88             ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012     IMPACTOS AMBIEN...
89            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012INTRODUÇÃO          A...
90            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012          Com os dado...
91            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012mar, usados em estado...
92            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012         Em Banglades...
93            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012          As cidades ...
94            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012         A reciclagem...
95            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 20124 RESULTADOS E DISCUS...
96             ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012         Dos entrevi...
97             ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012Figura 5. Porcentage...
98           ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012         Em relação à ...
99            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 80                  ...
100            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012     80             ...
101            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012países também passem...
102            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012Constantino, C. E. (...
103            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012RevistaMeio Ambiente...
104            ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012Anexo 1 - MODELO DO ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Impactos ambientais causados_pelas_sacolas_plasticas

1.794 visualizações

Publicada em

Pesquisa elaborada por BIOFAR sobre impacto das sacolas de plastico no meio ambiente.

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.794
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
8
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
20
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Impactos ambientais causados_pelas_sacolas_plasticas

  1. 1. 88 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELAS SACOLAS PLÁSTICAS: O CASO CAMPINA GRANDE – PB1 Luzibênia Leal de Oliveira;2Cícero de Sousa Lacerda;3Isabel Joselita Barbosa da RochaAlves;4Edilene Dias Santos;5Sanuyla de Albuquerque Oliveira;6Tatyane Sales de Araújo BatistaRESUMO:No Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que tem comodestino os aterros, impedindo a decomposição dos materiais biodegradáveis. No Brasil sãoproduzidos cerca de 3 milhões de toneladas de plástico. Atualmente, 10% do lixo brasileiro sãocompostos por sacolas plásticas e cada brasileiro utiliza 19 quilos de sacolas por ano. Para sedimensionar a gravidade da situação ora vivenciada no país, o estado do Rio de Janeiro consomeum bilhão de sacos plásticos por ano e gasta R$ 15 milhões todo ano para dragar rios e tentar retiraros plásticos que provocam danos à natureza. No caso específico das sacolas de supermercado, amatéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixadensidade (PEBD). Abandonados em aterros, esses sacos plásticos impedem a passagem da águaretardando a decomposição dos materiais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos.Nesse sentido o objetivo da pesquisa é identificar a relação do uso de sacolas plásticas e seusimpactos ambientais. Para tanto, foi realizado um estudo de caso através de pesquisa bibliográfica.O resultado mostra que a utilização das sacolas plásticas acontece por uma questão cultural e decomodidade, porém a maioria é ciente dos impactos que são causados.Unitermos: Plásticos, Biodegradação, Sacolas retornáveis. ENVIRONMENTAL IMPACTS CAUSED BYPLASTIC BAGS: THE CASE CAMPINA GRANDE - PBABSTRACT: In Brazil, are produced 210.000 tons of plastic film per year, which goes to landfills,preventing the decomposition of biodegradable materials. In Brazil are produced about 3milliontons of plastic. Currently, 10% of Brazilian garbage bags are made of plastic and every Brazilianuses 19 kilos of bags a year. According to recent research as a way to scale the severity of thesituation now experienced in the country, the state of Rio de Janeiro consumes one billion plasticbags a year and spends $ 15 million each year to dredge rivers and try to remove the plastics thatcauses damage to nature. In the specific case of carrier bags, the raw material is plastic film,produced from a resin called low density polyethylene - LDPE. Abandoned in landfills, these plasticbag stop revent passage of water by slowing the breakdown of biodegradable material sandhindering the compaction of waste. In this sense the goal is to identify the relation of the use ofplastic bags and their environmental impacts. To this end, we performed a case based onbibliographic studies. The result shows that the use of plastic bags happens for a cultural trace andconvenience, but most of people are aware of the impacts that are caused.Uniterms: Plastics, Biodegradation, Returnable bags.__________________________________________________________________________________________1 Docente da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil,luzibenia@hotmail.com ;2Mestrando em Recursos Naturais pela UFCG (Universidade Federal de Campina Grande),Campina Grande, Paraíba, Brasil, lacerdatur@gmail.com;3Mestrando em Recursos Naturais pela UFCG(Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil, beljrocha@ibest.com.br;4Mestrandoem Recursos Naturais pela UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil,edilenecg_dias@hotmail.com;5Mestrando em Recursos Naturais pela UFCG (Universidade Federal de CampinaGrande), Campina Grande, Paraíba, Brasil, sanuyla@hotmail.com ;6Graduanda em Administração pela UFCG(Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil,taty_sab@hotmail.com
