Trab prat rm2

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Trab prat rm2

  1. 1. 0 Trabalho Prático Resistência de Materiais II Ano letivo 2012/2013 30 de Maio de 2013 Nuno Miguel de Figueiredo Almeida Nº 2110760 Docentes: Rui Alves Pedro Gala
  2. 2. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 1 Resumo Este trabalho prático é parte integrante da avaliação contínua da unidade curricular de Resistência de Materiais II. É um trabalho individual e tem um peso de 15% na nota final.
  3. 3. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 2 DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE TRABALHO PRÁTICO DE RESISTÊNCIA DE MATERIAIS II O(s) autor(es) deste relatório/trabalho/ projeto declara(m) que o conteúdo do mesmo é da sua autoria e não constitui cópia parcial ou integral de trabalhos de outro(s) autor(es). Leiria, 30 de Maio de 2013 Os Autores, _____________________________________ Nuno Miguel de Figueiredo Almeida O não cumprimento está sujeito a sanção disciplinar conforme previsto no artigo 134º do Estatutos do IPL.
  4. 4. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Índice 1 | Introdução ....................................................................................................................................... 6 2 | Propriedades da secção ................................................................................................................... 8 3 | Valor máximo de P ........................................................................................................................... 9 3.1 | Diagramas esforços................................................................................................................... 9 3.2 | Secção mais desfavorável ....................................................................................................... 11 3.3 | Estudo da secção mais desfavorável (secção F) ..................................................................... 11 3.3.1 | Flexão composta (N+M)................................................................................................... 12 3.3.2 | Tensão tangencial (devido ao esforço transverso - V) .................................................... 13 3.3.3 | Pontos mais desfavoráveis .............................................................................................. 15 3.4 | Verificação segurança (regime elástico) ................................................................................. 15 4 | Dimensionamento das barras AD, BE e CF .................................................................................... 17 4.1 | Diagramas de esforços ............................................................................................................ 17 4.2 | Secções mais desfavoráveis .................................................................................................... 19 4.3 | Dimensionamento barra AD ................................................................................................... 19 4.3.1 | Pré-dimensionamento – flexão composta ...................................................................... 19 4.3.2 | Pontos mais desfavoráveis .............................................................................................. 22 4.3.3 | Verificação da segurança ................................................................................................. 22 4.4 | Dimensionamento barra BE .................................................................................................... 25 4.4.1 | Pré-dimensionamento ..................................................................................................... 25 4.4.2 | Verificação da segurança ................................................................................................. 27 4.5 | Dimensionamento barra CF .................................................................................................... 28 4.5.1 | Pré-dimensionamento ..................................................................................................... 28 4.5.2 | Verificação da segurança ................................................................................................. 29 5 | Conclusões ..................................................................................................................................... 31 3
  5. 5. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Índice de Figuras Fig. 1 – Estrutura fornecida para análise ............................................................................................... 6 Fig. 2 – Secção Transversal fornecida .................................................................................................... 7 Fig. 3 – Secção Transversal – Geometria e propriedades ..................................................................... 8 Fig. 4 – Diagrama de Momento Fletor .................................................................................................. 9 Fig. 5 – Diagrama de esforço transverso ............................................................................................. 10 Fig. 6 – Diagrama de esforço axial ....................................................................................................... 