Espaço Agrário Brasileiro

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Aulinha sobre o espaço agrário brasileiro para o 3º ano.

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Espaço Agrário Brasileiro

  1. 1. O Espaço Agrário Brasileiro
  2. 2. Bases Históricas <ul><li>Sec. XVI – Expansão Comercial e Marítima Européia – colônias = abastecer as metrópoles </li></ul><ul><li>Colonização - Coroa Portuguesa – sistema de capitanias hereditárias – terras desmembradas em sesmarias (doadas) </li></ul><ul><li>Sec XIX – introdução do trabalho livre na cafeicultura </li></ul><ul><li>1850 – Lei de Terras – terra = mercadoria </li></ul><ul><li>- terras devolutas – leilão - financiava a vinda de imigrantes (m-d-o latif.) </li></ul><ul><li>- impede acesso a terra destes imigrantes </li></ul><ul><li>- posse de terra = reserva de valor e símbolo de poder </li></ul>Sesmeiros (latifundiários) Vasta extensão de terra Grande quantidade de escravos Gêneros tropicais nas melhores terras para exportação Indígenas saqueados e posseiros Terras afastadas do litoral Produção de alimentos X
  3. 3. <ul><ul><li>A partir da década de 1950 </li></ul></ul><ul><ul><li>Grande avanço da industrialização brasileira _ Deslocamento do eixo econômico do campo para a cidade </li></ul></ul><ul><ul><li>- penetração das multinacionais </li></ul></ul><ul><ul><li>- contexto da Revolução Verde - entrada maciça de transnacionais no campo </li></ul></ul><ul><ul><li>Novo papel do campo _ Industrialização da agropecuária (incorporação de insumos industriais) </li></ul></ul><ul><li>Consequências: </li></ul><ul><li>Pequenas propriedades policultoras engolidas pelas grandes monoculturas mecanizadas de cana, soja, algodão, laranja, etc + Valorização monetária da terra -------- EXPROPRIAÇÃO </li></ul><ul><li>Mão-de-obra familiar substituída pelo assalariamento do trabalhador rural (bóias-frias) e pelas máquinas ------ DESEMPREGO </li></ul><ul><li>ÊXODO RURAL - expansão das periferias urbanas e favelização </li></ul><ul><li>NOVAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS – áreas ainda não exploradas – compra de pequenos lotes e posses </li></ul><ul><li>A modernização da agricultura promove uma articulação/integração entre agricultura e indústria formando setores monopolizados e oligopolizados nos complexos agroindustriais relacionados aos produtos de alto valor comercial </li></ul>Industrialização, Modernização e Expropriação
  4. 4. A Expansão da Fronteira Agrícola <ul><li>Significado: incorporação de novos espaços produtivos à produção - Cerrado e Amazônia </li></ul><ul><li>Contexto: </li></ul><ul><li>- disponibilidade de terras </li></ul><ul><li>- necessidade de ocupação do território para garantir sua soberania - projetos de colonização </li></ul><ul><li>- busca por novas áreas por parte de desempregados e expropriados </li></ul><ul><li>Agentes: posseiros | grileiros | grandes proprietários </li></ul><ul><li>Importância inicial: </li></ul><ul><li>a) armazém de gêneros alimentícios básicos </li></ul><ul><li>b) orientação dos fluxos migratórios </li></ul><ul><li>c) válvula de escape de tensões sociais no campo </li></ul><ul><li>Características: devastação | ilegalidade | especulação | ciclo de desconcentração e reconcetração </li></ul><ul><li>Hoje: Não há mais terras sem donos a serem incorporadas terra = reserva de valor </li></ul>
  5. 5. O Campesinato <ul><li>Sul </li></ul><ul><li>formado a partir da imigração européia </li></ul><ul><li>agropecuária diversa e dinâmica </li></ul><ul><li>alto grau de produtividade e produção </li></ul><ul><li>indicadores de qualidade de vida e renda positivos </li></ul><ul><li>Nordeste </li></ul><ul><li>baixa produtividade </li></ul><ul><li>meios de produção precários </li></ul><ul><li>baixas rendas e indicadores sociais negativos </li></ul><ul><li>incapacidade deo Estado em equacionar as adversidades do clima semi-árido </li></ul><ul><li>Amazônico </li></ul><ul><li>presença marcante dos camponeses nordestinos, populações ribeirinhas caboclas e migrantes do Sul </li></ul><ul><li>projetos de colonização do Estado, assentamentos e posses </li></ul><ul><li>baixos rendimentos e indicadores sociais abaixo da média </li></ul><ul><li>violência - avanços dos latifúndios e ausência do Estado </li></ul>
  6. 6. A Principal Região Agropecuária <ul><li>Região Sul + Estado de São Paulo + Sudoeste de Minas Gerais + Sul de Goiás </li></ul><ul><li>grande parte da produção agropecuária brasileira, tanto em diversidade quanto em quantidade, responsável pelo abastecimento do mercado interno e exportação </li></ul><ul><li>relações camponesas de produção na porção sul e de assalariamento na porção norte </li></ul><ul><li>expansão das lavouras de cana-de-açúcar na porção norte (substituindo outros cultivos e em áreas ociosas) </li></ul><ul><li>Centro-Oeste + Oeste da Bahia e Sul do Maranhão e do Piauí </li></ul><ul><li>O agronegócio sucede o latifúndio ocupando as áreas com a produção de grãos </li></ul><ul><li>Produção determinada pela demanda e mando internacional, segundo padrões determinados pelas tradings do agronegócio </li></ul><ul><li>Estabelece um território absoluto sobre o Cerrado e sobre parte da Amazônia </li></ul>
  7. 7. A Permanência de Problemas Sociais no Campo <ul><li>concentração da terra nas mãos de poucos </li></ul><ul><li>utilização de grande parte das terras para a agricultura de exportação em detrimento da produção da pequena propriedade (gêneros para o abastecimento alimentar no mercado interno) </li></ul><ul><li>políticas governamentais socialmente insuficientes </li></ul><ul><li>dificuldade de fixação do trabalhador rural no campo, como reflexo das precárias condições de vida </li></ul><ul><li>tensão social crescente </li></ul>

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