Miudos 02 01-11

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Página Miúdos de 2 de Janeiro de 2011. Direitos de autor? Isso é o quê? Blogue Letra pequena, de Rita Pimenta

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  1. 1. miúdosDireitos de autor?Isso é o quê?Nasceram e cresceram numa época de fácil acesso a imagens, músicas ou textos.Fazer download do que se gosta é uma prática comum a quem usa a Internet.Sem problemas de consciência. Por isso, falar em direitos de autor soa estranhoaos ouvidos de muitos jovens. Para os sensibilizar, o projecto Grande© convida-os a criar as suas próprias obras culturais. Percebem logo.Texto Rita PimentaV era Castanheira acredita que “é a sobrevivência dos inúmeros autores que criam as belas Report (um estudo publicado pela International Federation As obras sempre o afecto obras que fazem das nossas of the Phonographic Industry). culturais e que nos move”, vidas o que elas são. “Em vez “A literacia em direito de daí que aposte da repressão e autoridade, autor e direitos conexos é informativas na conquista dosmais jovens para a valorização optámos pela experiência, sensibilização e criatividade”, uma necessidade urgente, se queremos assegurar a protecção devem serdos bens culturais. Assim, explica Vera Castanheira, das obras culturais e dos seus protegidas pelatenderão “a proteger o que principal responsável pela criadores, e a sobrevivência eamam”, diz a directora executiva iniciativa. desenvolvimento das indústrias via do afecto,da Associação para a Gestãoda Cópia Privada (Agecop). “Levar o mundo da criação aos alunos e trazê-los ao outro criativas na era digital”, diz ainda o relatório. do respeitoEis, assim, um dos lemas lado da produção das obras. Na agenda da União Europeia espontâneo, dado concurso de criatividade Fazê-los entender que as para os próximos anos, asGrande©, que se dirige a escolas obras culturais e informativas indústrias criativas foram eleitas identificação edo ensino secundário e pretendevalorizar a propriedade resultam de uma combinação de talento com muito pela Comissão Europeia como uma das “áreas-chave na retoma não da repressãointelectual junto dos alunos dos trabalho. E que devem ser económica”. E (quase) tudo se12 aos 20 anos. protegidas, pela via do afecto, passa online. Em vez de os penalizar face do respeito espontâneo,ao desrespeito pelos direitos da identificação e não da Aprende a experimentarde autor, promove a revelação repressão. Esta é a missão A directora executiva dade talentos e a materialização deste projecto”, pode ler-se Agecop sabe que está “apenas”de projectos criativos por eles no relatório final da primeira a “lançar sementes” e que éassinados. Os vencedores verão edição do Grande©. preciso uma “acção continuadaos seus trabalhos editados, No mesmo documento da sociedade no respeito peloscomercializados e protegidos… informa-se que, em 2009, direitos de autor”. Razões Uma forma positiva de levar 95 por cento de todos os para que o projecto tenha sidoos mais jovens a aperceber-se downloads de música foram pensado como “uma abordagemda importância de assegurar ilegais, segundo o Digital Music comportamental ampla c
  2. 2. JOSÉ CARLOS COELHO/PUBLICO As indústrias criativas foram eleitas pela UE como uma das “áreas-chave na retoma económica”. E (quase) tudo se passa online
  3. 3. miúdose não apenas informativa”. dos seis aos 11 anos, com a jovem a participar? A gestora experiência enquantoEnquadra-se aqui um outro participação dos professores. do projecto dá algumas pistas. profissionais criativos. Entrelema do projecto: “Aprende a As categorias a concurso Primeiro, detectar (dentro das os mais vistos, estão: Zé Pedroexperimentar.” são: música, letra, design de artes) qual a área que mais o e Pedro Osório (música), Entusiasmada, conta: capa, vídeo, escrita criativa, atrai; depois, mostrar-lhe o Gimba (letra), Cláudia Cadima“Quando os miúdos se media, fotografia. Cada uma que há feito, para o inspirar. e Catarina Wallensteinenvolvem e percebem que das categorias subdivide-se “Dar-lhe a conhecer as obras (vídeo), Vasco Ferreira e Jorgepodem revelar ao mundo a em áreas mais específicas. O maravilhosas que já existem.” Silva (design), Eric Lasschesua singularidade, entregam- projecto tem um site com toda a Em seguida, desafiá-lo a (promoção online), Davidse totalmente. É fundamental informação (www.grandec.org), criar algo de seu, “que será Soares e Alice Vieira (escrita),que eles passem pelo processo mas também a divulga em várias sempre único”. Por último, Martim Avillez Figueiredo ecriativo. Houve grandes redes sociais: Facebook, Hi5, dizer-lhe como pode ser Maria Guedes (media).revelações na edição anterior. Twitter. “Fomos ao encontro divertido trabalhar em equipa Além de várias parceriasTivemos perto de três mil dos jovens no lugar onde eles e como verá que na actividade com entidades privadas,participantes, entre professores mais estão: na Internet”, diz à criativa “encontrará sempre como a Universal, a Valentime alunos, com um total de 500 Pública Vera Castanheira. As forma de se superar”. “E não de Carvalho e a Porto Editora,obras a concurso.” inscrições terminam a 31 de esquecer que, connosco, terá o projecto é apoiado pelos A organização decidiu Março e a entrega das obras tem oportunidade de estar em ministérios da Cultura e daatribuir mais prémios e de acontecer até 21 de Abril. A palcos, estúdios e editoras Educação, pela presidênciamenções honrosas do que havia divulgação dos resultados será de verdade.” Ou mesmo do Conselho de Ministros,previsto quando se apercebeu em Junho. encontrar-se com alguns dos gabinete do ministro dosda elevada qualidade de muitos Dos alunos que se seus ídolos. Assuntos Parlamentares, dotrabalhos. Porto, Lisboa e inscreveram na edição anterior, Há um conjunto de vídeos Plano Tecnológico e pelaSetúbal foram os distritos com 96 por cento (quase todos, (que resultam muito bem comissária europeia para osmais concorrentes e as idades portanto) manifestaram vontade junto dos miúdos) no site do Assuntos dos Consumidores.que mais aderiram situaram-se de o fazer de novo neste ano Grande© com autores das Vera Castanheira deseja que,nos 17-18 anos. lectivo. diferentes categorias depois desta experiência, os No princípio, a idade limite E como se e que falam miúdos “se apercebam de queera 18 anos, mas foi alargada convence um da sua estão rodeados de obras bonitas,para os 20, para se adaptar sejam músicas, filmes ou livros,à população escolar que mas que esta banalização dofrequenta o 12.º ano. Para o ano belo não os deve fazer esquecerlectivo de 2011/2012, as escolas de como ele é precioso”. Quem ode 1.º e 2.º ciclos também criou também.poderão concorrer, passandoo projecto a abranger crianças rpimenta@publico.pt Em 2009, JOÃO MATOS/PUBLICO segundo o Digital Music Record, 95 por cento de todos os downloads de música foram ilegais

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