Aula 08 - Tecnicas de tratamento - parte 4 - 15.09

5.273 visualizações

Publicada em

Prof. Nelson Virgilio

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.273
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
513
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula 08 - Tecnicas de tratamento - parte 4 - 15.09

  1. 1. Tratamento deÁgua e Efluentes 2º. Sem./2010 Eng.Ambiental
  2. 2. ProgramaI UNIDADE• Introdução – Histórico - Panorama• Caracterização das Águas e Esgotos• Princípios Químicos, Físicos e Biológicos do TA• Interpretação de Análises e Elaboração de Laudos• Considerações Projetos e Técnicas de Tratamento• Tecnologia para Tratamento de Água• Parâmetros de controle de qualidade de Água• Legislação Aplicada e Padrões 2
  3. 3. Nesta Aula Veremos ... Mini Seminário – ? Desinfecção Fluoretação Controle pH Escolha da Tecnologia de Tratamento
  4. 4. Técnicas de TratamentoDesinfecçãoFluoretaçãoControle pH
  5. 5. Esquema Convencional Produtos Aerador QuímicosRio ou lago Sedimentador Capitação Reator de mistura Floculador Químicos controle Lodo de pH e fluoretação Agente oxidantePoço Filtro areia Reservatório Agua Tratada Câmara desinfecção
  6. 6. Técnicas de Tratamento Filtração - EfeitosParâmetro Processos Aeração Sedimen- Filtração Coagula- Correção Desinfec- tação lenta ção e dureza e ção filtração filtração rápida rápidaBactérias 0 ++ ++++ ++++ (7) +++ (9) ++++Cor 0 0 ++ ++++ ++++ 0 (10)Turbidez 0 +++ ++++ (6) ++++ +++++ 0Odor/Sabor ++++ (1) + +++ ++ ++ ++++ (11)(12)Dureza + 0 0 -- ++++ 0Corrosão +++ (2) 0 0 - - (8) variável 0 - - - (3)Fe e Mn +++ (4) + (5) ++++ (5) ++++ (5) ++ 0 (10) + Efeito favorável - Efeito adverso 6
  7. 7. Técnicas de Tratamento Filtração - Efeitos Legenda(1) Exceção para os sabores devido a clorofenóis(2) Pela remoção de CO2(3) Com adição de oxigênio(4) Aeração seguida de uma unidade separadora para deposição(5) Após a aeração(6) Sujam-se ou entopem muito depressa(7) Um pouco irregularmente(8) A coagulação com sulfato de alumínio libera CO2(9) Tratamento com cal em excesso(10) Pode remover Fe e ter efeito sobre a cor(11) Supercloração seguida de descloração(12) cloração normalAdaptado: Richter, Carlos – Tratamento de Água – TecnologiaAtualizada, Ed. Blücher Ltda 7
  8. 8. Técnicas de Tratamento Desinfecção
  9. 9. Técnicas de Tratamento Desinfecção Objetivo: Eliminar ou inativar os microrganismos patogênicos e os indicadores presentes na água e prevenir o crescimento microbiológico nas redes de distribuição.
