Cintilografia renal e vias urinárias

24.120 visualizações

Publicada em

0 comentários
9 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
24.120
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3.746
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
9
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Cintilografia renal e vias urinárias

  1. 1. APLICAÇÕES CLÍNICASDA MEDICINA NUCLEARNAS DOENÇAS RENAIS E DO TRATO URINÁRIO CLAUDIO TINOCO MESQUITA Serviço de Medicina Nuclear
  2. 2. O Exame + Material Radioativo Medicamento(Radioisótopo ou Marcador) (Fármaco) Radiofármaco O papel da medicina nuclear
  3. 3. PRINCÍPIOS BÁSICOSIsótopo (99mTc) marcado com fármaco específico: Filtração glomerular; Secreção tubular; Ligado aos túbulos renais por longo tempo para permitir imagem da anatomia cortical.
  4. 4. RADIOFÁRMACOS 99mTc-DMSA Ácido Dimercaptossuccínico 99mTc-DTPA Ácido Dietilenotriaminopentacético 99mTc-EC Etilenodicisteína 99mTc-MAG3 Mercaptoacetil triglicina 99mTc-GHA Glucoheptonato 123I-OIH Ortoiodo-hipurato
  5. 5. O componente funcional renal: o néfron modificado de “Physiology of the kidney”, L. P. Sullivan, 2002 (livro on-line na íntegra): http://www2.kumc.edu/ki/physiology/index.htm
  6. 6. Função renal• Fluxo sanguíneo- 20% do débito cardíaco para rins (1200 ml/min de sangue, ou 600 ml/min de plasma)• Filtração - 20% fluxo plasmático renal é filtrado pelos glomérulos (120 ml/min, 170 L/dia)• Secreção tubular• Reabsorção tubular (1% ultrafiltrado - urina)• Funções endócrinas
  7. 7. Três Processos Básicos Renais• Filtração glomerular• Reabsorção tubular• Secreção tubular
  8. 8. Filtração Glomerular
  9. 9. TFG depende do diâmetero das arteríolas aferente e eferente Glomérulo Arteríola Aferente Arteríola Eferente TFG TFG Filtrado Glomerular Dilatação da Art. Constricção Art. Constricção da Dilatação da Art. Aferente Eferente Art. Aferente EferenteProstaglandinas, Angiotensina II Ang II (alta dose), Bloqueio daDopamina (baixa (baixa dose) Noradrenalina, Angiotensina II dose), ANP, NO Endotelina, ADH, Bloqueio da Prostaglandina
  10. 10. Reabsorção Tubular• Capilares peritubulares reabsorvem parte do ultrafiltrado.• Reabsorvem 99% H2O, 100% glicose, 99,5% Na+ e 50% da uréia. A maior parte no Túbulo contornado proximal.
  11. 11. Radiotraçadores renais Mecanismos de Excreção FG ST FTTc-99m DTPA >95%Tc-99m MAG3 <5% 95%I-131 OIH 20% 80%Tc-99m GHA 40%-60% 20%Tc-99m DMSA 20% 60% Semin NM Apr.92
  12. 12. Radiofármacos Renais Fração de Extração ClearanceTc-99m DTPA 20% 100-120 ml/minTc-99m MAG3 40-50% ~ 300 ml/minI-131 OIH ~100% 500-600 ml/min
  13. 13. Radiofármacos RenaisDosimetria DTPA MAG3 GHA DMSA I-131OIH rad/10 mCi rad/5mCi rad/300µCiRim 0.2 0.15 1.6 3.5 0.01Bexiga 2.8 5.1 2.7 0.3 0.3
  14. 14. Escolha do Radiotraçador RenalQuestão Clínica Agente Perfusão MAG3, DTPA, GHA Morfologia DMSA, GHA Obstrução MAG3, DTPA, OIH Função Renal Relativa Todos Quantificação da TFG I-125 iothalamate, Cr-51 EDTA, DTPA Quantificação do FPRE MAG3, OIH
  15. 15. AGENTE DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR99m Tc DTPA (ácido dietilenotriaminopentacético) Estudo DINÂMICO da perfusão renal, capacidade de concentração e fluxo urinário para o sistema pielocaliciano, ureteres e bexiga. 5-10% se liga às ptn plasmáticas. Fornece avaliação acurada da TFG de cada rim.
