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    O 25 de abril O 25 de abril Presentation Transcript

    • ESCOLA EB 2,3 D. AFONSO III
    • Trabalho realizado no âmbito da disciplina de HistóriaDocente: Fernanda Campos Alunos: Turma: C Ano: 9 Alberto Lopes nº 1 André Lin nº 3 Daniel Stefanescu nº8 Robson Pinto nº 23 Rúben Torres nº 24 2011/2012
    • O trabalho proposto pela docente Fernanda Campos tem comoobjetivo a aquisição de conhecimentos relativos ao tema “Portugal:do autoritarismo à democracia”.Propomo-nos abordar de forma clara mas pormenorizada esteconturbado período da nossa história, onde a liberdade era um sonholatente na mente dos portugueses.Convidamo-lo a percorrer os caminhos de outrora e espero quesintam o entusiasmo que nós sentimos a realizar este trabalho!
    • Quando em 1945, a maior parte dos países europeus festejou otriunfo da democracia sobre o regime fascismo-nazismo, Salazardemonstra a sua preocupação em renovar a imagem do regime,adotando algumas medidas: - Concedeu amnistia a alguns presos políticos. - Renovou a policia politica que de PVDE passou a chamar-se de PIDE. - Dissolveu a Assembleia Nacional e convocou novas eleições “tão livres como as de Inglaterra”, dizia. - Procedeu à revisão constitucional com o objetivo de introduzir o sistema de eleição dos deputados por círculos eleitorais, em vez de um circulo eleitoral único.
    • A atuação do governo não evidenciou qualquer alteração e asnovas eleições em nada divergiram das eleições outrorarealizadas Os cadernos eleitorais não eram atualizados, de forma que as pessoas falecidas continuavam a votar. As campanhas eleitorais eram feitas sob a apertada vigilância da policia. Os resultados eleitorais eram constantemente manipulados A feição autoritária e conservadora do regime dava claros sinais de se perpetuar, evidenciando o imobilismo politico de Salazar.
    • Portugal viveu entre 1945 e 1974 um período de evidentes contradições no crescimento:O desenvolvimento tardio não acompanhou o crescimento económicoeuropeu. Assistia-se á estagnação do mundo rural e a uma forteemigração.Contudo a partir de 1945 assiste-se a um considerável surto industriale urbano.
    • Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, a agriculturacontinuava a ser a atividade dominante em PortugalAgricultura pouco desenvolvida, caracterizada por baixos índices deprodutividade.O sector primário empregava cerca de 40% da população portuguesae proporcionava menos de 25% da riqueza nacionalImpedimentos ao desenvolvimento:Resistência dos proprietários à alteração da estrutura fundiária.Assimetria verificada na dimensão da terra (no norte predominava ominifúndio, onde os pequenos proprietários eram resistentes àintrodução de novas culturas e no sul predominavam os latifúndiossubaproveitados).
    • Quando, nos anos 60, se confirma em Portugal um novo modelo dedesenvolvimento assente no crescimento industrial concentrado nasgrandes cidades do litoral, as aldeias do interior rural, vêem partir assuas populações em busca de melhores condições de vida. A agricultura revela-se incapaz de responder as necessidades da população.As importações continuam a ser a única solução o que agrava ascontas do Estado.
    • Ao longo dos anos 60 Portugal assiste a um forte movimento migratório,em especial para França, Alemanha e Províncias Ultramarinas. Causas: A miséria em que algumas populações viviam Fuga de muitos jovens à incorporação militar obrigatória Despenalização da emigração clandestinaOs emigrante eram, na sua maioria, homens jovens entre os 18 e os29 anos dispostos a aceitar qualquer tipo de trabalho que lhesproporciona-se um rendimento superior ao que tinham em Portugal
    • Primeira fase:Nos anos 50, o desenvolvimento da industria Portuguesa insere-sena politica económica nacionalista .Aplica-se os primeiros Planos deFomento.I Plano (1953 e 1958) - Criação deinfra-estruturas. Desenvolvimentodos sectores Eléctrico, dostransportes e comunicações.II Plano (1959 e 1964) – Portugal integra os espaço económicoeuropeu – EFTA e investe na industria pesada, consideradaindispensável ao desenvolvimento económico. Aposta-se nasindustrias siderúrgica, metalomecânica, petroquímica, adubos, e acelulose.
    • O surto industrial traduziu-se num espantoso crescimento do sectorterciário e a uma progressiva urbanização do país.Em 1970, mais de ¾ da população portuguesa vivia em cidades ecerca de metade desta população urbana vivia em cidades com maisde 10 000 habitantes.
