Brasil: as oligarquias no poder 1894 - 1930
Oligarquia:  pequeno grupo de pessoas que controla o poder político. <ul><li>Durante muito tempo, as eleições no Brasil er...
Presidentes da República Velha: <ul><li>Prudente de Moraes (1894-1898)  Fazendeiro Paulista </li></ul><ul><li>Campos Sales...
República Oligárquica: <ul><li>15/11/1989:  Golpe de Estado  ( ação mais ou menos violenta pela qual um grupo de pessoas, ...
<ul><li>O quarto presidente civil foi  Afonso Pena  (1906 – 1909), do Partido Republicano Mineiro (PRM). Seguiram-se a ele...
<ul><li>O presidente da República, por sua vez, dependia do apoio dos governadores para se eleger e governar. Em troca des...
Governo de Prudente de Moraes 1894 – 1898 Pacificador da República <ul><li>Primeiro presidente civil da República Velha </...
<ul><li>GUERRA DE CANUDOS:  </li></ul><ul><li>Antonio Conselheiro:  além de chefe espiritual, era uma espécie de prefeito....
<ul><li>PLANO ECONOMICO-FINANCEIRO:  </li></ul><ul><li>Queda dos preços do café; </li></ul><ul><li>Déficit orçamentário (c...
Governo de Campos Sales – 1898 - 1902 <ul><li>SANEAMENTO FINANCEIRO:  Joaquim Murtinho, ministro da fazenda: política defl...
Governo de Rodrigues Alves - 1902 – 1906 <ul><li>Quadriênio progressista: excelente administração (modernização) </li></ul...
<ul><li>Oswaldo Cruz  (contra a febre amarela e a varíola) /  Revolta da Vacina </li></ul><ul><li>Na época, a cidade convi...
REVOLTA DA VACINA <ul><li>No início do século XX, as condições da saúde pública em todo o país eram mais do que precárias....
<ul><li>Decreto tornando a vacina obrigatória – combate à varíola. A população reagiu indignada, muitas pessoas considerav...
<ul><li>Questão de Pirara  com a Inglaterra (Brasil/ Guiana Inglesa – definição de fronteiras) /Importância do Barão de Ri...
Questões de Fronteira: <ul><li>O Pirara </li></ul><ul><li>Disputa da região do Pirara, nome do pequeno afluente do rio Maú...
Governo de Afonso Pena(1906 – 1909)  <ul><li>“ GOVERNAR É POVOAR”; estimulou a imigração, em 1908, chegaram ao Brasil os p...
Governo de Nilo Peçanha (1909 – 1910) <ul><li>Criou o Serviço de Proteção dos Índios (SPI) </li></ul><ul><li>Restabeleceu ...
GOVERNO DE HERMES DA FONSECA (1910 – 1914) <ul><li>Política de Salvações: deposição das oligarquias estaduais que haviam a...
ROMARIA EM JUAZEIRO 1914 <ul><li>Entre o final do século XIX e a década de 1930, Juazeiro do Norte, no Ceará, foi palco de...
REVOLTA DA CHIBATA “Salve o navegante negro que tem por monumento as pedras pisadas no cais” <ul><li> “ Para as faltas lev...
 
GUERRA DE CONTESTADO 1912 - 1926 HERMES DA FONSECA (1910- 1914) / VENCESLAU BRÁS (1914 – 1918) <ul><li>Envolveu cerca de 2...
<ul><li>Também teve um forte caráter RELIGIOSO, na época, havia na região alguns beatos que atraíram milhares de seguidore...
O Boom da Borracha <ul><li>Com o grande desenvolvimento econômico mundial, o látex passou a ser intensamente procurado com...
Governo de Venceslau Brás (1914 – 1918) <ul><li>Reconciliação de São Paulo e Minas Gerais (Pacto de Ouro Fino) </li></ul><...
<ul><li>Até a década de 1920, a corrente política predominante entre os operários era o anarcossindicalismo (corrente do a...
Governo de Delfim Moreira – 1918 - 1919 <ul><li>Era vice presidente de Rodrigues Alves, candidato vitorioso na sucessão de...
<ul><li>Sofreu oposição dos militares no final de seu governo, surgindo o  MOVIMENTO TENENTISTA , que aparecia pela primei...
Características do Tenentismo: <ul><li>Missão de Salvação Nacional: agentes de regeneração </li></ul><ul><li>Elitismo: ins...
<ul><li>Militares: descontentamento entre os jovens oficiais; recém-saídos das academias militares, se indignavam contra o...
<ul><li>Sentindo-se ameaçados e desprestigiados, os oficiais que serviam no Forte de Copacabana se rebelaram. Cercados pel...
Semana de Arte Moderna 1922
<ul><li>Entre 1900 e 1920, a Europa atravessou um período de grande efervescência cultural, com manifestações artísticas q...
Fundação do PCB <ul><li>Apesar dos movimentos grevistas de 1917 e 1919, a liderança do movimento era dividida entre anarqu...
Governo de Artur Bernardes – 1922 - 1926 <ul><li>Quase todo o mandato sob estado de sítio. Crise política e econômica. Int...
<ul><li>A Coluna Prestes percorreu cerca de 24.000 Km pelo interior brasileiro. A marcha representou o ponto máximo do Mov...
<ul><li>*Habeas Corpus:  expressão latina que significa “Que tenhas o corpo”. Na verdade, o habeas corpus completamente se...
O CANGAÇO
<ul><li>O Cangaço consistiu na atuação de bandos de homens armados que saqueavam fazendas, vilas e cidades, ou atacavam de...
Entre 1920 e 1938, Virgulino Fer- reira da Silva, o Lampião, chefiou o principal bando de cangaceiros do NE. Em alguns liv...
<ul><li>Alguns coronéis também defendiam os cangaceiros, tanto para evitar ataques às suas propriedades quanto para recebe...
Governo de Washington Luís – 1926 – 1930 Crise das oligarquias <ul><li>“ GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS”  </li></ul><ul><li>Ult...
<ul><li>No intuito de proteger a estabilidade, o governo federal impôs o fechamento de clubes militares, sindicatos de tra...
<ul><li>Seu governo foi marcado pela crise de 1929, que obrigou o setor cafeeiro a pedir auxilio ao governo federal, porém...
