Pós - Moda e Comunicação

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Pós - Moda e Comunicação

  1. 1. I M A Moda e G E M Professor Me. Comunicação Caio Cesar
  2. 2. APRESENTAÇÃO C A I O C E S A R C O S T A E S I L V A C O M U N I C A Ç Ã O S O C I A L R E L A Ç Õ E S P Ú B L I C A S P U B L I C I D A D E E P R O P A G A N D A M E S T R A D O C O M U N I C A Ç Ã O E S T R A T É G I A S D E P R O D U Ç Ã O C I N E M A T O G R Á F I C A S U R R E A L I S M O T C H E C O
  3. 3. I M A G E N S AS IMAGENS DOMINAM NOSSAS VIDAS E L A S N O S D I Z E M C O M O N O S C O M P O R TA R NOS FALAM O QUE PENSAR E O QUE SENT IR E L A S N O S M O L D A M E N O S D E F I N E M ELAS NOS DEVORAM MAS DE ONDE VÊM ESSAS IMAGENS? QUANDO COMEÇAMOS A CRIAR IMAGENS?
  4. 4. I M A G E N S 150.000 EXPLOSÃO CRIATIVA 30.000 0
  5. 5. I M A G E N S POR QUE O HOMEM E R A O B C E C A D O P O R I M A G E N S D E A N I M A I S ?
  6. 6. I M A G E N S
  7. 7. I M A G E N S
  8. 8. I M A G E N S
  9. 9. I M A G E N S  DUAS HIPÓTESES: 1. PINTAR IMAGENS DE ANIMAIS NAS PAREDES DAS CAVERNAS AUMENTARIAM AS CHANCES DE SUCESSO EM UMA CAÇADA; 2. ESSAS IMAGENS DE ANIMAIS RETRATAVAM UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL EM TRANSE: ELES NÃO ESTAVAM PINTANDO O QUE VIAM FORA DA CAVERNA, MAS SUAS PRÓPRIAS ALUCINAÇÕES.
  10. 10. I M A G E N S
  11. 11. I M A G E N S
  12. 12. I M A G E N S
  13. 13. I M A G E N S DESDE SUA GÊNESE AS IMAGENS ESTIVERAM INVESTIDAS DE P O D E E ESSE PODER MANTÉM-SE ATÉ OS DIAS DE HOJE R
  14. 14. I M A G E N S O HOMEM CRIOU AS IMAGENS COM O INTUITO DE M A G I C I Z A R A V I D A SÃO MÁGICAS, POIS INAUGURAM O QUE CHAMAMOS DE C IR C U LA R ID A D E DO OLH A R , OU S E J A , O T EMPO PROJETADO PELO OLHAR SOBRE AS IMAGENS É O E T E R N O R E T O R N O
  15. 15. I M A G E N S PARA VILÉM FLUSSER, AO CRIAR AS IMAGENS O HOMEM SOBE O PRIMEIRO DEGRAU DO QUE ELE CHAMA DE ESCALADA DA ABSTRAÇÃO A CAD A PA S SO REDUZ -SE UMA DAS DIMENSÕE S . E A S S I M , A H I S T Ó R I A D A I M A G E M C O N S T R Ó I O C A M I N H O D A S N Ã O - C O I S A S
  16. 16. I M A G E N S A PRIORI , O ENTORNO SE COMPUNHA DE OBJETOS E CORPOS TRIDIMENSIONAIS TODA MEDIAÇÃO SE PROCESSAVA NA TRIDIMENSIONALIDADE DO G E S T O E DO C O R P O DA PRESENÇA E NO PRESENTE
  17. 17. I M A G E N S
