Aula 6 crase

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Aula 6 crase

  1. 1. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Aula 6 - CRASE “Bom filho ___ casa torna”A partir desse adágio, costumamos iniciar a aula sobre crase.E aí, como você preencheu a lacuna? Com um “a”? Com dois? Um com acento grave?Afinal, o que é crase? CRASE NÃO É O ACENTO, CRASE É O FENÔMENO!Portanto, rejeitamos a forma “crasear” (arghh....), mesmo já tendo sido registrada nosmelhores dicionários e aceita por professores e gramáticos gabaritados.Preferimos usar expressões como “colocar o acento grave, indicativo de crase” ou“ocorre crase (fusão)” - essa última você vai ler bastante no nosso encontro de hoje.Dá-se o nome de crase ao encontro de duas vogais iguais e contíguas.Na língua portuguesa, só se registram com o acento grave os encontros da preposiçãoa com outro a, que poderá ser um artigo definido feminino, um pronomedemonstrativo ou um pronome relativo.Ao fim da aula, você verá que esse assunto não é nenhum bicho-de-sete-cabeças.Vamos seguir o nosso método da simplificação – se tivermos várias regras e uma ououtra exceção, o que fica mais fácil memorizar? O que há em menor número.Então, vamos ao caso clássico de crase. Mais adiante, veremos alguns casos especiais.COMO ANALISAR A OCORRÊNCIA DE CRASE?Da mesma forma como você ensina uma criança a atravessar a rua. “Filhinho, vocêdeve olhar para os dois lados!”. Então aplicamos essa lição à análise de crase –devemos olhar para os dois lados.TERMO REGENTE + TERMO REGIDODe um lado, há um termo regente, que pode ou não exigir uma preposição (e, nestaaula, só nos interessa a preposição a).Do outro lado, há um termo regido, que pode aceitar ou não um artigo definidofeminino. Nessa posição de “termo regido” também pode existir um pronomedemonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s) ou aquilo, um pronome relativo aqual/as quais.Se houver o encontro da preposição a com o outro a, OCORRE A CRASE: os dois viramum só “a” e recebem o acento grave (`) para indicar essa fusão: à.Veja o quadro explicativo do caso clássico de crase. ARTIGO DEFINIDO A / AS = à / às A / AS = à / às PRONOME AQUELE (S) = àquele(s) Preposição A + DEMONSTRATIVO AQUELA (S) = àquela (s) AQUILO = aquilo A QUAL / AS QUAIS = à qual / PRONOME RELATIVO às quais www.pontodosconcursos.com.br 1
  2. 2. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVoltando ao ditado que encabeça o nosso estudo de hoje, antes de qualquer coisa,ajuda (e muito!) construir a oração na ordem direta (SUJEITO + VERBO +COMPLEMENTOS): “Bom filho torna ... casa.”.De um lado, o termo regente (verbo tornar, que tem o mesmo sentido e regência doverbo retornar) exige a preposição a (“Alguém torna / retorna a algum lugar.”).Do outro lado, o termo regido é “casa”, no sentido de lar, não recebe oacompanhamento do artigo.Note que você costuma dizer “quando eu for para casa”, “saí de casa” ou “fiquei emcasa”, sempre sem o artigo antes da palavra “casa”.Esse vocábulo só aceita artigo quando identificado como a casa de alguém (“Nuncamais piso na casa da minha sogra!”), ou seja, quando a palavra casa estiverDETERMINADA.De volta à análise – de um lado, o termo regente exige a preposição. De outro, otermo regido não aceita o artigo definido.Há, portanto, a ocorrência de apenas um “a” , que é a preposição exigida pelo termoregente, não ocorrendo crase. Por isso, a construção correta é “bom filho a casatorna”, sem acento grave.Em resumo: só haverá crase (fusão) se houver dois “as”, isto é, SIMULTANEAMENTE otermo regente exigir a preposição a e o termo regido: - for o pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo; - for o pronome relativo a qual / as quais; - admitir artigo definido feminino (singular ou plural): a(s).BIZU: Para ter certeza de que a palavra admite o artigo definido feminino, construauma frase em que essa palavra seja o sujeito e verifique a possibilidade de colocar oartigo antes dela. 1. Eu me dirijo ____ menina. 2. Eu me dirijo ____ esta menina. 3. Eu me dirijo ____ vocêResolução:Em todas as orações, o termo regente é o verbo DIRIGIR-SE. Ele exige a preposição a(Alguém se dirige a alguém). Por isso, nas três ocorrências, existe a preposição a.Para que ocorra crase, é necessário haver outro a, que, neste caso, pode ser um artigodefinido feminino. Vamos verificar:Exemplo 1: O termo regido é menina. Esta palavra pode, como sujeito, ser precedidade um artigo definido feminino (A menina está linda). Assim, o termo regido admiteo artigo definido feminino antes de si. Como o termo regente exige preposição a e otermo regido admite o artigo definido feminino a, ocorre crase. 1. Eu me dirijo à menina.Exemplo 2: O termo regido, agora, vem precedido de um pronome demonstrativo:esta menina. Na função de sujeito, a expressão não admite o artigo definido www.pontodosconcursos.com.br 2
  3. 3. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIfeminino. Você nunca diria “A esta menina está linda.”. Então, não podemos colocarum artigo definido feminino antes do termo regido. Em virtude disso, não ocorre crasee o “a” não recebe acento grave. 2. Eu me dirijo a esta menina.Exemplo 3: Desta vez, a palavra escolhida é “você”. Não seria possível usar o artigofeminino antes desse pronome de tratamento. Como sujeito, duvido que você dissesse“A você está linda hoje”. Como não há artigo, não ocorre crase antes de “você”. 3. Eu me dirijo a você.A partir da compreensão desses conceitos, evitamos aquela “decoreba” de listas e maislistas de casos de ocorrência (ou, mais precisamente, de não ocorrência) de crase,como: antes de palavra masculina - é lógico que não há crase, uma vez que palavra masculina não admite artigo definido feminino antes de si; antes de verbo - um verbo não pode ser antecedido de artigo definido feminino; mesmo quando substantivado, recebe o artigo masculino e não feminino – “o ranger”, “o regressar”; por isso, não poderia ocorre crase; antes de pronomes em geral - com exceção dos pronomes possessivos (que veremos adiante, nos casos especiais) e de alguns poucos pronomes indefinidos (mesmas, outras), os pronomes não admitem artigo definido feminino antes de si – observe o caso do pronome demonstrativo “essa” no exemplo apresentado; antes de substantivos em sentido vago, genérico - por serem vagos, genéricos, como no exemplo do adágio, esses substantivos não admitem artigo definido feminino; em expressões de palavras repetidas (cara a cara, dia a dia, boca a boca – nesses casos, há apenas uma preposição ligando dois substantivos genéricos que formam uma expressão. Se falta o artigo antes do primeiro elemento, também faltará antes do segundo.CASOS ESPECIAIS DE EMPREGO DO ACENTO GRAVEExistem alguns casos em que o “a” recebe o acento grave (à) mesmo não havendoesse encontro de dois “as”. Outros de “faculdade” da crase.São os chamados casos especiais.Há acento grave: em locuções femininas, sejam elas adverbiais (à força, à vista), adjetivas (à fantasia, à toa), conjuntivas (à medida que, à proporção que) ou prepositivas (à espera de, à procura de). Neste ponto, encontramos posições doutrinárias contrárias. Alguns gramáticos consagrados só admitem o acento grave quando houver algum risco de ambigüidade (Recebeu a bala ≠ Recebeu à bala, Ele cheira a gasolina = aspira o combustível ≠ Ele cheira à gasolina = fede a combustível), outros desaconselham em locuções adverbiais de instrumento (escrever a máquina). Contudo, em provas de concursos, já encontramos questões que exigiram www.pontodosconcursos.com.br 3