  2. 2. 89 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012INTRODUÇÃO A disposição dos resíduos sólidos urbanos apresenta problemas relacionados à instalaçãoadequada, ao espaço físico ocupado pelos rejeitos e à proliferação de doenças para a população quemora próxima e sobrevive da comercialização desses resíduos. Uma boa parte dos resíduos éformada por embalagens de diferentes gêneros como papelão, plástico, vidro, alumínio entre outros,que dependendo do seu destino irá causar vários impactos. A história dos povos antigos revela que os produtos eram embalados e transportados porcestos, samburás, ânforas, caixas, potes, barris, barricas, tonéis, balaios, baús, garrafas, tambores e,também, bujões, bolsas e sacolas; tais objetos úteis para acondicionar produtos passaram a serdesignados por “embalagens”. Os produtos, incluindo os perecíveis, eram pesados no balcão evendidos a granel, sendo o comércio, o propulsor do desenvolvimento das embalagens, tanto noBrasil como no resto do mundo. O sistema de compra era muito pobre e as pessoas que iam fazersuas compras nos armazéns, pesavam os produtos e usavam um saquinho para levar o alimento paracasa (Cavalcanti; Chagas, 2006; Fabro; Lindemann; Vieira, 2007) A revolução na indústria da embalagem com os saquinhos ocorreu com a expansão dovarejo. A partir da Segunda Guerra Mundial, os supermercados se instalaram nas grandes cidades ecom eles surgiram inúmeras inovações na produção de embalagens; estas deveriam permitir que osprodutos fossem transportados dos locais onde eram fabricados ou colhidos, para os grandes centrosconsumidores, mantendo-os estáveis por longos períodos de estocagem. A embalagem começou,então, a proteger a mercadoria no transporte, e daí nasceram às funções de proteção, bem como dedistribuição, venda e promoção. Atualmente, tem havido no varejo larga oferta de sacolas plásticasaos clientes, para acondicionamento dos produtos vendidos(Almeida ,2008). Introduzidos nos anos 70, os sacos de plásticos rapidamente se tornaram muito populares,em especial através da sua distribuição gratuita nos supermercados e lojas, que embalam emsaquinhos tudo o que passa pelo caixa, não importando o tamanho do produto que se tenha à mão.Esse hábito já foi incorporado na rotina do consumidor, como se o destino de cada produtocomprado fosse mesmo um saco plástico. O plástico vem tomando conta do planeta desde 1862,quando foi inventado pelo inglês Alexander Parkes, reduzindo os custos comerciais e alimentandoos impulsos consumistas da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrameindiscriminado de plásticos na natureza tornaram o consumidor um colaborador passivo de umdesastre ambiental de grandes proporções (Fernandes, 2007). No Brasil são produzidos cerca de 3 milhões de toneladas de plástico. Atualmente, 10% dolixo brasileiro são compostos por sacolas plásticas e cada brasileiro utiliza 19 quilos de sacolas porano. Para se dimensionar a gravidade da situação ora vivenciada no país, o estado do Rio de Janeiroconsome um bilhão de sacos plásticos por ano e gasta R$ 15 milhões todo ano para dragar rios etentar retirar os plásticos que provocam danos à natureza (Revista Meio Ambiente, 2010). No casoespecífico das sacolas de supermercado, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir deuma resina chamada polietileno de baixa densidade (pebd). No Brasil, são produzidas 210 miltoneladas anuais de plástico filme, o que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonadosem aterros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposição dosmateriais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos (Agenda Ambiental, 2010). Estas sacolas constituem-se no objeto de estudo desse trabalho, em função do grandeimpacto que elas proporcionam. Seu descarte tem sido apontado como responsável por inundaçõesdecorrentes do entupimento de sistemas de drenagem e de escoamento de águas. O plástico, por serfabricado a partir de resina derivada do petróleo, pode causar severos danos ao meio ambiente, poisentram em sua composição, metais pesados, que são prejudiciais ao lençol freático. Esses danosambientais são potencializados quando se considera a durabilidade do plástico, pois, à luz de Fabro,Lindemann e Vieira (2007), este é um material que, mesmo existindo há apenas um século, aindanão se tem com precisão o tempo de sua decomposição; sabe-se, porém, que é superior a 100 anos.
  3. 3. 90 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 Com os dados tão alarmantes, em todo o mundo, está em curso um movimento paradiminuir ou mesmo erradicar o uso de sacolas plásticas, a partir de medidas que vão desde aconscientização para a importância do uso de sacolas feitas com materiais alternativos até apunição, a exemplo da lei brasileira n°.9605, de 12/02/1998, denominada “Lei de CrimesAmbientais”, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas eatividades lesivas ao meio ambiente (Constantino, 2001) e das leis 8855 e 8856/2009 do Estado daParaíba que proíbem o uso das sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. Diante da problemática exposta, o presente trabalho tem como objetivo identificar arelação do uso das sacolas plásticas e seus impactos ambientais sob a percepção dos clientes desupermercados no município de Campina Grande, Paraíba. Para realização desse trabalho foi utilizado a pesquisa exploratória com visitas de campo.O público contemplado pela pesquisa foram clientes dos cinco maiores supermercado de CampinaGrande, foram escolhidos 200 (duzentos) clientes. Também foram realizadas pesquisasbibliográficas e aplicados 200 questionários (Anexo 1) abordando os temas: a consciência do clienteem comprar em um supermercado que não oferece sacolas plásticas, disposição para os métodosrecicláveis ou retornáveis de embalagens e os problemas ambientais causados pelas “sacolinhas”.Para melhor facilitação da tabulação dos dados foi identificado o perfil dos entrevistados junto comos temas abordados. O lixo urbano, sendo inesgotável, é também um grave problema para a sociedade e osórgãos responsáveis pela limpeza pública, pois grandes quantidades de volumes de resíduos de todanatureza são descartados no meio urbano, o que necessita de um destino final adequado. Porém, afalta de recursos técnicos e financeiros vem limitando os esforços no sentido de ordenar e qualificara disposição dos resíduos, que são lançados diretamente no solo, ar e recursos hídricos, trazendoassim poluição ao meio ambiente e redução da qualidade de vida do homem. De maneira simples,pode-se afirmar que o lixo urbano é o resultado da atividade diária do