INTRODUÇ.ÃO 一(1)                                       OBJETIVO 四(4)                                 JUSTIFICATIVA 五(5)   ...
1               ENTENDENDO O JAPÃO 四十八(48)              História e Cultura do Japão. 四十八(48)           JAPOP, a cultura po...
1INTRODUÇÃO       No Brasil a influência dos japoneses é muito grande devido à imigração que seiniciou no século passado, ...
2sofreram influências do modernismo de Le Corbusier. Atualmente a expressividade daarquitetura japonesa concentra-se em al...
3artes surgiram neste período) no Xogunato Tokugawa (1603-1868), devida ao isolamento efalta de contato com o mundo exteri...
4                                                                              OBJETIVO       O objetivo deste Trabalho Fi...
5                                                                                         JUSTIFICATIVA         A cidade d...
6                     Centro Cultural 1 1                                                                GinásioRegião Cen...
7         Nesta região, de acordo com o levantamento executado, existe um teatro, umabiblioteca, um ginásio poliesportivo ...
8Fig.9 – Linhas de ônibus. A região 8, centro, é a área mais atendida pelo transporte coletivo.Fonte: site prefeitura.    ...
9                                                                          HISTÓRICO                                      ...
10com os altos impostos, sem a ajuda do governo, muitos migraram para a cidade em buscade emprego e melhores condições de ...
11entrar no país no ano seguinte. Na década de 1930, o Brasil já abrigava a maior populaçãode japoneses fora do Japão3.186...
12Muitos imigrantes tinham profissão como carpinteiro, comerciante, ferreiro antes de vir parao Brasil.           Tendo em...
13                                           Breve história do município de Suzano.         De acordo com pesquisas histór...
14Fig.10 – Estação Ferroviária de Suzano em 1930.   Fig.11 – Av. Marques Figueira, 1947.Fonte: Prefeitura de Suzano.      ...
15                                               A Imigração Japonesa em Suzano.       Em 1908, o navio Kasato Maru desemb...
16academia é uma réplica do primeiro templo de judô do Japão, o Kodokan7. Muito espaçoso,chama a atenção principalmente pe...
17           “Surpreendeu-me a integração entre as duas culturas, brasileira e japonesa, pois osdevotos desse Templo vão d...
18hortifrutigranjeiro. De acordo com dados do município há cerca de 540 produtores rurais,sendo metade deles de origem jap...
19                                                                           ANÁLISE DO ENTORNO                           ...
20     terminal de ônibus        estação de trem         praça da igreja                 bunkyo                           ...
21       Kevin Lynch em seu livro “A imagem da cidade” faz um estudo com base em trêscidades norte-americanas (Boston, Jer...
22            1        2    3                LEGENDA                1-   Terminal de ônibus                2-   Estação Fe...
23                                                                            paço municipal                              ...
24Ônibus (fig.21) próximo à área de embarque e desembarque da Estação Ferroviária (fig.22)conformando-se um ponto nodal on...
25praça. A imagem da estátua caracteriza a praça e se destaca em relação a outras existentesna cidade, criando uma imagem ...
26   Fig.23 – rua Franciso Glicério. Fonte: site skycrapercity.   Fig.24 – Praça dos Expedicionários. Fonte: site skycrape...
27                                                            O Município de Suzano                         Fig.27 – RMSP....
28                                Fig.30 – Principais vias de acesso da área de intervenção.                              ...
29       De acordo com o Censo de 2010 há uma população de mais de 262 mil habitantes,sendo 10% descendentes de japoneses....
30       Seu entorno é caracterizado por edifícios institucionais, comerciais e de serviços,além dos tipos habitacionais e...
31       O entorno da área do terreno é bem movimentada. Há várias escolas ao redor porisso há uma grande circulação de pe...
32                                           1                                            2Fig.33                         ...
33                                 5                                                    6Fig.37                           ...
34Fig.41 – Panorâmica: praça                                                    Fig.42 – Panorâmica: terreno.     Fig.43 –...
35Rua Benjamin Constant                                                8     5Rua Francisco Glicério                      ...
36Fig.46 – Análise do Entorno. Maquete do entorno, curvas de nível, gabarito.                                             ...
37                                                  Legislação, uso e ocupação do solo          De acordo com a Lei Comple...
38       Art. 74. Toda edificação deverá obedecer a recuo mínimo de frente de 5,00 m (cincometros)       Art. 75. Nas "Z-l...
39       Na figura 49 é possível ver a aplicação da legislação de acordo com a altura máximade quinze metros. Já nesse cas...
40desfavorável ao entorno além de causar grande sombreamento ao edifício comercial aolado.         Fig.50 – Aplicação da l...
41Fig.51 – Aplicação da legislação. Altura máxima = 35m.                                                         四十一
42                                                      ARQUITETURA JAPONESA      O Japão se situa na zona temperada do gl...
43       Essa arquitetura é caracterizada por quatro princípios que marcaram seupensamento e estilo. Primeiro é a geometri...
44                                                                                 Arata Isozaki       Arata Isozaki traba...
45cada cômodo dentro de uma residência. Em sua arquitetura, Ando usa blocos de concretode 180 por 90 centímetros, seguindo...
46que faz patente a transição para uma realidade feita de muitos conceitos novos e aconsciência de haver estado ocupando e...
47para usá-la como referência projetual e de solução arquitetônica levando em consideraçãoessa aplicação baseada numa soci...
48                                                             ENTENDENDO O JAPÃO                                         ...
49               Período Muromachi (1338-1573) – evolução econômica e cultural: arquitetura,                pintura, poes...
50Fig.60 – Ikebana são os arranjos   Fig.61 – Cerimônia do Chá envolve a preparação, o modoflorais.                       ...
51                                                      JAPOP, a cultura pop japonesa       A cultura pop pode ser entendi...
52personagens caricatos, mas ainda de certa forma, mostrando características peculiares doJapão, como nomes japoneses, o h...
53       Seriados live-action: gravação com atores, divididos em tokusatsu (seriados de superheróis) e doramas (novelas ja...
54Fig.62 – Imagens representativas da cultura popular e atual do Japão. Envolvem seriados, novelas, filmes, música,desenho...
55                                                                   Datas comemorativas       Algumas datas comemorativas...
56       Entre dias 13-16 de Agosto: Festival Bon - Uma importante tradição em honra aosancestrais. Há festividades com a ...
57Fig.63 – Carpas para o Festival   Fig.64 – Confecção de bonecas                         Fig.65 – Espantar os mausdos Men...
58                                                   PROGRAMA DE NECESSIDADES       O programa do Centro Cultural abranger...
59       Espaço da Memória       Imigração Japonesa em Suzano: Espaço para exposição permanente sobre aimigração japonesa ...
60                            Espaço da Memória                                         Área Ambiente      Atividade Desen...
61       Atividades Culturais       Telecentro: Acesso a microcomputadores, Internet e outras tecnologias digitais queperm...
62       Kanji (shodo): Ensino da técnica do shodo, escrita do ideograma japonês com pincele tinta preta, considerada uma ...
63                                        Atividades Culturais                       Atividade           Equipamentos/    ...
64                    Acervo de áudio.                                                                           Equipamen...
65                Aulas de desenho de                                     Sala de aula com                  mangá. Técnica...
66       Outros       Administração: Área admininstrativa de toda a edificação envolvendo áreas técnicas,apoio a área de e...
67                                                  Auditório                    Atividade              Equipamentos/     ...
