Analise de riscos e planejamento de contigãªncias 2

8.102 visualizações

Publicada em

Analise de riscos e planejamento de contigãªncias 2

  1. 1. 2 Todos os direitos reservados ao Grupo Jocemar & Associados – Consultoria e Treinamento de Segurança. Proibida a reprodução total ou parcial sem a autorização expressa do autor.
  2. 2. 3 ÍNDICEÍNDICEÍNDICEÍNDICE 1 - Análise de riscos..................................................................................................... 04 1.1 - Riscos, ameaças, danos e perdas......................................................................... 06 1.2 – Diagnóstico – Inspeção de segurança.................................................................. 10 1.3 - Aplicação de métodos............................................................................................ 16 1.3.1 – Riscos provenientes de atos humanos.............................................................. 27 1.3.2 – Riscos procedentes de acidentes...................................................................... 28 1.3.3 - Riscos oriundos de catástrofes naturais............................................................. 28 1.3.4 – Riscos gerados por imprevistos, falhas técnicas ou mecânicas................................... 29 1.3.5 - Outros riscos.......................................................................................................... 29 1.3.6 – Considerações gerais para a aplicação dos métodos....................................... 33 1.3.7 – Aplicação de métodos via anéis de proteção.................................................... 37 2 - Planejamento de contingências............................................................................ 39 2.1 – Necessidade.......................................................................................................... 41 2.2 – Planejamento........................................................................................................ 41 2.3 - Componentes do planejamento............................................................................. 46 2.3.1 – Projeto (formalização do documento) ............................................................... 48 2.3.2 – Setores – Estruturas organizacionais (organogramas)...................................... 51 2.4 - Manejo de emergência........................................................................................... 59 2.5 - Gerenciamento de crises....................................................................................... 68 2.6 - Procedimentos emergenciais................................................................................. 83 BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................. 99
  3. 3. 39 FASE PREVENTIVA Análise e prevenção de riscos; agrupamento de recursos, planejamento e treinamento FASE DE RECONSTRUÇÃO Restabelecimento da ordem e reparação dos danos. FASE DE RESPOSTA Mobilização dos recursos; atividades de socorro e reabilitação do cenário. 2 - PLANEJAMENTO DE CONTINGÊNCIAS Planejamento de contingência é um projeto, plano ou programa de trabalho onde se mobilizam recursos humanos e logísticos para fazer frente a um incidente ou para executar determinada tarefa. O incidente poderá ser: acidente, calamidade, catástrofe, desastre, tragédia ou sinistro de pequena, média ou grande monta, quer de origem natural ou humana. Este planejamento possui algumas características como alerta, multissetorilidade, agilidade, meios técnicos, flexibilidade, mobilidade; e alguns princípios como objetividade, segurança, mutualidade, estabilidade e unidade de comando. É subdividido em três fases básicas: prevenção (antes); resposta/atendimento (durante) e reconstrução (após). A fase preventiva engloba a análise e antecipação de risco e ameaças; prevenção dos riscos e ameaças ou redução das vulnerabilidades; agrupamento de recursos; formalização do planejamento contingencial; treinamento de emergência (preparação e capacitação da equipe). A fase de resposta ou atendimento envolve ações de mobilização dos recursos; atividades de socorro e reabilitação do cenário da contingência. A fase de reconstrução é o momento de recuperação e restabelecimento total da ordem; bem como a reparação geral dos danos causados no ambiente. Sua formalização ocorre através de um documento normativo que descreve de forma clara, concisa e completa a resposta ou ação que deverá ser desencadeada
  4. 4. 40 diante de adversidades, sinistro, perda ou dano, seja de ordem pessoal (humana) ou patrimonial (bens tangíveis e intangíveis). É neste plano que o homem buscará informações para desencadear suas atitudes diante de um sinistro. No plano, estarão pré-estabelecidas todas as táticas contingenciais (o que deve ser feito e como será executado). O planejamento de contingência é uma segurança reserva (uma carta na manga); ele visa assegurar a continuidade operacional da empresa/residência reduzir ou anular as conseqüências do sinistro e evitar que outros sinistros aconteçam em decorrência das condições especiais. Na Defesa Civil este planejamento é conhecido como Sistema de Comando de Incidentes (SCI), no qual, também há previsão de instalações, equipamentos, pessoal, procedimentos e comunicações operando em uma estrutura organizacional, com a responsabilidade de administrar os recursos disponíveis para reduzir ao máximo os efeitos de um incidente. O Sistema de Comando de Incidentes (SCI) teve origen na Califórnia – EUA, o termo original é “Incident Command System” (ICS). O objetivo foi estabelecer uma ferramenta gerencial para comandar, controlar e coordenar as operações em situações de acidentes ou desastres. O SCI, em nosso estudo denominado de Planejamento de Contingências, passou a ser estudado no mundo inteiro em razão de: Ser adaptável e utilizável em qualquer tipo ou magnitude de acidente ou desastre; Ser utilizável em qualquer organização, seja no âmbito público ou na esfera privada; Oferecer boa relação custo X benefício e ser adaptável a novas tecnologias.
  5. 5. 41 2.1 – NECESSIDADE O planejamento de contingência demonstra sua necessidade de implantação pelos seguintes motivos: 1. Toda empresa ou dignitário estão sujeitos a uma enorme quantidade de riscos. Se não existir uma previsão sobre as ações que devem ser desencadeadas diante do acontecimento dos riscos/sinistros, a empresa ou o dignitário poderá ir à ruína, seja porque não sabe o que e como fazer; ou porque adotou procedimentos inconvenientes a situação apresentada. Ver item 1.3 - APLICAÇÃO DE MÉTODOS. 2. Se o planejamento de contingência foi estruturado corretamente, haverá uma resposta imediata invocando os procedimentos de recuperação da normalidade da vida empresarial ou da vida do dignitário; 3. Ainda que aconteça um sinistro os danos serão minimizados ou anulados, conforme o caso; 4. A empresa ou dignitário poderá vislumbrar cenários prospectivos, ou seja, fazer planejamentos em longo prazo se houver uma segurança preventiva e contingencial bem estruturada. Diminuirá incertezas e aumentará a convicção da realização dos objetivos individuais e corporativos. 2.2 – PLANEJAMENTO Planejamento é a proposta de ação onde é prevista um conjunto coordenado de ações que objetivam resolver determinado problema. Há diversos níveis de planejamento. Na esfera pública, poderá ser municipal, estadual ou federal. Na iniciativa privada, poderá ser institucional (para toda a organização) ou setorial (direcionado para cada setor).
  6. 6. 42 Podemos dividir um planejamento de contingências em fases, as quais podem obedecer à seguinte ordem: 1. Antecipação e reconhecimento de riscos, ameaças ou vulnerabilidades – prever a probabilidade do acontecimento de cada risco, bem como seu impacto negativo; <identificar o problema>; 2. Agrupamento de recursos – levantamento de recursos humanos, técnicos, logísticos/materiais/financeiros; bem como o apoio do primeiro escalão da organização para desenvolvimento do planejamento; <obter meios>; 3. Organização das estratégias – Definir a prioridade para fazer frente a cada ameaça apresentada. Estruturar um projeto/plano estabelecendo a metodologia de trabalho e postura organizacional diante das situações que possam se apresentar. Estabelecer quais serão as ações a serem desencadeadas diante do acontecimento de cada risco; começar pelos riscos que tenham uma máxima probabilidade de acontecimento (nível 4 – GRAVÍSSIMO e nível 3 - GRAVE); em seguida os riscos que têm uma conseqüência ou efeitos devastadores (GG – GRAVÍSSIMA MONTA e G – GRANDE MONTA); <soluções para os problemas>; 4. Treinamento da equipe – treinar a equipe, coletivamente e individualmente. Englobar todas as situações possíveis de cada risco, enfocar no treinamento o posicionamento, postura, agilidade, rapidez, eficácia, observância das leis, normas, doutrinas de segurança, enfim, demonstrar o que a empresa espera que se faça diante de cada situação; <capacitação teórica dos participantes>; 5. Execução de simulações – de forma que a simulação se aproxime o máximo possível da realidade; <capacitação prática dos participantes>; 6. Avaliação de desempenho – verificar se os objetivos foram alcançados. Se não foram, detectar e sanar os erros; <avaliação de resultados>;