homem em sociedade e queexistem dois fatores principais que regem sua origem e produção: o aumento populacional e aintensidade da industrialização (LIMA, 2004). O aumento populacional por sua vez trazido muitas consequências desagradáveis ao meioambiente em função de sua forma de ocupação e apropriação inadequada dos bens da natureza.Com a utilização desenfreada dos recursos naturais, uma das consequências tem sido o aumento dosresíduos inclusive os relacionados às sacolas plásticas dispostos no meio ambiente. O outro pontoque tem contribuído de maneira negativa é a intensidade da industrialização com a produção dediferentes resíduos que precisam de tratamentos adequados e que, todavia não dispõem deles. O não tratamento, ou o tratamento inadequado dos grandes volumes de lixo contribuirápara a degradação da biosfera, em relação à qualidade de vida no nosso planeta. Quanto aosaspectos epidemiológicos relacionados com os resíduos, dependendo da forma e disposição final, aschances de comprometimento a natureza são grandes, colocando em risco a vida humana na terra.Forantini (1969) observou que as principais vias de acesso de agentes patogênicos oriundos do lixovem de vias diretas e indiretas. Confrontando a necessidade da implementação de políticas ambientais condizentes com odesenvolvimento sustentável, Duran de La Fuente (1997) alerta para a necessidade em chamar aatenção sobre quanto o desenvolvimento econômico gera de fragilidade sobre os recursos naturais,além de poluição, destruição de ecossistemas e aquecimento global. Logicamente, sem políticasambientais eficazes e sem uma sociedade civil alerta, consciente, mobilizada e participativa, estedesenvolvimento econômico pode levar a uma perda do patrimônio natural e ambiental, base demuitas possibilidades futuras. Para tanto o homem precisa respeitar o meio ambiente até nospequenos gestos como a troca de embalagens de plásticos por embalagens biodegradáveis ouretornáveis. As primeiras embalagens surgiram há mais de 10.000 anos e serviam como simplesrecipientes para beber ou estocar. Esses primeiros recipientes, como cascas de coco ou conchas do
  4. 4. 91 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012mar, usados em estado natural, sem qualquer beneficiamento, passaram com o tempo a ser obtidos apartir da habilidade manual do homem. Tigelas de madeira, cestas de fibras naturais, bolsas de pelesde animais e potes de barro, entre outros ancestrais dos modernos invólucros e vasilhames, fizeramparte de uma segunda geração de formas e técnicas de embalagem. A primeira matéria-prima usadaem maior escala para a produção de embalagens foi o vidro (Abre, 2004). Em seguida, surgiram inúmeras inovações na produção de embalagens. As novasembalagens deveriam permitir que os produtos alimentares fossem transportados dos locais deprodução para os centros consumidores, mantendo-se estáveis por longos períodos de estocagem.As embalagens de papel e papelão atenderam a esses requisitos. Elas podiam conter quantidadespreviamente pesadas de vários tipos de produtos, eram fáceis de estocar, transportar e empilhar,além de higiênicas (Carvalho, 2009). É também do imediato pós-guerra o aparecimento de um novo material para embalagens, oplástico. As resinas plásticas, como polietileno, poliéster, etc., ampliaram o uso dos invólucrostransparentes, iniciado na década de 20 com o celofane, permitindo a oferta de embalagens numainfinidade de formatos e tamanhos(Abre, 2004). A invenção da sacola plástica data de 1862 e foi uma revolução para o comércio por suapraticidade e por ser barata. Apesar de antiga a invenção veio explodir no Brasil a partir da décadade 80, contribuindo para a filosofia do “tudo descartável” (Pereira, 2010) Um dos tipos mais comuns de embalagens na atualidade são as feitas de plástico, produtoinventado pelo inglês Alexander Parkes, vem assumindo um importante espaço no planeta desde1862 (data de sua invenção), reduzindo os custos comerciais e aumentando o consumismo doregime capitalista vigente, porém, especial preocupação deve ser direcionada para os gravesimpactos produzidos por este produto e para a posição do consumidor como um agente contribuintedos impactos danosos ao meio ambiente provocados (Fernandes, 2006 apud Fabro; Lindemann;Vieira, 2007). O Brasil produz em média cerca de 210 mil toneladas de plástico filme, matéria-prima dossacos plásticos, o que representa cerca de 10% do lixo do País. A principal matéria-prima dosplásticos comerciais é a Nafta, uma das frações provenientes do craqueamento do petróleo que, porsua vez, é um recurso não renovável (Agenda Ambiental, 2010). Portanto, deve-se incentivar areciclagem ou reuso dos plásticos a fim de retardar o esgotamento desta fonte, bem como reduzir ovolume de lixo, aumentar a vida útil dos aterros, além de outros fatores importantes para a gestãoambiental de resíduos. Os plásticos, de um modo geral, são um pequeno, mas significativocomponente do fluxo de geração de resíduos. Em função da sua pouca degradabilidade, os plásticos permanecem na natureza porperíodos longos, causando a poluição visual e, eventualmente, química, do ambiente. Para reduzir oimpacto dos plásticos no ambiente, o gerenciamento dos resíduos torna-se indispensável e, destaforma, a estratégia da reciclagem pode ser facilmente introduzida. Outra contribuição importanteque a cadeia produtiva pode incentivar é a produção de embalagens com número menor de resinasdiferentes, o desenho de projetos que facilitem a separação de componentes das embalagens comresinas diferenciadas, evitando-se, sempre que possível, o uso de embalagens multicamadas,adesivos, aditivos e rótulos (DENT, 1999). NaÁfrica do Sul, o governo decidiu, em 2003, proibir que lojas distribuam a seus clientessacolas plásticas para carregar mercadorias; o comerciante que infringe a lei pode receber umamulta de cerca de US$ 13,8 mil ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão (BBC ONLINE,09/05/2003). Na Austrália, em janeiro de 2008, o ministro do meio ambiente anunciou aossupermercados que eles deveriam banir as sacolas plásticas até o final do ano. Note-se, entretanto,que em Coles Bay (Tasmânia), essas sacolas deixaram de ser usadas a partir de 2003 (AgênciaReuters, 2008).