  4. 4. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI acento grave em locuções adverbiais femininas. Por isso, nada melhor, na hora da prova, do que bom senso. Veja todas as opções antes de indicar “certo ou errado”; diante de masculino, em que esteja subentendida a expressão “à moda de”, “à maneira de” (“Ele escrevia à Machado de Assis.”, “O artilheiro fez um gol à Romário.”). Cuidado: em “bife a cavalo” ou em “frango a passarinho” não está subentendida essa expressão (não é à maneira do cavalo ou ao modo do passarinho) e, por isso, não leva acento. Não há acento grave: palavras genéricas como casa, no sentido de lar (já mencionado no início da aula); terra, contrário de “a bordo” (Tão logo o navio aportou, desci a terra.); ou indicação de distância não determinada. Esse último ponto também é um pouco polêmico. Celso Luft, considerando tratar-se de uma locução adverbial feminina, aceita o acento grave mesmo sem indicação da distância. Em prova, tenha em mente a posição majoritária (sem acento), devendo verificar as demais opções. Pode haver acento grave: em topônimos (logicamente femininos), ou seja, nomes dos lugares, a depender do emprego do artigo antes deles. Na aula sobre concordância, já falamos sobre isso (caso 7.a da Aula 4 – Concordância parte 2). Se usamos artigo antes do nome, havendo preposição a antes dele, ocorrerá crase. Para ter certeza desse emprego do artigo, uma DICA é empregar o topônimo com o verbo morar. Veja: Bahia – esse lugar aceita artigo (Eu morei na Bahia). Então, por exemplo, com o verbo ir, que rege a preposição a, ocorre crase: Ele foi à Bahia. Brasília – vamos ao teste: Eu morei em Brasília. Então, não usamos artigo antes desse topônimo: Ele foi a Brasília. Quando determinado de alguma outra forma (adjetivo ou locução adjetiva), usa-se artigo e, necessariamente, haverá crase no encontro da preposição a: Ele foi à Brasília do mensalão. Faça o teste agora e preencha a lacuna: Ele foi ___ Roma e não viu o Papa. E aí? Como fica? Para desvendar esse mistério, use o verbo morar: Ele morou em Roma não foi usado artigo definido. Então, não há crase: Ele foi a Roma e não viu o Papa. com nomes próprios (femininos, é claro!)– o emprego do artigo antes de nomes próprios depende de diversos fatores – regionalismo (em alguns lugares, não se usa artigo antes de nomes das pessoas – Fui à casa de Fulana), intimidade que se tem com a pessoa (por isso, em referência a pessoas ilustres, não se emprega o acento, por não se usar artigo definido (Li o livro de Raquel de Queiroz – Eu me refiro a Raquel de Queiroz)Os dois próximos casos especiais são chamados por alguns de “emprego facultativo doacento grave”. Vamos analisá-los para compreender onde reside essa “faculdade”: www.pontodosconcursos.com.br 4
  5. 5. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI pronomes possessivos – esses pronomes admitem o artigo definido antes de si. Se estivesse na função de sujeito, poderíamos empregar o artigo definido ou não: “Minha mesa está suja” ou “A minha mesa está suja”. Por isso, se o termo regente exigir a preposição a e se deseje empregar o pronome possessivo com artigo, haverá crase (preposição a + artigo definido feminino + possessivo = à sua – “Refiro-me à sua professora.”); em se escolhendo não colocar o artigo antes do possessivo, haverá somente a preposição e, por isso, não haverá a ocorrência de crase (preposição a + possessivo = a sua - “Refiro-me a sua professora.”). Não obstante alguns autores chamarem de “um caso facultativo de crase”, o que ocorre, na verdade, é o uso opcional do artigo definido feminino antes do pronome possessivo; No entanto, ocorrendo a omissão do substantivo que acompanha o pronome possessivo, a acentuação é obrigatória! Refiro a/à sua professora [facultativo], e não à minha [obrigatório]. Ele deu instruções a/à sua secretária [facultativo] e à minha [obrigatório]. Alguns gramáticos, como Cegalla e Sacconi, rejeitam o artigo antes de nomes de parentesco precedidos de possessivos. Segundo eles, o correto seria “Refiro-me a minha mãe”. No entanto, já vimos questões de prova em que a banca examinadora não faz essa distinção, tratando os nomes de parentesco do mesmo modo que os demais casos de pronome possessivo – artigo definido facultativo e, conseqüentemente, crase facultativa. Uma dessas questões será comentada em nosso material, ao fim da aula. com a locução prepositiva “até a” (que é a junção das duas preposições: até + a). Havendo um termo regido que admita o artigo definido (“A entrada de sua casa é ali.”), haverá crase (até a + a = até à – “Andei até à entrada de sua casa.”). Essa locução prepositiva equivale à preposição “até”, que, quando usada na forma simples, não leva à fusão de dois ‘as’, pois só existe um – o artigo (até + a = até a - “Andei até a entrada de sua casa.”). Em resumo, no primeiro exemplo, havia a contração da locução prepositiva ate a com o artigo a (até à); no segundo, o encontro da preposição até com o artigo a (até a). Por isso, alguns falam simplesmente que, com a preposição “até”, a crase é facultativa. Na verdade, o que é facultativo é o uso da locução prepositiva “até a” ou da preposição simples “até” – com a primeira, haverá crase (até à); com segunda, não (até a).Você verá, nos exercícios de fixação, que a maior parte das questões de prova quetratam de crase envolvem o esquema “TERMO REGENTE + TERMO REGIDO” (casoclássico). Nesses casos, nunca se esqueça de olhar para os dois lados antes deresolver uma questão de crase! Você pode ser atropelado pela banca examinadora!(rs...)Então, vamos às questões! www.pontodosconcursos.com.br 5
  6. 6. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIQUESTÕES DE FIXAÇÃO01 - (NCE UFRJ / Guarda Municipal /2002)Marque a opção que atende às normas gramaticais vigentes.a) Encaminhei os documentos perdidos as autoridades competentes;b) Encaminhei os documentos perdido as competentes autoridades;c) Encaminhei os documentos perdidos às autoridades competentes;d) Encaminhei os documentos perdidos as competentes autoridades;e) Encaminhei os documentos perdidos a autoridades competente.02 - (NCE UFRJ / TRE RJ Auxiliar Judiciário / 2001)....por que enviar à forca....; o acento grave indicativo da crase, nesse caso, marca:a) a união do pronome demonstrativo A com o artigo definido A;b) a contração de A regido pelo verbo com o artigo do substantivo seguinte;c) a presença de um adjunto adverbial;d) a presença de uma locução adverbial com palavra feminina;e) a presença de uma locução prepositiva com palavra feminina.03 - (NCE UFRJ/ ANTT / 2005)Assinale a opção que corresponde à melhor redação, considerando correção, clareza econcisão.(A) A parada o autorizava à cobrar um novo preço;(B) A parada lhe autorizava de cobrar um novo preço;(C) A parada o autorizava de cobrar um novo preço;(D) A parada o autorizava a cobrar um novo preço;(E) A parada lhe autorizava a cobrar um novo preço.04 - (ESAF/AFPS/2002)Identifique o item sublinhado que contenha erro de natureza ortográfica ougramatical, ou impropriedade vocabular.Fala-se(A) com arroubo(B) sobre os inesgotáveis recursos de novas tecnologias, comoo vídeo ou a realidade virtual, mas qualquer reflexão à respeito do(C) invariavelmenteorbita(D) em torno da matéria-prima(E) desta página – o texto. (Paul Saffo, com adaptações)a) Ab) Bc) C www.pontodosconcursos.com.br 6
