Sentido da existência humana

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Sentido da existência humana

  1. 1. O sentido da existência humana Trabalho realizado por: João Costa nº 7; Pedro Cardoso nº 16; Rui Pereira nº 18.
  2. 2. ÍndiceIntrodução 3O sentido da existência humana 4O existencialismo 5Analise 6Será que o ser humano existe 9Conclusão 10Bibliografia 11 2
  3. 3. IntroduçãoEste trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de filosofia, para aprofessora Luísa Valente, com o objectivo de reflectir e perceber qual razão daexistência de vida humana, bem como o seu significado e quais os principais“culpados” pelo que nós sabemos sobre o que é a nossa existência.Neste trabalho vamos responder a perguntas filosóficas como “Afinal o serhumano existe?” e “ Se existimos quem é que nos criou?”, e a grande pregunta“Porque estamos aqui?”. 3
  4. 4. 1-O sentido da existência humana Sentido é a direcção que tomamos ou que percorremos Existência humana segundo Descartes é todo o ser humano que pensa,pois Descartes defende que se o ser humano pensa existe.O existencialismo é uma corrente filosófica que se funde na situação de um indivíduoque vive num universo absurdo, ou sem sentido, em que os homens são dotados devontade própria. Os existencialistas sustentam que as pessoas são responsáveispelas suas próprias acções na medida em que a sua existência afecta a dosoutros. A origem do existencialismo é geralmente atribuída ao filósofo dinamarquêsKierkegaard. Entre os seus outros proponentes destacam-se Martin Heidegger, naAlemanha, e Jean-Paul Sartre, em França. Todos os indivíduos dotados deautoconsciência podem compreender ou intuir a sua própria existência e liberdade, daíque não devam deixar que as suas escolhas sejam limitadas por nada - nem pelarazão, nem pela moral. Esta liberdade para escolher conduz à noção de "não-ser", ou"nada", que pode provocar a angústia ou o medo. O existencialismo possui muitasvariantes. Kierkegaard salientou a importância da escolha pura na ética e nacrença cristã, Sartre procurou combinar o existencialismo com o marxismo. O pensamento filosófico dos autores existencialistas não se caracteriza nempor uma sistematização racional sobre a vida nem por reflexão abstracta e logicaacerca do ser humano. O homem é o problema central do existencialismo, nãoenquanto ser abstracto, com uma natureza definida, mas como um ser concreto, quesofre, que trabalha e ama. Para os filósofos existencialistas contemporâneos, a existência humana éentendida como algo demasiado fluido e rico e, por isso, escapa a todas assistematizações abstractas. Assim, para estes autores, acima de tudo a vida é paraser vivida. Faz parte inerente da existência humana o dever, a inquietação, odesespero e a angústia, é um absurdo. A existência é algo em aberto, sempre emmudança, e não há nenhum tipo de determinismo ou fatalismo. A negação de um destino faz da vida um jogo de possíveis entre possíveis.Cabe ao homem, a cada instante, escolher, optar e, por isso mesmo, ele torna-se um 4
  5. 5. ser responsável pela sua vida. A escolha humana traz consigo inevitavelmente aangústia e muitas vezes o desespero. Para os existencialistas, o indivíduo não pode ser diluído e apagado numtodo, uma vez que cada um é um ser concreto, único e de valor insubstituível.Por isso, nesta reflexão, o homem é sempre entendido como um ser individual econcreto, na sua vida quotidiana, no seu contexto particular, e nunca entendido comouma entidade metafísica e abstracta. Nesta medida, os autores existencialistas sãoaqueles que colocam a existência do homem no plano central das suas reflexões,como dirá Sartre, a existência precede a essência. O homem à partida não estádefinido, ele é um projecto em construção, cada pessoa é aquilo em que se tornaconsoante aquilo que faz. O ExistencialismoSegundo Kierkegaard "O existencialismo nunca poderá ser uma teoria como outra qualquer, porque a existência não é, em si, susceptível de teoria. O existencialismo, para Kierkegaard, é apenas a expressão da sua própria vida e a única coisa de geral ou de universal que contém é a exortação que a todos nos dirige para que nos tornemos cristãos. A natureza deste existencialismo só poderá, portanto, ser definida em função das condições que são requeridas por um existir autêntico - existir que se deverá iniciar e intensificar seguidamente, por meio de uma reflexão capaz de fazer, de uma existência vivida, uma1- kierkegaard (1813/ 1855) existência desejada e pensada. Essas condições podem reduzir-se a três: a necessidade docompromisso e do risco, o primado da subjectividade e a prova da angústia e dodesespero."R.Jolivet, As Doutrinas Existencialistas 5