  16. 16. AGENTE DE SECREÇÃO TUBULAR99mTc-EC ( etilenodicisteína ) Estudo DINÂMICO da perfusão renal, capacidade de concentração e fluxo urinário para o sistema pielocalicial, ureteres e bexiga; 30% se liga às ptn plasmáticas; Estima o Fluxo Plasmático Renal Efetivo; Fornece melhores imagens renais que o DTPA na insuficiência renal.
  17. 17. Principais indicações da Cintilografia Renal Dinâmica( DTPA e EC )  Avaliação do fluxo sangüíneo renal;  Medidas de parâmetros quantitativos, tais como taxa de filtração glomerular;  Diagnóstico e avaliação evolutiva da NTA e IRC;  Avaliação da hipertensão renovascular;  Avaliação da uropatia obstrutiva;  Avaliação do rim transplantado;  Avaliação da função renal diferencial;
  18. 18. AGENTE RENAL CORTICAL99mTc-DMSA (ácido dimercaptossuccínico) Estudo ESTÁTICO do córtex renal e quantificação da função parenquimatosa relativa (massa renal funcionante); Agente de escolha para imagem do parênquima renal devido ao seu alto acúmulo cortical; Não há visualização do sistema excretor, se acumula principalmente nos túbulos contornados proximais; 90% se liga às ptn plasmáticas (limita a filtração glomerular).
  19. 19. Principais indicações clínicas da Cintilografia Renal Estática(DMSA) diagnóstico de pielonefrite aguda e eventual seqüela (cicatriz) quantificação relativa do córtex funcionante de cada rim avaliação das doenças císticas do rim; diagnóstico do rim multicístico displásico; diagnóstico de ectopia renal ou rim único; avaliação do envolvimento renal por tumores diagnóstico do infarto renal diagnóstico do rim em ferradura.
  20. 20. INDICAÇÕES• Perfusão renal• HAS renovascular (Nefrograma com Captopril)• Infecção (cintilografia cortical renal)• Avaliação pré-cirúrgica (nefrectomia)• Transplante renal• Anomalias congênitas, massas e função• Obstrução (nefrograma com diurético)
  21. 21. Procedimento
  22. 22. Cintilografia renalPreparo do paciente• Hidratação adequada • Beber 5-10 ml/kg água (2-4 copos) 30-60 min. pre-injeção• Urinar antes do exame• Unrinar ao terminar o exame Int‟l Consens. Comm. Semin NM „99:146-159
  23. 23. Aquisição das Imagens• Deitado em supino• Fluxo (angiograma) : 2-3 seg / frames x 1 min• Dinâmica: 15-30 seg / frames x 20-30 min (disposto a 1-3 minutos /frame)
  24. 24. DTPA normal
  25. 25. DTPA normal
  26. 26. Função Renal RelativaROI‟s
  27. 27. Captação relativa• Contirbuição de cada rim para função renal completa cts no rim esquerdo% rim esq = ------------------------------------------------------ x 100% cts no rim esquerdo + contagens no rim direito • Normal 50/50 - 56/44 • Borderline 57/43 - 59/41 • Anormal > 60/40 Taylor, SeminNM Apr 99
  28. 28. Cintilografia Renal BásicaProcessamento• Tempo para Pico • Normal < 5 min• Atividade Residual Cortical (RCA20 or 30) • Taxa de cts após 20 ou 30 min / cts do pico • Normal RCA20 para MAG3 < 0.3• Volume Urinário Residual • (cts pós-miccional x vol. urinado) (cts pré-miccional- cts pós-miccional)
  29. 29. Fluxo sanguíneo e Renograma
  30. 30. Cintilografia Renal - Normal
  31. 31. DTPA dinâmico TFG = 29 ml/min Creat = 2.0 Esq = 33% Dir = 67%
  32. 32. Oclusão da artéria renal
  33. 33. Infarto Renal
  34. 34. Fases do RenogramaI. Fase Vascular (estudo do fluxo): Ao-Rim ~ 3 sII. Fase Parenquimatosa (rim-bkg): Tpico < 5 minIII. Fase de Excreção
  35. 35. Renograma Curvas
  36. 36. Avaliação de Hidronefrose Estudo renal dinâmico com lasix®
  37. 37. Obstrução Obstrução ao fluxo urinário causa uropatia obstrutiva (hidronefrose, hidroureter) e pode levar à nefropatia obstrutiva (perda da função renal).
