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novembro 2011
- Biblioteca
CEU 3 Pontes
- PIÁ
ARTE DE PIÁ
artedepia@gmail.com
www.artedepia.blogspot.com
(descarregue a publicação e outros itens
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poetas participantes:
Yasmim
Ana Flávia
Vanessa Soares
Keli Andrade
João Pedro
Maria Caroline de Souza
Manoel Amancio da S...
A Família Negra
A Família Negra
Como uma peneira
Às vezes limpa às vezes suja
é como roupa suja na lavanderia
Negros
Uma n...
O medo já não existia mais,
A boneca negra dos cabelos
brancos prateados hoje tem
um canto na minha vida.
As lembranças, o...
Essa minha pele branca.
Ah! Essa minha pele branca!
Ela não fala por mim,
Orgulho-me dos meus antepassados
que não eram as...
Uma multidão avança
no deserto das cidades
no deserto das pessoas
uma multidão avança
pelas cidades
em busca de algo
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Diáspora
Amilcar Farina
(São Paulo)
Como foi distante
olhar-te da outra margem do rio
por que somente um dia?
Se todo dia ...
Cabelo bom, Cabelo ruim
Pixaim
Cabelo duro, Cabelo escuro
Pixaim
Puxa puxa puxa
Alisa
Pixaim
Cabelo coitado, Cabelo encera...
A diferença entre as pessoas
soma, engrossa o caldo
o diferente acrescenta em
riqueza e ao que somos
Agradeço:
Ao tambor, ...
Oração
Vanessa Biffon
(São Paulo)
Chão de terra pisado
A benção, Iansã!
Faça eu voar em teus ventos
Faça eu honrar este in...
Ildo Rogério
(São Paulo)
Meu sonho passa por um lugar
um lugar com minhas crianças
crianças de todas as cores, piás
branca...
Nuvens Pretas, João Pedro
(São Paulo)
Nuvens pretas parecem chocolates pretos no mundo
Maria Caroline da Silva
(São Paulo)...
Árvores negras
Árvores negras possuem frutas estragadas que caem do pomar
do pomar nascem outras árvores negras
Negros e n...
Que embola...
Odé Amorim
(Santo André)
Cheiro de corpo, de povo, de gente
África vive, presente, latente
pé branco dançand...
Meu corpo nega outros amores
Algo deve estar escrito nas leituras geradas espontaneamente
Meu corpo não nega outros amores...
Sou negra sim, tenho orgulho da minha cor
tenho uma mistura de cor bem singela,
sou filha de índio e negro,
sou da cor da ...
Vanessa Soares (São Paulo)
Ah, minha pele
negra sim
morena não
Ah, minha boca
carnuda, vermelha, linda sim
o orgulho está ...
Minha cor negra é bela sim,
sou negra de pele e de sangue
sou a mistura do meu Brasil
sou a cor da luta da justiça do amor...
Todos os dias a favela vela
Os corpos na vala
Que são de quem fala
Aquilo que se quer calar
 
A vela acesa
Revela uma vida...
Nossa luta,
para que lutamos
para que viemos aqui?
Viemos para amar-nos, apaixonar-nos, impor
e por que nos acham tão dife...
Tayna da Silva Alves Severino
Por que tem que ser assim negros
trabalham e os brancos e
os ricos gozam de mim.
A escravidã...
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AfroPoemas, Biblioteca CEU 3 Pontes, nov 2011

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Coletânea de textos realizada a partir de um concurso cultural solidário. Atividade atrelada ao Sarau AfroBiblioBrasileiro, criado pelo Projeto OFICINATIVA e pela BiblioEquipe do CEU 3 Pontes (Claudia e Madeline) - e dinamizado pelo PIÁ (Programa de Iniciação Artística).

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AfroPoemas, Biblioteca CEU 3 Pontes, nov 2011

  1. 1. A f r o P o e m a sconcurso solidário II Sarau AfroBiblioBrasileiro novembro 2011 - Biblioteca CEU 3 Pontes - PIÁ
  2. 2. ARTE DE PIÁ artedepia@gmail.com www.artedepia.blogspot.com (descarregue a publicação e outros itens gratuitamente na página) Biblioequipe CEU 3 Pontes: - Cássia - Claudia - Madeline - Marcos Artistas educadores PIÁ CEU 3 Pontes: - Daniel (Artes Visuais) - Guilherme (Dança) - João (Teatro) - Rogerio (Música) É crescente a necessidade de falar sobre temáticas sociais que ainda hoje são nós pessoais e coletivos na constituição psicológica de nossa nação. E se conseguimos fazê-lo por caminhos artísticos / poéticos, acreditamos que tais debates e reflexões podem experimentar processos e resultados impressionantes. Essa foi justamente a proposta do concurso solidário AfroPoemas e agora apresentamos a publicação que nos dá muito orgulho. E certamente vontade de fazer outras...
