Profetas menores parte 1 natalino das neves

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Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves
Na 6ª Escola Bíblica de Obreiros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Almirante Tamandaré, presidida pelo Pr. Samuel Moreira - 29 a 31 de janeiro de 2014.

Veja as partes 2 e 3 também, após serem postados.

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Profetas menores parte 1 natalino das neves

  1. 1. ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS ALMIRANTE TAMANDARÉ PROFETAS MENORES Prof. Ms. Natalino das Neves
  2. 2. www. natalinodasneves. blogspot.com.br
  3. 3. INTRODUÇÃO
  4. 4. INTRODUÇÃO • Profeta menores X grau de importância. • Serão abordados os seguintes assuntos: • A figura do profeta; • O contexto e principais mensagens de cada livro dos profetas menores. • Despertar um senso + crítico da interpretação dos livros. • Aplicação prática do conteúdo estudado.
  5. 5. I – A FIGURA DO PROFETA
  6. 6. JUDAÍSMO CRISTIANISMO TORÁ NOVO TESTAMENTO PENTATEUCO – 67% PENTATEUCO – 32% PROFETAS – 11% PROFETAS 34% RELAÇÃO = 1/6 RELAÇÃO = 1/1
  7. 7. A SOCIEDADE TRIBAL ISRAELITA A ORGANIZAÇÃO MONÁRQUICA • • Baseada nas relações de parentesco; Baseava-se na centralização do poder nas mãos do governante dinástico; • Oposição cidade x campo e minando a solidariedade; • Forte vínculos sociais entres seus membros • Ética javista vai sendo progressivamente substituída pela baalização; • Solidariedade mútua de modo muito rigoroso. • Exploração do camponês; • Denunciam o mau funcionamento das instituições do Estado monárquico .
  8. 8. Sacerdote • Relação do sacerdote com a (adivinhação) (urim e tumim – éfode): profecia • Jz 1:1-2; 20:18-28; • Jz 18:5-6,20 – Éfode e terafim; • 1 Sm 14:36-37 - LXX indica urim e tumim); • 1 Sm 23:9-12; 1 Sm 30:7-8 – Éfode; • Js 9:14 – autoridades são repreendidas por não consultarem a Deus (sacerdote); • Séc. V – Não há sacerdotes especializados em consultar o urim e tumim (Ed 2:63; Ne 7:65).
  9. 9. TÍTULOS “Grande intermediário” – Dt 18:14-18: 1. Homem de Deus (‘is’ ‘elohîm) – 1 Sm 9:6-9 2. Vidente (ro’eh) – 1 Sm 9:6-9; 3. Profeta (nabî) – 1 Sm 9:6-9 4. Visionário (hozeh) – 1 Cr 29:29 Obs: ver Dt 18:10-12; 1 Sm 14;41.
  10. 10. CÂNON JUDAICO • Profetas anteriores (Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis); • Profetas posteriores Ezequiel e os Doze) (Isaías, Jeremias,
  11. 11. MEIOS DE COMUNICAÇÃO Palavra e visão são dois meios de comunicação divina aos profetas (Os 12:11; Gn 15:1; Is 21:1-10).
  12. 12. FINALIDADE DO MOVIMENTO PROFÉTICO • Restaurar o monoteísmo hebreu; • Combater a idolatria; • Denunciar as injustiças sociais; • Proclamar o Dia do Senhor; • Reacender a esperança messiânica.
  13. 13. Século VIII Século VII a. C. Século VI-V a.C. a. C. Oseias Amós Miqueias Naum Habacuque Sofonias Data incerta Joel Jonas Obadias Ageu Zacarias Malaquias Fonte: ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 429-430).
  14. 14. SÉCULO VIII - CONTEXTO
  15. 15. SÉCULO VIII - CONTEXTO • Jeroboão II foi uma grande figura militar. Levou as fronteiras de seu país ao extremo norte da região. Submeteu a Síria ao seu poder, incluindo as regiões disputadas da Transjordânia, chegando, no sul, até Moabe; • Uzias, rei de Judá, e contemporâneo de Jeroboão II, na época em paz com Israel, participou plenamente deste programa de conquistas na região; • Somadas as conquistas, os dois reinos irmãos chegaram bem perto das mesmas dimensões que tivera na época de Davi e Salomão, a era áurea de Israel;
  16. 16. SÉCULO VIII - CONTEXTO • Mas todo mundo prosperou nesta época de "milagre israelita"? • Que nada! Se olhada menos superficialmente, a situação de Israel não era tão brilhante assim para toda a população; • O sistema administrativo adotado por Jeroboão provocou a concentração da renda nas mãos de poucos privilegiados com o consequente empobrecimento da maioria da população; • Os pequenos agricultores ficavam tão endividados que chegavam à escravidão para pagar suas dívidas; • Os tribunais, que teoricamente deveriam defendê-los da exploração dos mais poderosos, bem pagos por quem podia, decidiam sempre a favor dos ricos.