  7. 7. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKId) De) E05 - (FCC / AFTE PB / 2006)Em relação aos aspectos gramaticais, julgue a assertiva abaixo: • Apenas 20% dos deputados estão dispostos à respeitar as conclusões dos relatores dos processos.06 - (FCC / MPE PE – Técnico/2006)O acesso ...... mercados externos por boa parte dos produtores que passaram ......usar novas tecnologias, aconteceu devido também ...... qualidade das sementes.As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas, respectivamente,por(A) a - à - à(B)) a - a - à(C) à - à - à(D) a - a - a(E) à - a - a07 - (FCC / TRE PI / 2002)Diga ...... ela que esteja aqui ...... uma hora para conversarmos ...... respeito doprojeto.(A) a - a - à(B)) a - à - a(C) à - a - à(D) à - à - a(E) à - à - à08 - (ESAF/ACE/2002)Marque o item sublinhado que represente impropriedade vocabular, erro gramatical ouortográfico.A democracia, segundo Aristóteles, é forma de governo. Esse entendimento milenar(A)assim se conservou entre os publicistas(B) romanos e os teólogos da Idade Média. Nãodiscreparam(C) também do juízo aristotélico pensadores políticos do tomo(D) deMontesquieu e Rousseau, presos as heranças(E) clássicas. (Baseado em Paulo Bonavides)a) Ab) B www.pontodosconcursos.com.br 7
  8. 8. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIc) Cd) De) E09 - (UnB CESPE/Banco do Brasil/2002) O ano de 2001 caracterizou-se por grandes desafios para a economia brasileira, que levaram a mudanças substanciais na formação de expectativas quanto ao desempenho das principais variáveis econômicas.Em relação ao trecho acima, julgue a assertiva. O uso do sinal indicativo de crase em “levaram a mudanças” (R.2) é facultativo, porque “mudanças” está no plural.10 - (UnB CESPE/Banco do Brasil/2002) A Venezuela, como a Argentina, ainda que de maneira distinta, recebe as duras lições de adaptações malsucedidas ao dilema entre a valorização do interno e a incorporação dos valores externos. A presidência de Hugo Chávez, nos últimos anos, expunha a fratura a que, estruturalmente, está submetida a América Latina, inclusive o Brasil. A tensão entre a administração para os de dentro, especialmente aqueles menos favorecidos pelo modelo de inserção aberta e liberal, e o agrado aos centros internacionais de poder, especialmente àqueles que hegemonizam as relações internacionais do presente, levou ao descompasso social e político a que chegou a Venezuela.Relativamente ao texto e ao assunto nele tratado, julgue o item seguinte.• O sinal indicativo de crase em “àqueles” indica que ocorre aí uma preposição, a, por exigência do substantivo “agrado”, segundo as regras de regência da norma culta.11 - (UNB CESPE/CEF/2002) As carteiras Hipotecária e de Cobrança e Pagamentos surgiram em 1934, durante o governo Vargas, quando tiveram início as operações de crédito comercial e consignação. As loterias federais começaram a ser gerenciadas pela CAIXA em 1961, representando um importante passo na execução dos programas sociais do governo, já que parte da arrecadação é destinada à seguridade social, ao Fundo Nacional de Cultura, ao Programa de Crédito Educativo e a entidades de prática esportiva.Considerando o texto acima, julgue o item que se segue.• Caso se reescrevesse o trecho "a entidades de prática esportiva" (1.10-11) como à entidades de prática desportiva, o período permaneceria de acordo com a norma culta da língua portuguesa.12 - (FUNDEC / TRT 2ª Região / 2003) www.pontodosconcursos.com.br 8
  9. 9. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINo enunciado “os serviços essenciais à população” (linhas 41-42), é obrigatório oemprego do acento para marcar a crase. Nas alterações do enunciado feitas abaixodispensa-se o acento por não haver a crase. Numa das alterações, entretanto, pode-seusar o acento por se tratar de um caso de crase facultativa. Esta alteração está naopção:A) os serviços essenciais a essa população;B) os serviços essenciais a toda e qualquer população;C) os serviços essenciais a uma população ansiosa por melhorias;D) os serviços essenciais a quase toda a população;E) os serviços essenciais a nossa população.13 - (NCE UFRJ / INCRA / 2005)A alternativa em que o acento grave indicativo da crase é optativo é:(A) Entreguei-o à minha mãe;(B) Entreguei-o àquela mulher;(C) Entreguei-o à elegante atriz;(D) Entreguei-o à polícia;(E) Entreguei-o à mesma funcionária.14 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART / ENGENHEIRO CIVIL / 2004)Dentre as frases abaixo, a que apresenta sinal indicador da crase indevido é:A) Estas teses sobre a ilusão, à primeira vista, nada acrescentam ao que já se lê nosestudos antigos.B) À terapia convencional preferem os médicos novas condutas que combatam asilusões patológicas.C) Minha experiência revela que à ilusão não se pode combater senão com otratamento psicológico.D) A referência a doenças mentais ligadas às ilusões marcou o congresso de medicinado mês passado.15 - (UnB CESPE / Banco do Brasil /2003) Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo, ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranqüila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Jaime Pinsky. História da cidadania. (Org. Contexto 2003).Considerando o texto acima e a atualidade brasileira, julgue o item seguinte. www.pontodosconcursos.com.br 9
  10. 10. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI• Constitui uma estrutura alternativa e também correta para o primeiro período do texto o trecho Ser cidadão é ter direito a vida, liberdade, propriedade, igualdade perante a lei: é, em resumo, ter direitos civis.16 - (UnB CESPE/DEFENSOR/2004) Não temos dado muita atenção a uma de nossas mais importantes riquezas nacionais. Trata-se de nosso patrimônio lingüístico. Exatamente as línguas ou idiomas e dialetos falados em nosso país. Qual é a situação atual e importância? Há proteção legal para eles? É o que tentaremos analisar.A respeito da organização do texto acima, julgue o seguinte item.• Na linha 1, é gramaticalmente opcional o emprego do sinal indicativo de crase em “a”, mas seu uso tornaria o sentido de “atenção” menos genérico e mais especificamente direcionado para “riquezas nacionais” (R.2).17 - (UnB CESPE/SMF Maceió/2003) FHC recua e tira “superpoderes” da Receita O presidente Fernando Henrique Cardoso alterou ontem o decreto que facilitava o acesso da Receita Federal a dados bancários protegidos por sigilo e desobrigou os bancos de informarem ao órgão as movimentações mensais superiores a R$ 5 mil, no caso de pessoas físicas, e a R$ 10 mil, no caso de empresas.A respeito da organização do texto acima, julgue o seguinte item.• Na expressão “a dados bancários”, caso o vocábulo “dados” fosse substituído por informações, seria necessário não somente o ajuste na concordância com “bancários” e “protegidos”, na linha 2, mas também o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede a expressão.18 - (FCC/CEAL Advogado/ 2005)Quanto à necessidade ou não do uso do sinal de crase, a frase inteiramente correta é:(A) Reportamo-nos à inexperiência de um cidadão comum quando é candidato a umposto público, mas somos propensos à rejeitar a candidatura de um políticoprofissional.(B) O culto às aparências é um sintoma da vida moderna, uma vez que à elas nosprendemos todos, em nossa vida comum.(C) É a gente que cabe identificar os preconceitos, sobretudo os que afetam àquelesartistas e profissionais que dão graça à nossa vida.(D) Assistimos à exibição descarada de preconceitos, que tantos dissabores causam aspessoas, vítimas próximas ou à distância de nós.(E)) Àqueles que alimentam um preconceito é inútil recomendar desprendimento, poiseste se reserva às pessoas generosas.19 - (FUNDEC / PRODERJ / 2002) www.pontodosconcursos.com.br 10
