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1. Introdução. O Transtorno do PânicoA Historicidade do Pânico - O Deus PãOs mitos nos ajudam a entender as relações human...
1. Introdução. O Transtorno do PânicoSintomas Característicos Gerais• elevado estado de excitação;• sentimentos psicológic...
1. Introdução. O Transtorno do PânicoDESCRIÇÃO DO TRANSTORNO DO PANICO PELO DSM-IV-TR(Manual de Diagnóstico e Estatística ...
1. Introdução. O Transtorno do PânicoCLASSIFICAÇÃO DO TRANSTORNO DO PÂNICO NO CID-10(Classificação Estatística Internacion...
1. Introdução. O Transtorno do PânicoOusado ConceitoTranstorno do Pânico é uma condição mental que, aliada a um conjunto d...
2. Abordagens para o Transtorno do Pânico2.1. Abordagem BiológicaTenta estabelecer relações entre o desenvolvimento do tra...
Fatores Hereditários• Tendência do TP de se agregar em famílias• Parentes em 1º grau de pacientes com TP apresentam risco ...
Fatores AmbientaisRelação entre fatores estressores e desenvolvimento do TP:• Experiências traumáticas na infância X desen...
Anatomia e fisiologia do sistema nervoso envolvidos no TPModificações estruturais identificadas na anatomia de pacientes c...
Conjunto de estruturas neurais relacionadas aos ataques de pânico:amígdala: estrutura central envolvida nos processos de m...
Conjunto de estruturas neurais relacionadas aos ataques de pânico:Locus Coeruleus:• Principal local de síntese de noradren...
Alterações Químicas no Sistema Nervoso (neurotransmissores)Alterações de funcionamento nos sistemas de neurotransmissoresp...
Durante o ataque de pânico:Disparos repetidos de neurônios noradrenérgicos no locuscoeruleusAlterações Químicas no Sistema...
2.2. Abordagem Psicológica Cognitivo-Comportamental2. Abordagens para o Transtorno do PânicoFoco no estabelecimento de rel...
Transtorno do Pânico:Medo aprendido de certas sensações corporais,associadas com o ataque do pânicoAgorafobia:Resposta com...
Modelo de Clark:Estímulo Interno(alterações corporais:taquicardia, sudorese,vertigem, ...)Estímulo Externo(provenientes do...
Modelo de Barlow:Alto nível de estresseVulnerabilidadeBiológica(predisposição genética)VulnerabilidadePsicológica(históric...
2.3. Abordagem Psicanalítica2. Abordagens para o Transtorno do PânicoParte do pressuposto de que conflitos internos incons...
Alguns conceitos gerais da abordagem psicanalítica• Transtorno do Pânico como uma somatização de processosinconscientes co...
Contexto sóciocultural permissivo e de ausência de limites prejudicandoa estruturação psíquica do indivíduo: Pânico e Desa...
• Importância da LEI (simbólica) no desenvolvimento do ego e superegoO estabelecimento da lei, no sentido de restrições ta...
• A lei capacita o Homem a estabelecer relações de troca e a lidar com odesamparo e com a falta (o Homem não pode ter tudo...
E se a lei falha?• Se não há restrição, não há necessidade de amparo• Se não há necessidade de amparo, o homem não pode de...
Fobia x PânicoFobia:• Conflito emocional interno levando ao recalque de pensamentos ou impulsosperturbadores• Fracassando ...
• Pacientes com TP relatam sintomas que remetem à falta de referencial, deorientação (sensação de estar perdido no espaço)...
3. Tratamento1. Psicofármacos2. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)3. PsicanálisePsicofármacos Na maioria dos casos, e...
3. TratamentoTCC – Como funciona? A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode servir como alternativa para oscasos onde...
3. TratamentoTCC – TécnicasPsicoeducação A psicoeducação visa decompor a cascata de ansiedade e pânico causada pelosataqu...
