INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                              INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAÍndice1.    COFRA...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA10.1     Exigências fu...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                                INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAÍndice de ilust...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                                  INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAIlustração 24...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1. CofragensSão poucas as...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.1 ReutilizaçõesDada a ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.2 Materiais em cofrage...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                     INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRATambém é muito utilizado e...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA         Os sistemas con...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.4 ComponentesOs compone...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAOs painéis, individualme...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.5.3 MontagemEmbora a...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     O estaleiro deve ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     Depois de limpos,...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                          INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAArtigo 153.º - Desmol...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                          INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA153.3 – Nos casos esp...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                           INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAÉ a situação mais de...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                        INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAI    - Impulso máximo d...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                        INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAP    - Carga uniformeme...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                          INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAt    - Largura do ele...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                           INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAO vão máximo será:  ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                        INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA2. PadieirasQuando há n...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRANão havendo qualquer tipo...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRANota: Distribuição das Ca...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAO arco resiste!          ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAExemplo:              ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                                   INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA      RESOLU...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                          INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA                     ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                               INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA       Q = (b x ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAEspessura da chapa:     ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA3. Redes de prediais d...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA5. Movimento de terrasCo...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAA escavação pode class...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     - Processo constr...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA6. Sistemas de contenção ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                        INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA                       ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                        INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA                 Ilustr...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                          INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     contenção numa f...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA6.3 Contenções definit...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA        INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA                   Ilustração 9 – Pared...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA             Ilustraçã...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA7. FundaçõesAs fundações...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA7.1.1 Fundações directasA...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRADesignam-se sapatas isol...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                           INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     Ilustração 17 –...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAO ensoleiramento geral é ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRADeve-se ter cuidados, esp...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAEstacas cravadas metálic...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA     INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA                     Ilustração 21 – Nega ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA                         ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAAs condições do subsolo,...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                       INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA       Ilustração 27 – E...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                      INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAEstacas moldadas com tubo...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA8. AlvenariasEste capí...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                           INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA9. CoberturasAs cobe...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAAs camadas existentes ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                           INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     reduziria a sua...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                            INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     Ilustração 29 ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                          INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAAssim ocorre, por exe...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                          INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA     Ilustração 33 – ...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                         INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAIlustração 36 – Cobert...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA     INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA            Ilustração 37 – Cobertura ajar...
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA                            INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA10. PavimentosOs pa...
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Sebenta ccii -v1
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Sebenta ccii -v1

4.382 visualizações

Publicada em

Sebenta sobre ccvil

Publicada em: Design
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.382
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
173
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Sebenta ccii -v1

  1. 1. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAÍndice1. COFRAGENS......................................................................................... 51.1 Reutilizações ............................................................................................................. 61.2 Materiais em cofragens ............................................................................................ 71.3 Tipos de cofragens ................................................................................................... 81.4 Componentes .......................................................................................................... 101.5 Sequência dos trabalhos ....................................................................................... 101.6 O que diz o Regulamento?..................................................................................... 141.7 Dimensionamento ................................................................................................... 162. PADIEIRAS .......................................................................................... 223. REDES DE PREDIAIS DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA ....................... 314. DRENAGEM PREDIAL DE ÁGUAS RESIDUAIS DOMÉSTICAS EPLUVIAIS .................................................................................................... 315. MOVIMENTO DE TERRAS .................................................................. 326. SISTEMAS DE CONTENÇÃO DE TERRAS........................................ 356.1 Taludes..................................................................................................................... 356.2 Contenções provisórias ......................................................................................... 366.3 Contenções definitivas........................................................................................... 397. FUNDAÇÕES ....................................................................................... 427.1 Tipos de fundações ................................................................................................ 428. ALVENARIAS ...................................................................................... 549. COBERTURAS .................................................................................... 559.1 Coberturas inclinadas ............................................................................................ 559.2 Coberturas planas (i < 8%)..................................................................................... 5510. PAVIMENTOS ...................................................................................... 631 Bom estudo...
  2. 2. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA10.1 Exigências funcionais de revestimentos de piso ................................................ 6310.2 Classificação UPEC dos revestimentos/locais .................................................... 6510.3 Principais causas de anomalias em revestimentos de piso............................... 6811. BIBLIOGRAFIA ....................................................................................722 Bom estudo...
  3. 3. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAÍndice de ilustraçõesIlustração 1 – Alteração da inclinação de um talude............................................................... 35Ilustração 2 – Revestimento de um talude.............................................................................. 36Ilustração 3 – Projecção de betão sobre um talude................................................................ 36Ilustração 4 – Sequência construtiva de contenção em duas faces opostas.......................... 37Ilustração 5 – Sistema de contenção numa face com escoramento....................................... 37Ilustração 6 – Estacas prancha cravadas ............................................................................... 38Ilustração 7 – Esquema de parede de estacas tangentes ...................................................... 39Ilustração 8 – Esquema de parede de estacas secantes ....................................................... 39Ilustração 9 – Parede tipo “Berlim" ......................................................................................... 40Ilustração 10 – Equipamento de realização de paredes moldadas......................................... 40Ilustração 11 – Realização de ancoragens em paredes moldadas, após a escavação.......... 41Ilustração 12 – Muros pregados ............................................................................................. 41Ilustração 13 – Sapatas isoladas............................................................................................ 43Ilustração 14 – Sapatas contínuas.......................................................................................... 43Ilustração 15 – Ensoleiramento geral ..................................................................................... 43Ilustração 16 – Exemplo de sapatas isoladas. Colocação de betão de limpeza..................... 44Ilustração 17 – Exemplo de sapatas isoladas. Posicionamento da cofragem de acordo com a implantação, colocação da armadura, posicionamento da armadura do pilar ............... 45Ilustração 18 – Exemplo de sapatas isoladas. Betonagem e compactação .......................... 45Ilustração 19 – Ensoleiramento geral ..................................................................................... 46Ilustração 20 – Bate estacas .................................................................................................. 48Ilustração 21 – Nega............................................................................................................... 49Ilustração 22 – Limpeza da cabeça das estacas .................................................................... 49Ilustração 23 – Preparação do maciço de coroamento........................................................... 493 Bom estudo...
  4. 4. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAIlustração 24 – Maciço de coroamento ................................................................................... 50Ilustração 25 – Processo construtivo da estaca moldada com trado contínuo........................ 51Ilustração 26 – Equipamento empregue na execução de estacas moldadas com trado contínuo ......................................................................................................................... 51Ilustração 27 – Equipamento usado na execução de estacas moldadas com lamas bentoníticas.................................................................................................................... 52Ilustração 28 – Cobertura plana tradicional acessível para peões sem isolante térmico. 6.Acabamento, 5.Dessolidarização, 3. e 4. Impermeabilização, 2.Pendentes, 1. Suporte ....................................................................................................................................... 57Ilustração 29 – Cobertura plana tradicional acessível para peões com isolante térmico. 5. Acabamento, 4. Argamassa armada, 3. Impermeabilização, 2. Isolamento térmico, 1. Suporte........................................................................................................................... 58Ilustração 30 – Cobertura plana tradicional acessível a veículos. 7. Pavimento, 6. Argamassa armada, 3. , 4. e 5.Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte.................................. 58Ilustração 31 – Cobertura plana tradicional não acessível. 6. Acabamento, 5. Separador, 3. e 4.Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte............................................................. 58Ilustração 32 – Cobertura plana invertida acessível. 8. Acabamento, 7. Separador, 6. Isolamento, 5. Separador, 3. e 4. Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte........... 59Ilustração 33 – Cobertura plana invertida não acessível. 8. Acabamento, 7. Separador, 6. Isolamento, 5.Separador, 3. e 4. Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte............ 60Ilustração 34 – Cobertura plana invertida. Remate com elementos emergentes. 1.Sistema impermeabilizante, 2.Banda de reforço em ângulo (largura 0,48 m), 3.Membrana impermeabilizante no elemento emergente, 4.Acabamento final do elemento emergente / Chapa de remate.......................................................................................................... 60Ilustração 35 – Cobertura plana invertida. Juntas de dilatação. 1.Banda de reforço (largura 0,48 m, 2.Sistema impermeabilizante, 3.Perfil de junta, 4.Selagem elástica / Banda de reforço (largura 0,48 m), 5.Banda de reforço (largura 0,48 m). ...................................... 60Ilustração 36 – Cobertura plana invertida. Tubos de queda. 1.Sistema impermeabilizante, 2.Reforço, 3.Saída de água............................................................................................ 61Ilustração 37 – Cobertura ajardinada. ..................................................................................... 624 Bom estudo...