  11. 11. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINo trecho “Do décimo andar à rua” (linha 15), foi usado adequadamente o acentoindicativo da crase. O mesmo NÃO ocorre na frase:A) Há muito não se assistia à peças com tanto senso crítico com estas.B) Chegando-se à varanda, era possível admirar a paisagem.C) Do Leblon a Ipanema e de Jacarepaguá à Barra, todas as vias expressa estavamengarrafadas.D) O povo referia-se às nossas praias como redutos de esgoto e mau cheiro.E) As ondas dirigiam-se à direita e à esquerda do palanque sobre a areia.20 – (ESAF/Técnico ANEEL / Abril 2006)Julgue a correção da alteração proposta em relação ao texto abaixo.Não é a violência nem as da economia e muito menos a saúde. A maior preocupaçãodo brasileiro é o trabalho. A conclusão é resultado de uma consulta realizada com 23,5mil pessoas de 42 países. Num suposto ranking mundial de pessimismo em relação àsoportunidades de trabalho, o brasileiro apareceria nas primeiras posições. Na médiaglobal, o emprego seguro é citado por 21% dos entrevistados, ficando em segundolugar entre as preocupações de curto prazo, depois da economia.(Adaptado da Folha de São Paulo, 19 de fevereiro de 2006) Retirar o artigo definido antes de “oportunidades”(l.4), escrevendo apenas à.21 - (ESAF/Analista ANEEL/ Abril 2006)Indique a opção que preenche com correção as lacunas numeradas no texto abaixo.A colonização jamais correspondeu, entre nós, ...(1)... necessidades do trabalho;correspondeu sempre, sim, ...(2)... necessidade da produção, ou, mais realmente ànecessidade das colheitas, isto é, ...(3)... necessidades de dinheiro pronto e dedinheiro fácil, que é o que sustenta as culturas, nas regiões onde se encontramcolonos. No dia em que se abrir guerra ...(4)... ociosidade e se oferecerem garantias...(5)... gente do campo, afluirá para o trabalho remunerado grande parte dapopulação, hoje mantida ........(6)................... da bondade alheia.(Adaptado de Alberto Torres, “As fontes da vida no Brasil”. Rio, 1915, p. 47) (1) (2) (3) (4) (5) (6)a) às a às a a a custas dab) às à as à a às custas dac) as à as a à a custas dad) a a às à a a custa dae) a à às à à à custa da www.pontodosconcursos.com.br 11
  12. 12. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI22 - (FCC/TRT 22ª Região/ 2004)Os dados comprovam que, de janeiro ...... julho deste ano, houve aumento naprodução de veículos, em comparação com ...... obtida no ano passado. Asmontadoras passaram ...... exportar uma parte dessa produção.As lacunas da frase acima devem ser corretamente preenchidas por(A) a - a - a(B) à - à - a(C) à - a - à(D) a - à - a(E) a - à - à23 - (ESAF/Agente Tributário - Piauí/2001)Assinale a opção que corresponde a erro.Desde o início de janeiro, quando foi sancionada a lei que permite ao(1) Executivousar os dados da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) nasinvestigações, o Fisco está apto a(2) ajudar o INSS nas investigações das entidadesfilantrópicas. As informações sobre a CPMF são enviadas a Receita(3) pelasinstituições financeiras trimestralmente. Com esse(4) instrumento, é possível verificarse há distorções muito grandes entre o faturamento da entidade e a suamovimentação financeira. Nos casos em que(5) o programa de informática que faz ocruzamento de dados para o Fisco apontar discrepância, a fiscalização poderá seriniciada. (Adaptado de Simone Cavalcanti, www.estadao.com.br - 6/2/2001 )a) 1b) 2c) 3d) 4e) 5GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FIXAÇÃO01 – CPara não perder o hábito, a primeira questão é simples. Trata-se de um caso clássicode crase. Olhe para os dois lados:- termo regente: verbo encaminhar (Alguém encaminha algo a alguém) – o verbo étransitivo indireto e rege a preposição a.- termo regido: autoridades competentes – esse elemento aceita o emprego de artigodefinido feminino: As autoridades competentes receberam os documentos.De um lado, temos uma preposição a; de outro, o artigo definido feminino plural as:OCORRE CRASE! www.pontodosconcursos.com.br 12
  13. 13. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA posição do adjetivo “competentes” não iria influenciar nossa análise, pois o termoregido é, nesse caso, o substantivo autoridades.Assim, a construção correta é: Encaminhei os documentos perdidos às autoridadescompetentes.02 – BPara começar, ocorre crase a partir da união da PREPOSIÇÃO A com outro elemento,que pode ser o artigo definido feminino a/as, os pronomes demonstrativosa(s)/aquele(s)/aquela(s)/aquilo ou os pronomes relativos a qual/as quais.Não há possibilidade de contração de um pronome demonstrativo com um artigo,como sugere a opção a.Vamos olhar para os dois lados:- termo regente: o verbo enviar, que exige a preposição a (Alguém envia algumacoisa a alguém ou a algum lugar);- termo regido: o substantivo feminino forca, que admite o artigo definido feminino (Aforca foi usada para matar Tiradentes).OCORRE CRASE!A justificativa para o emprego do acento grave está indicada na opção b.03 – DComo vimos na aula anterior, o verbo autorizar é um daqueles que apresentam duplapossibilidade de regência: posso autorizar alguma coisa a alguém ou autorizar alguéma (fazer) alguma coisa (normalmente, um verbo no infinitivo).Então, de acordo com a primeira possibilidade, a construção seria: A parada lheautorizava (lhe = objeto indireto) cobrar um novo preço (objeto direto sob a formaoracional).Construindo-se da segunda forma, seria: A parada o autorizava (o = objeto direto) acobrar um novo preço.Vamos, agora, verificar a ocorrência da crase:- termo regente: verbo autorizar, que exige a preposição a;- termo regido: a oração reduzida de infinitivo cobrar um novo preço.Antes de verbo, não podemos empregar um artigo definido feminino. Assim, a únicaocorrência de “a” é a preposição exigida pelo termo regente. Não há crase!A construção correta é: A parada o autorizava a cobrar um novo preço.Essa questão foi objeto de comentário na aula anterior. Resolvemos comentá-latambém nesse encontro para que você observe uma ocorrência muito comum de erro:acento grave antes de verbo no infinitivo.Isso pode ser observado, também, em expressões como a partir de, locuçãoprepositiva cujo elemento principal é um verbo. Nesse caso, não se coloca acentograve. As locuções prepositivas que recebem acento, independentemente daverificação desse esquema TERMO REGENTE X TERMO REGIDO, são as locuçõesFEMININAS. www.pontodosconcursos.com.br 13
  14. 14. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEsse é o nosso próximo assunto.04 – CEssa questão trata de um dos casos especiais – locuções femininas; sejam elasadverbiais, prepositivas, adjetivas ou conjuntivas, recebem acento graveindependentemente do esquema TERMO REGENTE x TERMO REGIDO.Acentuam-se as locuções femininas. A locução prepositiva “a respeito de” tem emseu núcleo um substantivo masculino, não sendo, portanto, acentuada – “a respeitode”.Estão corretos os demais itens, cabendo comentários em relação aos seguintes:(B) arroubo = êxtase, encanto;(D) orbita = conjugação do verbo orbitar = girar (eu orbito, tu orbitas, ele orbita...)– sentido conotativo de girar.Além do erro de crase na locução prepositiva (C), parece que faltou algum elementoregido por ela na seqüência: “mas qualquer reflexão à respeito do (... ? ...)invariavelmente orbita em torno da matéria-prima desta página – o texto”. Pergunta-se: reflexão a respeito do quê? Ficou faltando algo, causando prejuízo na coesãotextual e, por conseqüência, em sua coerência.05 – Item INCORRETOEsse tipo de erro, como já mencionamos, é muito comum em provas. Antes de verbo,não pode haver crase por inexistir um artigo definido feminino que se contraia com apreposição porventura exigida pelo termo regente.Assim, a única coisa que existe ali é a preposição a, exigência da regência nominal doadjetivo disposto (Alguém está disposto a alguma coisa).06 – BAgora deve ter ficado bem mais fácil.Vamos analisar cada um das lacunas.1ª lacuna:- termo regente: acesso (Alguém tem acesso a alguma coisa/algum lugar). A palavraexige a preposição a;- termo regido: mercados externos. Essa expressão não admite um artigo definidofeminino. No máximo, masculino plural. Assim, não poderia ocorrer crase – o único “a”é a preposição. O acesso a mercados externos ...2ª lacuna:- termo regente: verbo auxiliar modal passar. Falei grego? O que é mesmo um verboauxiliar modal? Bem, um verbo auxiliar faz parte de uma locução verbal (ainda lembra,não é? VERBO AUXILIAR + VERBO PRINCIPAL). www.pontodosconcursos.com.br 14