  18. 18. I M A G E N S QUANDO O HOMEM COMEÇA A CRIAR IMAGENS MAIS UMA D A S T R Ê S D I M E N S Õ E S D O E S P A Ç O S E P E R D E . A CAMINHO DAS NÃO-COISAS O HOMEM CHEGA AO DEGRAU DA BIDIMENSIONALIDADE
  19. 19. I M A G E N S
  20. 20. I M A G E N S O HOMEM AVANÇA POR ESSE CAMINHO NA BUSCA PELA SATISFAÇÃO DA NECESSIDADE DE SE APROPRIAR DO T E M P O E E S P A Ç O PARA ISSO APRENDEU A DEIXAR SUA MARCA EM OBJETOS MAI S DURADOUROS QUE O CORPO, ASSUMINDO UM C A R Á T E R BIDIMENS IONAL
  21. 21. I M A G E N S O CORPO SE TRANFORMA EM I M A G E M
  22. 22. I M A G E N S NO DEGRAU SEGUINTE AS IMAGENS SÃO TRANSFORMADAS EM PICTOGRAMAS, IDEOGRAMAS E LETRAS, QUE ABREM A O H O M E M O C A M I N H O P A R A O U N I V E R S O D A E S C R I T A IMAGENS TRANSFORMAM-SE EM REPRESENTAÇÕES LINEARES. U N I D IME N S ION A L
  23. 23. I M A G E N S
  24. 24. I M A G E N S NA ETAPA SEGUINTE DA ESCALADA DA ABSTRAÇÃO, AS COISAS NÃO POSSUEM MAI S NENHUMA CORPOREIDADE, SÃO UMA F Ó R M U L A , UM C Á L C U L O , UM A L G O R I T M O . E L A S S Ã O N U L O D I M E N S I O N A I S A ÚLTIMA DIMENSÃO ESPACIAL QUE RESTAVA É SUBTRAÍDA
  25. 25. I M A G E N S
  26. 26. I M A G E N S SOMOS IMPELIDOS PARA UM MUNDO NO QUAL SOMENTE HÁ ESPAÇO PARA SERES FLUIDOS COMO O VENTO EVANESCENTES COMO A LUZ EFÊMEROS COMO O TEMPO O MUNDO DAS NÃO-COISAS DESMATERIALIZA NOSSAS EXISTÊNCIAS, TRANSFORMANDO-AS EM CÁLCULOS, GRÂNULOS, PONTOS E NÚMEROS.
  27. 27. I M A G E N S ESTE ÚLTIMO UNIVERSO PASSA A OCUPAR CADA VEZ MAIS AS VIDAS HUMANAS. AS COISAS (OS PRODUTOS, OS OBJETOS, O HARDWARE, A MATÉRIA BRUTA) PERDEM VALOR ENQUANTO AS NÃO-COISAS (AS MARCAS, OS SÍMBOLOS, OS SERVIÇOS, O SOFTWARE, O VALOR AGREGADO, A FAMA) G A N H A M I M P O R T Â N C I A E V A L O R .
  28. 28. I M A G E N S
  29. 29. I M A G E N S A ESCALADA DA ABSTRAÇÃO CAMINHA, DESSE MODO: TRIDIMENSIONALIDADE BIDIMENS IONAL IDADE UNIDIMENSIONALIDADE NULODIMENSIONALIDADE
  30. 30. I M A G E N S AS T ECNO- IMAGENS RESGATAM, A CIRCUL ARIDADE DO OLHAR, POIS TRAZEM DE VOLTA A SENSAÇÃO DA IMAGEM TRADICIONAL , FUNCIONANDO IGUALMENTE DE MANEIRA M Á G I C A
  31. 31. I M A G E N S VILÉM FLUSSER RESERVA À FOTOGRAFIA UM STATUS E S P E C I A L D E N T R E A S I M A G E N S T É C N I C A S : P E L O R E S G A T E D A M A G I A A P Ó S A D E S M A G I C I Z A Ç Ã O , PELO RETORNO À CIRCULARIDADE DO OLHAR, PELA VOLTA DO TEMPO DO ETERNO RETORNO, POR SER E LA A INAUGURAÇÃO DAS T ECNO-I M A G E N S .
