Defesa tese mestrado everton

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Impacto do Bypass Gastrojejunal em Y de Roux sobre a Síndrome Metabólica

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Defesa tese mestrado everton

  1. 1. Comissão de Pós-Graduação - Programa em Ciências da Cirurgia Faculdade de Ciências Médicas – UNICAMP Defesa de Tese – Mestrado em Cirurgia Impacto do Bypass Gastrojejunal em Y de Roux sobre a Síndrome Metabólica: Análise de Resultados Aluno: Everton Cazzo Orientador: Prof. Dr. Elinton Adami Chaim Co-Orientador: Prof. Dr. José Carlos Pareja Campinas, 14/08/2013
  2. 2. Síndrome Metabólica - Definição  Conjunto de fatores interconectados que elevam diretamente o risco de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo II  Obesidade abdominal  Intolerância à Glicose ou Diabetes Mellitus  Hipertensão Arterial Sistêmica  Dislipidemias NCEP (2001) Alberti (2009)
  3. 3. Síndrome Metabólica - Sinonímia  Síndrome Plurimetabólica  Síndrome Dismetabólica  Síndrome X  Síndrome Cardiometabólica  Síndrome de Reaven  Síndrome “Beer Belly” Gade (2010) Abbalay (2013)
  4. 4. História • Primeira descrição: Morgagni (1765) – obesidade, hipertensão, aterosclerose, gota e apneia do sono • Aumento da gordura abdominal e mediastinal Enzi (2003)
  5. 5. História • Década de 1920: Kylin – Disfunção autonômica • Vague (1947): gordura abdominal (obesidade androide) • Camus (1967): trisyndrome métabolique (diabetes, hipertensão e dislipidemia) • Haller (1975): Síndrome Metabólica ou X • Reaven (1988) e DeFronzo & Ferrannini (1991): Resistência insulínica • 1998: Reconhecida pela OMS Sarafidis (2006)
  6. 6. Diagnóstico • Adult Treatment Panel III – National Cholesterol Education Program • 3 de 5 fatores: – Obesidade central (Circ. abd. > 102 cm (homens) ou 88 cm (mulheres) – Triglicerídeos ≥ 150 mg/dL – HDL ≤ 50 (mulheres) ou ≤ 40 mg/dL (homens) – PA ≥ 130/85 mmHg ou HAS diagnosticada – Glicemia de jejum ≥ 110 mg/dL ou DM-2 previamente diagnosticado NCEP (2001)
  7. 7. Diagnóstico  International Diabetes Federation  Obesidade Central (circunferência abdominal, de acordo com variáveis étnicas) a 2 dos 4 fatores abaixo:  Triglicerídeos ≥ 150 mg/dL  Colesterol HDL ≤ 40 em homens ou ≤ 50 mg/DL em mulheres  Pressão Arterial ≥ 130/85 mmHg ou HAS prévia  Glicemia de jejum ≥ 100 mg/dL ou DM-2 previamente diagnosticado IDF (2006)
  8. 8. Epidemiologia • Afeta 34,5% da população adulta norte-americana (2005) • 3,2 milhões de mortes anualmente no mundo • Custos anuais diretos no mundo em torno de 286 bilhões de dólares (2006) NCEP (2001) IDF (2006)
  9. 9. Epidemiologia Prevalência da SM - 2005 País ATP III IDF EUA 35 39 Austrália 19 16 França 9 13 Itália 18 ND McCullough (2011)
  10. 10. Epidemiologia Prevalência da SM no Brasil por estudo Estudo N Prevalência (%) Salaroli (2008) – ATP III 1.172 29,8 Marquezine (2008) – ATP III 1.507 M = 25,35 F = 25,49 Total: 25,53 Barbosa (2007) – ATP III 1.437 M = 13,6 F = 22,9 Total: 19,0 Salaroli (2008) Marquezine (2008) Barbosa (2007)
