A roda do ano

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A roda do ano

  1. 1. A Roda do Ano: os Esbats e Sabbats Antigamente, quando o Deus e a Deusa eram tão reais quanto o Sol e a Lua, os rituais eram desestruturados - eram uma comunhão alegre e espontânea com o Divino. Depois, os rituais passaram a observar o ciclo do Sol através do ano astrológico e das estações, e também dos ciclos lunares mensais. Atualmente, rituais parecidos são observados pela Bruxaria - e estas celebrações criam uma proximidade mágica com as Deidades e com o poder por trás delas. A finalidade primordial da Bruxaria é estar em harmonia com a Natureza e com as energias divinas contidas nela. E a melhor forma de alcançar esta harmonia é a observação dos ciclos naturais. É para isso que servem os Esbats e Sabbats. "Esbat" é o nome de cada uma das reuniões (ou celebrações solitárias) mensais, no primeiro dia da Lua Cheia ou da Lua Nova de cada mês.
  2. 2. Nestas datas são celebrados os ciclos lunares; a finalidade básica dos Esbats é a celebração dos ciclos da Deusa, em seus três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã (Crescente, cheia e Minguante). Além disso, são épocas propícias para as reuniões, a meditação e o estudo. "Sabbat" é a denominação de cada um dos 8 grandes festivais solares que acontecem anualmente e que marcam a Roda do Ano das Bruxas. Durante os Sabbats são celebrados, em grupo ou solitariamente, os ciclos do nascimento, maturidade, morte e renascimento do Deus, e sua profunda relação com a Deusa. Mais um esclarecimento importante: Sabbat não é sinônimo de missa negra. Não custa repetir: não é usado nenhum símbolo ou objeto cristão.
  3. 3. Nenhuma oração cristã é lida - nem de trás para frente nem de frente para trás. Não são feitos nem sacrifícios nem orgias. Para entender melhor a Roda do Ano celebrada pelos Sabbats, podemos olhar para os períodos demarcados pelas 4 estações: Durante o inverno, as árvores estão sem suas folhas, os animais se recolhem, os dias são muito curtos e as noites, longas. Lentamente, conforme os dias vão ficando mais longos e a primavera se aproxima, a Natureza parece se espreguiçar. É a época de preparar o solo. Com a chegada do verão, a Natureza explode em vida e fertilidade. É a época de semear. Enquanto o ano continua sua roda, o outono chega e, novamente, as folhas começam a cair. É a época de colher e armazenar para o inverno que novamente se aproxima. Mesmo que aqui, no hemisfério sul - principalmente no nosso país tropical e bonito por natureza - as estações não sejam tão claramente definidas, dá para observar as mudanças sutis que acontecem. É só prestar atenção. Quem já viveu ou passou longas férias no interior sabe disso. As estações, as épocas de preparar a terra, de semear, de plantar e colher são super bem definidas. Os Sabbats
  4. 4. SAMHAIN - Celebrado em 1o. de maio no hemisfério sul e em 31 de outubro no hemisfério norte (Obs.: a pronúncia é "Sôu-en") YULE - Solstício de Inverno - Celebrado no primeiro dia do inverno (+ ou - 21 de junho no hemisfério sul e 21 de dezembro no hemisfério norte)
  5. 5. IMBOLC (ou Imbolg) - Celebrado em 2 de agosto no hemisfério sul e 2 de fevereiro no hemisfério norte. EOSTAR (ou Ostara) - Equinócio de Primavera - Celebrado no primeiro dia da primavera (+ ou - 21 de setembro no hemisfério sul e 21 de março no hemisfério norte).
  6. 6. BELTANE - Celebrado em 31 de outubro no hemisfério sul e 1o. de maio no hemisfério norte. LITHA - Solstício de Verão (Mid Summer) - Celebrado no primeiro dia do verão (+ ou - 21 de dezembro no hemisfério sul e 21 de junho no hemisfério norte).
  7. 7. LUGHNASAD (ou Lammas) - Celebrado em 2 de fevereiro no hemisfério sul e 2 de agosto no hemisfério norte. MABON - Equinócio de Outono - Celebrado no primeiro dia do outono (+ ou - 21 de março no hemisfério sul e 21 de setembro no hemisfério norte).