10 Fig. 7 – Esforços atuantes na secção F ................................................................................................ 11 Fig. 8 – Flexão composta e pontos de interesse ................................................................................. 12 Fig. 9 – Diagrama de tensões (cálculo de τc) ....................................................................................... 13 Fig. 10 – Diagrama tensões (cálculo de τmáx) ...................................................................................... 14 Fig. 11 – Diagrama de Momento Fletor .............................................................................................. 17 Fig. 12 – Diagrama de esforço transverso ........................................................................................... 18 Fig. 13 – Diagrama de esforço axial ..................................................................................................... 18 Fig. 14 – Orientação do perfil .............................................................................................................. 19 Fig. 15 – Perfis IPE ............................................................................................................................... 21 Fig. 16 – Diagramas de tensões e pontos desfavoráveis ..................................................................... 22 Fig. 17 – Orientação do perfil .............................................................................................................. 25 Fig. 18 – Perfis metálicos IPE240 e IPE300 .......................................................................................... 26 Fig. 19 – Orientação do perfil .............................................................................................................. 28 4
  6. 6. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 5 Índice de Tabelas Tabela 1 – Dados fornecidos ................................................................................................................. 7 Tabela 2 – Propriedades da secção transversal .................................................................................... 8 Tabela 3 – Influência dos esforços nas secções .................................................................................. 11 Tabela 4 – Perfis IPE ............................................................................................................................ 20 Tabela 5 – Tensões máximas ............................................................................................................... 21 Tabela 6 – Tensões máximas ............................................................................................................... 23 Tabela 7 – Tensões de referência ........................................................................................................ 23 Tabela 8 – Perfis IPE ............................................................................................................................ 26 Tabela 9 – Tensões máximas ............................................................................................................... 27 Tabela 10 – Tensões de referência ...................................................................................................... 28 Tabela 11 – Perfis IPE .......................................................................................................................... 29 Tabela 12 – Tensões máximas ............................................................................................................. 29 Tabela 13 – Tensões de referência ...................................................................................................... 30
  7. 7. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Capítulo Um 1 | Introdução Este trabalho prático consiste na análise de uma estrutura em aço sujeita a um determinado carregamento. Esta análise deverá incidir sobre o valor máximo que podem valer as cargas atuantes (neste caso P), numa determinada barra (viga), para uma determinada secção transversal fornecida, de modo a verificar a segurança – em regime elástico. Posteriormente, para as restantes barras (pilares), deverá ser feito o dimensionamento utilizando perfis metálicos, com base no valor de P calculado anteriormente. 6 Fig. 1 – Estrutura fornecida para análise
  8. 8. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 7 Fig. 2 – Secção Transversal fornecida Os dados fornecidos, para os parâmetros em falta na estrutura foram os indicados na Tabela 1. Tabela 1 – Dados fornecidos
  9. 9. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Capítulo Dois 2 | Propriedades da secção O primeiro passo foi o de encontrar as propriedades da secção fornecida, e para tal recorreu-se ao software da Autodesk – Autocad. Sabendo que a secção fornecida era cotada em relação à linha média, procedeu-se ao desenho da secção real (Fig. 3), e determinaram-se as suas propriedades conforme indicado na Tabela 2. 8 Fig. 3 – Secção Transversal – Geometria e propriedades Tabela 2 – Propriedades da secção transversal Área (cm2): 91,361 Momentos Inércia (cm4): y 4736,728 z 10295,764