  6. 6. Analise O existencialismo é algo que não podemos definir, para Kierkegaard oexistencialismo não é susceptível a uma teoria, ou seja, não conseguimos definirnenhuma razão/ nenhuma certeza para a existência do ser humano.Segundo Jean Paul Sartre A distinção entre essência e existência corresponde a distinção entre conhecimento intelectual e conhecimento sensível. Os sentidos põem em contacto com os seres particulares e contingentes, únicos que realmente existem, ao passo que a inteligência permite aprender as ideias ou essências, géneros e espécies universais, meras possibilidades de ser, em si mesmas inexistentes. Sabe-se, no entanto, desde Sócrates, que o objecto da ciência é o universal e não o particular, quer dizer a essência e não a existência. Platão tenta resolver essa2- Jean Paul Sartre (1905/ 1980) contradição hipostasiando as ideias, atribuindo-lhes a realidade, no mundo supra-sensível. Poder-se-iadizer que é em nome da existência que Aristóteles critica a teoria platónica das ideias,sustentando que as ideias, ou essências, não estão fora mas dentro das própriascoisas, as quais, feitas de matéria e de forma, contem, em si mesmas, o universal e oparticular, a essência e a existência. Em oposição as filosofias que se poderia chamar essencialistas, as filosofiasexistencialistas partem do pressuposto de que a existência e anterior a essência, tantoontológica quanto epistemologicamente, quer dizer tanto em relação ao ser, ou àrealidade, quanto em relação ao conhecimento. Na perspectiva do existencialismo, asideias, ou as essências, não são anteriores às coisas, pois não se acham previamentecontidas nem na inteligência de Deus nem na inteligência do homem. As ideias, ouessências, são contemporâneas das coisas, são as próprias coisas consideradas dedeterminado ponto de vista, em sua universalidade e não em sua particularidade.Síntese do universal e do particular, o indivíduo existente é redutível ao pensamento,ou inteligível, na medida em que contem o universal, a essência humana, por exemplo,nesse homem determinado, e irredutível, enquanto particular, esse homem com 6
  7. 7. características que o distinguem de todos os demais e o tornam único e insubstituível. A afirmação da anterioridade ou do primado da existência em relação a essência, entendida aqui como existência humana, implica uma série de teses que distinguem o existencialismo das filosofias essencialistas. O primado da liberdade em relação ao ser, subjectividade, em relação a objectividade, o dualismo, o voluntarismo, o aticismo, o personalismo, o antropologismo, seria algumas das características desse tipo ou modalidade de filosofia. O existencialismo não é nem uma teologia, ou filosofia de Deus, nem uma cosmologia, ou filosofia do mundo, da natureza. O existencialismo é, fundamentalmente, uma antropologia, quer dizer, uma reflexão filosófica sobre o homem, ou melhor, sobre o ser do homem enquanto existente. Na perspectiva antropológica, surgem os temas ou problemas característicos do pensamento existencial. A finitude, a contingência e a fragilidade da existência humana; a alienação, a solidão e a comunicação, o segredo, o nada, o tédio, a náusea, a angústia e o desespero; a preocupação e o projecto, o engajamento e o risco, são alguns dos temas principais de que se tem ocupado os representantes do existencialismo. Para essa filosofia, a angústia e o desespero, por exemplo, deixam de ser sintomas mórbidos, objectos da psicopatologia, para se tornarem categorias ontológicas que propiciam acesso á essência da condição humana e do próprio ser. A ideia de existência, como já se observou, não é nova. Com a mesma palavra, ousía, Platão designa a essência e a existência, e a crítica de Aristóteles ao idealismo platónico pressupõe o hilomorfismo, ou teoria do ser entendido como existente, feito de matéria e de forma. Platão, sem dúvida, é idealista, mas é uma experiência existencial, a vida e a morte de Sócrates, que o leva a filosofar. Segundo Vergílio Ferreira "O existencialismo ergue o seu protesto, afirmando que o Homem é pessoalmente, individualmente, um valor; que a sua liberdade (em todas as suas dimensões e não apenas em algumas) é uma riqueza, uma necessidade estrutural de que não deve perder-se entre a trituração do dia-a-dia; e finalmente que, fixando o homem nos seus estritos limites, só por distracção ou imbecilidade ou por crime se não vê ou não deixa ver que ao mesmo homem impende a tarefa ingente e grandiosa de se restabelecer em harmonia no mundo, para que em harmonia a3- Vergilio Ferreira (1916 /1996) 7