  10. 10. Técnicas de Tratamento Desinfecção Para cloro – P. 518/2004: Cloro residual – 0,5 mg/L (após desinfecção) Cloro residual – 0,2 mg/L (em qualquer ponto da rede)
  11. 11. Técnicas de Tratamento Esterilização Definição: Processo de destruição de todas as formas de vida microscópica
  12. 12. Técnicas de Tratamento Microrganismos PatogênicosBacteria Virus ProtozoariosCampylobacter Hepatitis A GiardiaEscherichia coli Reovirus CryptosporidumSalmonella Calicivirus EntameobaYersinia Enterovirus MicrosporidiumVibrio CoxsackievirusLegionella AdenovirusAeromonas EchovirusMycobacterium PoliovirusShigellaPseudomonas
  13. 13. CISTOS DE Giardia muris E OOCYSTOS DE Cryptosporidium parvum Giardia (7 - 14 µm ) (infecção intestinal)Cryptosporidium (3 - 5 µm) (diaréia)
  14. 14. Técnicas de Tratamento Desinfecção - AgentesAgentes Físicos Agentes QuímicosTemperatura Cloro e compostosRadiação UV Dióxido de cloroRadiação solar OzônioFiltração Peróxido de hidrogênio Ácido acético
  15. 15. Técnicas de Tratamento Desinfecção - Agentes Produto Potencial Reação típicaDesinfetantes Químicos Oxidação Ozônio – O3 2,07 O3 + 2H+ + 2e-  O2 + H2O Dióxido Cloro – 1,91 ClO2 + 5e- + 2H2O  Cl- + 4HO- ClO2 Cloro – Cl2 1,36 Cl2 + 2e-  2 Cl - Bromo – Br2 1,09 Br2 + 2e-  2 Br - Iodo – I2 0,54 I2 + 2e-  2 l - Adaptado: Libânio, Marcelo – Fundamentos de Qualidade e Tratamento de Água, Ed. Átomo
  16. 16. Técnicas de Tratamento Desinfecção - Agentes Atividade antimicrobiana Solubilidade Estabilidade Inocuidade para o homem e animais Ausência de combinações com material orgânico estranho
  17. 17. Técnicas de Tratamento Desinfecção - Agentes Apresentar toxicidade para os microrganismos em temperatura ambiente Ausência de poderes corrosivos e tintoriais Disponibilidade
  18. 18. Técnicas de Tratamento Desinfecção - Ação Ruptura da parede celular (lise) Difusão do desinfetante no interior do microrganismo Interferência na reprodução celular (inibição enzimática)
  19. 19. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Eficácia Características do desinfetante Qualidade da água Tipos de microrganismos a serem inativados Instalação da ETA (tempo de contato, dosagem e dispersão)
  20. 20. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Interferentes Turbidez, não pode ser > 1,0 uT Presença de MO (cor verdadeira) Presença de Fe e Mn Temperatura e pH (principalmente para cloro)
  21. 21. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Eficácia Avaliação do Processo Monitoramento da concentração de microrganismos patogênicos Monitoramento da concentração de microrganismos indicadores
  22. 22. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Padrão Padrão Microbiológico de Potabilidade da Água para Consumo Humano – Portaria 518/2004 MS Parâmetro Valor Mais Provável Água para consumo humanoColiformes termotolerantes (Escherichia coli) Ausência em 100 ml Água na saída do tratamentoColiformes totais Ausência em 100 ml Água tratada no sistema de distribuição (Reservatórios e Rede)Coliformes termotolerantes (Escherichia coli) Ausência em 100 ml 40 ou mais amostras por mês: - Ausência em 100 ml em 95% das amostras examinadas no mêsColiformes totais de 40 amostras por mês: - Apenas uma amostra poderá apresentar mensalmente resultado positivo em 100 ml
  23. 23. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Micro indicador  Qual processo adotar ? (Reiff, 1993) Máximo desempenho do sistema; Atendimento ao padrão de potabilidade vigente e/ou às condições de segurança sanitária visando minimizar os riscos de transmissão de doenças; Minimização da formação de subprodutos com possíveis efeitos deletérios à saúde humana; Máxima eficiência do desinfetante, considerando-se a amplitude de variação possível das características da água e do tempo de contato, este decorrente das inevitáveis variações de vazão afluente a ETA
  24. 24. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Tipos• Cloro (mais largamente utilizado):• Facilmente disponível como gás, líquido ou sólido• É barato• É fácil de aplicar devido à sua alta solubilidade• Deixa um residual em solução, de concentração facilmente determinável• É capaz de destruir a maioria dos microrganismos patogênicos• Desvantagens:• O cloro é um gás venenoso e corrosivo• Pode causar problemas de gosto e odor