  10. 10. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Capítulo Três 3 | Valor máximo de P O que é pedido é que se calcule o valor máximo que P pode assumir, de modo a verificar a segurança, em regime elástico (será portanto a carga de cedência – a que leva a que a primeira fibra da barra entre em cedência). Este cálculo é pedido para a barra DEF. 3.1 | Diagramas esforços O passo seguinte, com recurso ao software F-Tool, foi o de obter os diagramas de esforços a que a estrutura está sujeita para que se consiga perceber em que zonas (secções), a estrutura está sujeita aos maiores esforços, pois será aí que irá ceder em primeiro lugar. 9 Fig. 4 – Diagrama de Momento Fletor
  11. 11. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 10 Fig. 5 – Diagrama de esforço transverso Fig. 6 – Diagrama de esforço axial
  12. 12. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 3.2 | Secção mais desfavorável Uma vez obtidos os diagramas de esforços, pode-se denotar que a secção aparentemente mais desfavorável é a F, pois é lá que se apresentam os maiores esforços. No entanto poderá haver alguma dúvida relativamente à secção E, que possui um esforço axial superior ao da secção F (embora os outros não o sejam). 11 Se analisarmos o quadro seguinte, Tabela 3 – Influência dos esforços nas secções Secção Eesq Edir Ebaixo F M -76,1P -76,1P 0P -96,5P V -51,3P 45,9P 6,4P -50,1P N -17,8P -11,5P -97,1P -50,1P Podemos facilmente concluir que a conjugação de esforços em F é maior que em qualquer das outras secções. Desta forma o estudo da secção mais desfavorável irá incidir na secção F. 3.3 | Estudo da secção mais desfavorável (secção F) Serão agora calculados as tensões máximas a que esta secção está sujeita para de seguida se proceder à verificação de segurança da mesma. Fig. 7 – Esforços atuantes na secção F
  13. 13. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 12 3.3.1 | Flexão composta (N+M) Fig. 8 – Flexão composta e pontos de interesse Podemos perceber pela Fig. 8, que a tensão máxima atua no ponto A, e é nesse ponto que devido aos esforços de momento fletor e esforço axial que a secção atinge a tensão de cedência em primeiro lugar. Calcular-se-á a tensão máxima neste ponto, bem como nos outros dois assinalados (B e C), mais tarde se explicará porquê. Cálculo: |á| = || + |
  14. 14. |
  15. 15. . á + || . á ⇔ á = 11.5 91.361 × 10 + 96.5 4736.728 × 10! × 12.05 × 10 ⇔ á = 246 749.934 #$
  16. 16. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 13 Da mesma forma, ⇔ % = 11.5 91.361 × 10 + 96.5 4736.728 × 10! × 5.95 × 10 = 122476,385 #$ A tensão no ponto B, conforme se pode verificar pelo diagrama da Fig. 8, é zero. 3.3.2 | Tensão tangencial (devido ao esforço transverso - V) Agora calcular-se-á a tensão tangencial máxima a atuar na secção. Para tal irá ser desenhado na linha média, o diagrama de tensões. Fig. 9 – Diagrama de tensões (cálculo de τc)
  17. 17. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 14 Para o cálculo da tensão em C, recorre-se à seguinte expressão, '( = ). *
  18. 18. . + Onde, *
  19. 19. = . , Logo, *
  20. 20. = 20.5 × 6.45 = 132.225 -./ '( = 50,1 × 132,225 × 100 4736,728 × 10! × 1 × 10 = 13985,334 #$ Da mesma forma calcula-se a tensão em B, que corresponde à tensão tangencial máxima. Fig. 10 – Diagrama tensões (cálculo de τmáx)
  21. 21. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 15 Assim, *
  22. 22. = 120.5 × 6.452 + 15.982 ∗ 2.972 = 149,992 -./ 'á = 50,1 × 149,992 × 100 4736,728 × 10! × 1 × 10 = 15864,536 #$ No ponto A, conforme se pode constatar pelo diagrama de tensões, a tensão tangencial é zero. 3.3.3 | Pontos mais desfavoráveis Inicialmente poderiam ter sidos considerados apenas os pontos de tensões máximas (pontos A e B), para averiguar de seguida a segurança da estrutura. No entanto haviam alguns outros pontos da secção que poderiam suscitar dúvidas, se pela conjugação de tensões (normal e tangencial), não entrariam em cedência primeiro. Ou seja, as tensões tangenciais no ponto A são nulas, mas as tensões normais são máximas. Da mesma forma no ponto B, as tensões normais são nulas e as tangenciais máximas. No ponto C existe o contributo de ambas, daí se fazer a verificação deste ponto (que parece ser o sítio onde a contribuição conjugada das duas tensões é maior). Esta foi a razão pela qual se escolheram estes pontos, e consoante as situações poderão ser escolhidos tantos pontos quanto quisermos. 3.4 | Verificação segurança (regime elástico) Agora que são conhecidas as tensões nos pontos mais desfavoráveis, será determinada, através da fórmula de Von Mises a Tensão de Referência (456), que nos permitirá comparar com a respetiva tensão de cedência do material e aferir se realmente esta secção (que era a mais desfavorável da barra DEF), verifica a segurança ou não. Uma vez que desconhecemos um parâmetro que influencia a carga que está a atuar na estrutura (o valor de P), é através deste cálculo que o iremos descobrir. Desta forma, e uma vez que a tensão de referência vai ser comparada com a tensão de cedência, o valor de P obtido representa o valor máximo que P pode assumir para verificar a segurança da barra DEF - em regime elástico.