  3. 3. poetas participantes: Yasmim Ana Flávia Vanessa Soares Keli Andrade João Pedro Maria Caroline de Souza Manoel Amancio da Silva Stephanie Gomes Pedro Osmar Gomes Coutinho Edy Souza Amilcar Farina Guilherme de Almeida Vanessa Biffon Ildo Rogério João Júnior Júlia Salgueiro Odé Amorim Yure Romão Tayna da Silva Alves Severino
  4. 4. A Família Negra A Família Negra Como uma peneira Às vezes limpa às vezes suja é como roupa suja na lavanderia Negros Uma negrinha conheci Um negro conheci e aprendi assim Minha vó é uma negra me conta estórias de negros e escravidões E é assim que eu sou feliz O Menino Negro Quando passa pela rua todo o preconceito aparece, Quando passa pela casa tudo reconhece é assim que as pessoas negras conhecem ele um lado a outro e de lá pra cá Pássaros Negros Um belo dia vi um pássaro negro outro dia vi você negra você Negra é tão bonita negra Minha linda vida negra Ah como eu sou feliz com a minha vida negra Sem ela eu não sou nada Como eu sou feliz e conto a todo o mundo escutar Ana Flávia (São Paulo)
  5. 5. O medo já não existia mais, A boneca negra dos cabelos brancos prateados hoje tem um canto na minha vida. As lembranças, os pavores, os gritos e as lágrimas quando criança, agora desejo, espelho, tato e lembrança... A boneca negra nua, na estante do quarto da prima de frente a janela olhando para a rua. E eu inquieto, brinco agora... Teimoso, fogo, penteio... Ariano, desdenho, converso e olho para a boneca preta na estante dourada no canto do quarto Venci o medo, apropriei do desejo, mudei os penteados, um bom rebolado, na estória vivida na memória, na minha vida... Negra Ela, medo dela, Bela... Guilherme de Almeida (São Paulo)
  6. 6. Essa minha pele branca. Ah! Essa minha pele branca! Ela não fala por mim, Orgulho-me dos meus antepassados que não eram assim. Eram negros, mulatos e morenos com muitas histórias contadas, em muitas gerações. Motivaram lágrimas, fortes emoções. Contam crenças e costumes embarcações de bambu, histórias do líder guerreiro Chaka do povo Zulu. Minha avó conta histórias que não eram do tempo dela, hoje se emociona quando fala de um tal Martin Luther King, e um outro, Nelson Mandela. Lamento a sorte de alguns países africanos que lutam contra a miséria, então... penso nos meus antepassados e me sinto um pouco Serra Leoa um pouco Nigéria. Antepassados Manoel Amancio da Silva (São Paulo)
  7. 7. Uma multidão avança no deserto das cidades no deserto das pessoas uma multidão avança pelas cidades em busca de algo para existir. São negros, índios, ciganos numa multidão histórica a vagar pelo deserto das cidades na construção de melhores condições de vida. São os que não tem terra os que não tem pão os que não tem nada de sua dignidade perdida. Buscam o futuro. Querem suas vidas em sementes para o plantio das coletividades na terra que lhes foi negada que lhes foi tomada por outros negros, índios, ciganos e brancos interessados apenas em lucrar. Essa multidão avança entre um deserto e outro à procura de algo  que a faça parar de caminhar a êsmo caminhar sem descanso caminhar sem sentido. É o MST? É o povo negro, índio e cigano que apenas grita gol? São os palestinos traídos? São os africanos traídos? É uma flor no pântano que irá desabrochar. Pedro Osmar Gomes Coutinho (João Pessoa, PB)
  8. 8. Diáspora Amilcar Farina (São Paulo) Como foi distante olhar-te da outra margem do rio por que somente um dia? Se todo dia é dia, e é noite também Como é... Será sentir-se estrangeiro em sua própria pele? Todo mundo criança, homem e mulher carrega a história de um povo a memória de um lugar Seis bilhões de histórias não vejo cor, não vejo pátria, só o mar Margear-me de outros sons, pisar no chão se somos par
  9. 9. Cabelo bom, Cabelo ruim Pixaim Cabelo duro, Cabelo escuro Pixaim Puxa puxa puxa Alisa Pixaim Cabelo coitado, Cabelo encerado Pixaim Esquenta a chapa Esfrega e lava Pixaim Cabelo enrolado, Cabelo mal-criado Pixaim Cabelo de trança, Cabelo que transa Pixaim Raiz enrolada não cede a parada Pixaim Cabelo resiste, Cabelo persiste Pixaim Cabelo memória não cede a História Pixaim Cabelo cipó que brinca a criança Pixaim Cabelo sorriso tocando cavaco Pixaim Cabelo RG, Cabelo você Pixaim Cabelo não esconde, Cabelo Além-mar Pixaim Cabelo de Santo, Cabelo Ossaim Pixaim Cabelo, sim Lembrando de mim Pixaim Cabelereiro, João Junior (São Paulo)