    • O inicio da “oposição democrática”Cedo tornou-se visível que Salazar não estava empenhado em abrir oregime às transformações democráticas que triunfavam na Europa.Em Outubro de 1945 ocorre a primeira manifestação de oposiçãoorganizada – o MUD (Movimento de Unidade Popular)Este movimento oposicionista denunciava os abusos do regime ereclamava eleições verdadeiramente justas e livres comomanifestação do arranque definitivo para a democratização do país.
    • 1959 é o ano de novas eleições para a Presidência da Republica. Aoposição apresenta o seu candidato – Humberto Delgado, um homemdeterminado, capaz de fazer frente ao candidato do regime – AméricoTomás. Humberto Delgado Américo TomásHumberto Delgado (o general sem medo) reuniu à sua volta umamplo apoio popular, o que fez “tremer” pela primeira vez o regime.Sai vitorioso o candidato do regime, revelando mais uma vez asilegais manobras do mesmo.
    • A necessidade de divulgar internacionalmente a naturezaantidemocrática do regime levou a oposição a intensificar acontestação:Desvio de um avião da TAP – Um grupo de oposicionistas lideradopor Palma Inácio toma de assalto um avião da TAP e inunda Lisboacom propaganda antifascista.Assalto à dependência do Banco de Portugal – Levado a cabo porPalma Inácio com o objetivo de angariar fundos para ações derevolta.Assalto ao navio Santa Maria – Em pleno mar das Caraíbas, o navio éassaltado e ocupado pelo comandante Henrique Galvão, como formade protesto contra a liberdade cívica e politica em Portugal.
    • A partir de 1945, a questão colonial passa a constituir o mais sérioproblema para Portugal. A nova ordem internacional instituida pelacarta das Nações – o reconhecimento do direito à autodeterminaçãodos povos, revela-se um problema sério para o país. SOLUÇÕES Salazar afirma que a presença portuguesa em África era acima de tudo uma manifestação da histórica missão civilizadora de Portugal. Na revisão Constitucional de 1951 Salazar revoga o Acto Colonial e insere o estatuto das colónias na Constituição. O conceito de colónia dá lugar a província. Desaparece o conceito de Império Português, que é substituído pelo conceito Ultramar Português.
    • ANGOLAMPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola UNITA – União Nacional para a Independência Total de Angola A partir de 1966, os combates estendem-se a toda a região angolana. Em Setembro de 1964, a guerrilha estendeu-se a Moçambique, por ação da FRELIMO
    • Durante treze anos, Portugal viu-se envolvido em duras batalhas. Aguerra colonial teve elevados custos materiais (40% do orçamento deEstado) e humanos (8000 mortos e cerca de 10 000 mutilados).
    • Em 1968, perante a intensificação da oposição interna, o aumentodas denuncias internacionais face ao colonialismo português, assimcomo o afastamento de Salazar por motivos de doença, Portugalparece abrir as “portas” do regime à liberalização democrática. A Presidência do Conselho de Ministros foi entregue a Marcello CaetanoEste novo governante numa primeira fase da sua ação governativa, achamada “Primavera Marcelista” tomou algumas medidasreformistas.
    • Foi permitido o regresso de alguns exilados políticos;a PIDE muda o nome para DGS (Direcção-Geral de Segurança);foram legalizados os movimentos políticos comunistas opositores aoregime;iniciou-se uma reforma democrática do regime;A União Nacional passa a designar-se por ANP (Acção NacionalPopular), surgindo uma jovem geração de deputados adeptos daliberalização do regime
    • Em 1969 eclode o movimento de contestação juvenil nasUniversidades de Coimbra e Lisboa. Em simultâneo ocorreminúmeros movimentos grevistas por todo o país.O governo entendeu que tinha “ido longe de mais” na sua tentativaliberalizadoraIntensifica-se de novo a repressão policial e aumentam as detenções.Perante a intensificação do movimento de contestação juvenil, asuniversidades são invadidas pelos “gorilas”, uma policia recrutadaentre ex-combatentes nas tropas de elite.
    • A politica de renovação tentada por Marcello Caetano também tevereflexos na questão colonial.A presença colonial nos territórios africanos deixa de ser afirmadacomo uma “missão histórica” para ser reconhecida como defesa dosinteresses das populações brancas que ai residiam.A guerra colonial persiste e acentua o isolamento internacional dePortugal: O Papa Paulo IV critica a administração colonial portuguesa. Marcello Caetano é vaiado quando se desloca a Londres. Osmanifestantes mostram a sua revolta perante os massacrescometidos pelo exercito português em Moçambique. A ONU reconhece a independência de Guiné-Bissau em 1973
    • A guerra colonial persistiaIntensificava-se a condenação internacional da politica colonialAumento do descontentamento popular face ao aumento docusto de vidaIntensificação da violência levada a cabo pelos movimentosclandestinos armadosInsatisfação do setor industrial, descrente no marcelismo edesejoso de uma aproximação à Europa comunitária.