  11. 11. Impacto Epidemiológico • 20 a 25% da população adulta no mundo são portadores; significa que mais de 1 bilhão de pessoas apresentam, em relação à população geral: – Risco de morte por qualquer causa 2 vezes maior – Risco de evento cardíaco isquêmico 3 vezes maior – Risco de desenvolver DM 5 vezes maior IDF (2006) McCullough (2011)
  12. 12. Fisiopatologia • Eventos centrais: obesidade visceral e resistência insulínica • Obesidade visceral → ↑ Lipólise visceral → Ácidos graxos livres na circulação portal → ↑ síntese de triglicerídeos → ↑ Resistência insulínica no fígado → ↑ glicemia e insulinemia → ↑ Lipólise visceral → ↑ Ácidos graxos livres • Obesidade visceral → ↑ Mediadores inflamatórios (TNF-A e IL-6) → Estado pró-inflamatório e protrombótico • Obesidade visceral → ↓ Adiponectina → ↑ Resistência insulínica • Obesidade Visceral → Resistência Leptínica → Distúrbios nos informes de saciedade no SNC Gade (2010) Muller (2012)
  13. 13. Tratamento Clínico • Mudanças de estilo de vida (dieta, atividade física) e tratamento medicamentoso combinado dos elementos da síndrome • Tratamentos de HAS e DM: adesão menor que 20% após um ano WHO (2004) Alberti (2009)
  14. 14. Tratamento Cirúrgico - História • Friedmann (1955): reversão de DM após gastrectomias à Billroth II • Angervall (1961) e Sokolnicki (1967): achados semelhantes • Mecanismo ignorado à época • 1970-1980: Melhora no tratamento clínico da doença péptica → Decréscimo na realização de gastrectomias Pories (1995) Garg (2010)
  15. 15. História • Década de 1980: Ascensão da cirurgia bariátrica • Pories (1995): melhora significativa do controle glicêmico em pacientes submetidos ao bypass gastrojejunal (85%) e derivações biliopancreáticas (90%) • Buchwald (2004): Metanálise mostrou controle significativo do DM em todas as modalidades cirúrgicas avaliadas Pories (1995) Buchwald (2004)
  16. 16. Principais Cirurgias Bariátricas com Efeitos sobre Metabolismo Glicêmico  Bypass Gastrojejunal em Y de Roux  Derivações Biliopancreáticas:  Gastrectomia Parcial e Bypass Gastroileal Distal (Cirurgia de Scopinaro)  Gastrectomia Vertical e Bypass Duodenoileal Distal (Duodenal Switch) Pareja 2006 Buchwald 2009
  17. 17. Fisiopatologia • Melhora na homeostase glicêmica ocorre antes que haja perda de peso apreciável • Exclusão duodenal (foregut hypothesis) • Intestino distal (hindgut hypothesis) Pareja (2006) Santo (2012)
  18. 18. Fisiopatologia • Trato gastrointestinal: o mais extenso órgão endócrino do organismo humano • Metabolismo glicêmico: eixo êntero-insular (incretinas) • Saciedade: hormônios gastrointestinais orexígenos e anorexígenos Garg (2010) Schauer (2012)
  19. 19. Incretinas e Hormônios Gastrointestinais • Incretinas: peptídeos produzidos no trato gastrointestinal que exerçam algum efeito direto sobre a homeostase glicêmica – GIP: polipeptídeo insulinotrópico gastrointestinal – GLP-1: peptídeo semelhante ao glucagon • Grelina • Peptídeo YY Schauer (2012) Zhang (2010) Michalakis (2012)