3. TratamentoTCC – TécnicasPsicoeducação
3. TratamentoTCC – TécnicasRelaxamento e exposição Tanto a técnica de relaxamento quanto a de respiração ajudam o portado...
3. TratamentoTCC – TécnicasReestruturação Cognitiva Tem como objetivo identificar pensamentos distorcidos, em relação às ...
3. TratamentoTerapia Psicanalítica A psicanálise não trata o TP por não considerá-lo uma doença. O papel daanálise é inve...
4. Considerações Finais• Descrição do TP, caracterização de fatores físicos, genéticos ou comportamentaisassociados e prop...
• Abordagens biológica e cognitivo-comportamental já vêm sendo amplamenteutilizadas em conjunto para o tratamento de pacie...
• Pouca probabilidade de que haja alguma convergência entre aabordagem psicanalítica e as abordagens biológica e cognitivo...
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TRANSTORNO DO PÂNICO - ASPECTOS GERAIS, ABORDAGENS ESPECÍFICAS E TRATAMENTO

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TRANSTORNO DO PÂNICO - ASPECTOS GERAIS, ABORDAGENS ESPECÍFICAS E TRATAMENTO

  1. 1. Grupo:Anne Margarita Cunha BaptistaFernanda Gomes de SousaVitor ChvidchenkoTranstorno do Pânico:Aspectos Gerais, Abordagens Específicas e TratamentoIntrodução ao Trabalho CientíficoProf. Thiago Crespi17/5/2013
  2. 2. TÓPICOS1. Introdução. O Transtorno do Pânico2. Abordagens para o Transtorno do Pânico2.1. Abordagem Biológica2.2. Abordagem Cognitivo-Comportamental2.3. Abordagem Psicanalítica3. Tratamento3.1. Tratamento Psicofarmacológico3.2. Terapia Cognitivo-Comportamental3.3. Terapia Psicanalítica4. Considerações Finais
  3. 3. 1. Introdução. O Transtorno do PânicoA Historicidade do Pânico - O Deus PãOs mitos nos ajudam a entender as relações humanas e guardam em si a chavepara o entendimento do mundo e da nossa mente analítica.A mitologia grega, repleta de lendas históricas e contos sobre deuses, deusas,batalhas heroicas e jornadas no mundo subterrâneo, revela-nos a mente humana eseus meandros multifacetados.Atemporais e eternos, os mitos estão presentes na vida de cada Ser humano, nãoimporta em que tempo ou local.Somos todos, deuses e heróis de nossa própria história.
  4. 4. 1. Introdução. O Transtorno do PânicoSintomas Característicos Gerais• elevado estado de excitação;• sentimentos psicológicos intensos de apreensão, medo e terror;• sintomas físicos que podem incluir respiração curta, palpitações cardíacas,dores no peito, sensações de asfixia ou sufocação;• períodos intensos de estimulação com esgotamento ou estresse físico.• preocupações excessivas em ter uma doença grave, morrer, enlouquecer;• reações do próprio corpo assustam;• variação também na intensidade e no tipo de sintoma.
  5. 5. 1. Introdução. O Transtorno do PânicoDESCRIÇÃO DO TRANSTORNO DO PANICO PELO DSM-IV-TR(Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais)Os 13 sintomas somáticos ou cognitivos:(1) Palpitações ou taquicardia;(2) Sudorese;(3) Tremores ou abalos;(4) Sensações de falta de ar ou sufocamento;(5) Sensações de asfixia;(6) Dor ou desconforto torácico;(7) Náusea ou desconforto abdominal;(8) Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio;(9) Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização(estar distanciado de si mesmo);(10) Medo de perder o controle ou enlouquecer;(11) Medo de morrer;(12) Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento);(13) Calafrios ou ondas de calor.