  17. 17. SÉCULO VIII - CONTEXTO • O Estado alargou suas fronteiras geográficas, políticas e comerciais e aprofundou a divisão campo/cidade, típica do regime tributário. • A opressão contra os pobres era intensa (Am 2:6s), os famintos eram desprezados (Am 6:3-6), os membros judiciais eram subornáveis (Am 2:6 e 8:6), os agiotas exploravam os menos favorecidos (Am 5:11s;8:4-6); • Os sacerdotes ficaram do lado do poder. • A religião não era negligenciada, mas havia sido pervertida (Am 3:4; 4:4 e 7:9); • Por tudo isso, o julgamento divino era iminente.
  18. 18. PROFETAS MENORES DO SÉCULO VIII OSÉIAS, AMÓS E MIQUÉIAS
  19. 19. O LIVRO DE OSÉIAS Prof. Ms. Natalino das Neves
  20. 20. TEMA “O POVO AFASTOU DE JAVÉ”
  21. 21. 03 TEMAS TÍPICOS EM OSÉIAS 1. As relações entre Iahweh e Israel são ditas pela imagem do matrimônio; 2. A imagem paterna para mostrar a relação Iahweh-povo (misericórdia e perdão paternos, apesar da rebeldia do filho); 3. A noção de que Iahweh prefere o amor sincero aos sacrifícios cultuais, que está em Os 6:6.
  22. 22. DATA • Contemporâneo de Amós, parece que Oseias atuou durante os últimos dias de Jeroboão II e durante o governo dos 6 reis que o sucederam. • Ao que tudo indica, Oseias não viu a queda de Samaria em 721 a.C., pois não faz qualquer menção ao grande desastre. • Portanto, a data aproximada, provável, da atuação de Oséias é de 755 a 725 a.C.
  23. 23. VERSÍCULOS-CHAVE “Eu te desposarei a mim para sempre, eu te desposarei a mim na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei a mim na fidelidade e conhecerás a Iahweh" (Os 2:21-22). "Eu curarei a sua apostasia, eu os amarei com generosidade, pois a minha ira afastou-se dele" (Os 14:5).
  24. 24. O PROTAGONISTA • Pouco se sabe sobre a sua vida, a menos que os capítulos 1-3 sejam biográficos. • O seu nome significa "salvação" ou "livramento" e é aproximadamente equivalente a "Josué" no AT e "Jesus" no NT. • Sua pátria era Efraim (Reino Norte). • Dos chamados "profetas clássicos", ele é o único oriundo do Reino Norte.
  25. 25. DESTAQUES EM OSÉIAS • A crítica e a condenação da idolatria, cultual e política: os ritos da fertilidade, a adoração dos baalim e a sacralização da natureza em geral deviam estar em pleno florescimento na sua época, a julgar pela intensidade de sua crítica. • Visão crítica do passado. Para o profeta do norte, toda a história passada do povo israelita é uma história de transgressão e rebeldia e não uma "história de salvação". • Atitude de Iahweh para com Israel (relacionado à figura do casamento de Oséias) – GT.
  26. 26. CONTEXTO • Após a morte de Jeroboão II, em 753 a.C., Israel do norte entrou em grande crise, época em que atuou Oseias. • De 753 a 721 a.C., seis reis de sucederam no trono de Samaria, abalado por assassinatos e golpes sangrentos. • A Assíria passou a constituir-se na grande ameaça internacional a partir da política expansionista do rei Tiglat-Pileser III, inaugurada em 745 a.C.;
  27. 27. CONTEXTO • Neste período começaram os golpes de Estado em Israel. As alianças com a Assíria ou contra a Assíria se sucediam. • Sem legitimidade perante o povo, a maioria dos reis de Israel abandonou o javismo, e por interesse, se apoiou na crescente adoração à Baal. • Cúmplices seus são também os profetas, talvez os profetas oficiais da corte.
