Monica Lima Doutoranda em Neurociências e Biologia Celular [email_address] monicalima@ufpa.br  Maio - 2011 Universidade Fe...
Leishmanioses ou Leshmaníases <ul><li>Protozoários - Sistema Fagocítico Mononuclear (SFM): </li></ul><ul><li>Tipos: </li><...
Leishmaníases cutâneas e mucocutâneas As Leishimanioses do Novo Mundo
Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Leishmaníase cutânea:  </li></ul><ul><li>zoonose   de animais silvestres. </li></ul><ul><...
Epidemiologia e Ecologia
Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Mata silvestre: </li></ul><ul><li>Lutzomyia migonei, L. whitmani   e   L. pessoai ; </li>...
Os Vetores <ul><li>Nas Américas: flebotomíneos ( Lutzomyia ); </li></ul><ul><li>Velho mundo: flebotomíneos ( Phlebotomus )...
Gênero Leishmania <ul><li>Presentes em regiões quentes do velho e novo mundo; </li></ul><ul><li>Insetos da família Phlebo-...
O Complexo “ L. brasiliensis ” <ul><li>Forma amastigota pequena (2-4 µm); </li></ul><ul><li>Lesões simples ou múltiplas na...
O Complexo “ L. mexicana ” <ul><li>Forma amastigota (3-6 µm); </li></ul><ul><li>Lesões benignas sem metástases; </li></ul>...
A Reprodução em Macrófagos <ul><li>Macrófago tendo uma leishmânia fogocitada em seu vacúolo digestivo. </li></ul><ul><li>A...
A Transmissão <ul><li>Reprodução é tão intensa que chega a bloquear o mecanismo de sucção.  </li></ul>Picada:  Promastigot...
<ul><li>Conhecida como: </li></ul><ul><ul><li>Leishmaníase cutâneo-mucosa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Espúndia; </li></ul>...
Leshmaníase Mucocutânea por  L. braziliensis e as Relações Parasito-Hospedeiro <ul><li>Lesão inicial: Papulo-vesiculoso ->...
Leshmaníase Mucocutânea por  L. braziliensis e as Relações Parasito-Hospedeiro <ul><li>15-20% :  </li></ul><ul><ul><li>Ulc...
<ul><li>Clínico:  </li></ul><ul><ul><li>Fácil – se esteve em áreas endêmicas; </li></ul></ul><ul><li>Diferencial:  </li></...
Tratamento da Leishmaníase Mucocutânea <ul><li>Antimoniais trivalentes: </li></ul><ul><li>–  mais recomendado:   glucantim...
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<ul><li>Forma mais benigna; </li></ul><ul><li>Afeta pouco a população humana; </li></ul><ul><li>Lutzomyia flaviscutellata;...
<ul><li>Leishmania pifanoi ; </li></ul><ul><li>Dermotropismo; disseminação de lesões cutâneas não ulceradas; </li></ul><ul...
<ul><li>Lesões infiltrativas  disseminadas : </li></ul><ul><ul><li>Orelha: hanseníase. </li></ul></ul><ul><li>Evolução crô...
LEISHMANÍASE VISCERAL <ul><li>O calazar no Brasil </li></ul>
<ul><li>Conhecida como CALAZAR; </li></ul><ul><li>Causa: flagelos do complexo  Leishmania donovani : </li></ul><ul><li>Lei...
Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Leishmaníase visceral:  </li></ul><ul><li>zoonose   de animais silvestres e domésticos (c...
Epidemiologia e Ecologia
<ul><li>Paciente com acentuada hepatoesplenomegalia e emagrecimento. </li></ul>Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Leishmanía...
O Vetor e o Reservatório <ul><li>O Vetor: </li></ul><ul><li>Lutzomyia longipalpis ; </li></ul><ul><li>Infectam-se ao sugar...
<ul><li>Amastigota: </li></ul><ul><ul><li>Células de Kupffer (fígado); </li></ul></ul><ul><ul><li>SFM do baço, medula ósse...
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A Transmissão Picada:  Promastigota Promastigota –  Amastigota (36ºC) Promastigota  Fagocitados por Macrófagos Outros teci...
