HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS

1.805 visualizações

Publicada em

Publicada em: Espiritual
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.805
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
83
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS

  1. 1. HISTÓRIA DA IGREJANA PLENITUDEDOS TEMPOSRELIGIÃO 341–43
  2. 2. RELIGIÃO 341–343HISTÓRIA DA IGREJANA PLENITUDE DOS TEMPOSA História deA Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasPreparado peloSistema Educacional da IgrejaPublicado porA Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasSão Paulo, Brasil
  3. 3. ReconhecimentosQueremos agradecer pela utilização dos auxílios visuais deste manual. Osauxílios visuais que não estão especificamente identificados foramfornecidos pelos Arquivos da Igreja, o Museu de História e Arte da Igreja,pelo Material Curricular Universitário do Sistema Educacional da Igreja epela Biblioteca de Recursos Visuais da Igreja.Segunda Edição© 2000/2002Intellectual Reserve, Inc.Todos os Direitos ReservadosImpresso no BrasilAprovação do Inglês: 8/99Aprovação da Tradução: 8/99Translation of Church History in the Fulness of Times Portuguese
  4. 4. SUMÁRIOPrefácio ................................................................................. vCapítulo Um Prelúdio da Restauração ...................................... 1Capítulo Dois A Influência das Tradições da Nova Inglaterra em Joseph Smith ............................... 14Capítulo Três A Primeira Visão ................................................. 28Capítulo Quatro Período de Preparação, 1823–1829 ................... 37Capítulo Cinco A Origem do Livro de Mórmon e a Restauração do Sacerdócio ................................ 52Capítulo Seis A Organização da Igreja de Jesus Cristo.......... 67Capítulo Sete A Expansão da Nova Igreja ............................... 79Capítulo Oito Coligação em Ohio.............................................. 89Capítulo Nove Coligação na Terra de Sião............................... 102Capítulo Dez O Desenvolvimento da Igreja em Ohio, 1831–1834............................................................ 113Capítulo Onze A Expulsão do Condado de Jackson .............. 127Capítulo Doze O Acampamento de Sião ................................. 140Capítulo Treze Dias Gloriosos em Kirtland, 1834–1836 ......... 153Capítulo Quatorze A Apostasia em Kirtland, 1836–1838.............. 169Capítulo Quinze A Igreja no Norte do Missouri, 1836–1838 .... 181Capítulo Dezesseis As Perseguições e a Expulsão do Missouri ... 193Capítulo Dezessete Refúgio em Illinois ............................................ 211Capítulo Dezoito A Missão dos Doze ........................................... 225Capítulo Dezenove A Vida em Nauvoo, a Bela............................... 240Capítulo Vinte Desenvolvimento da Doutrina em Nauvoo.. 251Capítulo Vinte e um Conflito Crescente em Illinois ......................... 263CapítuloVinte e dois O Martírio .......................................................... 272CapítuloVinte e três Os Doze Assumem a Liderança do Reino ..... 286CapítuloVinte e quatro Nauvoo sob a Liderança Apostólica .............. 297CapítuloVinte e cinco A Jornada através de Iowa............................... 308CapítuloVinte e seis Pioneiros no Oeste ............................................ 322CapítuloVinte e sete O Estabelecimento de um Refúgio em Deseret ................................................................ 337CapítuloVinte e oito O Isolamento de Utah ...................................... 352CapítuloVinte e nove A Guerra de Utah.............................................. 368CapítuloTrinta O Período da Guerra Civil............................... 380CapítuloTrinta e um A Busca da Auto-Suficiência ........................... 392 iii
  5. 5. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS Capítulo Trinta e dois A Presidência de Brigham Young: A Década Final ................................................. 406 Capítulo Trinta e três Uma Década de Perseguição, 1877–1887....... 422 Capítulo Trinta e quatro Uma Era de Reconciliação ............................... 435 Capítulo Trinta e cinco A Igreja na Virada do Século ........................... 451 Capítulo Trinta e seis A Igreja no Início do Século XX....................... 465 Capítulo Trinta e sete Progresso no Novo Século ............................... 481 Capítulo Trinta e oito Mudança e Constância ..................................... 495 Capítulo Trinta e nove A Igreja durante a Grande Depressão............ 509 Capítulo Quarenta Os Santos durante a Segunda Guerra Mundial................................................. 522 Capítulo Quarenta e um A Recuperação no Pós-Guerra ........................ 535 Capítulo Quarenta e dois Crescimento para uma Igreja Mundial .......... 550 Capítulo Quarenta e três Uma Era de Correlação e Consolidação ........ 562 Capítulo Quarenta e quatro A Igreja Alarga Seus Passos............................. 579 Capítulo Quarenta e cinco Atender às Necessidades de uma Igreja Mundial ................................................... 591 Capítulo Quarenta e seis Um Período de Desafios e de Crescimento ....................................................... 601 Capítulo Quarenta e sete Crescimento Contínuo Durante a Última Década do Século XX .......................... 616 Capítulo Quarenta e oito A Igreja Sai da Obscuridade ............................ 628 Capítulo Quarenta e nove O Destino da Igreja ........................................... 646 Referências Remissivas de Doutrina e Convênios com a História da Igreja ............................................................................. 650 Membros do Quórum dos Doze Apóstolos ............................................................................. 653 Fontes de Consulta para Leitura Adicional ............................................................................. 661 Índice Remissivo ..............................................................................669iv
  6. 6. PrefácioN OS ÚLTIMOS DIAS “o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído”. Esse reino predito por Daniel foi comparado a uma pedra “que do monte foi cortada (...) semauxílio de mãos” e que rolará, ganhando gradativamente mais impulso,até encher toda a Terra. (Daniel 2:44–45; ver também D&C 65:2.) O Élder Mark E. Peterson, do Quórum dos Doze Apóstolos, testificou:“A Igreja a que pertencemos é a pedra que foi cortada do monte semauxílio de mãos. Temos a missão de ajudá-la a rolar adiante”. (ConferenceReport, outubro de 1960, p. 82.) Desde a época de Adão, os profetas aguardaram ansiosamente o inícioda dispensação da plenitude dos tempos, na qual o Senhor iria “tornar acongregar em Cristo todas as coisas, (...) tanto as que estão nos céus comoas que estão na terra”. (Efésios 1:10) O evento previsto por todos os santos profetas ocorreu na primaverade 1820, quando Deus, o Pai, e Seu Filho Jesus Cristo apareceram a JosephSmith. Com essa gloriosa visão teve início o cumprimento das palavrasproféticas de Isaías, que testificou que o Senhor faria “uma obramaravilhosa e um assombro” entre os filhos dos homens. (Isaías 29:14) Tendo sido chamado por Deus, Joseph Smith estabeleceu os alicercesda obra que seria edificada por seus sucessores. Por inspiração dos céus, oProfeta traduziu o Livro de Mórmon, recebeu o santo sacerdócio eorganizou novamente a Igreja de Jesus Cristo entre os mortais. Por meiodele foram restauradas as chaves do sacerdócio. “E também, o que ouvimos? (...) A voz de Miguel, o arcanjo, e a voz de Gabriel e de Rafael e de diversosanjos, de Miguel, ou seja, Adão, até o tempo atual, todos anunciando suadispensação, seus direitos, suas chaves, suas honras, sua majestade e glóriae o poder de seu sacerdócio; dando linha sobre linha, preceito sobrepreceito; um pouco aqui, um pouco ali; dando-nos consolação pelaproclamação do que está para vir, confirmando nossa esperança!” (D&C128:20–21). Graças à restauração dessas chaves, Israel pode novamente ser reunidade sua longa diáspora, e todas as ordenanças de salvação do evangelhopodem ser ministradas tanto aos vivos quanto aos mortos. v
