Verena

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Rede de propriedade de empresas de capital aberto (BOVESPA, 2009)

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  • Governança corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento entre os proprietários, conselhos de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando o seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade. (IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa)Redes são condutoras de informação, oportunidade e influência Entre os principais mecanismos internos de governança, pode-se citar: a existência de um conselho de administração ativo, independente e bem informado; Conselho de administração é o órgão guardião dos interesses dos proprietários. o Conselho de Administração a mais importante força interna de controle das corporações: ele dá o tom de seu envolvimento com a gestão, define em regimento a sua missão e os papéis e estabelece regras para suas formas de atuação.A governança corporativa é efetivamente exercida a partir das decisões de controle do conselho de administração.
  • O emaranhado de contatos, alianças e estratégias de apoio gravitando em torno de interesses políticos econômicos é o que Lazzarini (2011) denomina capitalismo de laços. Trata-se de um modelo assentado no uso de relações para explorar oportunidades de mercado ou para influenciar determinadas decisões de interesse. Essas relações podem ocorrer somente entre atores privados, muito embora grande parte da movimentação corporativa envolva, também, governos e demais atores na esfera pública (LAZZARINI, 2011). Em suma, segundo Lazzarini, capitalismo de laços deve ser entendido de forma mais genérica como “relação entre atores sociais para fins econômicos”.A análise é realizada em dois planos: o conjunto de firmas e o conjunto de proprietários. Proprietários são donos de firmas. O fato de BNDES, Previ, Bradesco e Mitsui serem proprietários da Vale indica, provavelmente, que eles interagem ou interagiram de alguma forma.
  • Verena

