HISTÓRIA GERAL     IDADE MODERNA:       ABSOLUTISMO      MERCANTILISMO  REFORMA PROTESTANTEProf. Marco Aurélio Gondim     ...
ABSOLUTISMO
ABSOLUTISMO• Regime político monárquico baseado na  centralização do poder, na burocracia, na  tributação e na unificação ...
ESTADOS NACIONAIS• Formaram-se entre os séculos XVI e XVII• Ampliação de comunidades locais para  Estados nacionais modern...
ACÚMULO DE PODER•   Pacto social e político•   Arrecadação de tributos•   Emissão de moeda única•   Formação de um exércit...
FATORES DO ABSOLUTISMO• Fator interno: fortalecimento do poder real, por  meio da neutralização da burguesia e da  nobreza...
O ESTADO, por Luciano Gruppi• O Estado é então a expressão da dominação  de uma classe, é a necessidade de  regulamentar j...
O SOBERANO• Ausência de controle externo• Árbitro supremo• Papel da burguesia: apoio financeiro em troca  de proteção do m...
PORTUGAL• Início: dinastia de Avis (século XIV)• Consolidação do poder com João V: século  XVIII• Exploração de minérios n...
ESPANHA• Consolidação do poder: século XVI, após os  reis católicos• Século XVIII: fortalecimento do poder após a  Guerra ...
INGLATERRA•   Guerra das Duas Rosas (1455-1485)•   Henrique VIII (Dinastia Tudor): século XVI•   Ruptura com o catolicismo...
ELIZABETH I              12
HENRIQUE VIII                13
FRANÇA•   Reis Carlos VIII, Luís XII e Francisco I•   Destaque para Luís XIV, o Rei-Sol (1643-1715)•   Luís XIV: “O Estado...
LUÍS XIV           15
TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO• Origem contratualista  – Individualismo e racionalismo  – Função do monarca: realização do bem co...
LEVIATÃ DE THOMAS HOBBES                       17
TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO•   Origem divina•   Mentalidade católico-feudal•   Autoridade delegada por Deus na Terra•   Monarq...
MERCANTILISMO
MERCANTILISMO• Política econômica do Absolutismo• Intervenção estatal na economia entre os  séculos XV e XVIII• Simultanei...
CARACTERÍSTICAS DO          MERCANTILISMO• Controle estatal da economia (comércio e  indústria)• Metalismo:     entesouram...
INGLATERRA• Mercantilismo inglês: Comercialismo• 1651: Atos de Navegação para proteger a  economia inglesa• Acirramento da...
FRANÇA• Mercantilismo francês: Industrialismo ou  Colbertismo• Conselheiro das Finanças: Jean-Baptiste  Colbert• Planejame...
PORTUGAL / ESPANHA• Mercantilismo ibérico: Bulionismo (do inglês  bulion = ouro em lingote)• Tipo de mercantilismo que qua...
CRISE DO MERCANTILISMO• Após 1720, novo crescimento da economia  europeia• Questionamentos da burguesia sobre o  excessivo...
REFORMA PROTESTANTE
REFORMA PROTESTANTE• Complexo conjunto de fatos que durou a maior  parte do século XVI com a consequente perda  de fieis d...
PRIMEIROS REFORMADORES• John Wyclif, Universidade de Oxford (séc. XIV)  – Redução da importância do clero e simplificação ...
FATORES RELIGIOSOS DA REFORMA• Enfraquecimento do poder papal provocados  por conflitos entre papas e monarcas• Excessiva ...
FATORES ECONÔMICOS DA REFORMA• Condenação da usura e do lucro: insatisfação  da burguesia• Desejo de monarcas de se apoder...
FATORES POLÍTICOS DA REFORMA• O surgimento do espírito de nação• Insatisfação em relação à interferência  estrangeira• Sur...
ALEMANHA• Século XVI• A Alemanha não era um Estado unificado• Diversos principados no território do Sacro  Império Romano-...
ALEMANHA• Martinho Lutero, monge agostiniano• Venda de indulgências autorizada pelo papa Leão X  para construção da Basíli...