  38. 38. Estudo Renal Dinâmico com Diurético Princípios• Hidronefrose – o traçador se acumula na pelve renal• Lasix >>>> aumento do fluxo urinário• Caso obstruído >>> o traçador não será lavado da pelve (wash out)• Se apenas dilatado, mas não obstruído >>> traçador será lavado• O washout é quantificado pelo T1/2
  39. 39. Estudo Renal Dinâmico com Diurético Indicações• Avaliar o significado funcional da hidronefrose• Determinar necessidade de cirurgia • Hidronefrose obstrutiva – Tto. Cirúrgico • Hidronefrose não-obstrutiva – Ttto. Clínico• Monitorar efeito do tratamento
  40. 40. Estudo Renal Dinâmico com Diurético Procedimento• Preparo do paciente: • Hidratar adultos - oral 360ml/m2 em 30 min pediatria - 10-15 ml/kg • Urinar antes da injeção • Cateter vesical ?
  41. 41. Estudo Renal Dinâmico com Diurético Procedimento• Lasix: 40mg adulto, 1mg/kg criança ~10-20 min (quando pelve cheia) ou -15min (método “F-15”)• Aquisição por mais 30 min pós Lasix
  42. 42. Estudo Renal Dinâmico com Diurético Procedimento• Não administrar lasix • Sistema coletor ainda está enchendo • Sistema coletor não encheu até 60 min • Sistema coletor esvazia espontaneamente • Função renal ipsilateral pobre (< 20%)
  43. 43. pré-Lasix
  44. 44. post-Lasix
  45. 45. Sem obstrução JUP T1/2 R = 6‟ L = 2‟
  46. 46. Curva Pos-Lasix
  47. 47. Pre-Lasix 10 y/o M
  48. 48. Pós-Lasix
  49. 49. Obstrução JUP Direita T1/2 R = N/A Tto. – inserção nefrostomia
  50. 50. Estudo Renal Dinâmico com DiuréticoAvaliando Washout T1/2 tempo necessário para 50% do traçador deixar a unidade dilatada, i.e. tempo para atividade cair até 50% do pico.
  51. 51. T1/2 washout cts100%50% T1/2 min
  52. 52. Valor do T1/2• Variáveis que influenciam o T1/2: • Traçador • Hidratação • Volume da pelve dilatada • Cateter na bexiga • Dose de Lasix • Função renal (resposta ao Lasix)
  53. 53. T1/2• Normal < 10 min• Obstruído > 20 min• Indeterminado 10 - 20 min
  54. 54. Estudo Renal Dinâmico com Diurético Pitfalls• Falso positivo para obstrução • Bexiga distendida • Hidronefrose grosseira T(tempo de trânsito) = V (volume) F (fluxo) • Rim com deficit funcional ou imaturo • Desidratação• Falso negativo • Obstrução de baixo grau • Rim com deficit funcional ou imaturo
  55. 55. Efeito do cateter vesical (1) Bexiga cheia, Sem cateter
  56. 56. Efeito do cateter vesical (2) Com cateter vesical
  57. 57. Efeito do cateter vesical (3) Sem cateter Com cateter
  58. 58. Avaliação da HAS RenovascularRenograma com Captopril
  59. 59. DEFINIÇÃO• A definição mais rigorosa requer a demonstração de cura ou melhora da hipertensão arterial após revascularização da estenose de artéria renal.• É um diagnóstico retrospectivo.
