Periodização	
  
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    –  caracterizado	
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   viagens	
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•  Emprés7mo:	
  
    –  que	
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•  Etapa	
  estrutural:	
  
    –  representada	
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  Marc-­‐Antoine	
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•    Período	
  dos	
  viajantes:	
  
      –  caracterizado	
  por	
  trabalhos	
  assistemá7cos,	
  mo7vados	
  pela	
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(con7nuação)	
  

•  Quarto	
  período,	
  denominado	
  de	
  “forças	
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  factores”:	
  
      –  acontece	
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Ferran	
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•  Pai	
  da	
  Educação	
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          –  Esquisse	
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  partes:	
  

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Do	
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1822	
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   1826	
   –	
   Tradução	
   polonesa	
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Contributos	
  de	
  Jullien	
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•  Segundo	
  Ferran	
  Ferrer:	
  

     –  importância	
  que	
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•  Por	
   ser	
   muito	
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•  Muitas	
   das	
   obras	
   publicadas	
   neste	
   período	
  
   tratavam-­‐se	
  de	
  meras	
  descrições	
  dos	...
•  Mathew	
  Arnold	
  (1861,	
  1882)	
  


   –  adver7u	
   sobre	
   o	
   perigo	
   da	
   imitação	
   de	
   aspec...
•  Ferreira	
  (1999)	
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  afirmação:	
  	
  

   –  De	
  facto,	
  um	
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•  descrição	
  dos	
  sistemas	
  nacionais	
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•  1900	
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•  Acontecimentos	
  significa7vos:	
  
      –  organização	
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•  Michael	
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   muitas	
   vezes,	
   de	
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   que	
  
  ...
Abordagem	
  sócio-­‐histórica	
  
•  Ao	
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   da	
   úl7ma	
   década	
   do	
   século	
   XX	
   acentuou-­‐se	...
•  Torna-­‐se	
  necessário:	
  

   –  compreender	
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  natureza	
  subjec7va	
  da	
  realidade	
  e	
  
      o	
   ...
...	
  uma	
  mudança	
  paradigmá7ca	
  que	
  se	
  caracteriza	
  por	
  
uma	
  maior	
  atenção	
  à	
  história	
  e...
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Visões E Conceitos Históricos Da Educação Comparada - Periodização