ALEMANHA• 1520: o papa Leão X excomungou Lutero, que  queimou a bula de excomunhão publicamente• O imperador Carlos V conv...
ALEMANHA• 1530: Filipe Melanchton redigiu a Confissão de  Augsburgo: princípio do luteranismo• 1531: Liga de Smaldake – pr...
SUÍÇA• Ulrico Zwinglio (início do século XVI)  – Justificação pela fé  – Rejeição ao celibato clerical  – Combate à venera...
CALVINO• João Calvino, Universidade de Paris• Iniciou sua pregação na França, mas fugiu para a  Suíça• Redigiu a Instituiç...
CALVINO• A burguesia aceitou prontamente o calvinismo• Valorização do trabalho e da riqueza  – “O trabalhador é o que mais...
DIFERENÇAS        LUTERANISMO                 CALVINISMO•   Favorável à nobreza      • Favorável à burguesia•   Igreja sub...
ANGLICANISMO• Fatores da reforma na Inglaterra:  – ideias de Wyclif  – nacionalismo inglês  – evasão de riquezas inglesas ...
ANGLICANISMO• Afirmação do poder real• Causa imediata: rompimento entre Henrique  VIII e o papa Clemente VII• O rei inglês...
ANGLICANISMO• Após a morte de Henrique VIII, Eduardo VI  expandiu o anglicanismo• Maria Tudor tentou restaurar o catolicis...
REFORMA CATÓLICA• Também chamada de Contrarreforma• Combate ao protestantismo• Manutenção dos dogmas, do celibato e da  co...
REFORMA CATÓLICA• Também chamada de Contra Reforma• Combate ao protestantismo• Manutenção dos dogmas, do celibato e da  co...
REFORMA CATÓLICA NA ESPANHA• Os reis católicos Fernando e Isabel fizeram a  reforma na Igreja• Dependência da Igreja em re...
CONCÍLIO DE TRENTO (1545-1563)• Condenação da doutrina da justificação pela fé• Proibição da intervenção dos príncipes nos...
RENASCIMENTO CULTURAL
O nascimento de Adão – Afresco do teto da Capela Sistina (Vaticano)Fonte: http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_v...
RENASCIMENTO CULTURAL• Conceito:  – Renovação cultural na sociedade europeia (séculos    XV e XVI) em consequência do dese...
RENASCIMENTO CULTURAL• Conceito:  – Valorização do novo em oposição à tradição  – Observação metódica da natureza acompanh...
HUMANISMO• Elemento central do Renascimento• Entusiasmo pelas obras clássicas• Valorização do homem em oposição ao divino•...
HUMANISTAS• Petrarca: aficcionado pelos manuscritos  latinos. Escreveu as Epístolas.• Boccaccio: escreveu o Decamerão sobr...
LITERATURA• Erasmo de Roterdã: escreveu o Elogio da  loucura, uma crítica ao fanatismo, às  superstições e ao abuso do cle...
RENASCIMENTO ITALIANO• Desde o século XII: renascimento comercial e  urbano• Crescimento econômico em função do  monopólio...
PINTURAGiotto (1267-1337)          Cenni di Pepe ‘Cimabue’ (1240-1302)Lamento ante Cristo morto                Crucifixo  ...
DONATELLO, escultor   (1386-1466)                Lamento ante                Cristo Morto,                Victoria and Alb...
FILIPPO BRUNELLESCHI, arquiteto          (1377-1446)                  Catedral de Santa Maria                  del Fiore, ...
LEO BATTISTA ALBERTI, arquiteto         (1404-1472)                       Fachada de Santa                       Maria Nov...
SANDRO BOTTICELLI, pintor      (1445-1510)                  Nascimento de                  Vênus, Galleria degli          ...
MASSACCIO, pintor (1401-1428)              Adão e Eva expulsos do Paraíso,              capela Brancacci, de Florença,    ...
MICHELANGELO, pintor e escultor           (1475-1564)Expulsão, afresco da CapelaSistina, Vaticano          Davi, Academia ...