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Memorial do Trabalho Final de Graduação realizado no ano de 2011 pela Universidade Estadual de Campinas no Curso de Arquitetura e Urbanismo

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  1. 1. INTRODUÇ.ÃO 一(1) OBJETIVO 四(4) JUSTIFICATIVA 五(5) HISTÓRICO 九(9) A vinda dos japoneses para o Brasil 九(9) Breve história do município de Suzano. 十三(13) A Imigração Japonesa em Suzano. 十五(15) ANÁLISE DO ENTORNO 十九(19)A Imagem da Cidade: uma análise sobre Suzano. 十九(19) O Município de Suzano 二十七(27) Análise do Terreno 二十九(29) Legislação, uso e ocupação do solo 三十五(35) ARQUITETURA JAPONESA 四十二(42) Arata Isozaki 四十四(44) Tadao Ando 四十四(44) Toyo Ito 四十五(45)
  2. 2. 1 ENTENDENDO O JAPÃO 四十八(48) História e Cultura do Japão. 四十八(48) JAPOP, a cultura pop japonesa 五十一(50) Datas comemorativas 五十五(55) PROGRAMA DE NECESSIDADES 五十七(57) REFERÊNCIAS DE PROJETO 七十(70) Biblioteca Alceu Amoroso Lima, São Paulo. 七十(70) Centro Cultural Vergueiro, São Paulo. 七十二(72) Midiateca de Sendai, Japão. 七十五(75) Parabola House, Japão 七十六(76) Knot House, Japão. 七十七(77)PROJETO: CENTRO CULTURAL JAPONÊS 七十九(79) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 八十六(86) 一
  3. 3. 1INTRODUÇÃO No Brasil a influência dos japoneses é muito grande devido à imigração que seiniciou no século passado, sendo que em 2008 comemoraram-se os 100 anos dessa relaçãoBrasil-Japão. No país surgiram grandes colônias japonesas que contribuíram paraorganização de associações agrícolas, esportivas e culturais que no inicio eram voltadospara os próprios imigrantes como uma forma de integração e entretenimento, mas com otempo tornaram-se meios de difundir essa cultura e tradição para os brasileiros. Suzano é uma cidade que recebeu seus primeiros imigrantes japoneses em 1921(fazendo 90 anos da imigração japonesa na cidade neste ano de 2011) e foi consideradomunicípio independente em 1948, ou seja, a influência japonesa está presente desde suaformação. Na sociedade, na política e na economia a presença de descendentes japonesesna cidade é marcante, além da forte presença, culturalmente, através de eventos e festastradicionais que ocorrem anualmente (a festa mais tradicional da cidade que ocorre todomês de julho é a Festa da Cerejeira, organizada por entidades ligadas à tradição japonesa erecebe apoio da prefeitura municipal). Na arquitetura, o Japão é reconhecido mundialmente pelos seus templos religiosos,palacetes imperiais e as antigas casas tradicionais japonesas que tinham em comum o usoda madeira e outros elementos naturais como a pedra. No mundo contemporâneo, alguns arquitetos japoneses com referência internacional(por exemplo, citando apenas alguns nomes, Kenzo Tange, Arata Isozaki, Tadao Ando) 一
  4. 4. 2sofreram influências do modernismo de Le Corbusier. Atualmente a expressividade daarquitetura japonesa concentra-se em alguns arquitetos que se destacam em suasparticularidades (alguns citados no decorrer deste trabalho), porém sem possuircaracterísticas em comum para unificar-se e se estabelecer com um movimentoarquitetônico no país. O grande atrativo dessa arquitetura é o contraste entre o tradicional eo contemporâneo, fato que ocorre não somente na arquitetura, mas também na sociedadejaponesa. No Japão há a mistura entre templos antigos e prédios modernos e de altatecnologia, e o mesmo é visto na sociedade, no qual os japoneses lidam com suas raízestradicionais de uma cultura antiga e milenar com novas tendências contemporâneas semgerar conflitos. Para este trabalho, o Japão é o objeto de estudo tanto nas questões culturais(tradicional e contemporânea) como arquitetônicas. No mundo atual, o Japão se difundiu nasociedade ocidental através tanto de sua cultura pop1 como a mais tradicional, exemplificadopelos desenhos, brinquedos, filmes, arte, culinária, costumes, entre outros, presente emnosso cotidiano. No período do Xogunato2 (1185-1868), no Japão, no qual vivia um período similar aofeudalismo na Europa, o país viveu um grande enriquecimento cultural (grandes obras de1 JAPOP: cultura de massa, popular japonesa. Melhor explicado na pág. 42 (四十二)2 Xogunato: termo em português que se refere ao regime feudal comandado por figuras militares existente noJapão do Período de 1192-1868. A palavra deriva-se do termo japonês [将軍] xogum que significa “comandantedo exército”. 二
  5. 5. 3artes surgiram neste período) no Xogunato Tokugawa (1603-1868), devida ao isolamento efalta de contato com o mundo exterior, houve um grande crescimento e enriquecimentocultural próprio, sem interferências externas. Apenas após a Revolução Meiji (Era Meiji1868-1912), com a abertura dos portos, o mundo ocidental voltou-se para o Japão, tomandoconhecimento dessa cultura nova e tão diferente da ocidental. Além disso, destaca-se a importância dos brinquedos produzidos no Japão para oseu reconhecimento no mundo ocidental, através das exportações. Como o governo japonêsdava grande importância à educação primária havia uma grande preocupação emconfeccionar brinquedos atrativos para esse público. Mas somente após a Segunda GuerraMundial, esses produtos chegaram massivamente às crianças no ocidente, criando-seícones da cultura pop japonesa, como por exemplo, Godzilla, Hello Kitty, a marca Nintendo,além dos aparelhos eletrônicos e tecnológicos. Hoje em dia o mundo é cercado pela animação e cinema japoneses (como o EstúdioGhibli, de Hayao Miyazaki e Akira Kurosawa, um grande expoente do cinema japonês queinfluenciou diversos cineastas ocidentais) e através dessas mídias foram capazes detransmitir ainda um pouco dessa cultura tradicional e antiga e, ao mesmo tempo, se misturara cultura pop e atual do Japão. O enfoque deste trabalho é criar um Centro Cultural Japonês na cidade de Suzano,devido às influências dos imigrantes japoneses no município, que busque relacionar otradicionalismo japonês com essa cultura de massa cada vez mais popular no mundoocidental, através de atividades que abrangem seu programa, além de se expressar naprópria arquitetura da edificação. 三
  6. 6. 4 OBJETIVO O objetivo deste Trabalho Final de Graduação é difundir a cultura japonesa e estreitaras relações entre os descendentes, do qual compõe 10% da população (de crianças aadultos) da cidade de Suzano. Com atividades culturais que divulguem a cultura tradicional emilenar do Japão, como a Cerimônia do Chá e o Shodô (arte da caligrafia), e espaços comouma gibiteca e midiateca para divulgar o Japão contemporâneo e sua cultural atual. Aintenção é desenvolver um projeto de Centro Cultural para agregar esses espaços e juntaros valores antigos e atuais e demonstrar um pedaço de uma cultura tão rica que vive emmeio a contrastes que é o Japão. Além disso, busca-se entender a cultura, tanto tradicional como contemporânea,assim como a arquitetura japonesa atual com a finalidade de adaptar-se a realidadebrasileira e criar um projeto que una seu programa à edificação. 四
  7. 7. 5 JUSTIFICATIVA A cidade de Suzano, no Estado de São Paulo, é composta portrês grandes regiões: Boa Vista, ao norte; Centro e Palmeiras, ao sul(fig.1). Ao norte, a região de Boa Vista é uma área adensada, compostaprincipalmente por conjuntos habitacionais populares, pequenos lotes epopulação de baixa renda. A região Sul é uma APM – Área de Proteçãode Manancial, predominantemente rural, composta por pequenosbairros e propriedades entre sítios e chácaras. Em ambas as regiões jáexistem atividades culturais em desenvolvimento, como peças teatrais, Fig.1 – Divisão de Suzano.concertos, eventuais oficinas de artesanato, aulas de desenho e Fonte: Prefeitura.pintura. (fig. 2 a 4) Já na região do Centro, apesar de ser mais desenvolvida e estruturada, existe umacarência de um equipamento que ofereça melhores condições de lazer e cultura para apopulação de Suzano como um todo, pois, devido a sua localização, a região central é oponto de convergência de todo o fluxo de trabalho, serviço e comércio em geral. (fig.5) Fig. 2 - Centro Cultural 1: Centro Fig. 3 - Centro Cultural 2: Centro Fig. 4 - Centro Cultural 3: Centro Cultural Boa Vista. Cultural Colorado. Cultural Palmeiras. 五
  8. 8. 6 Centro Cultural 1 1 GinásioRegião Central Biblioteca1 Centro Cultural 2 Teatro Centro Cultural 3 Equipamentos de Saúde Educação Cultura/ Esporte Fig.5 – Recorte da Região Central: Atividades culturais e equipamentos públicos em Suzano. Assinalado terreno escolhido. 六