  32. 32. I M A G E N S A FOTOGRAFIA POSSIBILITOU UM ALARGAMENTO NO T EMPO E NO E S PA ÇO DA COMU N IC A Ç ÃO, O QU E TAMBÉM POSSIBILITOU AO HOMEM UMA EXPANSÃO DE S U A MEMÓRIA
  33. 33. I M A G E N S
  34. 34. I M A G E N S
  35. 35. I M A G E N S “A FOTOGRAFIA É A PRESENÇA D E U M A A U S Ê N C I A E A AUSÊNCIA DE UMA PRESENÇA”
  36. 36. I M A G E N S AS IMAGENS TÉCNICAS NOS RETIRAM DE UM MUNDO DE T E X T O L A T R I A E N O S C O L O C A D E V O L T A A U M M U N D O D E I D O L A T R I A N O S L I V R A D A N E C E S S I D A D E D E P E N S A R C O N C E I T U A L M E N T E SUBSTITUEM A CONSCIÊNCIA HISTÓRICA POR MÁGICA
  37. 37. I M A G E N S O S T E X T O S F O R A M C R I A D O S N O M O M E N T O D A CRI S E DAS IMAGENS A F IM DE U LT R A PA S S A R O P E R IGO DA I DO L AT R I A IMAGENS TÉCNICAS FORAM INVENTADAS NO MOMENTO DE C R I S E D O S T E X T O S A F IM DE ULTRAPASSAR O PERIGO DA TEXTOLATRIA
  38. 38. I M A G E N S O PROPÓSITO DAS IMAGENS TÉCNICAS É REINTRODUZIR A S I M A G E N S N A V I D A C O T I D I A N A TOR NAR IMAGI NÁV E I S OS T E X T O S H E R M É T I C O S E TORNAR VISÍVEL A MAGIA SUBLIMINAR QUE SE ESCONDIA N O S T E X T O S B A R A T O S
  39. 39. I M A G E N S PORÉM, ELAS NÃO TORNAM VISÍVEL O CONHECIMENTO CIENTÍFICO, MAS O FALSEIAM; NÃO REINTRODUZEM AS IMAGENS TRADICIONAIS, MAS AS SUBST ITUEM; NÃO TORNAM VISÍVEL A MAGIA SUBLIMINAR, MAS A TROCAM SÃO FALSAS, FEIAS E RUINS ALÉM DE NÃO REUNIFICAREM A CULTURA, MAS FUNDIR A SOCI EDADE EM MAS SA AMORFA.
  40. 40. I M A G E N S E S S A S I M A G E N S P O S S U E M TA N T O P O D E R Q U E TROUXERAM GRANDES TRANSFORMAÇÕES NA HISTÓRIA D A HUMANIDADE A VIRADA DO SÉCULO XIX MARCA O AUGE DESSAS T R A N S F O R M A Ç Õ E S
  41. 41. I M A G E N S R E V O L U Ç Ã O I N D U S T R I A L
  42. 42. I M A G E N S O RÁPIDO AGRUPAMENTO DE IMAGENS EM MUDANÇA G E R O U U M C L I M A P E R C E P T I V O D E SUPERESTIMULAÇÃO, D I S T R A Ç Ã O E S E N S A Ç Ã O Q U E M A R C O U A S T R A N S F O R M A Ç Õ E S D A MODERNIDADE
  43. 43. I M A G E N S ANTES AS FORMAS DE INTERAÇÃO E DE MEDIAÇÃO T I N H A M UM T E M P O E UM R I T M O M U I T O M A I S C O N T E M P L A T I V O S A MODER NI D A DE I NAUGUROU UMA NOVA INTENSIDADE DE ESTIMULAÇÃO SENSORIAL F O R M A S D E T R A N S P O R T E R Á P I D A S HORÁRIOS PREMENTES DO CAPITALISMO MODERNO VELOCIDADE ACELERADA DA LINHA DE MONTAGEM MUDARAM A A NOSSA PERCEPÇÃO DE MUNDO
  44. 44. I M A G E N S INAUGURA-SE UM MUNDO FENOMENAL SATURADA DE F E NÔME NOS RÁPIDOS, CAÓTICOS, F R A G M E N T A D O S E D E S O R I E N T A D O R E S
  45. 45. I M A G E N S O INDIVÍDUO É OBRIGADO A SE ADAPTAR, DE FORMA RÁPIDA E NO RITMO DITADO PELO MOVIMENTO NAS RUAS E AVENIDAS. A M E T R Ó P O L E I N A U G U R A UM N O V O C O N T E X T O P ER C E P T I VO, PROPORC IONA NDO E D E T ERMIN ANDO NOVOS PROCE S SOS DE I N T E R A Ç Ã O E C O M U N I C A Ç Ã O
  46. 46. I M A G E N S ERA NECESSÁRIO UMA FORMA DE RELAÇÃO E COMUNICAÇÃO Q U E P U D E S S E C O R R E S P O N D E R C O M A R E A L I D A D E . CADA VEZ MA I S O Q U E SE V I U F O R AM FO RMA S E FORMATOS DE ORGA N I ZA Ç ÃO QU E P U D E S S EM S ER O R D E N A D A S E M FRAGMENTOS NO INSTANTE DE UM PISCAR DE OLHOS TRANSMITIR UMA I N F O R M A Ç Ã O , F O C A R , S E L E C I O N A R , R E C O R TA R . .