DONATO BRAMANTE, arquiteto e     pintor (1444-1514)               San Pietro em Montorio, Roma                            ...
LEONARDO DA VINCI, pintor, arquiteto,    inventor, engenheiro (1452-1519)                             Mona Lisa, Museu    ...
RAFAEL SÂNZIO, arquiteto e pintor         (1483-1520)                       A Escola de Atenas,                       Stan...
JAN VAN EYCK, pintor (1390-1441)                 O Casal Arnolfini, National                 Gallery, Londres             ...
ALBRECHT DÜRER, pintor e  matemático (1471-1528)             Lebre jovem, aquarela e             guache em papel, Galeria ...
FRANÇA• Mecenas: Henrique II (1547-1578) incentivou a  produção renascentista• Artistas:  – Escritores: Rabelais e Montaig...
INGLATERRA• Mecenas: Dinastia dos Tudor• Destaque para Shakespeare (Romeu e Julieta,  Hamlet, Macbeth, Otelo e Ricardo III...
PENÍNSULA IBÉRICA• Autoafirmação do sentimento nacional• Destaque para:• Miguel de Cervantes: escreveu Dom Quixote  de la ...
DIEGO VELÁSQUEZ, pintor      (1599-1660)             O enterro do Conde Orgaz,             Igreja de São Tomé, Toledo,    ...
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História Geral - Idade Moderna - Absolutismo, Mercantilismo, Reforma Protestante, Renascimento [www.gondim.net]

  1. 1. HISTÓRIA GERAL IDADE MODERNA: ABSOLUTISMO MERCANTILISMO REFORMA PROTESTANTEProf. Marco Aurélio Gondim www.gondim.net
  2. 2. ABSOLUTISMO
  3. 3. ABSOLUTISMO• Regime político monárquico baseado na centralização do poder, na burocracia, na tributação e na unificação territorial.• Todos os elementos acima estavam permeados pelo princípio de nação. 3
  4. 4. ESTADOS NACIONAIS• Formaram-se entre os séculos XVI e XVII• Ampliação de comunidades locais para Estados nacionais modernos• Imposição do poder real e nacional, superando os poderes locais e o poder supranacional da Igreja Católica• O principal elemento de união era a língua• A invenção da imprensa contribuiu para a difusão de valores nacionais 4
  5. 5. ACÚMULO DE PODER• Pacto social e político• Arrecadação de tributos• Emissão de moeda única• Formação de um exército permanente• Expansão territorial• Organização político-administrativa e judiciária 5
  6. 6. FATORES DO ABSOLUTISMO• Fator interno: fortalecimento do poder real, por meio da neutralização da burguesia e da nobreza• Fator intelectual - correntes de pensamento: – Jacques Bossuet (França) – Thomas Hobbes (Inglaterra) – Nicolau Maquiavel (Florença) 6
  7. 7. O ESTADO, por Luciano Gruppi• O Estado é então a expressão da dominação de uma classe, é a necessidade de regulamentar juridicamente a luta de classes, de manter determinados equilíbrios entre as classes em conformidade com a correlação de força existente, a fim de que a luta de classes não se torne dilacerante. O Estado é a expressão da dominação de uma classe, mas também um momento de equilíbrio jurídico e político, um momento de mediação. 7
  8. 8. O SOBERANO• Ausência de controle externo• Árbitro supremo• Papel da burguesia: apoio financeiro em troca de proteção do mercado• Papel da nobreza: apoio político em troca de cargos• O exercício do poder não era partilhado: o Estado era o Rei 8
  9. 9. PORTUGAL• Início: dinastia de Avis (século XIV)• Consolidação do poder com João V: século XVIII• Exploração de minérios no Brasil• Centralização política• Expansão marítima 9
  10. 10. ESPANHA• Consolidação do poder: século XVI, após os reis católicos• Século XVIII: fortalecimento do poder após a Guerra da Sucessão (1701-1715)• Dinastia Bourbon assumiu o poder na Espanha• Os reis Filipe V e Fernando VI foram as principais expressões do absolutismo 10