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República Oligárquica

  1. 1. Brasil: as oligarquias no poder 1894 - 1930
  2. 2. Oligarquia: pequeno grupo de pessoas que controla o poder político. <ul><li>Durante muito tempo, as eleições no Brasil eram feitas de tal modo que nem o voto era secreto nem a prática da compra do voto estava proibida. Era o tempo dos coronéis, das oligarquias estaduais da República Velha (1889 – 1930). </li></ul><ul><li>República Velha: Também chamada de Primeira República, em oposição à República Nova, ou Segunda República, inaugurada com a Revolução de 1930. </li></ul>
  3. 3. Presidentes da República Velha: <ul><li>Prudente de Moraes (1894-1898) Fazendeiro Paulista </li></ul><ul><li>Campos Sales (1898 -1902) Fazendeiro Paulista </li></ul><ul><li>Rodrigues Alves (1902 – 1906) Cafeicultor Paulista </li></ul><ul><li>Afonso Pena (1906 – 1909) Político mineiro, morreu antes de concluir seu mandato </li></ul><ul><li>Nilo Peçanha (1909 – 1910) Político fluminense, vice presidente, assumiu após a morte de Afonso Pena </li></ul><ul><li>Hermes da Fonseca (1910 – 1914) Militar e político gaúcho apoiado por algumas oligarquias </li></ul><ul><li>Venceslau Brás (1914 – 1918) </li></ul><ul><li>Político mineiro </li></ul><ul><li>Delfim Moreira (1918 – 1919) </li></ul><ul><li>Político mineiro, assumiu como vice de Rodrigues Alves, impedido de tomar posse por doença. </li></ul><ul><li>Epitácio Pessoa (1919 – 1922) </li></ul><ul><li>Político paraibano, apoiado pelos fazendeiros de café </li></ul><ul><li>Artur Bernardes (1922 – 1926) </li></ul><ul><li>Político mineiro </li></ul><ul><li>Whasington Luís (1926 – 1930) </li></ul><ul><li>Político fluminense. Fez carreira em São Paulo </li></ul>
  4. 4. República Oligárquica: <ul><li>15/11/1989: Golpe de Estado ( ação mais ou menos violenta pela qual um grupo de pessoas, geralmente militares, derruba o governante e assume o poder) que deu aos militares o comando do governo. </li></ul><ul><li>Os marechais Deodoro da Fonseca (1889 – 1891) e Floriano Peixoto (1891 – 1894) foram nossos dois primeiros presidentes. Prudente de Moraes venceu as eleições e se sagrou o primeiro presidente civil da República brasileira. </li></ul><ul><li>Prudente de Moraes era do PRP (Partido Republicano Paulista) e governou apoiado pelas forças políticas que dominavam os estados: oligarquias estaduais. Depois dele, governaram mais dois fazendeiros paulistas: Campos Sales (1898 – 1902) e Rodrigues Alves (1902 – 1906). </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O quarto presidente civil foi Afonso Pena (1906 – 1909), do Partido Republicano Mineiro (PRM). Seguiram-se a ele o marechal Hermes da Fonseca (1910 – 1914) e o mineiro Venceslau Brás . A partir de então consolidou-se o que passou a ser chamado de POLÍTICA DO CAFÉ COM LEITE , um tipo arranjo pelo qual PRM e PRP se alternavam no poder, fosse diretamente, fosse por meio de políticos de sua confiança, garantindo aos grandes proprietários o domínio político do país. Esses mantinham laços de dependência pessoal com os trabalhadores de suas fazendas, desempenhando ao mesmo tempo o papel de patrão e senhor político. Eram conhecidos como coronéis (essa denominação surgiu na época do Império, quando os grande proprietários recebiam o título de coronel da Guarda Nacional, criada em 1831 pelo regente Diogo Feijó). </li></ul><ul><li>O voto não era secreto , ao votar a pessoa era observada por uma outra pessoa, um coronel; caso não votasse no candidato indicado por ele, podia sofrer represálias, como a expulsão da terra em que trabalhava, ou mesmo a morte. Além disso, a fraude eleitoral para favorecer o candidato da oligarquia dos coronéis era uma prática comum. </li></ul><ul><li>Uma vez no poder, o coronel colocava familiares e amigos nos principais cargos do governo. Dessa forma ele controlava a máquina administrativa e perpetuava seu grupo no poder político. O governador, na maioria dos casos era apoiado pelos coronéis. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>O presidente da República, por sua vez, dependia do apoio dos governadores para se eleger e governar. Em troca desse apoio, os coronéis recebiam diversos favores dos governos (federal e estadual), como dinheiro para realizar obras em seus domínios. Essa política ficou conhecida como: POLÍTICA DOS GOVERNADORES. </li></ul><ul><li>OS EXCLUÍDOS SE REVOLTAM: </li></ul><ul><li>O regime republicano não alterou a forma de vida da maior parte da população; tanto no campo quanto nas cidades a vida era marcada por longas jornadas de trabalho, trabalho infantil, salários baixos, habitações miseráveis e constante opressão policial. Essas condições geraram manifestações de insatisfação entre camponeses e trabalhadores urbanos. No campo algumas dessas manifestações assumiram caráter místico (sobrenatural) ou de religiosidade. Nas cidades recebiam influência do anarquismo e do socialismo, ou adotaram a luta por direitos. </li></ul>