  1. 1. Periodização  
  2. 2. •  Pedagogia  do  estrangeiro:   –  caracterizado   pelo   produto   das   viagens   de   estudo   ao   estrangeiro   realizadas   por   pedagogos   e   polí7cos,   que   observavam  a  organização  educa7va  dos  países  vizinhos  e   eventualmente  a  comparavam  com  a  do  próprio  país;   •  Pedagogia  comparada  propriamente  dita:   –  desenvolve-­‐se  ao  longo  do  século  XX  e  busca  a  explicação   dos   factos   pedagógicos,   ou   seja,   as   suas   forças   determinantes  ou  factores  configurados.    
  3. 3. •  Emprés7mo:   –  que  cobre  o  século  XIX,  onde  se  buscava  a  apresentação  de  dados  descri7vos   que  deviam  fazer  a  comparação  com  o  objec7vo  de  avaliar  as  melhores  prá7cas   educa7vas  para  as  transpor  para  outros  países.   •  Predição:   –  ocupou  a  primeira  metade  do  século  XX,  e  iniciou-­‐se  com  Michael  Sadler  que   introduziu  a  ideia  de  que  o  sistema  educa7vo  não  é  parte  separável  da   sociedade  que  lhe  serve  de  base.  Os  seus  con7nuadores  (Friedrich  Schneider,   Franz  Hilker,  Isaac  Kandel,  etc)  passaram  a  dar  especial  atenção  aos  alicerces  da   educação.  Assim,  já  se  poderia  predizer  o  provável  sucesso  de  um  sistema   educa7vo  num  país  com  base  em  experiências  similares  de  outros  países.   •  Análise:   –  a  ênfase  é  colocada  na  classificação  dos  factos  educa7vos  e  nos  sociais  que  lhe   estão  associados.  Assim,  havia  uma  preocupação  em  desenvolver  teorias  e   métodos  e  estabelecer  uma  clara  formulação  das  etapas,  dos  processos  e  dos   mecanismos  compara7vos  para  que  se  fizesse  uma  análise  menos  baseada  em   valores  é7co-­‐emocionais.    
  4. 4. •  Etapa  estrutural:   –  representada  pela  obra  Esquisse,  de  Marc-­‐Antoine  Jullien  de  Paris,  publicada   em   1817,   considerada   o   marco   inicial   da   Educação   Comparada,   onde   se   encontram   os   princípios   “arquitecturais”   e   os   princípios   metodológicos   dos   estudos  comparados  em  educação.   •  “inquiridores”:   –  aproximadamente   de   1830   a   1914,   quando   os   governos   mandavam   os   inquiridores   percorrerem   a   Europa   e   os   Estados   Unidos   para   estudar   os   sistemas  de  ensino  em  vigor  nesses  países.   •  Sistema7zações  teóricas:   –  ocorre   por   volta   de   1920-­‐1940,   que   é   marcado   pelos   trabalhos   de   Kandel,   Schneider,   Hans,   entre   outros.   Este   período   foi   dominado   por   preocupações   históricas.   •  Período  Prospec7vo:   –  ocorre  após  a  segunda  guerra  mundial  e,  sobretudo  depois  de  1955,  quando   os   estudos   comparados   em   educação   passaram   a   estar   voltados   para   o   futuro.    
  5. 5. •  Período  dos  viajantes:   –  caracterizado  por  trabalhos  assistemá7cos,  mo7vados  pela  curiosidade  e  marcados   por  interpretações  subjec7vas,  não  havendo  planeamento  para  os  relatos,  que  se   baseavam  em  factos  que  se  destacavam  pelo  pitoresco  ou  pela  diferença  em  relação   ao  que  se  passava  no  país  do  observador.   •  “Inquiridores”:   –  durou  boa  parte  do  século  XIX,  e  é  aquele  no  qual  os  observadores  se  deslocavam  a   países  estrangeiros  com  o  fim  de  recolher  dados  que  pudessem  servir  para  melhorar   o  sistema  educa7vo  do  seu  país.   •  Colaboração  internacional:   –  o  intercâmbio  cultural  entre  os  povos  é  es7mulado  e  a  educação  é  vista  como  um   instrumento  de  harmonia  e  entendimento  entre  nações.  
  6. 6. (con7nuação)   •  Quarto  período,  denominado  de  “forças  e  factores”:   –  acontece  entre  as  duas  grandes  guerras,  realçam  a  dinâmica  das  relações   entre  a  educação  e  a  cultura  e  procuram  explicações  para  a  variedade  de   fenómenos  educa7vos  observados  em  cada  país,  buscando  a  compreensão   das  relações  escola-­‐sociedade  através  da  análise  histórico-­‐culturalista,  que   procurava  explicar  o  presente  a  par7r  das  dinâmicas  legadas  pelo  passado.   •  No  quinto  e  úl7mo  período,  busca-­‐se  a  explicação  pelas  ciências  sociais,  e  os   trabalhos  recorrem  fundamentalmente  aos  métodos  empírico-­‐quan7ta7vos,  na   busca  de  esclarecer  cien7ficamente  as  relações  entre  a  educação  e  a  sociedade,   num  plano  mundial.    