  60. 60. PROBLEMAS• Nem toda EAR é associada a HRV• A EAR é necessária mas não é suficiente para HRV!• Pacientes com HAS essencial podem desenvolver EAR e HRV.• Quais pacientes devem ser estudados?• Quais exames?• Que tratamento?• Qual o risco?
  61. 61. FISIOPATOLOGIA• 1934 - Harry Goldblatt demonstrou que clampeando a artéria renal de um cão pode-se reproduzir hipertensão persistente.• Hipertensão chamada de Goldblatt.• 1938 1ª cura de hipertensão após nefrectomia.
  62. 62. ANGIOTENSINOGÊNIO ANGIOTENSINA I ANGIOTENSINA II ECA RENINA FILTRAÇÃO gloméruloArt. aferente Art. eferente VASOCONSTRIÇÃO RETENÇÃO Na e H2O túbulo
  63. 63. ETIOLOGIA • Aterosclerose • Displasia fibromuscular • Arterite de Takayasu
  64. 64. ATEROSCLEROSE• 90 % dos casos.• É uma manifestação de ateroesclerose generalizada associada com idade avançada e diagnosticada incidentalmente.• 30% dos pacientes com doença coronariana.• 50 % com doença vascular periférica.• Mais proximal.
  65. 65. DISPLASIA FIBROMUSCULAR• Medial (85 %)• Mulheres jovens• Médio-distal
  66. 66. CLÍNICA # Início < 30 a ou recente > 50a; # Sopro abdominal; # Hipertensão acelerada ou resistente; # Edema pulmonar recorrente; # Coexistência de doença aterosclerótica difusa; # Insuficiência renal aguda precipitada por IECA ou antagonistas do receptor da angiotensina II
  67. 67. TRATAMENTODISPLASIA • ARTPFIBROMUSCULAR • A maioria melhora o controle da pressão arterial. ATEROSCLEROSE
  68. 68. ATEROSCLEROSE• Parte de processo difuso •Objetivos do tratamento : Manutenção da função renal, prevenir atrofia Prevenção da IRC dialítica Controle da HAS Melhora da co-morbildade cardíacas
  69. 69. TRATAMENTO• Cirurgia angioplastia.• Estudos retrospectivos demonstraram que angioplastia renal transluminal percutânea (PTRA) pode melhorar o controle pressórico e preservar a função renal em pacientes com estenose de artéria renal .
  70. 70. • ASTRAL• PTRA x tratamento clínico• 806 pacientes• Randomizado• A angioplastia não melhora a função renal em pacientes com ateroesclerose Vasc Med Levy 2010
  71. 71. Original ArticleRevascularization versus Medical Therapy for Renal-Artery Stenosis The ASTRAL Investigators N Engl J Med Volume 361(20):1953-1962 November 12, 2009
  72. 72. Study Overview• In a clinical trial, 806 patients with renovascular disease were randomly assigned either to undergo percutaneous revascularization with medical therapy or to receive medical therapy alone• At a median follow-up of 34 months, the rate of decline in renal function (the primary end point) did not differ significantly between the two groups• Serious complications of revascularization occurred in 23 patients
  73. 73. Baseline Characteristics of the Patients The ASTRAL Investigators. N Engl J Med 2009;361:1953- 1962
  74. 74. Renal Function in Patients with Renal-Artery Stenosis Treated with Revascularization or Medical Therapy Alone The ASTRAL Investigators. N Engl J Med 2009;361:1953- 1962
  75. 75. Systolic and Diastolic Blood PressureThe ASTRAL Investigators. N Engl J Med 2009;361:1953-1962
  76. 76. Kaplan-Meier Curves for the Time to the First Renal and Cardiovascular Events The ASTRAL Investigators. N Engl J Med 2009;361:1953- 1962
  77. 77. Kaplan-Meier Curves for Overall SurvivalThe ASTRAL Investigators. N Engl J Med 2009;361:1953-1962