  20. 20. Hormônios Gastrointestinais x Cirurgias Bariátricas Grelina GIP GLP-1 PYY Síntese Fundo gástrico e duodeno Células K no duodeno e jejuno Células L no íleo terminal Íleo terminal e Cólon Efeitos ↑ fome ↑ motilidade ↓ secreção insulina ↑ secreção insulina ↑ prolif. céls. β ↓ sec. ácida ↑ lipogênese ↓ ingesta ↓motilidade ↑ sec. insulina ↑ prolif. cél. β ↓ ingesta ↓motilidade Alterações pós-operatórias ↓ RYGBP ↑ BPD ↑ RYGBP, BPD ↑ RYGBP, BPD ↑ RYGBP, BPD Suzuki (2005) Michalakis (2012) RYGBP: Bypass Gastrojejunal em Y de Roux BPD: Derivações Biliopancreáticas
  21. 21. Fisiopatologia  Mecanismos sacietógeno-incretínicos:  Aumento da saciedade (↓ grelina e ↑ PYY)  Melhora na sensibilidade periférica à insulina e na função das células β pancreáticas (↑ GLP-1 e GIP)  Redução da absorção de lípides, com menor teor no sangue portal e consequentemente menor deposição no fígado  Perda de peso – manutenção de longo prazo Pareja (2006) Le Roux (2006)
  22. 22. Fisiopatologia do Tratamento Cirúrgico Pareja (2006)
  23. 23. Adipocinas  Hormônios metabolicamente ativos secretados pelo tecido gorduroso  Atividade inflamatória, saciedade e metabolismo glicêmico  Adiponectina: secretada pelo tecido gorduroso não visceral; acentua a sensibilidade insulínica, reduz atividade inflamatória e aumenta a saciedade; após Bypass, ocorre aumento em seus níveis séricos  Leptina: secretada pelo tecido gorduroso visceral e não visceral; acentua a saciedade e tem efeito imunomodulador; após Bypass, ocorre redução em seus níveis séricos e aumento importante na sensibilidade a este hormônio Unger (2002) Vilsbøll (2003) Ballantyne (2005)
  24. 24. Reversão do Diabetes Mellitus Cirurgia Reversão DM-2 Bypass gastrojejunal 84% (global) → 80,3% (> 2 anos) Derivação Biliopancreática 98% (global) → 95,1% (> 2 anos) Schauer (2003) Buchwald (2004) Pajecki (2007) Buchwald (2009) Santo (2010) Reversão do DM-2 Grave após Bypass Usuários de insulina 62% > 10 anos DM 54% Reversão do DM-2 Bypass (Brasil) Santo et al. 94,3% (5 anos) / 84,7% (8 anos) Pajecki et al. 76,5% (> 5 anos)
  25. 25. Reversão da Hipertensão Cirurgia Reversão HAS Bypass gastrojejunal 87% Derivação Biliopancreática 92% Buchwald (2004) Reversão das Dislipidemias Cirurgia Hipertrigliceridemia Hipercolesterolemia Bypass Gastrojejunal 95% 94% Derivação Biliopancreática 99% 100%
  26. 26. Reversão da Síndrome Metabólica X Bypass Gastrojejunal N Seguimento (meses) Reversão Batsis et al. 143 40,8 68% Coppini et al. 21 06 100% Lee et al. 315 12 95,6% Morínigo et al. 36 12 80% Nugent et al. 286 10 74,5% Batsis (2008) Coppini (2006) Lee (2008) Morínigo (2007) Nugent (2008)
  27. 27. Evidências Literárias • Cirurgias Bariátricas: impacto relevante em pacientes obesos por mecanismos diversos (sacietógeno-incretínicos) e não completamente esclarecidos • Melhora precoce (anterior à perda de peso importante) • Resultados relevantes com Bypass Gastrojejunal e Derivações Biliopancreáticas
  28. 28. Objetivos Gerais: 1) Caracterizar os portadores de SM operados no HC-Unicamp em relação a: - Idade, sexo e grupo racial - Medidas bioantropométricas - Morbidades relacionadas à SM - Parâmetros clínicos e bioquímicos 2) Descrever o impacto da intervenção cirúrgica (Bypass Gastrojejunal em Y de Roux) sobre a evolução da síndrome metabólica, do ponto de vista clínico e laboratorial