  7. 7. 43 7. Reavaliação e realimentação do planejamento – verificar constantemente se os riscos continuam os mesmos e se as ações continuam eficazes para combatê-los; <correção de erros >. Quando se tratar de planejamento de evacuação de emergências, o plano deverá responder, principalmente, as seguintes questões: a) Para onde evacuar; b) Quais os meios de evacuação; c) Como evacuar; d) Quando e a ordem de quem se procede à evacuação. Durante a organização das estratégias, mais precisamente na formulação e formalização do plano geral de contingência, é necessário cuidar dos elementos que garantem o sucesso ou exeqüibilidade do planejamento, por exemplo: Estabelecer estrutura de coordenação clara, definida e adaptável às situações; Definir prioridades e objetivos em comum; Prever a flexibilidade para ampliar e contrair a estrutura contingencial, de acordo com a situação; Tornar comum a terminologia entre todos os participantes; Providenciar a integração e padronização das comunicações internas e externas; Analisar se os recursos existentes e disponíveis são suficientes; Aproveitar ao máximo os recursos físicos, humanos e logísticos disponíveis; Prever áreas de acessos, evacuação e abrigo; Prever um bom relacionamento com a imprensa. A estruturação do planejamento poderá ser de diversas formas. Por exemplo:
  8. 8. 44 A. Para cada risco, poderá ser elaborada uma ficha de contingência. Nesta ficha, serão anotadas todas as ações contingenciais cabíveis ao risco em questão, bem como, todas as informações necessárias, como nomes, telefones, endereços, etc. Arquivam-se as fichas por ordem alfabética, tanto de forma física, como digital. Embora as equipes já estejam familiarizadas com sua ação, no ato de uma contingência, o responsável poderá pegar a ficha de contingências para conferir se todas as ações desencadeadas pelas equipes envolvidas estão como previsto no plano/ficha de contingências. Este tipo de contingência é adotado nas empresas que possuem equipes treinadas (brigada de incêndio, vigilância, segurança pessoal, segurança do trabalho, engenheiros, etc.) para fazer frente a uma contingência B. Também poderá ser elaborado um plano único, traçando os objetivos e as estratégias gerais para quaisquer situações de emergencias. Esta modalidade é adotada nas pequenas empresas ou residências, pois, praticamente não tem recursos humanos, nem materiais para fazer frente a uma contingencia. O planejamento se resume em acionar a policía especializada, bombeiros, defesa civil, ambulância, socorro médico, mecánicos, empresa de vigilância e monitoramento eletrônico; etc. C. Outra forma é estruturar um plano geral, impresso e digitalizado, subdividido em duas partes: geral e específica. Na PARTE GERAL deverão constar todos os dados, informações, diretrizes e princípios gerais que podem ser utilizados na grande maioria dos riscos ou ameaças; na PARTE ESPECÍFICA constarão os dados, informações, diretrizes e princípios específicos para cada setor, que por sua vez, é responsável por realizar os atendimentos em um conjunto de riscos pré-determinados, segundo sua especialidade. Neste caso, cada setor fica responsável pelo armazenamento dos seus planos, ficando também uma cópia na Direção Geral de Segurança da organização. Exemplo:
  9. 9. 45 Planejamento de contingências - PARTE GERAL: <ADMINISTRADOR GERAL> Descrever medidas emergenciais nas ocorrências que envolver: falta d água, energia elétrica, matéria prima, greve, paralisações, acidentes com veículos, acidentes do trabalho, desperdício, danos a imagem empresarial, etc. Descrever nomes, telefones, endereços principais e alternativos a serem acionados nestas situações. Suponhamos que estas situações serão encaminhadas para a Direção Administrativa da Organização. BRIGADA DE INCÊNDIO SEGURANÇA PESSOAL VIGILÂNCIA PATRIMONIAL SEGURANÇA DO TRABALHO S. MÉDICO; ENGENHARIA; CPD; MECÂNICOS; ETC. Incêndio; Desmoronam; Desabamentos; Inundações; Tempestades; Vendaval; etc. Seqüestro; Ameaça de bomba; Espionagem; Chantagem; Estelionato; etc Arrombamento Furto; Roubo; Entradas indevidas; Tumultos, etc. Acidentes do trabalho; Paralisações; Greves; Riscos no proc. de trabalho, etc. Riscos ou ameaças dentro de sua área de atuação. PARTE ESPECÍFICA Nesta parte as ações requerem um determinado nível de especialização ou conhecimento técnico- científico (equipes especiais). Por isso, passa a ser focalizado o setor específico, conforme segue: Cada um desses setores tem sua própria estruturação/organograma. Cada Setor fica responsável por fazer frente às contingências (risco/ameaça) compatíveis com sua especialidade. Cada risco ou ameaça possui suas diretrizes contingenciais, que podem ser apresentadas na forma de ficha, organograma, apostila, manual, etc.
  10. 10. 46 2.3 - COMPONENTES DO PLANEJAMENTO Os planos de contingências devem ter algumas informações básicas como: nome, telefone e endereço comercial e residencial de diversas pessoas ou empresas úteis. Exemplo: Emergência de segurança: convocação de pessoas especializadas, vizinhos, vigilância, alarme, meios de transporte, armazéns ou local para abrigar bens e pessoas, etc.; Emergências médicas: hospitais, médicos, ambulância, siate e empresas do ramo; Emergências policiais: Grupos Especiais, Polícia Militar, Civil e Federal; Emergências internas: diretores, encarregado de segurança, chefes, gerentes ou funcionários do setor atingido, deptº. jurídico, transportes. Defesa Civil, IML, Salvamento aéreo, Departamento de Trânsito; Responsáveis pela emergência, equipes de auxílio e os colaboradores para aquela situação específica (entidades privadas, públicas, profissionais liberais, etc.); Utilidade imediata: responsáveis pelo fornecimento e manutenção do CPD, máquinas em geral (veículos, ar condicionado, geradores), telecomunicação, água, luz, esgoto, remoção do lixo, guincho, etc. Cada plano terá somente as informações estritamente necessárias, pois o mesmo deve ser breve. O PLANO SERÁ MONTADO CRONOLOGICAMENTE, o que facilita para seu detentor tomar as medidas certas, na hora, jeito e ordem certa. Além dos telefones e endereços necessários, haverá mais medidas importantes, como: Passo a passo as atitudes a serem desencadeadas; Procedimentos de evacuação da área; Procedimentos e atitudes de todas as equipes.
  11. 11. 47 Todos os contatos e procedimentos devem ter uma diretriz principal e duas diretrizes alternativas, para que o sucesso da operação seja garantido. Vimos no item anterior, que para facilitar a operacionalização do planejamento, é conveniente formalizá-lo por seguimentos, ou seja, dividir as tarefas e missões por setores, obedecendo ao princípio de sua especialidade. Sabemos que o setor é elemento abstrato, e que, na verdade, que operacionaliza as ações previstas no planejamento são as pessoas. Neste diapasão, vamos nos aprofundar nos dois principais componentes do planejamento: projeto e setores. 2.3.1 – PROJETO (FORMALIZAÇÃO DO DOCUMENTO) Vislumbramos que o planejamento se constitui em um trabalho de preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos determinados. O que veremos a seguir é uma sugestão de roteiro para elaborar um planejamento de contingências (memento). 1ª PÁGINA – Logotipo da empresa; nome do projeto (por ser: PLANEJAMENTO DE CONTINGÊNCIAS), ano de elaboração, identificação do nível de restrição para circulação (LIVRE, RESERVADO, SIGILOSO, CONFIDENCIAL, SECRETO, ULTRA-SECRETO). 2ª PÁGINA – Nome do projeto; autores (responsáveis técnicos); data e hora da última atualização; data de aprovação; número de cópias (tiragem); identificação do nível de restrição; 3ª PÁGINA – Listagem de distribuição do projeto “destinatários” (pessoas e setores). 4ª PÁGINA – Tabela de atualizações ou correções. Nesta tabela deverá constar a data, hora, descrição da alteração, responsável pela alteração e espaço para aprovação da responsável geral. 5ª PÁGINA – Índice geral. 6ª PÁGINA – Desenvolvimento dos tópicos mencionados no índice. Sugestão:
  12. 12. 48 1 PRIMEIRA PARTE (INFORMAÇÕES GERAIS) 1.1 Apresentação - Em linguagem simples, clara e sintética e objetiva, transmitir ao leitor a idéia objetiva do que vai ser tratado. Mencionar a dimensão e caracterização do projeto (estrutura, subdivisão, anexos). 1.2 Introdução - Anunciar o projeto quanto ao seu alcance, implicações e limites. Falar sobre o tema, seus principais problemas e sobre as justificativas para implantação do projeto. 1.3 Lista de abreviações e nomenclaturas – Colocar o significado de todas as abreviações, bem como, a definição de termos técnicos. 1.4 Objetivos – Descrever os objetivos gerais e específicos, procurando determinar, com clareza e objetividade, as metas organizacionais com após a implantação do projeto. 1.5 Campo de aplicação ou abrangência - dados da empresa e menção de todos os setores ou pessoas que deverão seguir o planejamento. 1.6 Organograma funcional – Demonstrar a estrutura geral de funcionamento e operacionalidade dos setores e pessoas envolvidas no projeto (organograma). 1.7 Considerações gerais – Mencionar outras informações introdutórias que julgar importante (política de segurança organizacional, metodologia de desenvolvimento e implantação do projeto, fases de execução, referências normativas, resultados de análise de riscos, pesquisas de segurança, breve histórico ou estatísticas internas de contingências, etc.)