  15. 15. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEsse tipo de verbo auxiliar (chamado de modal) emprega ao verbo principal umatributo, como em passar a usar, em que se exprime a mudança de ação (elespassaram a usar novas tecnologias), que não poderia ser alcançado somente com oemprego dos tempos “normais” – presente, passado ou futuro.No meio de uma locução verbal pode haver uma preposição (cheguei a comentar,estou a sair, acabo de saber).Assim, o termo regente (verbo auxiliar de uma locução) exige a preposição a;- termo regido: o verbo principal da mesma locução.Assim, em resumo, no meio de uma locução verbal, só há espaço para umapreposição, pura e simples. Não pode haver um artigo definido que justifique a crase. ... por boa parte dos produtores que passaram a usar novas tecnologias...3ª lacuna:Voltamos ao caso clássico.- termo regente: a locução prepositiva devido a.A locução prepositiva “devido a” tem origem na forma participial adjetiva do verbodever (devido).Vamos apertar a tecla SAP: como assim “forma participial adjetiva”? Vimosque o particípio é uma forma nominal que, muitas vezes, exerce a função que seriaprópria de um adjetivo, lembra? “Roupa lavada (adjetivo / particípio do verbo lavar)”,“cabelo penteado (adjetivo / particípio do verbo pentear)”Na função adjetiva, a palavra “devido” (adjetivo, cuja origem é o particípio do verbodever) concorda em gênero e número com o substantivo correspondente e rege apreposição a: “Sua ausência devida a problemas de saúde foi notada.” “Muitos acidentes devidos à falta de prudência dos motoristas são registrados nas estradas brasileiras.”.Apesar de condenada por diversos puristas, que acham que essa palavra só deve serempregada na função adjetiva, a forma prepositiva “devido a” é abonada por ilustrescomo Celso Luft, sendo constantemente apresentada em questões de prova.Quando usado na locução prepositiva (devido a), o vocábulo “devido” não se flexiona(pertence ao conjunto de palavras invariáveis, lá dos “primórdios” do nosso curso) –“Devido aos problemas de saúde, ela não veio.”, “Muitos acidentes ocorrem devido àfalta de prudência dos motoristas.”.A preposição a, que faz parte da locução prepositiva, poderá se contrair ao artigosubseqüente, no esquema “termo regente – termo regido”.Vejamos, então, qual o termo regido:- termo regido: qualidade das sementes. Essa expressão admite o artigo definidoantes de si. Se estivesse na posição de sujeito, poderíamos ter, por exemplo: Aqualidade das sementes tem trazido bons resultados à safra deste ano.De um lado, então, temos a locução prepositiva devido a, que apresenta em seucorpo a preposição a. De outro lado, temos um vocábulo que admite artigo definidofeminino. Pronto! Ocorreu crase! www.pontodosconcursos.com.br 15
  16. 16. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ... aconteceu devido também à qualidade das sementes.A ordem correta é, portanto: a / a / à - opção B.07 – BNovamente, temos uma questão de lacunas.Nas provas, esse tema pode ser explorado em questões assim ou naquelas em que seexige todo tipo de conhecimento gramatical (concordância, regência, ortografia).1ª lacuna:- termo regente: o verbo dizer, que, na construção, é bitransitivo (Dizer algo aalguém). Complementam o verbo um objeto direto (a oração que se segue) e umobjeto indireto, regido pela preposição a.- termo regido: o pronome pessoal ela. Esse pronome não admite artigo definidofeminino antes de si (Ela está linda, e não “A ela está linda”). Assim, a única coisa quevai aparecer antes dele é a preposição, exigida pelo verbo. Diga a ela ...2ª lacuna:A expressão que será apresentada a seguir tem valor adverbial. Indica o momento emque a pessoa deve estar em algum lugar. Na indicação de hora certa, usa-sepreposição. Na dúvida, uma boa saída é a troca do feminino pelo masculino, sempre.Em vez de “uma hora”, vamos colocar “meio-dia”.“Diga a ela que esteja aqui ao meio-dia...”Opa! Se eu empreguei “ao”, já fico sabendo que, antes da expressão adverbial queindica horas, existe um artigo definido. Da mesma forma que uso “ao meio dia” (a+o),posso usar “às duas horas, às dez horas ou à uma hora” (a+a).O que causa certo mal-estar é a proximidade do “a” acentuado com o “uma”. Note,contudo, que esse vocábulo (“uma”) é um numeral, e não um artigo indefinido. Porisso, está certíssima a colocação de um acento grave antes do adjunto adverbial queindica as horas.O mesmo pode acontecer com expressões adverbiais que indicam lugar: “À entrada dasala”.Em alguns casos, além da troca do feminino pelo masculino, dá certo substituir apreposição a (que introduz o advérbio) pela preposição em, ficando aparente o artigoou pronome que forma crase com a preposição a:À entrada da sala, fui avisada de que não haveria aula Na [em +a] entrada da sala...Àquela hora da madrugada, recebi a notícia Naquela [em + aquela] hora damadrugada, ... Diga a ela que esteja aqui à uma hora...3ª lacuna: como vimos na questão 4, a locução prepositiva a respeito de tem umelemento masculino, não havendo justificativa para sua acentuação. ... para conversarmos a respeito do projeto. www.pontodosconcursos.com.br 16
  17. 17. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA ordem correta é: a / à / a – opção B.08 - ECaso clássico.De um lado, o termo regente presos exige a preposição a (“Eles estão presos aalguma coisa”); de outro, o termo regido as heranças admite artigo definido feminino(“As heranças foram apresentadas.”).Ocorre crase da preposição a com o artigo definido feminino plural as: “presos àsheranças”.09 – Item INCORRETODe um lado, o termo regente (verbo levar) exige a preposição. Contudo, na posiçãode termo regido, temos um substantivo feminino plural (mudanças). Não foiempregado o artigo na construção original devido ao emprego genérico do substantivo(não se determina quais foram essas mudanças).Se houvesse algum artigo antes desse vocábulo, este seria um artigo também noplural (as mudanças), por exigência da sintaxe de concordância.Exatamente por haver um substantivo plural, não existe a menor possibilidade de seempregar somente o acento grave, como sugere o examinador, pois, nesse caso, oartigo seria singular (a+a).10 – Item CORRETOO primeiro complemento ao substantivo agrado já indica a necessidade de seempregar a preposição a: “o agrado aos centros internacionais de poder”.De um lado, o termo regente agrado exige a preposição a; de outro, há um pronomedemonstrativo aquele. Ocorre crase! Portanto, está correta a afirmativa.11 – Item INCORRETOVerifica-se nessa questão o mesmo erro apresentado na questão 09. Antes de umelemento no plural, pode-se usar um artigo definido também no plural. Por isso,estaria incorreta a construção “à entidades de prática desportiva”.12 – ETemos, agora, uma ótima oportunidade de observar como se emprega o acento gravecom pronomes.De um lado, o termo regente é essenciais, que exige a preposição a (Algo é essenciala alguma coisa).Do outro lado, temos: a) o pronome demonstrativo “essa”. Vamos fazer o teste do sujeito: Essa população está carente. Podemos usar um artigo definido antes do “essa”? www.pontodosconcursos.com.br 17