  5. 5. 92 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 Em Bangladesh, a cidade de Dhaka foi a pioneira na iniciativa de proibir o uso das sacolasplásticas, devido às enchentes de 1988 e 1998, que alagaram dois terços do país, motivadas peloentupimento do sistema de drenagem e de escoamento de águas do país, pelas sacolas plásticasdescartadas (New York Times, 15/04/2007). Na China, uma nova lei, em vigor a partir de 1º de junho de 2008, pretende impedir quelojas e supermercados ofereçam sacos plásticos gratuitamente: há multa prevista aos comerciantesque infringirem a lei, em até US$ 1.433. Fica proibido também, fabricar, vender e usar sacolasplásticas muito finas, isto é, que não podem ser recicladas (BBC, 09/01/2008) Nos EUA, em marçode 2007 a cidade de São Francisco, tornou-se a primeira metrópole americana a proibir o uso desacolas de plástico em grandes supermercados e farmácias. A medida obriga supermercados comfaturamento anual superior a US$ 2 milhões a eliminarem as sacolas no ano de 2007 e Farmáciascom mais de cinco filiais têm um ano para implementar a mudança (BBC, 29/03/2007). Em New York, em janeiro de 2008, o prefeito da cidade assinou lei que exige que grandeslojas tenham programas de reciclagem e disponibilizem sacolas recicláveis (Agência Reuters,2008). O governo brasileiro tem se mostrado sensível ao prejuízo ambiental gerado pelas sacolasplásticas, tanto é que, em 2008, o Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha "A Escolha éSua, o Planeta é Nosso", buscando incentivar o uso de sacolas retornáveis (Klidsioet al., 2001).Uma alternativa diferenciada para a destinação de embalagens plásticas pós-consumo consiste noseu aproveitamento como combustível (Weston, 2001). Neste caso, pequenos reatores de piróliseseriam capazes de transformar resíduos de diferentes materiais plásticos em combustível líquido dehidrocarbonetos, que podem ser usados como alternativa à gasolina, ao querosene, ao óleo diesel ouao óleo combustível. Todos os países pertencentes à Comunidade Européia seguem a Diretiva 96/61/CE de1996, relativa à prevenção e ao controle integrado da contaminação. Desde 1994, foi estabelecida aDiretiva comunitária 94/67/CEE, sobre a incineração de resíduos perigosos e, neste mesmo ano, aDiretiva comunitária 94/62/CEE apresenta os parâmetros para embalagens e resíduos deembalagens. A legislação relativa a resíduos sólidos nos Estados Unidos, Canadá e em alguns países daEuropa encontra-se bastante avançada. Iniciativas canadenses no sentido de gerenciar os resíduos,mais especificamente as embalagens, vigoram no país desde 1988, onde se prioriza o princípio dos3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) em detrimento de alternativas de incineração e aterros. Conforme mostrado através da legislação de resíduos plásticos de diferentes países, osresíduos de embalagens aparecem como um aspecto preponderante para a determinação do grau deimpacto dos resíduos no ambiente. Alternativas para a redução do impacto ambiental de embalagenscontendo resíduos poluentes têm sido incentivadas no intuito de minimizar a degradação ambiental(Xavier; Cardoso; Figueiredo, 2005). O Brasil começa a acordar para um dos maiores problemas ambientais mundiais, ogerenciamento dos resíduos sólidos que em março de 2010 foi aprovado a Politica Nacional deResíduos pela Câmara dos Deputados, que depois de 19 anos de discursão, pode receber rápidotratamento no Senado (Ambiente Energia, 2010). A legislação ambiental brasileira sobre o gerenciamento de resíduos sólidos consiste,inicialmente, na classificação dos resíduos considerados perigosos, com base na origem,características e demais aspectos com impactos potenciais. Na última década, a legislação brasileiratem considerado, de forma inovadora em relação aos demais países, a responsabilidade do geradorao longo da cadeia produtiva, estabelecendo-se regras para as operações de tratamento, estocagem edisposição destes resíduos (Conama, 2000; Rodrigues, 2002). Em 1991, foi instituído o Projeto de Lei 203/91, que institui a Política Nacional deResíduos Sólidos, que tem como objetivos: estabelecer diretrizes que levem a redução daquantidade e nocividade dos resíduos sólidos gerados no país.
  6. 6. 93 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 As cidades brasileiras produzem 150 mil toneladas de lixo por dia. Os lixões são o destinode 59% desse volume. Apenas 13% têm destinação correta, em aterros sanitários onde há captaçãodo chorume e queima do gás metano produzido pela decomposição. Em 2008, apenas 405municípios - 7% do total - faziam coleta seletiva. Cerca de 13% do que são jogado vai parareciclagem (Diário Oficialdo Estado da Paraíba – 30/06/2009). Na Paraíba, em Junho de 2009 foram sancionadas leis que obrigam os estabelecimentoscomerciais a se enquadrarem às normas de preservação ambiental. A primeira lei de nº 8.855, prevêa substituição das sacolas ou sacos plásticos, compostos por polietileno, polipropilenos ou similaresutilizados para o acondicionamento e entrega de produtos e mercadorias aos clientes, por sacolasreutilizáveis. Os estabelecimentos estão obrigados a incentivar os clientes a levar as sacolas de casa ouutilizar sacolas reutilizáveis, tendo que fixar placas informativas próximo aos locais das embalagenscom a seguinte frase: “Sacolas plásticas convencionais levam mais de 100 anos para se decomporno meio ambiente. Traga de casa sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis”. A lei não seráaplicada às embalagens originais das mercadorias. A substituição das sacolas terá o prazo máximode até três anos dependendo do porte da empresa. A segunda lei, nº 8.856, obriga os estabelecimentos comerciais a utilizarem embalagensplásticas oxibiodegradáveis para o acondicionamento de produtos e mercadorias em geral. Nessecaso, as empresas terão prazo de um ano para substituírem as sacolas comuns pelas biodegradáveis.A empresa que descumprir a lei pagará multa no valor de 3.000 UFR-PB (Unidade FiscalReferencial do Estado da Paraíba). Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro. A sociedade moderna é extremamente consumista e se acostumou ao descartável, o quetem levado a uma enorme produção de lixo. A última pesquisa nacional de saneamento básico doInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística data de 1989, onde foi registrado que 76% do lixourbano são depositados a “céu aberto”. Infelizmente, esse percentual aumentou para 85%, segundodados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).Somando-se, tem-se que nos últimos 10 anos a produção per capita de lixo nas grandes cidadesaumentou de 500 gramas para 1,2 kg por dia. O índice de reciclagem de plástico gira em torno de 12%. As empresas recicladoras deplástico mal sobrevivem no mercado em que seu produto é bitributado, não há fornecimentoconstante e seguro de matéria prima pós-consumo para ser reciclada e ainda não há confiança porparte da população em adquirir artefatos reciclados. Na questão sobre reciclagem de plásticos no Brasil, devem-se analisar três pontosprimordiais, que uma vez interligados resolveriam grande parte dos problemas nacionais: No primeiro ponto têm-se as empresas com problemas técnicos, falta de incentivos fiscaise problemas no fornecimento de material para ser reciclado; O segundo ponto tem-se as universidades, os centros de pesquisas e organizações não-governamentais (ONG), que estudam e/ou produzem trabalhos na área de gerenciamento ambiental; O terceiro elo seria o governo, representado também pelas prefeituras, que enfrentamproblemas relacionados com o lixo como: a falta de espaço para novos aterros sanitários, oentupimento de bueiros com lixo na época de chuvas, aumento de vetores de doenças, etc. As opções para as disposições finais do plástico, que já foi consumido, oriundo deaglomerados urbanos são: aterro sanitário, incineração, usina de triagem e coleta seletiva. Omaterial coletado seletivamente ou separado em uma usina de triagem poderá ser submetido àreciclagem ou à reutilização. Dentre essas opções, a reciclagem é considerada uma das alternativasmais importantes dentro do conceito de desenvolvimento sustentável definido pela Organização dasNações Unidas (ONU). O processo deve ser utilizado em dois casos:a) Quando a recuperação dos resíduos seja técnica e economicamente viável, bem como higienicamente utilizável;b) Quando as características de cada material sejam respeitadas.