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<ul><li>Requer   estudos epidemiológicos   prelimi-nares: </li></ul><ul><li>Conhecimento da área endêmica e da incidência ...
<ul><li>Planejamento  das operações de controle e proceder a sua efetivação: </li></ul><ul><li>Combater os  flebotomíneos ...
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Leishmaníase Tegumentar Americana e Visceral

  1. 1. Monica Lima Doutoranda em Neurociências e Biologia Celular [email_address] monicalima@ufpa.br Maio - 2011 Universidade Federal do Pará Instituto de Ciências Biológicas Laboratório de Neuroendocrinologia Faculdade de Farmácia – ICS Leishmaniose
  2. 2. Leishmanioses ou Leshmaníases <ul><li>Protozoários - Sistema Fagocítico Mononuclear (SFM): </li></ul><ul><li>Tipos: </li></ul><ul><ul><li>Cutâneas : lesões cutâneas, ulcerosas ou não, limitadas; benignas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Mucocutânea : lesões nas mucosas do nariz, boca, faringe; mutilante; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cutânea Difusa : disseminada; indivíduos anérgicos ou tiveram calazar; </li></ul></ul><ul><ul><li>Visceral : calazar; tropismo parasitário pelo SFM do baço, fígado, medula óssea e tecidos linfóides. </li></ul></ul>
  3. 3. Leishmaníases cutâneas e mucocutâneas As Leishimanioses do Novo Mundo
  4. 4. Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Leishmaníase cutânea: </li></ul><ul><li>zoonose de animais silvestres. </li></ul><ul><li>Predomina: </li></ul><ul><li>Amazônia, Am. Central e México. </li></ul><ul><li>Brasil: Mata Atlântica para Oeste </li></ul><ul><li>BA, MG, ES, MS, GO e Região Norte. </li></ul><ul><li>Pará: Barcarena. </li></ul>
  5. 5. Epidemiologia e Ecologia
  6. 6. Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Mata silvestre: </li></ul><ul><li>Lutzomyia migonei, L. whitmani e L. pessoai ; </li></ul><ul><li>Vegetação secundária: </li></ul><ul><li>Lutzomyia intermedia e L. pessoai </li></ul><ul><li>↓ </li></ul><ul><li>casos em humanos </li></ul><ul><li>Risco aumentado: </li></ul><ul><ul><li>Urbanização; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ocupação de mata silvestre; </li></ul></ul><ul><ul><li>Criação de animais domésticos nessas regiões; eqüinos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Período de chuvas. </li></ul></ul>
  7. 7. Os Vetores <ul><li>Nas Américas: flebotomíneos ( Lutzomyia ); </li></ul><ul><li>Velho mundo: flebotomíneos ( Phlebotomus ); </li></ul><ul><li>Põem seus ovos no solo úmido; </li></ul><ul><li>As larvas transformam-se em adultos em cerca de 1 mês; </li></ul><ul><li>Fêmeas hematófagas : sobretudo animais silvestres, mas podem infectar humanos. </li></ul>Lutzomyia Phlebotomus
  8. 8. Gênero Leishmania <ul><li>Presentes em regiões quentes do velho e novo mundo; </li></ul><ul><li>Insetos da família Phlebo-tomidae (mosquito-palha); </li></ul><ul><li>Nas Américas: “complexos”: </li></ul><ul><li>- Complexo Leishmania braziliensis ; </li></ul><ul><li>- Complexo Leishmania mexicana ; </li></ul><ul><li>- Complexo Leishmania donovani . </li></ul><ul><li>Formas evolutivas: </li></ul><ul><li>- Amastigota , nos vertebrados; </li></ul><ul><li>- Promastigota , no tubo digestivo dos insetos. </li></ul>
  9. 9. O Complexo “ L. brasiliensis ” <ul><li>Forma amastigota pequena (2-4 µm); </li></ul><ul><li>Lesões simples ou múltiplas na pele; </li></ul><ul><li>Metástases: mucosas nasais e orofaríngeras </li></ul><ul><li>Leishmaníase Tegumentar Americana; </li></ul><ul><li>Não crescem muito bem em meio de cultura; </li></ul><ul><li>Fazem parte: </li></ul><ul><li>Leishmania (Viannia) braziliensis </li></ul><ul><li>Leishmania (Viannia) panamensis </li></ul><ul><li>Leishmania (Viannia) guyanensis </li></ul><ul><li>Leishmania (Viannia) peruviana </li></ul>
