Investigação acção

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Trabalho realizado no âmbito da UC Investigação Educacional - Mestrado em Supervisão Pedagógica

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Investigação acção

  1. 1. A Investigação-acção em Educação Maria Serafina Roque Mestrado em Supervisão Pedagógica
  2. 2. «  (…) um procedimento essencialmente in loco , com vista a lidar com um problema concreto localizado numa situação imediata. (…) o processo é constantemente controlado passo a passo (isto é, numa situação ideal), durante períodos de tempo variáveis, através de diversos mecanismos (questionários, diários, entrevistas…), de modo que os resultados subsequentes possam ser traduzidos em modificações, ajustamentos, mudanças de direcção, redefinições, de acordo com as necessidades, de modo a trazer vantagens duradouras ao próprio processo em curso » ( Cohen & Manion, 1989, citados por Bell, 1997: 21 ). Investigação-acção: o que é?
  3. 3. Por se tratar de um método em que a pesquisa está intimamente associada à acção, o investigador está de alguma forma envolvido na questão que é alvo da sua pesquisa. Trata-se, portanto, de uma pesquisa não-independente cuja grande vantagem será a de tentar superar a lacuna entre a teoria e a prática. O facto de o investigador ser participante pode, por vezes, comprometer o distanciamento necessário à análise dos dados e da própria situação a investigar. A relação entre o método de Investigação-acção e a posição pessoal do investigador
  4. 4. <ul><li>Permite a identificação facilitada dos problemas/situações a investigar, pois fazem parte de um contexto conhecido pelo investigador; </li></ul><ul><li>A avaliação e superação dos problemas detectados é também facilitada, uma vez que o investigador conhece bem o terreno, podendo tornar-se actuante ou implicar outros na actuação; </li></ul><ul><li>A co-responsabilização dos intervenientes no processo potencia a sua motivação e mobilização para o trabalho que se pretende desenvolver; </li></ul>Vantagens da Investigação-acção
  5. 5. <ul><li>Possibilita a produção de reflexões teóricas que contribuem para a resolução de problemas em situações concretas; </li></ul><ul><li>Permite a diluição das diferenças entre teoria e prática; </li></ul><ul><li>Possibilita um trabalho contínuo em que os participantes observam, pesquisam e focalizam determinados aspectos através de reajustes constantes que, por seu turno, possibilitam melhorar a qualidade e adquação das práticas; </li></ul>Vantagens da Investigação-acção
  6. 6. <ul><li>É um estilo de investigação apelativo e motivador, pois, ao colocar a tónica na componente prática e na melhoria das estratégias de trabalho utilizadas, conduz a um aumento significativo da qualidade e eficácia das práticas desenvolvidas; </li></ul><ul><li>Potencia a emergência de métodos inovadores no processo ensino-aprendizagem; </li></ul><ul><li>Adequa-se à formação contínua de professores, permitindo-lhes desenvolverem competências de investigação, aumentarem os seus conhecimentos e melhorarem os seus desempenhos. </li></ul>Vantagens da Investigação-acção
  7. 7. <ul><li>Não possui o rigor da investigação verdadeiramente científica; </li></ul><ul><li>Os seus objectivos são situacionais e específicos; </li></ul><ul><li>A amostra tende a ser restrita e não-representativa; </li></ul><ul><li>Não vai além da resolução de problemas práticos; </li></ul><ul><li>Não oferece possibilidades de controlo das variáveis independentes; </li></ul><ul><li>Os seus resultados não são tipicamente generalizáveis. </li></ul>Desvantagens da Investigação-acção
  8. 8. Os passos determinantes do método de Investigação-acção Clarificação e diagnóstico de uma situação problemática para a prática. Identificação e definição de estratégias de acção para resolver o problema. Execução das estratégias previstas e respectiva avaliação Apreciação global do resultado tendo em vista uma nova clarificação do problema. Adaptado de Sandín Esteban
  9. 9. SERRANO, G. P. (1994). Investigación cualitativa. Retos e interrogantes. I - Métodos . Madrid: Editorial La Muralla, S.A. SOUSA, A. (2005). Investigação em Educação . Lisboa: Livros Horizonte. BOGDAM, R. & BIKLEN, S. (1994). Investigação Qualitativa em Educação . Porto: Porto Editora. BELL, J. (1997) Como Realizar um Projecto de Investigação . Lisboa: Gradiva.   Bibliografia
  10. 10. http://metodologiapa1.pbworks.com/ http://claracoutinho.wikispaces.com/Vantagens+e+desvantagens http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/spp/n37/n37a09.pdf http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n5/n5a07.pdf http://coralx.ufsm.br/revce/revce/2003/01/a1.htm   Páginas Web e documentos consultados (em 15/04/2010):

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