  5. 5. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1. CofragensSão poucas as pessoas que, ao verem uma peça de betão armado, pensam no molde quelhe deu a forma, porque não existe nela o mais pequeno vestígio de material lenhoso que aleve a recordar que, na sua execução, interveio um carpinteiro de cofragens. Apenas otécnico se recordará da mão hábil do moldador daquela peça acabada, no trabalhofundamental do carpinteiro, a quem poucas vezes se reconhece mérito, mas que, contudo, alitem a sua obra mesmo que no final o que reste do seu trabalho seja apenas a forma.Actualmente, o carpinteiro de cofragens deve saber como se comporta mecanicamente obetão ao ser colocado no molde, já que desse conhecimento dependerá a escolha certa eadequada dimensão dos elementos que compõem a cofragem, o desconhecimento de talmecânica pode provocar desastres irreparáveis.O domínio da mecânica por parte do carpinteiro pode, obviamente, ser questionada peloleitor, e com razão, porque este domínio deveria ser exclusivo dos técnicos responsáveis pelaobra, com as qualificações necessárias para o fazer. No entanto, habitualmente não seincluem planos de cofragens nas obras de betão armado, deixando essa responsabilidadenas mãos do carpinteiro.Na técnica das cofragens entram quase em partes iguais a ciência e a arte; a ciência, no quetoca ao dimensionamento dos elementos que compõem a cofragem, ao comportamentoestrutural dos mesmos, a organização dos trabalhos com vista à facilidade de desmontagem,etc; a arte, está patente na execução das diversas partes e o domínio da carpintaria aplicadaàs necessidades que aqui aparecem.No que respeita a este texto, como não somos artistas, mas técnicos, apenas nosdebruçaremos na ciência que está na “base” das cofragens, utilizando-a como fundamentopara o correcto dimensionamento, tendo sempre em conta a economia do processo, visto queas cofragens podem facilmente atingir elevadas percentagens do custo total do betãoarmado.5 Bom estudo...
  6. 6. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.1 ReutilizaçõesDada a importância da cofragem como elemento definidor da forma e acabamento da face depeças de betão armado, acrescida ainda da elevada incidência que apresenta no custo finaldas peças executadas com este material, torna-se importante dedicar alguma atenção àsreutilizações.No estudo das cofragens para uma dada obra, devemos contemplar não só a economia e aresistência mecânica, mas também a facilidade de montagem e desmontagem dos elementosque a constituem, quer no que respeita à economia de mão-de-obra e rapidez de execução,quer no que concerne à sequência das operações de desmoldagem.As técnicas que facilitam as operações de montagem e desmontagem contribuem geralmentepara a menor depreciação dos elementos que constituem uma cofragem, resultando assimnum aumento das reutilizações, factor este que, naturalmente, apresenta grande peso no querespeita à diminuição dos custos finais do trabalho.O menor número de componentes diferentes num sistema de cofragens facilita o estudo doplaneamento das respectivas reutilizações numa dada obra, estudo que importa sempre fazerpara que seja contínua e integral a permanência em serviço de todos, ou de quase todos osseus elementos. A cada elemento acabado de desmontar deverá estar prevista uma idênticaou nova função na constituição dos moldes correspondentes a outro troço do plano debetonagens, com o intervalo programado para a limpeza e eventuais reparações e/outratamentos.A meta a atingir com o planeamento das reutilizações será pois: cumprindo os mínimosregulamentares quanto a tempo de presa de betão, que todos os componentes do sistema decofragem se encontrem em serviço, sem se verificarem descontinuidade na betonagem porfalta de elementos disponíveis, para a montagem dos moldes que a sequência de trabalhosexige, ou, por outro lado, haja excesso desses elementos.Finalmente, o estudo dos elementos constituintes de um sistema de cofragem deverá aindaatender à facilidade de limpeza, de conservação, de armazenamento e de identificação detodos os seus componentes.6 Bom estudo...
  7. 7. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.2 Materiais em cofragens1.2.1 BetãoO betão pode ser utilizado em cofragens para concretizar estruturas de apoio. Utiliza-sefrequentemente na realização de descargas no terreno quando este, por si só, não temcapacidade resistente suficiente, mesmo recorrendo a elementos auxiliares apara atenuar ocontacto da carga no solo.Também pode ser utilizado como elemento resistente, isto é, como cofragem definitivaquando existe dificuldade em efectuar a estrutura de suporte, como por exemplo, emsituações de pé-direito elevado. Correntemente, aplica-se em lajes pré-fabricadas ou em pré-lajes.As lajes pré-fabricadas nas várias marcas, das quais se destacam as lajes alveolares tipo“Maprel”, já contêm as armaduras finais. As pré-lajes também são pré-fabricadas, contêmarmaduras finais, geralmente com contra-flechas, procedendo-se à colocação de armadurase betonagem complementares “in situ”.1.2.2 AçoQuando aplicado na superfície cofrante para betão à vista, os painéis metálicos não sãorecomendáveis, porque a superfície lisa não é esteticamente aceitável.Aparece com grande aplicabilidade em elementos de ligação, grampos, pregos, quadrosrígidos ajustáveis para servirem de suporte, escoramento e outros elementos necessários àcompleta estabilização dos painéis de cofragem.Paralelamente aos elementos de ligação, a sua aplicabilidade estende-se também aoselementos em compressão em escoramentos, tais como torres “PAL”, prumos extensíveis eescoras metálicas.O aço surge também como solução em chapas para pavimentos mistos aço-betão,materializando a superfície aparente, não só em elementos estruturais horizontais como emelementos verticais.7 Bom estudo...
  8. 8. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRATambém é muito utilizado em tubos para materializar a superfície cofrante em pilarespodendo, ou não, ser aproveitado como armadura perdida ou simplesmente como molderecuperável.1.2.3 Madeira maciçaÉ o material usado, por excelência, na superfície cofrante devido às suas inúmerasvantagens, das quais se destacam a trabalhabilidade, o preço e as boas “performances”mecânicas.Também é muito utilizável em vigas secundárias pré-fabricadas tipo “Doka” ou “Peri”, e emvigas de madeira maciça de pinho corrente de várias dimensões.Tem menor aplicabilidade nos elementos à compressão (tais como escoras de madeira)porque, apesar do seu baixo peso específico, possui fraca capacidade resistente àcompressão, o que exige grandes secções relativamente a soluções que recorrem ao aço ouao alumínio. Os elementos de compressão nos materiais em ligas leves têm, aliado ao seubaixo peso próprio, uma grande capacidade resistente e de ajuste para várias alturas. Noselementos de madeira, deparamo-nos com essa desvantagem, aliada à dificuldade derealização de emendas.1.2.4 Contraplacados e aglomeradosEstes materiais surgiram como resultado da necessidade de aproveitamento dosdesperdícios da madeira maciça e dos pequenos diâmetros. Estes últimos são limitativos nasdimensões das peças que daí provêm.O fabrico destes materiais faz-se com prensagem das partículas e/ou camadas coladas quepodem assumir vários tamanhos. Em função destas e do modo de fabrico obtêm-se painéisde aparas (aglomerados de partículas), painéis de fibras (aglomerados de fibras) econtraplacados.1.3 Tipos de cofragensExistem dois tipos de cofragens geralmente usados na prática da construção em Portugal:8 Bom estudo...
  9. 9. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Os sistemas convencionais; E os sistemas especiais.1.3.1 Sistemas convencionaisEstes sistemas de cofragem consistem numa armação, composta por uma superfíciecofrante, associada a uma estrutura de suporte, constituída por vigas e prumos ajustáveis.A superfície cofrante ou forro pode ser materializada por madeira de pinho (já pouco usual),derivados de madeira (tais como painéis de contraplacados), painéis de madeira maciça epainéis pré-fabricados.A estrutura de suporte é constituída por barrotes, vigas pré-fabricadas, perfis metálicos, eoutros suportes análogos. Estas vigas são designadas por vigas da 2ª e 3ª camadas e osprumos para suporte são ligas metálicas de variadas capacidades resistentes.Estas cofragens são caracterizadas pela sua flexibilidade, geralmente são montadas comcontra flechas de 1 a 2 cm em função das alturas e das cargas envolvidas.1.3.2 Sistemas especiaisO sistema de cofragem especial é específico para determinadas estruturas nãoconvencionais, também designadas por estruturas especiais. Estes sistemas são usados, porexemplo, em pilares de grande porte, torres, silos e túneis.Nos sistemas especiais são de salientar as cofragens deslizantes ou trepadoras e semi-deslizantes.Existem também soluções construtivas que justificam a utilização de cofragens pneumáticas,muito especializadas para fim a que se destinam, geralmente são tubos de borracha.Podemos ainda referir as cofragens perdidas no betão que utilizam vários tipos de materiaistais como cartão, moldes metálicos e moldes perdidos ou recuperados de aligeiramento delajes.9 Bom estudo...