  7. 7. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS Este foi um dos primeiros mandamentos dados à Igreja: “Sião deve crescer em beleza e em santidade; suas fronteiras devem ser expandidas; suas estacas devem ser fortalecidas; sim, em verdade vos digo: Sião deve erguer-se e vestir suas formosas vestes”. (D&C 82:14) Desde aquela época, a Igreja sobreviveu à expulsão de quatro estados, ataques e perseguições contínuas a seus líderes e membros, uma ordem de extermínio decretada por um governador, o martírio de seu profeta, a perda dos direitos civis imposta pelo governo e a pobreza dos santos. A Igreja resistiu e sobreviveu a todas essas coisas em seu primeiro século de história. Enfrentando toda essa adversidade, perseguição e pobreza, adquiriu força e maturidade. Quando o sobrinho do Profeta e filho de Hyrum, Joseph F. Smith, tornou-se Presidente da Igreja, foi-lhe possível dizer: “Já atravessamos os estágios da infância (...) e estamos realmente nos aproximando da maturidade em nossa experiência no evangelho” (Conference Report, abril de 1909, p. 2). O trabalho missionário converteu muitas pessoas em todas as partes do mundo. Foram plantadas sementes no estrangeiro, à medida que as missões se tornaram estacas. As fronteiras de Sião expandiram-se. Quando Joseph Fielding Smith, filho do Presidente Joseph F. Smith, tornou-se Presidente da Igreja, ele declarou: “Atingimos a maturidade como igreja e povo. Alcançamos a estatura e a força que nos permitem cumprir a missão que nos foi dada por meio do Profeta Joseph Smith de levarmos as boas novas da restauração a todas as nações e povos do mundo”. (Conferência de Área de Manchester, Inglaterra, 1971, p. 5.) Dois anos mais tarde, o Presidente Harold B. Lee, sucessor do Presidente Smith, disse: “Estamos testemunhando hoje a real manifestação do poder do Senhor entre Seus santos, os membros da Igreja. Nunca nesta dispensação, e provavelmente em nenhum outro período da história, houve tamanho desejo de trabalhar manifestado pelos membros desta igreja como agora. Suas fronteiras estão sendo expandidas, suas estacas estão-se fortalecendo. (...) Esta igreja não pode mais ser considerada a ‘igreja de Utah’ ou uma ‘igreja americana’, pois seus membros estão agora espalhados por toda a Terra”. (Conference Report, abril de 1973, p. 6.) Para descrever a expansão do evangelho em todo o mundo, o Senhor usou a metáfora da pedra “que do monte foi cortada (...) sem auxílio de mãos” por intervenção divina (Daniel 2:45). Essa pedra está rolando e deverá verdadeiramente encher toda a Terra. O reino do Senhor então se estabelecerá para sempre, e Ele governará todo o mundo e reinará na casa de Israel, que são aqueles que O amam e guardam Seus mandamentos.vi
  8. 8. vii
  9. 9. CAPÍTULO UM PRELÚDIO DA RESTAURAÇÃO ACronologia R E S T A U R A Ç Ã O do evangelho de Jesus Cristo e o estabele-Data Evento Significativo cimento de Sião são os dois grandes eventos da história da34 – 100 A Igreja do Novo Testamento humanidade que precederão a segunda vinda de Jesus Cristo. sob a Direção dos Apóstolos “Em todas as épocas, o povo de Deus sempre teve interesse pela causa da60 – 70 O Martírio de Pedro e Paulo edificação de Sião”, escreveu o Profeta Joseph Smith. “Trata-se de um tema325 O Concílio de Nicéia abordado com grande júbilo por profetas, sacerdotes e reis, que1300–1500 O Renascimento Europeu aguardavam ansiosamente a época em que vivemos.” 1 A restauração1438 O Aperfeiçomento da ocorrida nestes últimos dias será o último ato, antes do milênio, do roteiro Imprensa com Tipos Móveis por Gutemberg divino escrito por Deus para Seus filhos. Esta é a “dispensação da1492 A Primeira Viagem de plenitude dos tempos” (Efésios 1:10) na qual ocorrerá a “restauração de Colombo à América tudo”, conforme Deus prometeu por meio de “todos os seus santos1517 A Rebelião de Lutero contra a profetas, desde o princípio”. (Atos 3: 21) Igreja Católica Na verdade, o evangelho é mais antigo que a própria Terra. Seus1620 A Chegada dos Peregrinos a Plymouth princípios são eternos e foram ensinados aos filhos de Deus nos conselhos1740–1760 O Primeiro Grande Despertar dos céus. O plano do Pai centralizava-se em Jesus Cristo, que foi escolhido1775–1783 A Guerra da Independência para ser “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Americana (Apocalipse 13:8) Nesses conselhos, o Pai Celestial explicou que a Terra1789 A Promulgação da seria um campo de provas para Seus filhos, ao declarar: “E assim os Constituição dos Estados Unidos da América provaremos para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes1790–1830 O Segundo Grande Despertar ordenar”. (Abraão 3:25) Para isso, o Pai concedeu a Seus filhos o princípio eterno do arbítrio, a fim de que pudessem escolher o bem ou o mal. Lúcifer rebelou-se contra o Pai e contra Seu plano, sendo expulso do céu. Tornou- se conhecido como Satanás, ou o diabo, o pai de todas as mentiras, e procura enganar os homens aqui na Terra e “(...) levá-los cativos segundo sua vontade, sim, todos os que não derem ouvidos [à] voz [de Deus]”. (Moisés 4:4) Deus, por Sua vez, chamou profetas para ensinar a Seus filhos os princípios e ordenanças de salvação do evangelho de Jesus Cristo. Desde o princípio, sempre houve uma batalha entre o reino de Deus e o de Satanás. A Igreja de Jesus Cristo, ou seja, a organização terrena do Senhor, foi por diversas vezes estabelecida na Terra para reunir os filhos escolhidos e obedientes de Deus, o povo do convênio, a fim de treiná-los no combate ao mal. A verdadeira Igreja possui os princípios e ordenanças essenciais do evangelho de Jesus Cristo que nos conduzem à vida eterna. Dá-se o nome de dispensação a um período em que o Senhor revela Suas doutrinas, ordenanças do evangelho e sacerdócio. Houve, por exemplo, a dispensação de Adão, a de Enoque, Noé, Abraão, Moisés e a dos nefitas. Essas dispensações deram às pessoas fiéis e obedientes a oportunidade de᭣ A Segunda Vinda, de Harry Anderson vencerem o mundo iníquo aqui na Terra e prepararem-se para a vida 1