  9. 9. 7 Nesta região, de acordo com o levantamento executado, existe um teatro, umabiblioteca, um ginásio poliesportivo e um galpão no qual são oferecidas oficinas de teatro erealizadas algumas apresentações, sendo estes, todos os equipamentos pertencentes aomunicípio (fig.6 a 8). Fig.6– Ginásio Paulo Portela. Fig.7– Biblioteca Municipal. Fig.8 – Teatro Municipal. Fonte: site prefeitura. Fonte: site prefeitura. Fonte: site prefeitura. – Centro Cultural Boa Vista. A proposta deste Fonte: site prefeitura. trabalho é criar um Centro Cultural que manifeste e divulgue acultura japonesa de acesso a todos. Por isso, foi escolhida a região central da cidade, poisalém de possuir a facilidade do transporte público (fig.9), é uma área de fácil circulação tantopara veículos como pedestres e não possui nenhuma atividade relacionada à culturajaponesa de grande relevância. 七
  10. 10. 8Fig.9 – Linhas de ônibus. A região 8, centro, é a área mais atendida pelo transporte coletivo.Fonte: site prefeitura. 八
  11. 11. 9 HISTÓRICO A vinda dos japoneses para o Brasil Para descrever e entender o movimento migratório dos japoneses para o Brasil énecessário primeiramente entender a situação e os motivos que os levaram a deixar seupaís de origem e enfrentar uma longa viagem e um futuro incerto num país totalmentedesconhecido para eles. Por mais de dois séculos o Japão viveu isolado do restante do mundo. Nestaépoca o país vivia num sistema feudal denominado Xogunato, sob o comando do xogum(senhor feudal) Tokugawa. Devido ao isolamento sua economia estava estagnada, então em1854, com o governo fragilizado, os americanos, a base da força e superioridade bélica,facilmente abriram os portos japoneses e ali estabeleceram a primeira embaixada no país. Apartir deste momento culminou-se uma crise interna com revoltas e batalhas a fim derestaurar o poder do imperador e modernizar o Japão. (SAKURAI, 2007)Em 1868 dava-se início a Era Meiji (1868-1912), revolucionando o país, trazendomodernidade e novas estruturas políticas, enriquecendo a burguesia emergente adotando ométodo econômico ocidental. Porém, essa riqueza foi para poucos, pois a maiorpreocupação do país na época era se fortalecer no setor bélico para poder competir com asituação ao qual o resto do mundo se encontrava, deixando questões sociais em segundoplano. Nesse período ainda havia um número maior da população vivendo nos campos, mas 九
  12. 12. 10com os altos impostos, sem a ajuda do governo, muitos migraram para a cidade em buscade emprego e melhores condições de vida. No entanto, apesar disso, o Japão que é apenasum arquipélago, logo se viu super povoado, então o governo japonês encontrou comoalternativa o incentivo a emigração para outros países. Em 1883 houve oficialmente aprimeira emigração para a Austrália, logo em seguida, ganhando força, houve movimentosemigratórios para o Canadá, Estados Unidos e Peru. (SAKURAI, 2007) Já no Brasil, em 1888 por pressões externas foi abolida a escravidão, porém aeconomia do país se baseava na cafeicultura e no trabalho escravo. Com a abolição daescravatura, o Brasil viu-se obrigado a suprir essa falta de mão-de-obra. No início houve aimigração de europeus, mas devido às condições subumanas alguns países europeusimpediram por anos a vinda de seus conterrâneos para o país. (SAKURAI, 2007) Enfim, em 1895, Brasil e Japão assinaram um tratado no qual passaram adesenvolver relações diplomáticas e a negociar a vinda de imigrantes japoneses ao país.Somente em 1908, o navio Kasato Maru trouxe os 781 primeiros imigrantes japoneses aoBrasil que foram alocados em fazendas de café no interior de São Paulo. Em 1924 os EUAcriaram leis que impediam a entrada de japoneses, assim como no Canadá criou-serestrições dificultando a imigração, tornando o Brasil um país favorável e de fácil acessopara a vinda dos japoneses. Em 1932 o Consulado Geral do Japão, em São Paulo, divulgouque 132.689 japoneses já haviam imigrado, e que mais 25 mil já tinham autorização para 十
  13. 13. 11entrar no país no ano seguinte. Na década de 1930, o Brasil já abrigava a maior populaçãode japoneses fora do Japão3.1868 1883/88 1895 1908 1921 1932 1945 2008/11Modernização Primeiros Primeiros Bombas atômicas em 100 anos dado Japão imigrantes imigrantes Hiroshima e Nagasaki. Fim Primeira imigração japonesa japoneses japoneses em da Segunda Guerra no Brasil emigração no Brasil Suzano Mundial japonesa 90 anos da Mais de 130 mil Abolição da imigração japonesa imigrantes escravidão no em Suzano japoneses no Brasil Brasil Tratado entre Brasil e Japão Com o intuito de apenas juntar dinheiro no Brasil para depois voltar ao seu país deorigem, os imigrantes japoneses valorizavam suas tradições e davam grande importânciaem repassá-las aos seus filhos, assim como a educação, pois não queriam que essespassassem dificuldades ao retornarem. Ao perceberem que estavam sendo explorados na lavoura muitos japonesesabandonaram as fazendas e foram trabalhar em seus ofícios de origem como autônomos.3 Informação retirada em: http://www.imigracaojaponesa.com.br/ 十一
  14. 14. 12Muitos imigrantes tinham profissão como carpinteiro, comerciante, ferreiro antes de vir parao Brasil. Tendo em vista o fracasso do trabalho nas fazendas de café, empresas de emigraçãojaponesas resolvem investir em terras brasileiras. Elas passam a comprar terras no interiordo país para constituir suas colônias, chamadas de shokuminchi. Este sistema deu origem avárias colônias no Brasil, como nos municípios paulistas de Aliança, Bastos, Iguape,Registro, Suzano, e as cidades de Assaí no Paraná e de Tomé-Açú no Pará, quecomeçaram como colônias de pequenos produtores rurais japoneses. Nessas colônias os imigrantes rapidamente se organizaram a formar umacomunidade semelhante às existentes no Japão. Criou-se o kyokai4 ou kaikan5, organizaçãosemelhante a uma associação em salões que serviam para atividades ligadas àcomunidade. A educação também era uma grande preocupação, assim logo surgiu tambémo nihongakko6, escola voltada para o ensino em japonês. Atualmente é comum encontrar, em cidades com forte ligação com a imigraçãojaponesa, o bunkyo – associação voltada à cultura japonesa. Curiosamente, a palavrabunkyo vem da união de duas palavras de origem japonesa – bunka que significa cultura e daabreviação de kyokai que significa associação – bun(-ka)kyo(-kai)4 Kyokai – palavra japonesa que significa “Associação”.5 Kaikan – palavra japonesa que significa “Salão”.6 Nihongakko - palavra japonesa que significa “Escola”. 十二
  15. 15. 13 Breve história do município de Suzano. De acordo com pesquisas históricas, o Município de Suzano se constituiu a partir dojesuíta Francisco Baruel em sua missão de catequizar os índios da região. Os primeirospovoados surgiram ao sul, hoje a região de Palmeiras. Entre 1874 e 1875 chegou à região aEstrada de Ferro São Paulo – Rio, atraindo mais pessoas ao local. Já em 1879, AntônioMarques Figueira, feitor da Estrada de Ferro, ali se estabeleceu (AZEVEDO, 2004). Em nome de Antônio Marques Figueira e seu irmão, em 1890 foi elabora a primeiraplanta da cidade pelo Conde Romariz, tendo seu primeiro nome de Vila da Concórdia,posteriormente Vila da Piedade. Então em 1891 a Estrada de Ferro Central do Brasiltambém chegou à região, levando aos irmãos Figueira construírem em 1897 a primeira igrejada Vila, que passou a ser conhecida por Vila de São Sebastião do Guaió, pois foi na data deSão Sebastião realizada sua primeira missa (AZEVEDO, 2004). Com a nova administração da Estrada de Ferro Central do Brasil, administrada porJoaquim Augusto Suzano Brandão, foi construída uma estação na Vila, que a partir de 1908passou a ser chamada oficialmente de Suzano. Com seu crescimento, sua denominação devila passou a distrito de Mogi das Cruzes em 1919. Apenas em 1949 ocorreu suaemancipação, assim Suzano tornou-se município independente, comemorado no dia 02 deabril. 十三
  16. 16. 14Fig.10 – Estação Ferroviária de Suzano em 1930. Fig.11 – Av. Marques Figueira, 1947.Fonte: Prefeitura de Suzano. Fonte: Prefeitura de Suzano.Fig.12 – Festa na Praça João Pessoa, 1940. Fig.13 – Igreja MatrizFonte: Prefeitura de Suzano. Fonte: Prefeitura de Suzano. 十四
  17. 17. 15 A Imigração Japonesa em Suzano. Em 1908, o navio Kasato Maru desembarcava no porto de Santos, litoral de SãoPaulo, com os primeiros imigrantes japoneses. Estes japoneses foram convencidos atrabalhar na lavoura por Ryo Mizuno, que com promessas de riquezas, conseguiriam juntardinheiro e voltar ao Japão. Em março de 1921 chegou a Suzano a família Haguihara, a primeira de imigrantesjaponeses, trazidas pelo navio Wakasa Maru. Logo em seguida chegaram as famíliasNishioka, Miyasato, Oshima entre outros. Hoje o município conta, de acordo com o IBGE,com cerca de 10% da população descendente de japoneses. As primeiras famílias que se estabeleceram em Suzano iniciaram o cultivo demorangos, pêssego e chá, este último considerado artigo de luxo na época. Em 1931 asfamílias Koda e Harada fundaram a Associação Rural do Fukuhaku e o Grupo Escolar doBairro e em 1934 fundou a Cooperativa Agrícola Mista de Suzano. Em 1946, HatsuoIshibashi introduziu o cultivo de flores na cidade que anos mais tarde até os dias de hoje éconhecida como Cidade das Flores. Katsutoshi Naito que chegou a Suzano em 1932 foi o responsável pela vinda deTokuzo Terazaki do Pará o qual se instalou na Vila Urupês e construiu a academia de judôTerazaki e sua residência onde seus familiares residem até os dias atuais. O Centro deInstrução de Judô começou a ser construído no ano de 1937 e concluído em 1952. A 十五