  6. 6. 1. Introdução. O Transtorno do PânicoCLASSIFICAÇÃO DO TRANSTORNO DO PÂNICO NO CID-10(Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionadoscom a Saúde)Ansiedade Paroxística Episódica = ataques recorrentes de ansiedade grave(pânico), os quais não estão restritos a qualquer situação ou conjunto decircunstâncias em particular e que são, portanto, imprevisíveis.
  7. 7. 1. Introdução. O Transtorno do PânicoOusado ConceitoTranstorno do Pânico é uma condição mental que, aliada a um conjunto dealterações fisiológicas, comportamentais e emocionais, faz com que o indivíduopasse por um período intenso, repentino e inesperado de medo, sensação demorte ou catástofre iminente, tipicamente abrupto.
  8. 8. 2. Abordagens para o Transtorno do Pânico2.1. Abordagem BiológicaTenta estabelecer relações entre o desenvolvimento do transtorno,os seus sintomas físicos, os mecanismos e possíveis fatoresfísico/químico/biológicos que influenciam no aparecimento do TPCompreende estudos de:• Fatores Hereditários• Fatores Ambientais• Anatomia e fisiologia do sistema nervoso envolvidos no TP
  9. 9. Fatores Hereditários• Tendência do TP de se agregar em famílias• Parentes em 1º grau de pacientes com TP apresentam risco oito vezesmaior de desenvolvimento da doença• Estudos com gêmeos apresentam maior concordância de TP em gêmeosmonozigóticos do que em gêmeos dizigóticos• Estudos de polimorfismos em genes candidatos à associação como TP: não replicados em trabalhos posteriores• Ainda não há evidências claras e conclusivas da existência degenes relacionados à ocorrência do Transtorno do Pânico
  10. 10. Fatores AmbientaisRelação entre fatores estressores e desenvolvimento do TP:• Experiências traumáticas na infância X desenvolvimento do TP naidade adulta• Eventos estressantes na idade adulta se relacionam com odesenvolvimento de transtornos de ansiedade e TP• 80% dos pacientes com TP relataram estressores de vida nosúltimos 12 meses que precederam o início do transtorno• Fatores socioeconômicos (etnia, estado civil, grau de escolaridade erenda) não parecem estar diretamente associados ao TP• Tabagismo e dependência de nicotina X TP: resultados inconclusivos
  11. 11. Anatomia e fisiologia do sistema nervoso envolvidos no TPModificações estruturais identificadas na anatomia de pacientes com TP:• Volume reduzido nos lobos temporais e na amígdala• Redução de massa cinzenta no giro parahipocampal esquerdo• Redução bilateral na massa cinzenta do putâmen• Aumento no tronco cerebral nos sítios rostrais, na ínsula esquerdae giro temporal superior esquerdo, mesencéfalo e ponte(Estudos de neuroimagem estrutural)Limitação: correlação causa ou consequência?
  12. 12. Conjunto de estruturas neurais relacionadas aos ataques de pânico:amígdala: estrutura central envolvida nos processos de medoResponsável pela disseminação de informações quecoordenam as respostas autonômicas e comportamentaisviaseferentesconectam-secomativação do S.N. simpáticoNúcleo parabraquial: aumento no ritmo respiratórioNúcleo lateral do hipotálamo:(descarga simpática)Locus Coeruleus: aumento na produção de norepinefrinaaumento na pressão arterial, frequênciacardíaca e resposta comportamental domedoNúcleo paraventricular do hipotálamo:aumento na liberação de adenocorticóidesSubstância cinzenta periaquedutal:respostas comportamentais adicionais(defesa e paralisia postural)“Rede do medo”
  13. 13. Conjunto de estruturas neurais relacionadas aos ataques de pânico:Locus Coeruleus:• Principal local de síntese de noradrenalinano encéfalo• Ativado principalmente por estímulossensoriais novos, inesperados – estado dealerta• Envolvido diretamente com os sistemas derespostas fisiológicas a situações deestresse e pânicoAmígdala:• Integradora de informações sensoriais àsrespostas comportamentais e fisiológicas,principalmente para estímulos querepresentam perigo• Participa em processos envolvidos com:emoção, medo condicionado,comportamento social, julgamento deexpressões faciais, julgamentos sociais,dentre outros
  14. 14. Alterações Químicas no Sistema Nervoso (neurotransmissores)Alterações de funcionamento nos sistemas de neurotransmissoresparecem desempanhar um papel central na ocorrência de TPNeurotransmissores monoaminérgicos• noradrenalina (norepinefrina)• serotonina• dopaminaEnvolvidos com os transtornosde humor e de ansiedade• Sistema de recompensa• Comportamento e cognição• Atenção• Aprendizagem• Esquizofrenia, Mal de Parkinson, ...
