Em Busca De Um Novo Paradigma Na EducaçAo

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Em Busca De Um Novo Paradigma Na EducaçAo

  1. 2. <ul><li>Aqui apresentamos uma análise sobre os Novos Paradigmas em Educação.Para tanto, partimos dos seguintes questionamentos: </li></ul><ul><li>O que é paradigma? </li></ul><ul><li>O que nos prende ao paradigma tradicional? </li></ul><ul><li>Ruptura do Paradigma? </li></ul><ul><li>O que busca o Paradigma Emergente? </li></ul><ul><li>Novos Paradigmas em Educação? </li></ul><ul><li>Novo paradigma na formação dos futuros professores? </li></ul><ul><li>Os Novos Paradigmas do Aluno? </li></ul><ul><li>Os Novos Paradigmas do Professor? </li></ul><ul><li>Os Novos Paradigmas da Escola? </li></ul><ul><li>De maneira geral podemos dizer que desde a antiguidade até o início do século XIX predominou na prática escolar uma aprendizagem do tipo tradicionalista. Como dizia Paulo Freire, uma educação em que o professor era o centro do processo e o aluno passivo na ação e o aprender era a memorização e a reprodução do saber . Para que os paradigmas educacional de fato mudem, não basta esconder velhos ensinamentos, se o aluno continua sendo um simples receptor. Como nos mostra o paradigma tradicional. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  2. 3. <ul><li>DEFINIÇÃO PARADIGMA </li></ul><ul><li>Thomas Kuhn </li></ul><ul><li>Um paradigma, é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade científica consiste em homens que partilham um paradigma.” </li></ul><ul><li>Realização científica de grande envergadura. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>DEFINIÇÃO PARADIGMA </li></ul><ul><li>Edgar Morim </li></ul><ul><li>Significa um tipo de relação muito forte. Que pode ser conjunção ou disjunção que possui uma natureza lógica entre um conjunto de conceito. </li></ul><ul><li>a definição de paradigma “comporta um certo número de relações lógicas, bem precisas, entre conceitos; noções básicas que governam todo discurso, ele ainda acrescenta que “o paradigma primeiro impõe conceitos soberanos e impõe, entre esses conceitos, relações que podem ser de conjunção, de disjunção, o que não contradiz a idéia de que, uma vez constituídas, as redes sejam mais importantes.” Neste caso, um paradigma privilegia algumas relações em detrimento de outras, o que faz com que controle a lógica do discurso. O Autor considera que esse tipo de relação dominadora é que determina o curso de todas as teorias, de todos os discursos controlados pelo paradigma. Trata-se de uma noção nuclear ao mesmo tempo lingüística, lógica e ideológica. Podemos afirmar que a interpretação de Morin vai além da teoria de Kuhn, e o transcende ao falar que o ser humano é uma pessoa política e se inter relaciona na comunidade científica. Para ele paradigma parte de uma relação dominadora que determina o delinear de todas as teorias dos mestres. </li></ul>
  4. 5. Modelo de Escola Tradicional Estudo formal O professor fala sozinho Livros... muitos livros....