  13. 13. 49 2 SEGUNDA PARTE (DESENVOLVIMENTO - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS) 2.1 Estratégias – Evidenciar quais serão as estratégias e metodologias de trabalho a serem adotadas por todos para cumprimento dos objetivos do planejamento. 2.2 Estrutura Organizacional e Responsabilidades – Definir quais serão os setores e as pessoas com responsabilidades diretas sobre o planejamento e quais serão suas atribuições (missão/competência). Definir QUEM FICARÁ RESPONSÁVEL POR CADA RISCO. Deixar claro a responsabilidade indireta de todos os demais setores e funcionários. 2.3 Regulamentação aplicável – Estabelecer a regulamentação e normatização do planejamento de contingências. 2.4 Planos de trabalho – Elaborar os planos por seguimentos, de acordo com cada risco e situação encontrados na etapa de análise de risco (plano de extinção de incêndio; plano de controle de tumultos; plano de evacuação de área; plano de negociação em caso de seqüestro; plano de ação diante de roubo; plano de sinalização de emergência; etc.) Cada plano tem seus anexos com as informações pertinentes (contatos, nomes, telefones, endereços, responsáveis técnicos, organogramas, plantas das instalações prediais, listagem da população fixa, manuais de equipamentos e máquinas disponíveis no local da emergência, etc.) 2.5 Contatos de emergência – Elaborar planilha com todos os contatos requeridos pelos riscos e situações constantes no planejamento. 2.6 Anexos – Anexar ao planejamento os documentos necessários durante a operacionalização do planejamento (mapas, “check-list”, plantas das instalações prediais, fichas de contingenciais, lista de telefones documentos, manuais, apostilas, normatização, planos de segurança preventiva
  14. 14. 50 3 TERCEIRA PARTE (FINALIZAÇÃO) 3.1 Considerações Finais – Tecer as considerações gerais, de forma resumida, sobre a tese defendida ao longo do projeto, descrevendo os objetivos iniciais; as estratégias encontradas para contornar as adversidades apresentadas durante as etapas de treinamento, adequação, implantação e execução do projeto; e, finalmente, as ações esperadas, em nível coletivo e individual, para execução, aprimoramento e atualização do planejamento de contingência para o cumprimento das metas organizacionais em benefício comum. 3.2 Referências – Incluir as referências dos livros (bibliografia), em ordem alfabética, utilizados na elaboração do projeto. 2.3.2 – SETORES – ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS (ORGANOGRAMAS) Por mais que um profissional tenha experiência e conhecimento em atendimento a desastres, ele jamais conseguirá fazer frente a uma contingência que envolva diversas vítimas, pois, este tipo de evento requer um conjunto de ações, que por conseqüência, acaba necessitando do envolvimento de diversos profissionais com diferentes especialidades (médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, seguranças, vigilantes, motoristas, etc.) O número de setores ou de indivíduos que fará parte do planejamento de contingência depende do tamanho da empresa, grau de risco, quantidade de funcionários, complexidade dos possíveis incidentes, etc. A experiência tem demonstrado que para fazer frente a uma contingência é conveniente que exista EQUIPES DE: abandono/evacuação de área, abrigo/suprimentos, assessoramento técnico, busca e salvamento, combate a incêndio, comunicação/informações, médica, primeiros socorros ou auxílio médico, resgate de patrimônio/pessoas, segurança patrimonial, segurança pessoal, segurança do trabalho, trânsito, transporte, aproveitamento, reconstrução, grupo de operações táticas, etc. Todos os setores e pessoas que participam de uma contingência têm igual importância, é como se fosse uma corrente, onde cada equipe fosse um elo da
  15. 15. 51 corrente, neste caso, da mesma forma que um elo depende do outro para formar a corrente, uma equipe depende da outra para atingir os objetivos contingenciais. Embora a importância de todos seja a mesma, é necessário estabelecer uma cadeia de comando para que haja êxito na execução ou operacionalização do planejamento. Na cadeia de comando, o princípio mais valorizado é a unidade de comando, onde cada pessoa dentro da organização responde e informa somente a uma pessoa designada. Quando ocorre uma contingência de natureza especial, que envolve diversos níveis de autoridades de todos os escalões da organização, o princípio da unidade de comando continua a vigorar, neste caso, todas as autoridades do primeiro escalão devem juntar-se e formar um comando unificado, entrando em comum acordo em relação ao: planejamento; objetivos; condução das operações; utilização de uso de recursos, etc. Na seqüência, deverá ser eleito um representante do grupo, objetivando manter a hierarquia e o princípio da unidade de comando. O comando geral de uma contingência deverá ficar a cargo de um especialista em administração de contingências (desastres, catástrofes), pois terá que: Administrar os recursos disponíveis; e/ou providenciar os recursos humanos, logísticos, materiais, financeiros... necessários para resolução do incidente; Assumir o controle geral da documentação e dos gastos; Autorizar a liberação periódica de relatórios do incidente para divulgar aos superiores imediatos; às autoridades e à imprensa. Avaliar as prioridades do incidente e determinar os objetivos operacionais; Certificar-se ininterruptamente do cumprimento das metas estabelecidas no planejamento; Coordenar as atividades em geral; Estabelecer a unidade de comando; Evitar a dispersão no fluxo de comunicações; Garantir a segurança das pessoas e do patrimônio; Iniciar as ações previstas no planejamento de contingências; Reduzir as intromissões.
  16. 16. 52 O Posto de Comando (PC) é montado de acordo com a natureza da contingência. Quando se trata de uma catástrofe de grande monta, onde a previsão do término da contingência é indeterminada (enchentes, grandes desabamentos, tsumami, terremoto...) é estruturado um PC fixo; em contingência de pequena monta (incêndio, seqüestro...) é estruturado um PC móvel. Nas imagens ao lado e abaixo, temos exemplos de Postos de Comando utilizados pelo poder público de Los Angeles/EUA:
  17. 17. 53 Vamos imaginar uma contingência de grande porte em uma cidade (deslizamento de terra); ocorrência que requer a intervenção imediata da Secretaria de Segurança Pública, por meio de seus profissionais habilitados (polícia, bombeiros, defesa civil, etc.) Por se tratar de um evento complexo, haverá necessidade do envolvimento de equipes das mais variadas especialidades. Assim sendo, demonstraremos abaixo uma sugestão de organização e estruturação contingencial para fazer frente a este evento crítico.
  18. 18. 54 RESUMO DAS FUNÇÕES DE CADA EQUIPE: COMANDO: Responsável pelas operações como um todo, incluindo o desenvolvimento e a implementação do Plano Operacional e a requisição e liberação de recursos. Ainda que existam diversas autoridades, apenas uma pessoa representa o comando e exerce o a unidade de comando sobre as demais equipes (Comando Único ou Unificado). No Posto de Comando podem ser criadas algumas funções ou setores específicos, no organograma, foram criadas três subdivisões: Segurança, Imprensa e Ligações. Segurança: responsável pela avaliação e gerenciamento dos riscos envolvidos nas atividades realizadas, fiscalizando procedimentos de segurança e uso de equipamentos de proteção, monitorando perigos, entre outros aspectos. Imprensa: É o responsável pelos contatos com a mídia em nome do Comando. Ligações: Ponto de contato com os órgãos governamentais e não- governamentais, bem como entidades voluntárias, que são chamados a auxiliar em alguma etapa da operação. OPERAÇÕES: Conduz as ações operacionais necessárias para alcançar as prioridades e os objetivos estabelecidos no Plano Operacional. LOGÍSTICA: Fornece o suporte material para a implantação do Plano Operacional, além de prover os recursos e serviços necessários para dar suporte ao pessoal envolvido nas operações. PLANEJAMENTO: Desenvolve o Plano Operacional, reunindo e avaliando as informações relativas à situação e ao conjunto de recursos envolvidos.
  19. 19. 55 ADMINISTRAÇÃO: Efetua compra e locações, monitora e registra os recursos relacionados às operações e controla o emprego dos recursos humanos. No próximo organograma, pretendemos transmitir noção de como pode ser estruturado o planejamento de segurança contingencial para fazer a frente a um sinistro de grande monta (incêndio) na iniciativa privada.
  20. 20. 56 Comando Unificado Grupo com autoridades de diversos escalões entram em acordo em relação às prioridades, estratégias e planos de ação. Elegem apenas um representante. COMANDANTE GERAL Abandono Resgate Abrigo Proteção bens Eq. Incêndio 1 Eq. Incêndio 2 Eq. Incêndio 3 Eq. Incêndio 4 COORDENADOR 11 COORDENADOR 12 COORDENADOR 10 BRIGADA DE INCÊNDIO COORDENADOR 4 ATENDIMENTO MÉDICO COORDENADOR 9 COORDENADOR 5 COORDENADOR 6 COORDENADOR 7 COORDENADOR 8 Almoxarifado Div. eq. Médicos Div. eq. Enfermeiros Eq.Aux. Enfermagem Div. eq. Triagem Operações COORDENADOR 2 Ligações Seg. trabalho Vigilância Seg. pessoal Segurança Imprensa COORDENADOR 3 Engenharia Materiais Pessoas Água Alimentos Suprimentos Carpinteiros Pedreiros Mecânicos Eletricistas Encanador Ass. Técnica COORDENADOR 1 Planejamento Administração Logística Sinalização Transportes Trânsito
  21. 21. 57 Na Brigada de Incêndio, o coordenador 11 (ver organograma da página anterior) pode liderar um grupo de coordenadores, onde cada um destes coordenaria uma equipe de incêndio. O mesmo pode ocorrer com o coordenador 12. As subdivisões podem ser feitas o quanto for necessário para que haja 1 supervisor (líder, comandante, coordenador) para cada 5 pessoas. Exemplo: Cada equipe tem sua própria estrutura, por exemplo: a equipe de abandono pode ser formada por um brigadista líder + um brigadista puxa fila + brigadista cerra fila + dois brigadistas auxiliares; poderá ser estabelecida uma equipe por andar ou por setor de trabalho. Como dissemos, a quantidade de equipes e de pessoas depende do tamanho da empresa, do grau de risco, da quantidade de funcionários, da complexidade dos possíveis incidentes, etc. COORDENADOR DA BRIGADA Brigadista Brigadista Brigadista Brigadista 1ª EQ. DE INCÊNDIO Brigadista Brigadista Brigadista Brigadista 2ª EQ. DE INCÊNDIO Brigadista Brigadista Brigadista Brigadista 3ª EQ. DE INCÊNDIO Brigadista Brigadista Brigadista Brigadista 4ª EQ. DE INCÊNDIO COORDENADOR DE INCÊNDIO Eq. 1 Eq. 3 Eq. 2 Eq. 4 COORD. ABANDONO Eq. 1 Eq. 3 Eq. 2 Eq. 4 COORD. RESGATE COORD. BUSCA/SALVAMENTO COORD. ABRIGO Eq. 1 Eq. 3 Eq. 2 Eq. 4 COORD. PROT.BENS Eq. 1 Eq. 3 Eq. 2 Eq. 4