  10. 10. A diferença entre as pessoas soma, engrossa o caldo o diferente acrescenta em riqueza e ao que somos Agradeço: Ao tambor, ao axé, à cor negra, ao canto, à Umbanda, à Capoeira, às cores pulsantes, às estampas maravilhosas, ao ritmo, ao samba. O laê laê la olele olala ê lalala olala o lalaê lalaê lalaela o lalaê lalalaê lalaela Julia Salgueiro (São Paulo)
  11. 11. Oração Vanessa Biffon (São Paulo) Chão de terra pisado A benção, Iansã! Faça eu voar em teus ventos Faça eu honrar este intento Faça eu crescer em idade Terra pisada de chão A benção, meu pai, Oxalá! Risca meu corpo suado Guia teu povo afastado Deixa crescer a oração
  12. 12. Ildo Rogério (São Paulo) Meu sonho passa por um lugar um lugar com minhas crianças crianças de todas as cores, piás brancas, negras, amarelas convivendo com igualdade Um dia chegou um adulto que encrespou com uma criança esse encrespar significar discriminar discriminar significa segregar e segregar dá raiva, revolta As crianças com essa revolta, raiva, todas, foram pra cima do adulto o adulto viu-se acuado pela ira das crianças e saiu correndo Esse adulto é esse ser que está dentro de nós que de uma maneira discrimina, segrega... E nos dá raiva, revolta... Mas as crianças...
  13. 13. Nuvens Pretas, João Pedro (São Paulo) Nuvens pretas parecem chocolates pretos no mundo Maria Caroline da Silva (São Paulo) Na África só tem preto que não dança direito vou ter que dançar no lado esquerdo Eu não tou de brincadeira se não vai levar uma surra que vai parecer uma arara eu sou negra mas não me importo disso mas pelo menos sou gostosa ___________________________________________ Eu sou negra mas não ligo bom ser negra e é muito bom Em nome dos negros Os nomes dos negros parecem rabanetes dos rabanetes parecem negros os negros conhecem as negras por aí são amigas rabanetes e legais
  14. 14. Árvores negras Árvores negras possuem frutas estragadas que caem do pomar do pomar nascem outras árvores negras Negros e negras Um dia o negrinho conhecia negras muito negrita e foforita um dia o negro conheceu a vó chamada escarregadas a negra e a negra era muitas fogueiras saberam não poema A Bruxaria dos negros A Bruxaria dos negros parecem bolachas recheadas a Bruxaria dos negros são apenas maldades mesmo e fale a penas Bombos pretos O bombo preto é a vingança do mal que não traz paz pra nós também são negros negros mesmo que sabe que é do mal porque é do mal porque não traz nada paz pra nós E também são negros muitos negros racistas As ruas negras As ruas negras são como ruas negras e muitas aparecem só de noite a noite para caçar alimentos direto mesmo O pássaro preto O pássaro preto rabanete gostava de tudo quanto passa na rua Viu um outro pássaro preto rabanete de tudo veio cabelo preto e rabanete grande Yasmim (São Paulo)
  15. 15. Que embola... Odé Amorim (Santo André) Cheiro de corpo, de povo, de gente África vive, presente, latente pé branco dançando barreiro voz pálida, seca de corero ritmo de pó de terreiro ginga de moleque angoleiro de preta mistura que assusta é preta a tradição, confusa abraço de ventre inteiro umbiga, requebra traseiro se pausa, quem cai é o parceiro balança, soa candongueiro tá dentro da alma a herança macumba, axé de criança galo que canta já é hora é hora de cabelo que embola Afro-Sarau Stephanie Gomes (São Paulo) Salve negro! Salve negro! Salve mulata bonita! Salve gente do nosso povo, Salve terra garrida Sem racismo sem solidão sem racismo pelo nosso coração
  16. 16. Meu corpo nega outros amores Algo deve estar escrito nas leituras geradas espontaneamente Meu corpo não nega outros amores   Tudo o que está oposto ele hipnotiza Filho de Xangô Possui o metal degolador Ninguém escapa da mercê   Seu e de ninguém Quer provar e povoar nações Os estratagemas são notórios: Imprevisíveis vândalos Aceitam a oferta; ela   O néctar dessas civilizações contempladas Com a invasão desse batalhão; meu corpo   Com a invasão desse clã Conhecido como lenda Até aparecer justificando a majestade   Criadora deste meu corpo   É você que fez a história É você o oráculo ditando máximas   Palatáveis e seminais Apenas, Na aridez da sofrida reflexão   É você autora disso Isso chamado nós dois um   É você que dá suprimento A um mínimo incompreensível, mas, aceito! Por isso, a invasão é aceita Como dádiva inquestionável Superando qualquer perda. INCUMBIDO Edy Souza (São Paulo)