  25. 25. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Tipos• Dióxido de Cloro• Alto poder desinfetante - Agente oxidante e desinfetante• Aplicação versátil (oxidação de ferro e manganês e controle de odor e sabor)• Apresenta relativa estabilidade, permitindo residuais no SDA• A eficiência do dióxido de cloro não é afetado pelo pH da fase líquida• Quando produzido de forma adequada, não apresenta formação de THM’s• Desvantagens:• Alto custo, função principalmente da matéria prima• A produção do dióxido de cloro deve ser “in loco”• O controle do processo de geração de dióxido de cloro requer grandes cuidados operacionais
  26. 26. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Tipos• Ozônio:• Oxidação da matéria orgânica, produzindo ozonidas e CO2• Alvejamento e melhoria da cor• Redução dos teores de ferro e manganês• Remoção de certas substâncias biodegradáveis• Não é afetado pela presença de amônia como o cloro• Agente poderoso, de ação rapidíssima• Mais eficiente que o cloro na remoção de esporos, cistos de amebas• Desvantagem:• Residuais obtidos não são persistentes, desaparecem em pouco tempo
  27. 27. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Tipos• Ultravioleta• Envolve a exposição de um filme de água à luz ultravioleta produzida por lâmpadas de vapores de mercúrio com bulbo de quartzo• As lâmpadas produzem luz ultravioleta com 25-30% de energia dentro da região espectral de 2537 A (dentro de zona de ação bactericida)• Desvantagens:• Grande custo de operação e manutenção• Resume-se a pequenas instalações de uso domiciliar ou comunitário e usos industriais
  28. 28. Técnicas de Tratamento Desinfecção – CloroAplicações de Cloro no Tratamento de Água  Tipos  Cloro gasoso  Hipoclorito de sódio (solução líquida)  Hipoclorito de cálcio (sólido)
  29. 29. Técnicas de Tratamento Desinfecção - Cloro Cloração : É o processo mais importante do tratamento para a qualidade da água, sendo o cloro um poderoso agente oxidante (controle de: odor, sabor, algas, Fe, Mn, biofilmes, etc); A cloração é eficiente, barata, de fácil aplicação cujo residual de fácil medir; Amplo espectro de ação germicida; Forma compostos com ação residual ativa NaOCl + H2O  HOCl-  OCl- + H+ 29
  30. 30. Técnicas de Tratamento Desinfecção - Cloro 1) Cloração simples: É a aplicação do cloro até obter-se um residual desejado. Aplica-se o cloro e após um tempo verifica-se a quantidade existente e faz ajustes se necessário. 2) Pré-cloração: É a aplicação do cloro antes de qualquer tratamento com a finalidade de controlar microrganismos, melhorar a condição de coagulação e redução do número de bactérias em águas muito poluídas. 3) Pós-cloração: Consiste na aplicação do cloro após o tratamento, antes da correção do pH. 4) Recloração : É a aplicação de cloro em um ou mais pontos da rede depois da pós cloração. 30
  31. 31. Técnicas de Tratamento Desinfecção – Cloro Aplicações de Cloro e Dosagens Típicas Aplicação Dosagem típica pH ótimo Tempo de Efetividade Reação Oxidação de 0,62 mg/mg Fe 7,0 < 1,0 hora Bom ferro Oxidação de 0,77 mg/mg Mn 7,5 a 8,5 1 a 3 horas Razoável, manganês 9,5 Minutos função do pH Controle de 1 a 2 mg/l 6,0 a 8,0 Não Bom biofilmes Disponível Controle de Variável 6,0 a 8,0 Variável Variável gosto e odorRemoção de cor Variável 4,0 a 7,0 Minutos Bom
  32. 32. Técnicas de Tratamento Cloro em meio Aquoso Cloro gasoso Cl2  H 2O  Cl   HOCl  H Formação do íon Hipoclorito hipocloroso NaOCl  H 2O  HOCl  Na   OH  de sódio Hipoclorito Ca (OCl ) 2  2 H 2O  2 HOCl  Ca 2  2OH  de cálcio   HOCl  OCl  H Atenção: Depende do pH
  33. 33. Técnicas de Tratamento Cloro em meio Aquoso• Somatória das concentrações de HOCl e OCl- = cloro residual livre• Ácido hipocloroso é um desinfetante muito mais eficiente• P. 518/MS recomenda pH < 8HOCl  H   OCl 
  34. 34. Técnicas de Tratamento Cloro em meio Aquoso  Concentração mínima de cloro residual livre após a desinfecção:Eficiência 0,5 mg/l  Concentração mínima de cloro residual livre na rede de distribuição: 0,2 mg/lTempo de contato  Concentração máxima de cloro 30 min residual livre na rede de distribuição: 2,0 mg/l
