Compartilhando o mundo com paulo freire

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Compartilhando o mundo com paulo freire

  1. 1. Compartilhando o Mundo com Paulo Freire. Por Célia Linhares & Maria Nazaret Trindade. Ed. Cortez – Instituto Paulo Freire, 2003 Apresentação: Práticas Pedagógicas na Concepção Freireana
  2. 2. <ul><li>Autores </li></ul><ul><li>Michael Apple </li></ul><ul><li>Moacir Gadotti </li></ul><ul><li>Maria de Nazaret Trindade </li></ul><ul><li>Célia Linhares </li></ul>
  3. 3. Apresentação <ul><li>“ Um olhar sobre Paulo Freire” Um legado de construção, orientação e prática pedagógica pela busca de uma educação democrática,problematizadora e (libertadora) , valorizando o indivíduo como sujeito histórico possibilitando-o como um SER livre autônomo e critico. </li></ul><ul><li>Além disso, é através da prática do diálogo libertador de Freire, que alguns autores como Apple,Gadotti, Nazaret e Célia Linhares se preocuparam em contextualizar concepções, práticas, mecanismos políticos e econômicos, culturais e educacionais na perspectiva Freireana . </li></ul>
  4. 4. Saber aprender: um olhar sobre Paulo Freire e as perspectivas atuais da educação Moacir Gadotti <ul><li>Moacir Gadotti (2003, p. 107- 125), Inicia o texto indagando quais as contribuições mais destacadas de Paulo Freire que lhe deram grande notoriedade? </li></ul><ul><li>Respondendo esse questionamento Gadotti, evidência quatro intuições que está ligada a teoria e a práxis de Paulo Freire: </li></ul><ul><li>Enfatiza as condições gnosiológicas da prática educativa, dizendo que:toda obra de Freire, é baseada na ideia de educar, conhecer e ler o mundo para poder transformá-lo . </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A metodologia de Freire não está pautada em métodos conteudistas, o conteúdo deva ser de forma significativa (crítica) para o meio cultural do aluno. </li></ul><ul><li>Além disso, o pensamento de Freire está fortemente ligado ao um projeto político pedagógico de cunho libertador os conteúdos são explorados de forma espontânea e problematizadora. </li></ul><ul><li>Defende uma educação como ato dialógico, ao mesmo tempo é rigoroso, intuitivo,imaginativo e afetivo. Segundo Freire, o ato de conhecer e de pensar está diretamente ligados em relação a conhecer o outro, pois o conhecimento precisa de diálogo e expressão. </li></ul><ul><li>Trabalhar noções de ciências aberta às necessidades populares, pois Paulo Freire têm como base métodos explicitados por questionamentos populares, assim não parte de categorias abstratas, mas sim do seu dia a dia ( trabalho, pobreza, fome, desemprego) fatores sociais, político e ecológico necessidades fundamentais ligados a condição humana, tais como: saneamento básico, coleta de lixo, água potável, etc. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Paulo freire em suas primeiras obras sempre dizia que a escola vai além do que as quatros paredes da sala de aula, criando o “ círculo de cultura” que não se consiste em uma noção simplória de “aula” pelo contrário há toda uma conectividade entre os agentes do processo educativo. </li></ul><ul><li>Além disso, Paulo Freire não parou só nas quatros intuições originais ao longo de sua trajetória desenvolveu o Método de Paulo Freire, no qual se distancia de toda conotação Tecnicista . </li></ul><ul><li>De acordo com Gadotti há quatro passos do método de Freire: </li></ul><ul><li>Ler o mundo . Apropriando-se de conhecimentos através da leitura do mundo destacando a curiosidade como precondição do conhecimento. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Compartilhar a leitura com o mundo , onde o diálogo não é apenas uma estratégia pedagógica , é um critério de verdade onde a veracidade depende do meu ponto de vista e do olhar do outro. </li></ul><ul><li>A educação como ato de produção e de reconstrução do saber . Conhecer não é apenas acumular conhecimento,informação ou dados implica mudanças de atitudes; como saber pensar e não apenas assimilar conteúdos escolares chamados de universal . O saber é mudar a formar de criar a forma de formar - se e educar-se. </li></ul><ul><li>A educação como prática de liberdade . É o momento da problematização da existência pessoal e dá sociedade futura.assim, “ a educação não é só ciência