  10. 10. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS eterna, por meio da obediência aos princípios e ordenanças do evangelho de Jesus Cristo. Toda vez que a Igreja foi estabelecida na Terra, seu desenvolvimento foi sempre seguido de uma apostasia ou afastamento da verdade. Na história do mundo, portanto, esse foi um processo cíclico. Sempre que o povo de Deus caía em apostasia, tornava-se necessária uma restauração do evangelho. A restauração abordada neste livro é simplesmente a última de uma série de restaurações que ocorreram através dos tempos. A IGREJA DO N O V O T E S TA M E N TO Quando vivia na mortalidade e ministrava em Israel, o Senhor Jesus Cristo restaurou o evangelho e o sacerdócio maior e organizou uma igreja com o “fundamento dos apóstolos e profetas” (Efésio 2:20), para que Seu trabalho fosse continuado depois que Ele partisse. O Salvador passou grande parte de Seu ministério instruindo exclusivamente os Apóstolos e deu-lhes a autoridade e as chaves para continuarem Sua obra após Sua morte. Escolheu Pedro, Tiago e João para serem os Apóstolos presidentes. Ao ascender aos céus, deu aos Apóstolos a missão de levarem a mensagem da salvação ao mundo inteiro. A Igreja era pequena quando os Apóstolos assumiram sua direção. Pouco mais de uma semana após a ascensão do Salvador, o Espírito Santo manifestou-Se profusamente no Dia de Pentecostes, no momento em que os Apóstolos ensinavam o evangelho e prestavam testemunho da veracidade da ressurreição do Senhor. Nessa ocasião, três mil pessoas foram batizadas na Igreja. Os Apóstolos continuaram a ministrar com poder e autoridade, vindo a converter milhares de pessoas. Até aquela época, o evangelho havia sido pregado somente à casa de Israel. Certo dia, porém, ao orar no terraço de uma casa em Jope, Pedro teve uma visão por meio da qual soube que Deus não fazia acepção de pessoas, que nenhum grupo devia ser considerado imundo e que o evangelho deveria ser levado aos gentios, assim como aos judeus. (Ver Atos 10:9–48.) Ao ascender aos céus, o Salvadorencarregou os Apóstolos de serem“testemunhas [Dele] (...) até aos confins daterra”. (Atos 1:8)2
  11. 11. PRELÚDIO DA RESTAURAÇÃO Colônia Samarita Mairiz Germânia en o oR Ri Dacia Gália Oceano Atlântico Lyons Vienne i o Solona úb Rio Dan Leon M Mar Negro Astorga Saragossa ar Ostia Ad Debeltum riá Macedônia Mar Roma tic Cáspio Hispânia Antium o Apcilonia lonopolis Puteoli Thessalonica Philtippi Sinope Byzantium Pompeli Berea Amastris Nicomedia Amisus Merida Ásia Troas Ancira Pergamum Antioch in Caesarea Menor Corduba Thyatira Pisidia Mazaca Malatya Hispalis Sardis Sicília Atenas Iconium Ephesus Samsat Syracuse Corintha Lystra Beit Zabde Cirta Colossae Nisibia Cartago Derbe Madaurus Esparta Miletus Tarsus Edessa Lambesis Cnossus Myra Apamea Hadrumetum Salamis Laodicea Mar Mediterrâneo Antoch Parthia Gortyna Creta Paphos Chipre Dura- Tripolis Europos Damascus Mesopotâmia Siden Cyrene Tyre Ri o Jerusalém Tig Rio Cristianismo no século I d.C. Naucratis Eu re Alexandria Cristianismo no século II d.C. frate Memphis s Limites do Império Romano Rio Nilo Egito Deserto da Arábia Golfo Pérsico Mar Vermelho A difusão inicial do cristianismo. No final A conversão de Saulo de Tarso, algum tempo depois, foi muitodo Século I d. C., os Apóstolos já haviamlevado o evangelho para o norte, até a Síria e importante para o crescimento da Igreja. Saulo, que havia perseguido osa Ásia Menor; para o oeste, até a Macedônia, primeiros crentes, viu o Salvador em meio a um resplendor de luz, noGrécia, Itália e as ilhas do Mediterrâneo; epara o nordeste da África e o Egito. Um caminho para Damasco. “Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 9:5),século mais tarde, havia comunidades cristãs proclamou o Senhor ressurreto ao fariseu ferido. Saulo, o agente do Sinédrio,na Gália (França), Alemanha e PenínsulaIbérica (Espanha), bem como no noroeste da tornou-se Paulo, o defensor da fé, um “vaso escolhido” (Atos 9:15) paraÁfrica. proclamar o nome de Cristo perante gentios e reis. Nos trinta anos que se seguiram, esse intrépido Apóstolo, juntamente com muitos outros discípulos dedicados que o acompanharam, difundiu a mensagem do evangelho e estabeleceu ramos da Igreja em grande parte do Império Romano. Com o crescimento da Igreja e a multiplicação dos ramos, foram chamados anciões (élderes), bispos, diáconos, sacerdotes, mestres e evangelistas (patriarcas), que receberam a devida autoridade dos Apóstolos. A G R A N D E A P O S TA S I A Enquanto os Apóstolos e outros missionários trabalhavam corajosamente para estabelecer o reino de Deus na Terra, as sementes da apostasia já estavam germinando dentro da Igreja. Pedro escreveu que havia falsos mestres entre o povo e que outros mais viriam, os quais “[introduziriam] encobertamente heresias de perdição, e [negariam] o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição”. (II Pedro 2:1) Pedro também predisse que “muitos [seguiriam] as suas dissoluções”. (Versículo 2) De modo semelhante, Paulo testificou que 3
  12. 12. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS dentre a congregação dos crentes “se [levantariam] homens que [falariam] coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”. (Atos 20:30) A apostasia interna e a incredulidade, porém, não foram os únicos problemas enfrentados pelos primeiros missionários. Embora Roma geralmente permitisse que seus súditos gozassem de liberdade cultural e religiosa, de tempos em tempos ocorreram períodos em que os cristãos foram severamente perseguidos, dificultando-lhes a adoração pública e a divulgação das “boas novas” do evangelho. Obviamente, nessas ocasiões, os líderes da Igreja foram especialmente visados, sendo presos e mortos. A primeira perseguição romana importante ocorreu no reinado de Nero, que culpou os cristãos pelo incêndio de Roma, em 64 d.C.. Segundo a tradição, o Apóstolo Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, e o Apóstolo Paulo, mais tarde, foi decapitado por ordem do imperador, em 67 – 68 d.C.. A princípio, os Apóstolos deram continuidade ao ofício apostólico. Matias, por exemplo, que não estava entre os primeiros Doze, foi chamado como Apóstolo. No entanto, pelo espírito de profecia, os líderes da IgrejaA Crucificação de Pedro perceberam que a apostasia era não apenas inevitável, mas iminente. Depois que os Apóstolos foram mortos, cessou a revelação que guiava a igreja do Senhor, bem como a autoridade para dirigi-la. Os anos subseqüentes à morte dos Apóstolos fornecem ampla evidência de que a igreja de Cristo deixou de existir, conforme fora predito. Os princípios do evangelho foram corrompidos pela associação com as filosofias pagãs predominantes. A perda do Santo Espírito tornou-se evidente pelo gradual desaparecimento dos dons espirituais. Houve modificações na organização e no governo da igreja, e as ordenanças essenciais do evangelho foram alteradas. De acordo com o Presidente Joseph Fielding Smith, as conseqüências da apostasia foram devastadoras: “Satanás em sua fúria impeliu a [Igreja] para o deserto, ou seja, para fora da Terra; o poder do sacerdócio foi tirado dos homens. Depois que a Igreja, com sua autoridade e dons, desapareceu da face da Terra, a serpente em sua ira continuou a guerrear contra todos aqueles que tinham fé, que procuravam obter o testemunho de Cristo e desejavam adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. O sucesso de Satanás foi tão grande que seu domínio se estendeu por todo o mundo”. 2 A LONGA NOITE DAS T R E VA S A decadência da Igreja não ocorreu de um dia para o outro. Acelerada pela morte dos Apóstolos, ocorrida na segunda metade do primeiro século, a apostasia foi-se acentuando gradativamente nos anos seguintes. Por volta do século IV, já quase não restava traços da Igreja de Jesus Cristo, e aproximava-se rapidamente a “era das trevas”. Sem a presença dos Apóstolos, os líderes locais da igreja foram aos poucos assumindo mais autoridade. Os bispos determinavam as normas e doutrinas para seus domínios, alegando serem os legítimos sucessores dos Apóstolos. Aos poucos, alguns bispos das cidades mais importantes, como Roma, Alexandria, Jerusalém e Antióquia, passaram a ter autoridade suprema em4
