Autismo inclusão

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A euducação inclusiva não é uma UTOPIA

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Autismo inclusão

  1. 1. A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NÃO É UMA UTOPIA<br />(Relato de um projecto de intervenção)<br />
  2. 2. Educação Inclusiva<br />2<br />Agenda<br /><ul><li>Intervenção realizada numa turma do 3º ano, na qual há um aluno diagnosticado como tendo perturbações do espectro do autismo (PEA).</li></ul>2<br />
  3. 3. Projecto<br />Educação Inclusiva<br /><ul><li>Projecto de intervenção, fundamentado nos pressupostos e nos procedimentos da investigação-acção.</li></ul>3<br />
  4. 4. Educação Inclusiva<br />Objectivo<br /><ul><li>Incluir aluno e proporcionar-lhe as condições ideais de aprendizagem, respeitando as suas próprias especificidades, bem como as de cada aluno do grupo</li></ul>4<br />
  5. 5. Educação Inclusiva<br />Pressuposto<br /><ul><li>Partindo do pressuposto que a interacção que se estabelece num grupo é fundamental para a aprendizagem de todos, a nossa intervenção procurou que o trabalho desenvolvido com todos e para todos se organizasse inicialmente a pares e depois em pequenos grupos, de modo a criar condições facilitadoras da comunicação</li></ul>5<br />
  6. 6. Educação Inclusiva<br />Estratégia<br /><ul><li>Optámos por estratégias de trabalho a pares ou em grupo, de modo a facilitar a interacção entre todos os alunos, de forma que o nosso aluno se sentisse envolvido, a participar com os outros, e por estes fosse percepcionado como um elemento participante.</li></ul>6<br />
  7. 7. Educação Inclusiva<br />Educação inclusiva<br /><ul><li>A inclusão dos alunos considerados com necessidades educativas especiais (NEE) implica mudanças a nível da organização da escola, em particular quando os alunos têm problemáticas complexas como é o caso do autismo.</li></ul>7<br />
  8. 8. Educação Inclusiva<br />Questão de direitos<br /><ul><li>Sendo uma questão de direitos, a inclusão atravessa dimensões que se prendem com deontologia, ética e valores . É nesse sentido que ela não pode perspectivar-se sem ser em termos de educação inclusiva.</li></ul>8<br />
  9. 9. Educação Inclusiva<br />Inclusão<br /><ul><li>Ao incluirmos o aluno diagnosticado como tendo PEA no ensino regular, procurámos envolver todos os intervenientes no processo ensino e aprendizagem, introduzindo mudanças ao nível das atitudes e das práticas pedagógicas na sala de aula, para que o aluno atingisse um bom nível de aprendizagem</li></ul>9<br />
  10. 10. Educação Inclusiva<br />Condições criadas<br /><ul><li>Procurámos criar condições para dar respostas adequadas às necessidades do nosso aluno, potenciando as suas capacidades</li></ul>10<br />
  11. 11. Educação Inclusiva<br />Questão de partida<br /><ul><li>Colocámos a seguinte questão de partida:
  12. 12. A interacção entre alunos, que resulta do trabalho a pares e em grupo, contribui para o desenvolvimento de competências a nível de leitura, da escrita e da comunicação de um aluno diagnosticado como tendo PEA, e para a co-responsabilização do grupo-turma relativamente à sua socialização e a sua autonomia?</li></ul>11<br />
  13. 13. Educação Inclusiva<br />Objectivos Gerais da Intervenção<br /><ul><li>Facilitar a inclusão de um aluno diagnosticado como tendo PEA no seu grupo turma;
  14. 14. Desenvolver o nível de competências do aluno a nível da leitura, da escrita, da comunicação, da socialização e da autonomia;
  15. 15. Fomentar a co-responsabilização do grupo-turma relativamente à socialização e à autonomia do aluno.</li></ul>12<br />
  16. 16. Educação Inclusiva<br />Resultados encontrados<br /><ul><li>A sua avaliação permitiu-nos concluir acerca da importância deste processo investigativo e da educação inclusiva. Perspectivado como um elemento da turma pelos seus colegas, este aluno fez aprendizagens significativas a nível académico e social. </li></ul>13<br />