  7. 7. 94 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 A reciclagem é o resultado final de atividades intermediárias de coleta, separação eprocessamento, através da quais materiais pós-consumo são usados como matéria-prima namanufatura de bens, anteriormente feitos com matéria-prima virgem. O sucesso da reciclagem estádiretamente ligado ao fornecimento de matéria-prima, à tecnologia de reciclagem e a um mercadodiferenciado para o produto reciclado (Teixeira, 2001). O sistema de reciclagem minimiza vários impactos causados pelos componentes plásticosque levam vários anos para se degradar como: copinhos de plásticos, 200 a 450 anos; tampinhas degarrafas, 100 a 500 anos; garrafas plásticas (pet) mais de 500 anos; fraldas descartáveis 600 anos esacolas plásticas mais de 100 anos (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2010).MATERIAL E MÉTODOS Para realização desse trabalho foi utilizado uma pesquisa exploratória descritiva com baseum estudo de caso. Segundo Marconi e Lakatos (2004), a pesquisa exploratória descritiva consisteem reunir o maior número de informações detalhadas apropriando-se de diferentes técnicas depesquisa e visa, sobretudo, apreender situações e descrever a complexidade de um fato. Tambémestá embasada no método Ad Hoc que se constitui uma ferramenta para uma investigação especificaonde cada caso é um caso, ou seja, a pesquisa ocorre de maneira espontânea. É uma prática ondenenhuma técnica reconhecida é aplicada e onde, também, as fases variam de acordo com aaplicação do processo. O público contemplado por estapesquisa foram clientes dos 5 (cinco) maioressupermercados de Campina Grande – PB, dos quais 3 (três) adotam o uso de sacolas plásticas e 2(dois) não adotam. Os mesmos foram escolhidos através de uma amostra estratificada de formaaleatória. Para tanto foram escolhidos 200 (duzentos) clientes, 100 (cem) do sexo masculino e 100(cem) do sexo feminino, todos acima de 16 anos com nível de escolaridade fundamental, médio esuperior e das mais diversas profissões. Para Barbetta (2002), a amostragem estratificada não probabilísticaconsiste em conseguir,com amostras de pequena dimensão, amostras tão representativas da distribuição, quanto possível.Deste modo é possível reduzir o número de simulações para uma dada precisão dos resultados, ou,visto de outro modo, aumentar a precisão dos resultados para um dado número de simulações. Esta pesquisa pretende identificar como a população percebe a relação do uso das sacolasplásticas e os seus possíveis impactos causados ao meio ambiente e como esses impactos podem serminimizados. Para a ordem de construção metodológica a respeito do objeto de estudo, serãoestabelecidas diferentes categorias de procedimentos, a saber:a) para percepção dos impactos causados pelas sacolas plásticas ao meio ambiente foram realizadas pesquisas bibliográficas e visitas a periferia e ao “lixão”, de Campina Grande – PB, que através do método observatório, pode-se identificar vários impactos;b) foram aplicados 200 questionários semi estruturados junto aos consumidores, abordando os temas: a consciência do cliente em comprar em um supermercado que não oferece sacolas plásticas, disposição para os métodos recicláveis ou retornáveis de embalagens e os problemas ambientais causados pelas “sacolinhas”. Para melhor facilitação da tabulação dos dados foi identificado o perfil dos entrevistados junto com os temas abordados. Inicialmente a abordagem foi feita de forma espontânea sem caráter ambiental apenasbuscando entender a comodidade do cliente no seu dia-a-dia quanto ao uso das sacolas plásticas.Em seguida foi introduzida a questão ambiental para analisar a consciência ambiental da população.Posteriormente buscou-se avaliar a percepção do entrevistado quanto à participação governamentalna proibição das sacolas plásticas.
