Onde Está O Dinheiro

303 visualizações

Publicada em

Faltam milhões

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
303
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Onde Está O Dinheiro

  1. 1. PROGRAMAS / ÁfricaÁfricaFMI e Human Rights Watch procuram dinheirodesaparecido do petróleo de AngolaOrganizações internacionais exigem que governo em Luanda explique desaparecimentode 25 mil milhões de euros dos cofres públicos; dinheiro seria da estatal petrolíferaSonangol.Desapareceram 25 mil milhões de euros dos cofres públicos em Angola; o dinheiro teriarelação com a empresa de petróleo estatal, Sonangol. O valor representa 25% doProduto Interno Bruto (PIB) do país.Segundo informações avançadas pelo jornal português Público, o Fundo MonetárioInternacional (FMI) apresenta uma possível justificação para o sumiço do dinheiro: ofato de as receitas da Sonangol terem sido mal declaradas.Em sua página de internet, a organização de defesa dos direitos humanos Human RightsWatch questiona, por meio de comunicado, o desaparecimento do dinheiro, e exigeesclarecimentos "imediatos" sobre o paradeiro dos recursos financeiros.Iain Levine, diretor executivo adjunto da HRW, lembra que não é a primeira vez que aorganização identifica irregularidades nos fundos do setor petrolífero: "Nós já tínhamosidentificado problemas na gestão das receitas de petróleo entre 1997 e 2002. Naquelaaltura, apontamos para uma má gestão e levantamos suspeitas de corrupção", afirma orepresentante da HRW.
  2. 2. O presidente angolano, José Eduardo dos Santos; FMI e HRW querem explicaçõessobre disparidade nas contas públicas"Depois desse relatório, vimos uma melhoria na gestão dos lucros do setor petrolífero,mas parece que o governo está voltando a ter muitos problemas na transparência dagestão dos fundos", avalia Levine.Os ganhos com o petróleo geram lucros expressivos para Angola, o segundo maiorprodutor de barris diários do continente africano, depois da Nigéria, segundo dadosrelativos a 2010 da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).Mas esses lucros não se refletem na melhoria de vida da população: "Angola é um paísmuito pobre, com índices de má nutrição e doenças muito altos. Portanto esse montantede dinheiro é um fundo que se poderia utilizar para beneficiar muitas pessoas no país",avalia Iain Levine, da HRW.Contas no exteriorO quinto relatório do FMI sobre o auxílio a Angola, divulgado em 08.12. diz que os 25mil milhões de euros, "gastos ou transferidos" entre 2007 e 2010, não foramdocumentados em lado nenhum.Ainda segundo o FMI, após a reforma legal feita em 2010 no Ministério das Finançasde Angola para monitorar os lucros da Sonangol, descobriu-se que 5,5 mil milhões deeuros foram parar em contas no exterior.Diante de tais suspeitas de corrupção, o governo angolano vai elaborar um relatório paratentar esclarecer a disparidade nas contas. A próxima análise do FMI está prevista parafevereiro de 2012.Mas Iain Levine, da HRW, reforça a responsabilidade do FMI neste caso: "Nósqueremos que o FMI insista na transparência da gestão dos lucros e que trabalhe com ogoverno para melhorar o aspecto da governação, que tem sido muito fraco nos últimosanos", destaca o diretor adjunto.
  3. 3. Direitos humanos fundamentaisAinda segundo Levine, a repressão imposta pelo governo à população colabora para acorrupção no país: "Num país em que não há livre expressão e onde não hápossibilidade do povo exigir que o governo preste contas, não ficamos surpreendidos dever que o problema está voltando", afirma.Por isso, o representante da Human Rights Watch não quer que a disparidade nas contasda Sonangol e dos cofres de estado em Angola seja vista apenas como um problema decorrupção, mas também "como um problema de direitos humanos fundamentais. Ogoverno tem que respeitar os direitos da população, incluindo os seus direitos a criticaro governo para que explique onde foram parar esses 25 mil milhões de dólares".Autora: Sansara BuritiEdição: Renate Krieger / António RochaUnidade de produção de petróleo e de gás natural em Angola, o segundo maior produtorpetrolífero da África

×