  18. 18. 16academia é uma réplica do primeiro templo de judô do Japão, o Kodokan7. Muito espaçoso,chama a atenção principalmente pela foto de seu fundador, que pode ser vista ao fundo doamplo tatame. Muitas peças da decoração vieram do Japão que ainda resistem ao tempo. Considerado um ponto turístico e um marco da tradição japonesa na cidade,localizado no Bairro da Casa Branca, na Estrada dos Fernandes está o templo budistaDaigozan Jomyoji (fig.14). Sua construção foi iniciada em 1967 e só foi concluído em 1980,feito em madeira, sem pregos, apenas encaixes, pelo carpinteiro Natu Reijiro trazidoespecialmente do Japão para a construção do templo. Seu interior foi decorado com peçasvindas diretamente do Japão e conta com o Fudo-Myo8, Buda com cerca de 3 metros dealtura, o maior da Améria Latina, talhado num único tronco de madeira. (AZEVEDO, 1994) Fig.14 – Daigozan Jomyouji. Fonte: Prefeitura de Suzano.7 Primeira escola de judô, fundada no Japão, por Jigoro Kano, em 1882.8 Deus protetor dos Guerreiros Ninjas e Samurais do antigo Japão. Fudo-Myo representa o maior de todos osoponentes, a própria pessoa. Para conseguir dominar e superar as barreiras e adversários é necessárioconhecer-se a si próprio e vencer suas frustrações. 十六
  19. 19. 17 “Surpreendeu-me a integração entre as duas culturas, brasileira e japonesa, pois osdevotos desse Templo vão duas vezes por ano a Aparecida do Norte pedir benção na antigaigreja, à Padroeira do Brasil”.(AZEVEDO, 1994, p.50). Outro templo conhecido na cidade é o Shingonshu Kongoji construído em 1955, soba responsabilidade de Meisho Oda e com o apoio de outras pessoas que desejavam ter umtemplo de Shingonshu9 em Suzano. Inicialmente era apenas uma simples capela que aospoucos foi se ampliando. Com uma representatividade significativa no município, com o passar dos anosnaturalmente foi surgindo grupos e associações culturais ligadas às tradições japonesas nacidade. Dentre elas, as mais tradicionais e conhecidas são a Associação do Fukuhaku,Academia Terazaki (fig.15), Associação Cultural Suzanense – Bunkyo (fig.16) e a AssociaçãoCultural Esportiva Agrícola de Suzano - ACEAS Nikkey. Há organização de eventos típicos,como a Festa da Cerejeira; Undo-Kai10, jogos de beisebol, gateball, tênis de mesa, kendô e ojudô, além do ensino da língua japonesa e outras tradições, como o taiko11, por exemplo. A influência dos imigrantes japoneses não está presente apenas nas atividadesculturais e sociais do município, mas também em sua economia. Suzano faz parte dochamado Cinturão Verde da região metropolitana de São Paulo, cuja produção foca-se no9 O Shingonshu Kouyasan é uma das seitas budistas criada no começo do século IX por Koubou Daishi Kukai.10 Evento informal composto de gincanas prioritariamente direcionadas às crianças, que podem brincar e interagircom outras crianças, com suas próprias famílias e com a comunidade.11 Tambor japonês. 十七
  20. 20. 18hortifrutigranjeiro. De acordo com dados do município há cerca de 540 produtores rurais,sendo metade deles de origem japonesa. Além da produção rural, há grande influênciajaponesa nas indústrias de Suzano com algumas filiais diretamente ligadas às empresasjaponesas no Japão, trazidas por Pedro Miyahira, prefeito de Suzano na década de 1970. Fig.15 – Academia de Judô Terazaki. Fig.16 – Torii: portal de entrada do Bunkyo. Fonte: Prefeitura de Suzano. Fonte: Prefeitura de Suzano. 十八
  21. 21. 19 ANÁLISE DO ENTORNO A Imagem da Cidade: uma análise sobre Suzano. BUNKYO – Centro – área de associação análise cultural japonesa entorno academia de judô terreno templo budista ACEAS – associação agrícola e esportiva de suzanoFig.17 – Recorte de Suzano. 十九
  22. 22. 20 terminal de ônibus estação de trem praça da igreja bunkyo praça do expedicionário terreno prefeitura praça via principal via secundáriaFig.18 – Recorte de Suzano. Região central. 二十
  23. 23. 21 Kevin Lynch em seu livro “A imagem da cidade” faz um estudo com base em trêscidades norte-americanas (Boston, Jersey City e Los Angeles) no qual trabalha a questão dapercepção e imagem que as pessoas têm da cidade e partir disso como elas se localizamnesse meio. O autor identificou cinco elementos capazes de estruturar a imagem da cidade,estas classificadas em: vias, limites, bairros, pontos nodais e marcos. As vias se resumem às ruas, alamedas, canais, ferrovias, ou seja, linhas decirculação. Limites são elementos lineares formados por duas áreas distintas originandouma quebra na continuidade, como rios, linhas férreas, uma construção. Os bairros, deacordo com Lynch, são entendidos como áreas em que se percebe uma homogeneidade emrelação a outros espaços, diferentemente do termo comumente conhecido no Brasil maispróximo ao termo distrito, ligado a idéia de uma divisão administrativa. Em relação ao pontonodal é entendida como um ponto de confluência de vias, pedestre, circulação tendo anatureza tanto de conexões como de concentrações. Já o marco se configura como umatipologia de referência: um edifício marcante, uma torre alta, uma montanha, um sinal que sedestaca da paisagem e possam ser visto de longe, de vários pontos e ângulos da cidade,resumindo-se a um elemento marcante. Com base nisto, o intuito neste ponto do trabalho éfazer uma análise da cidade de Suzano com base nessas informações expostas e descritaspor Kevin Lynch em seu livro. 二十一
  24. 24. 22 1 2 3 LEGENDA 1- Terminal de ônibus 2- Estação Ferroviária 3- Praça da Igreja Matriz 4- Praça dos Expedicionários 5- Paço Municipal4 Linha Férrea r. Francisco Glicério r. Benjamin Constant Fig.19 – Área central de Suzano. 5 二十二
  25. 25. 23 paço municipal terreno praça Fig.20 – Principais vias do entorno do terreno escolhido para o projeto. O município de Suzano é marcado por vias bem distintas, começando pela linhaférrea que corta a cidade de leste a oeste e a divide em duas grandes áreas, configurando-se também uma barreira ou um limite. Ainda neste mesmo local encontra-se um Terminal de 二十三
  26. 26. 24Ônibus (fig.21) próximo à área de embarque e desembarque da Estação Ferroviária (fig.22)conformando-se um ponto nodal onde há uma convergência de pessoas fazendo uso dessesmeios de transporte, assim como de conexão com o restante da cidade. Os acessosprincipais que delimitam a região central da cidade (av. Armando Sales de Oliveira e av.Marques Figueira) também se interligam a rua paralela à ferrovia, demonstrando confluêncianessa região. Os bairros do município já não se configuram conforme o bairro descrito por Lynch euseu livro. Essa característica pode ser encontrada na área comercial que se estabelecemnas ruas Francisco Glicério e Benjamin Constant, ambas paralelas, formando o centro dacidade. Outras áreas não possuem uma configuração mais homogênea ou uma tipologiamais unificada. (fig.23) Em relação aos marcos na cidade, um bem característico é a Praça da Igreja Matriz(fig.25). A praça, além de ocupar um quarteirão inteiro, possui uma edificação bemmarcante, com seus arcos e torre do relógio. E não apenas um marco, mas este espaço secaracteriza também como um ponto nodal, onde se torna um ponto de concentração depessoas. Outro marco importante é a Praça dos Expedicionários (fig.24), no qual a estátua deum soldado12, em homenagem aos soldados de Suzano que integraram o grupo que foi paraa Segunda Guerra Mundial, consolida-se como um monumento relevante e marcante para a12 Estátua inaugurada na praça em 15 de novembro de 1964. 二十四
  27. 27. 25praça. A imagem da estátua caracteriza a praça e se destaca em relação a outras existentesna cidade, criando uma imagem única para este espaço. O Paço Municipal (fig.26) e seu entorno caracteriza-se por ser uma área privilegiada.O edifício municipal, só por si, possui uma tipologia significativa para a imagem da cidade,como uma construção diferente e única em relação às outras edificações públicasmunicipais existentes, com traços da arquitetura modernista. A praça existente ao lado daprefeitura forma um ponto nodal, devido a sua localização e eventos sempre presentes nolocal, formando mais um ponto de convergência, ainda mais facilitado pelas vias de acesso(rua Baruel e av. Paulo Portela) e pontos de ônibus que cercam o entorno. Fig.21 – Terminal de ônibus. Fonte: site skycrapercity. Fig.22 – Estação Ferroviária. Fonte: site skycrapercity. 二十五