  10. 10. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.4 ComponentesOs componentes de cofragens podem resumir-se a três já descritos anteriormente: A superfície cofrante; Os elementos de suporte; Os elementos de transmissão de esforços ao solo.Podemos considerar como principal componente da cofragem a superfície cofrante, pois é apartir desta que se define o acabamento da superfície final pretendida. Para tal, temos duassoluções, painéis pré-fabricados e painéis à base de derivados de madeira.A escolha da superfície cofrante é largamente, e quase exclusivamente, influenciada pelocusto de produção que se associa ao número de utilizações e ao tempo de colocação,desmontagem e limpeza em obra.O sistema de contraventamento dos diversos elementos de suporte assume um papelimportante para evitar a ruína do conjunto.Para estrutura de suporte do forro ou vigas da 2ª e 3ª camadas existem várias soluções nomercado. Estas vigas, por sua vez, vão descarregar nos elementos verticais de escoramentoque irão conduzir as cargas ao solo.Nos elementos verticais ou escoramentos poderemos ter prumos individuais ou acoplados,com várias capacidades de cargas. Estes elementos podem ser materializados por torres“PAL” ou torres de tubos.1.5 Sequência dos trabalhos1.5.1 Armazenamento dos componentesO armazenamento ordenado dos componentes dum sistema de cofragens – prumos, vigas,painéis, acessórios, etc. – é uma operação essencial para que na altura da sua utilização ostrabalhos de montagem decorram com regularidade e sem atrasos.10 Bom estudo...
  11. 11. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAOs painéis, individualmente identificados, devem ser armazenados em pilhas horizontais nosistema de face com face, de tal forma que cada pilha só contenha painéis de um dado tipo ede iguais dimensões.Os componentes com uma dimensão predominante em relação às outras – prumos, vigas,escoras, etc. – deverão igualmente ser empilhados, respeitando-se a selecção de tipos,secções e comprimentos.Antes dos armazenamentos, todos os elementos metálicos deverão ser protegidos com óleoantiferrugem, e os elementos de pequenas dimensões, tais como porcas, anilhas, chaves,etc., devem ser separadamente arrumados em caixotes.Para um armazenamento de longa duração, e no caso deste não ser feito sob coberto,deverão as pilhas ser protegidas com encerado ou tela plástica que totalmente as envolva.1.5.2 Tratamento das superfícies dos moldesAs faces dos moldes que ficam em contacto com o betão devem ser tratadas com produtoque facilite a descofragem, geralmente com o aspecto de um óleo ou pasta cremosa.Para materiais diferentes aplicados nas superfícies dos moldes, tais como madeira, ferro ouplástico, deverão ser usados produtos descofrantes diferentes, sendo muito importante quese utilize o que lhe é apropriado.O produto descofrante não deverá ser aplicado se não estiver acondicionado na embalagemde origem e claramente identificado. Na sua aplicação seguir-se-ão as instruções dorespectivo fabricante, procurando sempre formar sobre o molde, a trincha, com rolo ou apistola, uma película contínua fina e de espessura uniforme. O defeito mais frequente naaplicação deste tipo de produtos consiste no exagero da quantidade aplicada, facto que dáorigem a formação de manchas nas superfícies moldadas das peças de betão.Os produtos descofrantes de diferentes fabricantes nunca deverão ser misturados entre si,nem no caso de uma superfície tratada com um dado produto deverá ser renovado otratamento com produto diferente, sem que essa superfície seja objecto de uma limpeza afundo.11 Bom estudo...
  12. 12. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA1.5.3 MontagemEmbora a cofragem seja uma estrutura provisória, dado ter que suportar as solicitações queocorrem durante a betonagem, importa que, para além de um correcto dimensionamento, nãose descure a perfeição dos trabalhos de montagem, sem descurar a facilidade do trabalho decolocação do betão nos moldes.Se bem que cada caso apresente os seus problemas próprios, convirá ter sempre presenteas seguintes regras gerais: Cada painel deverá ser colocado na correcta posição, tendo em atenção a posição relativa dos parâmetros de identificação; Todas as escoras, travessas, separadores, tirantes, cunhas, etc., deverão ser aplicadas com os correctos intervalos de afastamento relativo; Todos os prumos e escoras da entivação deverão ser rigidamente ligados entre si para que trabalhem em conjunto e não como elementos isolados; Os elementos verticais da entivação apoiarão sempre em elementos horizontais de maior dimensão com o fim de melhorar a distribuição das respectivas reacções e garantir a fixação dos pés daqueles elementos; Os moldes deverão ser estanques, para tal usar-se-ão tiras de plástico esponjoso em topos, curvas, juntas, etc., para evitar perdas de betão; Todos os elementos de aperto (parafusos, esticadores, cunhas, etc.) deverão ser inspeccionados antes do começo dos trabalhos de betonagem; Em betonagens sucessivas em altura, o canto inferior do molde deverá ser bem apertado contra o betão já endurecido da betonagem anterior; Todas as peças do interior dos moldes, assim como painéis de topo, devem ser fixados à cofragem principal sem danificar, procurando evitar-se a furação ou corte de painéis normalizados; Os furos feitos na cofragem deverão ser posteriormente tampados; Os moldes devem ser limpos de restos de esticadores, pregos, etc., para evitar que manchem a cofragem e consequentemente o betão, caso sejam afectados pela corrosão; Nas grandes secções pré-fabricadas de cofragem deve assinalar-se o seu peso, para que, ao serem içadas, se utilizem os órgãos de elevação com capacidade de carga suficiente;12 Bom estudo...
  13. 13. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA O estaleiro deve ser amplo, plano e desimpedido de obstáculos para facilitar a montagem das secções de cofragem, melhorar a segurança dos trabalhos e contribuir para a redução dos custos; Quando se usarem sistemas de cofragem patenteados, devem seguir-se as instruções do respectivo fabricante.1.5.4 DescofragemDe igual forma, também se torna conveniente ter presente algumas regras de baserelativamente aos trabalhos de desmontagem dos moldes: O tempo de endurecimento até à descofragem é função das dimensões do elemento betonado, do tipo de betão e das condições de ambiente (temperatura e humidade relativa do ar), devendo o betão ter adquirido a resistência suficiente, não só para que seja satisfeita a segurança em relação à rotura da peça desmoldada, mas também para que não se verifiquem deformações excessivas, tanto a curto como a longo prazo; Os elementos de aperto e de apoio (parafusos, tirantes, cunhas, prumos, etc.) deverão ser aliviados ou retirados intervaladamente sem choques bruscos; Nunca deverão ser utilizadas alavancas metálicas entre o betão e a cofragem, se um painel precisar de ser arrancado, poderão ser utilizadas cunhas de madeira rija; As arestas das peças acabadas de descofrar, no caso de poderem vir a ser danificadas pelo tráfego de pessoas ou de materiais, deverão ser protegidas de sarrafos.1.5.5 LimpezaDepois da descofragem, deve ter-se presente que: As faces dos moldes deverão ser limpas imediatamente após a sua utilização e não só passado um longo período de tempo; Os elementos de madeira deverão ser limpos com escovas duras para remoção de todas as crostas de betão que a eles tenham ficado aderentes; os rapadores metálicos só poderão ser utilizados em cofragens metálicas; no caso de moldes de plástico, usar-se-ão escovas e panos molhados;13 Bom estudo...
  14. 14. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Depois de limpos, os componentes de um sistema de cofragem, se não se destinarem a imediata utilização, deverão ser armazenados com os cuidados já anteriormente referidos.1.6 O que diz o Regulamento?REGULAMENTO DE ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO E PRÉ-ESFORÇADO Decreto-Lei n.º 349-C/83B – Moldes e CimbresArtigo 152.º - Características gerais dos moldes e cimbresOs moldes e cimbres devem ser concebidos e construídos de modo a satisfazer as seguintescondições: a) Suportarem com segurança satisfatória as acções a que vão estar sujeitos, em particular as resultantes do impulso do betão fresco durante a sua colocação e compactação; b) Terem rigidez suficiente para não sofrerem deformações excessivas, de modo que a forma da estrutura executada corresponda, dentro de tolerâncias previstas, à estrutura projectada; c) Serem suficientemente estanques para não permitirem a fuga da pasta ligante; no caso de serem constituídas por materiais absorventes de água, devem ser abundantemente molhados antes da betonagem, tendo-se o cuidado, no entanto, de remover toda a água em excesso; d) Permitirem fácil desmontagem, que não provoque danos no betão e tenha em conta o plano de desmoldagem previsto, podendo ser necessária a utilização de dispositivos especiais (cunhas, caixa de areia, parafusos, macacos, etc.); e) Permitirem a aplicação correcta dos pré-esforços, sem contrariar os deslocamentos ou as deformações correspondentes; f) Disporem, se necessário, de aberturas que permitam a sua conveniente limpeza e inspecção antes da betonagem e facilitem a colocação e compactação do betão; g) Terem superfícies de moldagem com características adequadas ao aspecto pretendido para a peça desmoldada.14 Bom estudo...