  15. 15. Durante o ataque de pânico:Disparos repetidos de neurônios noradrenérgicos no locuscoeruleusAlterações Químicas no Sistema Nervoso (neurotransmissores):devido aDéficit na transmissão serotoninérgicaDrogas que aumentam a disponibilidade de serotonina enoradrenalina na fenda sináptica (ex: inibidores seletivosda recaptação de serotonina) promovem a regularizaçãoda atividade noradrenérgica e, consequentemente, umamelhora nos sintomas de TPO tratamento de longo prazo com drogas que aumentam a concentraçãode serotonina e noradrenalina na fenda sináptica produz uma redução nasensibilidade dos receptores para estes neurotransmissoresReorganização global / “regulagem” do sistema de neurotransmissores / receptoresNão se trata apenas de aumentar a concentração de serotonina ounoradrenalina disponível na fenda sináptica
  16. 16. 2.2. Abordagem Psicológica Cognitivo-Comportamental2. Abordagens para o Transtorno do PânicoFoco no estabelecimento de relações entre processos fisiológicos eprocessos comportamentais/cognitivos envolvidos na ocorrência dotranstorno do pânico.Ênfase em processos de aprendizagem e na geração decomportamentos aprendidos com interpretação fortemente distorcida(exagerada) de sinais corporais
  17. 17. Transtorno do Pânico:Medo aprendido de certas sensações corporais,associadas com o ataque do pânicoAgorafobia:Resposta comportamental à antecipação destas sensações,temendo sua evolução para um ataque de pânicoConceitos Gerais da Abordagem Cognitivo-ComportamentalA abordagem cognitivo-comportamental entende que, de forma geral, otranstorno do pânico está relacionado a uma distorção, por algum tipo demecanismo, das respostas cognitivas (interpretação) do organismo adeterminadas sensações corporais que, em si mesmas, não representariamsinal de perigo.
  18. 18. Modelo de Clark:Estímulo Interno(alterações corporais:taquicardia, sudorese,vertigem, ...)Estímulo Externo(provenientes do meio:luminosidade, ruídos, ...)OUInterpretação dePerigo ou AmeaçaIminenteAtivação dosistema simpáticoReações corporaisdesencadeadaspelo sistema simpáticoConfirmação do“perigo”Ansiedade enecessidade dedefesaEspiral crescentee rápidaO modelo não detalha o mecanismo exato pelo qual, em determinado momento,houve, pelo indivíduo, o aprendizado da interpretação disfuncional (distorcida) do(s)estímulo(s) que desencadeia(m) o processo
  19. 19. Modelo de Barlow:Alto nível de estresseVulnerabilidadeBiológica(predisposição genética)VulnerabilidadePsicológica(histórico de vida)Elevação dosníveis deexcitaçãofisiológicaIntensificaçãodos esquemascognitivos deapreensão edescontrolesobre as reaçõescorporaisPrimeiro ataquede pânico“Aprendizado domedo”Medo de novos ataquesTranstorno doPânicoInfluência defatores sociaisTendência deevitação de situaçõesdeflagradorasAgorafobiaMedo aprendidopredispõeo organismo àdeflagração denovos ataquesAumento da“ansiedadeantecipadora”Estímulodesencadeador(interno ou externo)
  20. 20. 2.3. Abordagem Psicanalítica2. Abordagens para o Transtorno do PânicoParte do pressuposto de que conflitos internos inconscientesestariam na origem das manifestações de ansiedade, podendo, noscasos agudos, levar o indivíduo ao pânico• Grande variedade de propostas e modelos distintos entre si,dentro da abordagem psicanalítica, para explicar o transtorno dopânico• Alguns autores nem mesmo reconhecem a existência doTranstorno do Pânico como uma doença ou distúrbio, evitando arotulação dos pacientes como vítimas do TP• Predomínio de uma visão holística ou integral sobre o paciente,ao invés de focar exclusivamente no TP• A avaliação da estrutura da personalidade do indivíduo e de suahistória de vida é fundamental