    • A partir de 1973 começa a organizar-se um movimento clandestino demilitares.Liderado pelos generais Spninola e Costa Gomes e assumindo clarosobjetivos de por fim à politica do Estado Novo. Este movimentocresce com a adesão das principais unidades militares, tornando-semais forte e organizado.MFA - Movimento das Forças Armadas
    • Na madrugada de 25 de Abril de 1974 o Movimento das ForçasArmadas leva a cabo uma ação revolucionária que pôs fim ao regimede ditadura que vigorava desde 1926. Coordenação do major Otelo Saravaiva de Carvalho Inicio por volta das 23 horas Às 0:20 do dia 25 de Abril, foi do dia 24 de Abril, com a transmitida a canção “Grândola transmissão, pela rádio, da Vila Morena”, de José Afonso. canção “E Depois do Adeus”, Estava dado o sinal de que todas de Paulo de Carvalho. Era a as unidades militares podiam primeira indicação aos avançar para a ocupação dos envolvidos no processo que pontos considerados estratégicos as operações estavam a – aeroportos, rádio, RTP, entre decorrer como previsto. outros
    • Com o fim da resistência do Regimento de Cavalaria 7, a única forçamilitar que saiu em defesa do regime, Marcello Caetano rendeu-sepacificamente e entregou o poder ao general Spínola. Rendição de Marcello Caetano – o general Spínola discursa.
    • O golpe militar foi aclamado nas ruas pela população, cansada daguerra e da ditadura, transformando os acontecimentos de Lisboanuma explosão social por todo o país, uma autentica revoluçãonacional que, pelo seu caráter pacifico, ficou conhecida como a“Revolução dos Cravos”.
    • Constituição da Junta de Salvação com António Spínola naPresidência. A esta instituição coube levar a cabo o processo dedesmantelamento do regime, previsto pelo programa do MFA -A Assembleia Nacional e o Conselho de Estado são dissolvidos; - Os presos políticos foram amnistiados e libertados e os exilados iniciaram o regresso ao país; - Américo Tomás, Presidente da Republica e Marcello Caetano, Presidente do Governo foram destituídos do governo, presos e mais tarde exilados para o Brasil; -Iniciou-se a preparação para as eleições livres; - Iniciou-se a formação de novos partidos políticos e sindicatos livres, entre outras medidas
    • Entretanto, agravaram-se as dissidências entre o Presidente darepublica, general Spinola, e o Movimento das Forças Armadas sobreos rumos a empreender para Portugal. Os primeiros confrontosA 28 de Setembro de 1974 ocorrem os primeiros confrontos. Sectoresconservadores considerados revolucionários – A Maioria Silenciosa,organizam uma manifestação de apoio a Spínola. O MFA proíbe amanifestação e criam barricadas de forma a não permitir o acesso demanifestantes a Lisboa. Spínola, fragilizado renuncia, subindo aopoder Costa Gomes.
    • O PREC foi a expressão usada para designar a vaga de atividadesrevolucionárias levadas a cabo pela esquerda radical com vista àconquista do poder e ao reforço da transição para o socialismo.Face à crescente radicalização do processo revolucionário e aosexcessos cometidos rumo ao socialismo, um grupo de nove oficiaismoderados, com Melo Antunes à frente, toma posição politica sobre aposição, publicando em Agosto de 1975, um documento que ficouconhecido como o Documento dos Nove.Nele declararam que o processo revolucionário atingiu o seu auge eque eram urgentes medidas relativamente ao futuro de Portugal.
    • Promulgada a 2 de Abril de 1976, a nova Constituição foi elaboradanum clima de forte radicalização politica.O texto constitucional consagra o Estado português como umarepublica democrática e pluralista ao garantir as liberdadesindividuais e a alternância democrática através de eleições livres euniversais.
    • Presidente da Republica – Eleito por sufrágio universal, por maioriaabsoluta, por um período de 5 anos. É o representante máximo dasoberania nacional.Assembleia da Republica - Constituída por deputados eleitos porcírculos eleitorais correspondentes aos distritos do continente ecada região autónoma, é o órgão legislativo por excelência.Governo – Constituído pelo Primeiro-Ministro, pelos ministros e pelossecretários e subsecretários de estado. É o órgão que superintende aadministração pública do país.Tribunais – Aos tribunais compete o exercício do poder judicial.
    • Este trabalho proposto pela docente de História revelou-se muitocativante. Primeiramente não sabíamos muito bem como realizar otrabalho. Posteriormente começamos a pesquisar e as ideiassurgiram naturalmente. Adquirimos importantes conhecimentos.
    • Antão António, “História A”, 2007 Porto EditoraRezola Inácia Maria, “25 de Abril” – Mitos de uma revolução”, 2008 PortoEditora.Lourenço Vasco, “Do Interior da revolução”, 2009 Ancora EditoraImagens retiradas do motor de busca Google.