Projeto de trabalho aproveitamento integral dos alimentos

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Projeto de trabalho aproveitamento integral dos alimentos

  1. 1. ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL OLAVO BILAC Projeto de Trabalho Aproveitamento Integral de Alimentos: Um Caminho Saudável para a Sustentabilidade Junho/2013
  2. 2. Projeto de Trabalho: Aproveitamento Integral de Alimentos: Um Caminho Saudável para a Sustentabilidade Dados de Identificação Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac Ano/Série: 1º, 2º, 3º e 4º ano Turmas: 1ºA, 2ºA, 3ºA, 4ºA (manhã) e 1ºB, 2ºB, 3ºB, e 4ºB (tarde) N° de alunos: Diretor: Milton Coordenadora Pedagógica: Flávia Professoras: Alini, Ana Patrícia, Ana, Cristiane, Denise Armani Nery Fernandes, Elisandra, Gustavo,Jussara, Ledir, Letícia, Loraine,Luciana, Kelly, Rita, Rosaura e Sílvia.  Período de Realização: de junho de 2013 até agosto 2013  Tema do Projeto: Alimentação e sustentabilidade Título do Projeto: Aproveitamento Integral de Alimentos: Um Caminho Saudável para a Sustentabilidade A delimitação do tema do projeto do trabalho Justificativa A partir da proposta referente à elaboração de um trabalho de iniciação científica que envolvesse a participação de toda escola foi decidido coletivamente a realização de um projeto envolvendo alimentação e sustentabilidade, focando na utilização de alimentos como frutas, verdura e legumes, utilizados na sua totalidade. A proposta em comento teve como um de seus pilares a intenção de transcender os limites da escola. Observando-se a comunidade, verificou-se a necessidade de desenvolvimento e propagação de condutas que buscassem o aproveitamento integral dos alimentos na produção de receitas práticas e nutritivas evitando o desperdício e visando a economia.. Nesse ínterim, entendeu-se que o trabalho deveria ser extensivo à comunidade, de modo que as contribuições pudessem ser dadas e aproveitadas por todos.
  3. 3. Com esse projeto, pretende-se favorecer as aprendizagens e estimular o desenvolvimento do conhecimento científico, por intermédio da pesquisa, experiências e experimentações. Objetivos e finalidade do projeto Conscientizar os alunos e comunidade acerca da necessidade de cultivar hábitos alimentares saudáveis; Favorecer o aprendizado de forma prazerosa e interdisciplinar; Vivenciar situações concretas que possibilitem um aprendizado significativo; Motivar os alunos a apreciar e degustar alimentos saudáveis; Possibilitar o acompanhamento da plantação de leguminosas e tubérculos, de modo a buscar a compreensão do processo de crescimento e desenvolvimento dos alimentos de origem vegetal; Mobilizar a comunidade escolar a reconhecer a boa alimentação como um critério importante para uma melhor qualidade de vida; Contribuir para a construção do processo da aprendizagem linguística e matemática, de maneira lúdica, significativa e prazerosa; Externar ações criativas e representações das crianças a partir dos alimentos escolhidos por eles; Instigar a realização pesquisa científica na biblioteca e no laboratório de informática, bem como no cotidiano da sala de aula; Propiciar contato direto com o preparo das receitas; Promover a realização de experiências científicas, Impulsionar uma maior integração entre as turmas.
  4. 4. Formas de mediação. Introdução a Problematização: Durante a primeira quinzena de junho de 2013, após a realização de reuniões entre os membros do corpo docente da Escola Olavo Bilac, os professores passaram a a propor diálogos com os alunos em sala de aula, incentivando a discussão sobre as inúmeras possibilidades de alimentação saudável existente e o aproveitamento total dos alimentos. A partir disso, foi realizada a escolha, por parte dos alunos, do alimento a ser estudado e preparado. Cada professor, sabendo do ingrediente principal – fruta, legume ou verdura – escolhido pela turma, preparou inúmeras atividades trazendo o referido ingrediente como tema. Desse modo, utilizando-se de tarefas variadas, que propiciaram o estudo da ciência, da linguagem, da matemática, dentre outros conhecimentos, de modo interdisciplinar sempre buscando relacioná-los com o cotidiano dos alunos. Também foi realizada uma pesquisa com as famílias dos alunos. Nela, pretendeu-se conhecer os alimentos mais utilizados e conhecidos por elas, bem como se as frutas, legumes e hortaliças usadas em casa eram aproveitadas em sua integralidade. Foram, também, pedidas sugestões de uso e receitas. Todas essas informações foram tabuladas, para a posterior construção de um livro que possa ser utilizado por toda a comunidade escolar, inclusive a partir da disponibilização dessas informações no blog da escola. Além disso, cada turma, juntamente com sua professora, preparou uma receita específica, que foi degustada pelos alunos e partilhada, também, com de toda o corpo docente e funcionários da escola, a fim de avaliar o grau de satisfação. As receitas preparadas foram as seguintes: Bolo de Casca de Banana