  11. 11. INGLATERRA• Guerra das Duas Rosas (1455-1485)• Henrique VIII (Dinastia Tudor): século XVI• Ruptura com o catolicismo romano• Criação da Igreja Anglicana• Elizabeth I (filha de Henrique VIII) consolidou o anglicanismo e o mercantilismo, e derrotou a Invencível Armada espanhola, dando início à supremacia inglesa 11
  12. 12. ELIZABETH I 12
  13. 13. HENRIQUE VIII 13
  14. 14. FRANÇA• Reis Carlos VIII, Luís XII e Francisco I• Destaque para Luís XIV, o Rei-Sol (1643-1715)• Luís XIV: “O Estado sou eu”• Direito divino dos reis• Forte influência do Cardeal Mazzarino• Reestruturação da arrecadação de impostos• Reorganização do exército francês• Cargos ocupados pela nobreza• Luís XIV impôs na Espanha a dinastia dos 14 Bourbons
  15. 15. LUÍS XIV 15
  16. 16. TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO• Origem contratualista – Individualismo e racionalismo – Função do monarca: realização do bem comum – Pacto/contrato social• Nicolau Maquiavel (1513) escreveu O Príncipe – Os fins justificam os meios• Thomas Hobbes (1654) escreveu O Leviatã – O homem é o lobo do homem 16
  17. 17. LEVIATÃ DE THOMAS HOBBES 17
  18. 18. TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO• Origem divina• Mentalidade católico-feudal• Autoridade delegada por Deus na Terra• Monarquia por direito divino• Jean Bodin (1576) escreveu Sobre a República – Desnecessidade da investidura do papa• Jacques Bossuet (1679) escreveu A política inspirada na Sagrada Escritura – A Bíblia justifica o poder absoluto do rei 18
  19. 19. MERCANTILISMO
  20. 20. MERCANTILISMO• Política econômica do Absolutismo• Intervenção estatal na economia entre os séculos XV e XVIII• Simultaneidade com práticas econômicas feudais• Objetivo: política de unificação para garantir a unidade nacional 20
  21. 21. CARACTERÍSTICAS DO MERCANTILISMO• Controle estatal da economia (comércio e indústria)• Metalismo: entesouramento de metais preciosos• Balança comercial favorável: superávit• Protecionismo alfandegário• Pacto colonial: exclusivo comercial• Navegação 21
  22. 22. INGLATERRA• Mercantilismo inglês: Comercialismo• 1651: Atos de Navegação para proteger a economia inglesa• Acirramento da política colonial na América• Proibição do embarque de mercadorias americanas em navios holandeses• Todo o comércio com a Inglaterra deveria ser feito em navios ingleses• Hegemonia inglesa na Europa e no Atlântico 22
  23. 23. FRANÇA• Mercantilismo francês: Industrialismo ou Colbertismo• Conselheiro das Finanças: Jean-Baptiste Colbert• Planejamento econômico com controle direto do comércio e da manufatura• Estímulo às manufaturas de luxo• Expansão colonial (África e América) 23
  24. 24. PORTUGAL / ESPANHA• Mercantilismo ibérico: Bulionismo (do inglês bulion = ouro em lingote)• Tipo de mercantilismo que quantifica a riqueza através da quantidade de metais preciosos acumulados• Defesa da balança comercial favorável por meio do monopólio 24
  25. 25. CRISE DO MERCANTILISMO• Após 1720, novo crescimento da economia europeia• Questionamentos da burguesia sobre o excessivo controle estatal• Manutenção do mercantilismo na Rússia, Prússia, Suécia, Países Ibéricos, Áustria, Estados italianos e alemães• Difusão dos ideais liberais (Adam Smith) 25
  26. 26. REFORMA PROTESTANTE
  27. 27. REFORMA PROTESTANTE• Complexo conjunto de fatos que durou a maior parte do século XVI com a consequente perda de fieis da Igreja Católica• Questionamentos surgidos dentro da Igreja quanto às suas estruturas eclesiástica e doutrinária 27
  28. 28. PRIMEIROS REFORMADORES• John Wyclif, Universidade de Oxford (séc. XIV) – Redução da importância do clero e simplificação da missa – Busca da pureza e pobreza inicial do Cristianismo – Defendia a tradução da Bíblia para o inglês – Resultado: excomungado• Jan Huss, Universidade de Praga (séc. XV) – Crítica aos excessos do clero e da hierarquia da Igreja – Missa na língua do país – Resultado: morte na fogueira 28