  22. 22. 58 2.4 - MANEJO DE EMERGÊNCIA Manejo de emergência é a parte prática do planejamento de contingência (é a hora de colocar a teoria em prática), isto, geralmente ocorre da seguinte forma: 1. Alarme ou comunicação da contingência; 2. Acionamento do comandante geral ou de seu substituto que deverá: mobilizar as equipes e os demais recursos necessários para resolução da contingência; 3. Montagem do Posto de Comando (PC) com as equipes e áreas que se fizerem necessárias; 4. Início da resposta ou atendimento à contingência; 5. Finalização do atendimento, reabilitação do cenário da contingência e início da fase de investigação da ocorrência; 6. Reconstrução, restabelecimento da ordem, reparação geral dos danos causados no ambiente. O manejo de emergência deve ser definido em nível individual e coletivo. Em relação à equipe de segurança vigilância patrimonial e/ou pessoal, espera-se que durante a contingência a(s) equipe(s): Aja de forma segura (que não coloque vidas em risco), decidida (com certeza de que sua ação é correta, legítima e necessária) e segura (com certeza que não trará riscos adicionais para as vidas presentes e para o patrimônio); Mantenha a calma e a tranqüilidade no ambiente, ou seja, desencadeie atitudes para evitar pânico e tumulto; Empregue esforços no sentido de proteger as vidas presentes (aplicação das técnicas de abandono de área, primeiros socorros, combate a incêndio, orientações de procedimentos seguros, etc.), proteger o patrimônio (memorização dos dados sobre as pessoas, métodos e equipamentos utilizados na ação criminosa – reação depois de observado o primeiro item e a política de segurança da empresa) capturar os criminosos (acionamento dos alarmes, da polícia ou de reforços para a segurança);
  23. 23. 59 Coopere com os serviços de segurança do trabalho, médicos, bombeiros, brigadistas e autoridades civis e militares nos casos de emergência; Utilize o escalonamento da força para resolver quaisquer tipos de problemas. E após a contingência: Reforce a segurança; Acione auxílio e socorro imediato (administração da empresa, seu superior, polícia, empresa de segurança, bombeiro, enfim, aqueles que estiverem previstos nos planos de emergência); Evite conceder entrevistas; Isole o local do crime; Colha informações e provas do crime; Arrole testemunhas; Preencha o livro de Registro de ocorrências; Preste esclarecimentos e depoimentos sobre a ocorrência. Já em relação ao comandante geral e ações do conjunto das equipes de segurança contingencial, o manejo de emergência é estabelecido de acordo com a política de segurança de cada organização. Entretanto, vamos fazer aqui algumas considerações expondo princípios gerais do manejo de emergência: Para que cada equipe consiga cumprir sua missão com segurança, a primeira ação é o estabelecimento dos perímetros de segurança, conforme segue:
  24. 24. 60 A zona quente ou vermelha, área de risco gravíssimo, é o local do desastre ou contingência, onde entrarão somente as pessoas autorizadas pelo comandante geral, normalmente é autorizada a entrada dos profissionais com especialidade em medicina, resgate, extinção de incêndio e grupos táticos. A zona morna ou amarela, área de risco grave, pois, está diretamente em contato com a área de risco gravíssimo. Por este motivo, torna-se uma área de segurança e de acesso ao ponto crítico (local do desastre). Também é um local de acesso restrito, passando ou permanecendo nele somente as pessoas autorizadas pelo comandante geral, normalmente é autorizada a passagem ou permanência das equipes mencionadas na zona quente e negociadores. A zona fria ou verde, área de risco leve, ou seja, não há grandes riscos para as equipes que trabalharão na contingência. Da mesma forma que as outras zonas, é um local de acesso restrito. É aqui que se estabelece o Posto de Comando e a Base de Apoio, também é reservado o espaço para servir de Área de Espera, Área de Concentração de vítimas e Heliponto. Nestes locais permanecem as equipes e profissionais (comandante, brigadistas, médicos, seguranças, policiais, etc.) que farão frente à contingência.
  25. 25. 61 Agora vamos conhecer um pouco mais sobre estes setores que ocupam o território que denominado de “zona fria ou verde”: Posto de Comando PC – Local (perto do incidente) onde o Comando se estabelece para desenvolver suas atividades de coordenação, comando e controle. Base de Apoio BA - Instalação destinada a sediar as atividades de apoio nas situações mais longas ou complexas (manutenção de viaturas e equipamentos, reposição de materiais, abastecimentos de veículos e ferramentas, alojamento, banho, refeitório, atendimento médico, psicológico, religioso e outros).
  26. 26. 62 Área de Espera AE - Local, delimitado e identificado, para se dirigir os recursos operacionais que chegam ao local do incidente, onde esperam suas designações. Área de Concentração de vítimas ACV -Local destinado para efetuar o atendimento pré-hospitalar e estabilização das vítimas Heliponto H - Área destinada para pouso de helicópteros (bombeiros, polícia, resgate, etc.). Definidos os perímetros de segurança; estabelecidas as equipes que atuarão na contingência, iniciam-se os trabalhos, cada equipe cuidando de seus serviços segundo sua especialidade. A grande maioria das contingências apresenta diversas vítimas. Sabemos que o objetivo principal do manejo de emergência é salvar vidas. Neste contexto, vamos falar um pouco sobre os cuidados com as vítimas, mas precisamente da classificação de gravidade.
  27. 27. 63 Ao iniciar o atendimento às vítimas, as equipes devem separá-las por nível de gravidade, geralmente, esta classificação é feita por meio de cores, pois, isto facilita o reconhecimento do quadro clínico pela equipe médica e pela equipe de evacuação. A tabela que segue apresenta uma sugestão de classificação de vítimas que já é conhecida em todo mundo: COR CATEGORIA Verde Leve – lesões que não comprometem a vida. Amarela Grave – lesões que comprometem a vida em um longo espaço de tempo. Vermelha Gravíssima – lesões que comprometem a vida um curto espaço de tempo. Preta Mortos – situação irrecuperável, não há vida. Quando se trata de um grande desastre, as equipes de atendimento montam suas estruturas de acordo com as cores demonstradas na tabela acima. Para facilitar e agilizar a movimentação de vítimas, são montadas barracas ou estendidas lonas pelo chão segundo estas cores. O critério para execução da triagem de vítimas mais conhecido é o S.T.A.R.T. (Simple Triage and Rapid Treatment). Para este sistema de triagem simples e rápido tratamento, desenvolvido na Califórnia, Estados Unidos, foi estruturado o seguinte fluxograma:
  28. 28. 64 Ainda, entre as cores acima citadas, poderíamos incluir a cor branca para categoria crítica/inviável, para as vítimas em situação crítica irrecuperável.
  29. 29. 65 Coma Score Grave < 8 Moderado 9 – 12 Leve >12 A triagem e classificação do nível de gravidade das vítimas também pode ser executada seguindo a escala de coma de Glasgow, onde será feita a avaliação quantitativa do nível de consciência, conforme segue: Em um cenário de múltiplas vítimas, a prioridade de atendimento é: Executar a classificação; Abordar as vítimas de categoria gravíssima (cor vermelha). Identificar suas lesões (mecanismo de trauma); Iniciar o suporte básico de vida seguindo as etapas A, B, C, D, E, a saber: A - (Airway) - vias aéreas com controle cervical; B - (Breathing) – respiração; C - (Circulation) - circulação com controle hemorragia; Avaliação Pontuação 1. Abertura ocular Espontânea 4 pontos Por Estimulo Verbal 3 pontos Por Estimulo A Dor 2 pontos Sem Resposta 1 ponto 2. Resposta verbal Orientado 5 pontos Confuso (Mas ainda responde) 4 pontos Resposta Inapropriada 3 pontos Sons Incompreensíveis 2 pontos Sem Resposta 1 ponto 3. Resposta motora Obedece Ordens 6 pontos Localiza Dor 5 pontos Reage a dor mas não localiza 4 pontos Flexão anormal – Decorticação 3 pontos Extensão anormal - Decerebração 2 pontos Sem Resposta 1 ponto
  30. 30. 66 D - (Disability) - estado neurológico; E - Exposição. Imobilizar e transportar ao hospital. Observa-se que o manejo de emergência varia de acordo com o tipo da contingência (desabamento, incêndio, explosão, acidentes, inundação, seqüestro, etc.). Inicialmente, vimos ações voltadas à equipe de segurança vigilância patrimonial e/ou pessoal; na seqüência, aprendemos sobre ações cabíveis ao Posto de Comando e equipe de socorristas (médicos, para-médicos, enfermeiros e socorristas em geral); mais adiante, veremos ações direcionadas ao gerenciamento de uma contingência como seqüestro “gerenciamento de crises”; agora, portando, vamos ver as fases do manejo de emergência direcionado a uma situação de incêndio: 1. Alarme ou comunicação do incêndio; 2. Mobilização das equipes de combate a incêndio “brigada de incêndio ou corpo de bombeiros”; 3. Reconhecimento (identificação do tipo de incêndio; decisão dos equipamentos e táticas a serem empregadas na operação de extinção); 4. Emprego das táticas do combate ao incêndio segundo os princípios: do salvamento; da segurança; do isolamento; do reposicionamento; de eliminar o maior risco; da ventilação ou entrada; do confinamento; do menor dano.
  31. 31. 67 5. Rescaldo – consiste na detecção e extinção de focos ocultos; proteção e preservação do local sinistrado, isolamento das condições perigosas da edificação; remoção de escombros; execução da limpeza do local sinistrado e dos objetos não queimados; inspeção final; 6. Reorganização, limpeza e guarda dos equipamentos; 7. Discussão sobre a operação (causas, prevenção, falhas, táticas empregadas, etc.) 2.5 - GERENCIAMENTO DE CRISES Podemos dizer que gerenciamento de crises é o ato de comandar, controlar, administrar um evento crítico (catástrofe, sinistro, acidente, emergência, crime em andamento, crise, etc.). Este evento crítico ou crise pode se apresentar de diversas maneiras, como vimos em análise de riscos, aplicação dos métodos, pode ser ameaça de bomba, desmoronamento, enchentes, explosões, extorsões, incêndio, roubo, seqüestro, tempestades, terrorismo, etc. É um processo racional e analítico de resolver problemas baseado em probabilidades. Trata-se de uma ciência que deve lidar, sob uma tremenda compressão de tempo, com os mais complexos problemas sociais, econômicos, políticos, ideológicos e psicológicos da humanidade, nos momentos mais perigosos de sua evolução, isto é, quando eles se manifestam em termos destrutivos. Segundo a Academia Nacional do FBI/USA, gerenciamento de crises é o processo de identificar, obter e aplicar os recursos necessários à antecipação, prevenção e resolução de uma crise.