  28. 28. 26 Fig.23 – rua Franciso Glicério. Fonte: site skycrapercity. Fig.24 – Praça dos Expedicionários. Fonte: site skycrapercity.Fig.25 – Igreja Matriz. Fonte: site skycrapercity. Fig.26 – Paço Municipal. Fonte: site skycrapercity. 二十六
  29. 29. 27 O Município de Suzano Fig.27 – RMSP. Fig.28 – Região do Alto Tietê. Suzano faz parte da Região Metropolitana de São Paulo e também pertence àRegião do Alto Tietê cujos municípios estão localizados no entorno da nascente do RioTietê. Seus municípios limítrofes são Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Santo André, RioGrande da Serra, Ribeirão Pires, Ferraz de Vasconcelos e Poá. E localiza-se a 34 km deSão Paulo, capital. (fig. 27 e 28) O município dispõe da Estação Suzano da linha 11 da CPTM além do Terminal deÔnibus Vereador Diniz José dos Santos Faria, conhecido como Terminal Norte. Além disso,é servida por serviços de ônibus intermunicipais e metropolitanos de cidades como Arujá,Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Ribeirão Pires,Santa Isabel e São Paulo. Suas principais rodovias são: Rodovia Índio Tibiriçá, RodoviaAyrton Senna e Rodovia Henrique Eroles.(fig.29) 二十七
  30. 30. 28 Fig.30 – Principais vias de acesso da área de intervenção. Fonte: Prefeitura de Suzano.Fig.29 – Principais vias de acesso.Fonte: Prefeitura de Suzano. 二十八
  31. 31. 29 De acordo com o Censo de 2010 há uma população de mais de 262 mil habitantes,sendo 10% descendentes de japoneses. Conhecida como “Cidade das Flores”, no município há uma grande produção nessaárea além da produção de hortifrutigranjeiro. Na área educacional, além das escolas municipais e estaduais há em Suzano oSESI, uma ETEC, uma faculdade particular e o Instituto Federal de Educação, Ciência eTecnologia que atualmente oferece cursos técnicos, mas futuramente abrirá vagas para oensino superior. Análise do Terreno A área em estudo para a implantação deste projeto arquitetônico está situada naregião Central de Suzano devido à infraestrutura, facilidade em transporte e locomoção eprincipalmente devido à dinâmica de circulação dos bairros para o centro. (fig.31) Este local se diferencia pelos equipamentos existentesno entorno. A área de intervenção é a conjunção de um terrenoabandonado e um estacionamento que se localiza na rua Baruel,uma das principais vias de Suzano. Em frente a esta árealocaliza-se o Paço Municipal, um edifício marcante ao lado deuma praça recentemente construída. Fig.31 二十九
  32. 32. 30 Seu entorno é caracterizado por edifícios institucionais, comerciais e de serviços,além dos tipos habitacionais e de alguns de uso misto com comércio e habitação. Em umraio de 300 metros, a partir do terreno de intervenção deste trabalho, abrange umaquantidade considerável de instituições de ensino, entre municipais, estaduais eparticulares, desde o ensino fundamental até o ensino superior. ÁREA: 4795,35m² LARGURA FRONTAL: 48,82m MEDIDAS: 48,82m x 106,64m x 49,85m x 91,52m (sentido horário) Fig.32 – Terreno escolhido em frente ao Paço Municipal. 三十
  33. 33. 31 O entorno da área do terreno é bem movimentada. Há várias escolas ao redor porisso há uma grande circulação de pessoas. A av. Paulo Portela e a Rua Baruel são rotas deônibus, com pontos de parada próxima ao local. Além disso, há outras atividades, como serviços e comércio, que reforça essemovimento no local. A praça em frente ao terreno valoriza o entorno e é bem aproveitadapelo público. Os gabaritos das construções ao redor são predominantemente baixos, com algumasexceções, como o edifício comercial ao lado do terreno, o próprio edifício da prefeitura e osupermercado ao fundo do terreno. O terreno não sofre com sombreamento dos edifícios do entorno, porém o contráriopode acontecer, caso a proposta deste Centro Cultural exceda muito em sua altura, assimcausando sombra no edifício comercial ao lado. Além disso, o terreno não é muitoacidentado, com curvas de nível de 1 em 1 metro. terreno 1 2 4 3 8 5 6 7 Fig.33 – Terreno escolhido . 三十一
  34. 34. 32 1 2Fig.33 Fig.34 1- Praça da prefeitura 2-Calçada do paço municipal. 3-Vista da praça para o terreno 4- Prédio da prefeitura 3 4Fig.35 Fig.36 三十二
  35. 35. 33 5 6Fig.37 Fig.38 5-Praça da prefeitura 6-Esquina r. Baruel com av. Paulo Portela 7-Praça da prefeitura 8-Av. Paulo Portela 7 8Fig.39 Fig.40 三十三
  36. 36. 34Fig.41 – Panorâmica: praça Fig.42 – Panorâmica: terreno. Fig.43 – Panorâmica: terreno e eixo da praça 三十四
  37. 37. 35Rua Benjamin Constant 8 5Rua Francisco Glicério 6 7 9 6 4 terreno 9Rua Baruel praça 1 2 Av. Paulo Portela 3 Av. Antônio Marques FigueiraLEGENDA1. Prefeitura Municipal 2. Fórum Municipal 3. Posto Saúde Municipal4. Secretarias do Município 5. Escola de Ensino Fundamental 6. Escola de Ensino Médio7. Escola de Ensino Superior Particular 8. Teatro Municipal 9. Rede de Supermercado Circulação pessoa Circulação veículos Ponto de ônibusFig.45 – análise do entorno. 三十五
  38. 38. 36Fig.46 – Análise do Entorno. Maquete do entorno, curvas de nível, gabarito. oeste leste Fig.47 – Análise do Entorno. Insolação. 三十六
  39. 39. 37 Legislação, uso e ocupação do solo De acordo com a Lei Complementar 025-96 / Lei de Zoneamento do Município deSuzano, a área em estudo pertence a Z1 – Zona Central de Alta Densidade Demográfica. NaSeção IV – Do uso institucional: Art. 47. Para fins de Uso e Ocupação do Solo, os estabelecimentos institucionais("E") classificam-se como espaços, estabelecimentos ou instalações destinadas à educação,saúde, lazer, cultura, assistência social, culto religioso ou Administração Pública, quetenham espaço direto, funcional ou espacial, com o Uso Residencial. A. TAXA DE OCUPAÇÃO: nunca superior a 50% (cinqüenta por cento) da área doimóvel; B. RECUOS MÍNIMOS: 1. DE FRENTE: 5,00 m (cinco metros); 2. LATERAIS, DE AMBOS OS LADOS: 3,00 m (três metros); 3. FUNDOS: 3,00 m (três metros); E da seção II – altura máxima e dos recuos obrigatórios: Art. 73. As edificações deverão obedecer a recuos laterais e de fundos, daedificação, iguais a H/10 + l, 50m, onde "H" é a distância vertical entre o piso do primeiropavimento e o teto da última laje, excluído o ático; 三十七
  40. 40. 38 Art. 74. Toda edificação deverá obedecer a recuo mínimo de frente de 5,00 m (cincometros) Art. 75. Nas "Z-l", as edificações com a altura máxima, de 10,00m (dez metros),excluídos os telhados - cuja única finalidade seda a de cobertura -, poderão encostar nasduas divisas laterais e na de fundos, obedecidas as demais normas vigentes de insolação,ventilação, taxa de ocupação e índice de aproveitamento.(Alterado pela Lei Complementar028/97). A figura 48 mostra a aplicação da legislação de acordo com a altura máxima de dezmetros. Nesse caso não há a obrigatoriedade de recuos laterais e de fundo, apenas o recuofrontal mínimo de cinco metros. Essa configuração ocupa todo o terreno não possibilitandoum respiro entre as construções vizinhas. Fig.48 – Aplicação da legislação. Altura máxima = 10m. 三十八
  41. 41. 39 Na figura 49 é possível ver a aplicação da legislação de acordo com a altura máximade quinze metros. Já nesse caso há a obrigatoriedade de recuos laterais e de fundomínimos de três metros. O recuo frontal continua com cinco metros, o mínimo exigido. Osrecuos laterais já criam uma brecha entre os edifícios vizinhos criando uma sensação menosaprisionada ao terreno. Fig.49 – Aplicação da legislação. Altura máxima = 15m. A figura 50 mostra a aplicação da legislação de acordo com a altura máxima de vintee cinco metros. Nesse caso há a obrigatoriedade de recuos laterais e de fundo de quatrometros e recuo frontal mínimo de cinco metros. A partir dessa altura já começa a se tornar 三十九
  42. 42. 40desfavorável ao entorno além de causar grande sombreamento ao edifício comercial aolado. Fig.50 – Aplicação da legislação. Altura máxima = 25m. Na figura 51 observa-se a aplicação da legislação de acordo com a altura máxima detrinta e cinco metros. Nesse caso há a obrigatoriedade de recuos laterais e de fundomínimos de cincos metros. O recuo frontal continua com cinco metros, igual a todos osoutros casos, que é o mínimo exigido por lei. Essa altura excede em muitos metros emrelação ao entorno e apesar de permitido pela lei esta configuração é a menos favorável detodas, podendo causar alguns problemas em relação a sombreamento. 四十
  43. 43. 41Fig.51 – Aplicação da legislação. Altura máxima = 35m. 四十一