  17. 17. Sou negra sim, tenho orgulho da minha cor tenho uma mistura de cor bem singela, sou filha de índio e negro, sou da cor da terra, tenho em minha alma a força da natureza e a visão dos meus descendentes, Sou negra de corpo e alma, sou criação de Deus uma mistura que só ele me deu. Sou da cor marrom, cor que combina com tudo, com o mar com o verde da natureza e com o azul do céu... O chocolate é marrom e tem o sabor especial e pertence à natureza, então eu sou marrom e também pertenço a esse planeta... Sou negra sim e sou muito feliz assim, não sou diferente sou como toda gente, Amo, sofro e sinto choro e fico triste, mas tudo isso existe, sou ser humano como outro qualquer, e acima de tudo sou uma linda mulher, marrom da cor do pecado. Minha cor marrom Keli Andrade (São Paulo)
  18. 18. Vanessa Soares (São Paulo) Ah, minha pele negra sim morena não Ah, minha boca carnuda, vermelha, linda sim o orgulho está dentro de mim Você não precisa me dizer eu já sei sou linda sou negra sim
  19. 19. Minha cor negra é bela sim, sou negra de pele e de sangue sou a mistura do meu Brasil sou a cor da luta da justiça do amor sou a cor negra que luta por meus ideiais sou a cor da raça negra, sou a raiz da cor Sou negra sim e com muito amor sou a cor que às vezes fui discriminada e meus descendentes foram vendidos, trocados, usados e depois foram jogados ao vento para morrer, mas não desanimaram, não chorarão, não gritarão mas lutarão pela própria sobrevivência, lutarão por amor a seus filhos e por isso hoje eu estou aqui representando esse povo que tanto me orgulha carrego na cor da minha pele lembranças dessa nação, que outras vezes foram vendidos, chicoteados e massacrados, Por ter essa cor tão linda não precisamos tomar sol pois já temos o prazer de ter essa pele tão escura, o cabelo crespo ou enrolado mostra o charme que só ele tem, somos negro sim de corpo e de alma... Sangue negro Keli Andrade (São Paulo)
  20. 20. Todos os dias a favela vela Os corpos na vala Que são de quem fala Aquilo que se quer calar   A vela acesa Revela uma vida apagada Uma vida levada De forma velada Cálice que não se cala   No asfalto falta agir A girar, o mundo segue E a falta de ação Asfalta nossas vidas Sepulta nossos sonhos E o que era para se tornar concreto Virou cimento, debaixo do concreto Sonho não concretizado Asfalto frio e acinzentado Que de tanto, apaga a vela Ninguém se rebela Cinza: mistura de rubro e negro Sangue de preto Que escorre do alto   A chama se vai E ficam as cinzas Cinzas que asfaltam a vergonha cinza da cidade. Corpos velados Yure Romão (São Paulo)
  21. 21. Nossa luta, para que lutamos para que viemos aqui? Viemos para amar-nos, apaixonar-nos, impor e por que nos acham tão diferentes assim, só pelo tom de minha cor, somos todos iguais, somos todos filhos de Deus o único criador, somos uma mistura de cor onde cor negra prevaleceu. Agora com orgulho eu te digo quem sou eu? Sou a cor negra, sou a cor negra do lápis de cor sou o marrom da terra sou o escuro da noite sou tudo isso e sou mais um pouco. Amo, me apaixono e sou família amo a minha cor, amo a minha vida. Keli Andrade
  22. 22. Tayna da Silva Alves Severino Por que tem que ser assim negros trabalham e os brancos e os ricos gozam de mim. A escravidão é como a morte sofre, sofre, sofre e nunca ganha nada. Os negros mereciam ser mais bem tratados além de trabalhar ainda cantavam. Rico se acha porque tem dinheiro, mas pobre tem mais respeito e educação. Nós negros não precisamos de empregados para sobreviver e os ricos só dependem deles. Pobre tem mais dignidade pois rico só tem orgulho. - Branco? - Amarelo? - Pardo? - Moreno? - Negro? - O que eu sou? - Quem misturou? - Alguém errou? - Sou vítima? - Ou sou algoz? - Alguém ganhou? - Quem perdeu? - Somos diferentes? - Quais são nossas funções? - Servimos para que? - Servimos a quem? - Amamos? - Nos apaixonamos? - Ou temos interesses? - Somos todos iguais e não sabemos para que viemos! Nascemos outra vez? Não sabemos! Aproveite esta oportunidade! Viva em paz! Viva! Perdoe! Ame!

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