Determinação da dureza da água da torneira e do bebedouro
1. OBJETIVOS
Experimento 1: Determinar a concentração de CaCO3 (...
3. PARTE EXPERIMENTAL
Experimento 1:
1) Colocou-se a água da torneira em um recipiente e, através da pipeta
volumétrica, f...
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O primeiro experimento foi realizado com água da torneira a fim de se
determinar a dureza da mes...
1 mol de CaCO3 ------------------- 100,1g
0,00427 mol de CaCO3 ------ w
w = 0,42827g de CaCO3
Logo, a concentração de CaCO...
6. CONCLUSÃO
Através dos experimentos realizados e resultados obtidos, pode-se
observar que o nível de concentração do car...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Analítica

196 visualizações

Publicada em

Trabalho de analitica

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
196
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Analítica

  1. 1. Determinação da dureza da água da torneira e do bebedouro 1. OBJETIVOS Experimento 1: Determinar a concentração de CaCO3 (dureza), em g/L, presente na água da torneira através da concentração dos íons metálicos Ca+2 /Mg+2 na solução. Experimento 2: Determinar a concentração de CaCO3 (dureza), em g/L, presente na água do bebedouro através da concentração dos íons metálicos Ca+2 /Mg+2 na solução. 2. INTRODUÇÃO Nas titulações complexométricas um íon metálico reage com um ligante adequado para formar um complexo, e o ponto de equivalência é determinado por um indicador. A grande maioria dessas titulações se faz com ligantes multidentados (que possuem quatro ou seis grupos doadores de elétrons na mesma molécula e formam complexos estáveis), principalmente o EDTA. As soluções de EDTA são bastante úteis como titulante porque o reagente combina com os íons metálicos na proporção de 1:1, não importando a carga do cátion. Através da titulação complexométrica pode-se determinar a dureza da água de um determinado lugar, utilizando uma solução de EDTA já protonada como titulante e o negro de Eriocromo T como indicador. O negro de Eriocromo T é um indicador típico de íons metálicos, que é utilizado na titulação de diversos cátions. Ele apresenta coloração azul, mas na presença de metais fica com uma coloração avermelhada/vinho. A dureza da água é a propriedade relacionada com a concentração de íons de determinados minerais dissolvidos nesta substância, ela é predominantemente causada pela presença de sais de cálcio e magnésio, de modo que os principais íons levados em consideração na medição são os de cálcio (Ca2+ ) e magnésio (Mg2+ ). A dureza é expressa em termos de CaCO3. Neste relatório serão relatados experimentos realizados com a objetivação de determinar a dureza da água através da concentração de CaCO3 nela presente.
  2. 2. 3. PARTE EXPERIMENTAL Experimento 1: 1) Colocou-se a água da torneira em um recipiente e, através da pipeta volumétrica, foi pipetada uma alíquota de 20mL; 2) A alíquota foi transferida para um balão volumétrico de 250mL; 3) A fim de regularizar o pH da solução, colocou-se 3mL de uma solução tampão de pH equivalente a 10 também no balão volumétrico; 4) O balão volumétrico foi completado com água destilada até o menisco e agitado para homogeneizar a solução; 5) Foi retirada uma alíquota de 20mL do balão volumétrico e colocada no erlenmeyer de 100mL; 6) No mesmo erlenmeyer foi colocada uma espátula do negro de Eriocromo T. Agitou-se o erlenmeyer para homogeneizar a solução nele contida (titulado); 7) A bureta foi completada com uma solução de EDTA já protonado, com pH em torno de 6 e concentração de 0,00995 mol/L (titulante); 8) Abriu-se a bureta aos poucos para a adição do EDTA à solução presente no erlenmeyer, que estava sendo agitado; 9) Esperou-se a solução ganhar um tom que deve ser marrom/vinho; 10) Anotou-se o volume da solução de EDTA consumido para o auxílio dos cálculos da concentração de CaCO3 na água da torneira. Experimento 2: 1) Colocou-se a água do bebedouro em um recipiente e, através da pipeta volumétrica, foi pipetada uma alíquota de 20mL; 2) A alíquota foi transferida para o erlenmeyer de 100mL; 3) A fim de regularizar o pH da solução, colocou-se 5 gotas de uma solução tampão de pH equivalente a 10 também no erlenmeyer; 4) No mesmo erlenmeyer foi colocada uma espátula do negro de Eriocromo T. Agitou-se o erlenmeyer para homogeneizar a solução nele contida (titulado); 5) A bureta foi completada com uma solução de EDTA já protonado, com pH em torno de 6 e concentração de 0,00995 mol/L (titulante); 6) Abriu-se a bureta aos poucos para a adição do EDTA à solução presente no erlenmeyer, que estava sendo agitado; 7) Esperou-se a solução ganhar um tom que deve ser marrom/vinho; 8) Anotou-se o volume da solução de EDTA consumido para o auxílio dos cálculos da concentração de CaCO3 na água do bebedouro.