  8. 8. 95 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 20124 RESULTADOS E DISCUSSÃO Nas visitas realizadas a periferia e ao lixão pode-se observar vários impactos como:impacto visual apresentado pelo acúmulo de sacolas soltas sobre o meio ambiente, aglomerado deinsetos vetores transmissores de doenças e até mesmo animais se alimentando das sacolas que, namaioria das vezes, causam a morte. Assim o uso abusivo das sacolas plásticas com o destino finalnão correto, além dos impactos ambientais, causa também um problema de saúde pública. Pelapesquisa bibliográfica pode-se perceber que, além desses impactos, as sacolas plásticas causam amorte de animais, a exemplo das tartarugas marinhas que chegam a morrer engasgadas ouasfixiadas, poluição dos rios, lagos, mares, praias, ruas e entupimento de esgotos e galeriascausando alagamentos e enchentes nas grandes cidades. Com o intuito de correlacionar adequadamente às classes populacionais, definidas naidentificação do perfil, com os atributos da pesquisa foram feitos o maior número de perguntaspossíveis. Neste sentido, percebeu-se que características como faixa etária, grau de escolaridade eprofissão não eram significativas para o estudo em questão. Desta forma, os dados serãoapresentados através de Figuras considerando a característica “sexo” por ser a mais expressiva. Do total de entrevistados do sexo masculino 26% tem mais que 16 anos e menos que 30;44% tem mais que 30 anos e menos que 45 e 30% tem mais que 45 anos. Do sexo feminino 20%tem mais que 16 anos e menos que 30; 54% tem mais que 30 anos e menos que 45 e 26% tem mais45 anos. Homens 30% 26% >16<30 >30<45 >45 44%Figura 1. Porcentagem da faixa etária por sexo. O grau de escolaridade dos entrevistados está distribuído da seguinte forma: Sexomasculino, ensino fundamental 22%; ensino médio 38% e ensino superior 40% e do sexo feminino,12% tem o ensino fundamental; 38% tem o ensino médio e 50% já concluíram o ensino superior. Homens Mulheres Fundamental Médio Superior Fundamental Médio Superior 12% 40% 22% 50% 38% 38%Figura 2. Porcentagem do nível de escolaridade por sexo.
  9. 9. 96 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 Dos entrevistados que fazem suas compra em supermercados que adotam o uso das sacolasplásticas 70% dos homens continuariam comprando ali, mesmo que o supermercado deixasse deoferecer as “sacolinhas”, contra 83% das mulheres. Em contrapartida 97% dos homens estãodispostos a utilizar outra forma de embalagem, enquanto que as mulheres totalizam 90%, comodiscriminados nos Figuras das figuras 3 e 4. 150 97 90 100 50 3 10 0 Homens Mulheres SIM NÃOFigura 3. Porcentagem de pessoas por sexo em relação a continuar comprando mesmo que o supermercado não oferecesse as “sacolinhas”. 100 83 70 50 30 17 0 Homens Mulheres SIM NÃO Figura 4. Porcentagem de pessoas por sexo em relação à disposição de utilizar outras formas de embalagens. Constata-se a existência de uma contradição quando o sexo feminino supera o sexomasculino no que tange a continuar fazendo suas compras se o supermercado não oferecesse as“sacolinhas” (Figura 3), em relação à disposição de adotar outras formas de embalagens, quandosão superadas pelos homens (Figura 4). Questionados sobre quais outras alternativas de embalagensestariam dispostos a utilizar, 64% tem preferência pela sacola retornável (tecido ou nylon) e 36%pelas caixas de papelão, distribuídas da forma que se segue na figura abaixo. Homens Mulheres Sacola retornável Caixas de papelão Sacola retornável Caixas de papelão 34% 37% 66% 63%
  10. 10. 97 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012Figura 5. Porcentagem por sexo de alternativas de formas de embalagem. Dos entrevistados que fazem suas compras em supermercados que não adotam sacolaplástica, se estes passassem a utilizar as “sacolinhas”, 85% dos homens e 95% das mulherescontinuariam comprando ali (Figura 6). 100 85 95 50 15 5 0 Homens Mulheres SIM NÃO Figura 6. Porcentagem de pessoas por sexo em relação a continuar comprando se o supermercado adotasse o uso das sacolas plásticas. Diante dos dados apresentados acima, constata-se que a adoção, ou não, da sacola plásticacomo embalagem não constitui um item essencial na escolha do supermercado, todavia, se osupermercado cobrasse pelas “sacolinhas” o número de homens que continuariam comprando alisupera o número de mulheres, como se pode verificar na figura 7. 80 62 68 60 38 32 40 20 0 Homens Mulheres SIM NÃOFigura 7. Porcentagem de pessoas por sexo em relação a continuar comprando se o supermercado cobrasse pelas sacolas plásticas. Verificou-se que tanto os homens – 90%, quanto às mulheres – 92% reutilizam as sacolasplásticas, na sua grande maioria para acondicionar lixo doméstico (fig.8). O que chama atenção éque 24% dos homens reutilizam as “sacolinhas” como “outras embalagens” enquanto que apenas9% das mulheres fazem isso. 100 91 76 50 24 9 0 Homens Mulheres Sacolas p/ lixo Outras embalagensFigura 8. Porcentagem por sexo da forma de reutilização das sacolas plásticas.
  11. 11. 98 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 Em relação à consciência ambiental verificou-se que 100% dos homens e 98% dasmulheres acham abusiva a utilização de sacolas plásticas, entretanto apenas 70% dos homens temconhecimento de algum problema ambiental causado pelas “sacolinhas” contra 86% das mulheres.Dentre os problemas ambientais mais conhecidos, citados pelos entrevistados, destacam-se aquelesque estão sempre na mídia, por outro lado apenas 10% citaram a degradação do meio ambientecomo um problema causado pelas sacolas plásticas e 1% mencionou a “demora na decomposição”(Figura 9 e 10). 100 86 80 70 60 40 30 14 20 0 Homens Mulheres SIM NÃOFigura 9. Porcentagem de pessoas por sexo que conhecem algum problema ambiental causadopelas sacolas plásticas. 30 27 27 25 20 14 15 12 10 10 4 3 5 2 1 0 Problemas ambientaisFigura 10. Porcentagem dos problemas ambientais causados pelas sacolas plásticas. Verificou-se que 60% dos homens e 66% das mulheres, ou seja, grande parte dosentrevistados desconhece quantos anos são necessários para que uma “sacolinha” se degrade e que,mesmo sem este conhecimento, por razões ambientais, 72% dos homens e 80% das mulheresdariam preferência ao supermercado que não adotasse o uso das sacolas plásticas como exposto nosFiguras a seguir (Figura 11 e 12).