  13. 13. PRELÚDIO DA RESTAURAÇÃO suas respectivas regiões. Surgiu uma grande diversidade de práticas e dogmas, à medida que os líderes da igreja deixaram de fundamentar-se na revelação, passando a apoiar-se na lógica e na retórica. “A acomodação da verdade ao erro e a assimilação das filosofias dos homens ao evangelho de Cristo produziram uma nova religião, que combinava de modo agradável o cristianismo do Novo Testamento, as tradições judaicas, a filosofia grega, o paganismo greco-romano e as religiões místicas.”3 Com o progresso e expansão da igreja cristã, o governo romano deixou de ser tolerante, passando a persegui-la. Isso ocorreu em parte porque o cristianismo surgia como um grupo separado e distinto do judaísmo, que alcançara privilégios especiais sob a lei romana. Os cristãos eram considerados anti-sociais por recusarem-se a exercer cargos políticos, servir no exército, utilizar os tribunais civis e participar de festivais Constantino, o Grande, na batalha daponte de Mílvia, em Roma. Constantino públicos. Foram chamados de ateus por não haver lugar no monoteísmotornou-se chefe supremo de Roma e do cristão para os deuses romanos ou para um imperador deificado. Por essesimpério ocidental em 312 d.C.. Um ano maistarde, assegurou a tolerância ao cristianismo, motivos, e provavelmente outros, os romanos perseguiram a igreja depromulgando o Édito de Milão. tempos em tempos, até o reinado de Diocleciano (284 – 305 d.C.). As vitórias do ano de 324 deram-lhe ocontrole da parte oriental do império; no ano Diocleciano ordenou a destruição de tudo o que não fosse pagão,seguinte, foi convocado o Concílio de Nicéia classificando-o de não-romano. Igrejas foram destruídas, escrituras forampara dar início à unificação religiosa doimpério. Em 330, Constantino transferiu a queimadas e os cristãos, torturados e sacrificados. Num édito de 306,capital para Constantinopla, no intuito deafastar-se de Roma, baluarte do paganismo, ordenou-se que a perseguição fosse estendida a todo o império.e facilitar o estabelecimento do cristianismo Era provavelmente inevitável que o império romano acabasse sendocomo religião do estado. A dramática conversão de Constantino, forçado a revogar sua legislação anticristã. A Igreja continuava a crescer, eque declarou ter tido em pleno dia a visão de a frágil condição do império exigia união e não desarmonia. Em 312 d.C.,uma cruz flamejante no céu, com os dizeres“Sob Este Signo Vencerás”, é representada na ponte de Mílvia, Constantino adotou o símbolo da cruz ao enfrentar enesta obra de Gian Lorenzo Bernini, derrotar seu oponente Maxêncio. No ano seguinte, em Milão, ConstantinoConstantino, que atualmente se encontra noVaticano. promulgou seu famoso Édito de Tolerância, que concedia a todas as pessoas o direito de adorar como desejassem, anulando as medidas que visavam a supressão do cristianismo. O próprio Constantino não se tornou cristão até estar no leito de morte, mas ao aceitar e apoiar o cristianismo, fez da igreja uma aliada dos interesses do império. A premente necessidade de fortalecer a unidade do império romano motivou o interesse de Constantino pelas disputas teológicas da igreja. Para resolver a questão da natureza da Trindade, a interferência de Constantino foi de importância vital para que se convocasse o Concílio de Nicéia, o primeiro dos grandes concílios ecumênicos, realizado em uma cidade ao sul da capital, em 325 d.C.. O Credo deliberado pelo concílio, com a aprovação do imperador, é um exemplo clássico de como se instaura a apostasia quando a racionalização e o autoritarismo tomam o lugar da revelação. À medida que conflitos semelhantes foram sendo resolvidos nos séculos seguintes, desenvolveu-se uma forte aliança entre o estado e a igreja, garantindo uma progressiva influência secular nas doutrinas e práticas da igreja. Na época em que os bárbaros começaram a invadir a Europa Ocidental, no século V, muitas das tribos germânicas já haviam entrado em contato com os vários tipos de missionários cristãos existentes. Por esse motivo, adaptaram-se rapidamente à cultura romana e ao catolicismo. O saque de Roma, em 410 d.C., contudo, foi um sinal evidente da 5
  14. 14. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS vulnerabilidade do império. As hordas de godos, vândalos e hunos que cruzaram as fronteiras imperiais destruíram a unidade do ocidente, dando início ao aparecimento de vários estados independentes. Os líderes políticos locais passaram a exercer maior influência sobre a igreja em suas áreas, em detrimento de Roma. Nos séculos seguintes, as igrejas dos vários países europeus em desenvolvimento tornaram-se, na verdade, feudos ou estados dominados por senhores feudais. A cultura, a educação e a moral entraram em decadência. Esse foi o início da era que, na história, muitas vezes é chamada de Idade das Trevas. O RENASCIMENTO E A REFORMA No século XIV, os europeus começaram a demonstrar renovado interesse pela cultura greco-romana clássica, fazendo florescer a literatura, as ciências e as artes. Esse foi de fato um período de “renascimento” ou “renascença”, no qual os homens adquiriram maior confiança em si mesmos e começaram a experimentar novas maneiras de explorar o meio ambiente. Os artistas abandonaram o misticismo sombrio, passando a utilizar novas técnicas na escultura, arte e literatura. Foi uma era naturalista, na qual as ciências e as artes foram utilizadas para o enaltecimento do corpo humano e a construção de imensas catedrais. A humanidade parecia estar-se libertando dos velhos costumes. A pólvora revolucionou a arte da guerra; a bússola abriu novos horizontes para as viagens e explorações; o comércio estendeu-se ao longínquo oriente, e o hemisfério ocidental foi descoberto. No século XV, a imprensa com tipos móveis foi extraordinariamente aperfeiçoada, e todo o ramo da impressão tomou novo impulso. Tudo isso, sem dúvida alguma, influenciou diretamente a criação das universidades e a difusão de novos conhecimentos. O renascimento foi também uma época de mudanças espirituais. Na busca do passado