Documento e monumento

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Documento e monumento

  1. 1. História e MemóriaDocumento e Monumento<br />Jacques Le Goff<br />
  2. 2. A memória coletiva e a sua forma cientifica, a História, apresenta-se sob duas formas principais:<br /> Os Documentos e Os Monumentos.<br />
  3. 3. Monumentos.<br />Os monumentos , herança do passado, tem como características o ligar-se ao poder de perpetuação, voluntária, das sociedades históricas ( é um legado à memória coletiva) e o reenviar a testemunhos que só numa parcela mínima são testemunhos escritos.<br />Originalmente o documento se opunha ao monumento. <br />
  4. 4. Documentos.<br />Termo latino Documentum derivado de docere, "ensinar", evoluiu para o significado de "prova".<br />Com a escola positivista, o documento triunfa. A partir de então, todo o historiador recordará que é indispensável o recurso do documento<br />
  5. 5. Contudo é somente com os Annales que o historiador amplia seu olhar sobre as fontes e com isso o documento muda.<br />“Não há História sem documentos", com esta precisão: " Há que tomar a palavra ‘documento’ no sentido mais amplo, documento escrito, ilustrado,transmitido pelo som, a imagem, ou de qualquer outra maneira".<br />
  6. 6. A Crítica:<br />O dever principal do historiador é a crítica do documento - qualquer que seja ele - enquanto monumento.<br />O documento não é qualquer coisa que fica por conta do passado, é um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que ai detinham o poder.<br />Só a análise do documento monumento permite à memória coletiva recuperá-lo e o historiador usá-lo cientificamente, isto é, com conhecimento de causa.<br />
  7. 7. Para Foucault o problema da História está em questionar os documentos.<br /> Desestruturar o documento evidenciando o seu caráter de monumento.“O documento não é inócuo. É, antes de mais nada, o resultado de uma montagem, consciente ou inconsciente, da história da época, da sociedade que o produziram, mas também das épocas sucessivas durante as quais continuou a viver, talvez esquecido, durante as quais continuou a ser manipulado, ainda que pelo silêncio”<br />
  8. 8. Mas importa salientar que todo documento tem em si um caráter de monumento e não existe memória coletiva bruta.<br />Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si próprias”<br />“... não existe um documento-verdade. Todo o documento é mentira... falso, porque um monumento é em primeiro lugar uma roupagem, uma aparência enganadora, uma montagem. <br />
  9. 9. É preciso começar por desmontar, demolir esta montagem, desestruturar esta construção e analisar as condições de produção dos documentos-monumentos” <br />“... importa não isolar os documentos do conjunto de monumentos de que fazem parte”<br />
  10. 10. Criação e Apresentação:<br />Nila Michele Bastos Santos<br />Historiadora, Psicopedagoga, Professora da Rede Municipal e Privada de São Luis –Ma.<br />Professora Da Faculdade Santa Fé <br />Email: nilamichele@yahoo.com.br<br />

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