  47. 47. I M A G E N S O JULGAMENTO PERCEPTIVO ACABOU SE HABITUANDO, T O R N O U - S E U M A L I N G U A G E M B A S E A D A E M JUSTAPOSIÇÕES SÍGNICAS CADA VEZ MAIS ARTICULADA EM JORNAIS, NOS PRODUTOS, NOS ANÚNCIOS, EM PLACAS DE SINALIZAÇÃO, PRÉDIOS, LOJAS, GAL E R I AS , V I T RI N E S , AU TOMÓV E I S , NOS AMB I E N T E S DE TRABALHO, NAS CASAS, PRAÇAS E ATÉ NAS ROUPAS.
  48. 48. I M A G E N S
  49. 49. I M A G E N S DEVIDO À SUPEREXPOSIÇÃO AOS ESTÍMULOS SENSORIAIS DA MODERNIDADE, AS PESSOAS SE TORNARAM ANESTESIADAS. PORTANTO ERA NECESSÁRIO BUSCAR SENSAÇÕES CADA VEZ M A I S F O R T E S , S E N S A Ç Õ E S Q U E A C A R R E T A R A M N A ESPETACULARIZAÇÃO DA VIDA.
  50. 50. I M A G E N S TODA A VIDA MODERNA SE ANUNCIA COMO UMA IMENSA ACUMULAÇÃO DE E S P ETÁCULOS . TUDO O QUE ERA D I R E TA M E N T E V I V I D O S E E S VA I NA F U M A Ç A DA R E P R E S E N T A Ç Ã O DA I M I T A Ç Ã O D A V I D A
  51. 51. I M A G E N S N A S O C I E D A D E D O E S P E T Á C U L O HÁ SEMPRE ALGO PARA SER V I S T O PORTANTO O VOYEURISMO PÚBLICO, A F L A N Ê R I E E O I N T E R E S S E P E L A REALIDADE MARCAM ESSA SOCIEDADE. FLÂNEUR
  52. 52. I M A G E N S
  53. 53. I M A G E N S
  54. 54. I M A G E N S A FAMA DO NECROTÉRIO PODE SER JUSTIFICADA PELO NOSSO INTERESSE PELA REALIDADE OU PELA NOSSA NECESSIDADE CULTURAL A NEGAR A MORTE.
  55. 55. I M A G E N S
  56. 56. I M A G E N S O C I N EMA É P O R N A T U R E Z A MOD E R N O SURGE COMO PARTE DE UMA CULTURA EMERGENTE DO C O N S UMO E DO E S P E T Á C U L O
  57. 57. I M A G E N S U M A C U L T U R A M A R C A D A P O R : UMA PROL I F ERAÇÃO EM RI TMO MUI TO V E LOZ , UMA E F EME R I D A D E E O B SO L E C Ê N C I A A C E L E R A D A S DE S E N S A Ç Õ E S , T E N D Ê N C I A S E E S T I L O S .
  58. 58. I M A G E N S
  59. 59. I M A G E N S
  60. 60. I M A G E N S O ESPETÁCULO É O CORAÇÃO DA IRREALIDADE DA S O C I E D A D E R E A L S O B T O D A S AS S U A S F O R M A S PAR T ICULAR E S DE INFORMAÇÃO OU PROPAGANDA, PUBLICIDADE OU CONSUMO DIRETO DO ENTRETENIMENTO, O E S P E T Á C U L O C O N S T I T U I O MO D E L O P R E S E N T E D A V I D A S O C I A L M E N T E D O M I N A N T E .
