Espiroquetas, micoplasmas, riquétsias, clamídias

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Espiroquetas, micoplasmas, riquétsias, clamídias

  1. 1. ESPIROQUETAS, MICOPLASMAS, RIQUÉTSIAS, CLAMÍDIAS Naielly Rodrigues da Silva
  2. 2. ESPIROQUETAS <ul><li>São bactérias móveis helicoidais. </li></ul><ul><li>Os flagelos dos espiroquetídeos estão localizados no interior da membrana externa (filamento axial) </li></ul><ul><li>Os espiroquetídeos são impulsionados por rotação em ambiente líquido, mantendo a motilidade mesmo em ambientes viscosos. </li></ul><ul><li>Por serem extremamente delgados os espiroquetídeos não são visualizados em microscópio óptico comum, podendo ser observados somente quando tratados com sais de prata que os tornam mais espessos. </li></ul><ul><li>3 gêneros: Treponema, Leptospira, Borrelia. </li></ul>
  3. 3. TREPONEMA PALLIDUM <ul><li>É o patógeno dominante entre as espiroquetas, e agente causal da sífilis venérea. </li></ul><ul><li>O T.pallidum não é cultivável em meios de cultura comuns, mas pode causar infecção experimental em coelhos e macacos. </li></ul>
  4. 4. FATORES DE VIRULÊNCIA <ul><li>Há fixação da bactéria a receptores existentes nos mucopolissacarídeos do tecido conjuntivo por meio de uma de suas extremidades. Estudos indicam que o receptor é a fibronectina e que a bactéria se adere através de adesinas. </li></ul><ul><li>Produz uma enzima mucopolissacaridase que dissolve os mucopolissacarídeos que fazem a união das células endoteliais, permitindo a passagem da bactéria para meios intravasculares. Além disso, essa obstrução leva a trombose e necrose. </li></ul><ul><li>A cápsula de T.pallidum constitui-se de ácido hialurônico e de sulfato de condroitina. Tem ação antifagocitária. </li></ul>
  5. 5. PATOGÊNESE DA INFECÇÃO <ul><li>Os treponemas são introduzidos no organismo pela mucosa (através de ferimentos ou cortes). </li></ul><ul><li>Clinicamente a sífilis pode ser dividida em 3 estágios: período de incubação, sífilis primária, secundária e latente. </li></ul><ul><li>Período de incubação: Varia de 3 a 90 dias. Logo após a inoculação, os espiroquetídeos disseminam-se por todo o organismo, podendo causar a doença. </li></ul><ul><li>Sífilis primária: Abrange o desenvolvimento da lesão primária no local da inoculação. A resposta inata expressa pela reação inflamatória dá origem a uma lesão ulcerosa denominada cancro-duro. A úlcera é em geral indolor o cancro regride entre três a seis semanas. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>O diagnóstico laboratorial da sífilis primária depende da demonstração de espiroquetas na lesão por meio de microscopias de campo escuro ou imunofluorescencia direta além de sorologia. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Sífilis secundária: Fase mais ostensiva da doença, quando os microorganismos são mais numerosos. Se inicia de 2 a 8 semanas após o aparecimento do cancro. Os exantemas característicos da sífilis aparecem nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Pode haver sintomas sistêmicos que incluem linfoadenopatia, febre, mal-estar, perca de cabelos... O diagnóstico laboratorial secundário pode ser estabelecido através de métodos sorológicos. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Sífilis latente: Os sintomas tornam-se subclínicos, embora não necessariamente inativa. Durante a latência a detecção só se faz por sorologia. </li></ul><ul><li>Sífilis Tardia: alterações no sistema nervoso central, anormalidades cardiovasculares, e formação de lesões granulomatosas em qualquer órgão. O comprometimento cerebral manifesta-se com uma ampla variedade de alterações físicas e psíquicas. O intervalo entre a doença primária e as complicações neurológicas ocorre em média de 5 a 10 anos. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Sífilis congênita: A transmissão transplacentária pode ocorrer em todos os estágios da doença e os espiroquetas podem ser transmitidos a partir do quarto mês de gravidez. A maioria dos fetos infectados morrem, o restante apresenta lesões do tipo secundária. A infecção é caracterizada por hepatoesplenomegalia, meningite, trombocitopenia, anemia e lesões ósseas. </li></ul>
  10. 10. DIAGNÓSTICO <ul><li>O T.pallium não é cultivável in vitro, dessa forma o exame é feito a partir da detecção direta de espiroquetas no cancro. O método tradicional é o exame com o microscópio de campo escuro do raspado na superfície lesionada. Um outro método é a demonstração de espiroquetas por meio de anticorpos fluorescentes. Nos demais casos o diagnóstico laboratorial é feito a partir de provas sorológicas. </li></ul>
  11. 11. EPIDEMIOLOGIA <ul><li>A sífilis é transmitida por contato sexual, introdução direta no sistema vascular ou transferência placentária. </li></ul><ul><li>A profilaxia da doença ainda repousa em medidas que impeçam contato das mucosas do doente com o indivíduo sadio. </li></ul>
  12. 12. TRATAMENTO <ul><li>A penicilina é o antibiótico de escolha. </li></ul><ul><li>Pacientes tratados, dois anos após o início da infecção, os testes sorológicos mantém-se geralmente positivos, mesmo após a cura. </li></ul>
  13. 13. LEPTOSPIRA INTERROGANS <ul><li>Possuem um alto teor lipídico atribuido a presença de LPS. </li></ul><ul><li>São bactérias aeróbias que utilizam ácidos graxos de cadeia longa como fonte de energia e consumo. </li></ul>
  14. 14. FATORES DE VIRULÊNCIA E PATOGÊNESE DA DOENÇA <ul><li>As manifestações clínicas da leptospirose humana variam de imperceptíveis, a graves, potencialmente fatais, com comprometimento hepático e renal acompanhado de icterícia e hemorragias intensas. </li></ul><ul><li>No homem a penetração pode ocorrer através da pele lesada, ou abrasões invisíveis a olho nu de membranas mucosas. </li></ul><ul><li>A fase leptospirêmica aguda, segue-se a imune adaptativa com a eliminação de lepstospiras pela urina. </li></ul>
  15. 15. DIAGNÓSTICO <ul><li>A confirmação baseia-se no isolamento da bactéria ou na sorologia positiva. </li></ul><ul><li>EPIDEMIOLOGIA </li></ul><ul><li>A leptospirose afeta diversas espécies de mamíferos. Roedores, principalmente os ratos, são os reservatórios mais importantes. </li></ul><ul><li>A bactéria é transmitida destes para o homem por mecanismos diretos e indiretos. Os animais adquirem infecção a partir de outras fontes animais e o homem infecta-se no ambiente contaminado pela água e pelo solo. </li></ul>
  16. 17. TRATAMENTO <ul><li>As lepstospiras são sensíveis a todos os antibióticos exceto clorafenicol e rifampicina. </li></ul>
  17. 18. MICOLASMAS

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