  10. 10. O Complexo “ L. mexicana ” <ul><li>Forma amastigota (3-6 µm); </li></ul><ul><li>Lesões benignas sem metástases; </li></ul><ul><li>Crescem bem em meio de cultura e no hamster; </li></ul><ul><li>Fazem parte pelo menos: </li></ul><ul><li>Leishmania (Leishmania) mexicana </li></ul><ul><li>Leishmania (Leishmania) amazonensis </li></ul><ul><li>Leishmania (Leishmania) pifanoi </li></ul>10  m <ul><li>L. braziliensis, do complexo “ braziliensis” e </li></ul><ul><li>(B) L. amazonensis, do complexo mexicana. </li></ul>
  11. 11. A Reprodução em Macrófagos <ul><li>Macrófago tendo uma leishmânia fogocitada em seu vacúolo digestivo. </li></ul><ul><li>As leishmânias têm por hábitat os vacúolos digestivos de células do sistema fagocítico mononuclear , onde se multiplicam sob a forma amastigota. </li></ul>No interior do macrófago ela se multiplica até destruí- lo, quando ent ã o passa a invadir novas células.
  12. 12. A Transmissão <ul><li>Reprodução é tão intensa que chega a bloquear o mecanismo de sucção. </li></ul>Picada: Promastigota <ul><li>Aspiram sangue, mas não conseguem ingerí-lo. </li></ul><ul><li>Os músculos da faringe relaxam e o sangue aspirado é regurgitado de mistura com os flagelados . </li></ul>Promastigota Fagocitados por Macrófagos Promastigota – Amastigota (36ºC) Multiplicação Amastigota – SFM Injestão Macrófagos Amastigota Rompimento Macrófagos Amastigota Amastigota – Promastigota (24ºC) Reprodução Binária Simples Promastigota
  13. 13. <ul><li>Conhecida como: </li></ul><ul><ul><li>Leishmaníase cutâneo-mucosa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Espúndia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Úlcera de Bauru; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ferida brava. </li></ul></ul><ul><li>Parasitos fagocitados por macrófagos da pele ( histiócitos ) transformam-se em amastigotas e permanecem no interior dos vacúolos -> rompem as células. </li></ul><ul><li>Promovem ↑ dos histiócitos -> ↑ células infectadas -> ↑ lesões. </li></ul><ul><li>Nas lesões não-ulceradas, há hipertrofia do epitélio e um crescimento tecidual que pode ser de tipo verrucoso ou papilomatoso – várias formas clínicas diferentes. </li></ul>Leshmaníase Mucocutânea por L. braziliensis e as Relações Parasito-Hospedeiro
  14. 14. Leshmaníase Mucocutânea por L. braziliensis e as Relações Parasito-Hospedeiro <ul><li>Lesão inicial: Papulo-vesiculoso -> Ulcerada; </li></ul><ul><li>Ulcerada: </li></ul><ul><ul><li>Bordas salientes, talhadas a pique e com fundo granuloso; </li></ul></ul><ul><ul><li>Pouco exsudativa e indolor; </li></ul></ul><ul><ul><li>Lesão inicial, no local da picada, pode acompanhar-se de outras, de natureza metastática; </li></ul></ul><ul><ul><li>Disseminação: lesão inicial, no local da picada, pode acompanhar-se de outras, de natureza metastática . </li></ul></ul><ul><li>Não tratado -> tende à cronicidade - infecção bacteriana associada; </li></ul>
  15. 15. Leshmaníase Mucocutânea por L. braziliensis e as Relações Parasito-Hospedeiro <ul><li>15-20% : </li></ul><ul><ul><li>Ulcerações cutâneas + Lesões secundárias </li></ul></ul><ul><ul><li>(mucosas narsal e bucofaríngea); </li></ul></ul><ul><li>Leishmanias isoladas </li></ul><ul><li>antes da lesões </li></ul><ul><li>Processo inflamatório -> destruição: </li></ul><ul><li>septo nasal – dorso do nariz, </li></ul><ul><li>palato, faringe; </li></ul><ul><li>Não tratado -> tende à cronicidade </li></ul><ul><li>infecção bacteriana associada </li></ul><ul><li>odor fétido – vida social/econômica </li></ul><ul><li>Casos graves: afetam fala e deglutição </li></ul><ul><li>-> graus de desnutrição. </li></ul>Lesões no nariz e na mucosa nasal .