  7. 7. Governo de Prudente de Moraes 1894 – 1898 Pacificador da República <ul><li>Primeiro presidente civil da República Velha </li></ul><ul><li>Concedeu anistia aos envolvidos nas revoltas ocorridas contra o governo de Floriano Peixoto. Contudo, seu governo sofreu forte oposição dos florianistas, responsáveis por vários levantes e agitações. </li></ul><ul><li>Questão da Zona de Palmas: Área de litígio, atrito entre Brasil e Argentina, que cobiçavam a posição de primeira potência na América do Sul. A questão foi resolvida por Cleveland, presidente dos EUA, sendo nomeado para defender os direitos do Brasil, o Barão do Rio Branco . Sua atuação levou a uma decisão favorável para o Brasil; os limites foram estabelecidos pelos rios Pepiri-Guaçu e Santo Antônio. </li></ul><ul><li>Guerra de Canudos (1896 e 1897), no interior da Bahia: condições de miséria deram origem a um movimento de sertanejos, tendo como líder o beato Antonio Conselheiro, fundador do Arraial de Canudos, às margens do rio Vaza Barris. </li></ul><ul><li> Cerca de 25 mil sertanejos, cultivavam mandioca, milho, feijão, batata-doce e desenvolveram criação de cabras. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>GUERRA DE CANUDOS: </li></ul><ul><li>Antonio Conselheiro: além de chefe espiritual, era uma espécie de prefeito. Costumava fazer profecias em suas pregações. </li></ul><ul><li>As autoridades o viam como subversivo e o acusavam de defender a monarquia; de fato, pregava contra a República, que para ele era “o reino do anticristo”. </li></ul><ul><li>4 expedições, apenas uma vitoriosa. </li></ul><ul><li>Imprensa: Anarquistas e bárbaros, defensores da monarquia. “ O exército salvará a República” </li></ul><ul><li>Abril de 1897: mais de 7 mil soldados foram recrutados. EUCLIDES DA CUNHA : enviado pelo jornal Estado de São Paulo; escreve “OS SERTÕES” . </li></ul><ul><li>24/09/1987: Canudos estava cercada; 05/10/1987: os últimos resistentes foram mortos. O arraial estava destruído. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>PLANO ECONOMICO-FINANCEIRO: </li></ul><ul><li>Queda dos preços do café; </li></ul><ul><li>Déficit orçamentário (crescia com os gastos militares) </li></ul><ul><li>Empréstimos externos </li></ul><ul><li>Diante disso, Campos Sales, já eleito presidente, procurou renegociar a dívida externa com os credores estrangeiros, obtendo um acordo chamado funfing loan. </li></ul><ul><li>Ao final de seu governo Prudente de Moraes sofreu um atentado planejado por florianistas. O episódio resultou na morte do marechal Machado Bittencourt, ministro da guerra. Foi repudiado pela opinião pública, granjeando-lhe apoio popular. </li></ul>
  10. 10. Governo de Campos Sales – 1898 - 1902 <ul><li>SANEAMENTO FINANCEIRO: Joaquim Murtinho, ministro da fazenda: política deflacionista (equilíbrio e valorização da moeda): aumento dos impostos, redução das despesas governamentais e limitação do crédito. </li></ul><ul><li>CONSEQUÊNCIA: superávit: valorização da moeda, recuperação do crédito externo. Prejudicou as atividades produtoras internas, caiu o poder aquisitivo da população. </li></ul><ul><li>Primeiro funding loan : acordo com os credores estrangeiros (MORATÓRIA: pagamentos das dívidas suspensos por 13 anos) e empréstimo de 10 milhões de libras. </li></ul><ul><li>Política dos governadores /Política do Café com Leite </li></ul><ul><li>Questão do Amapá: O Oiapoque </li></ul><ul><li>Em 1895 constantes conflitos entre brasileiros e franceses, moradores da região fronteiriça entre o Brasil e a Guiana Francesa. Resolveu-se que o arbitramento seria dado pelo Conselho Federal Suiço. Mais uma vez defendeu o Brasil, o Barão do Rio Branco, convencendo o presidente suiço Walter Hauser, em 1900 da legitimidade de nossos direitos. A sentença assegurou ao Brasil o tradicional limite do Rio Oiapoque, no atual Amapá; </li></ul>
  11. 11. Governo de Rodrigues Alves - 1902 – 1906 <ul><li>Quadriênio progressista: excelente administração (modernização) </li></ul><ul><li>Urbanização do Rio de Janeiro (prefeito Pereira Passos) um dos mais nítidos sinais desse período próspero pode ser percebido nas várias obras públicas que modernizaram a cidade do Rio de Janeiro. Com o auxílio do prefeito carioca Pereira Passos, o governo empreendeu uma grande reforma dos bairros e ruas da antiga capital federal inspirada nos padrões dos modernos centros urbanos europeus. Contudo, esse projeto de modernização foi realizado graças a uma série de desapropriações que expulsaram as populações pobres do Rio de Janeiro de seus casebres e cortiços, transferindo parcela da população para a periferia da cidade, e aqueles que não quiseram ir para longe do centro preferiram subir o morro. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Oswaldo Cruz (contra a febre amarela e a varíola) / Revolta da Vacina </li></ul><ul><li>Na época, a cidade convivia com uma variada gama de problemas provenientes de um processo de inchaço urbano decorrente da abolição da escravidão e da imigração européia. Milhares de ex-escravos e estrangeiros pobres se amontoavam em habitações precárias desprovidas de qualquer planejamento necessário. No ano de 1904, o governo sancionou uma lei que permitia o uso de forças policiais para que a população fosse vacinada contra possíveis epidemias. </li></ul>O decreto, que ganhou o nome de Lei da Vacina Obrigatória, causou uma enorme indisposição entre o Estado e a população carioca, que já se via sujeita aos desmandos da reforma urbana. Com isso, vários conflitos tomaram as ruas cariocas em um incidente conhecido como “A Revolta da Vacina”. A instalação do incidente chegou a ser utilizado por alguns oponentes políticos do presidente que pretendiam reintroduzir os militares do palco político daquela época.