  44. 44. 42 ARQUITETURA JAPONESA O Japão se situa na zona temperada do globo terrestre, mas devido as correntes dear e marítimas, seu clima, considerado moderado, possui as estações do ano bemmarcadas, nevando no inverno em algumas regiões e em outras com o verão bem quente eúmido. Essas questões do clima somadas à abundância de recursos naturais, como asflorestas, resultaram no uso da madeira como um material predominante na arquiteturajaponesa. Até antes da Segunda Guerra Mundial a arquitetura japonesa permeava entre asexperiências tradicionais e a imitação de modelos europeus, de formas distintas. Somentecom o advento do movimento moderno, principalmente com influencias de Le Corbusier, nopós-guerra, surge uma nova geração de arquitetos, rompendo com esse dualismo(BENEVOLO, 2007). Porém suas tradições de alguma forma ainda se mantêm presente,como na busca por materiais naturais, simbolismos ou as formas simples, criando umaconexão entre tradição e modernidade, como uma arquitetura singular. A primeira geração de arquitetos desse pós-guerra é formada por Arata Isozaki,Fuhimiko Maki, Kazuo Shinohara e Kisho Kurokawa que marcaram uma época, até adécada de 1980, com suas obras. A segunda geração formada por Tadao Ando, Toyo Ito,Itsuko Hasegawa, Kijo Rokkaku e Kiko Mozuna surgiram algum tempo depois, mas com opassar do tempo, ambas as gerações começaram a trabalhar lado a lado. 四十二
  45. 45. 43 Essa arquitetura é caracterizada por quatro princípios que marcaram seupensamento e estilo. Primeiro é a geometria, marcada pelos módulos, como a grelha eformas simples, como quadrados e círculos. O segundo princípio é o requinte estilístico,detalhes refinados e minuciosos, como o desenho de uma fachada, por exemplo. Osimbolismo, outro princípio, tem como proposta traduzir nas construções elementoscomplexos como o processo da consciência humana ou fenômenos naturais, este últimocomo exemplo, pode ser visto em edifícios que se compõem em estudo com o vento ou aluz. Por fim, o último princípio, o expressionismo tem com intuito expressar emoções, criandoum ambiente alegre, por exemplo, através de elementos arquitetônicos e percepçõesespaciais. (MEYHÖFER, 1994). “É importante que se reconheça o estudo de novos conceitos, como forma de ampliara percepção de seu próprio mundo. Esta tem sido justamente a postura dos japonesesdurante séculos: aprender a cultura e a técnica de outros povos sem perderem suas própriastradições no processo.” (MASSAD, Fredy; GUERRERO YESTE, Alicia.) Apesar dessas características em comum ainda há grandes resquícios domodernismo entre os arquitetos japoneses. O uso do concreto e as formas simples estãomuito presentes nas paisagens japonesas, mas sempre com características particulares,mesclando o uso de materiais tradicionais como a madeira. Internacionalmente, a suaarquitetura é reconhecida por alguns arquitetos que se destacam em suas particularidades,porém sem manter um movimento ou corrente arquitetônica japonesa como foi nomodernismo para o mundo. 四十三
  46. 46. 44 Arata Isozaki Arata Isozaki trabalha formas geométricas predominantes. É uma característica bemsignificativa em suas edificações. Representante do movimento do metabolismo cujaarquitetura prega uma “violência formal, geometria elementar ostentosa e proposta estruturalrigorosa", ou seja, expressionismo formal. Isozaki tinha a preocupação teórica quanto àcriação de mega-estruturas, mas ao longo dos anos tem apresentado uma síntese de todosos seus experimentos e estudos na arquitetura. Fig.52 – Museu de Arte de Kitakyushu. Fig.53 – Centro de Conferência Internacional Arq. Arata Isozaki. Arq. Arata Isozaki. Tadao Ando A arquitetura de Tadao Ando é reconhecida pelas formas geométricas e o elementode grelha, conceitualmente retirada da idéia dos tatames (aparenta-se a colchonetes dedimensões definidas 180x90x5cm), cuja quantidade tradicionalmente delimitava o espaço de 四十四
  47. 47. 45cada cômodo dentro de uma residência. Em sua arquitetura, Ando usa blocos de concretode 180 por 90 centímetros, seguindo eixos nessas dimensões. Tem grandes influências deLe Corbusier e do modernismo. Fig.54 – Igreja da Luz. Fig.55 – Casa Azuma. Arq. Tadao Ando Arq. Tadao Ando. Toyo Ito Toyo Ito é um arquiteto que trabalha bastante com os simbolismos em suaarquitetura. Elementos da natureza, como a árvore, o vento, o sol, são itens bem elaboradose trabalhados em suas construções. “Integrado no fluxo de uma metrópole que vive no limite do presente, Toyo Itodesenvolve na atualidade – ajudado pela tecnologia – uma arquitetura inteligente e sensível, 四十五
  48. 48. 46que faz patente a transição para uma realidade feita de muitos conceitos novos e aconsciência de haver estado ocupando este lugar durante muitos milhões de anos e quepoderia considerar-se essencialmente (por sua essência) japonesa”. (MASSAD, Fredy;GUERRERO YESTE, Alicia). Fig.56 – Edifício Mikimoto Ginza Fig. 57– Edifício Tod’s Omotesando. Arq. Toyo Ito. Arq. Toyo Ito. Estes três arquitetos citados acima possuem trabalhos de grande expressividademundial, no entanto suas principais características são bem distintas. Para este trabalho a intenção não é buscar elementos característicos que definem aarquitetura japonesa e aplicá-los em projeto, não há o intuito de recriar as técnicas dostemplos antigos e das tradicionais casas de madeira. O objetivo é entender a arquitetura, nocaso deste trabalho, devido a influencias, a arquitetura japonesa na contemporaneidade, 四十六
  49. 49. 47para usá-la como referência projetual e de solução arquitetônica levando em consideraçãoessa aplicação baseada numa sociedade com base cultural diferenciada. As principais características evidenciadas nas escolhas destes três arquitetos estãona expressividade e simplicidade da forma, simbolismo e o uso da iluminação como partidosde projeto. Destaca-se também o uso do concreto. Estas e outras características estãoevidenciadas nas escolhas das referências de projetos. 四十七
  50. 50. 48 ENTENDENDO O JAPÃO História e Cultura do Japão. A história do Japão se divide em períodos em que cada um contribuiu de formasignificativa para a formação artística e cultural do país. Abaixo estão listado os períodoshistóricos do Japão mais importantes.  Período pré-budista – referente ao período paleolítico : caça, pesca e instrumentos de pedra lascada, posteriormente polida. Peças de cerâmica de barro, desenho em relevo através de cordas.  Período Asuka (552-710) – chegada do budismo e transformações sociais e políticas. Influência da cultura budista.  Período Nara (710-794) – construção de diversos templos budistas, crescimento cultural e artístico e escrita chinesa adaptada para o japonês (ideogramas – kanjis)  Período Heian (794-1185) – sistema de escrita japonês (hiragana e katakana). Surgimento da figura dos samurais na sociedade. Auge da corte imperial japonesa e marcada pela poesia e literatura.  Período Kamakura – início do Xogunato (1192-1333) – os samurais se consagram no poder – regime militar – feudalismo. 四十八
  51. 51. 49  Período Muromachi (1338-1573) – evolução econômica e cultural: arquitetura, pintura, poesia, canções, cerimônia do chá, ikebana, teatro. Chegada do cristianismo.  Período Momoyama (1574- 1603) – unificação.  Período Edo – Xogunato Tokugawa (1603 a 1868) – divisão de classes (samurais, camponeses, artesãos e comerciantes), fechamento dos portos, enriquecimento cultural (ukiyo-e, gueixas, kabuki, bunraku, poesia, literatura).  Período Meiji (1868-1912) – abertura dos portos, revolução industrial, expansão militar. Nesses períodos que surgiram as tradições e costumes milenares japoneses. Houveum grande enriquecimento cultural no Período Edo devido à falta de contado do país comoutras culturas, voltando-se apenas para a própria cultura em formação e produção. Fig.58 – A Grande Onda de Kanagawa. Fig.59 – Shodô: uso do pincel e tinta preta, modo Ukiyo-e (xilogravura) correto de segurá-lo e escrever a caligrafia japonesa. 四十九
  52. 52. 50Fig.60 – Ikebana são os arranjos Fig.61 – Cerimônia do Chá envolve a preparação, o modoflorais. de servir e até o ambiente. 五十
  53. 53. 51 JAPOP, a cultura pop japonesa A cultura pop pode ser entendida como uma cultura de massa. Mas foi através dapop art, de Roy Lichtenstein e Andy Warhol, por exemplo, que este termo tornou-se maisconhecido, uma vez que esses artistas fizeram uso de imagens populares à mídia e meio decomunicação, como Marlyn Monroe ou as famosas latas de sopa Campbell’s para criar suasobras. Assim, “a cultura pop é um poderoso reflexo da sociedade na qual vivemos e não serestringe somente ao aspecto estético, mas desempenha um papel importante atingindo damesma maneira todas as pessoas em um sentido cultural mais amplo” (LUYTEN, 2000, p.7). Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão em reconstrução e aberto para o mundo,sua cultura tornou-se motivo de curiosidade e fascínio ao exterior. As imagens tradicionaisde sua cultura como a conduta e ética dos samurais, suas espadas (as katanas), kimonos,gueixas, templos evocavam uma beleza e curiosidade sobre o oriental. Porém com essa abertura do Japão para o mundo ocidentalizado as trocas einfluências entre culturas começaram a surgir. Dentro do próprio país suas antigas pinturasforam sendo substituídas por personagens caricatos de olhos grandes e cabelos espetadose seus filmes sobre samurais, mostrando uma imagem tradicional do país, foram sendosubstituídos por filmes e seriados de monstros gigantes destruindo Tóquio. Esses novosprodutos se popularizaram no Japão, chegando ao mundo ocidental. No Brasil, na década de 1980 começou a entrada dessa cultura no país. Filmes doGodzilla, super-heróis batalhando com monstros gigantes, desenhos animados com 五十一