  28. 28. CONTEXTO • Em 721 a.C., Samaria foi destruída pelas tropas assírias de Salmanasar V e Sargão II. • Conforme os anais de Sargão II, foram deportados para a Mesopotâmia e a Média 27.290 samaritanos (Silva, 1998, p. 58). • Outros povos foram trazidos para o território de Israel e ocorre uma grande mistura e perda de identidade (Ver 2 Rs 17:5-6, 24).
  29. 29. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO TEMAS Capítulos O casamento de Oseias como figura do relacionamento de Israel com seu Deus 1-3 Capítulos O povo se afasta de Iahweh, quando O busca, busca de forma errada 4-11 Capítulos 12-14 Volta Israel para Iahweh, teu Deus!
  30. 30. TEMA DO MOVIMENTO TEXTO TEMAS 4:1-5,7 Israel não volta para Iahweh: é a constatação da impenitência 5:8-7,16 Israel volta, mas volta mal: é a constatação da falsa penitência 8:1-14 Como castigo, o povo irá para o Egito: é o rompimento da aliança, pelo bezerro de ouro e pela monarquia sem fidelidade a Iahweh 9:1-11; 11 As etapas deste exílio são: a expulsão da terra; a volta à terra: é o anúncio da cura que consiste em novo êxodo para Israel. Fonte: (SILVA, 1998, p. 59) – Adaptado
  31. 31. MULHER DE OSÉIAS – FORMAS DE INTERPRETAÇÃO • A interpretação literal - Ela foi prostituta desde o início. • A interpretação alegórica - O casamento do profeta com a prostituta é tido como não realizado, mas simplesmente era uma alegoria, em que o profeta ilustrava as relações de Iahweh com Israel. Calvino defendia essa interpretação. • A interpretação dupla - A mulher do capítulo 3 não é Gômer do capítulo 1. Trata-se de uma mulher separada dos seus amantes a fim de mostrar como Iahweh separaria Israel dos seus ídolos.
  32. 32. MULHER DE OSÉIAS – FORMAS DE INTERPRETAÇÃO • A interpretação retrospectiva - escrita depois dos acontecimentos e o mandamento descrito (moça casta que tinha se tornado uma adúltera). Um fato contato depois do ocorrido, de forma que, quando se lê se tem a impressão de que na época da escrita já era uma realidade. • A interpretação espiritualizada - Gômer era idólatra, o que a constituía em prostituta no sentido espiritual ou religioso. Pelas influências da religião popular ela foi levada a prostituição depois do casamento (cf. 4.13).
  33. 33. TRABALHO EM GRUPO
  34. 34. TRABALHO EM GRUPO QUAL FORMA DE INTERPRETAÇÃO VOCÊ ENTENDE SER A MAIS CORRETA?
  35. 35. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Polêmica sobre o casamento de Oséias, símbolo do relacionamento de Israel com Iahweh. • Israel passava por grandes dificuldades após a morte de Jeroboão II, a decadência espiritual foi maior do que nos dias de Amós. • Mesmo quando o povo buscava a Deus, não era da forma adequada, mas dissimuladamente. • O povo não se arrepende e o castigo ocorreu com a destruição pelos Assírios em 721/2 a.C.; • O livro finaliza com promessa de perdão e de futura restauração.
  36. 36. O LIVRO DO PROFETA AMÓS Prof. Ms. Natalino das Neves
  37. 37. PROPÓSITO DO LIVRO “Anunciar o juízo de Deus sobre Israel, o Reino do Norte, por sua complacência, idolatria e opressão aos pobres” (BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL)
  38. 38. VERSÍCULO CHAVE “Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.” (5:24) (BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL)
  39. 39. PROFETA AMÓS • Um dos mais clássicos exemplos de atuação profética. • As chamadas "visões simbólicas" de seu livro apresentam esta maturação vocacional do pastor de Técua. • Época = aparente prosperidade criada pelo governo de Jeroboão II em Israel. • Amós não era sacerdote, nem filho de profeta. Era um boiadeiro e colhedor de sicômoros.
  40. 40. PROFETA AMÓS • Dirigindo-se aos seus ouvintes do norte, Amós acusa-os de espoliar o pequeno camponês, que está perdendo sua herança e sua liberdade. • Ele era um homem culto e conhecedor da região e seus problemas cotidianos. • Passou de uma vida tranquila de boiadeiro para uma vida de visões que indicavam que Israel estava prestes a ser aniquilada como nação.