  16. 16. <ul><li>Clínico: </li></ul><ul><ul><li>Fácil – se esteve em áreas endêmicas; </li></ul></ul><ul><li>Diferencial: </li></ul><ul><ul><li>Cutânea : Úlceras traumáticas, úlceras vasculares, paracoccidioidomicose, esporotricose, cromomicose, neoplasias cutâneas, síflis e tuberculose cutânea. </li></ul></ul><ul><ul><li>Mucosa : Hanseníase virchowiana, paracoccidioidomicose, síflis terciária, neoplasias. </li></ul></ul><ul><li>Laboratorial : presença dos parasitos ; </li></ul><ul><ul><li>Microscópio : material raspado de punção ou de biópsia (borda da lesão); </li></ul></ul><ul><ul><li>Coloração com Giemsa ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cultura em meio NNN : busca por parasitos se torna difícil; </li></ul></ul><ul><ul><li>Imunológico: Reação de Montenegro, ELISA, Imunofluorescência Indireta – parasitos raros. </li></ul></ul><ul><li>Imunológico: podem dar positivo algum tempo depois da cura. </li></ul>Diagnóstico da Leishmaníase Mucocutânea
  17. 17. Tratamento da Leishmaníase Mucocutânea <ul><li>Antimoniais trivalentes: </li></ul><ul><li>– mais recomendado: glucantime (inibe enzimas e a fosfofrutoquinase - bloqueio da produção de adenosina trifosfato); </li></ul><ul><li>– via intramuscular; </li></ul><ul><li>– 70% cura. </li></ul><ul><li>Pentamidinas: </li></ul><ul><li>– menos eficazes e mais tóxicas que glucantime ( liga-se a ácidos nucléicos -inibição da síntese de DNA e RNA); </li></ul><ul><li>– 2 a opção, via intramuscular; </li></ul><ul><li>– L. guianensis. </li></ul><ul><li>Anfotericina B – altera a permeabilidade de membrana - administrada gota a gota, por via intravenosa. </li></ul><ul><li>Azitromicina – bloqueio da subunidade 50S ribossomal da bactéria: inibição à síntese de proteínas - via oral, sem efeitos colaterais . 85% de cura. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais : cefaléia, artralgia, mialgia, depressão da medula óssea. </li></ul><ul><li>* Pode ocorrer reicidiva. </li></ul>
  18. 18. Controle das Infecções <ul><li>Inseticidas; </li></ul><ul><li>Repelentes; </li></ul><ul><li>Telagem de portas e janelas; </li></ul><ul><li>Contrução de casas longe das matas; </li></ul><ul><li>Animais domésticos infectados devem ser tratados (difícil) ou eliminados; </li></ul><ul><li>Eliminar animais “vadios”. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Forma mais benigna; </li></ul><ul><li>Afeta pouco a população humana; </li></ul><ul><li>Lutzomyia flaviscutellata; </li></ul><ul><li>Úlceras únicas ou em número limitado; não produzem metástase na mucosa oronasal; </li></ul><ul><li>Diagnóstico e tratamento semelhante à forma mucocutânea; </li></ul><ul><li>Amazônia, MA, BA e MG. </li></ul>Leshmaníase Mucocutânea por L. amazonensis
  20. 20. <ul><li>Leishmania pifanoi ; </li></ul><ul><li>Dermotropismo; disseminação de lesões cutâneas não ulceradas; </li></ul><ul><li>Pode ocorrer: L. amazonensis e L. mexicana; </li></ul><ul><li>Sorologia: ↓ produção de anticorpos; imunidade celular ausente. </li></ul>Leshmaníase Tegumentar Difusa