  54. 54. 52personagens caricatos, mas ainda de certa forma, mostrando características peculiares doJapão, como nomes japoneses, o hábito de comer com hashi, uniformes escolaressemelhantes a roupas de marinheiro. Hoje, muito dos curiosos ou apreciadores da cultura japonesa, buscam maisconhecimentos sobre sua história e cultura mais tradicional após assistir um filme, umaanimação ou mesmo após ter lido algum mangá, as histórias em quadrinhos japoneses. Enessa busca entram mais em contato com a cultura pop, como as novelas (doramas), moda(visual kei, cosplay, moda urbana), música (j-music). Explicando brevemente um pouco dessa manifestação cultural, a cultura popjaponesa atinge diversas mídias e camadas: Animê: série de desenho animado em capítulos. Geralmente são adaptaçõesanimadas dos mangás após fazerem sucesso. Mangá: histórias em quadrinhos. Diferentemente das HQ’s americanas (Marvel, DCComics, do Homem Aranha, Batman, Superman, etc) os mangás possuem histórias em umciclo fechado. A leitura do mangá é muito popular no Japão, atingindo tanto crianças comoadultos. Vídeo Game: produção de consoles e criação de jogos, como enredo, jogabilidade,história. Grande expoente nesta área está a Nintendo, que incialmente em 1889 produziaapenas cartas de baralho, e criou o personagem-ícone Mario, do jogo de vídeo game. 五十二
  55. 55. 53 Seriados live-action: gravação com atores, divididos em tokusatsu (seriados de superheróis) e doramas (novelas japonesas, muitas vezes adaptados dos animês e mangás). Elesse assemelham na cultura americana pelos seriados e as novelas dos brasileiros. Filmes: Akira Kurosawa, grande expoente da cinematografia japonesa, inspiroudiversos diretores no ocidente. Os filmes do gênero de terror japonês também ganharamgrande destaque no mundo ocidental. As animações japonesas de longa-metragemganharam grande espaço nos cinemas na parte ocidental do mundo, com destaque para oOscar de Melhor Animação em 2002, para Sen to Chihiro (A viagem de Chihiro). Cosplay: do inglês “costume play” baseia-se no fato de se fantasiar e atuar como umpersonagem. Apesar de ter surgido nos EUA, ganhou grande expressão no Japão com osanimês e mangás. Moda Urbana: como grande expoente, o bairro de Harajuku em Tóquio concentradiversas pessoas exibindo sua moda. Há muitos jovens estilistas mostrando seu trabalho.Este ato de se expor na rua com suas roupas faz parte da cultura de cosplay no Japão. 五十三
  56. 56. 54Fig.62 – Imagens representativas da cultura popular e atual do Japão. Envolvem seriados, novelas, filmes, música,desenhos e até o modo de se vestir. 五十四
  57. 57. 55 Datas comemorativas Algumas datas comemorativas no Japão vêm de uma longa tradição e costume quecontinuam até os dias atuais. Estas datas fazem parte da cultura japonesa, presente nocotidiano e marcado por eventos escolares, festivais, entre outras manifestações. Dia 1 de Janeiro: Dia de Ano Novo - O mais importante feriado nacional do Japão. Hácostumes como comer manju, o bolinhos japoneses feito a base de arroz, as criançasreceberem dinheiro dos pais. Dia 3 de Fevereiro: Festival de jogar favas de feijões (Setsubun) - Tradição paraespantar maus espíritos. Dia 3 de Março: Dia das Meninas (Hina Matsuri) – há a tradição de confeccionarbonecos representando a corte imperial. Nas escolas as crianças costumam fazerdobraduras, artesanatos desses bonecos para celebrar a data. Dia 5 de Maio: Dia das Crianças (Kodomono-hi) - Festival dos meninos – há atradição de pendurar nas casas bandeiras em forma de carpas. Dia 7 de Julho: Festival das Estrelas (Tanabata Matsuri) – tradicionalmente nesta dataas pessoas escrevem seus desejos em um papel e amarram em galhos de bambu. 五十五
  58. 58. 56 Entre dias 13-16 de Agosto: Festival Bon - Uma importante tradição em honra aosancestrais. Há festividades com a dança bon-odori e fogos de artifícios. Dia 15 de Setembro: Dia de respeito pelos idosos (Keirou-no-hi) – o Japão éconhecido pela longevidade de sua população. Segunda segunda-feira do mês de Outubro: Dia dos Esportes (Taiiku-no-hi) –festividades esportivas são realizadas. Em escolas os alunos são incumbidos deorganizarem esses festivais e realizam-se atividades esportivas e competições entre turmas. Dia 3 de Novembro: Dia da Cultura (Bunka-no-hi) Dia 15 de Novembro: Shichi-go-san - Neste dia as pessoas vão aos templos paradesejarem crescimento saudável para meninas de sete anos, meninos de 5 anos e meninasde 3 anos (shichi, go, san - 7, 5, 3). 五十六
  59. 59. 57Fig.63 – Carpas para o Festival Fig.64 – Confecção de bonecas Fig.65 – Espantar os mausdos Meninos. para o Dia das Meninas. espíritos no Setsubun.Fig.66 – Dança do Bon-Odori. Fig.67 – Atividades esportivas em escolas no Dia do Esporte. 五十七
  60. 60. 58 PROGRAMA DE NECESSIDADES O programa do Centro Cultural abrangerá atividades que contemplem tanto osaspectos tradicionais como os contemporâneos da cultura japonesa. Devido a sua propostade implantação, na região central da cidade de Suzano, local de grande movimentação deveículos e pessoas em razão do comércio e serviços ali presentes, a intenção será focadanos trabalhadores locais, estudantes e usuários que eventualmente se deslocam para ocentro em busca das atividades e serviços oferecidos. Além disso, prevê-se a abrangênciapara usuários mais distantes devido à facilidade de acesso e deslocamento, como a grandeoferta de transporte público na área de entorno. Com base nisto, a intenção é promover atividades que preservem a história, tradiçãoe a cultura japonesa na cidade, cuja importância se vê muito relevante devido sua relaçãopróxima com os imigrantes japoneses. O Centro Cultural se divide basicamente em duas grandes áreas, a primeira voltadapara a parte expositiva e de preservação da memória, com exposições e oficinasrelacionadas a atividades culturais mais tradicionais e outra se concentra nas atividades eoficinas mais dinâmicas e modernas. A idéia principal é trabalhar de forma integrada essasduas grandes áreas de forma a uma complementar a outra com o intuito de evitar espaçosociosos, principalmente na área de exposição. Abaixo se segue o programa do Centro Cultural e cada espaço com sua descrição efuncionalidade. 五十八
  61. 61. 59 Espaço da Memória Imigração Japonesa em Suzano: Espaço para exposição permanente sobre aimigração japonesa no município. Resgatar a memória do passado e manter viva para asnovas gerações sua descendência além de mostrar a importância desse povo, sua cultura einfluências na cidade. Exposição de fotos e objetos de época. Reprodução de algumassituações em que os imigrantes viviam e as atividades que desenvolviam. Montagem depainéis interativos como textos bilíngües informativos sobre a história e dados curiosos erelatos, além de reprodução em áudio, também bilíngüe, e projeções visuais. Trabalhar coma dualidade de uma exposição mais tradicional, com objetos expositivos e uma exposiçãomais interativa e tecnológica. Cultura Tradicional Japonesa: Exposição permanente representando um pedaço darica cultura japonesa. As tradições antigas, costumes, peças tradicionais, objetos de época.Espaço mais expositivo e painéis informativos descrevendo a história e cultura do Japão,podendo seguir uma linha cronológica expondo objetos significativos e representativos decada época. O Japão Hoje: Exposição permanente sobre a cultura do Japão atual. A cultura pop etecnológica que se espalha pelo mundo. Mangás, animês, vídeos games, música, moda.Espaço de grande interatividade e tecnologia com projeções áudios-visuais. Espaço Multiuso: Espaço reservado para atividades e eventos esporádicosrelacionados à cultura japonesa. Espaço reservado também para lembrar os costumes ecelebrar datas comemorativas e importantes no Japão, como o ano novo, o dia das criançase o dia da cultura. 五十九