    1. 1. Centro Universitário da FEI • CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO • TCC - Trabalho de Conclusão Curso Mayra Barbieri Zaia – N° 12.108.296-0 Nátally Leite Costa – N° 12.111.666-9 Verena Piacentini Abrantes – N° 12.110.215-6 Rede de propriedade de empresas de capital aberto: Um estudo exploratório no ambiente de capitalismo de laços Primeiro Semestre de 2012 Orientador: Prof. Mateus CozerSão Bernardo do Campo, 18 de Junho de 2012
    2. 2. ÁREA DA ABEPROEngenharia Organizacional :Gestão Estratégica e OrganizacionalTEMARede de empresas
    3. 3. JUSTIFICATIVA Mudanças históricas na economia brasileira, assim como nas relações internas entre as empresas e acionistas de um ponto de vista de governança, sugerem que a rede de proprietários e controladores seja alterada constantemente. OBJETIVORepresentar a “fotografia” do cenário das conexõesde membros com maior grau de conectividade aoutros membros, dos conselhos de administraçãoque interagem dentre as centenas de empresasbrasileiras de capital aberto.
    4. 4. QUESTÃO DE PESQUISA “Quais os conselheiros que atuam no maior número de conselhos de administração de diferentes empresas e como são representadas estas relações?”.
    5. 5. METODOLOGIA DE PEQUISA1. Estudo das redes de mundo pequeno2. Software de análise de redes3. Seleção das amostras no banco de dados do Insper4. Elite corporativa em 2009.
    6. 6. AGENDA Governança Corporativa Capitalismo de Laços Análise de Redes Pesquisa Empírica Desenvolvimento e Análise dos Dados Conclusão
    7. 7. GOVERNANÇA CORPORATIVAGovernança Corporativa“É o sistema pelo qual as organizações sãodirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendoo relacionamento entre os proprietários,conselhos de administração, diretoria e órgãos decontrole” IBGCConselhos de Administração“É o órgão guardião dos interesses dosproprietários” (ANDRADE, et al., 2009).Separação entre propriedade e controle Propriedade: Acionistas Controle: Direção executiva
    8. 8. CAPITALISMO DE LAÇOS“Emaranhado de contatos, alianças eestratégias de apoio gravitando em torno deinteresses políticos econômicos” (LAZZARINI,2011)
    9. 9. ANÁLISE DE REDESRedes de Mundo PequenoProbabilidade de componentes se conectarem estáem um intervalo de aglomeração aleatória eaglomeração organizada.Medidas Característicasn número de atores da redek número de conexões entre os atoresL distância média entre os atoresC grau médio de aglomeração dos atores
    10. 10. PESQUISA EMPÍRICABanco de Dados e aRede Principal846 empresas de capital aberto listadas naBM&FBOVESPA no ano de 2009 e seusrespectivos membros dos conselhosadministrativosFerramenta de AnáliseDados na plataforma Gephi – sofware paraanálise de redes complexas (http://gephi.org/)
    11. 11. DESENVOLVIMENTO E ANALISE DOS DADOSEmpresas por Conselheiros Empresa Participação do conselheiro no conselho administrativo da empresa Conselheiro
    12. 12. DESENVOLVIMENTO E ANALISE DOS DADOSEmpresas por Empresas Empresa Presença de conselheiro comum a duas empresas Empresa
    13. 13. DESENVOLVIMENTO E ANALISE DOS DADOSConselheiros por Empresas Conselheiro Conselheiro participa do conselho administrativo da empresa Empresa
    14. 14. DESENVOLVIMENTO E ANALISE DOS DADOSConselheiros por Conselheiros Conselheiro Conselheiro participa do conselho administrativo de empresas em comum Conselheiro
    15. 15. CONCLUSÃO Forte conexão entre os atores da economiabrasileira, tais atores se relacionam de acordo com umarede de mundo pequeno. Os nomes que mais atuam em conselhos deadministração sao também peças chaves nodesenvolvimento das chamadas empresas de private equity. Os atores ligados ao BNDES trazem outroaspecto relevante: são sócios com horizonte de maislongo prazo, que não se submetem às pressõestemporárias do mercado financeiro.
    16. 16. REFERENCIAS• ADAMIC, L. A. 1999. The small world web. In Lecture Notes in Computer Science. New York : Springer, 1999.• AMATO, J. N. 2000. Redes de cooperação produtiva e clusters regionais: oportunidades para as pequenas e médias empresas. São Paulo : Atlas, 2000.• ANDRADE, Adriana e ROSSETI, José Paschoal. 2009. Governança corporativa: fundamentos, desenvolvimento e tendências. 3. São Paulo : Atlas, 2009.• ARUJA, R. K., MAGNANTI, T. L. e ORLIN, J. B. 1993. Network Flows: Theory, Algorithms and Applications. New Jersey : Prentice Hall, 1993.• BARABÁSI, A. L. e ALBERT, R. 1999. Emregence of scaling in random networks. s.l. : Science, 1999.• BOAVENTURA, Netto. 2001. Grafos: Teorias, Modelos, Algoritmos. São Paulo : Edgard Blucher, 2001.• CARBONAI, Davide. O Capitalismo de Laços e sua regulação - evidencias do caso europeu.• COZER, M. 2011. A retórica da governança corporativa. 2011.• CRICK, F. e KOCH, C. 1998. Conciousness and Neuroscience. Cerebral Cortex. California : California Institute os Tecnology, 1998.• DAVIS, G. F. 2009. Managed by the markets - How Finance reshaped America. s.l. : Oxford, 2009.• DAVIS, G. F., YOO, M. e BAKER, W. E. 2003. The small world of the American corporate elite, 1982-2001. s.l. : SAGE Publications, 2003.• DEGENNE, A. e FORSÉ, M. 1999. Introducing Social Networks. Londres : Sage, 1999.• Economic Action and Social Structure: The Problem of Embeddedness. GRANOVETTER, Mark. 1985. 1985, American Journal of Sociology, Vol. 91. 2.• ERDÖS, P. e RÉNYI, A. 1959. On Random Graphs. Publicações Matemáticas. 1959.• EULER, L. 1736. Solutio problemtis ad geometriam situs pertinentis. Comment. Academiae Sci. I. Petropolitanae . 1736.• FERRER, I. C. e SOLÉ, R. V. 2001. The samll world of human language. Proceedings of the Royal Society of London. B, 2001.• Gephi makes graphs handly. The Open Graph Viz Platform. [Online] [Citado em: 14 de Fevereiro de 2012.] https://gephi.org/.• GHEMAWAT, P. 2000. A estratégia e o cenário dos negócios: texto e casos. Porto Alegre : Booksmn, 2000.• HARARY, F. 1995. Graph Theory. Cambridge : Perseus, 1995.• IBGC: Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. IBGC: Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. [Online] [Citado em: 20 de março de 2012.] http://www.ibgc.org.br/Secao.aspx?CodSecao=17.• KOGUT, Bruce e WALKER, Gordon. 2001. The small world of firm ownership and acquisitions in Germany from 1993 to 1997: the durability of national networks. 66, 2001, pp. 317-35.• LAZZARINI, Sérgio G. 2011. Capitalismo de laços: Os donos do Brasil e suas conexões. Rio de Janeiro : Elsevier, 2011.• LORANGE, Peter e ROOS, Johan. 1996. Alianças estratégicas: formação, implementação e evolução. São Paulo : Atlas, 1996.• Metabolic stability and epigenesis in randomly constructed genetic nets. KAUFFMAN, S. A. 1969. s.l. : Journal of Theoretical Biology, 1969.• SINGH, Simon. 1998. O último teorema de Fermat: A História do enigma que confundiu as maiores mentes do mundo durante 358 anos. 2. Rio de Janeiro : Record, 1998.• SWEDBERG, Richard. 1994. Markets as social structure in: SMELSER. The handbook of economic sociology. 1994.• WASSERMAN, Stanley e FAUST, Katherine. 1994. Social Network Analysis: Methods and Applications. 1994.• WATTS, D. J. e STROGATZ, S. H. 1998. Collective dynamics of small-world networks. 1998, pp. 409-410.• WATTS, D. J., NEWMAN, M. e BARABÁSI, A. 2006. The Structure and Dynamics of Networks. Princeton : Princeton University Press, 2006.• WATTS, Duncan J. 1999. Networks, Dynamics, and the Small-World Phenomenon. 1999.• WILDEMAN, Leo. 1999. Organização Virtual. HSM Management. N 15, 1999.
    17. 17. DÚVIDAS

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