  29. 29. Objetivos Específicos: 1) Descrever e analisar comparativamente os períodos pré e pós-operatório, em relação a: • Variáveis bioantropométricas (Peso e IMC) e Percentual de perda do excesso de peso • Evolução da SM e morbidades relacionadas (DM-2, HAS e Dislipidemias) • Evolução de parâmetros bioquímicos: Glicemia de jejum, Hemoglobina Glicada, Insulinemia basal, Perfil lipídico (Colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos), Homeostasis Model Assessment (HOMA) I e II 2) Identificar, avaliar e correlacionar fatores associados à resolução ou manutenção pós-operatórias de: SM, DM-2, HAS e Dislipidemias
  30. 30. Casuística e Métodos • Estudo retrospectivo (Coorte histórica) • Coleta de dados de prontuários médicos e entrevistas/avaliações clínicas • Pacientes submetidos ao Bypass Gastrojejunal em Y de Roux para tratamento de Obesidade Severa • Acompanhados no Ambulatório de Obesidade – HC/Unicamp • Período: Janeiro/2000 a Agosto/2010 • Submissão e Aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa – CEP FCM/UNICAMP – parecer 787/2010
  31. 31. Casuística e Métodos Critérios de inclusão: • Indivíduos submetidos ao bypass gastrojejunal em Y de Roux há no mínimo 12 meses; • Seguimento clínico ambulatorial pós-operatório mínimo de 12 meses; • Diagnóstico de SM segundo IDF e ATP III • Sexos feminino ou masculino; • Faixa etária entre 18 a 65 anos.
  32. 32. Casuística e Métodos Critérios de Exclusão: • Submetidos a outros procedimentos bariátricos adicionais após o bypass gastrojejunal em Y de Roux • Não preenchimento dos critérios de IDF ou ATP III para SM • Seguimento ambulatorial pós-operatório < 12 meses • Grupos vulneráveis (menores de idade, portadores de deficiências mentais, institucionalizados)
  33. 33. Casuística e Métodos Critérios de Indicação Cirúrgica: • Pacientes entre 18 e 65 anos obesos há pelo menos 5 anos, com insucesso em pelo menos 2 tentativas de tratamento clínico/comportamental, com avaliação psiquiátrica sem contraindicações, que apresentem: – IMC superior ou igual a 40 – IMC superior ou igual a 35 associado a morbidade grave relacionada: • Hipertensão Arterial Sistêmica • Diabetes Mellitus tipo 2 • Dislipidemia (Hipercolesterolemia ou Hipertrigliceridemia) • Apneia do Sono • Osteoartropatias degenerativas • Síndrome de Pickwick
  34. 34. Casuística e Métodos Técnica Cirúrgica: • Gastroplastia Redutora (Reservatório de 20-40 mL com anastomose calibrada com sonda de Foucher 32Fr) com Derivação Intestinal em Y de Roux (Alça Aferente: 100 cm; Alça Alimentar: 150 cm)
  35. 35. Casuística e Métodos Critérios de resolução de comorbidades • HAS: 3 mensurações inferiores a 130/85 mmHg em dias não-consecutivos sem uso de medicação anti-hipertensiva • Dislipidemias: LDL < 160 mg/dL, HDL > 40 em homens e >50 em mulheres e Triglicerídeos < 150 mg/dL sem uso de medicação hipolipemiante • DM-2: Glicemia de jejum < 100 mg/dL e HbA1c ≤ 6,5% sem uso de insulina ou antidiabéticos orais (ADA) • SM: Não preenchimento de critérios IDF e ATP III sem uso de medicações