é a arte e práxis, ação e reflexão, conscientização e projeto”.p.112 </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Em uma visão humanista Paulo Freire, combina temas cristãos e marxistas na sua pedagogia dialético-dialógico. (p.114) Nessa perspectiva a educação “é uma prática antropológica por natureza , portanto ético-político” assim tornar –se evidente uma prática libertadora. </li></ul><ul><li>Finalizando Gadotti, (2003, p.120) relata a concepção da prática docente, dando o exemplo da escola cidadã. “ o novo professor é mediador do conhecimento, sensível e crítico,aprendiz permanente e organizador do trabalho na escola, um orientador, um cooperador, curioso e sobretudo um construtor de sentido,um criador” </li></ul>
  9. 9. Paulo Freire e a política racial na educação Michael Apple <ul><li>Michael Apple (2003, p.23 - 40) Tem como base as concepções Freireana no qual visa uma pedagogia dialógica em construção de um currículo anti-racista e emancipador. </li></ul><ul><li>Tanto Freire quanto Apple criticam as relações de poder diferenciado na educação e em outras esferas , no qual os efeitos da políticas da exclusão têm oprimido determinados grupos de pessoas na sociedade. </li></ul><ul><li>Apple trás essa compreensão de relação de dominação e subordinação na questão racial . </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Os autores Freire e Apple enfatizam a importância das intervenções tanto teóricas quanto a práxis na realidade cultural e pedagógicas, pois os currículos e materiais didáticos estam arraigados com a cultura dominante. E na medida que essas intervenções sejam postuladas aos educadores que correspondam ao trabalho político e teórico de cada realidade. </li></ul>
  11. 11. Cores, sabores e seres: voando com Paulo Freire Maria de Nazaret Trindade <ul><li>TRINDADE (2003, p. 127-136) se baseia em Freire destacando a centralidade no qual o mestre reserva para compartilhar saberes e organizá-los, tendo como referência o homem com sujeito histórico. </li></ul><ul><li>Paulo Freire valoriza o questionamento na forma de ensinar e aprender, pois as indagações e questionamentos fazem partem da história do Homem e do processo de existência humana, como ser ético, estético e político . </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Segundo Freire, o ser humano é o sujeito do acto educativo, assim não é possível qualquer ação ou reflexão sobre o processo educativo sem que parta do próprio sujeito. </li></ul><ul><li>Maria Nazaret Trindade (2003), continua sua reflexão na concepção freireana afirmando que a base epistemológica deste conhecimento, nada mais é que a problematização da condição humana na busca partilhada ,onde homens e mulheres aprendam em uma relação Dialética com o mundo. </li></ul>
  13. 13. Memórias e narrações como leitura e releituras do mundo em Paulo Freire Célia Linhares <ul><li>Célia Linhares (2003, p.153-166) , Esse capítulo a autora relembra o percurso da vida e obra Paulo Freire, assim como o processo de alfabetização de adultos através das palavras geradoras prática educativa, no qual consistia em pesquisar o universo vocabular cultural e histórico dos educandos. </li></ul><ul><li>As escolhas das palavras (Tijolo,salário, fome entre outras.) vocábulos carregados de certa emoção ou significação ligados às experiências existências do povo. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Segundo Paulo Freire... “ os camponeses somente se interessam pela discussão quando a codificação diz respeito, diretamente, a aspectos concretos de suas necessidades sentidas.” </li></ul><ul><li>Na segunda parte do capítulo Célia Linhares aborda as Memórias e narrações como método enfatizando a veemência de Paulo Freire em criticar um ensino com base memorialístico, intelectual,narrativo e espontaneísta. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>O espontaneísmo sempre foi alvo das críticas de Freire, assim como a memorização mecânica no qual as informações são utilizadas para fins de exames, algo já pré- organizado. </li></ul><ul><li>Nunca desprezou as memórias, mas, juntamente com o diálogo, o qual recorria a memória e a narrativa fazendo-se crucial para adentrar nas práticas sociais e pedagógicas. </li></ul>

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