  21. 21. Alguns conceitos gerais da abordagem psicanalítica• Transtorno do Pânico como uma somatização de processosinconscientes conflitantes ou mal resolvidos• Frustrações, ressentimentos e outras experiências vividas na infância,cruciais na formação da personalidade, são identificados como potenciaisfatores para o desenvolvimento do TP• A qualidade da relação parental desempenha papel preponderante parao desenvolvimento da doença: pacientes com TP comumente descrevemseus pais como pessoas muito críticas, bravas, amedrontadoras oucontroladoras• Pacientes que foram crianças medrosas, nervosas e tímidas, e/ou queapresentam desconforto diante de sentimentos agressivos, tendem aapresentar maior vulnerabilidade ao surgimento do TP• É frequente pacientes com TP apresentarem sentimentos crônicos debaixa autoestima, frustração e/ou ressentimento• Separação materna precoce ou perdas interpessoais comumente seassociam à instalação do TP
  22. 22. Contexto sóciocultural permissivo e de ausência de limites prejudicandoa estruturação psíquica do indivíduo: Pânico e Desamparo• Desorganização da estrutura social, com sucessivas e aceleradastransformações na sociedade nas últimas décadas:• Mudanças de valores• Condições de procriação, filiação e configurações familiares• Alterações nas formas de educar os filhos• Mudanças nos papéis de homem e mulherCRISE DE REFERÊNCIASpromovendo profundas alterações naorganização subjetiva da psique humanaUm modelo psicanalítico proposto para o TP (Costa, 2011)
  23. 23. • Importância da LEI (simbólica) no desenvolvimento do ego e superegoO estabelecimento da lei, no sentido de restrições tanto do meioquanto morais permite o surgimento e desenvolvimento do ego esuperego, contrapondo-se ao id e possibilitando a estruturação deuma psique equilibrada:• Id: “princípio do prazer” – pulsões potencialmente infinitas e ilimitadas• Estabelecimento da lei = agente de castração• “A lei que priva e limita, também protege e ampara”: referênciassimbólicas claras para o indivíduo• O agente de castração institui a lei e põe limite ao gozo, propiciando arenúncia pulsional renúncia das pulsões em troca de segurança eoutros benefícios secundáriosPossibilita a existência da civilização ea sobrevivência do próprio indivíduo
  24. 24. • A lei capacita o Homem a estabelecer relações de troca e a lidar com odesamparo e com a falta (o Homem não pode ter tudo e nem podesobreviver sozinho)“A lei humaniza o homem”Freud:• Todo homem vive naturalmente em situação de total desamparo(o ser humano não tem condições de ajudar a si próprio)• Desamparo primário: inerente à constituição do sujeito, fruto deuma angústia fundamental que está presenta desde o nascimento• Desamparo primário como experiência estruturanteFaz com que o indivíduo se volte para o outro:• abre mão de ambições de autossuficiência narcísica e de ilusões deonipotência, para poder sobreviver• Possibilita a sua constituição como sujeito