  36. 36. Casuística e Métodos Cálculo do Homeostasis Model Assessment (HOMA) HOMA I: fórmulas de Matthews HOMA I – Resistência Insulínica (RI) HOMA I – Células Beta (%β) HOMA II: calculadora de Oxford Matthews (1998)
  37. 37. Casuística e Métodos Análise Estatística: • Comparação de proporções: Teste Qui-quadrado ou Teste exato de Fisher • Comparação de medidas contínuas em dois momentos de avaliação: teste de Wilcoxon • Comparação de proporções entre dois momentos: teste de McNemar • Comparação de medidas contínuas entre grupos independentes: teste de Mann-Whitney • Identificação de fatores associados a desfechos: análise de regressão logística múltipla • Nível de significância: 5% (p<0,05) • SAS System for Windows (Statistic Analysis System), versão 9.2
  38. 38. Casuística e Métodos Janeiro/2000 Agosto/2010 672 casos Sem critérios IDF/ATP III (n=483) Seguimento < 12 meses (n=84) Procedimento adicional (n=9) EXCLUSÃO 96 pacientes selecionados
  39. 39. Resultados • Sexo, Raça e Idade: - 77,1% sexo feminino - 54,2% brancos - Idade média: 46,1 ± 10,8 anos 10 15 20 (22-64) 4 5 8 7 16 12 16 22 6 0 5 Número de pacientes 20 30 40 50 60 Idade (anos) 20% Branco 55% 25% s Pardos Negros
  40. 40. Resultados Seguimento pós-operatório: - 34,1 ± 25,1 meses (12-120) 36 12 6 2 8 10 4 5 1 6 1 3 10 20 30 40 0 Número de pacientes 0 20 40 60 80 Tempo decorrido de pós-operatório (meses)
  41. 41. Resultados Cirurgia: - Tempo: 104,1 ± 28,2 minutos (80 – 180) - Sangramento: 134,4 ± 18,1 mL (100 – 700) - Procedimentos adicionais: Colecistectomia (9,4%) e Esplenectomia (1%) - Tempo de hospitalização: 4,3 ± 0,3 dias (4-7) - Morbidade: 11,4% - Mortalidade: Zero Complicações % (n) Infecção: Ferida operatória Trato urinário 5,2 (5) 4,2 (4) 1,0 (1) Pulmonar: Atelectasia 3,1 (3) 3,1 (3) Reoperação: Hemorragia intracavitária Evisceração 2,1 (2) 1,0 (1) 1,0 (1) Hemorragia digestiva Úlcera de boca anastomótica 1,0 (1) 1,0 (1) MORBIDADE GLOBAL 11,4 (11)
  42. 42. Resultados IMC • Peso: 102,2 ± 18,1 kg → 72,4 ± 11,4 kg • Δ Peso: 29,9 ± 9,1 kg (p<0,0001) • IMC: 44,3 ± 8,7 kg/m2 → 31,5 ± 7,7 kg/m2 • Δ IMC: 12,8 ± 5,5 kg/m2 (p<0,0001) • Circunferência Abdominal: 128,5 ± 13,9 cm → 97,9 ± 14,3 cm • Δ CA: 30,5 ± 12,7 cm (p<0,0001) • Percentual de perda do excesso de peso: 71,8 ± 25,2% CA
  43. 43. Resultados Hipertensão Arterial • 90 (93,7%) → 13 (13,5%) (p<0,0001) • Resolução: 85,6%
  44. 44. Resultados Fatores Associados à Resolução da HAS: – HOMA II – RI (p=0,0482) – IMC pós-operatório (p=0,0017) – Insulinemia basal pré-operatória (p=0,0385) – Número de anti-hipertensivos pré-operatórios (p=0,0072) – Número de anti-hipertensivos pós-operatórios (p=0,0002) – Percentual de perda de peso pós-operatório (p=0,0011)
  45. 45. Resultados Dislipidemias • 83 (86,5%) → 38 (39,6%) (p<0,0001) • Resolução: 54,2% • Não foram observados fatores independentes associados à resolução das dislipidemias
  46. 46. Resultados Reversão por Dislipidemia específica: • Hipercolesterolemia LDL: 8 (8,3%) → 3 (3,1%) (p=0,1358) / Resolução: 62,5% • Hipocolesterolemia HDL: 96 (100%) → 29 (30,2%) (p<0,0001) / Resolução: 69,8% • Hipertrigliceridemia: 46 (47,9%) → 9 (9,4%) (p<0,0001) / Resolução: 80,4%