  8. 8. Vamos começar pelo SAMHAIN, em 1o. de maio. Este Sabbat marca o início, o prenúncio da estação da morte: o Inverno. Representa a morte simbólica do Deus e, na Natureza, a estação menos fértil - a Deusa está sem seu consorte! O Samhain também era a antiga festa celta dos mortos. Na tradição céltica, o Samhain era a noite da morte e da ressurreição: os mortos precisavam esperar até esta data para fazer a travessia para o "País do Verão", onde a esperança de uma nova vida os aguardava - por isso, na Bruxaria, esta é a época em que e sabe que os véus entre os mundos ficam mais tênues. É um tempo de reflexão, de olhar para o que foi feito no ano anterior, e uma época de lembrar os antes queridos que já foram para outros planos.
  9. 9. A noite do Samhain é considerada, pelas Bruxas, como a noite de ano novo por esta conotação de "passagem" da morte para a promessa de uma nova vida de abundância. A data do Samhain da tradição céltica era tão forte no hemisfério norte (31 de outubro) que foi adaptada pelo cristianismo, na Idade Média, e transformou-se na "noite de todos do santos", ou "noite de todas as almas" (Halloween, em inglês, é uma corruptela de All Hallows Eve, ou "noite de todas as almas"), celebrada até hoje... O Sabbat seguinte é o YULE, celebrado na noite do Solstício de Inverno, perto de 21 de Junho. Uma vez que nesta data ocorrem a noite mais longa e o dia mais curto do ano, e sendo o Sol uma das representações do Deus, o Yule marca a época do ano em que o Deus renasce - porque, a partir do Solstício, as noites ficarão progressivamente mais curtas, e os dias (a presença do Sol) mais longos. O IMBOLC, em 2 de agosto, é um Sabbat de purificação depois das privações do Inverno. É uma época de celebração ao calor que aquece a Terra através do poder renovado do Sol, que renasceu da Deusa no Yule. Os dias são mais longos e o início da Primavera pode ser sentido na Natureza, que parece se espreguiçar. É um festival de fogo, luz e fertilidade, em que as fogueiras e muitas velas são acesas, representando tanto a nossa própria iluminação pessoal quanto a luz e o calor que estão aumentando. O Equinócio de Primavera, EOSTAR, marca o primeiro dia da Primavera (perto de 21 de Setembro). As energias da Natureza sutilmente emergem do sono em que estiveram mergulhadas durante o Inverno. A Deusa cobre a Terra de promessas de fertilidade, enquanto o Deus - renascido no Yule - começa a passar da infância para a maturidade. Em Eostar, a duração da
  10. 10. noite e do dia são iguais. A luz começa a vencer a escuridão; o crescimento do Deus e a receptividade da Deusa inspiram as criaturas na Terra a se reproduzir. É a época de iniciar, de agir, de plantar as sementes para o futuro. BELTANE, em 31 de outubro, representa a entrada do jovem Deus para a idade adulta. Incitados pelas energias da Natureza, pela força das sementes e flores que desabrocham, a Deusa e o Deus apaixonam-se. Nesta data são celebrados rituais de fertilidade e imensas fogueiras são acesas. As fogueiras de Beltane simbolizam o calor da paixão e a intensidade da interação entre a Deusa e o Deus, e a crescente fecundidade da Terra. O Solstício de Verão, ou LITHA (perto de 21 de dezembro), é celebrado quando o poder e a força da Natureza chegam ao seu ponto mais alto. A Terra está repleta e abundante com a fertilidade da Deusa e do Deus. Mais uma vez, são acesas fogueiras homenageando a energia do Sol, que atinge seu ápice: esta é a noite mais curta e o dia mais longo do ano. LUGHNASAD, em 2 de fevereiro, é a época da primeira colheita, quando as sementes plantadas na Primavera dão os primeiros frutos ou geram outras sementes que vão assegurar os resultados futuros. Mas o Deus começa a perder sua força e, assim, os dias começam a ficar mais curtos e as noites mais longas. O Equinócio de Outono, ou MABON (primeiro dia do Outono, perto de 21 de março), representa a plenitude da colheita iniciada no Lughnasad. Mais uma vez, o dia e a noite têm uma duração igual. A Natureza começa a declinar, preparando-se para o Samhain que se aproxima, preparando-se novamente para o Inverno, a época do recolhimento... e para um novo ciclo que começa.
  11. 11. Os Sabbats são uma forma fantástica de conhecer, respeitar e celebrar os ciclos naturais que quase todo mundo nem vê passar... e são uma chance única de aprender a sintonizar e harmonizar a própria vida, os próprios ciclos vitais, com as energias do Todo.

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