  12. 12. 99 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 80 66 60 60 40 40 34 20 0 Homens Mulheres SIM NÃOFigura 11. Porcentagem por sexo do conhecimento do tempo de degradação das sacolas plásticas. 100 80 72 50 28 20 0 Homens Mulheres SIM NÃOFigura 12. Porcentagem por sexo em relação à preferência, por razões ambientais, aosupermercado que adotasse as sacolas plásticas. Quanto à participação estatal, 70% dos homens e 82% das mulheres consideram correta aproibição do uso das sacolas plásticas em razão dos impactos ambientais e citaram como fator maisimportante a degradação do meio ambiente (Figura 13 e 14). 100 82 70 50 30 18 0 Homens Mulheres SIM NÃOFigura 13. Porcentagem por sexo da opinião do consumidor em relação à proibição, pelo poderpúblico, do uso das sacolas plásticas.
  13. 13. 100 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 80 75 70 60 50 40 30 20 14 11 10 0 Degrad. do meio ambiente Subst. Por sacolas retornáveis Outros Figura 14. Porcentagem das razões para proibição, pelo poder público, do uso das sacolas plásticas. Analisando os dados obtidos, e através da convivência durante as entrevistas, percebe-seclaramente que a utilização das sacolas plásticas por pessoas de todas as faixas etárias, de todos osgraus de escolaridade, bem como das mais diversas profissões se dá por uma questão cultural e decomodidade, mas todos estão dispostos a utilizar outras alternativas de embalagens, tais como asacola retornável e caixas de papelão, como se pode observar nas figuras 3, 4 e 5. Percebe-se que, apesar de praticamente a totalidade dos entrevistados acharem abusiva autilização das sacolas plásticas, ainda é grande o número de pessoas, em especial do sexomasculino, que desconhece os problemas ambientais causados pelo seu uso e que, por razõesambientais, daria preferência ao supermercado que não utilizasse as “sacolinhas” (Figura 12).Pode-se atribuir tal desconhecimento e falta de “cuidados” com o meio ambiente a fatores diversos,como deficiências do sistema educacional e a falta de consciência ambiental revelada pelo númeroconsiderável de pessoas que, apesar de conhecerem os problemas ambientais decorrentes dassacolas plásticas, nada fazem para reduzi-los. A pesquisa aponta que os consumidores, em linhas gerais, não levam em consideração osproblemas ambientais causados pelas sacolas plásticas e que a escolha pelo supermercado não temcomo fator preponderante a adoção ou não das “sacolinhas”, todavia estão abertos a adoção denovas práticas. Desta forma é possível uma mudança a curto prazo, que se não acontecer através demedidas educacionais e conscientizadoras, acontecerá através da intervenção direta do poderpúblico, conforme pode-se verificar na figura 13 onde a maioria dos entrevistados concorda com aproibição do uso das sacolas plásticas.CONCLUSÃO Considerando o exposto sobre o uso das sacolas plásticas, sabe-se que as mesmas causamvários impactos ao meio ambiente como: poluição, enchentes, entupimento de galerias, degradaçãodo meio ambiente, morte de animais, acúmulo de lixo, aquecimento global e longo tempo paradegradação. Na busca de identificar a percepção dos clientes de supermercados do Município deCampina Grande sobre esses impactos pode se observar que apesar dos diferentes graus deescolaridades dos entrevistados poucos conhecem os impactos causados pelas sacolas plásticas. Amaioria dos clientes reutiliza as sacolas plásticas para acondicionamento do lixo e acham abusiva autilização das sacolas plásticas, consideram correto a proibição do uso das sacolas plásticas emrazão dos impactos ambientais, inclusive estão dispostos a utilizar outras alternativas de embalagenstais como a sacola retornável e caixas de papelão. Em consonância com o exposto percebe-se a existência de esforços em níveis dasorganizações políticas de diversos países. São medidas que buscam coibir ou minimizar o usodesenfreado das sacolas plásticas ou até mesmo banir a sua utilização. É necessário que outros
  14. 14. 101 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012países também passem a incorporar de forma efetiva políticas direcionadas primeiramente para aincorporação de atitudes que venham a minimizar a geração de resíduos, fortalecer o consumoconsciente e sobretudo, a disposição final adequada dos resíduos. A problemática dos resíduos sólidos em particular, a das sacolas plásticas, é uma questãoque a população local não pode fingir ou fazer de conta que não existe. As instituições gestoraslocais, os atores sociais, as instituições de Pesquisa e de Ensino podem e devem direcionar esforçospara o consumo consciente das sacolas plásticas, reconhecendo a importância do seu uso e anecessidade da sua utilização respeitando os componentes ambientais. Foi nesta perspectiva quesurgiu este trabalho, com uma preocupação inicial de perceber o olhar dos clientes desupermercados mais freqüentado na cidade de Campina Grande. Diante desta problemática, apresentam-se como medidas mitigadoras para minimizaçãodos impactos causados pelas relacionadas sacolas plásticas: a adoção do uso de sacolas retornáveisconfeccionadas com tecidos ou nylon, caixas de papelão, bolsas de papel, etc.; a inclusão daeducação ambiental como componente obrigatório nos currículos escolares dos estabelecimentos deensino das redes pública e privada, bem como a realização de campanhas educativas desenvolvidaspor grupos organizados da sociedade civil e do poder público - utilizando o poder da mídia -objetivando a conscientização da população quanto aos impactos ambientais causados pelas“sacolinhas”. Outras medidas mitigadoras apontadas são a intervenção estatal através da efetivafiscalização da aplicação das leis que proíbem o uso das sacolas plásticas e o incentivo a reciclagempara transformação em matéria prima a ser utilizada na elaboração de novos produtosREFERÊNCIASABRE – (2010). Associação Brasileira de Embalagem. Disponível em: <www.abre.org.br>. Acessoem: 30 de julho.Agenda Ambiental. (2010). Disponível em: <www.agendaambietal.com.br>. Acesso em: 26 demaio.Agência Reuters. (2010).Título da matéria. Disponível em:<http://jornalismouniversitario.wordpress.com/2008/03/24/site-da-agencia-reuters-brasil/>. Acessoem 30 de agosto.Almeida, S. R.; Vianna, N. H.; Lisboa, T. C.; Bacha, M. de L.(2008). Meio ambiente e sacolasplásticas: a atitude do cliente do varejo na cidade de São Paulo. V Simpósio de Excelência emGestão e Tecnologia, Rio de Janeiro-RJ, Brasil.Ambiente Energia: meio ambiente, sustentabilidade e inovação. (2010). Disponível em:<http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2010/04/manejo-do-lixo-pode-ter-marco-regulatorio/2619 Acessado em: 25 de abril.Barbetta, Pedro Alberto.(2010). Estatística aplicada às ciências sociais. 5. ed. Santa Catarina: Ed.UFSC.BBC BRASIL.COM, 09/05/2003. África do Sul proíbe sacolas de plástico no país. Disponível em:<www.bbc.brasil.com/africadosulsacosplasticos>. Acesso em20 julho 2010.Carvalho, P. O. de S.; Oliveira, M. A. (2009). Análise de Embalagens: a Proposta de um ModeloDiscriminante de Avaliação.VI Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia, Rio de Janeiro-RJ, Brasil.