  35. 35. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Ao realizar a desinfecção com cloro uma das premissas iniciais consiste em atender à “demanda de cloro” O que è “demanda de cloro” ? Como a capacidade de oxidação do cloro não é seletiva, isto é, ele oxida não apenas os microrganismos como também diversas substâncias, tais como amônia, Fe, Mn, Sulfato e matéria orgânica, como consequência haverá uma redução da ação desinfetante para com os microrganismos
  36. 36. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Como é calculada a “demanda de cloro” ? Demanda = dosagem aplicada – concentração residual (saída tanque de contato) Qual a importância da concentração residual cloro ? A concentração residual assegura que a demanda de cloro foi satisfeita no sistema Como saber a dosagem ideal para atender a demanda necessária de cloro ? Usualmente através de modelos matemáticos que levam em consideração a qualidade da água
  37. 37. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint”  N   kd .C0n .t  N e  0• No, N – número de organismos viáveis no inicio e no tempo t• Co – concentração do desinfetante (mg/L)• n – coeficiente de diluição, adimensional, relacionado à dispersão do desinfetante na massa líquida• t – tempo de exposição (min)• Kd – constante de inativação dependente do tipo de microrganismo (min-1)
  38. 38. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint”Demandaimediata Formação das Após oxidação Cloro cloraminas cloraminas livre
  39. 39. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” O ácido hipocloroso pode combinar com amônia e outros compostos amoniacais para a formação de cloraminas, através da amônia presente nas águas, resultante da decomposição de compostos nitrogenados Reações com nitrogênio amoniacal (Fase 1):NH 4  HOCl  NH 2Cl  H 2O  H  • cloro combinado NH2Cl  HOCl  NHCl2  H 2O • pH 7,5 reação ocorre em 1 minNHCl2  HOCl  NCl3  H 2O
  40. 40. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Nitrogênio amoniacal Monocloramina NH 4  HOCl  NH 2Cl  H 2O  H Cloro aplicado
  41. 41. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Nitrogênio amoniacal Monocloramina NH 4  HOCl  NH 2Cl  H 2O  H Cloro aplicado
  42. 42. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Nitrogênio amoniacal MonocloraminaCloro aplicado NH 4  HOCl  NH 2Cl  H 2O  H 
  43. 43. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Nitrogênio amoniacal MonocloraminaCloro aplicado NH 4  HOCl  NH 2Cl  H 2O  H 
  44. 44. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Dicloramina Monocloramina NH 4  HOCl  NH 2Cl  H 2O  H Cloro aplicado NH 2Cl  HOCl  NHCl2  H 2O
  45. 45. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” As monocloraminas (NH2Cl). Dicloraminas (NHCl2) e tricloraminas (NCl3), contribuem para a concentração de “cloro residual combinado” (Fase 2) Assim o cloro total disponível constitui-se no somatório entre o cloro livre (HOCl + OCl-) e o combinado Na desinfecção, satisfeita a demanda de cloro, o prosseguimento do processo de cloração acarreta a oxidação das cloraminas já formadas, produzindo compostos como óxidos de nitrogênio, HCl, N2, entre outros (Fase 3): 2 NH2Cl + HOCl  N2 + 3 H+ + 3 Cl - + H2O
  46. 46. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Após a oxidação total das cloraminas, o cloro adicionado converte-se em cloro livre, processo denominado de cloração ao “breakpoint”.2 NH 4  3HOCl  N 2  5H   3Cl   3H 2O     • cloro livreNH  4 HOCl  NO  6 H  4Cl  H 2O 4 3
  47. 47. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint”Demandaimediata Formação das Após oxidação Cloro cloraminas cloraminas livre
  48. 48. DIAGRAMA DE FORMAÇÃO DE ESPÉCIES CLORAMINADAS EM FUNÇÃO DO pH
  49. 49. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint” Pós-desinfecção (cloraminação): Este tratamento, ao nível do cloro combinado, é útil em pós-desinfecção (ex.: após à ozonização) para manter condições pouco favoráveis ao desenvolvimento de microrganismos e algas. Durante o tratamento e na rede distribuição (cloro residual livre) – Facilita a remoção de redutores (H2S, Mn2+, Fe2+). – Impede desenvolvimento de microrganismos e algas nos filtros e nos tanques de sedimentação.
