A Arquitectura do Ferro

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A contribuição da Arquitectura do Ferro. Gustave Eiffel

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A Arquitectura do Ferro

  1. 1. Arquitectura do Ferro
  2. 2. A Revolução Industrial foi um factor muito importante para o desenvolvimento da Arquitectura do Ferro no XIX O desenvolvimento da indústria metalúrgica, têxtil, a máquina a vapor e as novas fontes de energia (electricidade e petróleo) caracterizam este crescente progresso que teve consequências a nível económico, tecnológico e sócio-cultural Arquitectura do Ferro fundição belga
  3. 3. Produção do Ferro 1720  – Obtenção de ferro por fundição com coque e início da produção de ferro de primeira fusão em grandes massas. 1784  – Aperfeiçoamento dos fornos para converter ferro de primeira fusão em ferro forjável. 1864  – Introdução do forno Siemens-Martin para produção de aço. Conformação do ferro Meados do Séc.XVIII  – Laminação de chapas de ferro. 1830  – Laminação dos primeiros trilhos de trem. 1854  – Laminação dos primeiros perfis I sendo feita a primeira normalização de um material utilizado na construção civil. Arquitectura do Ferro
  4. 4. Utilização do ferro – Cronologia 1779  – Primeira obra importante de ferro, ponte sobre o Severn em Coalbrookdale, na Inglaterra, projetada por Abraham Darby com vão de 30m. Começo do Séc.XIX  – Utilização de cabos em pontes. 1801  – Primeiro edifício industrial em ferro em Manchester. 1850  – Alcançou-se 300m de vão com ponte a cabo. 1851  – Início da utilização do ferro em grandes coberturas (naves); Palácio de Cristal em Londres,projetado por Joseph Paxton. 1852  – Estações ferroviárias de Paddington (Londres). 1853  – Mercado Central do Halles (Paris). Arquitectura do Ferro
  5. 5. Utilização do ferro - Cronologia 1855  – Primeira ponte de grande vão com vigas. 1862  – Estações ferroviárias do Norte (Paris) 1866  – Construção de uma cobertura em Londres com 78m de vão. 1868 a 1874  – Ponte em aço sobre o Rio Mississipi em St. Louis, projectada por Eads, com 3 arcos treliçados, tendo o maior deles 159m de vão. 1879  – Edifício Leiter I, construído pela “Escola de Chicago”. 1883  – Ponte de Brooklyn (New York), pensil com 487m de vão. 1890  – Ponte sobre o “Firth of Forth” (Escócia) em balanço duplo treliçado, com vão central de 521m. Arquitectura do Ferro
  6. 6. Os engenheiros eram portadores de maior preparação científico-técnica Foram eles que inovaram ao criarem novas infra-estruturas para produção e transportes: fábricas, armazéns, gares de caminho-de-ferro , mercados, pontes, pavilhões… Aproveitaram os novos equipamentos e os novos materiais (tijolo cozido, ferro, vidro, aço, cimento armado e o betão) Arquitectura do Ferro Mercado Central, Paris, 1854-1857
  7. 7. Arquitectura do Ferro Biblioteca Nacional de Paris (salão de Leitura) com a sua cobertura metálica decorada com placas de cerâmica esmaltadas e vidro A visão pragmática e funcionalista permitiu facilidade e rapidez de construção, espaços amplos e luminosidade aliada à estética do ferro e do vidro.
  8. 8. <ul><ul><li>O Construtor Gustave Eiffel – Principal impulsionador da arquitectura do ferro </li></ul></ul><ul><ul><li>Gustave Eiffel nasceu em Dijon, na França, em 1832. Graduou-se pela École Centrale des Arts et Manufactures. Tornou-se um importante construtor de pontes metálicas para ferrovias e utilizou o domínio desse conhecimento para projectar a Torre que leva o seu nome. Gustave Eiffel também foi o responsável pela estrutura interna da Estátua da Liberdade, em Nova Iorque. Faleceu em 27 de Dezembro de 1923. </li></ul></ul>Arquitectura do Ferro Gustave Eiffel
  9. 9. Projectada por Gustave Eiffel em 1889; Foi relevante para a divulgação do uso do metal em construções. Edifício mais alto do mundo, com altura projectada em 300 metros. Foram feitos 5.300 desenhos, detalhando as 18.038 peças que compõe a torre. O monumento foi construído para expor temporariamente a Feira Mundial, realizada naquele ano na capital francesa. Quase foi destruída em 1909 e só foi salva por ter sido descoberto o seu uso para transmissão de sinais de rádio. Desde então, tornou-se um dos monumentos mais famosos do mundo.  Arquitectura do Ferro Torre Eiffel
  10. 10. Estátua da Liberdade Arquitectura do Ferro