  18. 18. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Lógico que não. Então, não há crase! Está certa a opção. Nós estamos procurando um caso facultativo. Assim, essa não é a nossa resposta. b) os pronomes indefinidos “toda e qualquer”. Na função de sujeito: Toda e qualquer população está carente. Podemos usar o artigo? Não. Então o emprego não é facultativo. c) o artigo indefinido “uma”. Se já existe um artigo, por que colocar outro? Só se for para confundir. d) a expressão indefinida “quase toda a população”. Como sujeito: Quase toda a população está carente. Posso usar outro artigo (“A quase toda a população”)? Cruzes!!!! e) um pronome possessivo acompanhado de um substantivo. Como vimos, o emprego do artigo, nesses casos, é opcional. Conseqüentemente, a crase também poderá ocorrer ou não. Essa é a resposta.13 – AVeremos mais uma questão que aborda o emprego de pronome possessivo.Assim, vamos treinar mais uma vez: fale bem alto: “Meu trauma com Português foisuperado!” ou “O meu trauma com Português foi superado” (repita 20 vezes, em vozalta!!!)Viu só? Não só resolvemos um (possível) bloqueio psicológico (que talvez você estejacarregando desde a sua 2ª série do 1º grau), como constatamos que, antes depronome possessivo, o artigo é facultativo.Agora, vamos resolver a questão.Essa é uma ótima oportunidade de analisarmos, na prática, aquele conceito de “nãoempregar artigo antes de nome de parentesco”, defendido por alguns autores.Analisando todas as opções da questão, a única em que o emprego do artigo definidofeminino poderia ser facultativo seria a opção a: Entreguei-o à minha mãe.A banca da NCE UFRJ considerou válido o emprego de artigo antes de pronomepossessivo que acompanha parentesco.É por essas e outras que, em se tratando de pontos doutrinários divergentes, devemosapresentar todas as formas válidas, a fim de possibilitar ao candidato a análise dasopções e identificação da resposta válida. Se a banca apresentar referênciabibliográfica, siga a linha adotada pelo autor indicado. Caso contrários, leve na mangatodos esses conceitos e, na hora, analise as opções.De volta à questão, em todos os casos, o termo regente é o verbo entregar. Alguémentrega alguma coisa a alguém. Então o termo regente (entregar) exige a preposiçãoa. Assim, estão corretas as formas “Entreguei-o a minha mulher” e “Entreguei-o àminha mulher”. Se for dinheiro, então, entregue logo à sua mulher de qualquer jeito,com crase ou sem crase!PRESTE BASTANTE ATENÇÃO quando houver, em construções com pronomespossessivos, mais de um termo regido. Neste caso, devemos respeitar oPARALELISMO SINTÁTICO, ou seja, o que acontecer com um elemento deveacontecer também com todos os demais que exercem a mesma função sintática.Exemplo: www.pontodosconcursos.com.br 18
  19. 19. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI“Preciso pedir dinheiro ..... minha patroa”.Termo regente – pedir – exige preposição aTermo regido – (a) minha patroa – como o emprego do artigo é facultativo, sehouver artigo, há crase (pedir dinheiro à minha patroa); se não houver artigo, nãohá crase (pedir dinheiro a minha patroa). Assim, a lacuna pode ser preenchida coma ou com à.Com dois termos regidos:“Preciso pedir dinheiro ..... minha patroa e ao meu patrão.” – nesse caso, sehouve o emprego do artigo antes do segundo elemento (ao meu patrão), deve-seempregar também no outro (à minha patroa), já que ambos exercem a mesmafunção sintática: “Preciso pedir dinheiro à minha patroa e ao meu patrão”. Alacuna, agora, só poderia ser preenchida com à.Sobre paralelismo sintático, teremos outra questão mais adiante.14 – CPara acertar essa questão, devemos ter na ponta da língua diversos tópicos jáestudados nas aulas anteriores (concordância e regência).O gabarito foi opção c.A pergunta que soluciona o problema é: o que se pode combater?A estrutura PODER + SE + VERBO NO INFINITIVO possibilita duas construções:1ª. VOZ PASSIVA – Pode-se combater a ilusão. (= A ilusão pode ser combatida).2ª. SUJEITO ORACIONAL – Pode-se combater a ilusão. (= Combater a ilusão épossível).De qualquer forma, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.Assim, na primeira construção, “a ilusão” exerce a função de sujeito, que não deve serantecedido de preposição, segundo a norma culta.Na segunda, “a ilusão” serve de complemento verbal para o verbo combater. Esse éum complemento direto, dada a transitividade do verbo (Alguém combate algumacoisa - transitivo direto).Não há justificativa para o emprego da preposição qualquer que seja a construçãoescolhida.Em relação às demais opções: a) a locução adverbial feminina recebe acento grave – à primeira vista. b) o termo regente é o verbo preferir. Como bitransitivo, exige a preposição a antes de seu complemento indireto, que vem representado pela expressão “terapia convencional”. O que se afirma (colocando na ordem direta) é: Os médicos preferem novas condutas (...) às terapias convencionais. Portanto, está correta a construção. d) de um lado, o termo regente é o substantivo referência, que exige a preposição a (Alguém faz referência a alguma coisa). De outro, um substantivo usado em sentido amplo, genérico: doenças mentais. Nesse caso, há apenas um “a”, a preposição, o que impede a acentuação. Está correta a passagem. Em www.pontodosconcursos.com.br 19
  20. 20. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI seguida, outra ocorrência: o termo regente é o adjetivo ligadas, que exige a preposição a. De outro lado, o termo regido é ilusões. Deu-se o encontro dos dois “as”: ligadas às ilusões. Tudo certinho, certinho...15 – Item CORRETOEssa é uma ótima questão sobre paralelismo sintático, que começamos a estudar naresolução da q.13.O termo regente é direito. Alguém tem direito a alguma coisa. Assim, o substantivoexige a preposição a.Na posição de termos regidos, originalmente o autor determinou cada um deles: avida, a liberdade, a propriedade, a igualdade perante a lei.O examinador sugere a retirada desses determinantes. Não há problema algum, desdeque se retire TODOS os determinantes, como indicou (direito a [só a preposição] vida,liberdade, propriedade, igualdade...). Por isso, está correta tal assertiva.Observe, mais adiante no texto, um outro bom exemplo: “o direito à educação, aotrabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranqüila.”.Os termos educação, trabalho, salário justo, saúde estão acompanhados deartigos definidos. Já o substantivo velhice, por ser vago, apresenta um artigoindefinido. De qualquer forma, todos os elementos apresentam-se junto de umdeterminante – o artigo.16 – Item INCORRETOO termo regente dar (verbo que faz parte da locução temos dado) apresentacomplemento direto (atenção) e indireto (regido pela preposição a).Sugere o examinador que a expressão que se segue perderia seu caráter genérico seestivesse, opcionalmente, antecedida de um a com acento grave.Tudo lindo, maravilhoso, não estivesse o termo regido “riquezas nacionais”acompanhado da expressão “uma de nossas mais importantes”.Quem se ateve a ler a opção sem voltar ao texto deve ter caído direitinho nessa cascade banana. Não é possível o emprego do acento grave por não ser possível o empregode um artigo definido feminino antes daquela expressão.Mesmo que assim não fosse, ou seja, que não houvesse a expressão, o termo regidoseria “riquezas nacionais”, expressão plural que, se fosse o caso, seria acompanhadade um artigo definido plural.17 – Item INCORRETOO termo regente é o substantivo acesso (Alguém tem acesso a alguma coisa/ algumlugar), que exige a preposição a.A troca sugerida do termo regido, com o emprego do sinal grave, iria alterar o sentidoda expressão “dados bancários protegidos por sigilo”, que foi usada de maneira vaga,genérica (não são os dados bancários “X ou Y”, mas quaisquer dados). Essaacentuação indicaria o uso de artigo definido antes do substantivo. www.pontodosconcursos.com.br 20