  15. 15. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAArtigo 153.º - Desmoldagem e descimbramento153.1 – As operações de desmoldagem e de descimbramento somente devem ser realizadasquando a estrutura tiver adquirido resistência suficiente (pelo endurecimento do betão e,quando for o caso, pela aplicação do pré-esforço) não só para que seja satisfeita a segurançaem relação aos estados limites últimos mas também para que não se verifiquem deformaçãoe fendilhação inconvenientes. Tais operações devem ser conduzidas com os necessárioscuidados, de modo a não provocar esforços prejudiciais, choques ou fortes vibrações.153.2 – Nos casos correntes e a menos de justificação especial, em condições normais detemperatura e humidade e para betões com coeficientes de endurecimento correntes, osprazos mínimos para a retirada dos moldes e dos escoramentos, contados a partir da data deconclusão de betonagem, são os indicados no quadro XVIII. QUADRO XVIII Prazos mínimos de desmoldagem e descimbramento Moldes e escoramentos Tipo de elemento Prazo (dias) Moldes de faces laterais Vigas, pilares e paredes 3 (1) l≤6m 7 Lajes (3) Moldes de faces inferiores l>6m 14 Vigas 14 l≤6m 14 (2) Lajes (3) Escoramentos l>6m 21 (2) Vigas 21 (2) (1) Este prazo pode ser reduzido para 12 horas se forem tomadas precauções especiais para evitar danificações das superfícies. (2) Este prazo deve ser aumentado para 28 dias no caso de lajes e vigas que, na ocasião do descimbramento, fiquem sujeitas a acções de valor próximo do que, satisfeita a segurança, correspondente à sua capacidade resistente. (3) No caso de lajes em consola, deve tomar-se como vão, l, o dobro do balanço teórico.Aos prazos de desmoldagem e descimbramento indicados no quadro deverá adicionar-se onúmero de dias em que a temperatura do ar, no local da obra, se tenha mantido inferior a5ºC, durante e depois da betonagem.15 Bom estudo...
  16. 16. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA153.3 – Nos casos especiais, ou nos casos tratados no número anterior em que se pretendanão cumprir o ali especificado, os prazos de desmoldagem e descimbramento serãoestabelecidos e justificados tendo em atenção o preceituado em 153.1 e atendendo àevolução das propriedades mecânicas do betão, convenientemente determinadas porensaios. Não poderá, no entanto, proceder-se à retirada dos moldes de faces inferiores e dosescoramentos de lajes e vigas antes que o betão atinja uma resistência à compressãosuperior ao dobro da tensão máxima resultante das acções a que a peça ficará sujeita, commínimo de 10 MPa.Chama-se a atenção para que, segundo o estipulado em 173.4, as datas de desmoldagem e descimbramentodos diversos elementos devem ser devidamente anotadas no livro de registo da obra juntamente com todos oselementos de informação pertinentes às correspondentes decisões.1.7 Dimensionamento1.7.1 Cálculo dos Impulsos do betão Verticais - correspondem ao peso do betão: 25 kN/m3. Horizontais - peso volúmico do betão: 24 kN/m3; - altura da cofragem; - velocidade da betonagem em altura; - trabalhabilidade do betão (slump); - temperatura do betão; - espessura do elemento a betonar; - tipo de colocação do betão.1.7.2 Método de cálculo desenvolvido pela Construction Industry Research & Information Association (C.I.R.I.A.)Para calcular os impulsos do betão (I) dispomos de 3 fórmulas, de cujos resultados se adoptao menor valor; I = γb × H ;16 Bom estudo...
  17. 17. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAÉ a situação mais desfavorável, na medida em que, quando a betonagem é rápida, o betãocomporta-se como um fluído e cria-se um impulso hidrostático. e I = 3×V + + 15 ; 10Esta fórmula apenas será utilizada quando as paredes tiverem uma espessura inferior a 500mm. I = γb × V × K1 × K 2 ;Tem em conta diversos factores que podem ser desfavoráveis, tais como, a temperatura dobetão, o slump e o tipo de colocação.O impulso do betão diminui com a velocidade, a altura, a espessura e o abaixamento eaumenta com a temperatura. K1 Temperatura do betão (ºC) Slump 5 10 15 20 25 30 26 mm 1,45 1,10 0,80 0,60 0,45 0,35 50 mm 1,90 1,45 1,10 0,30 0,60 0,45 75 mm 2,35 1,80 1,35 1,00 0,75 0,55 100 mm 2,75 2,10 1,60 1,15 0,90 0,65 K2 5 - betonagem c/ tubo ou calha 10 - condições médias de betonagem Até 15 - descarga livre acima de 2 mem que (para as fórmulas anteriores):17 Bom estudo...
  18. 18. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAI - Impulso máximo do betão [kN/m2];γb - Peso volúmico do betão [24 kN/m3];H - Altura de betão acima da secção em estudo;V - Velocidade de betonagem [m/h];E - Espessura da parede a betonar [mm];K1 - Factor que depende da temperatura e do slump test do betão;K2 - Factor que depende das condições de betonagem.1.7.3 Elementos sujeitos à flexão Verificação da segurança à tensão normalMomento flector: P × L2 M= (vãos extremos) 8 P × L2 M= (vãos intermédios) 10Tensão normal: M σ= wPara secções rectangulares e considerando os barrotes simplesmente apoiados, o módulo deflexão (w) será: b × h2 w= 6Para estas condições, o vão máximo será igual a: 4×σ×b L=h 3×Pem que:M - Momento flector [kN×m];18 Bom estudo...
  19. 19. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAP - Carga uniformemente distribuida [kN/m];L - Vão entre eixos de apoios [m];σ - Tensão normal [kPa];W - Módulo de flexão [m3];B - Largura da peça [m];H - Altura da peça [m]. Verificação da segurança à tensão tangencialEsforço transverso: P ×L V= 2Tensão tangencial: V ×S τ= Ι×tPara secções rectangulares, o momento estático é igual a: b × h2 S= 8O vão máximo será então: 4× τ×b×h L= 3×Pem que:V - Esforço transverso [kN]P - Carga uniformemente distribuida [kN/m];L - Vão entre eixos de apoios [m];τ - Tensão tangencial no plano neutro [kPa];S - momento estático da área situada acima ou abaixo do plano neutro, em relação a este plano [m3];I - Momento de inéricia da secção [m4];19 Bom estudo...
  20. 20. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAt - Largura do elemento no plano neutro [m];B - Largura da peça [m];H - Altura da peça [m]. Verificação do esmagamento nos apoiosTensão de esmagamento: V σe = Aem que:σe - Tensão de esmagamento (compressão transversal) [kN/m2];V - Carga transmitida (reacção de apoio) [kN];A - Área de transmissão de carga ou de apoio do elemento resistente [m2].O valor da tensão de esmagamento deverá ser inferior à tensão máxima de serviço detransversal, no caso da madeira de pinho igual a 2000 kPa.Nos elementos laminares dispensa-se esta verificação uma vez que a sua largura é muitogrande. Verificação à deformação (flecha)Impõe-se um valor máximo para a flecha e determina-se o vão. Este valor pode ser fixo, 3mm; ou variar com o vão: 3×L fmáx = 100020 Bom estudo...
  21. 21. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAO vão máximo será: 384 × fmáx × E × Ι L=4 5×Pem que:fmáx - Flecha máxima [m]P - Carga uniforme [kN/m]L - Vão máximo [m]E - módulo de elasticidade[kPa]Ι - Momento de inércia [m4] Verificação da carga nos prumos verticaisCarga no prumo vertical: Pp = P × A infem que: Pp - Carga no prumo [kN] P - Carga uniforme [kN/m2]Ainf - Área de influência [m2]21 Bom estudo...
  22. 22. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA2. PadieirasQuando há necessidade de abrir um “buraco” numa parede existente torna-se imprescindívelproceder ao cálculo de uma padieira que resista às solicitações que anteriormente (antes daabertura do buraco), eram suportadas pela parcela de parede entretanto demolida.Tendencialmente, formar-se-á um arco natural, tal como ilustrado na fig 1, que por motivosrelacionados com a simplificação dos cálculos, se estudará como se de um triângulo setratasse, fig 2. Fig 1 Fig 2No que respeita à formação deste arco natural, verificar-se-á, invariavelmente, uma das duasseguintes situações: Se não houver descontinuidades – buracos, janelas, etc -, esse arco será suficientepara resistir às solicitações; A existência de singularidades poderá limitar a largura do arco de tal forma que a suacapacidade resistente seja inferior à necessária; Aproximando o arco natural a um triângulo teremos o ângulo α a depender daqualidade da alvenaria: Qualidade das α alvenarias Boa 60º Fraca 75º22 Bom estudo...
  23. 23. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRANão havendo qualquer tipo de descontinuidades forma-se o arco natural. Resta dimensionara padieira para suportar a parede sob o arco. PadieiraExistindo singularidades será necessário verificar se o arco se consegue ou não formar.Não se forma arco! O arco é interceptado por um “buraco”. É necessário dimensionar apadieira para resistir a todas as cargas acima do seu plano. janela janelaForma-se arco! Embora se conclua que pode haver formação do arco natural é necessárioverificar se a sua largura “L” permitirá ao arco atingir uma capacidade resistente suficientepara suportar as cargas acima de si. Para efectuar tal verificação calculam-se o somatório detodas as cargas acima do arco. janela janela L L23 Bom estudo...
  24. 24. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRANota: Distribuição das Cargas Cargas a considerar Cargas a considerar24 Bom estudo...
  25. 25. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAO arco resiste! C1 janela C2 janela C3 L C4Metade do somatório das cargas ( C1 + C2 + C3 ) / 2 é inferior à capacidade resisteste doarco com a largura “L”. Dimensiona-se a padieira para resistir apenas à carga C4.O arco não resiste! C1 janela C2 janela C5Dimensiona-se a padieira para resistir à totalidade das cargas acima do seu plano:C1 + C2 + C525 Bom estudo...