  7. 7. Ferran  Ferrer    4  períodos   •  Jullien  de  Paris.   •  Etapa  descri7va.   •  Etapa  interpreta7va.   •  Etapa  compara7va.    
  8. 8. •  Pai  da  Educação  Comparada   –  Esquisse  et  vues  préliminaires  d’un  ouvrage  sur  l’éduca6on   comparée,  entrepris  d’abord  pour  les  vingt-­‐deux  cantons  de   la   Suisse,   et   pour   quelques   par6es   de   l’Allemagne   et   de   l’Italie,   et   qui   doit   comprendre   successivement,   d’aprés   le   méme  plan,  tous  les  Etats  de  l’Europe   –  1817   –  introduzindo  a  comparação  na  abordagem  da  educação.     Esboço  e  visões  exploratórias  do  trabalho  de  uma  educação  comparada,  uma  primeira  abordagem  entre  os  vinte  e   dois  cantões  da  Suíça,  e  em  seguida  para  qualquer  parte  da  Alemanha  e  Itália,  e  isso  se  deve  muito  para   compreender  sucessivamente  os  planos  de  ensino  de  todos  os  Estados  de  Europa.  (tradução  livre,  Pariz,  2004)  
  9. 9. •  O  objec7vo   –  não  era  o  de  criar  uma  ciência  nova   –  mas  de  lançar  um  projecto   •  recolher  informações  para  a  elaboração  de  um  quadro   compara7vo  dos  principais  estabelecimentos  de   educação  europeus;   •  funcionamento  e  métodos;   •  colaboração  de  pessoas  influentes  e  dos  poderes   públicos,  para  que  se  pudesse  proceder  da  melhor   forma  à  desejada  reforma  da  educação.    
  10. 10. O  livro   •  Cons7tuído  de  duas  partes:   –  na  primeira  são  apresentados  a   •  jus7fica7va  do  projecto;   •  objec7vos;   •  noções  gerais.   –  na  segunda,  é  apresentado  um   •  instrumento   para   que   a   recolha   de   dados   se   desse   com   maior  eficácia.  
  11. 11. Jullien   dava   muita   importância   aos   ques7onários,   considerando-­‐ os   verdadeiros   instrumentos   de   trabalho   para   a   análise   educa7va.   Na   sua   perspec7va,   através   deles   poder-­‐se-­‐iam   obter   “colecções  de  factos  e  de  observações,  agrupadas  em  quadros   analí7cos   que   permi7am   relacioná-­‐las   e   compará-­‐las,   para   delas  deduzir  princípios  certos”  e  deste  modo,  transformar-­‐se  a   educação  numa  “ciência  mais  ou  menos  posi7va”.    
  12. 12. Do  esquecimento  à  projecção  mundial   1822   e   1826   –   Tradução   polonesa   e   inglesa   (parcial)   Esquecimento   Projecção  por  Pedro  Rosselló,  a  par7r  de  1943,  e   em   1967   ganhou   uma   tradução   portuguesa,   in7tulada   Esboço   de   uma   obra   sobre   a   Pedagogia   Comparada,   de   Joaquim   Ferreira   Gomes.    
  13. 13. Contributos  de  Jullien  para  a  EC   •  Segundo  Ferran  Ferrer:   –  importância  que  tem  o  manusear  uma  metodologia  empírica  e  cienpfica;     –  necessidade  de  elaborar  instrumentos  que  servem  tal  finalidade;   –  importância  de  factores  externos  sobre  a  educação;     –  as  vantagens  que  tem  o  conhecimento  da  educação  noutros  países;     –  a  contribuição  da  Educação  Comparada  no  progresso  da  educação  no  mundo.  
  14. 14. •  Por   ser   muito   ambicioso   para   a   época,   o   projecto  de  Jullien  não  foi  compreendido.   •  O  objec7vo  (nesta  fase)   –  conhecer   como   se   organizava   o   ensino   em   países   7dos   como   desenvolvidos,   para   importar   os   aspectos   que   poderiam   trazer   melhorias   aos   próprios  sistemas  escolares.    
  15. 15. •  Muitas   das   obras   publicadas   neste   período   tratavam-­‐se  de  meras  descrições  dos  sistemas   educa7vos  estrangeiros.   •  Salientou-­‐se  a  importância  de  uma  análise  um   pouco   mais   ampla   sobre   a   realidade   dos   países  estrangeiros.    
  16. 16. •  Mathew  Arnold  (1861,  1882)   –  adver7u   sobre   o   perigo   da   imitação   de   aspectos   isolados,  sem  se  levar  em  conta  os  contextos  que   os  tornam  possíveis    
