticas;
  19. 19.   3º lugar, o reconhecimento de que tanto a alfabetização quanto o letramento têm diferentes dimensões, ou facetas, a natureza de cada uma delas demanda uma metodologia diferente, de modo que a aprendizagem inicial da língua escrita exige múltiplas metodologias, algumas caracterizadas por ensino direto, explícito e sistemáticoparticularmente a alfabetização, em suas diferentes facetas-outras caracterizadas por ensino incidental, indireto e subordinado a possibilidades e motivações das crianças; 4º lugar, a necessidade de rever e reformular a formação dos professores das séries iniciais do ensino fundamental, de modo a torná-los capazes de enfrentar o grave e reiterado fracasso escolar na aprendizagem inicial da língua escrita nas escolas brasileiras.
  20. 20. “alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado.” (Soares, 1998, p. 47)
  21. 21. O que estamos chamando de atividades de reflexão sobre o Sistema de Escrita Alfabética? Como abordado por Leal e Morais (2010), para compreender as propriedades do sistema alfabético, é necessário que o indivíduo se aproprie de uma série de conhecimentos, tais como: A reflexão mais aprofundada sobre os princípios do Sistema de Escrita Alfabética é contemplada na Unidade 3.
  22. 22. Nessa perspectiva, defendemos que as crianças possam vivenciar, desde cedo, atividades que as levem a pensar sobre as características do nosso sistema de escrita, de forma reflexiva, lúdica, inseridas em atividades de leitura e escrita de diferentes textos. É importante considerar, no entanto, que a apropriação da escrita alfabética não significa que o sujeito esteja alfabetizado. Essa é uma aprendizagem fundamental, mas para que os indivíduos possam ler e produzir textos com autonomia é necessário que eles consolidem as correspondências grafofônicas, ao mesmo tempo em que vivenciem atividades de leitura e produção de textos.
  23. 23. AVALIAÇÃO NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO ANTES AGORA PARA CONHECER MEDIR CLASSIFICAR EXCLUIR PARA RETOMAR PARA REFLETIR PARA PLANEJAR PARA ACOLHER
  24. 24. AVALIAÇÃO ANTES O erro ou a escrita não convencional indicavam que os alunos não sabiam o conteúdo. AGORA O erro ou a escrita não convencional passam a ser vistos como reveladores de suas hipóteses de escrita.
  25. 25. Como realizar a avaliação diagnóstica? 1. Por que estou aplicando a avaliação? PARA CONHECER PARA RETOMAR PARA REFLETIR PARA PLANEJAR PARA ACOLHER 2. Como proceder? É uma atividade individual de escrita de uma lista de palavras de um mesmo campo semântico, seguida da escrita de uma frase. O professor deve observar como a criança procede em seu pensamento e ações. Após cada escrita o professor deve pedir para que o aluno faça a leitura . O professor deve registrar a pauta sonora. O professor deve fazer todos os registros que achar pertinente sobre a sondagem. Com essas observações, poderemos saber qual é nível de nossa sala . Planejar situações onde os alunos vão ter atividades possíveis e desafiadoras.
  26. 26. Ana Cristina Bezerra da Silva, professora do 1º ano de uma escola da rede municipal de ensino do Recife, relata de forma breve como faz uso da avaliação diagnóstica para identificar os conhecimentos das crianças em relação ao Sistema de Escrita Alfabética e poder planejar as atividades de forma a possibilitar que elas avancem em suas hipóteses de escrita: “Nos primeiros dias de aula deste ano letivo foi estabelecido pela coordenação da escola, juntamente com todos os professores, um período de sondagem inicial (ou diagnóstico da turma), para que pudéssemos descobrir o que cada aluno sabia sobre o sistema de escrita, bem como identificar quais hipóteses da língua escrita em que as crianças encontravam- se para que pudéssemos adequar o planejamento das aulas de acordo com as necessidades de aprendizagem do grupo. Essa avaliação inicial me permite acompanhar os avanços na apropriação do Sistema de Escrita Alfabética durante todo ano. A sondagem inicial foi realizada através de uma atividade feita individualmente com a produção espontânea de uma lista de palavras de um mesmo grupo
  27. 27. semântico que, no caso desta turma, escolhi nome de alguns animais (SAPO, CAVALO, MACACO, CORUJA, VACA, GATO). Em outro momento fiz aplicação de uma avaliação elaborada pela coordenadora para aplicação nas turmas do 1 ano, em seguida foram tabulados os acertos de cada criança de acordo com os descritores estabelecidos pela escola. Com base nessa tabela, foi possível fazer uma análise crítica de como deveria ser a rotina e quais atividades seriam contempladas para que cada criança avançasse do seu estágio inicial de escrita. Com o resultado desta sondagem organizei as primeiras atividades para que pudesse fazer as intervenções adequadas à diversidade de saberes da turma. Como, no grupo de dezessete alunos, doze estavam no nível présilábico, iniciei as atividades partindo do nome das crianças, para que as crianças entrassem em contato com a leitura e a escrita através do que lhe pertence, que é o seu nome. Elaborei também um quadro, para que, no final de cada bimestre, pudesse manter um registro criterioso do processo de evolução das hipóteses de escrita
  28. 28. das crianças, pois é através das sondagens e da observação cuidadosa e constante das produções dos alunos durante o ano, que eu posso saber em que momento se encontra cada um, e se a minha rotina está funcionando, e como posso ajustar o planejamento do meu trabalho para que, no final do ano letivo, todos estejam alfabetizados.” (Ana Cristina Bezerra da Silva, professora do 1 Ano da Escola Municipal Maurício de Nassau – Recife/PE).
  29. 29. Para Ferreira e Leal (2006, p. 18), “[...] os argumentos para a adoção do regime ciclado são muitos. Um deles repousa na ideia de que essa estrutura curricular favorece a continuidade, a interdisciplinaridade e a participação, respeitandose os ritmos e os tempos dos alunos. Há ainda, nessas propostas, uma negação da lógica excludente e competitiva (quem vai chegar primeiro?) e a adoção de uma lógica de inclusão e solidariedade (partilha de saberes). Outro aspecto a destacar é a mudança da perspectiva conteudista de “quanto já se sabe sobre” para uma perspectiva multicultural, que respeita a diversidade de saberes, práticas e valores construídos pelo grupo. Há, ainda, uma rejeição da busca de homogeneização e uma valorização da heterogeneidade e da diversidade.”
  30. 30. Leitura
  31. 31. Produção de textos escritos
  32. 32. Oralidade
  33. 33. Análise linguística: discursividade, textualidade e normatividade
  34. 34. Análise linguística: Apropriação do sistema de escrita alfabética
  35. 35. TAREFA Analisar do livro didático em relação ao quadro de “Direitos de aprendizagem”.

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