  11. 11. Projectado por Joseph Paxton em 1851; o Arquitecto do Projecto foi o Inglês Thomas Dillen, 1861 Superfície coberta - equivalente a 3.300 colunas e 2.224 vigas de ferro que seriam vedadas com 300 mil placas de vidro); o Palácio de Cristal é formado por uma estrutura metálica e placas de vidro francês. O Palácio de cristal de Londres é um dos exemplos de como a Revolução Industrial influenciou os estilos arquitectónicos. Foi destruído num incêndio, em 1936.  Palácio de Cristal, Londres Arquitectura do Ferro
  12. 12. Palácio de Cristal, 1851 - Exposição Universal de Londres Arquitectura do Ferro
  13. 13. Considerada a oitava maravilha do mundo quando foi terminada em 1883, a ponte é uma obra prima da engenharia, com os seus cabos de suspensão e uma bela vista de Nova Iorque, liga Manhattan ao Brooklin, passando sobre o East River. Ponte de Brooklin Arquitectura do Ferro
  14. 14. Este nova aplicação do ferro, foi no século XIX, muito utilizada em Portugal. Entre os monumentos construídos nesta época já utilizando o ferro, encontram-se as pontes sobre o Douro. O Porto é, na Europa, a cidade que mais cedo utiliza a arquitectura do ferro. Arquitectura do Ferro em Portugal Ponte D. Maria Pia, Porto, 1876-1877 A ponte de D. Maria Pia foi uma obra construída “no limite das possibilidades clássicas da construção metálica &quot;. A construção da Ponte iniciou-se em Janeiro de 1876, concluindo-se em Outubro de 1877. Foram necessários 150 operários e utilizaram-se 1.600.000 quilos de ferro. Com as dimensões exigidas pela largura do rio e das escarpas envolventes, foi considerado o maior vão construído até essa data, aplicando métodos revolucionários para a época.
  15. 15. Arquitectura do Ferro em Portugal
  16. 16. A Ponte D. Luís liga o Porto a Vila Nova de Gaia. Esta ponte rodoviária faz parte da designada arquitectura em ferro, que tem vários testemunhos na cidade do Porto, tendo sido classificada como Imóvel de Interesse Público em 1982. A ponte foi construída por um discípulo de Eiffel, o engenheiro Teófilo Seyrig. Tem dois tabuleiros metálicos sustentados por um grande arco de ferro e cinco pilares. O tabuleiro superior mede 392 metros de comprimento e 5 metros de largura, enquanto o inferior tem 174 metros de comprimento e 5 de largura. Arquitectura do Ferro em Portugal Ponte D. Luis, Porto
  17. 17. A estação de caminhos de ferro do Rossio é outra construção em ferro construída por José Luís Monteiro. Esta construção está enquadrada nos princípios da arquitectura do ferro, colocando-a ao nível das estações europeias da época. Arquitectura do Ferro em Portugal Estação Caminhos Ferro Rossio, Lisboa
  18. 18. O Elevador de Santa Justa é uma obra de arte concebida por um aprendiz de Gustave Eiffel e liga a Baixa ao Bairro Alto. Abriu em 1902, altura em que funcionava a vapor, e em 1907 começou a trabalhar a energia eléctrica, sendo o único elevador vertical em Lisboa a prestar um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas). Elevador de Santa Justa, Raoul Mesnier du Pousard, 1900-1901, Lisboa Arquitectura do Ferro em Portugal
  19. 19. O Palácio de cristal do Porto foi construído por Thomas Dillen Jones, em ferro e vidro com a finalidade da exposição Industrial Internacional do Porto e da Península em 1865. Palácio de Cristal, Porto Arquitectura do Ferro em Portugal
  20. 20. A arquitectura do ferro no Porto, tem no Mercado Ferreira Borges um dos seus exemplares mais interessantes. A Câmara mandou construir este mercado na cerca do antigo convento de S. Domingos (1885-88), que substituiu o velho Mercado da Ribeira. A sua construção foi arrematada pela Companhia Aliança, pertencendo o projecto ao arquitecto João Carlos Machado e tendo sido executada pela Fundição de Massarelos. Mercado Ferreira Borges, Porto Arquitectura do Ferro em Portugal
  21. 21. Foi edificada no princípio do século XX, no Porto, no preciso local onde existiu o Convento de S. Bento de Avé-Maria. Daí o nome com que a estação foi baptizada. O átrio está revestido com vinte mil azulejos historiados, do pintor Jorge Colaço (1864-1942). É um dos mais notáveis empreendimentos artísticos que marcou o início do século. O edifício é do arquitecto Marques da Silva. Estação de São Bento, Porto Arquitectura do Ferro em Portugal

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