  23. 23. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 16 Então, 456 = [ + 3 × 1'2]9.: Por sua vez, 456 ≤
  24. 24. Faz-se então esta verificação para cada um dos pontos desfavoráveis considerados. Em A, = = [246749,934 + 3 × 0]9.: ≤ 235000 456 ⇔ ≤ 0.952 /. Em B, @ = [0 + 3 × 115864,5362]9.: ≤ 235000 456 ⇔ ≤ 8,552 /. Em C, % = [1122476,3852 + 3 × 113985,3342]9.: ≤ 235000 456 ⇔ ≤ 1,882 /. Assim, destes três valores terá que ser escolhido o menor, para garantir que a segurança seja verificada. Escolha final: A ≤ B. CDE FG/H
  25. 25. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Capítulo Quatro 4 | Dimensionamento das barras AD, BE e CF O pretendido nesta fase é dimensionar os pilares da estrutura tendo em conta o valor de P que foi anteriormente calculado. Para efetuar o dimensionamento de tais elementos serão utilizados perfis metálicos (a escolha incidiu apenas na gama IPE para não dispersar muito a escolha) e não será tida em conta a encurvadura. Toda a sequência de cálculo é bastante semelhante ao realizado no capítulo anterior, logo a apresentação desse mesmo cálculo será doravante mais resumida. 4.1 | Diagramas de esforços Iniciamos este processo de dimensionamento, por traçar os diagramas de esforços atuantes na estrutura, mais uma vez, para perceber onde se situam as secções mais desfavoráveis (sujeitas a maiores esforços), nos respetivos pilares a dimensionar (AD, BE e CD), mas agora utilizando o valor de P=0.952 kN/m. 17 Fig. 11 – Diagrama de Momento Fletor
  26. 26. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 18 Fig. 12 – Diagrama de esforço transverso Fig. 13 – Diagrama de esforço axial
  27. 27. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 4.2 | Secções mais desfavoráveis Com os diagramas traçados facilmente se verificam quais as secções mais desfavoráveis, elas são a secção A, B e C, nos pilares AD, BE e CF respetivamente, pois são as que estão sujeitas a maiores esforços. 4.3 | Dimensionamento barra AD Uma vez que se desconhece o perfil a utilizar (é de resto esse o propósito do dimensionamento), irá ser feito um pré-dimensionamento “escolhendo” alguns possíveis perfis e depois verificando a segurança para os mesmos. Se verificarem, são adotados, se não verificarem temos que passar a um perfil acima do anterior e voltar a fazer a verificação. 19 4.3.1 | Pré-dimensionamento – flexão composta Secção mais desfavorável: Secção A Perfil: IPE
  28. 28. = 235 I$ Orientação do perfil – o momento máximo deve atuar no eixo de maior inércia Fig. 14 – Orientação do perfil
  29. 29. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 20 Wel,y A (cm3) (cm2) IPE 300 557 53,8 360 904 72,7 400 1160 84,5 Sabendo que: |á| = |J| = + |KL| ML . á + |KN| MN . Oá (1) Conseguimos determinar, á ≤
  30. 30.
  31. 31. P5Q,
  32. 32.
  33. 33. ⇔ 116,11 P5Q,
  34. 34. ≤ 235000 ⇔ P5Q,
  35. 35. ≥ 494,09 -./ Com o valor do módulo de flexão já é possível escolher um perfil com um valor aproximado a este (sempre superior). No entanto apenas foi verificada a segurança para a flexão composta e como é sabido a secção está sujeita a mais esforços. Estes esforços podem inviabilizar uma possível escolha que se tenha feito com base no valor do módulo de flexão anteriormente calculado. Existe para isso uma regra prática que consiste em escolher um perfil que tenha aproximadamente o dobro do valor do módulo de flexão calculado. Para este caso em concreto será utilizado o módulo de flexão calculado inicialmente, e paralelamente será utilizada a regra prática em termos comparativos. Através das tabelas técnicas da Arcelor Mittal fornecidas na unidade curricular foram escolhidos como “possíveis” perfis os IPE constantes na Tabela 4. Tabela 4 – Perfis IPE
  36. 36. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 21 Novamente através da fórmula (1), calculam-se as tensões máximas para cada perfil. σmáx (Mpa) IPE 300 213,54 360 132,20 400 103,33 A= 53,8 cm2 Iy= 8356 cm4 Wel,y= 557 cm3 Wpl,y= 628 cm3 A= 72,7 cm2 Iy= 16270 cm4 Wel,y= 904 cm3 Wpl,y= 1019 cm3 De onde se apuram os seguintes resultados: Tabela 5 – Tensões máximas Qualquer um destes valores é inferior à tensão de cedência do material (235MPa), apesar do IPE300 ter um valor próximo do limite. Este é no entanto um resultado preliminar. Adotaram-se os perfis IP300 e IPE360 para prosseguir o pré-dimensionamento (o IPE360 devido à aplicação da regra prática). Perfis: Fig. 15 – Perfis IPE
  37. 37. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 22 4.3.2 | Pontos mais desfavoráveis Fig. 16 – Diagramas de tensões e pontos desfavoráveis Conhecidos estes pontos, podem de seguida ser feitos os cálculos para cada perfil, das tensões máximas em cada ponto, verificando desde logo se verificam individualmente a segurança ou não. 4.3.3 | Verificação da segurança |á| = |J| = + |KL| ML . á + |KN| MN . Oá (1) ' = SN.TL ML.U (2) *
  38. 38. = . , = VWX,L (3) Nota: Como as secções estão tabeladas, e devido ao facto de se ter de calcular o momento estático relativamente a meia secção do perfil (simétrico), pode simplificar-se o cálculo recorrendo à equação (3).