  41. 41. PROFETA AMÓS • A mensagem da destruição foi proferida pelo profeta aproximadamente umas 03 décadas antes da derrota aos Assírios. • Foi acusado de conspiração contra Jeroboão e foi ameaçado por Amazias, sumo sacerdote de Betel (7:10b-11a). • Após cumprir sua breve missão (- 1 ano), retornou a Judá; • Permanecem desconhecidos o tempo e a maneira de sua morte, bem como quaisquer detalhes subsequentes ao termino da missão.
  42. 42. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO TEMAS Juízos proferidos contra várias nações: a) Damasco, Filístia, Fenícia, Edom, Amom e Moabe (1:1-2:3); Capítulo 1 e 2 b) Israel (2:6-16); e c) Judá (2:4,5). Acusação e denúncias contra Israel: a) Os sermões de denúncia (3:1 – 6:15) b) Cinco visões simbólicas (7:1 – 9:10) • Visão dos Gafanhotos Devoradores (7.1-3) Capítulo 3 a 9:10 • Visão do Fogo Consumidor (7.4-6) • Visão do Prumo (7.7-9) • Visão de um Cesto de Frutos (8.1-14) • Visão do Senhor Julgando (9.1-10) Restauração futura de Israel: a) O reinado do Messias (9;11,12)? Capítulo 9:11-15 b) A prosperidade do milênio (9:13)? c) A nação judaica restaurada (9:14,15)?
  43. 43. TRABALHO EM GRUPO
  44. 44. TRABALHO EM GRUPO Cinco visões simbólicas (7:1 – 9:10): 1) Visão dos Gafanhotos Devoradores (7.1-3) 2) Visão do Fogo Consumidor (7.4-6) 3) Visão do Prumo (7.7-9) 4) Visão de um Cesto de Frutos (8.1-14) 5) Visão do Senhor Julgando (9.1-10)
  45. 45. AS 05 VISÕES DE AMÓS - INTERPRETAÇÃO 1. O que conta a 1a visão (7:1-3)? O que Amós fez? Qual o resultado? 2. E a 2a visão, que está em Am 7:4-6? O que mostra da realidade de Amós? 3. A 3a visão (7:7-9) trata do mesmo assunto? Qual o significado? 4. Será que a 4a visão (8:1-3) forma um par com a 3a? O que difere das duas primeiras visões? 5. E o que nos conta a 5ª visão (9:1-4)? Qual é o alvo principal da destruição de Javé?
  46. 46. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Ficou evidenciado que o tema central de Amós é o fim de Israel, porque os ricos oprimem os pobres, os poderosos deturpam a justiça (tsedhâqâh) e o direito (mishpât), subornam os juízes nos tribunais e cometem muitas outras barbaridades; • Como se não bastasse, também vão aos santuários e ali oferecem custosos sacrifícios e participam de grandes celebrações, ocultando a opressão que se comete sistematicamente; • Deus entra em defesa dos oprimidos, quer seja pelas nações pagãs, quer seja por Israel, “o povo de Deus”.
  47. 47. Prof. Ms. Natalino das Neves
  48. 48. VII – PROFETA MIQUEIAS • Na mesma época em que Isaías pregava em Jerusalém surgiu outro importante profeta, Miqueias. • O seu livro, de sete capítulos, parece ser um debate constante com falsos profetas que discordam de suas severas palavras de julgamento para Judá. • Na sua franca linguagem camponesa denuncia duramente as autoridades de Jerusalém como responsáveis pela crise imensa porque passa o país (desprezo pela justiça e respeito ao direito do pobre “cozinhado pelos poderosos”).
  49. 49. VII – PROFETA MIQUEIAS • Sicre (2008, p. 276) apresenta o seguinte contexto para o livro de Miqueias: "A presença de militares e funcionários reais devia ser frequente na região e, pelo que diz Miqueias, não muito benéfica. Além dos impostos, é provável que requisitassem trabalhadores para conduzi-los a Jerusalém (cf. 3,10). Latifundismo, impostos, roubo a mão armada, trabalhos forçados: este é o ambiente que cerca o profeta”.