  32. 32. 68 Todas as organizações devem ter alguém capaz de gerenciar uma crise, pois a crise não é seletiva, ou seja, todas as organizações estão sujeitas a ela. Exemplos de crises no Brasil e no mundo: Rio de Janeiro, Jardim botânico, 12/06/2000, seqüestrador faz os passageiros do ônibus linha 174 de refém, o resultado de uma operação policial mal sucedida traz como conseqüência a morte de uma refém e do seqüestrador. Rebelião na Casa de Custódia de Benfica, Rio de Janeiro, 29 À 31/05/2004, termina com 1 agente penitenciário e 30 presos mortos + 15 feridos Rebelião na prisão do Carandiru, São Paulo, 02/10/1992, termina com 111 detentos mortos.
  33. 33. 69 Atentado terrorista em Oklahoma – EUA, 19/04/1995, 168 mortos. 2.5.1 - OBJETIVOS 1 - Preservar Vidas Reféns Cidadãos Policiais Causadores da Crise 2 - Aplicar a lei Estes objetivos estão rigorosamente em ordem axiológica, ou seja, para os responsáveis pelo gerenciamento de crises, a preservação da vida deve estar acima da própria aplicação da lei. Dentre as vidas a serem preservadas, as das pessoas inocentes têm absoluta prioridade. A aplicação da lei pode ser retardada, ao passo que as perdas de vidas são irreversíveis.
  34. 34. 70 Durante a intervenção em uma crise, além de visar à proteção da vida, deve-se objetivar a proteção da propriedade durante a confrontação com seus autores. Quando se tratar de eventos de natureza policial, deverão ser acionados de imediato os órgãos competentes, pois, entre outros motivos, eles têm os recursos humanos e materiais necessários para fazer frentes a estas situações. 2.5.2 - CONCEITO DE CRISE O dicionário Aurélio define crise de diversas maneiras, podendo ser: uma manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio; fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos ou das idéias; momento perigoso ou decisivo; tensão, conflito; catástrofe, etc. Na área de segurança pública, crise ficou denominada como sendo um evento ou situação crucial que exige uma resposta especial da polícia, a fim de melhor assegurar uma solução aceitável. (FBI/NA) 2.5.3 - CARACTERÍSTICAS Uma crise apresenta como características: A. Compressão de tempo (urgência de resposta ao evento); B. Ameaça de vida ou a interesses de alta prioridade; C. Necessidade de postura organizacional não-rotineira e planejamento especial com capacidade de flexibilização; D. Imprevisibilidade, podendo haver surpresas no processo decisório;
  35. 35. 71 E. Requer muitos recursos (materiais e humanos); F. Evento de baixa probabilidade; mas de graves conseqüências; G. Necessidade de acompanhamento detalhado; H. Possibilidade de uso de força necessária. Cada crise apresenta características únicas, exigindo soluções individualizadas. 2.5.4 - POR QUE O GERENCIAMENTO DE CRISES EXIGE ESTUDOS E TREINAMENTOS ESPECIAIS? Primeiramente, porque se trata de uma tarefa complexa de resolução de problemas, onde envolve pelo menos três níveis básicos de gerenciamento: Decisório (político); De coordenação (estratégico); De Resposta (tático). Além disso, as características da crise causam stress; o stress reduz a capacidade de desempenho; e os resultados da incompetência profissional podem ser imediatos. “AS CONSEQÜÊNCIAS DE UMA RESPOSTA MAL PREPARADA OU ILEGAL PODEM SER PIORES DO QUE A PRÓPRIA CRISE” (FBI/NA)
  36. 36. 72 2.5.5 - CLASSIFICAÇÃO DOS GRAUS DE RISCO OU AMEAÇA E NÍVEIS DE RESPOSTA (FBI) NÍVEIS DE RISCO: Nível I - Alto Risco - agressor sozinho, armado, sem reféns; Nível II -Altíssimo Risco - dois ou mais agressores, armados, com reféns; Nível III - Risco Extraordinário - agressores fortemente armados, com grande número de reféns (seqüestro de aeronaves por terroristas); Nível IV - Risco Exótico - ameaça de destruição em massa ou grande número de baixas (vírus, material radioativo, veneno, etc.) NÍVEIS DE RESPOSTA Nível I - A crise pode ser debelada com recursos locais; Nível II - A solução exige recursos locais especializados (Equipe Tática) Nível III - A solução exige recursos locais especializados e recursos do QG; Nível IV - requer o emprego dos recursos do Nível III e recursos exógenos. 2.5.6 - FONTES DE INFORMAÇÃO NOS EVENTOS CRÍTICOS Reféns libertados/escapados Negociadores Franco atiradores Vigilância técnica Investigações Documentos Mídia Exploração tática
  37. 37. 73 2.5.7 - CRITÉRIOS DE AÇÃO Necessidade; Validade do Risco, justificada quando a probabilidade de redução da ameaça exercer os perigos a serem enfrentados e a continuidade do STATUS; Aceitabilidade (legal, moral e ética). 2.5.8 - ELEMENTOS OPERACIONAIS ESSENCIAIS Componentes Logísticos: negociadores; táticos; técnicos; investigativos; de apoio; de patrulha; gerenciais; SWAT (Grupo de Operações Especiais); informações. Um sistema eficaz não pode restringir-se ao uso da força. Em relação ao componente gerencial, espera-se que o administrador da crise tenha: Capacidade de coletar informações oportunas; Um grupo organizado de administração de incidentes, inclusive com elementos de reação; Comando, controle e procedimentos de coordenação; Capacidade de negociação; Plano de Operação Padronizado.
  38. 38. 74 2.5.9 - CAPACIDADE DE RESPOSTA ESPECIAL Uma organização de resposta constituída por administradores públicos e da polícia especialmente treinados na tomada de decisões em situação de crise. Equipes de resposta tática treinadas para intervenção em situações de alto risco. Negociadores capazes de se comunicarem com os perpetradores e ganharem sua confiança. Pessoal capaz de neutralizar dispositivos explosivos e descartar materiais explosivos. 2.5.10 - COMPONENTES TÁTICOS DE UMA “SWAT” Atacantes (Assaulters) Franco-atiradores (Snipers) 2.5.11 - FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS Unidade paramilitar ou militar de pequeno porte ( 5 a 10 homens); Hierarquia, disciplina e lealdade; Voluntariado; Treinamento constante; Dedicação exclusiva; Compromisso de matar.
  39. 39. 75 2.5.12 - FUNDAMENTOS ÉTICOS Responsabilidade coletiva; Fidelidade aos objetivos doutrinários; Voluntariado; Dever de silêncio. 2.5.13 - FASES DA CONFRONTAÇÃO A fase de confrontação se subdivide em outras quatro fases: Pré-confrontação (preparo e prevenção); Resposta Imediata; Planejamento Específico; e, Resolução. 2.5.13.1 - Fase I - Pré-confrontação A pré-confrontação abrange todas as atividades e preparativos anteriores à crise. Os principais elementos são estão relacionados ao treinamento, antecipação e prevenção. O treinamento, realizado através de ensaios, exercícios simulados e reciclagem, aumenta a chance de sucesso. A antecipação é a identificação de situações específicas que apresentem potencial de crise e a subseqüente adoção de contramedidas que visem a neutralizar, conter ou abortar tais processos. Esta antecipação é um planejamento de contingência (ou plano de segurança) que proporciona fórmulas padronizadas (POP – Procedimentos Operacionais Padrão) aplicáveis aos problemas encontrados ou previstos neste planejamento.
  40. 40. 76 A prevenção é o trabalho genérico realizado com o objetivo de evitar ou dificultar a ocorrência de um evento crítico ainda não identificado, mas que se apresenta de uma forma puramente potencial (raios-X, detector de metais, busca pessoal, orientação ao público). 2.5.13.2 - Fase II - Ação imediata As ações básicas da Ação Imediata objetivam: Conter a ameaça; Isolar o ponto crítico, estabelecendo os perímetros táticos; Iniciar as negociações. Conforme a natureza da ocorrência, faz-se necessário: Instalar o Posto de Comando (PC) e o Posto de Comando Tático (PCT); Elaborar e produzir um esboço ou diagrama da área crítica; Assumir as posições táticas (SWAT). A contenção e isolamento da ameaça se devem ao fato de que uma situação estacionária é mais fácil de ser administrada. Conter - significa evitar que se alastre, aumentando o número de reféns, conquistando posições mais seguras, tendo acesso aos meios de comunicação e suprimentos Isolar significa restringir-se qualquer contato com o mundo exterior, a não ser por intermédio da polícia. Este isolamento tem proporções físicas e psicológicas. Físico porque visa impedir o acesso de pessoas estranhas ao local e também pode implicar no impedimento da entrada de alimento, água, eletricidade, etc.; psicológico porque objetiva deixar os causadores da crise isolados de uma forma a criar uma relação de dependência em relação ao gerenciador da crise. O isolamento é definido por PERÍMETROS TÁTICOS, que é dividido em dois ou três níveis. 1º perímetro – interno; 2º perímetro – externo; 3º perímetro.