  13. 13. REVOLTA DA VACINA <ul><li>No início do século XX, as condições da saúde pública em todo o país eram mais do que precárias. Essa situação se agrava em algumas cidades portuárias, como Santos e Rio de Janeiro, por causa dos mangues e das doenças trazidas pelas tripulações dos navios. </li></ul><ul><li>Diante disso, discursos sobre higiene e saneamento urbano tornavam-se parte das políticas públicas dos governos estaduais e federal. </li></ul><ul><li>Durante o governo de RODRIGUES ALVES, o médico Oswaldo Cruz assumiu a direção da Saúde Pública no Rio de Janeiro, então capital federal, determinado a acabar com a varíola e febre amarela. </li></ul><ul><li>Para combater a febre amarela organizou um serviço especial: mata mosquitos, mas a população nem sempre permitia que os encarregados dessa missão entrassem em suas casas. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Decreto tornando a vacina obrigatória – combate à varíola. A população reagiu indignada, muitas pessoas consideravam falta de respeito obrigar as mulheres a descobrir o braço para serem vacinadas. </li></ul><ul><li>12, 13, 14 e 15 de novembro de 1904: as ruas do Rio de Janeiro se transformaram em campo de batalha, com barricadas e choques armados entre os manifestantes e a polícia. </li></ul><ul><li>A revolta não foi apenas em relação à vacina, foi também relacionada à fome, abuso de poder e, principalmente , a remoção de famílias inteiras, bem como a demolição dos cortiços no Rio de Janeiro para a modernização da cidade. </li></ul><ul><li>A violência com que a polícia reprimiu a revolta, deixou um saldo de 23 mortos e dezenas de feridos. Cerca de mil pessoas foram banidas para o Acre. Os imigrantes que se envolveram na revolta foram expulsos do Brasil. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Questão de Pirara com a Inglaterra (Brasil/ Guiana Inglesa – definição de fronteiras) /Importância do Barão de Rio Branco. </li></ul><ul><li>Tratado de Petrópolis: </li></ul><ul><li>Na política externa, o governo de Rodrigues Alves empreendeu o processo de anexação do território do Acre. A região pertencia aos domínios do território boliviano, mas boa parte de suas terras eram ocupadas por trabalhadores brasileiros envolvidos na extração de borracha. Para conseguir anexar a região ao território nacional, o governo brasileiro conseguiu firmar um acordo onde se comprometia a pagar uma indenização de dois milhões de libras esterlinas à Bolívia e construir a Ferrovia Madeira-Mamoré, que nunca foi concluída. </li></ul><ul><li>Convênio Taubaté: Marca o início da política de valorização do café. Reúnem-se em Taubaté os presidentes dos estados produtores de café: Jorge Tibiriça ( São Paulo), Francisco Sales (Minas Gerais) e Nilo Peçanha (Rio de Janeiro). Determina-se que o governo deveria comprar os estoques invendáveis de café, visando manter seu preço no mercado internacional, bem como deveria ser criada uma Caixa de Conversão, pela qual as dividas provenientes das exportações de café deveriam ser convertidas em moeda nacional a uma taca desvalorizada </li></ul>
  16. 16. Questões de Fronteira: <ul><li>O Pirara </li></ul><ul><li>Disputa da região do Pirara, nome do pequeno afluente do rio Maú, estava latente desde o Império, quando a Inglaterra ocupara a região (fronteira com a Guiana Inglesa). </li></ul><ul><li>Com o advento da República, o caso foi submetido ao arbitramento do rei da Itália, Vítor Emanuel III. Apesar da argumentação de Joaquim Nabuco, o soberano italiano concedeu à Guiana Inglesa uma saída fluvial para o Amazonas, dividindo, em 1904, a região entre o Brasil e a Guiana Inglesa. </li></ul><ul><li>O Acre </li></ul><ul><li>Região ocupada pelos seringueiros brasileiros, mas que pertencia legalmente à Bolívia, de acordo com os tratados de 1777 e 1867. Mesmo a Bolívia tendo a posse legal, a região era de fundamental importância economica para o Brasil (boom do ciclo da borracha). </li></ul><ul><li>Em 1902 a Bolívia tentou expulsar os brasileiros da região, que resistiram e sob a chefia de Plácido de Castro, proclamaram o Estado Independente do Acre, pensando em anexá-lo posteriormente ao Brasil. </li></ul><ul><li>Barão do Rio Branco assume as negociações – Tratado de Petrópolis. </li></ul>
  17. 17. Governo de Afonso Pena(1906 – 1909) <ul><li>“ GOVERNAR É POVOAR”; estimulou a imigração, em 1908, chegaram ao Brasil os primeiros imigrantes japoneses. </li></ul><ul><li>Brasil participa da Segunda Conferência de Paz de Haia, representado por Rui Barbosa. </li></ul><ul><li>Atritos com o Morro da Graça , grupo de políticos do Congresso Nacional, liderados pelo senador gaucho Pinheiro Machado, onde nem mesmo a atuação da bancada governista liderada pelo deputado Carlos Peixoto Filho, grupo denominado de Jardim de Infância (pelo outro grupo). </li></ul><ul><li>Promoveu a primeira valorização do café, criando em 1907 a Caixa de Conversão , esta recebia toda a moeda estrangeira, trocando-a por bilhetes conversíveis mantidos a um câmbio baixo. Esse instrumento favorecia o setor cafeeiro, pois possibilitava a percepção de um maior volume de dinheiro brasileiro e, indiretamente, os industriais, graças ao encarecimento das importações. </li></ul><ul><li>Falece em 1909, terminando o seu mandato, o vice, Nilo Peçanha. </li></ul>
  18. 18. Governo de Nilo Peçanha (1909 – 1910) <ul><li>Criou o Serviço de Proteção dos Índios (SPI) </li></ul><ul><li>Restabeleceu o antigo Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, que fora extinto por Floriano Peixoto. </li></ul><ul><li>Ao final de seu governo ocorreu a primeira eleição repetitiva da República Velha: </li></ul><ul><li>Marechal Hermes da Fonseca X Rui Barbosa </li></ul><ul><li>Mal. Hermes: apoiado por MG, pelos coronéis e pelo próprio presidente. </li></ul><ul><li>Rui Barbosa: candidato da oposição, que congregava SP e BA; realizou a CAMPANHA CIVILISTA , na qual defendia a reforma eleitoral com voto secreto, necessidade de um código civil e revisão constitucional. </li></ul><ul><li>Apensar de ter sido bem votado, perdeu... </li></ul>
  19. 19. GOVERNO DE HERMES DA FONSECA (1910 – 1914) <ul><li>Política de Salvações: deposição das oligarquias estaduais que haviam apoiado a candidatura de Rui Barbosa, executada pelo senador gaúcho Pinheiro Machado. </li></ul><ul><li>Revoltas: </li></ul><ul><li>Revolta da Chibata </li></ul><ul><li>Revolta de Juazeiro </li></ul><ul><li>Guerra do Contestado </li></ul><ul><li>Contrata com a Inglaterra um segundo Funding Loan, e ante a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o Brasil declara-se neutro. </li></ul>
  20. 20. ROMARIA EM JUAZEIRO 1914 <ul><li>Entre o final do século XIX e a década de 1930, Juazeiro do Norte, no Ceará, foi palco de manifestações de misticismo em torno do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA (1844 – 1934). Por trás do caráter religioso, havia também a insatisfação com a ordem vigente no Nordeste. </li></ul>O padre ganhou fama de milagreiro quando uma hóstia se transformou em sangue durante uma de suas missas. Logo, milhares de romeiros começaram a acorrer a Juazeiro. Temendo que tais manifestações fugissem ao controle da Igreja, o papa excomungou pe. Cícero como herege. Enquanto isso o padre se envolvia em questões de política regional, aproximando-se dos coronéis do Ceará. Ele próprio se tornou uma espécie de coronel e chegou a ser prefeito de Juazeiro.