  50. 50. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO Capítulo 1-5: • • • • • • Capítulo 6-7: • • • TEMAS O profeta anuncia e denuncia generalidades (1); O profeta passa à denúncia de pecados concretos (2-3); A restauração do país (4-5) Convocação da assistência do julgamento de Deus pela (6:1-5); O culto é rechaçado (6:6-7) O caminho certo passa pela justiça e pela lealdade (6:8-9); Duro ataque à cidade que se enriqueceu à custa de injustiças (6:9b-16); Confiança somente em Iahweh (7:1-7); Reconhecimento da culpa e reconciliação (7:8-20).
  51. 51. VERSÍCULOS-CHAVE "Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó terra e tudo o que ela contém, e seja o SENHOR Deus testemunha contra vós outros, o Senhor desde o seu santo templo.“ (Mq 1:2) "E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.“ (Mq 5:2)
  52. 52. VERSÍCULOS-CHAVE "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.“ (Mq 6:8) "Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.“ (Mq 7:18-19)
  53. 53. PROPÓSITO DO LIVRO • A exemplo da maioria dos livros proféticos, Miquéias é uma mistura complexa de julgamento e esperança. • Por um lado, as profecias anunciam o juízo sobre Israel pelos males sociais, liderança corrupta e idolatria. O julgamento culminaria com a destruição de Samaria e Jerusalém. • Por outro lado, o livro proclama não apenas a restauração da nação, mas a transformação e exaltação de Israel e Jerusalém.
  54. 54. O PROTAGONISTA • Miqueias - um grande defensor dos camponeses e dos direitos dos oprimidos de seu tempo. • Atuou durante os anos que se seguiram à guerra siro-efraimita (reinado de Acaz e de Ezequias) até a grande derrota de Judá e o castigo imposto ao país pela Assíria. • As pessoas acusadas por Miqueias não são os "marginais" da sociedade israelita. São pessoas “honradas e respeitadas” (2:1-5).
  55. 55. O PROTAGONISTA • Uma de suas características mais marcantes é a denúncia da teologia oficial que se elaborava em Jerusalém para sustentar a opressão enquanto a maior parte da população passava necessidades. • Denunciava os profetas que defendiam essa teologia (“não há o que temer, os filhos de Israel são abençoados” 2:6-11).
  56. 56. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Miqueias faz desfilar diante de nós as vítimas da exploração de seu tempo. • Ele vê a sociedade dividida entre: • De um lado: donos de terra, autoridades civis e militares, juízes, sacerdotes e falsos profetas; • Do outro lado: "o povo de Iahweh”, as vítimas da opressão. • Miqueias denuncia a "teologia da opressão" que se elabora em Jerusalém e que serve para ocultar e/ou legitimar as injustiças.
  57. 57. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAKER, David W.; ALEXANDER, T. Desmond; STURZ, Richard J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008. BALANCIN, Euclides M.; STORNIOLO, Ivo. Como ler o livro de Sofonias. 3ª Edição. São Paulo: Paulus, 2011. CROATTO, J. S. Isaías. Vol I: 1-39. O profeta da justiça e da fidelidade. Petrópolis: Vozes, 1989. FEINBERG, Charles L. Os profetas menores. São Paulo: Vida, 1988. LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008.
  58. 58. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RENDTORFF, Rolf. Antigo Testamento: uma introdução. Santo André-SP: Academia Cristã, 2009. ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de Abdias. 2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2006. ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de Naum. 2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2007. SCHOKEL, Alonso Luís; SICRE. José Luís. Os profetas. São Paulo: Paulus, 2004. SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas palavras (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São Paulo: Paulinas, 2004.
  59. 59. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SHREINER, J. Palavra e mensagem Testamento. São Paulo: Teológica, 2004. do Antigo SICRE, José Luís. Profetismo em Israel. 3ª Edição. Petrópolis: Vozes, 2008. SILVA, Airton José. A voz necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. São Paulo: Paulus, 1998. ZABATIERO, Júlio Paulo Tavares. Miquéias: voz dos semterra. Petrópolis-RJ: Vozes, 1996. ZENGER, E. et al. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Loyola, 2003.