  39. 39. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 E como se pode verificar todas as tensões são inferiores à tensão de cedência (235MPa), bem 23 Tabela 6 – Tensões máximas σmáx (Mpa) A B C IPE 300 0,000 213,540 198,307 360 0,000 132,200 122,873 τmáx (Mpa) A B C IPE 300 15,200 3,729 11,239 360 11,240 2,605 8,272 Daqui resultam os seguintes resultados: como todas as tensões tangenciais inferiores a σref IPE (Mpa) 6L √/ Secção B Secção C 300 213,64 199,26 360 132,28 123,71 = 135,677 $. Resta agora fazer a verificação segundo Von Mises, para se obter um valor de tensões que diz respeito às várias tensões em conjunto. 456 = [ + 3 × 1'2]9.: ≤
  40. 40. Após realizar os cálculos e considerando a secção B e C novamente, pois ainda restam algumas dúvidas de qual será a mais desfavorável, obtiveram-se as seguintes tensões de referência. Tabela 7 – Tensões de referência (Regra prática)
  41. 41. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Confirma-se então que a secção mais desfavorecida é a B e verifica-se ao mesmo tempo a segurança, pois a tensão de referência é inferior à tensão de cedência do material. Conclui-se também que o “método prático” foi eficaz, embora de modo bastante conservativo, e deve por isso ser verificado, principalmente em casos em que os custos associados à escolha de um perfil acima do necessário possam ser decisivos. 24 Perfil escolhido para o pilar AD: IPE300
  42. 42. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 4.4 | Dimensionamento barra BE O procedimento agora é idêntico ao anterior. Serão apresentadas apenas os pontos onde existem diferenças. 25 4.4.1 | Pré-dimensionamento Secção mais desfavorável: Secção B Perfil: IPE
  43. 43. = 235 I$ Orientação do perfil – o momento máximo deve atuar no eixo de maior inércia Fig. 17 – Orientação do perfil Novamente, através dos esforços e da relação á ≤
  44. 44.
  45. 45. P5Q,
  46. 46.
  47. 47. Obtemos o valor para o módulo de flexão, valor necessário para escolhermos o perfil. P5Q,
  48. 48. ≥ 247,87 -./ Se utilizarmos a regra prática - P5Q,
  49. 49. ≥ 2 × 247,87 = 495,74 -./
  50. 50. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Ao fazer-se a primeira verificação para a flexão composta, verifica-se desde já que o perfil IPE220 não verifica a segurança pois a tensão máxima obtida é superior à tensão de cedência. 26 Assim sendo, selecionaram-se os perfis: Tabela 8 – Perfis IPE Wel,y A σmáx (cm3) (cm2) (Mpa) IPE 220 252 33,4 258,80 240 324 39,1 203,40 300 557 53,8 121,00 A= 53,8 cm2 Iy= 8356 cm4 Wel,y= 557 cm3 Wpl,y= 628 cm3 Prosseguem-se as verificações para os outros perfis. A= 39,1 cm2 Iy= 3892 cm4 Wel,y= 324 cm3 Wpl,y= 367 cm3 Perfis: Fig. 18 – Perfis metálicos IPE240 e IPE300
  51. 51. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 Os pontos mais desfavoráveis são nos mesmos locais que no cálculo da viga anterior e assim passou-se à verificação de segurança. 27 + |KL| ML . á + |KN| ' = SN.TL ML.U (2) *
  52. 52. = . , = VWX,L σmáx (Mpa) |á| = |J| = MN (3) A B C 4.4.2 | Verificação da segurança Apuraram-se os seguintes valores: Tabela 9 – Tensões máximas IPE . Oá (1) 240 0,000 203,400 186,789 300 0,000 121,770 113,084 τmáx (Mpa) A B C IPE 240 4,620 1,077 3,405 300 3,210 0,788 2,375 Ambos os perfis verificam para já a segurança, naqueles pontos. Para o confirmar, e verificar a segurança da estrutura, calculamos a tensão de referência de Von Mises (agora só para a secção B, que é a mais desfavorecida).