  21. 21. REVOLTA DA CHIBATA “Salve o navegante negro que tem por monumento as pedras pisadas no cais” <ul><li> “ Para as faltas leves, prisão e ferro na solitárias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem por seis dias; faltas graves, 25 chibatadas.” </li></ul><ul><li>22/11/1910: o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes desentendeu-se com um cabo e o feriu com uma navalha. Foi punido, não com 25 chibatadas, mas com 250. À noite, liderados por JOÃO CÂNDIDO, que passou a ser conhecido como ALMIRANTE NEGRO , um grupo de marinheiros apoderou-se dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo. Os oficiais que resistiram foram mortos; os revoltosos exigiam o fim do castigos corporais, melhorias na alimentação e anistia para os rebeldes. </li></ul><ul><li>Ameaçaram bombardear a cidade caso não fossem atendidos. </li></ul><ul><li>O presidente Hermes da Fonseca decretou a abolição dos castigos físicos na Marinha e concedeu anistia aos rebeldes. </li></ul><ul><li>Meses depois, a pretexto de uma nova rebelião, aparentemente forjada por oficiais para incriminar os marinheiros, o governo reprimiu duramente os rebeldes da Revolta da Chibata. Dezesseis, incluindo João Cândido, foram presos e enviados ao presídio da Ilha da Cobras (no Rio de Janeiro); apenas João Cândido sobreviveu. 105 rebeldes foram enviados à Amazônia para nunca mais voltar, 09 foram fuzilados durante a viagem. </li></ul>
  22. 23. GUERRA DE CONTESTADO 1912 - 1926 HERMES DA FONSECA (1910- 1914) / VENCESLAU BRÁS (1914 – 1918) <ul><li>Envolveu cerca de 20 mil camponeses contra o Exército, entre os estados de Paraná e de Santa Catarina. </li></ul><ul><li>Recebeu esse nome por ter ocorrido em uma área de litígio entre os dois estados </li></ul><ul><li>Duas principais causas: FALTA DE TERRA PARA TRABALHAR e a CONSTUÇÃO DA ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO – RIO GRANDE DO SUL , que passaria pela região. </li></ul><ul><li>A companhia construtora da estrada era de um empresário norte-americano, que com o apoio dos coronéis conseguiu, do governo, a propriedade de uma faixa de terra de 30 Km, 15 de cada lado da estrada, provocando a expulsão da população que ali vivia. Ao mesmo tempo, pessoas ligadas à companhia compraram 180 mil hectares de terras na região, onde implantaram uma madeireira, cuja produção estava destinada à exportação. Também desalojou a população. </li></ul><ul><li>8 mil trabalhadores ficaram desempregados quando terminou a construção da ferrovia. </li></ul>
  23. 24. <ul><li>Também teve um forte caráter RELIGIOSO, na época, havia na região alguns beatos que atraíram milhares de seguidores. Um deles era o monge José Maria, que segundo as autoridades era inimigo da República, pois dizia que “ela era a lei do diabo, causadora de todos os males e sofrimentos do povo. </li></ul><ul><li>José Maria defendia a criação de um novo mundo onde vigoraria a lei de Deus e todos teriam terra para plantar, além de paz, prosperidade e justiça. </li></ul><ul><li>Sentindo-se ameaçados, os coronéis e as forças do governo passaram a perseguir os beatos e seus fiéis, provocando conflitos armados na região, dando origem à Guerra do Contestado. </li></ul><ul><li>Diferença no poderio militar: de um lado soldados do exército, da polícia e homens armados pelos coronéis com armas modernas; do outro, camponeses pobres, armados de espingardas de caça, facões, foices, enxadas. </li></ul><ul><li>O conflito é comparado à Canudos, e José Maria à Antonio Conselheiro </li></ul>
  24. 25. O Boom da Borracha <ul><li>Com o grande desenvolvimento econômico mundial, o látex passou a ser intensamente procurado como matéria-prima para a indústria. Seu uso em máquinas substituía as correntes por correias, além da necessidade cada vez maior de pneus e câmaras de ar voltadas para a indústria automobilística. </li></ul><ul><li>No Brasil a Hevea brasiliensis , planta nativa encontrada principalmente na região da Amazônia, começava a ser extraída para atender à demanda do mercado internacional. </li></ul><ul><li>Entre os anos 1910 e 1912, o país vivenciava o boom da borracha, quando a exportação desse produto quase alcançou o café. </li></ul><ul><li>Transformações no norte brasileiro: os trabalhadores saíram em sua maioria do NE, para fugir da seca; o vale amazônico iniciava a sua ocupação e algumas cidades viviam um grande desenvolvimento, como no caso de Manaus e Belém. Surgiram os coronéis da borracha, uma elite enriquecida com a atividade extrativista e que ostentava sua fortuna, como, por exemplo, com a construção do Teatro de Manaus. </li></ul><ul><li>A decadência da borracha está ligada a forma primitiva de organização de produção e da extração que levou o Brasil a perder em competitividade para as plantações da Malásia, Ceilão, Indonésia; e também ao advento da borracha sintética, extraída como derivado de petróleo. </li></ul>
  25. 26. Governo de Venceslau Brás (1914 – 1918) <ul><li>Reconciliação de São Paulo e Minas Gerais (Pacto de Ouro Fino) </li></ul><ul><li>PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL: (pequena participação ao lado dos Aliados) </li></ul><ul><li>Surto exportador e manufatureiro devido à Primeira Guerra: SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES : Os capitais que eram usados para importação foram investidos na produção industrial. Os aliados compravam do Brasil tudo o que pudesse ser vendido. </li></ul><ul><li>Criação de novas indústrias, estimulando a produção nacional, acumulando capitais e um numeroso contingente de operários. </li></ul><ul><li>Os trabalhadores em ação: </li></ul><ul><li>Entre 1900 e 1920 intensificou-se a organização de associações operárias. Influenciados por ideais socialistas e anarquistas, trazidos da Europa, o movimento sindical cresceu. Além de considerá-los “exóticos” as autoridades temiam que esses ideais abalassem a suposta harmonia da sociedade brasileira. Os movimentos tratados como “caso de polícia”, foram duramente reprimidos. Os líderes presos, os de origem estrangeira, muitas vezes, expulsos do Brasil. </li></ul>