  47. 47. Resultados • Colesterol Total: 195,3 ± 45,6 mg/dL → 166,8 ± 33,5 mg/dL (p<0,0001) • LDL: 125,3 ± 41,5 mg/dL → 94,9 ± 30,4 mg/dL (p<0,0001) • HDL: 36,3 ± 8,1 mg/dL → 52,1 ± 9,8 mg/dL (p<0,0001) • Triglicerídeos: 171,5 ± 104,2 mg/dL → 94,6 ± 38,2 mg/dL (p<0,0001)
  48. 48. Resultados Diabetes Mellitus tipo II • 96 (100%) → 09 (9,4%) (p<0,0001) • Resolução: 90,6%
  49. 49. Resultados Fatores associados à resolução do DM-2: - Uso pós-operatório de antidiabéticos orais (p<0,0001) - Controle glicêmico pós-operatório (AACE/ADA) (p<0,0001) - Glicemia pós-operatória (p=0,0075) - Hemoglobina glicada pós-operatória (p=0,0003) - Insulinemia basal pós-operatória (p=0,0116)
  50. 50. Resultados • Fatores associados à resolução do DM-2: - HOMA I – RI pós-operatório (p=0,0069) - HOMA II – RI pós-operatório (p=0,0088) - Uso de insulina NPH pré-operatório (p=0,0233) - Tempo de DM-2 pré-operatório (p=0,0482) - Peptídeo C pós-operatório (p=0,0009)
  51. 51. Resultados Glicemia de Jejum: 117,3 ± 45,2 mg/dL → 85,4 ± 19 mg/dL (p<0,0001) Insulinemia Basal: 14,6 ± 10,2 μUI/dL → 8 ± 8,4 μUI/dL (p<0,0001) Hemoglobina Glicada: 7 ± 1,3% → 5,5 ± 0,8% (p<0,0001)
  52. 52. Resultados Síndrome Metabólica • 96 (100%) → 11 (11,5%) (p<0,0001) • Resolução: 88,5%
  53. 53. Resultados Fatores associados à resolução da SM: - Controle glicêmico pós-operatório (AACE) (p=0,0017) - Controle glicêmico pós-operatório (ADA) (p=0,0004) - Glicemia pós-operatória (p=0,0074) - Hemoglobina glicada pós-operatória (p=0,0022) - HOMA I – RI pós-operatório (p=0,0210) - HOMA II – RI pós-operatório (p=0,0428)
  54. 54. Resultados Fatores associados à resolução da SM: - Uso pós-operatório de antidiabéticos orais (p=0,0025) - Número de classes anti-hipertensivas pré-operatórias (p=0,0062) - Número de classes anti-hipertensivas pós-operatórias (p=0,0005) - Triglicerídeos pós-operatórios (p=0,0008) - Percentual de perda de peso pós-operatório (p=0,0073)
  55. 55. Resultados Controle glicêmico (AACE) HbA1c < 7% • Inadequado: 50 (52,1%) → 6 (6,2%) (p<0,0001) Controle Glicêmico (ADA) HbA1c < 6,5% • Inadequado: 36 (37,5%) → 6 (6,2%) (p<0,0001)
  56. 56. HOMA I – RI • 4,4 ± 4,9 → 1,9 ± 3,2 (p<0,0001) HOMA I - %β • 146,3% ± 133 → 182,9% ± 229,4 (p= 0,4554) Resultados
  57. 57. HOMA II – RI • 2 ± 1,5 → 1 ± 1,1 (p<0,0001) HOMA II - %β • 105% ± 60,6 → 104,3% ± 55,3 (p=0,0697) Resultados
  58. 58. Conclusão • Bypass gastrojejunal em Y de Roux apresentou baixa morbidade global na população avaliada, compatível com a literatura • Não houve mortalidade cirúrgica na população de estudo • Levou a reduções estatisticamente significativas de peso, IMC e circunferência abdominal • O percentual médio de perda do excesso de peso (71,82%) foi considerado satisfatório perante a literatura Varela (2008) Higa (2010)
  59. 59. Conclusão • Índice de resolução da HAS: 85,6% • Diferença estatisticamente significativa • Resolução comparável à observada na literatura • Fatores associados à remissão da HAS: HOMA II pós-operatório, IMC pós, insulinemia pré, número de classes anti-hipertensivas pré e pós-operatórias e percentual de perda de peso Sugerman (2003) Fernstrom (2006) Hinosoja (2009)