  26. 26. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAExemplo: 2.30m 1.50m 2.50m 1.50m 1.00m 2.60m 3.0m 2.10m γalv = 18kN/m3 γbetão = 25kN/m3 1.2Mpa cargas concentradas σrot, alv 1.8Mpa cargas distribuídas Alvenaria de boa qualidade, α = 60º, espessura 20cm Carga transmitida pela laje 30kN/m (já majorada)Pode haver formação de arco natural? y tg 60º = ⇒ y = 2.60m 1.50 y 60º 1.50m26 Bom estudo...
  27. 27. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA RESOLUÇÃO: P1 Q1 P2= 4.00m x carga laje = 4.00 x 2.30 x γalv x espessura x = 2.50x1.00x γalv xespessurax1.50 1.50= 4.00 x 30kN/m = 120kN = 2.50x1.00x18x0.20x1.50 = 13.5kN = 4.00 x 2.30 x 18 x 0.20 x 1.50 = 49.7kN Σcargas = 183.2kN 1.25m 1.25m x x 30º 60º x 60º cos30º = x / 1.25 sin60º = x / 1.25 x = 1.08m 27 Bom estudo...
  28. 28. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Q 1.08m 183.2 Q= = 366.4kN / m2 2.50 * 0.20 30º FI FI FI F/2 FH FH 1.08m FH As forças FH anulam-se! F 183.2cos 30º = 2 ⇒ FI = 2 = 105.8kN FI cos 30º FI 105.8σ= = = 490kPa Comparar com σrot, alv = 1.8Mpa, verifica! 1.08 * 0.20 1.08 * 0.20- Cálculo da Padieira:2.60 x γalv x espessura x 1.50= 2.60 x 18 x 0.20 x 1.50 = 14kN 2.60m Q 3.00m 10.5kN 10.5kN28 Bom estudo...
  29. 29. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Q = (b x h)/2 = (3.00 x 14)/2 = 21kN 1.5m 10.5kN M1/2vão = 10.5 x 1.5 – 10.5 x 0.5 = 10.5kNm 10.5kN Utilizando perfis INP em aço Fe360, fsyd = 235Mpa M 10.5 Iσ= ⇔ 235 E 3 = ⇒ = 4.5E − 5m3 = 45cm3 I I v v v Verificação da entrega na parede: Perfil INP N N 10.5kNσ= ⇔ σ alv = ⇒ A = A A 1200kPasendo a espessura da parede 20cm, vamos usar uma chapa com 18cm 10.5 10.5Lchapa * 0.18 ≥ ⇒ Lchapa ≥ ≈ 5cm σ rot ,alv 0.18 *120029 Bom estudo...
  30. 30. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAEspessura da chapa: σrot, alv Mc M M 6M c σ= ⇔ f syd = c ⇒ h = I bh 2 1.0 * 235 E 3 v 6 P * l 2 σ rot ,alv * l 2Mc = = 2 230 Bom estudo...
  31. 31. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA3. Redes de prediais de distribuição de águaEste capítulo deve ser estudado por: Pedroso, Vitor M. R., “Manual dos sistemas prediais de distribuição e drenagem de águas”, LNEC; Regulamento geral dos sistemas públicos e prediais de distribuição de águas e de drenagem de águas residuais (RGSPPDADAR); Diapositivos das aulas.4. Drenagem predial de águas residuais domésticas e pluviaisEste capítulo deve ser estudado por: Pedroso, Vitor M. R., “Manual dos sistemas prediais de distribuição e drenagem de águas”, LNEC; Regulamento geral dos sistemas públicos e prediais de distribuição de águas e de drenagem de águas residuais (RGSPPDADAR); Diapositivos das aulas.31 Bom estudo...
  32. 32. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA5. Movimento de terrasConsideram-se movimentos de terras todas as alterações intencionais realizadas na formados terrenos, naturais ou já anteriormente sujeitas à intervenção humana. Neste contexto sãomovimentos de terras os trabalhos relativos à escavação de solo e/ou colocação de aterropara a execução de uma superfície plana e os referentes a abertura de valas ou poços para arealização de fundações.Na definição dos meios e processos a utilizar na movimentação de terras devem serponderados os seguintes aspectos: a planimetria e altimetria do terreno; a natureza e hidrologia do terreno; a existência de edificações próximas do local a escavar; a presença de maciços rochosos; a existência de terrenos alagados ou pantanosos. a época do ano prevista para a realização dos trabalhos;Uma obra constituída por um maciço artificial de terras provenientes de uma zona deescavação ou de uma zona de empréstimo designa-se por aterro.Os solos utilizados na realização de um aterro devem ter capacidade suficiente para suportara carga prevista, estar isentos de ramos, folhas, troncos, raízes, ervas, lixo ou qualquer tipode detritos orgânicos e ser colocados por camadas sucessivamente melhores.Na execução de aterros devem ser cumpridas algumas regras fundamentais para que seobtenha um bom resultado, são elas: os aterros devem ser realizados por camadas deespessura não superior a 20cm; devem ser compactados até se verificar que o equipamentode compactação deixa de produzir efeito; devem ser regados para lubrificar as partículas,mas não de uma forma excessiva; junto dos tubos ou cabos eléctricos só se deve aplicarareia ou terra sem pedras.O processo utilizado para romper a compacidade do solo através de ferramentas cortantes,desagregando-o e tornando possível o seu manuseio designa-se por escavação.32 Bom estudo...
  33. 33. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAA escavação pode classificar-se em três grandes categorias: 1ª - solos que podem serescavados com o auxílio de equipamentos comuns, tais como, tractor de lâmina,motoscraper; 2ª - materiais que exigem um desmonte prévio feito com escarificador ouemprego de explosivos de baixa potência; 3ª - materiais de elevada resistência mecânica emque são necessários explosivos de elevada potência para o seu desmonte.Quando a profundidade de escavação é pequena e existe espaço para executar taludeestável, realiza-se a escavação sem contenção, em todos os outros casos, em que não épossível a execução de talude estável, deve ser prevista a realização de contenção. Algunstipos de contenção existentes serão apresentados mais à frente.A tarefa de escavação é complexa e deve ser ponderada antes do seu início, nomeadamenteno que diz respeito à quantidade de solo a movimentar, à localização da escavação, àsdimensões da escavação, ao tipo de solo a escavar, e ao destino do solo sobrante.A definição do tipo de escavação e o modo de a realizar é influenciado por vários factores,nomeadamente: - Sondagem do terreno - A sondagem fornece indicadores fundamentais sobre a natureza do terreno que irá receber a edificação, como: características do subsolo, espessuras das camadas, posição do nível freático, além de prover informações sobre o tipo de equipamento a ser utilizado para a escavação e retirada do solo, bem como ajuda a definir qual o tipo de fundação que melhor se adaptará ao terreno de acordo com as características da estrutura. Além disso, através dos dados da sondagem é possível identificar, quando necessário, o tipo de contenção mais adequada. O tipo de sondagem a ser utilizada é escolhido em função do vulto e das características da edificação que será implantada no terreno e das características deste. - Cota de fundo da escavação - É um parâmetro de projecto pois define em que momento se deve parar a escavação do terreno. Para isto, é preciso conhecer: a cota do pavimento mais baixo; o tipo de fundação a ser utilizada; e ainda, as características das estruturas de transmissão de cargas do edifício para as fundações.33 Bom estudo...
  34. 34. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA - Processo construtivo da edificação - Para que se possa definir as frentes de trabalho para a realização das escavações e para a execução das contenções. - Tipo de construções da vizinhança - Esta informação, aliada à sondagem do terreno, permite identificar o nível de interferência do movimento de terra com as construções vizinhas e ainda as possíveis contenções a serem utilizadas. - Projecto do estaleiro -Deve-se compatibilizar as necessidades do estaleiro (posição de rampas de acesso, instalação de alojamentos, sanitários, etc.) com as necessidades da escavação (posição de taludes, rampas, entrada de equipamentos, entre outros).34 Bom estudo...
  35. 35. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA6. Sistemas de contenção de terrasOs sistemas de contenção de terras devem ser previstos sempre que o movimento de terrasimplicar o risco de desmoronamento e/ou o abalo das construções ou terrenos vizinhos.Os sistemas de contenção podem ser classificados pela existência ou não da contenção emsi, e nesse caso serão contidos ou em talude. Podem ainda ser classificados pela suatransitoriedade em provisórios ou definitivos, pelo funcionamento estrutural em flexíveis ourígidos ou pela forma de obtenção do equilíbrio em escoradas e não-escoradas.6.1 TaludesOs movimentos de taludes são originados pelo seu ângulo de inclinação maior que o ângulodo talude natural, pelo aumento de peso devido a sobrecargas ou à presença de águainfiltrada, pela diminuição de resistência, devida, por exemplo, a presença de água infiltrada,pela alteração da geometria de taludes naturais, pelas vibrações devidas a máquinas ouveículos ou pela existência de sobrecargas vizinhas.A protecção dos taludes pode ser realizada a quatro níveis: alterando sua inclinação; evitandoa infiltração de água com a execução de drenagens e/ou com o revestimento do talude commateriais impermeabilizantes (vegetação ou asfaltos); melhorando as característicasresistentes através de injecções de caldas de cimento ou betão projectado; evitando apresença de vibrações e de sobrecargas. Ilustração 1 – Alteração da inclinação de um talude35 Bom estudo...