  61. 61. I M A G E N S
  62. 62. I M A G E N S
  63. 63. I M A G E N S “NO MUNDO REALMENTE I N V E R T I D O O VERDADEIRO É UM MOMENTO DO FA L S O ”
  64. 64. I M A G E N S A Ú N I C A M E N S A G E M D O E S P E T Á C U L O É : "O QUE APARECE É BOM, O QUE É BOM APARECE"
  65. 65. I M A G E N S A S O C I E D A D E M O D E R N A É F U N D A M E N TA L M E N T E E S P E T A C U L I S T A NO E S P E T Á C U LO DA IMAGEM O F IM N ÃO É NADA. O ESPETÁCULO NÃO CHEGA A OUTRA COISA SENÃO A SI MESMO. ETERNO RETORNO
  66. 66. I M A G E N S A ALIENAÇÃO DO ESPECTADOR EXPRIME-SE ASSIM: QUANTO MAIS ELE CONTEMPLA, MENOS VIVE; QUANTO MAIS ACEITA RECONHECER-SE NAS IMAGENS, MENOS ELE COMPREENDE A SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA E O SEU PRÓPRIO DESEJO.
  67. 67. I M A G E N S OS S E U S P R Ó P R I O S G E S T O S J Á NÃO S Ã O S E U S , O ESPECTADOR NÃO SE SENTE EM CASA EM PARTE ALGUMA: P O R Q U E O E S P E T Á C U L O E S T Á EM TOD A A PA R T E .
  68. 68. I M A G E N S
  69. 69. I M A G E N S
  70. 70. I M A G E N S
  71. 71. I M A G E N S NOSSAS CASAS ESTÃO INABITÁVEIS: POR TODAS AS SUAS F R E S TA S E N T R A O V E N T O DA I N F O R M A Ç Ã O N O S CONDUZINDO A UM NOMADISMO DE NOVO TIPO, NO QUAL NÃO É MAIS O CORPO QUE VIAJA, NAVEGA OU CAMINHA, M A S O S E U E S P Í R I T O 3ª CATÁSTROFE DO HOMEM
  72. 72. I M A G E N S RECONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO E PRIVADO: O MUNDO EXTERNO É LEVADO AO LAR DO CON S UMI DOR O PÚBLICO AO INVADIR AS CASAS CRIA O NÃO-LUGAR E I S O L O U O I N D I V Í D U O D O C O N V Í V I O S O C I A L . TELECOCOONING
  73. 73. I M A G E N S A MODERNIDADE NASCE COMO O PONTO FINAL DE UM P R O C E S S O H I S T Ó R I C O DE D E S I N T E G R A Ç Ã O , UM ESVAZIAMENTO DO SENTIDO DA VIDA, UMA DISSOCIAÇÃO ENTRE VERDADE E EXISTÊNCIA QUE LANÇOU O INDIVÍDUO AOESTADO DE DESABRIGO
  74. 74. I M A G E N S NOVAS IMAGENS ADVENTO DE IMAGENS REPETIDAS E IDÊNTICAS VAZIO E AUSÊNCIA TRANSITORIEDADE
  75. 75. I M A G E N S
  76. 76. I M A G E N S
  77. 77. I M A G E N S
  78. 78. I M A G E N S
  79. 79. I M A G E N S
  80. 80. I M A G E N S A R E P R O D U T I B I L I D A D E T É C N I C A A O I N V É S D E D E M O C R AT I Z A R O A C E S S O À I N F O R M A Ç Ã O E AO CONHECIMENTO, FEZ MUITO MAIS ESVAZIAR O POTENCIAL REVELADOR E ESCLARECEDOR DAS IMAGENS POR MEIO D E L A S P R Ó P R I A S E S E U USO EXACERBADO E INDISCRIMINADO. ESVAZIAMENTO DAS IMAGENS
  81. 81. I M A G E N S A CRISE DA VISIBILIDADE NÃO É UMA CRISE DAS IMAGENS, MAS UMA RAREFAÇÃO DE SUA CAPACIDADE DE APELO É P R E C I S O M A I S IMAGENS PARA O MESMO E F E I T O
  82. 82. I M A G E N S ESSAS IMAGENS DESGASTADAS SÃO DEVORADAS P O R N O V A S I M A G E N S Q U E A S R E C I C L A M .