  25. 25. E se a lei falha?• Se não há restrição, não há necessidade de amparo• Se não há necessidade de amparo, o homem não pode desenvolver umapreocupação com o outro• Inversamente, se o outro não tem importância, não faz sentido seguir leisou regrasSe a lei falha, o amparo também não se desenvolve, e vice-versa• Individualismo exacerbado• Isolamento• Permissividade e ausência de limites• Ausência ou pouco apelo do indivíduo ao outroSensação geral de desamparo, isolamento, insegurança, falta de lei e degarantias Cenário extremamente propício para o Transtorno do Pânico• Viver o excesso pulsional sem limites (não há benefícios compensatórios aparentes associados àrenúncia) OU renunciar às pulsões sem garantias de compensação
  26. 26. Fobia x PânicoFobia:• Conflito emocional interno levando ao recalque de pensamentos ou impulsosperturbadores• Fracassando o recalque, o conflito é deslocado para um lugar ou situação domundo exterior, de modo a tentar confinar o conflito ou a ansiedade em umobjeto externo: objeto fóbico• A possibilidade de evitação do objeto fóbico permite uma amenização naansiedade do indivíduoPânico:• Embora haja um caráter fóbico, não há objeto fóbico claramente definido• As exigências da realidade externa podem estar tomando o lugar do objetofóbicoChoque da descoberta do desamparo promovendo o desmoronamentode uma ilusão narcísica
  27. 27. • Pacientes com TP relatam sintomas que remetem à falta de referencial, deorientação (sensação de estar perdido no espaço), isolamento e separaçãoRemetem à castração ou interdição, produzindo-seno paciente uma sensação de profundo desamparoPânico como um processo de somatização de um medo ou fobia profunda egeneralizada da própria falta de lei, limites ou referencial, manifestando-seno corpo na forma de um descontrole generalizado de determinadas funçõesfisiológicas (batimentos cardíacos, respiração, sudorese, ...)“Grito” do inconsciente, implorando por lei, limites,amparo e relacionamento
  28. 28. 3. Tratamento1. Psicofármacos2. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)3. PsicanálisePsicofármacos Na maioria dos casos, esse tratamento é o que está na linha de frente. O controle dos ataques de pânico é, geralmente, feito através da ingestão detranquilizantes benzodiazepínicos como o diazepam. Esse tipo de medicamento alivia o sintoma das crises rapidamente, porémpossui grande potencial de abuso e dependência (Davidson, 1997). Costuma ser usado no início do tratamento para controlar os eventuaissintomas, ajudando na aderência aos tratamentos psicoterápicos.
  29. 29. 3. TratamentoTCC – Como funciona? A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode servir como alternativa para oscasos onde a interação psicofarmacológica não funciona bem ou então comocomplemento ao tratamento. O objetivo básico da TCC é o descondicionamento das sensações físicascausadas pelo TP, utilizando princípios de aprendizagem para diminuí-los. A proposta da TCC é oferecer um tratamento breve com 10 a 20 sessões, todascom objetivos claros que devem ser atingidos. Tanto o papel do paciente quanto odo terapeuta é ativo.
  30. 30. 3. TratamentoTCC – TécnicasPsicoeducação A psicoeducação visa decompor a cascata de ansiedade e pânico causada pelosataques. Mostra uma análise clara de todas as etapas e introduz o papel dos pensamentosna manutenção do transtorno e o quanto a evitação e os comportamentos de fugacontribuem para a perpetuação dos ataques. É aplicada nas primeiras sessões, porém pode se repetir durante todo otratamento. Essa etapa auxilia o paciente a passar pelas próximas, principalmente as deexposição, que são as que causam mais ansiedade.