  5. 6. RUPTURA DO PARADIGMA <ul><li>Rompimento,suspensão e corte </li></ul><ul><li>Trata-se de uma cisão, uma transformação na forma de compreender as coisas e aceitar os fundamentos de uma construção teórica por parte da maioria de uma comunidade científica. </li></ul><ul><li>É necessário abandonarmos esses modelos rompendo paradigmas tradicionais para assim buscarmos o paradigma emergente que vem enfocar o conhecimento capaz de conciliar o que está acontecendo no mundo da ciência com a percepção de mundo holístico. </li></ul>
  6. 7. O que busca o Paradigma Emergente <ul><li>Construir um modelo educacional capaz de gerar novos ambiente de aprendizagem em que o ser humano fosse compreendido em sua multidimensionalidade como um ser indiviso em sua totalidade, com seus diferentes estilo de aprendizagem e suas distintas formar de resolver problemas. (MORAES, 1997, p.17) </li></ul>
  7. 8. Novos Paradigmas da Educação <ul><li>A velocidade com que as mudanças vêm ocorrendo na atualidade impõe, na mesma proporção, necessidades de adaptação cada vez mais criativas e ágeis na educação. As circunstâncias hoje experimentadas diferem substancialmente daquelas vividas há alguns poucos anos atrás, quando o modo de se pensar o mundo e as relações entre os homens eram calcados na dicotomia entre o certo e o errado, o bom e o ruim, o normal e o anormal. </li></ul><ul><li>A trajetória da Educação nos últimos anos delineia um cenário de grandes mudanças na forma como a sociedade e, dentro dela, a educação entende e lida com a diversidade humana de uma forma geral e os conceitos e as práticas assumem, cada vez mais, um caráter efêmero e de possibilidades múltiplas. Neste sentido, a chamada “crise de paradigmas” atinge a Educação e, colocando em xeque valores e práticas, num forte movimento de desconstrução dos mesmos, de um lado, e de erguimento de novas concepções e práticas, de outro. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>O progresso histórico mostra que os paradigmas científicos vão se modificando constantemente, não há paradigma permanente, pois eles são historicamente mutáveis, relativos e naturalmente seletivos. A evolução da humanidade é continua e dinâmica, assim modificam-se os valores, as crenças, os conceitos e as idéias acerca da realidade. Essas mudanças paradigmáticas estão diretamente relacionadas ao olhar e à vivência do observador. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Os paradigmas são necessários, pois fornecem um referencial que possibilita a organização da sociedade, em especial da comunidade científica quando propõe continuamente novos modelos para entender a realidade. Por outro lado, pode limitar nossa visão de mundo, quando os homens e mulheres resistem ao processo de mudança e insistem em se manter no paradigma conservador. A aceitação ou resistência a um paradigma reflete diretamente na abordagem teórica e prática da atuação dos profissionais em todas às áreas de conhecimento. </li></ul><ul><li>  O progresso histórico mostra que os paradigmas científicos vão se modificando constantemente, não há paradigma permanente, pois eles são historicamente mutáveis, relativos e naturalmente seletivos. A evolução da humanidade é continua e dinâmica, assim modificam-se os valores, as crenças, os conceitos e as idéias acerca da realidade. Essas mudanças paradigmáticas estão diretamente relacionadas ao olhar e à vivência do observador. </li></ul><ul><li>Eles são necessários, pois fornecem um referencial que possibilita a organização da sociedade, em especial da comunidade científica quando propõe continuamente novos modelos para entender a realidade. Por outro lado, pode limitar nossa visão de mundo, quando os homens e mulheres resistem ao processo de mudança e insistem em se manter no paradigma conservador. A aceitação ou resistência a um paradigma reflete diretamente na abordagem teórica e prática da atuação dos profissionais em todas às áreas de conhecimento. </li></ul>
  10. 11. Novo paradigma na formação dos futuros professores <ul><li>As implicações do novo paradigma na formação dos futuros professores para uma sociedade do conhecimento precisam ser cuidadosamente observadas no sentido de possibilitar um novo redimensionamento de seu papel. O modelo de formação dos professores, de acordo com esse novo referencial, pressupõe continuidade, visão de processo, não buscando um produto completamente acabado e pronto, mas um movimento permanente de &quot;vir a ser&quot;, assim como o movimento das marés, ondas que se desdobram em ações e que se dobram e se concretizam com processos de reflexão. É um movimento de reflexão na ação com de reflexão sobre a ação. </li></ul><ul><li>A reflexão na ação, de acordo com Prado (1996, p.l7), estabelece um dinamismo de novas idéias e de novas hipóteses que demandam do professor uma forma de pensar e agir mais flexível.(...)Ele precisa aprender a construir e a comparar novas estratégias de ações, novas teorias, novos modos de enfrentar e definir os problemas. Para a autora, a reflexão sobre ação assume o seu lugar no momento em que o professor se distancia de sua prática e, neste processo de reflexão, a prática é reconstruída pelo professor a partir da descrição, análise, depuração com explicitação dos fatos. São esses procedimentos que propiciam a tomada de consciência para a compreensão de sua própria prática. </li></ul>