  26. 27. <ul><li>Até a década de 1920, a corrente política predominante entre os operários era o anarcossindicalismo (corrente do anarquismo que atribui particular importância à ação dos sindicatos como instrumento de luta contra o Estado e a sociedade burguesa), inspirados nos russos Bakunin e Kropotkin e no francês Proudhon. A afirmação do socialismo em substituição ao anarquismo, ocorreu após os anos 1917 – 1919, por influência da Revolução Russa. </li></ul><ul><li>AS GRANDES LUTAS DE 1917: </li></ul><ul><li>A primeira grande greve no Brasil paralisou São Paulo em julho de 1917, sob a liderança dos anarcossindicalistas. Iniciou-se em fábricas têxteis nos bairros da Mooca e do Ipiranga, e estedeu-se para outros bairros. </li></ul><ul><li>As manifestações foram duramente reprimidas pela polícia, resultando no assassinato do sapateiro anarquista Antonio Martínez. Houve comícios com até 50 mil trabalhadores. </li></ul><ul><li>Os grevistas reivindicavam melhores salários e melhores condições de trabalho; sem saída, os patrões concederam o aumento de 20% e a greve terminou. </li></ul><ul><li>Em 1918/1919, os movimentos alcançaram o Rio de Janeiro e outras regiões, promovendo debates sobre o rumo do movimento sindical,ideias socialistas e a formação do Centro Comunista do Rio de Janeiro, em 1921, que antecedeu a formação do Partido Comunista do Brasil (PCB) no ano seguinte. </li></ul>
  27. 28. Governo de Delfim Moreira – 1918 - 1919 <ul><li>Era vice presidente de Rodrigues Alves, candidato vitorioso na sucessão de Venceslau Brás. Rodrigues Alves morreu devido à gripe espanhola, antes de tomar posse; sendo assim, cumprindo o artigo 42 da Constituição, Delfim Moreira governou apenas alguns meses e convocou eleições. </li></ul>Governo de Epitácio Pessoa – 1919 - 1922 1919: oposição do Rio Grande do Sul a qualquer candidatura paulista ou mineira, bem como a chapa encabeçada por Rui Barbosa, para qual se inclinava o café com leite, influiu na indicação de Epitácio Pessoa (paraibano), que contava com bastante prestígio por sua atuação na Conferência de Paz de Paris, após a Primeira Guerra. Epitácio buscou afastar os militares do poder, colocando para os ministérios da Guerra e da Marinha, os civis: Pandiá Calógeras e Raul Soares. Sua política econômica foi de restrições às despesas, porém, com a queda das exportações, contraiu empréstimos, emitiu papel moeda e criou a Carteira de Redescontos, favorecendo - mais uma vez – o setor cafeeiro.
  28. 29. <ul><li>Sofreu oposição dos militares no final de seu governo, surgindo o MOVIMENTO TENENTISTA , que aparecia pela primeira vez como manifestação armada no LEVANTE DO FORTE DE COPACABANA (Os 18 do Forte), em 05/07/1922. </li></ul><ul><li>Essa revolta está ligada ao episódio das Cartas Falsas, cujo conteúdo era ofensivo ao Exército, e que supostamente, teriam sido escritas por Artur Bernardes, já eleito presidente na sucessão de Epitácio Pessoa. </li></ul><ul><li>O tenentismo: </li></ul><ul><li>No decorrer dos anos 1920, a insatisfação atingiu as classes médias urbanas e setores militares. As razões não coincidiam totalmente com as que levaram setores da população pobre à revolta. Mas o destinatário de ambos era o mesmo: as oligarquias em que se apoiava a República Velha. Entre os artistas e os intelectuais a insatisfação também se dirigia a cultura dominante. </li></ul>
  29. 30. Características do Tenentismo: <ul><li>Missão de Salvação Nacional: agentes de regeneração </li></ul><ul><li>Elitismo: insurreição caberia a um grupo e não ao povo </li></ul><ul><li>Reformas Políticas </li></ul><ul><ul><li>Centralização do Estado (crítica a autonomia estadual </li></ul></ul><ul><ul><li>Moralização (voto secreto) </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação estaduais iguais nas Câmaras dos Deputados (acabar com o domínio dos estados mais populosos, possuidores das maiores bancadas). </li></ul></ul><ul><ul><li>Nacionalismo mal definido (ataque ao capital estrangeiro) </li></ul></ul><ul><li>Reforma Administrativa </li></ul><ul><li>Reforma do Ensino </li></ul>
  30. 31. <ul><li>Militares: descontentamento entre os jovens oficiais; recém-saídos das academias militares, se indignavam contra o poder das oligarquias, contra o sistema eleitoral viciado, contra o voto a descoberto, contra as fraudes eleitorais, contra a corrupção. </li></ul><ul><li>Violando a disciplina militar, se revoltaram diversas vezes e empunharam armas contra o governo; como boa parte desses militares eram tenentes, as revoltas ficaram conhecidas como TENENTISTAS e o movimento como TENENTISMO. </li></ul><ul><li>1ª revolta: 05/07/1922: Forte de Copacabana </li></ul><ul><li>Ordem de fechamento do Grupo Militar e apresamento do seu presidente, o marechal Hermes da Fonseca, ex presidente. O motivo para a ordem foram os desentendimentos surgidos na campanha presidencial entre o candidato e o marechal. </li></ul>
  31. 32. <ul><li>Sentindo-se ameaçados e desprestigiados, os oficiais que serviam no Forte de Copacabana se rebelaram. Cercados pelas forças do governo, muitos se entregaram. Entretanto esses dezessete oficiais e soldados, recebendo adesão de um civil, resolveram deixar o Forte com a decisão de enfrentar as tropas do governo em campo aberto. Caminharam então pela praia de Copacabana. </li></ul><ul><li>Seguiu-se um tiroteio, sobreviveram apenas dois rebeldes, os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes. </li></ul><ul><li>2ª Revolta Tenentista: São Paulo 05/05/1924 (Governo de Artur Bernardes) </li></ul>