clássico, a humanidade tomou contato com os escritos dos líderes da igreja primitiva e cópias das escrituras em hebraico e grego. Os estudiosos do renascimento começaram a fazer com que as pessoas comuns tivessem acesso a essas obras. Tomando conhecimento da simplicidade da igreja primitiva, em contraste com o ritualismo e complexidade do cristianismo medieval, muitos “redescobriram” sua fé original. Essas pessoas fundaram ou filiaram-se a novas ordens religiosas, como os franciscanos e dominicanos, e também iniciaram movimentos heréticos, como os albigenses e valdenses. De certa forma, o renascimento abriu caminho para a reforma protestante, que destruiu de vez a unidade do cristianismo. O mais famoso dos reformadores foi Martinho Lutero, nascido em Eisleben, Saxônia, no dia 10 de novembro de 1483. Aos dezoito anos, foi enviado pelo pai, Hans Lutero, para Erfurt, a fim de preparar-se para a carreira de advogado. Em 1505, porém, abandonou os estudos para entrar no mosteiro da Ordem dos Agostinianos Recoletos. Em 1508, foi enviado a Wittenberg a fim de aprofundar-se nos estudos de teologia e dar palestras sobre a filosofia de Aristóteles. Desde a juventude, parecia atormentado6
  15. 15. PRELÚDIO DA RESTAURAÇÃO pela enorme discrepância existente entre as doutrinas e ensinamentos das escrituras e as práticas do catolicismo. Durante uma viagem a Roma, em 1510, ficou chocado com a corrupção do clero e a apatia religiosa das pessoas. Isso contribuiu muito para desfazer sua veneração pelo papa eCortesia da Metropolitan Museum of Art, New York City. deu-lhe razões para desafiar sua autoridade. O estudo profundo que Lutero fez da Bíblia firmou-lhe a posição doutrinária que viria mais tarde aIlustração de Robert Lehman, 1955 (55.220.2) caracterizar o movimento da reforma: os homens são justificados unicamente pela fé (Romanos 3:28) e não por suas boas obras. O principal motivo da franca oposição de Lutero contra a Igreja de Roma foi a venda de indulgências por agentes do Papa Leão X. Essas indulgências estavam sendo vendidas para reembolsar a Alberto de Mainz os gastos efetuados na compra do título de arcebispo de Mainz e dar continuidade às obras da basílica de São Pedro. A compra das indulgências concedia às pessoas a remissão dos pecados e da punição no purgatório e a completa remissão de todos os pecados de pessoas já falecidas. No dia 31 Martinho Lutero (1483 – 1546) foi um de outubro de 1517, Lutero pregou suas noventa e cinco teses na porta da monge agostiniano que desafiou as doutrinas igreja de Wittenberg, com as quais desafiava a igreja a um debate sobre a e a organização da igreja Católica Romana. Lutero traduziu a Bíblia para o alemão e eficácia das indulgências, a ser realizado durante a missa. opôs-se a outras tradições da igreja romana. Foi excomungado e liderou a Reforma alemã. Suas teses foram originalmente escritas para promover o debate entre os estudiosos, mas as pessoas logo transformaram Lutero em defensor e herói do povo. Lutero apresentou sua defesa perante prelados e estudiosos, e foi ouvido pela Dieta (assembléia) de Worms, em 1521. Nessa época, seu movimento deixara de ser meramente religioso, tornando-se político, passando a ameaçar a união do sacro império romano. Quando exigiram que Lutero abandonasse seu movimento, ele declarou destemidamente: “A menos que eu seja contestado pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos convincentes — pois não acredito no Papa nem nos concílios, tendo em vista seus erros e contradições freqüentes — estou convicto das passagens das Escrituras que citei, e minha consciência está comprometida com a palavra de Deus. Não posso e não irei retirar nada do que disse, pois considero incerto e arriscado agir contra a própria consciência”.4 A resistência de Lutero fez com que fosse excomungado da igreja e banido do império, que o declarou fora-da-lei. Lutero foi protegido por príncipes alemães que aprovavam suas idéias e desejavam maior autonomia política em relação a Roma. Essa proteção possibilitou-lhe iniciar a tradução da Bíblia para o alemão. Sua tradução foi de enorme importância para toda a Europa, pois foi a primeira em língua comum, não baseada na vulgata latina de Jerônimo. As novas formas de adoração e as inovações doutrinárias defendidas por Lutero foram sendo gradativamente adotadas por muitos dos estados alemães. Quando ficou evidente que a igreja católica não se submeteria a uma reforma, os seguidores de Lutero fundaram a igreja luterana. O luteranismo tornou-se a religião de muitos dos estados alemães centrais e do norte, mas nunca conseguiu conquistar a Bavária e os estados do leste. Estendeu-se, porém, para o norte, chegando à Escandinávia e depois à Islândia. Apesar de não ser possível afirmar que Lutero tenha garantido a 7
  16. 16. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS liberdade religiosa na Europa, a força de seu movimento ao menos criou uma sociedade diversificada, na qual outros grupos religiosos podiam pleitear aceitação. Embora Lutero tenha sido o mais famoso dos reformadores, não foi o primeiro. Um século e meio antes, no século XIV, John Wycliffe, da Inglaterra, denunciou a corrupção e os abusos praticados pela igreja Católica e condenou o Papa como anti-cristo. Wycliffe traduziu as escrituras e distribuiu-as entre as pessoas comuns. Foi severamente criticado pela igreja, mas seus ensinamentos foram amplamente aceitos por seus conterrâneos. Por esse motivo, quando Lutero e outros reformadores do continente começaram seu movimento, muitos ingleses aprovaram sua causa. Na Inglaterra, a reforma ocorreu de modo diferente do de outros países. O rei Henrique VIII, que não aceitava o movimento de Lutero, declarou que o Papa não tinha autoridade para negar-lhe o direito de divorciar-se de sua esposa. Na disputa que se seguiu, o rei rejeitou a autoridade do Papa e acabou sendo excomungado em 1533. Henrique então fundou a igreja anglicana. Os dois maiores reformadores da Suíça foram Ulrich Zwingli e João Calvino. Zwingli convenceu os cidadãos de Zurique de que a Bíblia deveria ser o único padrão da verdade religiosa. Com base nesse padrão, Zwingli rejeitou a vida monástica, o celibato, a missa e outras práticas católicas. João Calvino foi ainda mais influente. Tentou criar, em Genebra, uma cidade santa nos moldes bíblicos. Aos poucos, o calvinismo tornou-se a religião predominante em muitas partes da Suíça, e espalhou-se para a França, Inglaterra, Escócia, Holanda e em menor escala, para a Alemanha. John Knox, um dos primeiros conversos de Calvino, ajudou a refinar e ampliar seus ensinamentos. Os peregrinos e puritanos, dois rígidos grupos calvinistas, viajaram para o Novo Mundo e tiveram grande influência nos ideais americanos. Algumas doutrinas básicas do calvinismo bastante difundidas na América incluem, por exemplo, a soberania absoluta de Deus, a eleição do homem pela graça, o conceito de que os membros salvos da igreja seriam instrumentos nas mãos de Deus para a redenção de outros e o conceito de que a igreja deveria ser “a luz do mundo” para influenciar os destinos da humanidade. O trabalho realizado por esses reformadores preparou o caminho para a restauração do evangelho. O Presidente Joseph Fielding Smith escreveu: “Ao preparar o caminho para essa restauração, o Senhor levantou homens nobres, tais como Lutero, Calvino, Knox e outros que chamamos de reformadores, dando-lhes poder para quebrar os grilhões que prendiam o povo e lhe negavam o direito de adorar a Deus de acordo com os ditames da própria consciência (...). Os santos dos últimos dias reverenciam esses grandes e destemidos reformadores que romperam os grilhões que cerceavam a liberdade do mundo religioso. Foram homens protegidos pelo Senhor nessa missão8