  41. 41. 77 No perímetro interno, também denominado de zona estéril, somente permanecem os bandidos, os reféns (se houver) e os policiais designados (equipe tática). No perímetro externo, também denominado de zona tampão, ficam instalados o Posto de Comando (PC) e o Posto de Comando Tático (PCT); equipe logística e equipe de negociação. No terceiro perímetro permanecem autoridades, equipe de apoio operacional, assessoria de imprensa, ambulâncias (equipe médica), Departamento de Trânsito, policiais designados (geralmente a polícia preventiva ostensiva). Ilustração dos perímetros:
  42. 42. 78 Após a contenção da ameaça e isolamento do ponto crítico, deve-se iniciar de imediato as negociações. NEGOCIAÇÃO é o ato de negociar, ajustar, conciliar, harmonizar, pacificar, entrar em acordo com determinada pessoa sobre uma situação específica. Em gerenciamento de crise, a negociação visa de imediato à rendição pacífica dos infratores; liberação do refém (se for o caso); prisão do infrator e restabelecimento da ordem. Em um prazo mais longo, os objetivos são: ganhar tempo, abrandar as exigências, colher informações, prover um suporte tático. Embora muitas pessoas tenham qualidades para ser um negociador; em todas as ocorrências de natureza policial, o negociador deverá ser um policial. Este, também deverá ter outras qualidades, como autoconfiança; autocontrole; comunicabilidade; conhecimento da doutrina de gerenciamento de crises; disciplina; espírito de equipe; maleabilidade; paciência; perspicácia; persuasão; respeitabilidade e confiabilidade;e finalmente, não pode ter poder de decisão. A negociação deve ser estabelecida o mais rápido possível, se for iniciada por pessoa não habilitada, deverá ser avaliada a viabilidade de sua substituição por policial especializado em negociação. O objetivo principal do negociador é preservar vidas e evitar o uso da força, mas, desde o início de sua ação, devem ser tomadas as providências para uma eventual ação tática (uso de força necessária). Estas, apóiam o negociador, mas não dependem dele. Uma das providências básicas é a coleta de informações. As informações podem ser obtidas através de diálogos, introdução de equipamentos de filmagens e escuta, fotografias, coleta de objetos contendo impressões digitais dos autores,aproximação do evento crítico, soltura de reféns, expectantes que tenham conhecimento das instalações prediais ou vizinhos, etc. Em relação às informações, deverá ser identificado no mínimo: Qual é a natureza da ação hostil? Quantidade de criminosos, quem está na liderança, motivação, animosidade (predisposição para rendição);
  43. 43. 79 Tipo e quantidade de armamento (poder ofensivo); Quantidade de reféns e seu estado de saúde; Características das instalações prediais; localização dos reféns e dos criminosos dentro das instalações; se há algum tipo de armadilha no local; etc. PRINCIPAIS REGRAS DE NEGOCIAÇÃO: 1. Estabilizar e conter a situação; 2. Escolher o melhor momento para estabelecer o contato; 3. Identificar-se como negociador; 4. Estabelecer código de reconhecimento; 5. Falar pouco; 6. Deixar o agressor falar a vontade; 7. Não oferecer nem sugerir algo ao agressor; 8. Nunca ameaçar o agressor; 9. Procurar ganhar tempo; 10.Só prometer o que tiver condições de cumprir; 11.Abrandar as exigências e nunca ignorá-las; 12.Atender pequenas exigências; 13.Não fornecer armas, munições, drogas ou bebidas alcoólicas; 14.Ser leal; não aplicar truques; desconfiar sempre; 15.Estimular a rendição; 16.Garantir a integridade física do agressor; 17.Evitar palavras como “não”; reféns; problema; 18.Não estabelecer nem aceitar prazos fatais; 19.Não sugerir alternativas; 20.Evitar envolver pessoas não-policiais no processo de negociação; 21.Não permitir troca de refém;
  44. 44. 80 22.Evitar negociar cara a cara; 23.Desenvolver a síndrome de Estocolmo no agressor (condição onde o agressor passa a ter afeição, respeito, consideração e dependência psicológica em relação ao negociador; tudo, em razão do tempo e da metodologia do relacionamento adotado); 24.Jamais revelar decisões táticas (uso da força necessária). 2.5.13.3 - Fase III - Planejamento A fase de planejamento se inicia com a estabilização do evento crítico e chegada dos recursos necessários para a solução. O planejamento é desenvolvido a partir da análise de informações. O ponto de partida é a análise do relatório da ameaça. Este relatório deve conter todo o histórico do evento: Tipo de ameaça; data, local e horário de iniciou; previsão de término; Possível alvo ou vítimas e sua localização atual; Danos causados até o momento; Causadores do evento, potencial destrutivo e localização atual; Ações já adotadas até o momento; Recursos disponíveis; Responsáveis pelo evento. A partir destas informações, o gerenciador do evento crítico passará a levantar em profundidade os elementos essenciais de inteligência para uma possível ação tática: Em relação ao local do incidente: observação; tipo de construção; campos de fogo; medidas de cobertura e encobrimento dos policiais e suspeitos; obstáculos; rotas de aproximação e de entrada, etc.
  45. 45. 81 Em relação aos suspeitos: número; características pessoais; motivações; propensão à violência e antecedentes. Em relação às armas: número; tipo e nível de sofisticação. Em relação ao refém (se houver): número; características pessoais; localização; estado de saúde; importância É recomendável elaborar o planejamento por seguimentação, neste sentido, poderá ser elaborado o Plano de Negociações; Plano de Assalto (de emergência “provocado pelos criminosos”; deliberado “iniciado pela polícia”); Planos de contingências. Os planos devem ser elaborados e atualizados constantemente; devem ser flexíveis, adequando-se às situações e passíveis de simulações anteriores. 2.5.13.4 - Fase IV- Intervenção / Resolução Esgotadas todas as estratégias de negociação para resolver o conflito pacificamente, o gerenciador da crise terá que escolher a melhor opção de solução para a crise. As opções sugeridas são: Neutralização do agressor por meio do atirador de elite “snipers”; Emprego do grupo tático por meio do assalto direto. Neste assalto poderão ser utilizados armas não letais ou menos-que-letal (agentes químicos) e/ou armas letais. Os princípios da intervenção estão relacionados à: surpresa; velocidade; ação agressiva e desvio das atenções. A ordem de intervenção deverá ser baixada pelo responsável, no local da operação e dependerá das avaliações feitas pelo negociador e pelo responsável pela unidade tática. O assalto deve ser dirigido pessoalmente pelo responsável pela unidade tática que deverá ter o controle exclusivo do perímetro interno, evitando intervenções na fase mais crítica da operação.
  46. 46. 82 2.5.14 – ERROS COMUNS DE GERENCIAMENTO Supor que o elemento não matará os reféns; deixar de considerar mais de uma opção tática ou estratégica; falha de antecipação; falta de treinamento em gerenciamento superior; falha na escolha de liderança; insegurança sob stress; falha em apoiar a negociação ou em usar a inteligência da negociação. 2.6 - PROCEDIMENTOS EMERGENCIAIS Agir de forma segura (que não coloque vidas em risco), decidida (com certeza de que sua ação é correta, legítima e necessária) e segura (com certeza que não trará riscos adicionais para as vidas presentes e para o patrimônio); PEDIR SOCORRO DE EQUIPES OU PESSOAS ESPECIALIZADAS. Manter a calma e a tranqüilidade no ambiente, ou seja, desencadear atitudes para evitar pânico e tumulto; Empregar esforços no sentido de proteger as vidas presentes (aplicação das técnicas de abandono de área, primeiros socorros, combate a incêndio, orientações de procedimentos seguros, etc.), proteger o patrimônio (memorização dos dados sobre as pessoas, métodos e equipamentos utilizados na ação criminosa – reação depois de observado o primeiro item e a política de segurança da empresa) capturar os criminosos (acionamento dos alarmes, da polícia ou de reforços para a segurança); Cooperar com os serviços de segurança do trabalho, médicos, bombeiros, brigadistas e autoridades civis e militares nos casos de emergência; Utilizar o escalonamento da força para resolver quaisquer tipos de problemas.
  47. 47. 83 EXEMPLOS DE FLUXOGRAMAS DE PROCEDIMENTOS EMERGENCIAIS: Acionar ambulância; transportar a vítima para hospital sim Vítima precisa de hospital? não Retorna ao trabalho. Preenchimento de relatórios Acompanhamento da vítima. Preenchimento de relatórios. Atendimento pré-hospitalar Abandono de área, se necessário Emprego das táticas do combate ao incêndio Decisão quanto à evacuação do prédio (parcial ou total) Operação rescaldo Reorganização, limpeza e guarda dos equipamentos Discussão sobre a operação Preenchimento de relatórios. Acionamento da seguradora não CONTINGÊNCIA: INCÊNDIO Funcionário percebe incêndio; se for foco de incêndio, eliminá-lo. Ao contrário, acionar botoeira de alarme que sinalizará painel na Central de Segurança, que aciona a BRIGADA DE INCÊNDIO. Se necessário, líder da Brigada determina acionamento do Corpo de Bombeiros, telefone 192. Brigada se reúne no ponto de encontro. RECONHECIMENTO Líder da Brigada determina acionamento do serviço médico especializado: Ramal 9192. Resgatar a vítima, se necessário sim Vítima(s)?
  48. 48. 84 EXEMPLOS DE FLUXOGRAMAS SIMPLIFICADOS: FLUXOGRAMA EM CASO DE ROUBO (Art. 157 CP) SSI = Serviço de Segurança Institucional INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado • Não reagir, salvo se tiver 100% de certeza de êxito. Se houver reação, prender criminoso, encaminhá-lo a Polícia, registrar queixa e ocorrência e finalizar informando a Direção do SSI; • Manter a calma e atender aos pedidos dos meliantes; • Memorizar as características pessoais dos meliantes e dos meios utilizados na ação criminosa. IMEDIATAMENTE APÓS A OCORRÊNCIA: • Reforçar a segurança; • Retirar o Protegido do local (nos casos de segurança pessoal); • Priorizar a segurança pessoal do Protegido e não a recuperação do bem; • Nunca correr atrás de bandido. FIM INICIAR INVESTIGAÇÃO BÁSICA: • Isolar o local, filmar ou fotografar, se necessário; • Colher provas e indícios do crime; • Arrolar testemunhas. • Registrar queixa na delegacia especializada, passando-lhes todas as informações obtidas até o momento; • Reavaliar medidas de segurança preventivas; • Fazer relatório do fato e comunicar Direção do SSI.