  83. 83. I M A G E N S FATIGADOS, NOSSOS CORPOS TORNAM-SE PRESAS FÁCEIS D O S M O N S T R O S D E L U Z E P A S S A M A S E R DEVORADOS PELAS IMAGENS
  84. 84. I M A G E N S C O G I TO , E R G O SUM V I D E O , E R G O S U M V I D E O R , E R G O S U M SER IMAGEM PASSA A SER O GRANDE IMPERATIVO DA CONTEMPORANEIDADE
  85. 85. I M A G E N S N A E R A D A I C O N O F A G I A N O S S O S C O R P O S S E S A C R I F I C A M P E L O S DEUSES DA SOCIEDADE IMAGÉTICAS M O D A , E S P O R T E ECONOMIA, SAÚDE MERCADO,TRABALH O
  86. 86. I M A G E N S
  87. 87. I M A G E N S
  88. 88. I M A G E N S
  89. 89. I M A G E N S NA MODERNIDADE HOUVE A LIBERAÇÃO EM TODOS OS DOMÍNIOS: LIBERAÇÃO POLÍTICA, LIBERAÇÃO S E X U A L , L I B E R A Ç Ã O D A S F O R Ç A S PRODUTIVAS, L I B E R A Ç Ã O DAS FORÇAS DESTRUTIVAS, LIBERAÇÃO DA MULHER, DA C R I A N Ç A , D A S P U L S A Ç Õ E S INCONSCIENTES, L I B E R A Ç Ã O DA ARTE.
  90. 90. I M A G E N S PERCORREMOS TODOS OS CAMINHOS DA PRODUÇÃO E DA S U P E R P ROD U Ç ÃO V I R T U A L DE OB J E TOS , DE S I G N O S , DE M E N S A G E N S , DE I D E O L O G I A S , DE P R A Z E R E S . HOJE TUDO ESTÁ LIBERADO, O JOGO JÁ ESTÁ FEITO E ENCONTRAMO-NOS DIANTE DA PERGUNTA CRUCIAL.
  91. 91. I M A G E N S O QUE FAZER APÓS A O R G I A ?
  92. 92. I M A G E N S AGORA SÓ PODEMOS SIMULAR A ORGIA E A LIBERAÇÃO F INGIR QU E S EGUIMOS ACE L ER ANDO NO ME SMO S E N T I DO, MA S NA R E A L I D A D E A C E L E R AMOS NO V A Z I O
  93. 93. I M A G E N S A REAL IDADE E STÁ EM TODA PART E , MAS COMO S I M U L A Ç Ã O O S E X O E S T Á E M T O D A P A R T E , E X C E T O N A S E X U A L I D A D E
  94. 94. I M A G E N S
  95. 95. I M A G E N S
  96. 96. MODA E T O D O S E S S E S A S P E C T O S S E A P L I C A M À MODA ?
  97. 97. MODA NO TERRENO DA MODA O PROGRESSO SE TORNOU A I N D A M A I S I S E N T O D E VA L O R E S T O R N O U - SE E V I D E N T E M E N T E UM ABSURDO POIS AS TENDÊNCIAS DA MODA OBEDECEM A IMPULSOS EFÊMEROS, E EM GRANDE PARTE ALHEIOS A C O N S I D E R A Ç Õ E S E S T É T I C A S .
  98. 98. MODA O T ERRENO DA MODA É O PRIMEIRO NO QUAL O P R O G R E S S O D E I X O U D E F U N C I O N A R . O P R I M E I R O T E R R E N O N O Q U A L J Á D E I X A M O S D E S E R M O D E R N O S
  99. 99. MODA A MODA PARECE OFERECER A IMAGEM DE CAOS: TODO MUNDO SE VESTE COMO QUER E NINGUÉM MAIS SE SENTE OBRIGADO A SEGUIR M O D E L O S . À PRIMEIRA VISTA, A MODA PARECE PERMITIR QUE E S C A P E M O S À R O G R A M A Ç Ã O DA S O C I E D A D E . PARECE QUE ESTAMOS NOS LIBERTANDO M A S I S T O É E R R O
  100. 100. MODA AS PESSOAS NÃO SE VESTEM COMO QUEREM, MAS COMO CREEM DEVER VESTIR-SE. O QUE SE VÊ NÃO É O CAOS, M A S SISTEMA COMPLEXO DE U N I F O R M E S
  101. 101. MODA
  102. 102. MODA
  103. 103. MODA
  104. 104. MODA EM SUMA, O QUE SE VÊ É SISTEMA DE UNIFORMES PARA Q U E M S E R E C U S A A N D A R FARDADO
  105. 105. MODA T A L S I S T E M A C O M P L E X O É CÓD IGO P E RMI T E D E C I F R A R OS POR TA DOR E S DA ROU PA . QUEM CONHECE O CÓDIGO, SABE TUDO A RESPEITO DOS P O R T A D O R E S . SUA POSIÇÃO ECONÔMICA, SOCIAL E POLÍTICA, SUA O P I N I Ã O F I L O S Ó F I C A E R E L I G I O S A .