  17. 17. PRELÚDIO DA RESTAURAÇÃOrepleta de perigos. Em sua época, porém, não havia ainda chegado otempo para a restauração da plenitude do Evangelho. A obra dosreformadores foi de extrema importância, mas foi apenas um trabalhopreparatório (...).” 5A D E S C O B E RTA E A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA A descoberta e a colonização da América foram outros importantespreparativos para a restauração do evangelho. A América havia sidopreservada como uma terra escolhida de onde, nos últimos dias, o evangelhoseria levado a todas as nações do mundo. Morôni, um antigo profeta dasAméricas, escreveu: “Eis que esta é uma terra escolhida; e qualquer naçãoque a habitar se verá livre da servidão e do cativeiro e de todas as outrasnações debaixo do céu, se apenas servir ao Deus da terra, que é Jesus Cristo, oqual foi manifesto pelas coisas que escrevemos”. (Éter 2:12) A chegada de Cristóvão Colombo foi prevista por Néfi, outro profetadas Américas, mais de dois mil anos antes do nascimento do navegador.“E olhei e vi entre os gentios um homem que estava separado da sementede meus irmãos [os descendentes de Leí] pelas muitas águas; e vi que oEspírito de Deus desceu e inspirou o homem; e indo esse homem pelasmuitas águas, chegou até a semente de meus irmãos que estava na terra dapromissão.” (1 Néfi 13:12) O próprio Colombo, em seus escritos, confirmouter sido inspirado por Deus a empreender suas aventuras como marinheiroe a levar a religião aos índios.6 Néfi continua sua profecia, declarando: “E aconteceu que vi o Espíritode Deus inspirar outros gentios; e eles saíram do cativeiro, atravessando asmuitas águas”. (1 Néfi 13:13) Muitas pessoas que se estabeleceram na terraprometida foram guiadas pela mão de Deus. (Ver 2 Néfi 1:6.) Néfi previu muitos outros eventos que ocorreriam na América. Viu oslamanitas (os índios da América do Norte e do Sul) serem dispersos portoda a terra pelos gentios, e viu também que os gentios seriam humilhadose clamariam ao Senhor, e o Senhor estaria com eles. Néfi predisse que oscolonizadores da América teriam que guerrear contra a mãe dos gentios(na Guerra da Independência Americana e na Guerra de 1812) e seriamlibertados pela mão do Senhor. (Ver 1 Néfi 13:14–19.) O Presidente Joseph Fielding Smith disse: “A descoberta da Américafoi um dos fatores mais importantes no cumprimento dos propósitos doTodo-Poderoso na restauração da plenitude de Seu evangelho para asalvação dos homens nestes últimos dias”. 7A LIBERDADE RELIGIOSA NA AMÉRICA Apesar de muitos historiadores declararem que a maior parte dosprimeiros colonizadores viajaram para a América por motivos econômicos,muitos desses colonizadores também estavam procurando um lugar ondetivessem liberdade religiosa. Entre eles estavam os puritanos, queestabeleceram fortes comunidades religiosas na Nova Inglaterra.Acreditavam possuir a verdadeira fé e conseqüentemente não toleravam 9
  18. 18. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS qualquer outra religião.8 Essa intolerância precisou ser vencida antes que a restauração da igreja de Cristo pudesse acontecer. Alguns dissidentes dos puritanos, dentre os quais Roger Williams foi o mais preeminente, argumentavam que deveria haver uma clara separação entre a igreja e o estado, e que nenhuma religião em particular deveria ser imposta aos cidadãos. Roger Williams também ensinava que todas as igrejas haviam-se afastado da legítima sucessão apostólica. Em 1635, Williams foi banido de Massachusetts; poucos anos depois, ele e outras pessoas com idéias semelhantes receberam permissão de estabelecer a colônia de Rhode Island, onde havia total tolerância para com todas as religiões. Uma mulher corajosa, Anne Hutchinson, chegou a Massachusetts em 1634. Ela discordava dos líderes locais em duas questões teológicas: o papel das boas obras na salvação e a possibilidade de um indivíduo receber inspiração do Santo Espírito. A Sra. Hutchinson também foi banida de Massachusetts e procurou refúgio em Rhode Island, em 1638. Apesar dos esforços de pessoas como Roger Williams, Anne Hutchinson e outros, ainda se passaria um século e meio antes que houvesse tolerância religiosa na Nova Inglaterra. Enquanto isso, muitos grupos religiosos estabeleceram comunidades no restante das colônias americanas. Cada um deles contribuiu para o espírito religioso da América. Os católicos romanos que se estabeleceram em Maryland promulgaram o primeiro Ato de Tolerância Religiosa da história da América. Os quacres da Pensilvânia também promoveram a tolerância religiosa e a separação entre o estado e a igreja. Havia colonizadores de tantas religiões diferentes que era impossível considerar uma denominação predominante. Essa diversidade religiosa foi o principal motivo da liberdade religiosa que se tornou uma característica singular dos Estados Unidos. Apesar de haver muitas igrejas diferentes na América, a maioria dos colonizadores não se considerava membro de qualquer denominação em particular. Um importante movimento na história religiosa americana foi o Grande Despertar, que teve início por volta de 1739 e continuou por quase duas décadas. Esse primeiro reavivamento religioso ocorrido no início da história americana foi um esforço diligente no sentido de restaurar a retidão e o zelo religioso. O Grande Despertar difundiu-se por todas as treze colônias. Os evangelistas e pregadores itinerantes realizavam serviços religiosos em locais informais, incluindo casas, estábulos e até mesmo pastagens. O Grande Despertar incentivou o fervor religioso na América como não se via em muitos anos, e promoveu maior participação de leigos e ministros na administração da religião organizada. Também despertou nos colonizadores americanos o desejo de unirem-se em uma ordem democrática.9 Apesar desses esforços, não houve total liberdade religiosa na América até a Guerra da Independência Americana criar condições para que isso acontecesse. Por estarem unidos contra os ingleses, os colonizadores descobriram que suas diferenças religiosas não eram importantes para a causa que defendiam e que eles concordavam nos princípios fundamentais de suas várias crenças religiosas.10 Além disso, Thomas Jefferson opôs-se10