  49. 49. 85 FLUXOGRAMA EM CASO DE FURTO (155 CP) SSI = Serviço de Segurança Institucional • Reforçar a segurança; • Retirar o Protegido do local (nos casos de segurança pessoal); • Priorizar a segurança pessoal do Protegido e não a recuperação do bem; • Só abordar o delinqüente em caso de flagrante delito. Nunca correr atrás de bandido; • Em caso de prisão do delinqüente, encaminhá-lo a Polícia especializada, registrar a queixa, recuperar produto de furto, fazer relatório e finalizar com a comunicação do fato a Direção do SSI. Caso contrário, prossegue-se conforme abaixo: • INICIAR INVESTIGAÇÃO BÁSICA • Isolar o local, filmar ou fotografar, se necessário; • Colher provas e indícios do crime; • Arrolar testemunhas; • Proceder com o reconhecimento de pessoas e objetos. Criminoso localizado? SIM NÃO • Acionar a Polícia, solicitar prisão do criminoso; • Registrar queixa na delegacia especializada; • Recuperar o produto do furto; • Fazer relatório do fato e comunicar Direção do SSI. • Registrar queixa na delegacia especializada, passando-lhes todas as informações obtidas até o momento; • Fazer relatório do fato e comunicar Direção do SSI. FIMFIM INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado
  50. 50. 86 Fluxograma em caso de EMBRIAGUEZ (62 LCP) FIM •••• Preservar a integridade física do ébrio, que deve ser colocado em lugar seguro; •••• Não permitir que seja submetido a situações vexatórias; •••• Não permitir que o ébrio promova desordens ou coloque em risco a integridade física das pessoas ou do patrimônio; •••• Encaminhá-lo ao Serviço Social ou se for o caso, ao pronto socorro, solicitando o concurso de amigos e familiares; •••• Em último caso (se a ocorrência caminhar para vandalismo, perturbação da ordem, agressões, desacato) acionar a Polícia Militar, encaminhar o ébrio a Delegacia, registrar queixa de todos os crimes e contravenções praticadas; •••• Orientar os familiares quanto ao possível tratamento médico especializado que objetiva a recuperação; •••• Registrar ocorrência. •••• Tratar o ébrio com respeito e dignidade, na condição de ser humano; •••• Informá-lo sobre a proibição de sua permanência no local; •••• Pedir-lhe para se retirar do local. FIM • Observar se o ébrio não pretende sabotar (vandalismo) • Registrar ocorrência. Pedido atendido? SIM NÃO INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado
  51. 51. 87 Fluxograma em Ocorrências com ENTORPECENTES OU DEPENDENTES QUÍMICOS FIM Ao constatar pessoa portando ou ingerindo drogas proibidas nas dependências da Empresa, pode-se: • Orientá-lo quanto à contravenção, conseqüências, entidades de apoio, tratamentos; registrar seus dados, pedir para cessar a prática e dispensá-lo; • Encaminhá-lo à Polícia Militar, salvo se for funcionário da empresa. Neste caso levar ao conhecimento da Administração de Segurança. • • Quando se tratar de pessoas dopadas (terceiros), agir como indicado no FLUXOGRAMA DE EMBRAGUEZ; • Caso seja funcionário, acionar o Serviço de Assistência Social ou Setor Médico. Após entrega a estes setores, basta registrar o fato e finalizar a ocorrência. • Em caso de tráfico de drogas será efetuado a prisão em flagrante e encaminhado a Polícia Militar. • Registrar ocorrência. INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado
  52. 52. 88 Fluxograma em caso de mendicância (Art. 60 lcp) SSI = Serviço de Segurança Institucional FIM • Encaminhá-lo aos órgãos assistenciais para apoio imediato e socorro nos casos de embriaguez, fome ou frio; • Procurar saber de seus familiares e tentar a sua localização, colocando-se à disposição para apoio e orientação; •••• Em último caso (se a ocorrência caminhar para vandalismo, perturbação da ordem, agressões, desacato) acionar a Polícia Militar, encaminhar o ébrio a Delegacia, registrar queixa de todos os crimes e contravenções praticadas; • Fazer relatório e comunicar SSI. •••• Tratar os mendigos com respeito e dignidade, na condição de ser humano; •••• Informá-lo sobre a proibição de mendicância no local; •••• Pedir para o mendigo se retirar do local. FIM • Observar se o mendigo não pretende sabotar (vandalismo) • Registrar ocorrência. Pedido atendido? SIM NÃO INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado
  53. 53. 89 Fluxograma em caso de ENTRADA NÃO PERMITIDA • Verifica procedência; • Aborda a pessoa; • Avalia a situação; • Presta as orientações necessárias; • Encaminha a pessoa para cumprimento das determinações prescritas no Controle de acesso de pessoas, mercadorias e veículos. FIM Entrada autorizada? SIM Retira o intruso Registra a ocorrência NÃO Libera a entrada INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado
  54. 54. 90 Fluxograma em caso de EMERGÊNCIA MÉDICA (135 cp OMISSÃO DE SOCORRO) INÍCIO Aciona Central de Segurança, Ramal 7777Encontrado Não encontrado Aciona telefonista 1º Aciona Setor Médico; 2º Aciona líder da Brigada de Incêndio; 3º Aciona Comitê de Segurança. • Pede auxílio, se necessário (SIATE, OUTROS SETORES...) • Presta os primeiros socorros zelando pela segurança própria e da vítima Necessário encaminhamento para hospital? NÃO SIM • Transporta a vítima para o Hospital; • Acompanha a vítima; • Comunica a família, Setor de Assistência Social ou Psicologia, se necessário. FIM • Vítima recebe recomendações do Setor Médico. • Registra-se a ocorrência e dá ciência ao SESMT; • SESMT executa investigação da emergência, adota medidas de segurança necessárias para evitar outras ocorrências.
  55. 55. 91 EMERGÊNCIA MÉDICA - OBSERVAÇÕES RECOMENDAÇÕES GERAIS: • Peça socorro, não coloque a vida da vítima em risco querendo fazer tudo sozinho; • Ligue para o Corpo de Bombeiro/SIATE, telefone 190 ou 193 (de acordo com região). Informar: O que aconteceu? (acidente de trânsito, incêndio, queda, desmaio...) Número de vítimas? Qual é o estado da(s) vítima(s)? (consciente, inconsciente, com hemorragia, com pulsação e respiração normal ou ausente); Local da ocorrência (via pública ou residência), rua, número exato ou próximo, bairro, proximidade “ponto de referência”; Situação da administração dos primeiros socorros. • Tenha muita calma; • Evite contato direto com os ferimentos; • Evite aglomerações ao redor do socorrido; • Tranqüilize o socorrido, ganhe sua confiança; • PRIORIZE O ATENDIMENTO, “ABC”; • Nunca remova a vítima, salvo por motivo de força maior. FIM QUANTO AO LOCAL, DEVE-SE AVALIAR: • A segurança perimetral – Há risco para o socorrido ou para você (socorrista)? Os riscos poderão ser incêndio, explosões, desabamentos, acidentes, ataques dos agressores do socorrido, etc. • Há possibilidade de auxílio/ajuda de terceiros, seja para acionar as autoridades ou para ajudar nos primeiros socorros (isolar e sinalizar o local, dispersar curiosos, remover ou assistir a vítima, controlar o tráfego, providenciar material adequado ao socorro, anotar dados das vítimas, etc). QUANTO ÀS VÍTIMAS, IDENTIFICAR: • Quais estão em estado grave e correm “mais” risco de vida (iminente perigo “acidentes”, paradas circulatórias/respiratórias, hemorragias”); • Quais estão conscientes ou inconscientes; • Tratar as vítimas com ausência de respiração e/ou circulação; • Tratar as hemorragias graves.