  17. 17. •  Ferreira  (1999)  defende  esta  afirmação:     –  De  facto,  um  dos  contributos  mais  importantes   consis7u  na  delimitação  de  factores   determinantes  para  a  configuração  dos  sistemas   educa7vos  nacionais:   •  tradições  históricas   •  o  carácter  e  as  diferenças  nacionais;   •  as  condições  geográficas;   •  a  economia  e  a  configuração  da  sociedade.    
  18. 18. •  descrição  dos  sistemas  nacionais  de  ensino     insuficiente  para  a  compreensão  do  fenómeno   da  educação.   •  Michael  Sadler  “protagoniza  uma  alteração  na   forma  de  abordar  a  Educação  Comparada.   –  Ferreira  (1999),  considera-­‐o  como  o  precursor  do   período  seguinte.    
  19. 19. •  1900  –  o  início  desta  etapa.   •  Acontecimentos  significa7vos:   –  organização   de   um   curso   universitário   de   Educação   Comparada   na   Universidade  de  Columbia;   –  publicação  de  um  texto  de  Michael  Sadler  no  qual  se  pronunciava  sobre  a   u7lidade   da   Educação   Comparada   para   a   compreensão   do   sistema   educa7vo  nacional.     •  Estes   dois   acontecimentos   levaram   à   sistema7zação   de   conhecimentos   e   deram   uma   espécie   de   autodeterminação   à   Educação  Comparada.    
  20. 20. •  Michael  Sadler    cons7tui  uma  concepção   teórica  em  Educação  Comparada.     –  How  far  can  we  learn  anything  of  prac6cal  value   from  the  study  of  foreignsystems  of  educa6on?*     •  apresenta  algumas  das  suas  principais  ideias  sobre  a   forma  de  abordar  os  estudos  compara7vos  e  a  sua   u7lidade.     *  Até  aonde  podemos  apreender  algo  prá7co  dos  estudos  de  sistemas  educacionais   estrangeiros?  (tradução  livre)  
  21. 21. •  afirma  que  as  coisas  que  estão  fora  da  escola,  são  mais  importantes  que   aquelas  que  se  encontram  dentro  dela;   •  realçou   a   importância   de   se   compreender   o   espírito   e   a   tradição   dos   sistemas  educa7vos;   •  salientou   a   conveniência   de   se   estudar   os   sistemas   educa7vos   estrangeiros  para  uma  melhor  compreensão  do  seu  próprio;   •  perspec7vou   uma   dimensão   sociológica,   ao   buscar   entender   os   aspectos  educa7vos  num  contexto  social  e  cultural  mais  amplo;   •  adver7u   para   o   inconveniente   de   a   EC   se   tornar   refém   da   estaps7ca,   uma  vez  que  esta  tende  a  iden7ficar  a  educação  com  a  escola.  
  22. 22. Abordagens  Causas  e  interpretações   •  Neste   período   os   compara7stas   preocuparam-­‐se   não  só  em  descrever  a  educação  dos  outros  países,   mas   também   em   indagar   as   causas   e   tentar   interpretá-­‐las:   –  abordagens  ou  tendências:   •  interpreta7vo-­‐histórica;   •  interpreta7vo-­‐antropológica;   •  interpreta7vo-­‐filosófica.  
  23. 23. Abordagem  interpreta(vo-­‐histórica   •  Destacam-­‐se  Isaac  L.  Kandel  e  Nicholas  Hans.   •  Kandel   interessou-­‐se   pelos   factos,   mas,   sobretudo   pelas   causas   que   os   possibilitam,   dando   especial   atenção   aos   factores   históricos.   –  Acredita   que   a   história   dos   povos   permite   descobrir   as   par7cularidades   nacionais  dos  sistemas  educa7vos:   •  Tendo  em  conta  as  forças  polí7cas,  sociais,  culturais  e  o  carácter  nacional.   •  As   maiores   contribuições   de   Kandel   para   a   EC   são   as   seguintes:   insistência   na   recolha   de   dados   fiáveis,   na   necessidade   de   analisar   o   contexto   histórico   de   cada   sistema   educa7vo   e   na   necessidade  da  explicação.    
  24. 24. •  Hans   u7liza-­‐se   tanto   da   História   quanto   da   Sociologia   na   interpretação  dos  dados.   •  Acredita   que   os   factores   determinantes   dos   sistemas   educa7vos  dividem-­‐se  em  três  grupos:   –  factores  naturais  (raça,  língua,  meio  ambiente)   –  factores  religiosos  (Catolicismo,  Anglicanismo,  Puritanismo)   –  factores   seculares   (Humanismo,   Socialismo,   Nacionalismo,   Democracia).   •  Afirma   que   a   compreensão   do   carácter   nacional   é   absolutamente   fundamental   para   interpretar   os   sistemas   nacionais  de  educação.    
  25. 25. O  carácter  nacional  era  entendido  como  um  resultado   complexo  de   –  misturas  raciais;   –  de  adaptações  linguís7cas;   –  de  movimentos  religiosos;   –  de  situações  históricas  e  geográficas  em  geral.    