  31. 31. 3. TratamentoTCC – TécnicasPsicoeducação
  32. 32. 3. TratamentoTCC – TécnicasRelaxamento e exposição Tanto a técnica de relaxamento quanto a de respiração ajudam o portador adiminuir a tensão causada durante os ataques de pânico, além de proporcionar asensação de controle e domínio sobre o próprio corpo. A técnica de exposição reproduz os sinais mais comuns de ansiedade como afalta de ar e taquicardia. Quando o cliente é exposto a esses sinais, promove-se a extinção docondicionamento interoceptivo, ou seja, o cliente deixa de associar os sintomasansiosos ao ataque de pânico. Ajuda o cliente a interpretar essas sensações de forma realista e não alarmante.
  33. 33. 3. TratamentoTCC – TécnicasReestruturação Cognitiva Tem como objetivo identificar pensamentos distorcidos, em relação às sensaçõescorporais ameaçadoras e avaliar, junto ao terapeuta, a veracidade dessespensamentos. O cliente é incentivado a propor alternativas e também lhe é ensinado comoanalisar seus pensamentos como uma hipótese e confrontá-los com a realidade.O paciente precisa estar a par de todo o processo para usá-lo quando necessário.
  34. 34. 3. TratamentoTerapia Psicanalítica A psicanálise não trata o TP por não considerá-lo uma doença. O papel daanálise é investigar o passado do paciente, principalmente a infância, em busca dacausa para tratar o sintoma. A psicanálise ajuda o portador do TP a lidar com seu sentimento de desamparo econstante angústia. Aspectos relacionados à psicodinâmica da personalidade serão aprofundadosvisando explorar situações de conflito que possam ser desencadeadoras das crises. A experiência assustadora de perda de controle sobre as próprias emoçõesparece ser central nessas pessoas (Louzã & Elkis, 2007). Lembrando que a psicanálise tem como característica um tratamento longo.
  35. 35. 4. Considerações Finais• Descrição do TP, caracterização de fatores físicos, genéticos ou comportamentaisassociados e proposição de terapias baseadas na atuação direta sobre estesfatores• “O que faz com que um indivíduo, anteriormente saudável, venha desenvolver oTranstorno do Pânico em um determinado momento da sua vida?”Pergunta sem resposta por estas abordagens• Foco nas causas psíquicas do desenvolvimento do TP e olhar integral sobre osujeito – parte do pressuposto de que o TP é originado por fatores psíquicos enão biológicos• Diversidade muito grande de teorias e modelos (alguns contraditórios entre si)• Extrema dificuldade de comprovação experimental dos modelos teóricos• Neglicenciamento a priori da possibilidade de fatores físicos/biológicos estaremdesempenhando papel relevanteAbordagem Psicanalítica:Abordagens Biológica e Cognitivo-Comportamental
  36. 36. • Abordagens biológica e cognitivo-comportamental já vêm sendo amplamenteutilizadas em conjunto para o tratamento de pacientes com TP, e tudo indica queesta associação continuará ocorrendo no futuro• A associação da abordagem psicanalítica com a biológica em tratamentos é rarae pouco usual• Pressões da velocidade e do pragmatismo da vida moderna fazem com que amaioria dos pacientes com TP prefiram as terapias TCC, de duração mais curta:Dificuldade de avaliação dos tratamentos psicanalíticos para TP (poucosdados disponíveis, longa duração dos tratamentos)
  37. 37. • Pouca probabilidade de que haja alguma convergência entre aabordagem psicanalítica e as abordagens biológica e cognitivo-comportamental, dada a diferença radical de pressupostos teóricosentre as duas linhas• Os avanços recentes nas pesquisas nas áreas de genética e deneurociências sugerem que a descrição biológica do TP poderá aindasofrer consideráveis modificações e desenvolvimentos no futuro• As abordagens psicológicas, tanto a cognitiva-comportamental quantoa psicanalítica, já apresentam suas bases bastante consolidadas(embora fundamentalmente distintas) e não apresentam tendência demudanças significativas no futuro
  38. 38. Obrigado!

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