  32. 33. Semana de Arte Moderna 1922
  33. 34. <ul><li>Entre 1900 e 1920, a Europa atravessou um período de grande efervescência cultural, com manifestações artísticas que rompiam com conceitos estéticos tradicionais, como o expressionismo alemão (1905), o cubismo (1907), a pintura abstrata (1910), o dadaísmo (1915) e o surrealismo (1924). Influenciados por esses movimentos, alguns artistas brasileiros viajavam para a Europa à procura de novas formas de expressão. Ao voltar para o Brasil, traziam na bagagem novas concepções estéticas. </li></ul><ul><li>Como resultado disso, em Fevereiro de 1922 realizou-se em São Paulo a Semana de Arte Moderna, na qual artistas brasileiros adeptos do Modernismo apresentaram-se no Teatro Municipal da capital paulista. Entre outros estavam os escritores Oswald de Andrade, Mário de Andrade (sem relação de parentesco); os artistas plásticos Vítor Brecheret, Anita Malfati e Emiliano Di Cavalcanti, além do músico Heitor Villa-Lobos. Algumas pessoas da elite, como Alfredo Álvares Penteado, Paulo Prado e Alfredo Pujol, apoiaram e financiaram o evento. </li></ul><ul><li>A Semana de Arte Moderna defendia a liberdade de expressão e a incorporação das mais modernas formas de expressão do estrangeiro, não para copiá-las, mas para recriá-las de maneira própria. Para os modernistas, a autêntica expressão artística brasileira deveria conter elementos dos diferentes “brasis”: o rural e o urbano, o antigo e o moderno. </li></ul>
  34. 35. Fundação do PCB <ul><li>Apesar dos movimentos grevistas de 1917 e 1919, a liderança do movimento era dividida entre anarquistas e socialistas, o que impedia o proletariado de conquistar seus direitos básicos. </li></ul><ul><li>Os comunistas organizaram um congresso operário, do qual participavam vários grupos ativistas de anarquistas e comunistas espalhados por diversos estados brasileiros. O objetivo era discutir a criação de uma liderança única, que em nível nacional levaria adiante o projeto revolucionário e proletário para o Brasil. </li></ul><ul><li>O resultado foi a fundação do PARTIDO COMUNISTA , em Fevereiro de 1922, que foi posto na ilegalidade por Epitácio Pessoa. </li></ul>
  35. 36. Governo de Artur Bernardes – 1922 - 1926 <ul><li>Quase todo o mandato sob estado de sítio. Crise política e econômica. Intervenção federal no Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Revolução de 1923 no Rio Grande do Sul: os antigos maragatos, agora organizados no Partido Libertador e chefiados por Assis Brasil revoltaram-se contra a quinta reeleição de Borges de Medeiros para o governo estadual. O governo federal serviu de mediador do conflito, fazendo com que se assinasse o Tratado de Pedras Altas, permitindo a reforma da constituição gaúcha, da qual era suprimida a reeleição do chefe do Executivo. </li></ul><ul><li>Revolução de 1924: 05/07/1924: Segunda Revolta Tenentista: comandada pelo general Isidoro Dias Lopes, os revoltosos tinham o objetivo expresso de derrubar Artur Bernardes. Entre eles encontravam-se oficiais importantes como Miguel Costa (major da Força Pública do Estado de São Paulo – atual Polícia Militar). A capital ficou sob o poder dos militares por 23 dias. Sem condições de continuar, retiraram-se para Foz do Iguaçu, no Paraná. Em abril de 1925, uniu-se a eles um grupo de militares rebelados vindos do Rio Grande do Sul sob o comando do tenente João Alberto e do capitão Luis Carlos Prestes. Tinha início assim a coluna Miguel Costa – Luis Carlos Prestes, mais conhecida como COLUNA PRESTES, com o objetivo de percorrer o interior do Brasil para incentivar a população a se rebelar contra o governo e a elite agrária. </li></ul>
  36. 37. <ul><li>A Coluna Prestes percorreu cerca de 24.000 Km pelo interior brasileiro. A marcha representou o ponto máximo do Movimento Tenentista, com seu objetivo de conscientizar a população e incitá-la contra as políticas vigentes. </li></ul><ul><li>Porém, a coluna fracassou, pois o povo continuou apático, quando não, hostil ao movimento. Os coronéis com suas forças apoiaram o Exército que lutava contra a Coluna. Até mesmo cangaceiros, como o próprio Lampião, foram mobilizados contra os rebeldes. </li></ul><ul><li>1926: Aprovada a Reforma da Constituição Federal, estabelecendo a limitação do * habeas corpus , o veto parcial do presidente e ampliando os limites de intervenção nos Estados, fortalecendo assim o Executivo Federal. </li></ul><ul><li>Em 1927, já no governo de Washington Luís, os últimos remanescentes da Coluna Prestes internaram-se na Bolívia. </li></ul>
  37. 38. <ul><li>*Habeas Corpus: expressão latina que significa “Que tenhas o corpo”. Na verdade, o habeas corpus completamente se chama habeas corpus ad subjiciendun, pois era assim que começavam os escritos pedindo a liberação de um presidiário na Idade Média.  O termo foi oficializado em 1215, quando foi imposto ao rei João Sem Terra, a Magna Carta Libertatum, limitando os poderes reais e iniciando o processo de origem das Constituições ao longo da história. O habeas corpus é uma garantia constitucional outorgada. Segundo a Constituição, a garantia “beneficia quem sofre ou se acha ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder&quot;. No Brasil, o primeiro código que passou a reconhecer esse instrumento legal de proteção individual foi a Constituição Brasileira de 1891.  Esse instrumento pode ser requerido por qualquer pessoa que ache que o seu direito à liberdade está sendo violado. Para se redigir um habeas corpus, não é necessário a presença de advogado. Esse mecanismo é de caráter informal, visto que não é necessário nenhum tipo de documento para requerê-lo, ainda mais que o habeas corpus pode ser impetrado em qualquer simples folha de papel. A pessoa que está sofrendo a ameaça aos seus direitos de liberdade não pode requerer diretamente seu habeas corpus, porém a garantia pode ser feita por qualquer terceiro, até mesmo sem nenhuma autorização do acusado. Normalmente, sempre que é apresentado o habeas corpus a um juiz, é emitida uma liminar devolvendo o preso às ruas, para que ele assim, responda o processo em liberdade. </li></ul><ul><li>Com relação à economia , transferiu o problema do café para os Estados, criando, por exemplo, o Instituto do Café do Estado de São Paulo. </li></ul>