  78. 78. Conclusion• We found substantial risks but no evidence of a worthwhile clinical benefit from revascularization in patients with atherosclerotic renovascular disease
  79. 79. ULTRASSONOGRAFIA• Velocidade de fluxo> 180cm/s• Velocidade relativa- AR-Aorta: >3.5• OBS: Não é um exame fácil !!!!• 20 % dos pacientes sem sucesso.• Altamente operador dependente• Obesidade• Vantagens:• Informações do IR e tamanho renal• Intra-renal- Formato da onda – Tardus-parvus
  80. 80. IMAGEM EM RESSONANCIA MAGNÉTICA• É útil para avaliar os vasos renais proximais e Aorta.• Sensibilidade de 83-100%• Especificidade 92-97 %• Para avaliar EAR• Displasia fibromuscular?• Fibrose sistêmica nefrogênica
  81. 81. ANGIO TOMOGRAFIA• A acurácia é alta semelhante a RM• Limitações:• Insuficiência renal,• Nefrotoxicidade• Radiação• Alergia
  82. 82. Métodos p/ detecção das alterações hemodinâmicas e funcionais • Doppler • Renina • Cintilografia
  83. 83. ULTRASSONOGRAFIA• Quais pacientes em que a função renal ou a PA não apresentariam melhora após correção da estenose?• Índice de resistividade- ([1 - velocidade diastólica final/ velocidade sistólica máxima] x 100).• IR > 80-pacientes com estenose de artéria renal que não se beneficiarão com intervenção. •N Engl J Med Radermarcher 2001
  84. 84. ULTRASSONOGRAFIA• IR - alguns estudos confirmaram sua utilidade para na avaliação de resultados após revascularização.• Entretanto a medida do IR é sabidamente operador dependente e não se sabe se a técnica pode ser reproduzida em todos os centros.
  85. 85. Inibidor da enzima de conversão daangiotensinaANGIOTENSINA I ANGIOTENSINA II VASOCOSTRITOR BRADICININA VASODILATADOR PRESSÃO DE FILTRAÇÃO FILTRAÇAO GLOMERULAR ALTERAÇÃO NA CINTILOGRAFIA
  86. 86. MEDICINA NUCLEARIECA Filtração glomerular DTPA •TUBULARES Alteração da captação Retenção do parênquima • Qual o radiofármaco? • DTPA E MAG3 são igualmente aceitos em pacientes com função normal. • Em pacientes com IR-MAG3 melhor
  87. 87. Cintilografia Renal Dinâmica filtração glomerular = DTPA secreção tubular = Hippuran, MAG3, EC• assimetria de fluxo • redução volumétrica •déficit funcional
  88. 88. Efeito do SRA na Perfusão Renal
  89. 89. Cint. Renal na HARV FLUXO E FUNÇÃO podem ser normais
  90. 90. MEDICINA NUCLEAR• Inibidor da ECA – TFG no rim afetado.• Fluxo é mais variável.• Meio fisiológico de avaliar o sistema renina – angiotensina- demonstrar que a HRV está presente e é potencialmente reversível.• Avalia hipertensão renovascular e não estenose de artéria renal.
  91. 91. PREPAROHidrataçãoSuspensão IECA/ bloqueadores dos receptores deangiotensina IIcaptopril 2 dias e enalapril 3-5 diasDiuréticosBloqueadores de canais de cálcioJejum – Sensibilidade = 98 % sem IECA (39/40) – Sensibilidade = 75 % com IECA (12/16) Setaro; Hypertension; 1991
  92. 92. Qual a dose?Captopril 25 a 50 mg v.o. 1h antes do estudo• Enalapril- 40µg/K 3-5 min- RF aos 15 min• Manter acesso venoso para ptes de risco ( angina ou IAM recente, TIA ou AVC recente )• Monitorar PA-Hipotensão sintomática = 1% • Elevação membros inferiores e salina • Furosemida
  93. 93. Protocolo 1ou 2 dias ?• O critério mais específico para HRV é a alteração do renograma pós IECA.• O protocolo de 1 dia.• 1-2 mCi basal• IECA- 8-10mCi• 2 dias• Renograma com IECA normal-não é necessário o basal.