  26. 26. Abordagem  interpreta(vo-­‐antropológica   •  Duas  posições  importantes:  a  de  Schneider  e  a  de  Moehlman.   •  Friedrich   Schneider   considerava   que   o   estudo   compara7vo   só   7nha   sen7do   se   fossem   analisados  os  diversos  factores  que  configuravam  um  sistema  educa7vo:   –  o  carácter  nacional   –  o  espaço  geográfico   –  a  cultura   –  a  ciência   –  a  filosofia   –  a  estrutura  social  e  polí7ca   –  a  economia   –  a  religião   –  a  história   –  as  influências  estrangeiras   –  e  as  influências  decorrentes  da  evolução  da  pedagogia.  
  27. 27. •  O   mais   original   de   seu   pensamento   é   a   importância   dada   ao   factor   endógeno   (imanente,   interno   ou   potencial)   na   estruturação  dos  sistemas  educa7vos  nacionais.   •  Sugeriu   que,   ao   se   encontrar   concordância   na   educação   de   dis7ntos   povos,   se   pergunte   sobre   a   possibilidade   de   se   atribuírem   tais   concordâncias   às   coincidências   existentes   entre  as  respec7vas  culturas.    
  28. 28. •  o   perfil   da   educação   de   cada   sociedade   é   determinado   pelo   complexo   jogo   de   interferências   e   interacções   entre   catorze   factores  (agrupados  por  afinidades):   –  1)  população,  espaço,  tempo;   –  2)  linguagem,  arte,  filosofia,  religião;   –  3)  estrutura  social,  governo,  economia;   –  4)  tecnologia,  ciência,  saúde,  educação.    
  29. 29. Abordagem  interpreta(vo-­‐filosófica   •  J.  A.  Lauweris  e  Sergius  Hessen.   •  A  importância  de  Hessen  deve-­‐se  à  sua  busca  das  bases  teórico-­‐ideológicas  dos   sistemas  educa7vos.  (conjunto  de  ideias,  crenças  e  doutrinas,  próprias  de  uma   sociedade,  de  uma  época  ou  de  uma  classe,  e  que  são  produto  de  uma  situação   histórica  e  das  aspirações  dos  grupos  que  as  apresentam  como  impera6vos  da   razão)   •  Lauweris   afirmava   que   a   Educação   Comparada   deveria   atender   a   es7los   nacionais   de   filosofia,   pois,   apesar   de   a   filosofia   ter   um   alcance   universal,   os   diversos   povos   apresentam   uma   inclinação   por   um   determinado   7po   de   pensamento  filosófico.   –  Não   excluía   as   outras   abordagens   (histórica,   sociológica,   antropológica,   etc.),  desde  que  confiassem  a  síntese  crí7ca  à  abordagem  filosófica.    
  30. 30. •  Os   anos   seguintes   à   II   Guerra   Mundial   resultaram   em   abordagens   bastante   diversificadas,   na   tenta7va   de   renovação   da   Educação  Comparada:   –  abordagem  posi7vista;   –  abordagem  de  resolução  de  problemas;   –  abordagem  crí7ca;   –  abordagem  sócio-­‐histórica.    
  31. 31. Abordagem  posi7vista   •  Do   final   da   Grande   Guerra   até   cerca   do   final   dos   anos   sessenta,   era   o   funcionalismo   que   orientava   as   análises   sociológicas.   –  Abordagem:   •  claramente  descri7va;   •  não  tem  uma  dimensão  histórica.   •  No   entanto,   fica   parecendo   ar7ficial   a   descrição   e   a   verificação  de  partes  de  um  todo,  sem  que  se  aborde  o   sen7do   da   organização,   seu   desenvolvimento,   sua   história.    
  32. 32. •  A  par7r  da  década  de  60,  surge  a  perspec7va   estrutural-­‐funcionalista:   –  busca  estabelecer  um  relacionamento  entre:   •  estrutura   e   a   (s)   função   (s)   das   ins7tuições   educacionais,   e   entre   elas   e   as   outras   ins7tuições   sociais.    
  33. 33. •  A.  M.  Kazamias  e  C.  A.  Anderson.   Kazamias:   •  Educação   Comparada   precisava   adoptar   uma   base   cienpfica.   •  O  seu  objec7vo  deveria  ser  o  de  descobrir  as  funções   que   as   escolas,   como   estruturas   sociais,   desempenham  em  cada  país.    
  34. 34. Anderson     •  Sugere   que   a   inves7gação   compara7va   deve   atender   a   duas   dimensões:   Relação  dos  aspectos   Situação  educa7va  em  si   educa7vos  com  o  seu   contexto   Análise  intra-­‐educa7va,  para   Análise  social-­‐educa7va,  para   que  se  estabeleçam  as   se  estabelecer  as  inter-­‐ relações  entre  os  dis7ntos   relações  entre  as   aspectos  dos  sistemas   caracterís7cas  educa7vas  e  as   educa7vos.   variáveis  sociais.  