  53. 53. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 28 Tabela 10 – Tensões de referência IPE σref (Mpa) 240 300 203,41 121,78 (Regra prática) Pode-se concluir que ambos os perfis verificam a segurança. Em princípio a escolha do perfil recairia sobre o IPE240, mas irá ser feito o dimensionamento da última viga (CF) e decidir nessa altura. 4.5 | Dimensionamento barra CF 4.5.1 | Pré-dimensionamento Secção mais desfavorável: Secção C Perfil: IPE
  54. 54. = 235 I$ Orientação do perfil – o momento máximo deve atuar no eixo de maior inércia Fig. 19 – Orientação do perfil
  55. 55. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 29 Obtido o respetivo módulo de flexão: P5Q,
  56. 56. ≥ 443.40 -./ Wel,y A σmáx (cm3) (cm2) (Mpa) IPE 300 557 53,8 195,95 360 904 72,7 121,83 400 1160 84,5 95,48 σmáx (Mpa) A B C IPE 300 0,000 195,950 181,972 360 0,000 121,830 113,230 τmáx (Mpa) A B C IPE 300 10,810 2,678 7,995 360 8,000 2,940 5,884 E pela regra prática: P5Q,
  57. 57. ≥ 2 × 443.40 = 886.80 -./ Seleção de perfis: Tabela 11 – Perfis IPE Todos estes perfis verificam, para já a segurança, vamos no entanto prosseguir apenas com o IPE300 e o IPE360. Considerando os mesmos pontos desfavorecidos, características das secções (ver Fig. 16 e Fig. 15), fez-se a verificação da segurança da estrutura. 4.5.2 | Verificação da segurança Tabela 12 – Tensões máximas
  58. 58. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 30 E finalmente as tensões de referência (para o ponto B, pois é o mais desfavorável). Tabela 13 – Tensões de referência IPE σref (Mpa) 300 360 196,00 121,94 (Regra prática) Nesta viga, o perfil mais indicado é o IPE300, pois verifica a segurança (tensão de referência menor que a tensão de cedência), e por uma questão de uniformização podemos agora dizer que na viga anterior a escolha também será um IPE300 (em detrimento do IPE240). Perfil escolhido para o pilar BE: IPE300 Perfil escolhido para o pilar CF: IPE300
  59. 59. Trabalho Prático Resistência de Materiais II 2012/2013 31 Capítulo Cinco 5 | Conclusões As conclusões que se retiram deste trabalho podem ser explanadas em alguns pontos: Deverão ser verificados vários pontos intermédios aos pontos de localização das tensões máximas, pois a combinação de tensões pode provocar uma tensão total superior às máximas de forma individualizada. Após o dimensionamento, talvez fosse necessário refazer os diagramas de esforços, mas agora com as características dos perfis escolhidos e verificar se realmente há necessidade de manter os mesmos perfis (uma vez que irão haver mudanças nos esforços devido às alterações da geometria/propriedades dos perfis). O método da regra prática funcionou em todas as ocasiões, embora, neste caso de forma conservativa – aumentando sempre um escalão à série do perfil. Nota: Para esclarecimento de alguma dúvida nos cálculos, disponibiliza-se o seguinte link, que poderá ajudar nesse sentido - http://pt.scribd.com/doc/144387107/Calculo- Trabalho-Pratico

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