  50. 50. Técnicas de Tratamento Desinfecção - subprodutos• THM’s : 100 µg/l (80 µg/l – EUA)• Ácidos haloacéticos: (60 µg/l – EUA)• Bromato : 25 µg/l (10 µg/l – EUA)• Clorito : 0,2 mg/l (1,0 mg/l – EUA)• Cloro livre : 4,0 mg/l (EUA)• Dióxido de cloro : 0,8 mg ClO2/l (EUA)
  51. 51. Técnicas de Tratamento Cloração ao “breakpoint”• Normas ABNT relacionadas ao hipoclorito
  52. 52. Técnicas de Tratamento Fluoretação Objetivo: garantir uma concentração mínima e máxima de íon fluoreto em águas de abastecimento a fim de que seja possível a manutenção da saúde dental da população. Para cada $ 1,0 gasto em processos de fluoretação, são economizados Benefícios potencialmente $ 80,0 em custos odontológicos (AWWA, 1999)
  53. 53. Técnicas de Tratamento Fluoretação Concentração de UsoTEMPERATURA MÉDIA LIMITES ANUAL RECOMENDADOS DE FLUORETO (mg/l)DAS MÁXIMAS DIÁRIAS (C) INFERIOR ÓTIMO SUPERIOR 10 - 12,1 0,9 1,2 1,7 12,2 - 14,6 0,8 1,1 1,5 14,7 - 17,7 0,8 1,0 1,3 17,8 - 21,4 0,7 0,9 1,2 21,5 - 26,3 0,7 0,8 1,0 26,4 - 32,5 0,6 0,7 0,8
  54. 54. Técnicas de Tratamento FluoretaçãoAplicação em Água de Abastecimento  Fluoreto de Sódio (NaF)  Fluoreto de Cálcio (CaF2)  Fluossilicato de sódio (Na2SiF6)  Ácido Fluossilícico (H2SiF6)
  55. 55. Técnicas de Tratamento Fluoretação Compostos  Fluossilicato Fluoreto de Fluoreto de Ácido de Sódio Sódio (NaF) Cálcio (CaF2) Fluossilícico Características  (Na2SiF6) H2SiF6Forma pó pó pó líquidoPeso Molecular (g) 188,05 42,00 78,08 144,08% Pureza (comercial) 98,5 90-98 85-98 22-30% Fluoreto (composto 60,7 45,25 48,8 79,02100% puro)Densidade (Kg/m3) 881-1153 1041-1442 1618 1,25(Kg/L)Solubilidade a 25C 0,762 4,05 0,0016 infinita(g/100gH2O)pH solução saturada 3,5 7,6 6,7 1,2 (sol. 1%)
  56. 56. Técnicas de TratamentoDimensionamento Sistema
  57. 57. Técnicas de Tratamento Dimensionamento Sistema Definição da geometria do tanque de contato 40,0 m 3,25 m 3,25 m 13,0 m
  58. 58. Técnicas de Tratamento Dimensionamento Sistema Canal de água filtradaF1 F2 F3 F4 F5 F6 F7 F8 CASA DE QUÍMICA Canal de água coagulada
  59. 59. Técnicas de Tratamento Correção pH É um método preventivo da corrosão dos encanamentos (rede). Consiste na alcalinização da água para remover o gás carbônico e formar uma película de carbonato na superfície das tubulações. A agressividade da água depende do pH, da alcalinidade e gás carbônico. 59
  60. 60. Técnicas de Tratamento Correção pH A correção é feita geralmente em dois pontos: Mistura rápida (calha Parshall): para gerar um pH ótimo para floculação – 5,0 a 8,0. Após a cloração: pH ótimo entre 7,0 e 7,2. através do “índice de Langelier” (IL), podemos identificar se a água é incrustante ou corrosiva. Relação do pH da água com o pH de saturação. 60
  61. 61. Técnicas de Tratamento Correção pH Cálculo do índice de Langelier (I.L.) I.L. = pH – pHs pHs = pCa + pAlcalinidade + C pCa = -log[Ca] pAlcalinidade = -log[Alcalinidade] C = const. que depende da concentração de sais dissolvidos presentes na água. I.L. ≤ 0  Água corrosiva (indesejável) I.L. > 0  Água incrustante (ideal – fina camada de protetora de carbonato de cálcio) 61
  62. 62. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia Depende principalmente da qualidade da águaa ser tratada (água bruta) e/ou da possibilidadede alteração de suas características. 62
  63. 63. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia• CONAMA 357/2005• Dispõe sobre a classificação das águas doces, salinas e salobras do Território Nacional e estabelece os padrões máximos de lançamento corpos receptores Parágrafo único: As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água.