  19. 19. PRELÚDIO DA RESTAURAÇÃO firmemente às pressões indevidas exercidas sobre o governo por grupos religiosos organizados. A Declaração da Independência, redigida por Jefferson, declarava que os homens eram capazes de descobrir por si mesmos as instituições políticas corretas. Com a nova liberdade alcançada após a Guerra da Independência, vários estados procuraram proteger os direitos humanos básicos, incluindo a liberdade religiosa. O Estado de Virgínia foi um dos primeiros a adotar, em 1785, o projeto de lei de Jefferson referente à liberdade religiosa, garantindo que nenhuma pessoa seria obrigada a freqüentar ou apoiar qualquer igreja nem ser discriminada por sua preferência religiosa.11 Após alguns anos da malograda experiência como confederação de estados, uma nova constituição foi redigida nos Estados Unidos, em 1787, e ratificada em 1789. Esse documento escrito “pelas mãos de homens prudentes que [o Senhor levantou] para este propósito” (D&C 101:80) representava o desejo de liberdade e a necessidade fundamental de ordem. A liberdade religiosa foi garantida pela primeira emenda da constituição. O Profeta Joseph Smith declarou que “a Constituição dos Estados Unidos é um estandarte glorioso; está fundamentada na sabedoria de Deus. É uma bandeira celestial; é como sombra fresca para todos aqueles que têm o privilégio de saborear as doçuras da liberdade, como as águas refrescantes de uma grande rocha em terreno árido e desolado”.12 Uma das Thomas Jefferson (1743–1826) queria ser razões da veracidade dessa declaração é que “sob a Constituição, o Senhorlembrado por três coisas em sua longa e pôde restaurar o evangelho e restabelecer Sua igreja. (...) Ambos fazemilustre carreira como um dos maioresestadistas americanos. Queria ser conhecido parte de um grande todo e enquadram-se em Seu plano para os últimoscomo o autor da Declaração da dias”.13Independência Americana, o fundador daUniversidade de Virgínia e o criador da lei de Juntamente com a Guerra da Independência e a promulgação daliberdade religiosa do Estado de Virgínia, Constituição, houve o segundo Grande Despertar, que promoveu grandesadotada em 1785. mudanças na filosofia cristã. Muitas religiões novas fortaleceram-se, pregando grande diversidade de doutrinas: os unitaristas, os universalistas, os metodistas, os batistas e os discípulos de Cristo. Muitas crenças foram introduzidas na nova nação, inclusive a idéia da necessidade de uma restauração do cristianismo do Novo Testamento. Os que buscavam essa restauração tornaram-se popularmente conhecidos A Constituição dos Estados Unidos foiassinada na convenção constitucionalista de17 de setembro de 1787, e o novo governofoi instaurado em 1789. 11
  20. 20. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS como “seekers” (aqueles que procuram). Muitas dessas pessoas estavam prontas para aceitar a Restauração divina e vieram a tornar-se alguns dos primeiros conversos da Igreja.14 Quase concomitantes ao Segundo Grande Despertar, surgiram movimentos de reavivamento religioso. Pregadores itinerantes realizavam reuniões ao ar livre entre os colonos das fronteiras dos Estados Unidos, que na época era um país em expansão. Colonos que viviam solitários nas fazendas e cidades reuniam-se em enormes multidões para participar dessas reuniões ao ar livre. Pregadores espalhafatosos mas carismáticos davam um ar festivo a essas reuniões religiosas, ao mesmo tempo em que tentavam chamar novos conversos para suas respectivas religiões.15 O Segundo Grande Despertar também influenciou a formação de associações voluntárias que promoviam o trabalho missionário, a educação, a reforma moral e o humanitarismo. Os reavivamentos levaram os sentimentos religiosos do povo a um estado de excitação febril e ajudaram o crescimento das denominações mais populares, em particular os metodistas e batistas.16 Esse reavivamento religioso durou pelo menos quarenta anos, incluindo a época da primeira visão de Joseph Smith. A restauração do evangelho e da verdadeira Igreja do Senhor não poderia ter acontecido em meio à intolerância religiosa que existia na Europa e no início da colonização da América. A restauração somente seria possível num clima de liberdade religiosa, de redirecionamento do pensamento cristão e de reavivamento espiritual, como o que houve no início do século XIX na América. É evidente que a mão do Senhor estava dirigindo esses eventos para que a Restauração ocorresse exatamente na época em que aconteceu. De acordo com um historiador, houve um momento propício para a Restauração: “Foi providencial que a Restauração tenha ocorrido em 1830. Esse parece ter sido precisamente o momento ideal na história americana; pois muito antes ou muito depois disso, a Igreja não teria criado raízes. O Livro de Mórmon provavelmente não teria sido publicado no século XVIII, num mundo regido por crenças e tradições folclóricas, anterior à revolução democrática que viria a propiciar o clima de agitação religiosa do início da República. No século XVIII, o mormonismo teria sido facilmente reprimido e rejeitado pela classe dominante, culta e esclarecida, que o teria considerado como mais uma entusiástica superstição folclórica. Por outro lado, se o mormonismo tivesse surgido mais tarde, após o estabelecimento do governo e a difusão da ciência, na metade do século XIX, certamente teria encontrado problemas em comprovar a origem de seus textos e revelações.”17 Deus conhece o fim desde o princípio e é o autor do grande roteiro da história da humanidade. Os acontecimentos históricos foram por Ele dirigidos, para que a América viesse a tornar-se o solo fértil adequado no qual a semente do evangelho restaurado seria plantada e regada por seu vidente escolhido, Joseph Smith.12
  21. 21. PRELÚDIO DA RESTAURAÇÃON O TA S1. History of the Church (História da Igreja), Despertar como Divisor de Águas), citado4:609 por John M. Mulder e John F. Wilson, pub.,2. Joseph Fielding Smith, The Progress of Man Religion in American History: Interpretive(O Progresso do Homem) (Salt Lake City: Essays (A Religião na História Americana:Deseret News Press, 1952), p. 166. Estudos de Interpretação) (Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall, 1978), pp.3. Milton V. Backman, Jr., American Religions 127–144.and the Rise of Mormonism (As ReligiõesAmericanas e o Surgimento do 10. Ver Sydney E. Mead, “AmericanMormonismo) (Salt Lake City: Deseret Book Protestantism during the RevolutionaryCo., 1965), p. 6. Epoch” (O Protestantismo Americano durante a Guerra da Independência), em4. Henry Eyster Jacobs, Martin Luther: The Mulder e Wilson, pub., Religion in AmericanHero of the Reformation (Martinho Lutero: O History, pp. 162–176.Herói da Reforma), 1483–1546 (Nova York eLondres: G. P. Putnam’s Sons, 11. Os três parágrafos anteriores baseiam-seKnickerbocker Press, 1973), p. 192. em James B. Allen e Glen M. Leonard, The Story of Latterday Saints, Salt Lake City:5. Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Deseret Book Co., 1976, pp. 10–11.Salvação, comp. Bruce R. McConkie, 3 vols.,(São Paulo: Departamento de Tradução e 12. Joseph Smith, Ensinamentos do ProfetaDistribuição, 1978) vol. 1, pp. 190–191. Joseph Smith, sel. Joseph Fielding Smith, (São Paulo: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos6. Ver Samuel Eliott Morison, Admiral of the dos Últimos Dias, s/d) p. 143.Ocean Sea: A Life of Christopher Columbus(Almirante do Mar Oceano: Biografia de 13. Mark E. Petersen, The Great Prologue (OCristóvão Colombo) (Boston: Little, Brown, Grande Prólogo) (Salt Lake City: Deseretand Co., 1942), pp. 44–45, 279, 328. Book Co., 1975), p. 75.7. Smith, Progress of Man, p. 258. 