  36. 36. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 2 – Revestimento de um talude Ilustração 3 – Projecção de betão sobre um talude6.2 Contenções provisóriasOs sistemas de contenção provisória podem classificar-se da seguinte forma: contenção em duas faces opostas - a estrutura de suporte pretende repor o equilíbrio entre as duas faces expostas da escavação;36 Bom estudo...
  37. 37. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 4 – Sequência construtiva de contenção em duas faces opostas contenção numa face com escoramento - utilizam-se dois tipos de escoramento ou escoras dispostas para o interior da área a escavar ou ancoragens instaladas para o interior do terreno adjacente à escavação; Ilustração 5 – Sistema de contenção numa face com escoramento37 Bom estudo...
  38. 38. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA contenção numa face com elementos autoportantes - os elementos verticais da contenção apresentam elevada rigidez à flexão, mas é possível que se deformem devido às elevadas cargas que suportam, o que conduz a deslocamentos que podem por em risco as construções próximas. A utilização de escoras ou ancoragens é uma solução para limitar o problema anterior.No sistema de contenção numa face com elementos autoportantes as estacas prancha sãopossivelmente as mais utilizadas. Este sistema consiste na cravação, no solo, de pranchas,normalmente, metálicas. As estacas metálicas têm sistemas de ligação com os elementoscontíguos o que garante elevada estanquidade da estrutura e grande estabilidade.A escolha do tipo de estacas a utilizar depende das características do terreno, do tipo deancoragem que permite e da resistência que confere aos esforços instalados. As principaisdesvantagens deste tipo de contenção são: o custo de cravação é elevado, a cravação é umprocesso, geralmente, ruidoso, o custo das estacas é elevado embora estas possam serreutilizadas e os equipamentos de cravação e extracção são caros. Ilustração 6 – Estacas prancha cravadas38 Bom estudo...
  39. 39. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA6.3 Contenções definitivasOs sistemas de contenção definitiva mais usados são: Parede de estacas tangentes - Conduz à ocorrência de frestas entre estacas vizinhas da ordem de 50 a 100 mm o que pode conduzir a problemas em solos com pouca consistência ou na presença de água; 1 2 3 4 5 Ilustração 7 – Esquema de parede de estacas tangentes Paredes de estacas secantes – Na primeira fase de execução a distância livre entre duas estacas é menor do que o seu diâmetro, como na segunda fase se executam estacas nesse intervalo obtêm-se uma parede de betão sem frestas; 1 4 2 5 3 Ilustração 8 – Esquema de parede de estacas secantes Parede tipo “berlim” – é um sistema de contenção de grandes volumes de terras que requer pouco espaço para equipamento. A sequência de operações é bastante morosa e, ocasionalmente, pode originar infiltrações. Exige uma coordenação muito estreita entre a escavação e a execução das betonagens e ancoragens. Não se deve usar quando o nível freático é muito elevado; Paredes moldadas – Utilizado para a contenção de grandes volumes de terras e necessita de bastante espaço para equipamento. A sequência de operações é rápida mas de custo elevado. Tem bom comportamento do ponto de vista da resistência. Primeiro realiza-se o betão armado, que, normalmente, encastra 2 a 3 m abaixo da cota do piso da última cave, e só depois a escavação;39 Bom estudo...
  40. 40. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 9 – Parede tipo “Berlim" Ilustração 10 – Equipamento de realização de paredes moldadas40 Bom estudo...
  41. 41. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 11 – Realização de ancoragens em paredes moldadas, após a escavação Muros pregados – Realiza a contenção e revestimento do talude sem interferência com as construções vizinhas. É um sistema de fácil e rápida execução com custo reduzido quando comparado com outros sistemas. Para que seja eficaz deve ser previsto um sistema de drenagem. Ilustração 12 – Muros pregados41 Bom estudo...
  42. 42. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA7. FundaçõesAs fundações são elementos estruturais de ligação entre a super estrutura e o solo, cujafunção é transmitir as cargas da super estrutura ao terreno onde ela se apoia. Devem terresistência adequada para suportar as tensões causadas pelos esforços solicitantes.O solo necessita de resistência e rigidez apropriadas para não sofrer ruptura, não apresentardeformações exageradas e não apresentar deformações diferenciais significativas.O custo da fundação aumenta quando as características de resistência do solo sãoincompatíveis com os esforços que serão a ele transmitidos. Nestas situações sãonecessários elementos de fundação mais complexos. O custo de umas fundações bemprojectadas ronda os 3% a 10% do custo total do edifício, enquanto que fundações malprojectadas representam 5 a 10 vezes o custo da fundação mais apropriada para o caso.Para escolher a fundação mais adequada deve-se conhecer os esforços actuantes sobre aedificação, as características do subsolo e as características dos elementos estruturais queformam as fundações.A avaliação das características do subsolo pode ser realizada através de sondagem àpercussão, de poços exploratórios, ensaio de penetração contínua ou ensaio de palheta.Estas sondagens devem dar origem a um relatório que contem a localização dos furos desondagem, a determinação dos tipos de solo até à profundidade de interesse do projecto, adeterminação das condições de compacidade, consistência e capacidade de carga de cadatipo de solo, a determinação da espessura das camadas e avaliação da orientação dosplanos que as separam e a informação do nível freático.7.1 Tipos de fundaçõesAs fundações podem ser divididas em três grandes grupos: as fundações directas, quando oterreno com a capacidade de carga suficiente se encontra próximo da superfície (< 3m); asfundações semi-directas, situação entre as fundações directas e as indirectas comprofundidades de 3 a 4 m e as fundações indirectas, que se utilizam-se sempre que assoluções anteriores não são viáveis.42 Bom estudo...
  43. 43. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA7.1.1 Fundações directasAs fundações directas são aquelas em que as solicitações são transmitidas ao solo apenaspela face inferior do elemento de fundação. Podem ser consideradas deste tipo as sapatasisoladas, as sapatas contínuas e o ensoleiramento geral. Ilustração 13 – Sapatas isoladas Ilustração 14 – Sapatas contínuas Ilustração 15 – Ensoleiramento geral43 Bom estudo...
  44. 44. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRADesignam-se sapatas isoladas aos elementos de fundação de planta quadrada ou rectangularpouco alongada, com uma menor dimensão horizontal que em regra excede o dobro ou otriplo da profundidade. São a opção ideal no caso das cargas serem concentradas eafastadas.Estas sapatas devem ser ligadas por lintéis de travamento, peças de dimensão arbitrada, nãosendo incluídas na substância do cálculo estrutural e contribuindo com efeitos desolidarização não quantificados, mas que na prática têm mostrado serem muito benéficospara um bom comportamento do conjunto.O processo construtivo de sapatas isoladas consiste nas seguintes etapas: limpeza do fundoe colocação do betão de limpeza, posicionamento da cofragem de acordo com a implantação,colocação da armadura, posicionamento da armadura do pilar e betonagem e compactação.As sapatas corridas devem ser adoptadas sempre que se esteja em presença de cargasdistribuídas. São elementos de fundação de planta alongada que acompanham a superestrutura. São aplicadas por exemplo nas fundações de paredes resistentes.O processo construtivo deste tipo de sapatas é em tudo semelhante ao das sapatas isoladas. Ilustração 16 – Exemplo de sapatas isoladas. Colocação de betão de limpeza44 Bom estudo...
  45. 45. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 17 – Exemplo de sapatas isoladas. Posicionamento da cofragem de acordo com a implantação, colocação da armadura, posicionamento da armadura do pilar Ilustração 18 – Exemplo de sapatas isoladas. Betonagem e compactação45 Bom estudo...
  46. 46. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAO ensoleiramento geral é um peça de fundação única de grande desenvolvimento e pequenaespessura. Cobre a totalidade da área de implantação da edificação. Os ensoleiramentospodem ser de espessura constante ou nervurados e procura-se que as zonas maiscarregadas e as nervuras sejam coincidentes, embora não exista nenhuma correspondênciaobrigatória.Sempre que a área de implantação de sapatas isoladas ou contínuas seja superior a 50% daárea total da edificação, então, é economicamente aconselhável a opção pelo ensoleiramentogeral.O ensoleiramento geral é realizado em betão armado e é dimensionado por forma a resistir aesforços de compressão, a momentos provenientes dos pilares diferencialmente carregadose ocasionalmente a pressões hidrostáticas provenientes do nível freático.Este tipo de solução de fundação é uma peça inteiriça com elevada rigidez que evitaassentamentos diferenciais e cria uma plataforma de trabalho para os serviços posteriores.Em termos de compatibilização com os trabalhos posteriores, impõe a execução precoce detodos os serviços enterrados na área do ensoleiramento (ex: instalações sanitárias). Ilustração 19 – Ensoleiramento geral7.1.2 Fundações semi-directasAs fundações semi-directas têm profundidades de 3 a 4m e realizam-se em situaçõesintermédias entre as fundações directas e as indirectas. Este tipo de fundação é normalmentedesignado por poços ou pegões.46 Bom estudo...