  35. 35. •  O   maior   objec7vo   com   a   u7lização   desta   abordagem   foi   o   de   fornecer   um   quadro   interpreta7vo   mais   fiável,   ao   não   dissociar   a   estrutura   da   função,   trabalhando   aspectos   mais   manejáveis   da   realidade   e   ao   formular   generalizações   passíveis   de   confirmação   empírica.    
  36. 36. •  Como  já  sublinhou  Nóvoa  (1988)  a  retórica  da   ‘cien7ficidade’   é   a   melhor   maneira   de   dissimular   as   dimensões   ideológicas   deste   enquadramento   teórico   que   nega   os   conflitos   sociais  no  seio  da  educação.    
  37. 37. Abordagem  de  resolução  de  problemas   •  Desde   meados   dos   anos   60,   a   par7r   da   publicação   do   livro   in7tulado   Problems   in   Educa6on:   a   Compara6ve   Approach,   Brian   Holmes   tornou-­‐se   o   compara7sta   mais   conhecido  desta  abordagem.     É  preciso  par7r  dos  problemas   específicos  que  existem  nas   diversas  sociedades  e  procurar   encontrar  as  soluções  mais   convenientes.  
  38. 38. •  Principais  fases  desta  abordagem:   –  análise  dos  problemas;   –  formulação  da  hipótese;   –  especificação   das   condições   iniciais   nas   quais   o   problema   foi   localizado;   –  predição   lógica   dos   resultados   prováveis   a   par7r   das   hipóteses   adoptadas;   –  comparação   dos   resultados   logicamente   preditos   com   os   acontecimentos  verdadeiros.    
  39. 39. Abordagem  crí7ca   •  Anos  70,  a  ins7tuição  escolar  passa  a  ser  vista   como   um   dos   mais   importantes   aparelhos   ideológicos   do   Estado,   considerada   como   um   instrumento   de   dominação   e   reprodução   da   ideologia  dominante.     •  Mar7n   Carnoy   -­‐   procurou   explicitar   as   bases   estruturais  da  desigualdade  educacional.  
  40. 40. •  Baudelot  e  Establet,  1970  –  A  escola   capitalista  em  França.   –  Dois  canais  de  escolarização:  SS  e  PP   –  Classes  dominantes  e  classes  dominadas.  
  41. 41. •  A   par7r   das   abordagens   crí7cas   assiste-­‐se   a   uma   renovação  do  objecto  da  comparação.   •  As   crí7cas   dos   anos   70   deram   origem   a   uma   literatura  que  se  debruça  não  somente  sobre  os  que   vão  à  escola  mas  também  sobre:   –  a  diferença  de  oportunidades  e  de  experiências;   –  os  resultados  das  mulheres;   –  os   resultados   das   minorias   étnicas   e   raciais   e   dos   diferentes  estratos  sociais.    
  42. 42. •  Ferreira  afirma  que:   –  não   se   trata,   muitas   vezes,   de   inves7gações   que   impliquem   uma   comparação   entre   países:   trata-­‐se   de   comparar   a   experiência   das   mulheres,   das   minorias   e   dos   diferentes   estratos   sociais   nas   suas   relações  com  a  educação  
  43. 43. Abordagem  sócio-­‐histórica   •  Ao   longo   da   úl7ma   década   do   século   XX   acentuou-­‐se   a   ideia   de   que   a   complexidade   da   realidade   não   poderia   ser   tratada   com   abordagens   que   buscavam   uma  explicação  única,  objec7va  e  neutra.   •  A   abordagem   sócio-­‐histórica   como   nos   sinte7za   Nóvoa  procura  reformular  o  projecto  de  comparação   passando   da   análise   dos   factos   à   análise   do   sen7do   histórico  dos  factos.    
  44. 44. •  Torna-­‐se  necessário:   –  compreender  a  natureza  subjec7va  da  realidade  e   o   sen7do   que   lhe   é   atribuído   pelos   diferentes   actores;   –  a   inves7gação   compara7va   deve   par7r   para   a   compreensão   interpretando,   indagando   e   construindo   os   factos   e   não   somente   descrevendo-­‐os.    
  45. 45. ...  uma  mudança  paradigmá7ca  que  se  caracteriza  por   uma  maior  atenção  à  história  e  à  teoria  em  detrimento   da  pura  descrição  e  interpretação,  aos  conteúdos  da   educação  e  não  somente  aos  resultados,  aos  métodos   qualita7vos  e  etnográficos  em  vez  do  uso  exclusivo  da   estaps7ca.    

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