Curso mediadores de leitura na biodiversidade _ UFRGS O preconceito como forma de exclusão
Autoras:  <ul><li>Cristiane Duarte  </li></ul><ul><li>Lisiane Inchauspi </li></ul><ul><li>Lisiane Posqui </li></ul><ul><li...
PÚBLICO-ALVO <ul><li>Crianças em fase de transição da infância para adolescência.   </li></ul>
TEMA GERADOR <ul><li>Preconceito Racial </li></ul>
Objetivo  <ul><li>Conscientizar alunos do ensino fundamental, séries finais , sobre a importância de respeitar as diferenç...
Uma escritora  contemporânea <ul><li>CRISTIANE SOBRAL </li></ul><ul><li>Nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, e reside em Bra...
PETARDO   Escrevi aquela estória escura sim. Soltei meu grito crioulo sem medo pra você saber: Faço questão de ser negra n...
Castro Alves – O poeta dos escravos  <ul><li>No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O ...
A canção do africano - Castro Alves  Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o es...
&quot;0 sol faz lá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia! &quot;Aquel...
O escravo calou a fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o p...
Sandra de Sá e sua africanidade  <ul><li>Sandra de Sá é uma das grandes cantoras brasileiras, todos que ouvem bem sabem: o...
Música _ Olhos coloridos _ Sandra de Sá <ul><li>Os meus olhos coloridos Me fazem refletir Eu estou sempre na minha E não p...
Monteiro Lobato _ Mostrando a realidade através  da literatura. <ul><li>Monteiro Lobato, natural de Taubaté (SP), nasceu e...
Conto : Negrinha _ Monteiro Lobato  <ul><li>Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura,...
 
 
 
 
<ul><li>“  Eu tenho um sonho...de que um dia viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele mas pela...
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  1. 1. Curso mediadores de leitura na biodiversidade _ UFRGS O preconceito como forma de exclusão
  2. 2. Autoras: <ul><li>Cristiane Duarte </li></ul><ul><li>Lisiane Inchauspi </li></ul><ul><li>Lisiane Posqui </li></ul><ul><li>Miriam Martins </li></ul>
  3. 3. PÚBLICO-ALVO <ul><li>Crianças em fase de transição da infância para adolescência. </li></ul>
  4. 4. TEMA GERADOR <ul><li>Preconceito Racial </li></ul>
  5. 5. Objetivo <ul><li>Conscientizar alunos do ensino fundamental, séries finais , sobre a importância de respeitar as diferenças existentes na sala de aula. </li></ul>
  6. 6. Uma escritora contemporânea <ul><li>CRISTIANE SOBRAL </li></ul><ul><li>Nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, e reside em Brasília desde 1990.  Como escritora, possui poemas e contos publicada na Antologia Cadernos Negros , edições 23, 24, e 25. Graduada como atriz habilitada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília, sendo a primeira negra a ganhar o título acadêmico. </li></ul>
  7. 7. PETARDO   Escrevi aquela estória escura sim. Soltei meu grito crioulo sem medo pra você saber: Faço questão de ser negra nessa cidade descolorida, doa a quem doer. Faço questão de empinar meu cabelo cheio de poder. Encresparei sempre, em meio a esta noite embriagada de trejeitos brancos e fúteis.   Escrevi aquele conto negro bem sóbria, para você perceber de uma vez por todas que entre a minha pele e o papel que embrulha os seus cadernos, não há comparação parda cabível, há um oceano, o mesmo mar cemitério que abriga os meus antepassados assassinados, por essa mesma escravidão que ainda nos oprime.   Escrevi Escrevo Escreverei Com letras garrafais vermelho-vivo, pra você lembrar que jorrou muito sangue.       (Poema extraído da obra O NEGRO EM VERSOS, organização e apresentação de Luis Carlos dos Santos, Maria Galas e Ulisses Tavares. São Paulo: Moderna, 2005 Antologia da Poesia Negra Brasileira
  8. 8. Castro Alves – O poeta dos escravos <ul><li>No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O jovem baiano, simpático e gentil, apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados. </li></ul>
  9. 9. A canção do africano - Castro Alves Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão ... De um lado, uma negra escrava Os olhos no filho crava, Que tem no colo a embalar... E à meia voz lá responde Ao canto, e o filhinho esconde, Talvez pra não o escutar! &quot;Minha terra é lá bem longe, Das bandas de onde o sol vem; Esta terra é mais bonita, Mas à outra eu quero bem!
  10. 10. &quot;0 sol faz lá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia! &quot;Aquelas terras tão grandes, Tão compridas como o mar, Com suas poucas palmeiras Dão vontade de pensar ... &quot;Lá todos vivem felizes, Todos dançam no terreiro; A gente lá não se vende Como aqui, só por dinheiro&quot;.
  11. 11. O escravo calou a fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o pranto O seu filhinho a sonhar! ............................ O escravo então foi deitar-se, Pois tinha de levantar-se Bem antes do sol nascer, E se tardasse, coitado, Teria de ser surrado, Pois bastava escravo ser. E a cativa desgraçada Deita seu filho, calada, E põe-se triste a beijá-lo, Talvez temendo que o dono Não viesse, em meio do sono, De seus braços arrancá-lo!
  12. 12. Sandra de Sá e sua africanidade <ul><li>Sandra de Sá é uma das grandes cantoras brasileiras, todos que ouvem bem sabem: o timbre grave e caloroso, a potência e o &quot;swing&quot;, a personalidade feita de ternura e malandragem, a identificam…Sandra, sem trair sua origem e trajetória, seu estilo e seu público, sua raça e seus sonhos, interpretando canções novas e antigas </li></ul>
  13. 13. Música _ Olhos coloridos _ Sandra de Sá <ul><li>Os meus olhos coloridos Me fazem refletir Eu estou sempre na minha E não posso mais fugir Meu cabelo enrolado Todos querem imitar Eles estão baratinados Também querem enrolar </li></ul><ul><li>Você ri da minha roupa Você ri do meu cabelo Você ri da minha pele Você ri do meu sorriso </li></ul><ul><li>A verdade é que você, Tem sangue crioulo Tem cabelo duro Sarará crioulo Sarará crioulo, sarará crioulo </li></ul>
  14. 14. Monteiro Lobato _ Mostrando a realidade através da literatura. <ul><li>Monteiro Lobato, natural de Taubaté (SP), nasceu em 18/04/1882. É uma das figuras excepcionais das letras brasileiras. Jornalista, contista, criador de deliciosas histórias para crianças, suscitador de problemas, ensaísta e homem de ação, encheu com seu nome um largo período da vida nacional </li></ul>
  15. 15. Conto : Negrinha _ Monteiro Lobato <ul><li>Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. </li></ul><ul><li>Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. </li></ul><ul><li>Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo. [...] </li></ul><ul><li>Disponível em : http://www.bancodeescola.com/negrinha.htm </li></ul>
  16. 20. <ul><li>“ Eu tenho um sonho...de que um dia viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele mas pela essência do seu caráter.“ </li></ul><ul><li>Martin Luther King </li></ul>

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