  29. 29. FATORES RELIGIOSOS DA REFORMA• Enfraquecimento do poder papal provocados por conflitos entre papas e monarcas• Excessiva ostentação e luxo em que viviam os sacerdotes• Venda de cargos eclesiásticos, de relíquias falsas e de indulgências• Vida desregrada dos sacerdotes católicos• Conflito entre o Agostinianismo (predestinação) e o Tomismo (livre arbítrio) 29
  30. 30. FATORES ECONÔMICOS DA REFORMA• Condenação da usura e do lucro: insatisfação da burguesia• Desejo de monarcas de se apoderarem das terras e riquezas da Igreja• Insatisfação dos monarcas quanto aos impostos cobrados pela Igreja: vintém de Pedro• Evasão de divisas em direção à Itália 30
  31. 31. FATORES POLÍTICOS DA REFORMA• O surgimento do espírito de nação• Insatisfação em relação à interferência estrangeira• Surgimento de governos autoritários que desejavam controlar a religião 31
  32. 32. ALEMANHA• Século XVI• A Alemanha não era um Estado unificado• Diversos principados no território do Sacro Império Romano-Germânico• Fragmentação política: favorável ao poder da Igreja (ser cristão superava o ser alemão)• Economia feudal com uma Igreja rica (terras)• Existência de feudos eclesiásticos 32
  33. 33. ALEMANHA• Martinho Lutero, monge agostiniano• Venda de indulgências autorizada pelo papa Leão X para construção da Basílica de São Pedro• Lutero afixou nas portas da Catedral de Wittemberg as 95 Teses: – Salvação pela fé – Dois sacramentos: batismo e eucaristia – A Bíblia é a única fonte da fé – Missas/cultos simples – Rejeição da hierarquia e do celibato do clero 33
  34. 34. ALEMANHA• 1520: o papa Leão X excomungou Lutero, que queimou a bula de excomunhão publicamente• O imperador Carlos V convocou a Dieta de Worms para que Lutero se desculpasse• Lutero refugiou-se no castelo do Duque da Saxônia, onde traduziu a Bíblia para o alemão• 1524: revolta de camponeses. Lutero apóia os nobres e príncipes• 1529: Assembleia de Spira: protestos de Lutero 34
  35. 35. ALEMANHA• 1530: Filipe Melanchton redigiu a Confissão de Augsburgo: princípio do luteranismo• 1531: Liga de Smaldake – príncipes protestantes lutaram contra Carlos V• 1555: Paz de Augsburgo – triunfo do luteranismo – Cada príncipe decidirá a sua religião e a do seu povo 35
  36. 36. SUÍÇA• Ulrico Zwinglio (início do século XVI) – Justificação pela fé – Rejeição ao celibato clerical – Combate à veneração de imagens – Negação do valor das relíquias – Negação do poder do papa – Sucesso no norte do país; o sul permaneceu católico• Guerra religiosa: morte de Zwinglio 36
  37. 37. CALVINO• João Calvino, Universidade de Paris• Iniciou sua pregação na França, mas fugiu para a Suíça• Redigiu a Instituição da Religião Cristã – A salvação não depende da fé; o homem nasce predestinado – A Bíblia é a única fonte de fé – Proibição da veneração de santos e imagens – Combate ao celibato clerical e à autoridade do papa – Dois sacramentos: batismo e eucaristia – Justificação da usura 37
  38. 38. CALVINO• A burguesia aceitou prontamente o calvinismo• Valorização do trabalho e da riqueza – “O trabalhador é o que mais se assemelha a Deus. Um homem que não quer trabalhar não deve comer. O pobre é suspeito de preguiça, o que constitui uma injúria a Deus”• Calvino assumiu o governo de Genebra: triunfo do calvinismo• Proibição de jogos, danças, festas, Natal, Páscoa, enfeites, nomes não bíblicos• Chamados de huguenotes (França), puritanos (Inglaterra) e presbíteros (Escócia) 38
  39. 39. DIFERENÇAS LUTERANISMO CALVINISMO• Favorável à nobreza • Favorável à burguesia• Igreja subordinada ao • Igreja independente Estado• Livre interpretação da • Dogmatismo religioso Bíblia• Justificação pela fé • Predestinação 39