  3. 3. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO O primeiro experimento foi realizado com água da torneira a fim de se determinar a dureza da mesma, ou seja, concentração de CaCO3, por meio da titulação após a amostra ter sido tamponada com pH igual a 10. Nesse experimento foi utilizado o ligante EDTA, previamente padronizado, por este reagir na proporção de 1:1 com os íons metálicos. E o negro de Eriocromo T foi utilizado para indicar os íons metálicos no processo de titulação. Primeiramente, anotou-se a quantidade de EDTA consumido na bureta (8,6 mL). A partir desse valor, pode-se calcular o número de mols de EDTA, utilizando o seguinte cálculo: 0,00995 mol de EDTA --------------- 1000mL x ---------------- 8,6mL x = 0,00008557 mol de EDTA Como o EDTA é um ligante que reage de 1:1 com os íons metálicos, possuímos então: 0,00008557 mol de Ca+ /Mg+ . Achada a quantidade de íons metálicos em 20mL da solução, é necessário saber o número de mols de Ca+ /Mg+ em 250mL da mesma solução. Para tanto, efetua-se o seguinte cálculo: 8,557x10-5 mol de Ca+ /Mg+ --------- 20mL y --------- 250mL y = 0,00106 mol de Ca+ /Mg+ Dessa forma, pode-se efetuar o cálculo onde será encontrada a concentração (em mol/L) de íons metálicos na solução: 0,00106 mol de Ca+ /Mg+ ------------- 250mL z ------------- 1000mL z = 0,00427 mol/L de Ca+ /Mg+ O Magnésio, entretanto, não forma um complexo muito estável com o EDTA e por apresentar menor massa molecular que o Cálcio, não é titulado e, portanto, a dureza da água é calculada levando em consideração a concentração de CaCO3. Portanto, agora se deve determinar a concentração de CaCO3 em g/L:
  4. 4. 1 mol de CaCO3 ------------------- 100,1g 0,00427 mol de CaCO3 ------ w w = 0,42827g de CaCO3 Logo, a concentração de CaCO3 na água da torneira é de 0,42827g/L. No segundo experimento foram realizados os mesmos procedimentos, utilizando, entretanto, a água do bebedouro. Dessa forma, fica mais fácil obter a dureza da água ou concentração de CaCO3. Primeiramente, anotou-se a quantidade de EDTA consumido na bureta (5,5 mL). A partir desse valor, pode-se calcular o número de mols de EDTA, utilizando o seguinte cálculo: 0,00995 mol de EDTA -------------- 1000mL x -------------- 5,5mL x = 0,0000547 mol de EDTA Como o EDTA é um ligante que reage de 1:1 com os íons metálicos, possuímos então: 0,0000547 mol de Ca+ /Mg+ . Pelos mesmos motivos já esclarecidos no texto, não se leva em consideração a titulação do Magnésio. Agora, portanto, deve-se determinar a concentração de CaCO3 em g/L: 1 mol de CaCO3 ------------------- 100,1g 0,0000547 mol de CaCO3 ------ y y = 0,00547g de CaCO3 Logo, a concentração de CaCO3 na água do bebedouro é de 0,00547g/L. Quanto ao ponto de viragem, em ambos os experimentos, as soluções com água da torneira e do bebedouro apresentavam coloração azulada devido ao negro de Eriocromo T. Entretanto, a medida que o EDTA foi sendo adicionado a solução, o negro de Eriocromo T foi descomplexado e perdeu sua coloração original, adquirindo tonalidade marrom/vinho.
  5. 5. 6. CONCLUSÃO Através dos experimentos realizados e resultados obtidos, pode-se observar que o nível de concentração do carbonato de cálcio na água da torneira (0,42827g/L) é bem mais alto que o da água do bebedouro (0,00547g/L). A grande quantidade de sais de cálcio e magnésio na água da torneira a torna “dura” e, portanto, imprópria ao consumo humano, podendo trazer vários problemas de saúde caso seja ingerida sem o tratamento necessário. Já a água do bebedouro é “macia” e própria para o consumo humano, uma vez que apresenta pequenas quantidades dos sais. 7. REFERÊNCIAS - http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAeg8AG/equilibrio-complexos - http://pessoal.utfpr.edu.br/colombo/arquivos/Dureza.pdf - http://www.ufjf.br/nupis/files/2011/04/aula-7-Volumetria-de- Complexa%C3%A7%C3%A3o-2011.11.pdf - www.scribd.com/doc/43939896/Indicadores

×