  47. 47. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRADeve-se ter cuidados, específicos, na execução deste tipo de fundação, nomeadamente coma localização do centro do poço, com a cota do fundo da base do poço, com a verticalidadeda escavação, com o alargamento da base, o posicionamento da armadura, quando houver,e da armadura de ligação, com as dimensões (diâmetro) do poço e não misturar o solo com obetão e evitar a formação de vazios na base alargada.7.1.3 Fundações indirectasElementos esbeltos, designados por estacas, caracterizados pelo grande comprimento epequena secção transversal. São implantados no terreno por equipamento situado àsuperfície. São em geral utilizados em grupo, solidarizados por um bloco rígido ( maciço decoroamento).As estacas podem ser cravadas, micro-estacas ou moldadas no local, sendo que as últimaspodem ser moldadas com trado contínuo, com lamas bentoníticas ou com tubo moldador.Estacas cravadasEste tipo de estacas apenas pode ser aplicado se não houver nenhuma camada de rocha nopercurso da cravação, pois se existir é bastante provável que a estaca fique danificada. Já aaplicação em solos arenosos pouco compactos é aconselhável no sentido que a suaaplicação aumenta a densidade do solo. O processo de cravação das estacas pode serrealizado por percussão, prensagem ou vibração.Estacas cravadas de madeiraAs estacas de madeira são troncos de árvore cravados por percussão com bate-estacas depequenas dimensões e martelos leves. Antes da utilização generalizada do betão, este tipode estacas eram empregues quando a camada de apoio às fundações se encontrava agrande profundidade, actualmente a sua utilização é reduzida.Para que a sua durabilidade seja grande é necessário que o nível da água não varie ao longodo tempo, e de preferência, que a estaca seja mantida permanentemente submersa.47 Bom estudo...
  48. 48. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAEstacas cravadas metálicasAs estacas metálicas podem ser constituídas por peças de aço laminado ou soldado com asmais variadas formas. Podem ser cravadas em quase todos os tipos de terreno; possuemfacilidade de corte e emenda; podem atingir grande capacidade de carga; trabalham bem àflexão; e, se utilizadas em serviços provisórios, podem ser reaproveitadas várias vezes. A suaaplicação necessita de alguns cuidados com a corrosão do material, no entanto, a corrosão érelativamente baixa pela reduzida quantidade de oxigénio existente nos solos.Estacas cravadas de betãoO betão é um dos melhores materiais para a aplicação em estacas cravadas pelo controlo dequalidade que se pode exercer tanto na produção como na cravação.As secções transversais mais utilizadas são: circular (maciça ou vazada), quadrada,hexagonal e a octogonal. As dimensões das estacas de secção quadrada não deveultrapassas os 0,30x0,30m2 e as de secção circular 0,40m de diâmetro. Secções maioresdeverão ser vazadas. Ilustração 20 – Bate estacas48 Bom estudo...
  49. 49. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 21 – Nega Ilustração 22 – Limpeza da cabeça das estacas Ilustração 23 – Preparação do maciço de coroamento49 Bom estudo...
  50. 50. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 24 – Maciço de coroamentoEstacas moldadasAs estacas moldadas utilizam-se quando são necessários grandes diâmetros e há uma boacamada firme para o seu encastramento.Estacas moldadas com trado contínuoO trado contínuo, formado por uma hélice que se desenvolve ao longo de um tubo centralvazado de 100 mm de diâmetro, é introduzido, por rotação, no terreno de uma só vez.Atingida a profundidade necessária, procede-se à betonagem a partir do fundo do furo,empregando betão fluido bombeado através do tubo central do trado, à medida que este vaisubindo, transportando para cima o terreno contido na hélice. Terminada a betonagem daestaca, proceder-se-á à introdução da armadura.Estacas moldadas com lamas bentoníticasA lama tem a finalidade da dar suporte a escavação.O processo construtivo consiste na escavação e preenchimento simultâneo da estaca comlama bentonítica previamente preparada; colocação da armadura dentro da escavação cheiade lama e betonagem de baixo para cima através de tubo de betonagem.50 Bom estudo...
  51. 51. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAAs condições do subsolo, o nível freático, a qualidade das lamas bentoníticas, o estado deconservação do equipamento e a rigidez das armaduras a utilizar são factores queinfluenciam o desenvolvimento da execução deste tipo de estacas. Ilustração 25 – Processo construtivo da estaca moldada com trado contínuo Ilustração 26 – Equipamento empregue na execução de estacas moldadas com trado contínuo51 Bom estudo...
  52. 52. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 27 – Equipamento usado na execução de estacas moldadas com lamas bentoníticasEstacas moldadas com tubo moldador - Estaca StraussEste tipo de estacas usa um revestimento metálico recuperável.Primeiro é realizado um furo no terreno até 1,0 a 2,0 m de profundidade, para colocação doprimeiro tubo, dentado na extremidade inferior, chamado “coroa”. Segue-se a perfuração ecolocação do tubo de revestimento recuperável. A betonagem é feita com apiloamento eretirada do tubo com o auxilio de um guincho manual ou mecânico. Os diâmetroshabitualmente variam entre os 0,25 e os 0,60m.Das vantagens salientam-se a ausência de trepidação, a facilidade de locomoção dentro daobra e a possibilidade de verificar corpos estranhos no solo.È de referir que só se devem executar, este tipo de estacas, se não houver água no furo. Apresença de argilas muitos moles e areias submersas também pode condicionar a suaexecução.52 Bom estudo...
  53. 53. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAEstacas moldadas com tubo moldador - Estaca FrankiO processo construtivo consiste na cravação de um tubo de revestimento com ponta obturadapor uma bucha de betão até à profundidade desejada. Posteriormente o tubo é preso e abucha expulsa por golpes de pilão. Executada a base e colocada a armadura, inicia-se abetonagem por camadas fortemente apiloadas, extraindo-se o tubo à medida que se betona.Estas estacas têm a capacidade de desenvolver elevada carga de trabalho e pequenosassentamentos e podem ser executadas abaixo do nível freático. Os diâmetros usuais variamentre 0,35 e 0,60mMicroestacasConsistem na introdução de um tubo de aço num furo previamente executado, sendoposteriormente selado no terreno. Após a selagem do tubo (preenchimento do espaço anelarentre o tubo e o furo com calda de cimento) é necessário proceder à injecção da microestaca.53 Bom estudo...
  54. 54. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA8. AlvenariasEste capítulo deve ser estudado por: Manual de alvenaria do tijolo, CTCV; Alves, Sérgio; Sousa, Hipólito, “Paredes exteriores de edifícios em pano simples”, Lidel; Diapositivos das aulas.54 Bom estudo...
  55. 55. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA9. CoberturasAs coberturas quanto à sua inclinação podem ser do tipo planas, quando têm inclinaçãoinferior a 8% ou inclinadas se tiverem inclinação superior a 8%.Quanto à estrutura podem ser de estrutura diferenciada, é o caso de asnas, vigas, arcos,pórticos, treliças espaciais, estruturas de cabos, etc, ou de estrutura indiferenciada, em queos próprios elementos estruturais são a cobertura fina, como exemplo temos as lajes, painéise cascas pré-esforçadas de betão.9.1 Coberturas inclinadasEste capítulo deve ser estudado por: “Manual de aplicação de telhas cerâmicas”, CTCV; Diapositivos das aulas.9.2 Coberturas planas (i < 8%)Como exemplos de coberturas planas têm-se: Pavimentos intermédios (varandas) Terraços não acessíveis Terraços acessíveis Cobertura ajardinada Cobertura acessível a veículos (estacionamento) Cobertura plana tradicional Cobertura plana invertidaOs tipos de coberturas em função da camada de protecção da impermeabilização: Coberturas sem protecção Coberturas com protecção leve Coberturas com protecção pesada55 Bom estudo...