  40. 40. ANGLICANISMO• Fatores da reforma na Inglaterra: – ideias de Wyclif – nacionalismo inglês – evasão de riquezas inglesas – necessidade dos reis ingleses de se livrarem do poder da Igreja 40
  41. 41. ANGLICANISMO• Afirmação do poder real• Causa imediata: rompimento entre Henrique VIII e o papa Clemente VII• O rei inglês queria a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão• Henrique VIII foi excomungado• 1534: Ato de Supremacia. O rei é reconhecido como o único chefe da Igreja na Inglaterra• Não foi uma reforma radical: rituais católicos41
  42. 42. ANGLICANISMO• Após a morte de Henrique VIII, Eduardo VI expandiu o anglicanismo• Maria Tudor tentou restaurar o catolicismo• Elizabeth I consolidou o anglicanismo: Lei dos 39 Artigos (1562)• O anglicanismo se tornou uma mistura de doutrina calvinista e rituais católicos 42
  43. 43. REFORMA CATÓLICA• Também chamada de Contrarreforma• Combate ao protestantismo• Manutenção dos dogmas, do celibato e da corrupção na Igreja• 1534: Companhia de Jesus (Inácio de Loiola) – Igreja militante – Tarefa de educação – Reafirmação dos dogmas católicos – Catequese dos índios da América do Sul 43
  44. 44. REFORMA CATÓLICA• Também chamada de Contra Reforma• Combate ao protestantismo• Manutenção dos dogmas, do celibato e da corrupção na Igreja• 1534: Companhia de Jesus (Inácio de Loiola)• 1540: Concílio de Trento – Tribunais da Santa Inquisição – Index Librorum Prohibitorum 44
  45. 45. REFORMA CATÓLICA NA ESPANHA• Os reis católicos Fernando e Isabel fizeram a reforma na Igreja• Dependência da Igreja em relação ao Estado• Participação do Cardeal Francisco Ximenez de Cisneros• Organização do Seminário de Granada 45
  46. 46. CONCÍLIO DE TRENTO (1545-1563)• Condenação da doutrina da justificação pela fé• Proibição da intervenção dos príncipes nos assuntos da Igreja• Manutenção dos sete sacramentos, celibato clerical, indissolubilidade do matrimonio, veneração aos santos e venda de relíquias• Organização da formação intelectual dos sacerdotes nos seminários• Eucaristia: transubstanciação 46
  47. 47. RENASCIMENTO CULTURAL
  48. 48. O nascimento de Adão – Afresco do teto da Capela Sistina (Vaticano)Fonte: http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html 48
  49. 49. RENASCIMENTO CULTURAL• Conceito: – Renovação cultural na sociedade europeia (séculos XV e XVI) em consequência do desenvolvimento econômico. – Iniciou-se nas cidades italianas e se difundiu por outras partes da Europa. – Época em que se menosprezou o período medieval e se exaltou a Antiguidade. – Foi o aproveitamento das concepções clássicas no novo mundo mercantil e urbano da Idade Moderna. 49
  50. 50. RENASCIMENTO CULTURAL• Conceito: – Valorização do novo em oposição à tradição – Observação metódica da natureza acompanhada de experimentação – Valorização das ciências – Cultura urbana estimulada pela burguesia (mecenato) 50
  51. 51. HUMANISMO• Elemento central do Renascimento• Entusiasmo pelas obras clássicas• Valorização do homem em oposição ao divino• Inspiração na tradição da Antiguidade clássica greco-romana• Uso da razão frente à revelação• Criticismo 51
  52. 52. HUMANISTAS• Petrarca: aficcionado pelos manuscritos latinos. Escreveu as Epístolas.• Boccaccio: escreveu o Decamerão sobre costumes e tipos populares.• Dante Alighieri: escreveu a Divina Comédia, obra com elementos medievais, mas prenunciando valores renascentistas 52
  53. 53. LITERATURA• Erasmo de Roterdã: escreveu o Elogio da loucura, uma crítica ao fanatismo, às superstições e ao abuso do clero.• Thomas Morus: escreveu Utopia, uma ficção sobre uma organização sociopolítica ideal.• Tomás Campanella: escreveu A cidade do Sol, um combate à filosofia medieval escolástica.• Nicolau Maquiavel: escreveu O Príncipe, uma 53 análise dos fundamentos do Estado moderno.