  21. 21. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKISeria possível, sim, a troca de dados por informações, desde que ajustada aconcordância com os adjetivos correspondentes e mantida a preposição (exigida pelotermo regente) sem artigo, para dar à expressão um valor vago: “... que facilitava oacesso da Receita Federal a informações bancárias protegidas por sigilo...”.18 - EPara confirmar a existência da preposição antes de “aqueles”, é necessário,primeiramente, colocar a oração na ordem direta. Para isso, partimos do verbo ser e,para haver lógica, do adjetivo inútil. O que é inútil? Resposta: “recomendardesprendimento” (sujeito oracional).O verbo “recomendar”, na construção, é transitivo direto e indireto (Recomendaralguma coisa a alguém). O que se recomenda (ou seja, qual é o objeto direto)?Desprendimento. A quem se recomenda desprendimento (qual é o objeto indireto?)Àqueles [a + aqueles] que alimentam um preconceito. Note que o objeto indireto éregido pela preposição a.Na ordem direta, a oração seria: Recomendar desprendimento àqueles que alimentamum preconceito é inútil.Então, seguindo a análise de TERMO REGENTE + TERMO REGIDO, o termo regente,verbo “recomendar”, exige a preposição “a”. O termo regido é o pronomedemonstrativo “aqueles”. Houve crase, devendo ser indicado com o acento grave:“Àqueles que alimentam um preconceito é inútil recomendar desprendimento” –construção perfeita.Na seqüência, há outra ocorrência de crase:TERMO REGENTE – verbo “reservar”: Alguém reserva alguma coisa a alguém. Comoestá acompanhado do pronome “se” apassivador, o pronome “este”, que se refere a“desprendimento”, é o sujeito paciente.Como vimos na aula sobre verbos, o objeto indireto da voz ativa (Fulano reservoualguma coisa a alguém) continua a exercer a mesma função na voz passiva (Algumacoisa foi reservada por Fulano a alguém) – esquema em “Transposição de VozesVerbais” do tópico “Vozes do Verbo” da aula 2 (pg.17, se não me engano...).Como o termo regente exige a preposição “a” e o termo regido (“pessoas generosas”)admite artigo definido feminino plural, há ocorrência de crase, estando correta aconstrução: “...este se reserva às pessoas generosas”.Os demais itens apresentam as seguintes incorreções.(A) Dos dois registros de crase, somente o segundo está incorreto.Na primeira ocorrência, o termo regente é o verbo reportar-se, que exige apreposição “a” (Alguém se reporta a alguém/alguma coisa). O termo regido é osubstantivo inexperiência, que aceita o artigo definido feminino. Há, portanto,ocorrência de crase, que está devidamente indicada pelo acento grave em“Reportamo-nos à inexperiência de um cidadão...”.Já no segundo registro, o termo regente “propensos” (adjetivo) exige a preposição “a”(Alguém é propenso a alguma coisa). Contudo, o termo regido não admite o artigodefinido, pois é um verbo (rejeitar). A construção seria: “somos propensos a rejeitar acandidatura de um político profissional”.(B) A primeira ocorrência de crase está corretamente indicada. O termo regente cultoexige a preposição “a”; o termo regido aparências admite o artigo definido femininoplural – há crase: “O culto às aparências”. www.pontodosconcursos.com.br 21
  22. 22. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIJá no segundo, o termo regente, o verbo prender, é transitivo direto (pronominal) eindireto, com a preposição “a” (Alguém se prende a alguma coisa); no entanto, otermo regido é o pronome pessoal elas, que não admite o artigo definido antes de si.Há, portanto, apenas um “a”, que é a preposição – “uma vez que a elas nosprendemos todos, em nossa vida comum”.(C) O termo regente caber é transitivo indireto (Alguma coisa cabe a alguém). Aexpressão que exerce a função de objeto indireto é “a gente”, que, segundo ocontexto, apresenta a acepção equivalente a “nós”; uma vez antecedida da preposição“a”, forma crase. Para a análise, não se deve levar em conta a expressão denotativa “éque”; na ordem direta, a construção seria: “identificar os preconceitos (sujeito) cabe àgente.”.Em seguida, o termo regente, verbo afetar, é transitivo (Alguma coisa afeta alguém).O termo regido é “aqueles artistas e profissionais”: “sobretudo os que afetam aquelesartistas” – crase incorretamente indicada.Finalmente, o termo regente dar é transitivo direto (objeto direto: graça) e indireto(objeto indireto: nossa vida), devendo o complemento indireto ser precedido dapreposição “a”. Como o termo regido é iniciado por um pronome possessivo, oemprego de artigo definido feminino é facultativo, podendo ocorrer crase ou não(“profissionais que dão graça a / à nossa vida”). Portanto, está correta a indicação decrase.(D) O termo regente, verbo assistir, no sentido de “ver, presenciar”, é transitivoindireto, exigindo a preposição “a”. O termo regido é “exibição”, que admite artigodefinido feminino. Há crase: “Assistimos à exibição descarada de preconceitos...”.Correto emprego do acento grave.O erro está na seqüência: o termo regente, verbo causar, é transitivo direto (coisa) eindireto (pessoa) (Fulano causou alguma coisa a alguém), regendo a preposição “a”; otermo regido é “pessoas”, que admite o artigo definido feminino plural. Houve oregistro desse artigo, mas faltou a indicação de crase para registrar a existência dapreposição. A forma correta seria: “que tantos dissabores causam às pessoas...”.Por fim, a expressão “à distância”, como vimos, é objeto de bastante polêmica.Vamos relembrar: A maioria dos gramáticos afirma que, sem especificação, aexpressão não recebe acento (“Mantenha-se a distância.”). Havendo definição dessadistância, usa-se o acento grave (“Mantenha-se à distância de 10 metros.”). Contudo,a recomendação do professor Celso Luft é acentuá-la sempre, por considerá-la umalocução adverbial feminina.Note que o examinador, nesta questão, não deixou clara a sua posição, ao indicaroutro erro de crase antes dessa expressão. Ótimo para o candidato, que não precisariaesquentar a cabeça. Mas, mesmo assim, todo cuidado é pouco. Leve esseconhecimento para a prova e, caso se depare com a polêmica expressão adverbial “a/àdistância”, analise as demais opções para afirmar se está certo ou errado o empregona questão.19 – AO verbo assistir é transitivo indireto e rege a preposição a. Este é o termo regente. Otermo regido é o substantivo peças, que, por estar no plural, deve ser acompanhadode artigo definido feminino plural. Só que esse substantivo está sendo usado de www.pontodosconcursos.com.br 22
  23. 23. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKImaneira genérica, dispensando o artigo. Assim, a forma correta seria: “... não seassistia a peças com tanto senso crítico como estas”.Em relação às demais opções, devemos observar.a) O termo regente é chegar, verbo transitivo indireto que, por indicar movimento,rege a preposição a. Como o termo regido é o substantivo varanda, a contração doartigo que o acompanha com a preposição forma “à”. Para nunca mais errar naregência deste verbo, passe a usá-lo corretamente no seu dia-a-dia. Assim quechegar a casa (sem acento, como vimos logo no início), ensine essa lição ao seufilho, seu cônjuge, sua sogra, seu cunhado... seja um chato!!!! Passe a corrigir todomundo!!! Assim é que se apre(e)nde o conceito...rs...c) Um bom exemplo do emprego de artigo com topônimos. Vamos fazer o teste domorar: Eu moro em Ipanema, em Jacarepaguá ou na Barra. Dos três bairros, o únicoque admite artigo é o terceiro, motivo pelo qual o “a” foi acentuado.d) O verbo referir-se é transitivo indireto, com a preposição a. O artigo antes depronomes possessivos é facultativo. O examinador optou por seu emprego. Assim,houve a fusão da preposição a com o artigo definido as = “O povo referia-se às nossaspraias...”