  62. 62. 60 Espaço da Memória Área Ambiente Atividade Desenvolvida Descrição do Ambiente circulação Exposição sobre a espaço para exposição, Exposição Imigração Japonesa em quadros, pedestal, mesasPermanente 25% Suzano. História, fatos, com vidro, com boa I fotos, relatos. iluminação Exposição sobre a cultural tradicional do espaço para exposição, Exposição Japão. Tradição, quadros, pedestal, mesasPermanente 25% costumes, materiais e com vidro, com boa II peças que representem a iluminação época. Exposição sobre o Japão espaço para exposição, Exposição atual. Cultura pop. Peças, quadros, pedestal, mesasPermanente 25% imagens que representem com vidro, com boa III o Japão atualmente. iluminação Exposição temporária (hamani, ano novo, hina Espaço matsuri, datas espaço versátil e aberto 25% Multi-uso comemorativas no Japão com boa iluminação. viram exposição), eventos. Espaço para materias deÁrea Técnica 25% exposição em desuso. Depósito depósito para uso geral 25% Bem arejado e Atendimento de Sanitários 25% organizado, adaptado a necessidades fisiológicas deficientes 六十
  63. 63. 61 Atividades Culturais Telecentro: Acesso a microcomputadores, Internet e outras tecnologias digitais quepermitem coletar informações, criar, aprender e comunicar-se com outras pessoas, enquantodesenvolvem habilidades digitais essenciais hoje em dia. Através da informática e mídiastecnológicas é possível entrar em contato com a cultural de uma forma diferente e inovadora,além de se tornar um atrativo para outros públicos. História do Japão: aula sobre a história do Japão. Origem, períodos, a sociedade emcastas (imperador, nobreza, samurais, comerciantes e camponeses). Espaço de sala deaula com interatividade com o restante do edifício do centro cultural, principalmente a áreade exposição. Alunos dessa oficina poderiam criar acervo e material para as exposiçõestemporárias e celebrar os costumes e datas comemorativas. História da Cultura Tradicional: aula sobre o Japão voltado para a sua culturaacompanhado sua história. Atividades culturais e artísticas desenvolvidas em cada período.Espaço de sala de aula com interatividade com o restante do edifício do centro cultural,principalmente a área de exposição. Alunos dessa oficina poderiam criar acervo e materialpara as exposições temporárias. Língua Japonesa: Salas de aulas voltadas para o ensino da língua japonesa. Estudogramatical com interação com o acervo de mangás e o ensino oral e de conversaçãorelacionado com o acervo audivisual. Alunos dessa oficina poderiam criar acervo e materialpara as exposições temporárias. 六十一
  64. 64. 62 Kanji (shodo): Ensino da técnica do shodo, escrita do ideograma japonês com pincele tinta preta, considerada uma técnica de arte. Desenho: Ensino do desenho japonês e dos mangás, a história em quadrinhos.Espaços de ateliês. Arte em papel: Ensino de técnicas de trabalho com o papel. Origami, a dobradura e okirigami, conhecido como origami arquitetônico. Além de outras técnicas que envolvam opapel. Espaços de ateliês. Furoshiko: Ensino da técnica que trabalha com tecidos para criação de embalagens,embrulhos, bolsas, etc. Espaços de ateliês. Ikebana: Aulas em que ensinam a arte do ikebana – arranjos florais. Conceitos efilosofias. Espaços de ateliês. Cerimônia do chá: Aula demonstrativa da milenar e tradicional cerimônia do chá.Modo adequado de preparar o chá, servir, e se comportar durante a cerimônia. Recriar oambiente. Área visível para visitantes assistirem o momento em que é realizada a oficina. Midiateca: Espaço audivisual. Músicas, documentários, filmes, animaçõesrelacionadas à cultura japonesa. Gibiteca: Acervo de histórias em quadrinhos diversificados e mangás. 六十二
  65. 65. 63 Atividades Culturais Atividade Equipamentos/ nº Área Descrição do Ambiente Desenvolvida Móveis usuário circulação Ambiente Acesso a Espaço com microcomputadores e mesas e cadeira Internet e permiter para mesas, cadeiras, coleta de computadores. Telecentro computadores, 20 25% informações, criação, Mesas e cadeiras tomadas aprendizagem e para uso de comunicação com notebooks próprios outras pessoas. - acesso a internet. Estantes com Leitura e empréstico revistas em de histórias em estatantes com quadrinhos, quadrinhos em geral. caixas de Gibiteca 30 25% espaço para leitura Acervo especial de plástico, bancos, com mesas e mangás. Espaços de mesas e cadeiras cadeiras.Bem leitura iluminado Lugar silencioso. Remeter a tradição Espaço exclusivo tatami, pufe, Área de japonesa de tirar para leitura ou mesa baixa, 15Leitura/Descanso os sapatos sobre o descanso. sapateira tatami. Agradável e confortável. Equipamento Acervo visual sobre a equipamento audiovisual, com cultura japonesa. técnico de bancos, mesas, Filmes, animês, audiovisual Videoteca 15 25% cadeiras. Área documentários. (computador, para consulta. Espaço para assistir fone de ouvido), Acústica. (acerto o acervo no local. bancos digital) 六十三
  66. 66. 64 Acervo de áudio. Equipamento Música tradicional equipamento audiovisual, com até música pop atual técnico de bancos, mesas, do Japão. Espaço audiovisual Audioteca 15 25% cadeiras. Área para escutar o (computador, para consulta. acervo no local. fone de ouvido), Acústica. (acerto Espaço para bancos digital) karaokê. Aula sobre a história Sala de aula com geral do Japão. mesas e cadeiras. mesa, cadeira,História do Japão Origem, períodos 20 25% Conforto térmico e armário, lousa (Origem, feudalismo, acustico. Boa Xogunato, Era Meiji) iluminação Aula sobre as Sala de aula com tradições culturais do História da mesas e cadeiras. Japão. Gueixa, mesa, cadeira, Cultural 20 25% Conforto térmico e Samurais, armário, lousa Tradicional acustico. Boa Pensamento iluminação japones, honra, etc. Aulas de ensino à Sala de aula com lingua japonesa. mesas e cadeiras. Alfabetização a mesa, cadeira,Língua Japonesa 20 25% Conforto térmico e leitura e armário, lousa acustico. Boa interpretação de iluminação textos Aula e ensino da técnica do shodo. Sala de aula com Escrita dos mesas e cadeiras. mesa, cadeira, Kanji (shodo) ideogramas 15 25% Conforto térmico e armário, lousa japoneses acustico. Boa considerado uma iluminação técnica de arte. 六十四
  67. 67. 65 Aulas de desenho de Sala de aula com mangá. Técnica mesa, cadeira, bancadas tipo Desenho tradicionalmente armário, lousa, 15 25% estúdio. Conforto (mangá) japonesa dos bancadas térmico e acustico. quadrinhos Boa iluminação Sala de aula com Aula de origami, mesa, cadeira, bancadas tipo kirigami, e outrasArte em Papel armário, lousa, 15 25% estúdio. Conforto técnicas japonesas bancadas térmico e acustico. com papel Boa iluminação Aula em que ensina Sala de aula com a técnica em que se mesa, cadeira, bancadas tipo Furoshiki trabalha com panos armário, lousa, 10 25% estúdio. Conforto para criar bolsas, bancadas térmico e acustico. embalagens, etc Boa iluminação Sala de aula com mesa, cadeira, bancadas tipo Aula de arranjos Ikebana armário, lousa, 10 25% estúdio. Conforto florais bancadas térmico e acustico. Boa iluminação Ambiente preparado com móveis e objetos Aula demostrativa da tatamis, mesaCerimônia do necessários para milenar e tradicional 5 25% baixa de centro e Chá a cerimonia do cerimônia do chá louças de chá para chá demostração da cerimônia Espaço para Aparelho de som, convívio e vídeo,microfones, confraternização Karaokê Esapaço para cantar 5 25% mesa, sofá, entre amigos que cadeiras. queiram cantar e se divertir. 六十五
  68. 68. 66 Outros Administração: Área admininstrativa de toda a edificação envolvendo áreas técnicas,apoio a área de exposição, relações públicas. Auditório: Espaço destinado a apresentações, eventos, grupos escolares, palestras,apoio às oficinas e ao espaço multi-uso. Entrada e saída independente. Café: Espaço de alimentação, convivência e descanso entre o público e visitante docentro cultural. Jardim: Área verde reservado ao convívio e descanso. Relação com o café. Trabalharcom árvores de cerejeira, um símbolo para o Japão. 六十六
  69. 69. 67 Auditório Atividade Equipamentos/ Nº Área Descrição do Ambiente Desenvolvida Móveis usuários circulação Ambiente Espera- sofás, pufes, Espera antes da Foyer bancos, espelhos, 150 apresentação obras de arte Espaço climatizado Auditório destinado a para a realização de apresentações, peças teatrais, bandas Auditório cadeiras 150 25% eventos, palestras, e músicos que aulas, teatro, cinema. necessitem de isolamento acústico Cabine - Área Essa área é destinada destinada para para colocação de câmeras, traduções e câmeras e áudio para Sala de som traduçõesControle do mesa e cadeira 3 25% Auditório Área destinada a Dimmer - Área dimmerização dos destinada a controle da elementos de luz do luz auditório Local para a instalação Local destinado a Sala de Ar e manutenção do ar maquinário x 25% locação e manutençãocondicionado condicionado de ar condicionado Atendimento de Bem arejado e lavatório/ vaso Sanitários necessidades 20 25% organizado, adaptado a sanitário fisiológicas deficientes 六十七

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