  21. 21. <ul><li>Lesões infiltrativas disseminadas : </li></ul><ul><ul><li>Orelha: hanseníase. </li></ul></ul><ul><li>Evolução crônica e lenta; </li></ul><ul><li>Aumento de histiócitos; </li></ul><ul><li>Tratamento: bons resultados na fase inicial; </li></ul><ul><li>Venezuela, outros países da América. No Brasil: Amazônia, Nordeste e BA. </li></ul>Leshmaníase Tegumentar Difusa
  22. 22. LEISHMANÍASE VISCERAL <ul><li>O calazar no Brasil </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Conhecida como CALAZAR; </li></ul><ul><li>Causa: flagelos do complexo Leishmania donovani : </li></ul><ul><li>Leishmania (Leishmania) donovani </li></ul><ul><li>Leishmania (Leishmania) infantum </li></ul><ul><li>= L. (Leishmania) chagasi </li></ul><ul><li>Adaptados à 37ºC: </li></ul><ul><li>visceras e estruturas profundas -> gravidade; </li></ul><ul><li>Quadro clínico: </li></ul><ul><ul><li>Febre irregular; </li></ul></ul><ul><ul><li>Hepato-esplenomegalia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Anemia. </li></ul></ul><ul><li>Caquexia e mortalidade elevada; </li></ul>Leshmaníase Visceral no Brasil
  24. 24. Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Leishmaníase visceral: </li></ul><ul><li>zoonose de animais silvestres e domésticos (canídeos). </li></ul><ul><li>Predomina: Zonas rurais; </li></ul><ul><li>Brasil: </li></ul><ul><li>Amazônia, NE, BA, MS e Norte de MG. </li></ul><ul><li>Pará: NE e Sudoeste. </li></ul>
  25. 25. Epidemiologia e Ecologia
  26. 26. <ul><li>Paciente com acentuada hepatoesplenomegalia e emagrecimento. </li></ul>Epidemiologia e Ecologia <ul><li>Leishmaníase visceral ou calazar indiano : </li></ul><ul><ul><li>L. donovani ; humanos adultos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Lesões ricas em parasitos; </li></ul></ul><ul><ul><li>NÃO HÁ reservatórios animais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode haver epidemias; </li></ul></ul><ul><li>Calazar infantil do Mediterrâneo: </li></ul><ul><ul><li>L. infantum (=L. chagasi) ; 1-2% adultos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cães domésticos e outros canídeos são os reservatórios animais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Caráter endemo-epidêmico. </li></ul></ul>
  27. 27. O Vetor e o Reservatório <ul><li>O Vetor: </li></ul><ul><li>Lutzomyia longipalpis ; </li></ul><ul><li>Infectam-se ao sugar sangue de pessoas parasitadas; </li></ul><ul><li>Promastigota metacíclica. </li></ul><ul><li>O Reservatório: </li></ul><ul><li>Cães e outros canídeos ; </li></ul><ul><li>Alopécia; </li></ul><ul><li>Emagrecimento; </li></ul><ul><li>Apatia; </li></ul><ul><li>Diarréia e Caquexia; </li></ul><ul><li>Onicogrifose (aumento das unhas). </li></ul>Lutzomyia
  28. 28. <ul><li>Amastigota: </li></ul><ul><ul><li>Células de Kupffer (fígado); </li></ul></ul><ul><ul><li>SFM do baço, medula óssea e linfonodos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Pulmões, rins, intestino e pele. </li></ul></ul><ul><li>Destruição das células hospedeiras: </li></ul><ul><ul><li>Disseminação dos parasitos via corrente sangüínea; </li></ul></ul><ul><ul><li>Monócitos. </li></ul></ul>Leshmaníase Visceral Macrófago abarrotado de leishmânias em multiplicação.
