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É preciso enraizar estamodalidade e esta forma deconhecer a cidade, diz BrunoCosta, coordenador da prova
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Miudos 07 03-11 mus

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Página Miúdos da edição da Pública de 3 de Julho de 2011. Blogue letra pequena online, de Rita Pimenta

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  1. 1. miúdos Brincar P edalar, fazer um de vários locais da cidade, batido de frutas, houve a exploração de questões correr, descobrir ambientais, ponto de honra da um monumento, iniciativa: “Tivemos de descobrir na cidade declamar um as toneladas de material poema para uma reciclado no ano de 2010.” esplanada cheia, atravessar a Também visitaram os bombeiros passadeira em jeito de Charlot, municipais e fizeram um vídeo, com bengala e chapéu de coco, que a mãe dos rapazes adorou: tudo pode acontecer a quem “Um filme mudo depois de uma participa no Merrell Urban Side prova em que tivemos de fazer (MUS) Portugal 2011. Não precisa uns escudos e umas espadas deJogos urbanos para menores e maiores de ser atleta nem atlético, mas material reciclado. Ficou muito (mas não muito…). O MUS Portugal ajuda… Obrigatório mesmo é estar disponível para se divertir. giro.” 2011 é uma aventura à descoberta A aventura dura duas horas e as equipas são de três elementos, Tempo curto Agora fala o Bernardo, da cidade, numa mistura de peddy com 14 anos ou mais. É sempre aparentemente o mais assim: marca-se encontro num descontraído: “Soubemos da paper com challenge trophy. Próxima local central da cidade escolhida, prova por uns amigos do râguebi. distribuem-se os materiais e “toca Convidaram-nos, fomos ao site paragem: Bragança (9 de Julho). a andar”. Melhor, “toca a correr”. e inscrevemo-nos.” Para ele, Último destino: Lisboa (dia 16). Para a “O mais difícil para mim foi acompanhar o ritmo de corrida o mais difícil foi lutar contra o tempo. E conta um pouco da finalíssima, há que subir em latitude, dos meus filhos. Já não estou habituada a estas aventuras. prova: “Começámos na ponte de São Jerónimo. Davam-nos pistas para chegar aos EUA. Mas foram espectaculares, para os locais onde tínhamos houve uma altura em que eram de nos dirigir e depois faziam- Texto Rita Pimenta eles que me empurravam”, conta Maria Antónia Infante (42 nos perguntas.” E conclui: “Duas horas para fazer tudo não anos), que participou na prova chegaram. Não ficámos nos três de Viseu, com os seus filhos primeiros lugares, mas valeu a Bernardo e Ricardo (gémeos de pena.” 14 anos), praticantes de râguebi. Segue-se o Ricardo, anunciado Habituados portanto a exercício como o mais tímido, mas físico. “Para a próxima, temos sem qualquer problema de de arranjar um elemento mais comunicação: “Gostei. Foi uma competitivo”, diz Ricardo à tarde diferente, para bem. Se Pública, “era para ser o meu pai, pudermos, vamos participar nas mas ele estava a trabalhar nesse próximas.” Com a mesma equipa? dia”. A irmã de 12 anos (há mais “Como é para competir, levava uma, de quatro) também queria outra vez o meu irmão; a minha A família Infante, Maria ir, mas ainda não tem idade. mãe, não.” Para ele, o râguebi Antónia (mãe), Bernardo e Mãe e filhos são unânimes ajudou, “temos mais capacidade Ricardo (14 anos, gémeos) em declarar que foi um dia para aguentar a corrida e participaram na prova de “diferente e divertido” e que o mais espírito de equipa”. No Viseu, a 11 de Junho repetiam. “Tive um dia excelente, próximo ano lectivo, os rapazes ficou na nossa recordação vão separar-se na escola: “É a familiar”, diz a mãe. Antes, o primeira vez desde o infantário. pai, António Infante, já tinha Agora, no 10.º ano, escolhemos defendido a iniciativa. “É claro cursos diferentes: vou para que nós incentivamos os nossos Artes e o meu irmão para filhos para este tipo de coisas. A Científicos.” A mãe, professora equipa era de três e eu estava a de Artes, especifica: um seguirá trabalhar, por isso foi a mãe. Fez Arquitectura e outro ingressará bem. Regressaram satisfeitos e na Academia Militar. sobretudo... cansados.” Ricardo (o tímido!) quer ainda Chegou sã e salva? “Sim, só dizer ao mundo: “Participem que fiquei dois dias quase sem porque é bom. Mesmo que não caminhar. É que percorremos a ganhem, vale a pena.” cidade inteira em duas horas.Mas Para a organização, “tem valido valeu a pena.” a pena de sobremaneira”, nas Em Viseu, além da identificação palavras de Bruno Costa, c
  2. 2. É preciso enraizar estamodalidade e esta forma deconhecer a cidade, diz BrunoCosta, coordenador da prova