  106. 106. MODA M O D A F A S H I O N F A C T I O ( F A Z E R O U F A B R I C A R ) F E T I C H E
  107. 107. MODA M O D A É U M A L I N G U A G E M O RETRATO DE PENSAMENTOS ÍNTIMOS, UMA LÍNGUA, UM SÍMBOLO COMUNICA (OU NÃO) SEU SEXO, IDADE E CLASSE SOCIAL UM SISTEMA NÃO-VERBAL DE COMUNICAÇÃO.
  108. 108. MODA CONSTITUI UM SISTEMA DE SIGNIFICADOS NOS QUAIS SE CONSTRÓI E SE COMUNICA UMA O R D E M S O C I A L
  109. 109. MODA A F U N Ç ÃO COMU N I COLÓGI C A DA ROU PA MU DOU : FUNCIONA COMO CARTAZ. O PORTADOR DA ROU PA É CA NA L DE A PA R E LHO.
  110. 110. MODA S I S T E M A D A M O D A É UMA OR D EM DA QU A L SE FA Z UMA D E SOR D EM É UMA FUNÇÃO BEM DEFINIDA, LIGADA À AMBIGUIDADE DE UM SISTEMA AO MESMO TEMPO IMPREVISÍVEL E METÓDICO, REGULAR E DESCONHECIDO, ALEATÓRIO E E S T R U T U R A D O .
  111. 111. MODA S I S T EMA DA MODA POR DETRÁS DELE NÃO SE ESCONDE INTERESSE HUMANO QUALQUER. TODOS ESSES PROTÓTIPOS SURGIRAM GRAÇAS AO JOGO E S T Ú P I D O E A B S U R D O D O A C A S O Q U E V I R A N E C E S S I D A D E NÃO HÁ NENHUM MISTÉRIO N E N H U M P R O P Ó S I T O N E N H U M A C A U S A
  112. 112. MODA O C O N S T R U T I V I S M O R U S S O F O I U M MOVIMENTO ESTÉTICO-P O L Í T I C O , A A R T E , I N S P I R A D A P E L A S N O V A S CONQUISTAS DO NOVO E S TA D O O P E R Á R I O , DEVERIA SE INSPIRAR N A S N O V A S P E R S P E C T I V A S A B E R T A S P E L A M Á Q U I N A E P E L A I N D U S T R I A L I Z A Ç Ã O SERVINDO A OBJETIVOS S O C I A I S E A CON S T R U Ç ÃO DE UM MU N D O S O C I A L I S TA .
  113. 113. MODA
  114. 114. MODA
  115. 115. MODA
  116. 116. MODA
  117. 117. MODA
  118. 118. MODA
  119. 119. MODA O S U R R E A L I S M O É UM M O V I M E N T O Q U E V A I B U S C A R , AT R A V É S D A RUPTURA RADICAL COM O M U N D O M O D E R N O , A UNIDADE ENTRE A LÓGICA E O S E U A V E S S O . F O I A O T O M A R E S S A ATITUDE REVOLUCIONÁRIA, A O I N V É S D E C ON T EMP L AT I VA, QU E A H O S T I L I D A D E D A BURGUESIA CONTRA TODA M A N I F E S T A Ç Ã O D E L I B E R D A D E E S P I R I T U A L VEM À TONA, EMPURRANDO O SURRE AL I SMO PAR A A E S Q U E R D A .
  120. 120. MODA
  121. 121. MODA
  122. 122. MODA
  123. 123. MODA
  124. 124. MODA
  125. 125. MODA
  126. 126. MODA Z A R A , 2 0 1 4
  127. 127. MODA U R B A N O U T F I T T E R S , 2 0 1 4

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