  94. 94. Critérios Diagnósticos 1- Padrão visual 2- Piora no padrão das curvas 3- Parâmetros quantitativos
  95. 95. Visual BASAL PÓS - CAPTOPRIL
  96. 96. Padrão de Curvas• 0- Normal• 1-Menores anormalidades• 2- demora na exceção mas clareamento preservado• 3-Sem clareamento- curva de acúmulo• 4- IR com captação• 5-IR rim sem captação
  97. 97. estudo basal e pós-IECA
  98. 98. MAG3• Retenção unilateral• Quantitativamente:• Atividade aos 20 / pico de atividade-aumento de 0,15• Captação relativa de 10 %
  99. 99. DTPA• Redução da captação relativa maior que 10 %• 5-9% intermediário• Retenção do parênquima
  100. 100. CINTILOGRAFIA COM CAPTOPRIL• 51 pacientes hipertensos -procedimento.• Acompanhamento 6 e 12 meses- PA• S-86.5%• E-93%.• Uma cintilografia com captopril positiva no pré operatório é um forte preditor da curabilidade da hipertensão com intervenção. J Nucl Med. 1992 Dondi
  101. 101. CINTILOGRAFIA RENAL COM CAPTOPRIL• 50 pacientes-intervenção• 29 pcts exame positivo -26 cura ou melhora da HAS.• A cintilografia com captopril é um preditor de boa resposta a revascularização. J Vasc Surg Meier 1993
  102. 102. CINTILOGRAFIA COM CAPTOPRIL• Sensibilidade e especificidade de cerca de 90 % para pacientes com função normal adequada.• Dificuldades:• Diferenças nos protocolos, critérios de interpretação• Disfunção renal e estudos basais alterados.Piores resultados Ao comparar com achado anatômico em pacientes com função renal reduzida
  103. 103. Renograma com captopril Preparo do Paciente• Interromper IECA e ATII por 3-7 dias• Interromper diuréticos 5-7dias• Jejum de alimentos sólidos 4 horas• Boa hidratação • 10 ml/kg de água 30-60 min pre e durante teste• IECA • Captopril 25-50 mg po (macerado), 1 hora pre-scan • Monitorar PA a cada 15 min
  104. 104. Renograma IECAGraduação das curvas
  105. 105. Renograma com IECA Critérios Diagnósticos• MAG3: retenção parenquimatosa ipsilateral • Mudança a curva em 1 grau • RCA20 aumento de 15% (p.ex. de 30% para 45%) • Tpico iaumento em mais de 2 min ou de 40% (p.ex. de 5 para 7 min)• DTPA: captação diminuída ipsilateral • Redução da captação relativa 10% (p. ex. de 50/50 para 40/60), uma mudança de 5-9% - intermediária • Mudança no renograma 2 graus Consens. report JNM „96:1876 Semin NM 4/99:128-145
  106. 106. Probabilidade de HARV• Alta (>90%): deterioração da curva ou mudança na função relativa após captopril• Intermediária (indeterminada): estudo basal alterado mantido após captopril• baixa (<10%): Cintilografia c/ IECA normal ou melhora pós captopril
  107. 107. Avaliação de Infecção Renal Cintilografia Renal Cortical
  108. 108. Cintilografia Renal CorticalIndicações • Determinar envolvimento do rim em infecção urinária aguda (pielonefrite aguda) • Detectar cicatriz cortical (pielonerite crônica) • Follow-up pós Tto.