  29. 29. <ul><li>Resposta Inicial: </li></ul><ul><ul><li>Processo inflamatório local: papula ou nódulo endurecido; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Pode evoluir para cura (imunidade do paciente); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Regredir localmente após infecção: ↑↑↑IgG – distúrbio do sistema imune. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Reação de Montenegro +: imunidade celular; </li></ul></ul></ul><ul><li>Hepatoeplenomegalia, alterações na medula óssea: </li></ul><ul><ul><li>Devido hiperplasia e hipertrofia do sistema macrofágico (comprimindo e substiruindo estruturas normais) – anemia, leucopenia, plaquetopenia. </li></ul></ul>Patologia da Leshmaníase Visceral
  30. 30. A Transmissão Picada: Promastigota Promastigota – Amastigota (36ºC) Promastigota Fagocitados por Macrófagos Outros tecidos Multiplicação Amastigota – SFM Injestão Macrófagos Amastigota Rompimento Macrófagos Amastigota Amastigota – Promastigota (24ºC) Reprodução Binária Simples Promastigota
  31. 31. <ul><li>Período de Incubação: 2-4 meses; </li></ul><ul><li>Início Clínico: </li></ul><ul><ul><li>Lento e progressivo (anemia, palidez e mais tarde febre), ou </li></ul></ul><ul><ul><li>Abrupta: febre alta e contínua; </li></ul></ul><ul><ul><li>Anemia e desnutrição aumentam com o tempo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Podem ocorrer hemorragias. </li></ul></ul><ul><li>Esplenomegalia: 2ª em importância </li></ul><ul><ul><li>O baço endurecido pode ultrapassar a cicatriz umbilical. </li></ul></ul>Patologia da Leshmaníase Visceral Crianças de Sobral, CE, com calazar por Leishmania infantum
  32. 32. <ul><li>Clínico: </li></ul><ul><ul><li>Fácil – se esteve em áreas endêmicas; </li></ul></ul><ul><li>Laboratorial : presença dos parasitos; </li></ul><ul><ul><li>Aspirado da medula óssea, baço ou linfonodos; </li></ul></ul><ul><ul><li>*Punção do externo ou crita ilíaca (crianças) ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Microscópico : esfregaço – fixação e coloração; </li></ul></ul><ul><ul><li>Sorológico: ELISA, Imunofluorescência Indireta, Imunoeletroforese – parasitos raros. </li></ul></ul><ul><li>Tratamento: </li></ul><ul><ul><li>*Antimoniato de meglutamine; </li></ul></ul><ul><ul><li>*Estibogluconato de sódio (ou gluconato de sódio e antimônio). </li></ul></ul><ul><ul><li>Pentamidina , por via intra-venosa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Anfotericina B , para perfusão intravenosa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Alopurinol , por via oral – bloqueio da xantina oxidase: ↓ ác. úrico; </li></ul></ul><ul><li>Controlar os efeitos colaterais dessas drogas. </li></ul>Diagnóstico e Tratamento
  33. 33. <ul><li>Requer estudos epidemiológicos prelimi-nares: </li></ul><ul><li>Conhecimento da área endêmica e da incidência da doença na população; </li></ul><ul><li>Estudo da fauna flebotômica local e sua densidade no decurso do ano; </li></ul><ul><li>Inquérito sorológico na população canina; </li></ul><ul><li>Estudo sobre os eventuais reservatórios silvestres; </li></ul><ul><li>Reconhecimento geográfico e mapeamento da área endêmica. </li></ul>Controle da Leishmaníase Visceral
  34. 34. <ul><li>Planejamento das operações de controle e proceder a sua efetivação: </li></ul><ul><li>Combater os flebotomíneos vetores da infecção, aplicando inseticidas de ação residual nas casas e nos anexos, bem como nos abrigos de animais domésticos. </li></ul><ul><li>Tratar todos os doentes, inclusive os assintomáticos. </li></ul><ul><li>Eliminar os cães sorologicamente positivos e os cães errantes. </li></ul><ul><li>Manter um serviço permanente de avaliação desse controle a curto e a longo prazo. </li></ul>Controle da Leishmaníase Visceral Desinsetização
  35. 35. Monica Gomes Lima Doutoranda em Neurociências e Biologia Celular [email_address] monicalima@ufpa.br Maio - 2011 Universidade Federal do Pará Instituto de Ciências Biológicas Laboratório de Neuroendocrinologia Faculdade de Farmácia – ICS Leishmaniose

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