  56. 56. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAAs camadas existentes numa cobertura plana (lista não ordenada): Estrutura de suporte: os tipos de material utilizados são o betão, metal ou madeira (muito pouco usada em estruturas de coberturas planas) Camada de regularização e forma: como o próprio nome indica, regulariza a camada de suporte e atribui-lhe a forma final, com colocação de pendentes na cobertura. Camadas de dessolidarização: permite reduzir a interacção entre a camada de impermeabilização e a camada superior. Alguns tipos de revestimentos de impermeabilização já integram esta camada. Esta camada pode ser um feltro geotêxtil, um feltro ou película betuminosa ou feltros de fibra de vidro. Barreiras de protecção térmica e de separação química: a barreira de protecção térmica tem como função evitar a degradação do suporte do revestimento de impermeabilização quando este é aplicado a quente. A barreira de separação química tem como função evitar o contacto directo entre materiais quimicamente incompatíveis, do suporte e do revestimento de impermeabilização. Camadas de impermeabilização: os tipos de camadas de impermeabilização são pinturas (tintas e emulsões), cimentos especiais, feltros betuminosos, membranas de borracha butílica, polietileno de alta densidade (plástico - aterros sanitários) ou membranas em PVC flexível em rolos. O seu suporte é constituído geralmente pela camada de isolamento térmico ou pela de regularização e forma. Nas impermeabilizações com emulsões e cimentos especiais integra-se na camada uma malha de armadura. Na realização da camada de impermeabilização deve-se reduzir os efeitos do choque térmico - deve ser assente sobre uma camada de material bom condutor de calor, para assim facilitar o escoamento do fluxo de calor recebido - deve-se limitar ou impedir a acção fotoquímica da radiação solar e ainda limitar ou impedir efeitos mecânicos de desgaste ou perfuração. Isolamento térmico: os materiais usualmente utilizados nesta camada são o poliestireno expandido moldado – esferovite, o poliestireno expandido extrudido, a lã de rocha, a lã de vidro, o aglomerado negro de cortiça, o granulado de cortiça a granel, espumas de poliuretano projectado e a argila expandida a granel. Camadas de drenagem Barreiras pára-vapor: é aplicada sob a camada de isolamento térmico com o objectivo de criar um obstáculo ao fluxo de vapor de água para as camadas sobrejacentes, nomeadamente para a de isolamento térmico, onde a eventual condensação desse vapor56 Bom estudo...
  57. 57. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA reduziria a sua capacidade isolante. É dispensada nas coberturas invertidas. Membranas revestidas com folhas metálicas de alumínio. Camada de difusão de vapor: é aplicada, em geral, entre o revestimento de impermeabilização e o seu suporte. Pretende igualar a pressão de vapor de água confinada entre aquelas duas camadas. O vapor de água deve ser libertado para o exterior através de chaminés de ventilação ou de remates específicos com elementos emergentes.9.2.1 Cobertura plana tradicionalHá alguns anos atrás, o tipo de material utilizado para isolamento térmico (por exemplo asmantas de lã de rocha) não podiam ser usadas por cima da impermeabilização, pois tinhamgrande absorção de água.A cobertura plana tradicional ou convencional comporta uma série de efeitos que aceleram odesgaste do sistema de impermeabilização já que a membrana de impermeabilização, ao seraplicada por cima do isolamento térmico, está submetida a: "Choque térmico", não só diário como também sazonal / anual; danos mecânicos, em particular durante a fase de obra; degradação por radiação ultravioleta; degradação (também do isolamento térmico convencional) provocada por humidade presente na parte inferior do sistema de impermeabilização e proveniente de chuva que ocorra durante a execução, da própria humidade dos materiais de construção ou de condensação intersticial. Ilustração 28 – Cobertura plana tradicional acessível para peões sem isolante térmico. 6.Acabamento, 5.Dessolidarização, 3. e 4. Impermeabilização, 2.Pendentes, 1. Suporte57 Bom estudo...
  58. 58. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 29 – Cobertura plana tradicional acessível para peões com isolante térmico. 5. Acabamento, 4. Argamassa armada, 3. Impermeabilização, 2. Isolamento térmico, 1. Suporte Ilustração 30 – Cobertura plana tradicional acessível a veículos. 7. Pavimento, 6. Argamassa armada, 3. , 4. e 5.Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte Ilustração 31 – Cobertura plana tradicional não acessível. 6. Acabamento, 5. Separador, 3. e 4.Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte9.2.2 Cobertura plana invertidaNa cobertura plana invertida o isolamento térmico fica sobre a camada de impermeabilização,ao inverter-se as posições relativas convencionais dos sistemas de impermeabilização eisolamento térmico a durabilidade de qualquer sistema de impermeabilização aumentaconsideravelmente, ao serem suprimidos os efeitos prejudiciais já mencionados.58 Bom estudo...
  59. 59. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAAssim ocorre, por exemplo, com o "choque térmico". Pode-se confirmar que as variações datemperatura da impermeabilização no sistema invertido são substancialmente inferiores àsque se verificam na cobertura tradicional.Adicionalmente, numa cobertura invertida: O sistema de impermeabilização desempenha também o papel de barreira pára-vapor, uma vez que está situado sob o isolamento térmico (encostado à sua "face quente"), evitando-se assim a execução de uma barreira pára-vapor como acontece na cobertura tradicional; O isolamento térmico pode ser aplicado sob qualquer condição meteorológica, o que permite rapidez de execução; A facilidade e rapidez de aplicação do isolamento térmico permite economias de mão-de- obra; O acesso à impermeabilização está facilitado, o que representa uma vantagem em situações de reparação.O conceito de cobertura invertida explicado depende absolutamente de um isolamentotérmico com propriedades excepcionais, não apenas térmicas, como também mecânicas e deinsensibilidade à humidade.Um cobertura plana invertida implica não só a exposição do isolamento térmico à água dachuva, como também uma situação de trabalho que o submete a duras condições, sem quepor esta razão possa perder a sua eficácia.Ilustração 32 – Cobertura plana invertida acessível. 8. Acabamento, 7. Separador, 6. Isolamento, 5. Separador, 3. e 4. Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte59 Bom estudo...
  60. 60. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 33 – Cobertura plana invertida não acessível. 8. Acabamento, 7. Separador, 6. Isolamento, 5.Separador, 3. e 4. Impermeabilização, 2. Pendentes, 1. Suporte Ilustração 34 – Cobertura plana invertida. Remate com elementos emergentes. 1.Sistema impermeabilizante, 2.Banda de reforço em ângulo (largura 0,48 m), 3.Membrana impermeabilizante no elemento emergente, 4.Acabamento final do elemento emergente / Chapa de remate. Ilustração 35 – Cobertura plana invertida. Juntas de dilatação. 1.Banda de reforço (largura 0,48 m, 2.Sistemaimpermeabilizante, 3.Perfil de junta, 4.Selagem elástica / Banda de reforço (largura 0,48 m), 5.Banda de reforço (largura 0,48 m).60 Bom estudo...
  61. 61. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRAIlustração 36 – Cobertura plana invertida. Tubos de queda. 1.Sistema impermeabilizante, 2.Reforço, 3.Saída de água.9.2.3 Cobertura ajardinadaNa estrutura resistente deste tipo de coberturas deve evitar-se lajes formadas por elementospré-fabricados cuja ligação em obra não preveja a aplicação de uma camada complementarde betão armado, minimizar a ocorrência de fendas e a transmissão de movimentos àcamada de impermeabilização.As pendentes da cobertura devem ser realizadas durante a execução da estrutura resistentecom 1 a 2% de inclinação . Não se deve realizar através da camada de forma, devido aosproblemas de retracção e consequente fissuração destas camadas.O revestimento de impermeabilização deve conter barreiras químicas e mecânicas e no casode membranas betuminosas estas devem integrar produtos com acção repelente sobre asraízesA camada drenante tem a função de permitir o escoamento da água que circula na terravegetal até aos dispositivos de evacuação, terá uma espessura mínima de 100 mm. Pode serrealizada com base em materiais granulares, como seixo rolado de granulometria 20 a 30mm,aplicado sobre feltro sintético não-tecido com 100 a 150 g/m2.A camada filtrante permite reter a terra vegetal evitando a obstrução dos vazios da camadadrenante. Os materiais habitualmente usados são geotexteis não-tecidos.61 Bom estudo...
  62. 62. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA Ilustração 37 – Cobertura ajardinada.62 Bom estudo...
  63. 63. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA10. PavimentosOs pavimentos e lajes são compostos por três partes distintas: estrutura de suporte,revestimento inferior (tecto) e revestimento superior. A escolha de um tipo de revestimentodepende das características do suporte e das condicionantes de exploração do lugar. Osmateriais mais usados são os materiais sintéticos, a madeira, a pedra, os materiaiscerâmicos, os metálicos e as pinturas.10.1 Exigências funcionais de revestimentos de pisoAs exigências funcionais de revestimentos de piso mais importantes são as de segurança -visam a integridade física dos habitantes, as de habitabilidade - condições de conforto e as dedurabilidade - manutenção da qualidade ao longo do tempo com um mínimo de custos, queriniciais, quer de manutenção, reparação e limpeza.As resultantes da exigência de segurança: Resistência mecânica: sempre que o revestimento tenha simultaneamente funções resistentes; resistência a acções de choque provocadas pela queda de objectos. Segurança na circulação (coeficiente de atrito maior do que 0,4): existem riscos de escorregamento em função do tipo de manutenção e da velocidade de deslocação dos utentes; risco acrescido com diferentes coeficientes de atrito entre compartimentos contíguos; em função do tipo de utilização dos locais (locais húmidos, cozinhas colectivas); com a existência de obstáculos ao nível do piso (os revestimentos de piso não devem apresentar ressaltos de altura inferior à de degraus correntes, sendo tolerados pequenos ressaltos, de altura não superior a 50 mm - soleiras de portas de entrada ou de varandas. Segurança contra riscos de incêndio: conceito de reacção ao fogo - características dos revestimentos quanto à combustibilidade, à inflamabilidade e à velocidade de propagação das chamas. SeguranÀ

×