  5. 5. Pão de casca de batata; Gelatina de Beterraba Brigadeiro de Casca de Banana Bananada de Casca Bolo de Laranja com Casca Chá de Casca de Abacaxi Suco de Casca de Abacaxi com Hortelã Bolo de Casca de Mamão Xarope de Casca de Banana Desenvolvimento Reuniões do corpo docente; Diálogo em sala de aula com os alunos e escolha dos alimentos e receitas; Pesquisa acerca da origem do alimento escolhido, suas informações nutricionais e outras utilizações possíveis; Momentos de leitura utilizando diferentes portadores de texto abordando o referido tema ou ingrediente escolhido, Cultivo e acompanhamento de leguminosas e tubérculos; Noções de higienização, de modo a buscar a compreensão dos cuidados necessários para a feitura de alimentos saudáveis e sem riscos de contaminação; Simulação de cozinha na sala de aula; Palestra de uma nutricionista; Preparo da receita, dando atenção aos passos do sua construção (misturas, fermentação, mudança de coloração e aspecto, massa, volume, quantidades, sabores);
  6. 6. Realização de experiências, Registro fotográfico do passo a passo da elaboração de receitas dentre outras atividades, Construção da “pirâmide” alimentar; Criação de tabelas e gráficos variados; Análise de dados, Criação de cartazes e realização de atividades artísticas e criativas. Confecção da capa do livro de receitas. Fechamento Construção de um compêndio impresso e virtual, contendo as atividades e descobertas realizadas; Criação de um livro de receitas único, contendo todas as receitas elaboradas na escola, que posteriormente será distribuído à comunidade; Socialização com a comunidade escolar e familiares. Avaliação “Para cuidar da aprendizagem, é preciso avaliar sempre, como rotina escolar. Quem cuida, não perde de vista. Avaliação precisa ser „pedagogia‟, não instrucionismo. É crucial respeitar a ética da avaliação, em sua lógica e em sua democracia. Acima de tudo está o direito de aprender.” (DEMO, 2005, p. 80) Fazendo uso das percucientes palavras de Pedro Demo, no decorrer dos nosso trabalho buscamos estar pautados por uma prática avaliativa que permitisse impulsionar os alunos. Muito embora cada indivíduo tenha as suas peculiaridades e deva
  7. 7. ter a individualidade respeitada, há que se buscar elementos incentivadores para o seu desenvolvimento. E é evidente que esse processo de avaliação não é estanque e tampouco acontece de forma isolada. Para tanto, é importante considerar todo o processo de construção do conhecimento, que ocorre de forma contínua e permanente, no fluxo e no contrafluxo. Desse modo, não só os alunos aprendem e nem só os professores ensinam. A aprendizagem se dá de maneira muito mais rica e complexa, sendo professores, alunos e comunidade aprendizes e mestres, e dessa forma toda a comunidade escolar cresce coletivamente, o que repercute no aprendizado individual. Os registros das discussões empreendidas, atividades e pesquisas realizadas, e receitas confeccionadas são, portanto, material valioso, que nos permitiu verificar os progressos de cada um e a construção de um conhecimento individual e coletivo. O registro e a análise de todo um conjunto de dados relevantes permitirão a construção, a partir do tabelamento das informações e impressões colhidas, a confecção de um material riquíssimo. E esse referido material não será apenas a história de todas as atividades e descobertas dos alunos, mas permitirá que a utilização das aprendizagens ali construídas contribua futuramente para a comunidade escolar. Destaque-se, por fim, que participação ativa de cada aluno no transcurso do desenvolvimento do projeto permite verificar o grau de envolvimento, disponibilidade e colaboração de cada um para o êxito das atividades propostas. Bibliografia DEMO, Pedro. Ser Professor é cuidar que o aluno aprenda. Porto Alegre: Ed.Mediação, 2005.

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