  64. 64. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia Classificação das Águas Doces - CONAMA 357/2005 Classe Especial – Desinfecção Classe 1 - Tratamento Simplificado Classe 2 - Tratamento Convencional Classe 3 - Tratamento Convencional ouAvançado 64
  65. 65. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia Classe EspecialDestinação principal:• abastecimento doméstico sem prévia ou com simples desinfecção Limites ou condições:• para o uso como água de abastecimento sem prévia desinfecção os coliformes totais deverão estar ausentes em qualquer amostra.
  66. 66. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia Classe 1Destinação principal:• abastecimento doméstico após tratamento simplificadoLimites ou condições:• Presença de coliformes fecais não deverá exceder um limite de 200 NMP/100 mL em 80% ou mais de, pelo menos, 6 amostras mensais coletadas em qualquer mês• OD ≥ 6 mg/L O2• DBO ≥ 3 mg/L O2
  67. 67. Técnicas de Tratamento Principais Tecnologias Qualidade da Água do Manancial Floto- Filtração Dupla Filtração Completo Filtração direta filtração lenta FiltraçãoCoagulação Coagulação Coagulação Coagulação lenta Filtração DesinfecçãoFloculação Floculação Floculação ascendente Fluoretação Correção pH Flotação Filtração FiltraçãoDecantação Filtração descendente descendente descendente Filtração Desinfecção Desinfecçãodescendente Desinfecção Fluoretação Fluoretação Fluoretação Correção pH Correção pHDesinfecção Correção pHFluoretaçãoCorreção pH 67
  68. 68. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia Filtração Ciclo Dupla Filtração Direta Completo Filtração Lenta (in-line) Turbidez < 5000 < 50 < 10 <5 (uT) Cor Aparente < 3000 < 50 < 20 < 15 (uC)Coliform Fecais < 10 5 < 10 3 < 1000 < 100 (n/100 ml) Algas < 10 5 < 5000 < 250 < 100 (UPA/ml) Fonte: Kawamura (2000) 68
  69. 69. Técnicas de Tratamento Escolha da TecnologiaFonte: IBGE (2000) 69
  70. 70. Técnicas de TratamentoO processo da filtração lenta consiste, basicamente,na passagem da água através de um meio granular,constituído por uma camada suporte e areia.
  71. 71. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia Finalidades Remoção de impurezas físicas, químicas e biológicas da água; Abastecimento de água potável para a comunidade; Atendimento da portaria nº 518/2004 MS; Promoção de melhorias na qualidade de vida da comunidade .
  72. 72. Técnicas de TratamentoFiltro Lento - Estrutura Filtro Lento – Camada Suporte Filtro Lento – Sistema de Drenagem
  73. 73. Técnicas de Tratamento Escolha da Tecnologia Vantagens x Desvantagens VANTAGENS DESVANTAGENSSistema simplificado Utilização limitada pela qualidade da água bruta afluente ao filtroNão requer uso de produtos A água bruta não deve apresentarquímicos valores para Cor maiores que 5 uCFacilidade na operação e A água bruta não deve apresentarmanutenção valores para Turbidez maiores que 10 UNTNão necessita acompanhamento Demanda de grande área paratécnico diário implantação
  74. 74. Onde Estudar a Aula de HojeNos Livros• Azevedo Netto, José & Richter, Carlos –Tratamento de Água – Tecnologia Atualizada – Ed.Blücher ( Cap. 12 a 18)• Libânio, Marcelo – Fundamentos de Qualidade eTratamento de Água – Ed. Átomo (Cap. 9 a 12)
  75. 75. Contato 75

×