  11. 12. Os Novos Paradigmas do Aluno <ul><li>O aluno constrói o seu conhecimento. Precisa-se tomar cuidado com o individualismo que tem crescido na sociedade contemporânea. </li></ul><ul><li>O aluno é considerado com um cliente em formação continuada. </li></ul><ul><li>O aluno é responsável pela aquisição de novos conhecimentos. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  12. 13. Os Novos Paradigmas do Professor <ul><li>O Professor, mais do que nunca, precisa ser visto e atuar como um guia-conselheiro: Um facilitador do processo ensino-aprendizagem. </li></ul><ul><li>O professor precisa estar em atualização continuada. O aperfeiçoamento da prática docente é vital para o exercício do magistério. Vejam que não estou usando a palavra RECICLAGEM, pois o que é reciclado é lixo... </li></ul><ul><li>O professor precisa realizar uma mudança constante na seleção de conteúdos, a partir da realidade vivencial em que se encontra com seus alunos. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>O professor precisa estar se aperfeiçoando e se habilitando nos usos dos diversos usos de instrumento modernos, procurando sempre não cair nos erros do tecnicismo da década de 70. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  13. 14. Os Novos Paradigmas da Escola <ul><li>  </li></ul><ul><li>O mundo contemporâneo é cada vez mais complexo e exigente, portanto as mudanças são cada vez mais profundas, e assim deve proceder a escola, não por fora, por nomenclatura ou somente de comportamento, mas mudanças de mentalidade. </li></ul><ul><li>A Escola precisa estar equipada para atender as diversas exigências da modernidade e promover capacitações diferentes para toda a comunidade escolar.  </li></ul><ul><li>A escola precisa assumir o seu papel de adquirir e desenvolver o espírito crítico e a auto-estima do aluno. A escola não pode em hipótese alguma servir como Aparelho ideológico do estado. </li></ul><ul><li>A Escola precisa criar ambientes físicos que favoreçam trabalhos de grupo, diferenciados e simultâneos. </li></ul><ul><li>Na era da Cibernética, a escola não pode estar de fora. A Escola precisa investir em ambientes informatizados. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  14. 15. <ul><li>  As diversas abordagens psicopedagógicas tem dados suas ênfases, de acordo com seus apologistas, mas com certeza a relação ensino/aprendizagem precisa levar em conta as múltiplas inteligências de seus alunos </li></ul><ul><li>O ensino precisa ser dinâmico e formador de opinião. A ênfase precisa ser no ensinar a interpretar e a julgar. O ensino precisa ser mais formativo que informativo, pois para isto os alunos têm outros recursos além da escola. </li></ul><ul><li>O ensino precisa ser informatizado, pois os recursos estão aí para serem &quot;usados e abusados&quot;, com propósitos bem delineados pela realidade de cada grupo </li></ul><ul><li>O Ensino Interativo. O ensino precisa ser conjugado com imagens, gráfico e sons. </li></ul><ul><li>Ensino precisa apresentar um outro tipo de informação. A informação apresentada precisa ser não-linear e não seqüencial, para isto temos a Mídia Interativa. </li></ul><ul><li>O ensino precisa ser na área de saber oferecer recursos para o aluno procurar informações em meios e fontes tradicionais e eletrônicas. </li></ul><ul><li>O ensino precisa de uma visão globalizante. O aluno precisa compartilhar conhecimentos com colegas em locais diferentes do mundo, ou seja, com outras culturas. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  15. 16. Pilares do Conhecimento <ul><li>Para responder às novas exigências do século XXI, a educação deve organiza-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento </li></ul><ul><li>Aprender a conhecer </li></ul><ul><li>Aprender a fazer </li></ul><ul><li>Aprender a conviver-viver juntos </li></ul><ul><li>Aprender a ser </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Isso implica numa concepção ampliada de educação. Uma educação que possibilite todos descobrir, reanimar e fortalecer seu potencial criativo.Uma concepção que ultrapassa a visão puramente instrumental da educação e passe a considera - lá em toda a sua plenitude: realização da pessoa que na sua totalidade aprende a ser. </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida. </li></ul><ul><li>Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional, mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Aprender a conviver-viver juntos, desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. </li></ul><ul><li>Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligencia na educação nenhuma </li></ul>
  18. 19. BIBLIOGRAFIA <ul><li>  </li></ul><ul><li>KUHN, T.S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1994. </li></ul><ul><li>MORAES; M.C. Informática educativa: dimensão e propriedade pedagógica. Maceió, 1993. Mimeo. </li></ul><ul><li>MORAES, M.C. O paradigma educacional emergente. Tese (Doutorado) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1996. </li></ul><ul><li>GARDNER, H. Estruturas da mente: a teoria das inteligências múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas , 199 </li></ul><ul><li>  </li></ul>AUTORA: Marilena Monteiro Jardim

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