  54. 54. RENASCIMENTO ITALIANO• Desde o século XII: renascimento comercial e urbano• Crescimento econômico em função do monopólio comercial do Mediterrâneo• A prosperidade econômica e o capital acumulado permitiu os investimentos nas atividades culturais• A Igreja Católica se transformou em mecenas da arte renascentista 54
  55. 55. PINTURAGiotto (1267-1337) Cenni di Pepe ‘Cimabue’ (1240-1302)Lamento ante Cristo morto Crucifixo 55
  56. 56. DONATELLO, escultor (1386-1466) Lamento ante Cristo Morto, Victoria and Albert Museum, Londres 56
  57. 57. FILIPPO BRUNELLESCHI, arquiteto (1377-1446) Catedral de Santa Maria del Fiore, Firenzi, Itália. 57
  58. 58. LEO BATTISTA ALBERTI, arquiteto (1404-1472) Fachada de Santa Maria Novella, Florença, Itália 58
  59. 59. SANDRO BOTTICELLI, pintor (1445-1510) Nascimento de Vênus, Galleria degli Uffizi, Firenze, Itália 59
  60. 60. MASSACCIO, pintor (1401-1428) Adão e Eva expulsos do Paraíso, capela Brancacci, de Florença, Itália 60
  61. 61. MICHELANGELO, pintor e escultor (1475-1564)Expulsão, afresco da CapelaSistina, Vaticano Davi, Academia de Belas Artes de Florença, Itália 61
  62. 62. DONATO BRAMANTE, arquiteto e pintor (1444-1514) San Pietro em Montorio, Roma 62
  63. 63. LEONARDO DA VINCI, pintor, arquiteto, inventor, engenheiro (1452-1519) Mona Lisa, Museu do Louvre, Paris, França 63
  64. 64. RAFAEL SÂNZIO, arquiteto e pintor (1483-1520) A Escola de Atenas, Stanza della Segnatura, Vaticano 64
  65. 65. JAN VAN EYCK, pintor (1390-1441) O Casal Arnolfini, National Gallery, Londres 65
  66. 66. ALBRECHT DÜRER, pintor e matemático (1471-1528) Lebre jovem, aquarela e guache em papel, Galeria Albertina, Viena, Áutria 66
  67. 67. FRANÇA• Mecenas: Henrique II (1547-1578) incentivou a produção renascentista• Artistas: – Escritores: Rabelais e Montaigne – Arquitetos: Pierre Lacost e Philibert Delorme – Escultores: Colombe, Germain Pilon e Jean Goujon 67
  68. 68. INGLATERRA• Mecenas: Dinastia dos Tudor• Destaque para Shakespeare (Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth, Otelo e Ricardo III 68
  69. 69. PENÍNSULA IBÉRICA• Autoafirmação do sentimento nacional• Destaque para:• Miguel de Cervantes: escreveu Dom Quixote de la Mancha• Francisco Quevedo: escreveu Política de Deus• Luis de Camões: escreveu Os lusíadas• Gil Vicente: escreveu Barca do Inferno 69
  70. 70. DIEGO VELÁSQUEZ, pintor (1599-1660) O enterro do Conde Orgaz, Igreja de São Tomé, Toledo, Espanha 70
  71. 71. Prof. Marco Aurélio Gondim www.gondim.net

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