.e) Os artigos definidos que acompanham os substantivos direita e esquerda secontraíram com a preposição exigida pelo termo regente, o verbo dirigir-se (transitivoindireto, regente da preposição a), formando crase (“...à direita e à esquerda dopalanque”).Observe que estas não são locuções adverbiais femininas, como em “Vire à direita / àesquerda” (que também seriam acentuadas).20 – Item INCORRETOAté que essa questão não foi das piores, não é mesmo?O termo regente é a locução prepositiva “em relação a”. O termo regido é“oportunidades”. Houve crase por ter sido empregado o artigo definido feminino pluralantes desse substantivo: as oportunidades.A questão propõe a retirada do artigo. Até aí, tudo certo. O erro está em indicar que aforma passaria a ser “à”. Opa! Você já está careca de saber que “à” é a contração dapreposição “a” com o artigo definido singular feminino “a”. Se ele quisesse usar umartigo, não poderia ser, de modo algum, no singular, haja vista que o substantivocorrespondente está no plural.A retirada do artigo levaria ao registro de “em relação a oportunidades”, em que sóhaveria a locução prepositiva e, portanto, apenas um “a”, sem acento grave.21 - EEssa questão de crase nos dá a oportunidade de falar sobre a expressão “à custa de”,que deve ter derrubado muita gente.Vamos analisar lacuna por lacuna.1ª lacuna) O termo regente corresponder exige a preposição “a” (Algo corresponde aalguma coisa). O termo regido poderia até admitir o artigo ou ser usado em sentidogenérico (correspondeu às / a necessidades do trabalho). Para confirmar essa www.pontodosconcursos.com.br 23
  24. 24. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpossibilidade, vamos construir uma oração em que “necessidade do trabalho” seja osujeito: “Necessidade do trabalho leva milhares de pessoas à migração” – ou - “Anecessidade do trabalho leva...”. Pode haver artigo ou não. Mas de qualquer forma hápreposição, exigida pelo termo regente. Eliminamos, assim, a opção “c” (as – sóartigo, sem preposição).2ª lacuna) Esse termo regido possui o mesmo termo regente (correspondeu) que exigea preposição “a”. Dessa vez, o termo regido foi usado em sentido específico(necessidade da produção, ou mais realmente à necessidade das colheitas) – percebeuo “à” antes da segunda ocorrência de “necessidade”? Então, há artigo antes de“necessidade da produção” também, o que provoca crase: “[corresponde] ànecessidade da produção”.3ª lacuna) Essa lacuna dá continuidade à estrutura que teve início em “correspondeusempre, sim, à necessidade de produção”. Como houve artigo antes de “necessidadeda produção”, antes de “necessidade das colheitas”, deve haver também antes de“necessidades de dinheiro pronto e de dinheiro fácil”. Todos esses substantivosencontram-se definidos, o que justifica o emprego do artigo. Em virtude do encontrocom a preposição exigida por “correspondeu”, há crase: às necessidades dedinheiro.4ª lacuna) Agora a palavrao “guerra” (em abrir guerra) requer a preposição “a”(Alguém abre guerra a ou contra algo/alguém). Como “ociosidade” admite artigo, hácrase: “No dia em que se abrir guerra à ociosidade...”.5ª lacuna) O verbo “oferecer” é bitransitivo, ou seja, apresenta complemento direto eindireto. O objeto direto é “garantias” e o objeto indireto “gente do campo”. Comotemos uma voz passiva pronominal (presença do pronome apassivador se – seoferecerem garantias = se garantias forem oferecidas), o objeto direto exerce a funçãode sujeito paciente. Mas nada disso afeta a função de objeto indireto (olha o esquemaaí, gente!!!). Em relação a esse segundo complemento, exige-se a preposição “a”(Alguma coisa é oferecida a alguém). Antes de “gente do campo” pode haver artigodefinido feminino singular, o que justifica o acento grave: “se oferecem garantias àgente do campo”.6ª lacuna) Finalmente, chegamos à última lacuna. Trata-se da expressão “à custade”, que significa “às expensas de”.Cuidado com a confusão que muita gente boa faz: o substantivo “custas” significa“despesas judiciais devidas no processo”. Já o correspondente no singular (custa) temo sentido de “custo, dispêndio, despesa”. A partir do significado de cada um dosvocábulos, já dá para perceber que a expressão deve ser grafada no singular: “Aquelerapaz vive até hoje à custa do pai”, “Eu não sou homem de viver à custa de mulher”.Se você costumava usar essa expressão no plural, pode começar a mudar hojemesmo. Como é uma locução feminina, recebe o acento grave. Esse conceito seriasuficiente para definir a resposta dessa questão – a única opção que apresenta “àcusta de” é a de letra E.22 - A1ª lacuna: Para começar, analise uma outra estrutura: “A loja funciona das 10h .... 18h”. www.pontodosconcursos.com.br 24
  25. 25. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIHá um artigo (contraído com a preposição “de”) antes do primeiro elemento (das 10h).Então, deve haver artigo antes do segundo. Como já existe uma preposição “a”, ocorrea fusão: “das 10h às 18h”. A isso se dá o nome de paralelismo sintático (Lembra? Oque acontece com um elemento ocorre também com os demais de mesma funçãosintática).Note, agora, que antes de “janeiro” há somente uma preposição (“de”), não há artigo.Aliás, não daria para ser diferente. Ninguém fala “do janeiro ao dezembro”, não émesmo??? Pois, se não há artigo antes do primeiro elemento, não pode haver antesdos demais. A relação é “de ... a ...”, somente com preposições. Por isso, não hácrase: “de janeiro a julho”. Paralelismo nele!2ª lacuna: Na expressão “em comparação com” já existe uma preposição (“com”), oque impossibilita a existência da preposição “a”. O que irá preencher a lacuna é opronome demonstrativo “a”, equivalente a “aquela”, que se refere à palavra“produção” (“houve aumento na produção de veículos, em comparação com [aprodução] obtida no ano passado”). Não há dois “as”, somente um - o pronomedemonstrativo. Portanto, não há crase: “em comparação com a obtida...”.3ª lacuna: Em locução verbal, há apenas preposição, sem artigo. Por isso, não hácrase: “As montadoras passaram a exportar”.A ordem será: a, a, a – opção (A)23 - CEssa é para terminarmos o nosso estudo de hoje.Vamos analisar cada um dos termos destacados.1º) O termo regente permitir exige a preposição a (permitir algo a alguém); o termoregido Executivo admite artigo definido masculino – forma-se “ao” - correto;2º) O termo regente apto exige a preposição a (“Alguém está apto a alguma coisa.”);o termo regido ajudar é um verbo e não admite artigo definido feminino. Portanto,não ocorre crase: está apto a ajudar - correto;3º) O termo regente enviar exige a preposição a (“Alguém envia algo a alguém.”); otermo regido Receita admite o artigo definido feminino (“A Receita divulga o últimolote de restituição.”). Por isso, ocorre crase: “As informações ... são enviadas àReceita ...” – Esse é o item incorreto.4º) O pronome demonstrativo está se referindo a alguma informação que já foi dada(pertence ao “passado” do texto), por isso requer a forma “esse”. O emprego depronomes demonstrativos em relação ao texto (referência anafórica) será objeto denossa próxima aula (Pronomes).5º) O pronome relativo que substitui casos. Em uma outra estrutura, teríamos“nesses (= em + esses) casos, o programa ...”. Percebe-se a necessidade doemprego da preposição em, então a forma está correta: “nos casos em que oprograma...”.Mas não se preocupe com pronome relativo. Em nosso próximo encontro (que serábem maior que esse de hoje), veremos também esse assunto.Grande abraço e até lá. www.pontodosconcursos.com.br 25

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