  8. 8. sua vida lucidamente se realize desde o nascer ao morrer. Possivelmente gostariam ou teríeis curiosidade de me ouvir falar de mim, jáque vou sendo insensivelmente investido na qualidade de uma espécie de delegadonacional ou regional do Existencialismo. Mas eu jamais me disse "existencialista",embora muito deva à temática existencial e pelo Existencialismo tenha manifestadopublicamente o maior interesse. É que aceitarmos um rótulo automaticamente obriga aaceitar-lhe todas as consequências, entre as quais a de nos responsabilizarmos portudo quanto sob este rótulo se disser ou fizer. Por mim, preferia definir o Existencialismo como a corrente de pensamentoque, regressada ao existente humano, a ele privilegia e dele parte para todo o ulteriorquestionar. Ou então - e paralelamente ou implicitamente a essa definição - prefeririadizer, continuando Sartre, aliás, que o Existencialismo é uma corrente do pensamentoque reabsorve no próprio "eu" de cada um toda e qualquer problemática e a revêatravés do seu raciocinar pessoal ou preferentemente da sua profunda vivência. Aí seimplica portanto que nenhum questionar se estabelece em abstracto, de fora paradentro, mas antes se retoma a partir da nossa dimensão original, ou seja,verdadeiramente, de dentro para fora."O materialismo segundo Karl Marx "O que Marx mais crítica é a questão de como compreender o que é o homem.Não é o ter consciência (ser racional), nem tampouco ser um animal político, queconfere ao homem sua singularidade, mas ser capaz de produzir suas condições deexistência, tanto material quanto ideal, que diferencia o homem."(http://vferreira.no.sapo.pt/exist.html). A essência do homem é não ter essência, a essência do homem é algo que elepróprio constrói, ou seja, a História. "A existência precede a essência"; nenhum serhumano nasce pronto, mas o homem é, em sua essência, produto do meio em quevive, que é construído a partir de suas relações sociais em que cada pessoa seencontra. Assim como o homem produz o seu próprio ambiente, por outro lado, estaprodução da condição de existência não é livremente escolhida, mas sim, previamentedeterminada. O homem pode fazer a sua História mas não pode fazer nas condiçõespor ele escolhidas. O homem é historicamente determinado pelas condições, logo éresponsável por todos os seus actos, pois ele é livre para escolher. Logo todas asteorias de Marx estão fundamentadas naquilo que é o homem, ou seja, o que é a suaexistência. O Homem é condenado a ser livre. 8
  9. 9. As relações sociais do homem são tidas pelas relações que o homem mantémcom a natureza, onde desenvolve suas práticas, ou seja, o homem se constitui a partirde seu próprio trabalho, e sua sociedade se constitui a partir de suas condiçõesmateriais de produção, que dependem de factores naturais (clima, biologia,geografia...) ou seja, relação homem-Natureza, assim como da divisão social dotrabalho, sua cultura. Logo, também há a relação homem-Natureza-Cultura. Será que o ser humano existe? Na nossa opinião sim o homem existe pois pensa e se pensa logo existe e seexiste logo pensa. Portanto para pensar temos a opinião de que há uma certeza. Nós existimos,respiramos, sentimos, comemos, e bebemos. Em fim o sentido da vida e sermosfelizes. 9
  10. 10. Conclusão Com este trabalho descobrimos e reflectimos no sentido da vida do serhumano, o porquê de nós existirmos, bem como as várias teorias que existem para aexistência humana. 10
  11. 11. Bibliografiahttp://www.institutouniao.com.br/artigos/fasesdaexistencia.php 17/05/2012http://pt.wikipedia.org/wiki/Existencialismo 17/05/2012vferreira.no.sapo.pt/exist.html 17/05/2012 11

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