  38. 39. O CANGAÇO
  39. 40. <ul><li>O Cangaço consistiu na atuação de bandos de homens armados que saqueavam fazendas, vilas e cidades, ou atacavam determinadas personalidades – fazendeiros ou políticos – geralmente com o propósito de vingança ou para reparar uma injustiça. Bandos importantes surgiram durante a grande seca de 1877 – 1879, quando morreram de fome mais de 300 mil nordestinos – 60 mil deles no Ceará, que na época tinha 800 mil habitantes. Morreram também 600 mil cabeças de gado. </li></ul><ul><li>Os bandos eram conhecidos pelos nomes de seus chefes. O primeiro foi o de João Calangro, depois veio o de Jesuíno Brilhante, em seguida, na passagem do século, surgiu o de Antonio Silvino, o governador do sertão. </li></ul>
  40. 41. Entre 1920 e 1938, Virgulino Fer- reira da Silva, o Lampião, chefiou o principal bando de cangaceiros do NE. Em alguns livros encontra-se a in- formação de que esses bandos promoviam saques para conse- guir suprimentos que distribuíam aos pobres, alimentando a ideia de que os cangaceiros faziam jus- tiça com as próprias mãos. No entanto, alguns estudiosos mostram que “os cangaceiros eram realmente cruéis e sanguinários, tanto com os ricos quanto com os pobres. A distribuição de bens entre os pobres, que aliás se fazia muito raramente, orientava-se por uma perspectiva nada igualitária. A distribuição era feita para os pobres que ajudavam os cangaceiros; os po- bres que ajudavam seus rivais (os coronéis e a polícia) eram cruelmente martirizados quando apanhados. Perseguidos pela polícia, os cangaceiros estavam sempre em movimento e muitas ve- zes eram protegidos e escondidos pela população. Quem os delatasse era castigado e até morto.
  41. 42. <ul><li>Alguns coronéis também defendiam os cangaceiros, tanto para evitar ataques às suas propriedades quanto para receber ajuda quando precisassem. Aquele que escondia ou protegia um cangaceiro era denominado coiteiro . </li></ul><ul><li>As façanhas dos cangaceiros são fonte de inspiração para a literatura, de cordel, sobretudo, letras de músicas, cinema, teatro, etc. </li></ul>
  42. 43. Governo de Washington Luís – 1926 – 1930 Crise das oligarquias <ul><li>“ GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS” </li></ul><ul><li>Ultimo presidente da República Velha, passeava à pé pela Avenida Rio Branco, tornando-se popular. </li></ul><ul><li>Conciliador, suspendeu o estado de sítio, mas não decretou anistia, embora tenha dado liberdade à presos civis e militares. </li></ul><ul><li>Perseguição a forças de esquerda, provocando uma frente de oposição que se batia pela anistia e pela liberdade de pensamento. </li></ul><ul><li>Lei Celerada: 1927 – instrumento de repressão do governo, ou Lei Aníbal de Toledo), que combatia os chamados “delitos ideológicos”. Inspirada em uma determinação de 1890, a lei criminalizava todo e qualquer evento que incitasse a revolta dos empregados contra os seus patrões. Com isso, as inquietações do operariado seriam contidas nos grandes centros urbanos. Além disso, a Lei Celerada também autorizava o governo a fechar indeterminadamente toda e qualquer agremiação que representasse algum tipo de ameaça à ordem pública. </li></ul>
  43. 44. <ul><li>No intuito de proteger a estabilidade, o governo federal impôs o fechamento de clubes militares, sindicatos de trabalhadores e colocou o Partido Comunista Brasileiro na ilegalidade. Ao mesmo tempo, prescrevia qualquer tipo de publicação que defendesse ou estivesse ligada aos grupos de natureza ameaçadora. Mediante esse contexto, observamos que a luta pela liberdade de expressão no Brasil trilha um longo caminho. Apesar de já naquela época vivermos em um regime inspirado nos ditames da república e da democracia, a Lei Celerada era a própria representação das contradições do momento. Por meio de razões nada compreensíveis, militares, intelectuais, jornalistas, trabalhadores e políticos tiveram suas liberdades severamente tolhidas. </li></ul><ul><li>Nas finanças buscou o equilíbrio monetário e cambial. Para tanto criou a Caixa de Estabilização (1926), que emitia papel moeda de acordo com empréstimos externos ou entradas de ouro. </li></ul>
  44. 45. <ul><li>Seu governo foi marcado pela crise de 1929, que obrigou o setor cafeeiro a pedir auxilio ao governo federal, porém, negado a fim de não prejudicar sua política de estabilização. </li></ul><ul><li>Ao definir sua sucessão na Presidência da República, rompeu com a política Café com Leite e enfrentou as forças oposicionistas que passaram a formar a ALIANÇA LIBERAL , a qual lançou a candidatura de Getúlio Vargas e João Pessoa. No seu governo deu-se ainda a quebra da Política dos Governadores, jogando por terra o poder oligárquico. </li></ul><ul><li>Foi deposto pela Revolução de 1930 , a qual pôs fim à República Velha </li></ul>

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