  60. 60. Conclusão • Índice de resolução das dislipidemias: 54,2% • Diferença estatisticamente significativa • Resolução comparável à literatura • Nenhum dos fatores avaliados apresentou associação significativa com a resolução Nguyen (2006) Benaiges (2012)
  61. 61. Conclusão • Redução significativa de Colesterol Total • Redução significativa de LDL • Aumento significativo de HDL • Redução significativa de Triglicerídeos • Resultados comparáveis à literatura Jones (1992) Brolin (2000) Benaiges (2012)
  62. 62. Conclusão • Índice de resolução do DM-2: 90,6% • Diferença estatisticamente significativa • Principais fatores com associação estatisticamente significativa à resolução: HOMA I – RI pós-operatório, HOMA II – RI pós-operatório, glicemia/hemoglobina glicada/insulinemia pós-operatórias, tempo de DM-2, uso de insulina pré-operatório, uso pós-operatório de antidiabéticos orais, controle glicêmico pós-operatório • O percentual de perda de peso não esteve associado à resolução • Resolução comparável à literatura Buchwald (2004) Pajecki (2007) Buchwald (2009) Santo (2010)
  63. 63. Conclusão • Redução significativa da glicemia de jejum • Redução significativa da insulinemia basal • Redução significativa da hemoglobina glicada • Resultados comparáveis à literatura Morínigo (2006) García-Fuentes (2006) Monte (2012)
  64. 64. Conclusão • Índice de resolução da SM: 88,5% • Diferença estatisticamente significativa • Principais fatores com associação estatisticamente significativa à resolução: HOMA I – RI pós-operatório, HOMA II – RI pós-operatório, glicemia/hemoglobina glicada pós-operatórias, uso pós-operatório de antidiabéticos orais, controle glicêmico pós-operatório, número de anti-hipertensivos pré e pós-operatórios, triglicerídeos pós-operatórios e percentual de perda de peso Batsis (2008) Coppini (2006) Lee (2008) Morínigo (2007) Nugent (2008)
  65. 65. Conclusão • Resolução da SM comparável à literatura: N Seguimento (meses) Reversão Batsis et al. 143 40,8 68% Coppini et al. 21 06 100% Lee et al. 315 12 95,6% Morínigo et al. 36 12 80% Nugent et al. 286 10 74,5% Esta série 96 34,1 88,5% Batsis (2008) Coppini (2006) Lee (2008) Morínigo (2007) Nugent (2008)
  66. 66. Conclusão • Redução significativa da resistência insulínica avaliada por HOMA I e II • Ambas situaram-se no período pós-operatório abaixo dos valores de corte para resistência insulínica na população brasileira HOMA I – RI HOMA II - RI Pré 4,4 2,0 Pós 1,9 1,0 Cut off (Brasil) 2,7 1,8 Ballantyne (2009) Vasques (2009) Lin (2010)
  67. 67. Conclusão • Não houve alteração na função pancreática endócrina avaliada por HOMA I e II - %B • Houve melhora significativa do controle glicêmico avaliado segundo os parâmetros de ADA e AACE Mumme (2009) Dorman (2012) Perna (2012)
  68. 68. Conclusão • Bypass gastrojejunal em Y de Roux demonstrou ser uma modalidade terapêutica segura e efetiva em pacientes obesos portadores de Síndrome Metabólica • Impacto significativo na resolução da SM e componentes individuais • Impacto significativo nos parâmetros bioantropométricos e bioquímicos avaliados

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