  3. 3. miúdos Provas em Évora poemas para uma esplanada do mundo de material de Aveiro e Porto. cheia de gente ou atravessar outdoors”, nomeadamente, Cada cidade por a passadeira caminhando ‘à calçado. Por isso há provas como onde o Merrell Charlot’, com bengala e chapéu “fazer instrumentos musicais Urban Side 2011 de coco, ou ainda andar de com materiais reutilizados e o passou contou carrossel e terem de se filmar incentivo ao uso da bicicleta com a participação a andar nesse carrossel.” e dos transportes públicos no de uma média de Outra possibilidade é a de centro da cidade”. 21 equipas (com tentar acertar numa tabela de Nesta linha ecológica, também três elementos basquetebol, mas com uns óculos acontecem perguntas do tipo cada). Os desafios que não deixam ver nada, ou “que espécie de árvore é esta?”e só são conhecidos ainda apanhar balões de água, outras relacionadas com o no momento da por trás de um muro, atirados habitat local. corrida. Uma pelos colegas de equipa. Há também uma vertente aventura O MUS 2011, programado para social importante, que Maria dez cidades, já passou por Faro, Antónia Infante já tinha Beja, Évora, Castelo Branco (em valorizado: “O lado solidário, Maio), Coimbra, Viseu, Aveiro, com contributos para a Porto (em Junho) e Braga (ontem Associação Cais.” O apoio mesmo). Bragança será a 9 de faz-se de quatro formas: por Julho e Lisboa a 16. O grande cada pessoa que se inscreve, vencedor irá participar na Oyster a associação recebe 5 euros; Racing Series nos Estados Unidos por cada like no Facebook MUS da América, prova em que esta Portugal, recebe 0,10; por cada se inspira. chamada recebida na linha de A escolha das cidades apoio criada, obtém 0,30; por procurou garantir “uma último, se as equipas decidirem cobertura equilibrada Norte- comprar pistas (que podem Sul / interior-litoral. E optámos ser de 50 euros), para ficarem por centros urbanos que fossem em vantagem, o seu valor vai bons para iniciar a modalidade. integralmente para a Cais. Conseguimos chegar a dez A escolha desta associação, distritos este ano”, diz o explica Bruno Costa, resulta coordenador. de esta “operar no território E espera que em Lisboa, no de jogo. É na cidade que esta Marquês de Pombal, a adesão instituição faz o seu trabalho. seja forte. “É uma prova que Nos centros urbanos, é onde secoordenador-geral da MUS precisa de ser cultivada e de encontra a maior parte dos sem-Portugal, “tendo em conta que crescer espontaneamente. Não é abrigo e a Cais melhora a vidaé um tipo de corrida a que não propriamente uma maratona que dessas pessoas”. No distrito deestamos habituados aqui”. as pessoas sabem que vão correr Coimbra e de Castelo Branco,“Tínhamos o objectivo máximo do ponto A ao ponto B. É preciso foram também convidados (ede 30 equipas (de três elementos enraizar esta modalidade e esta participaram) jovens e monitorescada) por cidade. Estamos com forma de conhecer a cidade tão dos Centros Educativos dauma média de 20/21 equipas.” diferenciada.” Direcção-Geral de ReinserçãoEste número (30) tem que Para este gestor de empresas, Social do Ministério da Justiça.ver com questões logísticas e uma das razões da satisfação das Como atractivo suplementarde funcionalidade, para não pessoas no final prende-se com para o final da tournée, Brunoobrigar os participantes a longos o facto de o conceito da corrida Costa explica o que se irá passarmomentos de espera, até porque “mexer com elementos básicos no Marquês de Pombal. “Temosa prova tem de terminar em duas do ser humano: a descoberta, um sistema de transformarhoras. o caminho a seguir, o ter de energia humana em eléctrica Mas afinal que prova é esta? encontrar novas pistas e cumprir (a 220 volts), pedalando. À“A tipologia de prova é um misto tarefas dentro do prazo”. semelhança dos dínamos dasde peddy paper com challenge Há sempre um grande bicicletas. Com este sistema,trophy.” Em português livre, secretismo sobre as provas a que estamos a promover umprovas pedestres de orientação serão sujeitas, pelo que o desafio concurso de DJ — em conjuntoe desafios para vencer. A que é ainda maior, acredita Bruno com a estação de rádio Antena 3acresce, continua o coordenador, Costa, 35 anos. — em todas as cidades. Nesse dia,“uma vertente de diversão A vertente ambiental tem um 16 de Julho, será a final.” Músicamuito própria”. E dá exemplos peso muito forte, “inscrito no a pedal. ade alguns desafios: “As equipas ADN da marca que a patrocina”,podem ser chamadas a declamar a Merrell, “a maior fabricante rpimenta@publico.pt

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