  56. 56. 92 Fluxograma em caso de ATENTADO E SABOTAGEM (ART. 202 CP) FIM • Delibera sobre a evacuação, parcial ou total; • Verifica os riscos para manter a normalidade no processo de trabalho; • Comunica a Administração de Segurança; • Sana a ocorrência desencadeando as medidas de segurança cabíveis; • Aciona Polícia Especializada. Presta o apoio necessário; • Inspeciona o sistema de segurança e adota ações que impeçam novas ocorrências. Registra a ocorrência • Reforça a segurança; • Investiga e analisa probabilidades. Executa varredura minuciosa Nada consta, Nada achado. Observação ininterrupta por 120 dias Encontrado artefato, criminoso ou indício de sabotagem Aciona Polícia Especializada. Presta o apoio necessário. Faz relatório DETECÇÃO Aciona comitê de Segurança R. 1111, 9999. Aciona telefonista Verifica procedência VERDADEIROFALSO Avalia grau de risco • Baixo • Médio • Alto
  57. 57. 93 Fluxograma em caso de LESÕES CORPORAIS (Art. 129 CP) SSI = Serviço de Segurança Institucional FIM Conflito resolvido? SIM Registra a ocorrência NÃO • Providenciar socorro imediato à vítima – prestar primeiros socorros, retirá-la do local, encaminhá-la ao hospital ou ao Setor Médico, acionar ambulância ou unidade de resgate nos casos de maior gravidade; • Designar um elemento para assistir a vítima - fazer contatos com empresa ou familiares da vítima, se for o caso; orientar a vítima e seus familiares quanto à importância do exame de corpo de delito para a caracterização da lesão. • Restabelecer a ordem no local de forma pacífica, utilizando o escalonamento da força, se necessário; • Anotar e verificar veracidade de todos dados do agressor. • Deter o agressor, se for o caso; • Acionar a Polícia Militar, se for o caso; • Auxiliar a Polícia no que for preciso, prestar esclarecimentos na Delegacia, se necessário; • Registrar a ocorrência e relatar o fato a Direção do SSI. FIM INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado
  58. 58. 94 FLUXOGRAMA EM CASO DE UTILIZAÇÃO DA FORÇA NECESSÁRIA A ser empregada pelos Agentes de Segurança ou Vigilância) (Art. 284 e 292 CPP, 322 CP) CONTINUA Análise da ocorrência. Detectar se há infração, delito ou crime, que resulte em risco de vida ou dano para o patrimônio. No atendimento à ocorrência, a prioridade de proteção obedecerá à seguinte ordem: • Salvaguarda do Protegido (Autoridade ou VIP que recebe a proteção); • Salvaguarda do público em geral (terceiros, transeuntes, população fixa); • Salvaguarda do Protetor (Agente de Segurança/Vigilância); • Salvaguarda do Patrimônio Público (móveis e imóveis); • Salvaguarda do delinqüente. PARA UTILIZAR A FORÇA HÁ PRINCÍPIOS: • Deve tentar recorrer-se em primeiro lugar a meios não violentos. • A força deverá ser utilizada apenas quando estritamente necessário. • A força deverá ser utilizada apenas para fins lícitos de aplicação da lei. • Não serão admitidas quaisquer exceções ou desculpas para a utilização ilícita da força. • A utilização da força deverá ser sempre proporcional aos objetivos lícitos prosseguidos. • A força deverá ser sempre utilizada com moderação. • Os danos e as lesões deverão ser reduzidos ao mínimo. INÍCIO 1º - Aciona Setor de Vigilância; 2º -Aciona Comitê de Segurança. Acionar Central de Segurança Encontrado Não encontrado
  59. 59. 95 CONTINUAÇÃO: CONTINUA SSI = Serviço de Segurança Institucional Utilizar a força como recurso secundário, obedecendo aos princípios da necessidade, da legalidade, da proporcionalidade, da razoabilidade e dentro do escalonamento de força que segue: 1. Evacuação de área – retirada do Protegido do local onde está havendo ou poderá ocorrer algum distúrbio (em caso de segurança pessoal); 2. Postura ostensiva – adoção de postura e atitudes de segurança ostensiva que desestimule o conflito. 3. Interação verbal – resolver o conflito pacificamente utilizando-se de persuasão/convencimento do infrator. 4. Interação de contato – utilizar moderadamente o corpo e a força necessária para reduzir o poder de agressão do delinqüente. FIMConflito resolvido? SIM • Registra a ocorrência; • Informa Direção do SSI. NÃO FIMConflito resolvido? SIM • Registra a ocorrência; • Informa Direção do SSI. NÃO FIMConflito resolvido? SIM • Registra a ocorrência; • Informa Direção do SSI. NÃO 5. Interação de contato por mais de um agente – unir-se, conquistar apoio para dominar o delinqüente e reduzir seu poder ofensivo (acionar reforço policial, se necessário). FIMConflito resolvido? SIM • Registra a ocorrência; • Informa Direção do SSI. NÃO
  60. 60. 96 CONTINUAÇÃO: SSI = Serviço de Segurança Institucional 6. Controle físico – utilizando o corpo e dispositivos de segurança moderados, como corda, algema, bastão, gás, etc. para dominar o delinqüente e reduzir seu poder ofensivo. 7. Controle físico com meios materiais – utilizando quaisquer tipos de forças não letais, disponíveis no momento (objetos em geral) para conter o agressor. FIMConflito resolvido? SIM • Registra a ocorrência; • Informa Direção do SSI. NÃO FIMConflito resolvido? SIM • Registra a ocorrência; • Informa Direção do SSI. NÃO 8. Utilização de armas de fogo – Só será permitida em caso de legítima defesa própria ou do Protegido contra um perigo iminente de morte ou lesões físicas graves e caso as medidas menos extremas se revelem insuficientes. É proibida a utilização intencional de armas de fogo com conseqüências fatais, a menos que absolutamente inevitável a fim de salvar uma vida. • Antes de utilizar uma arma de fogo, o Agente de Proteção deverá identificar-se e advertir claramente da sua intenção de utilizar a arma em questão. Deverá ser dado tempo suficiente para que o delinqüente se conforme com a advertência, a menos que tal se mostre susceptível de resultar na morte ou em lesões físicas graves do agente ou de terceiros, ou claramente inútil ou inadequado, dadas as circunstâncias. Após o uso legítimo da força ou de armas de fogo: • Prestar assistência médica a qualquer pessoa ferida ou afetada no mais curto espaço de tempo; • Assegurar-se de que a autoridade competente e os familiares ou amigos das pessoas feridas ou afetadas sejam avisados do incidente; • Registrar a ocorrência; • Informar Direção do SSI. FIM
  61. 61. 97 Fluxograma em caso de OCORRÊNCIAS DIVERSAS (Orientações gerais para os casos em que não há diretrizes contingenciais) SSI = Serviço de Segurança Institucional TENTA-SE RESOLVER A OCORRÊNCIA OBEDECENDO AOS CRITÉRIOS QUE SEGUEM: • Agir com justiça, observar as Leis, os Diretos Humanos, a política e os princípios de segurança neste Regional; • Priorizar a segurança: 1 – Proteção da Autoridade/VIP que está recebendo a proteção; 2 – Proteção do público em geral; 3 - Proteção do Agente de Segurança; 4 – Proteção do patrimônio público; 5 – Proteção do agressor. • Procurar amparar e orientar as vítimas, sem envolver-se na ocorrência; • Procurar orientar vítimas e seus familiares sobre seus direitos e deveres, preservando sua privacidade; • Agir com cautela e bom senso, adequando o seu procedimento aos exigidos pela ocorrência; • Ser o mais atencioso e prestativo possível, dando um tratamento humano, respeitoso, educado e eficaz às pessoas, jamais as deixando sem resposta ou auxílio diante de problemas apresentados; • Comunicar o SSI o mais breve possível; • Casos omissos serão resolvidos junto a Direção do SSI. FIM FIM Pessoa do Comitê que foi localizada assume o comando da ocorrência. Aciona o socorro necessário, pede auxílio para quem ligou, se for preciso. RESOLVE A OCORRÊNCIA. DETECÇÃO DA CRISE Detector da crise aciona Comitê de Segurança Contingencial - diretamente ou via Telefonista. Encontrado SIM NÃO
  62. 62. 98 BIBLIOGRAFIA: ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO/IEC17799: Tecnologia da informação – Código de prática para a gestão da segurança da informação. Rio de Janeiro: 2001. 56 p. AGUIAR, Laís Alencar de. METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE RISCOS: APP & HAZOP. Rio de Janeiro: 2001. ATLAS, Manuais de Legislação. Segurança e Medicina do Trabalho: Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977; Normas Regulamentadoras (NR) aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978; Normas Regulamentadoras Rurais (NRR) aprovadas pela Portaria nº. 3.067, de 12 de abril de 1988; Índices remissivos. São Paulo: Editora Atlas S/A, 2001. BRASILIANO, Antonio Celso Ribeiro. Planejamento da Segurança Empresarial: Metodologia e Implantação. São Paulo: Brasiliano & Associados, Sicurezza, Cia. Artes, 1999. 381 p. DAHER, Carlos Alberto. Defesa Civil: Aspectos Históricos, Doutrinários e Organizacionais de Defesa Civil. Curitiba: Gráfica Orionita, 2002. 115 p. DORECKI, André Cristiano; LIMA, Alexsandro Rodrigo – Manual de Controle de Distúrbios Civis: 2ª Edição – Ampliada. Curitiba: Optagraf, 2006. 72 p. FEPAM, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Roessler – Manual de Análise de Riscos Industriais: Projeto de Manual de Análise. Porto Alegre: FEPAM, 2001.
  63. 63. 99 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Eletrônico Século XXI. Nova Fronteira, 1999. IPONEMA, Luiz. A Fonte de Consulta do Vigilante: 3ª edição. Porto Alegre: Ética Impressora Ltda, 1990. 112 p. IPONEMA, Luiz. Como confeccionar o Plano de Segurança Patrimonial da Empresa: Normas Práticas e Objetivas; 2ª Edição. Porto Alegre: Ética Impressora Ltda., 1995. 96 p. IPONEMA, Luiz. Como Prevenir Delitos na Empresa. Porto Alegre: Ética Impressora Ltda., 1995. 32 p. IPONEMA, Luiz. Normas Gerais para Chefia da Segurança Patrimonial. Porto Alegre: Ética Impressora Ltda., 1994. 136 p. MANDARINI, Marcos. Segurança Corporativa Estratégica: fundamentos. Barueri: Manole, 2005. 336 p. PURIFICAÇÃO, Rui Rota da. Doutrina de Gerenciamento de Crises. Curitiba: Polícia Militar do Paraná, 2005. 35 p. SILVA, Jocemar Pereira da. Segurança Empresarial e Residencial. Curitiba: Torre de Papel, 2004. 88 p. SILVA, Jocemar Pereira da; SOARES, Plácido Ladercio. Organização, Planejamento & Administração de Segurança Empresarial. Curitiba: Grupo Jocemar & Associados – Consultoria e Treinamento de Segurança, 2008. 309 p.
  64. 64. 100 SILVA, Jocemar Pereira da. Gerenciamento de Crises & Técnicas Policiais. Curitiba: Grupo Jocemar & Associados – Consultoria e Treinamento de Segurança, 2008. 185 p. SILVA, Marco Antonio da. Primeiro Interventor. Curitiba: Polícia Militar do Paraná, 2005. Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado; Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; Corpos de Bombeiros do Brasil. Atendimento a Desastres. Manual de Treinamento. São Paulo: Edições do Equador, 2000. 114 p. SPIGNESI, Stephen J. As 100 Maiores Catástrofes da História. Rio de Janeiro: DIFEL, 2005. 496p. THOMÉ, Ricardo Lemos; SALIGNAC, Angelo Oliveira. O Gerenciamento das Situações Policiais Críticas. Curitiba: Genesis, 2001. 192p.

×