  15. 15. 102 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012Constantino, C. E. (2001). Delitos ecológicos: a lei ambiental comentada artigo por artigo. SãoPaulo: Atlas.Cardoso, R. S.; Figueiredo, M. A. G.; Xaier, L. H. S. M. (2005). Gestão ambiental de resíduos:Aspectos legais da destinação de resíduos.Revista Meio Ambiente Industrial, RMAI, v. 53, p. 42-46.Conama, 2000. Resolução n° 265, de 27 de janeiro de 2000. Disponível em:<http://www.lei.adv.br/265-00.htm>. Acesso em 15 agosto. 2006.Cavalcanti, P.; Chagas, C. (2006). História da embalagem no Brasil. São Paulo: Grifos ProjetosHistóricos e Editoriais.Duran de LaFunteH [compilador]. (1997). Gestión ambientalmente adequada de resíduos sólidos.Un enfoque de política integral.Santiago de Chile: CEPAL/GTZ.Dent, I. (1999). Plastic Packaging Recycling, 3p.Forattini, O. P. (1969). Aspectos epidemiológicos ligados ao lix. In: Lixo e Limpeza Publica. USP-FSP/OMS- OPA. São Paulo.Fabro, A. T.; Lindemann, C.; Vieira, S. C. (2007). Utilização de sacolas plásticas emsupermercados. Campinas: Revista Ciências do Ambiente OnLine, fev. v. 3, n. 1, UNICAMP.Fernandes, C. A. P. Disponível em: <http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/alexxpar.html>. Acessoem 07 abril de 2007.Klidsio,A. (2001). O impacto ambiental das embalagens plásticas. Disponível em:<http://www.urisan.tche.br/~gep/2001/impactoambiental.pdf>. Acesso em 02 junho 2010.Lima, Luís Mário Queiroz. (2004). Lixo, tratamento e biorremediação. Rio de Janeiro: Hemus.Lei 8855 de 30/06/2009. Diário Oficial do Estado da Paraíba. Disponível em:<http://www.paraiba.pb.gov.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=81&dir=DESC&order=date&limit=20&limitstart=280> Acesso em: 01 jun. 2010.Lei 8856 de 30/06/2009. Diário Oficial do Estado da Paraíba. Disponível em:<http://www.paraiba.pb.gov.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=81&dir=DESC&order=date&limit=20&limitstart=280>. Acesso em 01 junho 2010.Marconi, Marina de Andrade; Lakatos, Eva Maria. (2004). Metodologia científica. 4. ed. rev. SãoPaulo: Atlas.Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/sitio/>. Acessoem 04junho 2010.Nytimes.com, 15/04/2007. Greening up by cutting down on plastic bags.Disponível em:<http://www.nytimes.com/2007/08/05/nyregion/nyregionspecial2/05Rbags.html>.Acesso em 16novembro 2007.
  16. 16. 103 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012RevistaMeio Ambiente. Disponível em: <http://www.revistameioambiente.com.br>. Acesso em28abril 2010.Rodrigues, G. A. (2002). Ação civil pública e termo de ajustamento de conduta: teoria e prática.Rio de Janeiro: Forense.Pereira, D. Ser melhor com. Conquiste sua estrela. Disponívelem:http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=56&secao=ecologia. Acessado em: 15 de junhode 2010.Teixeira, M.; Malheiros, T. M. M. (2001). Pet: Perspectivas de Reciclagem Para aPreservaçãoambiental Sustentavel._____. 09/01/2008. China vai proibir distribuição de sacolas plásticas. Disponível em:<http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080109_chinasacosplasticos_mw.html>. Acesso em 25 julho 2010._____. 29/03/2007. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/03/070329_sanfrancisco_sacolas_mv.shtml>. Acesso em28 julho 2010.WETON, P. (2001). Plásticos em Revista, n° 447, Ano 37. p. 25.
  17. 17. 104 ___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012Anexo 1 - MODELO DO QUESTIONÁRIOQuestionário aplicado junto aos clientes de supermercado de Campina Grande.1 - Se este supermercado não oferecesse sacolas plásticas, você continuaria comprandoaqui?___________________________________________________________________________________2 – Estaria disposto a utilizar outras formas de embalagens que não fosse as sacolas plásticos? Qual?_______________________________________________________________________________________3- Se o supermercado cobrasse pelas sacolas plásticas você continuaria comprando aqui?_______________________________________________________________________________________4- Você reutiliza as sacolas plásticas? Como? (16 responderam que reutilizam com lixo)._______________________________________________________________________________________5- Você acha que há uma utilização abusiva de sacolas plásticas?_______________________________________________________________________________________6 - Você conhece algum problema ambiental causado pela sacola plástica? Qual?_______________________________________________________________________________________7 - Você sabe quantos anos leva uma sacola plástica para sedegradar?_______________________________________________________________________________8 - Por razões ambientais, você daria preferência ao supermercado que não utilizasse sacolas plásticas?_______________________________________________________________________________________9-Devido os impactos ambientais, você acha correto a proibição do uso das sacolas? Por quê?_______________________________________________________________________________________

×