  17. 17. Educação Inclusiva<br />Trabalho a pares/ grupo<br /><ul><li>O trabalho a pares permitiu-lhe participar nas actividades propostas e conseguir o respeito dos colegas, para valorizar as suas intervenções e respeitar o seu ritmo de trabalho. O trabalho em grupo facilitou esta autonomia e este reconhecimento pelas suas capacidades.</li></ul>14<br />
  18. 18. Educação Inclusiva<br />Evolução<br /><ul><li>Inicialmente o aluno em estudo apresentava dificuldades nas áreas da leitura e da escrita. No decorrer das actividades fomos verificando evoluções significativas tanto naquelas áreas, como também na autonomia do aluno na realização das tarefas propostas.</li></ul>15<br />
  19. 19. Educação Inclusiva<br />Competências<br /><ul><li>No final da intervenção, o aluno tinha adquirido as competências propostas, conseguindo ler todas as palavras de um texto para o seu nível escolar, bem como copiar um texto sem omitir palavras e participar nas actividades desenvolvidas na sala de aula..</li></ul>16<br />
  20. 20. Educação Inclusiva<br />Avaliação<br /><ul><li>Fazendo uma avaliação mais geral, podemos afirmar que no final o nível da leitura de textos para o seu nível escolar revelou melhorias muito significativas, aderindo e participando cada vez mais nas actividades propostas, parecendo mostrar mais confiança em si próprio.</li></ul>17<br />
  21. 21. Educação Inclusiva<br />Linguagem<br /><ul><li>No domínio da linguagem, a sua comunicação passou a ser mais regulada. As frases melhor construídas, uma vez que passou a ecoar menos o discurso do outro.</li></ul>18<br />
  22. 22. Educação Inclusiva<br />Progressão<br /><ul><li>Em termos de desenvolvimento de competências sociais houve uma progressão nos comportamento/ atitudes da grande maioria dos alunos, que no geral se pode traduzir num melhor ritmo de produção, em métodos de trabalho mais estruturados, no desenvolvimento das capacidade de atenção/concentração, numa maior autonomia perante as diversas solicitações da vida escolar e por fim numa maior interiorização das regras a cumprir.</li></ul>19<br />
  23. 23. Educação Inclusiva<br />Comportamento<br /><ul><li>O típico comportamento de um certo alheamento, característico do PEA, foi atenuado aumentando os períodos da sua concentração, o que lhe veio permitir um maior número de intervenções nas aulas.</li></ul>20<br />
  24. 24. Educação Inclusiva<br />Síntese<br /><ul><li>Em síntese podemos concluir que o aluno atingiu um bom nível de aprendizagem sentindo da nossa parte regozijo em levar a cabo o projecto, “Aprender com todos – uma estratégia para a inclusão de um aluno com autismo”, com sucesso.</li></ul>21<br />
  25. 25. Educação Inclusiva<br />Diferença<br /><ul><li>Acreditamos que a diferença pode proporcionar a estes alunos as mesmas oportunidades, experiências e aprendizagens, de forma a optimizar a sua inclusão no ensino regular.</li></ul>22<br />
  26. 26. Educação Inclusiva<br />Mais-valia<br /><ul><li>A elaboração desta intervenção veio permitir uma mais-valia no nosso percurso profissional, consciencializando-nos para a importância de continuarmos desenvolver, no grupo e com o grupo, estratégias que favoreçam aprendizagens inclusivas.</li></ul>23<br />
  27. 27. Educação Inclusiva<br />Conclusão<br /><ul><li>Concluímos que apesar dos estudos já realizados neste âmbito, há necessidade de mais investigação sobre as características inclusivas da escola. Mais do que isso, não apenas da escola como também dos restantes sistemas em que a criança vive. Se a inclusão for apenas escolar estaremos, por certo, a criar a exclusão noutros níveis. A sociedade será inclusiva na medida em que os diferentes lugares, onde se cresce e se vive, sejam também verdadeiramente inclusivos.</li></ul>24<br />

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