  60. 60. Ev. Natalino das Neves www.natalinodasneves.blogspot.com.br natalino6612@gmail.com natalino.neves@ig.com.br (41) 8409 8094 / 3076 3589
  61. 61. AS CINCO VISÕES (CAP. 7 a 9)
  62. 62. O que significam as "visões simbólicas"? "Trata-se de uma trajetória vocacional. Amós percorre todo um caminho visionário. As próprias visões deixam entrever isso, com bastante nitidez. A visão dos gafanhotos (cf. 7,1-3) cabe no início do ano agrícola. A da seca (cf. 7,4-6), em pleno verão. A do cesto (cf. 8,1-3), dá-se no outono. Estas visões cobrem, no mínimo, meio ano. Talvez seja o período em que Amós é preparado, de modo incisivo, para seu ministério.” (SCHWANTES, 2004, p. 38);
  63. 63. O que significam as "visões simbólicas"? • Estas visões parecem ser sinais que o profeta percebe no cotidiano da vida e simbolizam a situação da nação israelita; • Elas vão fazendo nascer em Amós uma conscientização do que está acontecendo e acabam determinando sua decisão de deixar sua casa e seu trabalho e ir anunciar o castigo e a ruína do país; • As visões cumprem, em Amós, o mesmo papel dos textos de vocação em Isaías, Jeremias ou Ezequiel;
  64. 64. O que significam as "visões simbólicas"? • Amós via, certamente, coisas absolutamente comuns na região (exceto última visão), como uma praga de gafanhotos, uma seca, um cesto de frutas maduras e coisas; • Mas, como ele estava preocupado com o destino do país, "antenado" na situação do povo, estas coisas viravam símbolos do que estava acontecendo ou por acontecer com Israel.
  65. 65. O que conta a 1a visão? • Fala de uma praga de gafanhotos que destrói as plantações dos camponeses. • Ocorre depois do corte do feno para o pagamento do tributo ao palácio. • Amós apela a Javé, argumentando que os camponeses são frágeis demais para sofrer tal ameaça de fome. • Javé revoga o castigo.
  66. 66. 2ª visão - Incêndio • Nesta visão o profeta Amós vê um incêndio terrível que, de tão forte, consome até as fontes subterrâneas de água depois de ter acabado com os campos; • Novamente Amós apela a Javé para que suspenda a praga, porque a ameaça agora é de grande seca, penalizando os fracos agricultores de sua época; • Esta visão se parece muito, no seu jeito, com a dos gafanhotos. Elas formam um par;
  67. 67. 2ª visão - Incêndio • Mostram a realidade da roça na época de Amós, quando os pequenos agricultores sofrem muitas ameaças, sejam naturais, sejam da exploração que vinha lá de cima, do governo; • Javé tem compaixão dos pequenos e retira os castigos que os ameaçam. • Mas e os mecanismos sociais que provocam fome e sede no campo? Estes permanecem... • Estas duas visões são indicadores do nível de consciência profética de Amós (campo).
  68. 68. 3ª visão – Mesmo assunto? • Não! A 3ª visão é um pouco diferente. • Nesta visão o profeta vê Javé verificando alinhamento de um muro com um fio de prumo; o • O muro simboliza Israel que está torto e deverá ser demolido para ser realinhado, porque muro torto não tem conserto. Só derrubando; • Desta vez Amós não intercede e a certeza do castigo torna-se mais forte.
  69. 69. 4ª visão – Forma par com a 3ª? • Forma! • Na 4ª visão Amós vê um cesto de frutas maduras e isto simboliza para ele o fim de Israel. Também desta vez Amós não pede nada a Javé; • E ela forma, sim, um par com a 3ª, porque estas duas avançam em relação às duas primeiras, chamando a atenção para a gravidade da situação e para a proximidade do fim de Israel;
  70. 70. 4ª visão – Forma para com a 3ª? • O contexto muda, não é mais a situação da roça. • As duas visões (3ª e 4ª) tratam de realidades urbanas: sofrem com os castigos a cidade, os santuários, o palácio. • Para este grupo não há intercessão de Amós. • É uma realidade corrupta que não tem conserto.
  71. 71. 5ª visão – Forma para com a 3ª? • O próprio Javé quem atua e de modo dramático. De pé sobre o altar dos holocaustos - portanto, diante do edifício do santuário - ele bate nos capitéis, provocando um terremoto que destrói o santuário e mata as pessoas que estão ali dentro; • Não há possibilidade de fuga, garante o texto; • Esta visão é o ponto máximo deste ciclo. O próprio Javé volta-se contra o local no qual se lhe presta culto;
  72. 72. 5ª visão – Forma para com a 3ª? • Na visão de Amós, o santuário (de Betel) traiu seu papel de conduzir o povo a Javé e à vida; • Tornou-se um lugar de culto sem sentido, amparando e ocultando as múltiplas opressões e injustiças que se cometem no país.

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