14. Ver Backman, American Religions and the Rise of Mormonism, pp. 186–248.8. Ver Edwin Scott Gaustad, A ReligiousStory of America (A História da Religião na 15. Ver Martin E. Marty, Pilgrims in TheirAmérica) (Nova York: Harper and Row, Own Land: 500 Years of Religion in America1966), pp. 47–55; Sydney E. Ahlstrom, “The (Peregrinos em Sua Própria Terra: 500 AnosHoly Commonwealths of New England”, A de Religião na América) (Boston: Little,Religious History of the American People (As Brown, and Co., 1984), p. 168.Comunidades Religiosas da Nova 16. Ver Ahlstrom, A Religious History of theInglaterra, História Religiosa do Povo American People, pp. 415–428.Americano) (New Haven, Conn.: Yale 17. Gordon S. Wood, “Evangelical AmericaUniversity Press, 1972), pp. 135–150. and Early Mormonism” (A América9. Ver Alan Heimert, “The Great Protestante e o Início do Mormonismo),Awakening as Watershed”, (O Grande New York History, outubro de 1980, p. 381. 13
  22. 22. CAPÍTULO DOIS A INFLUÊNCIA DAS TRADIÇÕES DA N OVA I NGLATERRA EM J OSEPH SMITH TCronologia O D O S S O M O S A F E T A D O S e influenciados pelo meio emData Evento Significativo que vivemos. Somos criados e influenciados pela família e pelos1638 Robert Smith, o primeiro amigos e interagimos com o ambiente à nossa volta. Joseph Smith antepassado paterno de cresceu na fazenda da família e esteve quase que exclusivamente sob influência Joseph Smith a viajar da Inglaterra para a América, da família. Aprendeu no lar os mais importantes legados das tradições da chega a Massachusetts Nova Inglaterra. Seus pais incentivavam o trabalho árduo, o patriotismo e a1669 John Mack, o primeiro antepassado materno de religiosidade. Joseph escutou, aprendeu e assimilou muitas dessas tradições. Joseph Smith a viajar da Em sua infância, Joseph Smith começou a incorporar e manifestar qualidades Inglaterra para a América, chega a Massachusetts que o ajudariam a cumprir a missão para a qual fora preordenado.24 jan. 1796 Casamento de Joseph Smith Sênior e Lucy Mack O S A N T E PA S S A D O S PAT E R N O S DE JOSEPH SMITH23 dez. 1805 Nascimento de Joseph Smith Jr., no município de Sharon, Um estudo dos antepassados de Joseph Smith mostra que sua família condado de Windsor, Vermont possuía importantes traços de caráter que se perpetuaram nele. Joseph1812–1813 Aos sete anos de idade, desenvolveu fortes laços familiares, aprendeu a trabalhar arduamente, a Joseph Smith é submetido a uma cirurgia devido a pensar por si mesmo, a servir o próximo e a amar a liberdade. Ele complicações da febre tifóide relembra: “O amor à liberdade foi-me infundido na alma por meus avós1816 A família Smith muda-se de Norwich, Vermont, para Palmyra, Nova York Os Antepassados de Joseph Smith Asael Smith Nasc.: 7 de março de 1744 Local: Topsfield, condado de Essex, Massachusetts Joseph Smith Sênior Falec.: 31 de outubro de 1830 Nasc.: 12 de julho de 1771 Local: Stockholm, condado de Local: Topsfield, condado de St. Lawrence, Nova Essex, Massachusetts York Falec.: 14 de setembro de Mary Duty 1840 Nasc.: 11 de outubro de 1743 Local: Nauvoo, condado de Local: Rowley, condado de Hancock, Illinois Essex, Massachusetts Joseph Smith Falec.: 27 de maio de 1836 Nasc.: 23 de dezembro de Local: Kirtland, condado de 1805 Lake, Ohio Local: Sharon, condado de Windsor, Vermont Solomon Mack Falec.: 27 de junho de 1844 Nasc.: 15 de setembro de 1732 Local: Carthage, condado Local: Lyme, condado de New de Hancock, Illinois Lucy Mack London, Connecticut᭣ Joseph Smith nasceu no município de Nasc.: 8 de julho de 1776 Falec.: 23 de agosto de 1820Sharon, Vermont. Comemorando o centenário Local: Gilsum, condado dedo nascimento do Profeta, foi erigido um Cheshire, New Lydia Gatesmonumento de granito a Joseph Smith e o Hampshire Nasc.: 3 de setembro de 1732local foi dedicado em 23 de dezembro de Falec.: 14 de maio de 1856 Local: East Haddam, condado1905 pelo Presidente Joseph F. Smith. Local: Nauvoo, condado de de Middlesex, O monumento tem 38 pés e meio de Hancock, Illinois Connecticutaltura (11,75 m), um pé para cada ano de Falec.: aproximadamente emsua vida. O Memorial Cottage (à esquerda do 1817monumento), usado no passado como centro Local: Royalton, condado dede visitantes, foi concluído e dedicado na Windsor, Vermontmesma data que o monumento. 15
  23. 23. HISTÓRIA DA IGREJA NA PLENITUDE DOS TEMPOS enquanto me embalavam no colo”.1 Apesar de nem sempre terem sido filiados a uma igreja, várias gerações de seus antepassados procuraram seguir bons princípios religiosos, e houve quem predissesse que um importante líder espiritual surgiria dentre seus descendentes. Cercado por uma cadeia de montanhas, a aproximadamente trinta quilômetros ao norte de Boston, Massachusetts, encontra-se o pequeno município de Topsfield, onde viveram muitos dos antepassados do Profeta. Cinco gerações da família Smith moraram em Topsfield. A primeira delas foi a do trisavô de Joseph Smith, Robert Smith, que emigrou de Topsfield, Inglaterra, para Boston em 1638, ainda adolescente. Robert casou-se com Mary French. Depois de passarem uma curta temporada próximo a Rowley, estabeleceram-se em Topsfield, Massachusetts. Tiveram dez filhos. Quando Robert faleceu, em 1693, deixou um espólio avaliado em 189 libras, uma quantia relativamente grande para a época. Samuel Smith, filho de Robert e Mary, nasceu em 1666. Nos registros da cidade e do condado, ele é descrito como sendo um “cavalheiro” e aparentemente exerceu cargo público. Casou-se com Rebecca Curtis, com quem teve nove filhos. O primeiro filho de Samuel e Rebecca nasceu em 1714. Samuel Jr. foi O túmulo da família Smith, no Cemitério um renomado líder comunitário e apoiou a Guerra da IndependênciaPine Grove, em Topsfield, Massachusetts. Americana. Lê-se em seu obituário: “Foi amigo sincero dos libertadoresNeste local estão enterrados Samuel Smith esua esposa, Rebecca; Samuel II e sua deste país e incansável defensor das doutrinas do cristianismo”.2 Samuelesposa, Priscilla Gould. George A. Smith Jr. casou-se com Priscilla Gould, que era descendente de um dosajudou a erigir o monumento a seusantepassados em 1873. fundadores de Topsfield. Priscilla faleceu após dar à luz cinco filhos, e Samuel casou-se com a prima dela, que também se chamava Priscilla. Ela não teve filhos, mas criou os filhos da primeira esposa de Samuel, incluindo o avô de Joseph Smith, Asael. Asael, que nasceu em 1744, era filiado à religião predominante da Nova Inglaterra, os congregacionistas, mas acabou perdendo a fé em todas as religiões organizadas. Achava que os ensinamentos das igrejas estabelecidas não se conciliavam com as escrituras e o bom senso. Aos Cinco gerações da família Smith moraramem Topsfield: Robert Smith, Samuel Smith I,Samuel Smith II, Asael Smith e Joseph SmithSênior. Joseph Smith Sênior nasceu nesta casa em12 de julho de 1771. A casa foi demolida em1875.16

×