  109. 109. Cintilografia Renal CorticalInterpretação • Pielonefrite Aguda • Defeitos únicos ou múltiplos “frios” • Contorno renal não distorcido • Redução difusa da captação • Rim difusamente aumentado • Pielonefrite Crônica • Perda do volume, afinamento do cortex • Defeitos com bordos nítidos
  110. 110. Cintilografia Renal Cortical“Defeitos Frios“ • Pielonefrite aguda ou crônica • Hidronefrose • Cisto • Tumores • Trauma (contusão, laceração, ruptura, hematoma) • Infarto renal
  111. 111. DMSA
  112. 112. DMSA Normal pinhole LPO RPO
  113. 113. Pielonefrite AgudaDMSA post L post R LEAP LPO pinhole RPO
  114. 114. Cintilografia Renal CorticalAnomalias Congênitas • Agenesia • Ectopia • Fusão (ferradura) • Rim policístico
  115. 115. DMSARim Ferradura
  116. 116. DMSAAgenesia esquerda posterior
  117. 117. GHAEctopia cruzada 74% 26%
  118. 118. Cistografiaradionuclídica
  119. 119. Indicações • Avaliação de crianças com ITU recorrentes • 30-50% tem refluxo vesicoureteral • Follow up após urografia excretora • Avaliar efeito do tratamento ou cirurgia • Rastreamento de refluxo
  120. 120. Métodos Direta Indireta • Tc-99m S.C. ou TcO4 • Tc-99m DTPA or Tc- 99m MAG3 • via Foley • i.v.Vantagens • Qualquer idade • Sem cateter • Refluxo durante • info dos rins enchimento da bexigaDesvantagens • cateter • Precisa cooperação • Precisa boa função renal
  121. 121. Cistografia Radionuclídica x Urografia Vantagens Desvantagens• Menor dose de radiação • Não detecta refluxo no ureter (5 vs 300 mrad para os distal ovários) • Sem detalhes anatômicos• Detecta menor quantidade de • Não gradua com facilidade refluxo• Quantifica volume pos residual
  122. 122. Cistografia Radionuclídica normal enchimento micção pos-micicional
  123. 123. Refluxo Vesicoureteral - enchimentoA
  124. 124. Refluxo na fase miccional e pós-miccional B
  125. 125. Volume residual pós-miccional vol urinado x cts pós-micção RV = cts pré-micção – cts pós-micção
  126. 126. Nefropatia de Refluxo 16% 84%
  127. 127. CASOS CLÍNICOS • DISCUSSÃO
  128. 128. CASO CLÍNICO 01 HSG, 79 a, masc, hipertenso; IRC leve em tratamento conservador ( Scr 1,8); PO aneurismectomia Ao Abd e RV art renal E, complicou com hemoperitônio, rabdomiólise e IRA. Evoluiu com choque séptico, evisceração, hemorragias. Iniciou tratamento dialítico e realizou Ctg renal com EC e DTPA após 25 dias. Conduta: instalar acesso de longa permanência / e/ou definitivo para DER.
  129. 129. CASO CLÍNICO 02 MLBCL, 75a, F, HAS e DMNID, admitida por sepse urinária, com pionefrose e submetida a nefrectomia E. Evoluiu após 22 dias de internação com IRA por NTA. Tratada com HDD, anúrica, realizou ctg renal com DTPA e DMSA; e após intervalo de 10 dias repetiu ctg renal com EC. Conduta : suspenso temporariamente os anti-hipertensivos e a HD. A paciente evoluiu com recuperação do débito urinário e da função renal gradativamente. Ctg renal com EC pré alta confirmou curva com tendência ascendente. Follow up: recuperação completa da função.
  130. 130. CASO CLÍNICO 03  MCG, fem, 65a, diabética, dislipidêmica, coronariopata;  Admitida com arritmia ventricular e posteriormente submetida a RVM;  US rins normais. Evoluiu com IRA por NTA após 10 dias de internação;  Realizou CVVH, EDD, HD intermitente;  Realizada ctg renal com EC com 33 dias de anúria;  Conduta: detectada hematúria macroscópica por cateterismo de alívio e realizada RM.
  131. 131. Cintilografia Renal com EC Ressonância Magnética
  132. 132. CASO CLÍNICO 04 MODTM, fem, 77a, hipertensa, diabética, dislipidêmica, coronariopata; Internada pós RCP por EAP devido a IAM inferior. Tratada com PTCA de CD, evoluiu com choque séptico e IRA. US rins normais; hematúria microscópica, evoluiu com anúria, dependente de EDD, HD. Trinta dias após iniciada DER solicitad Ctg renal com DMSA e DTPA. Conduta: instalar acesso definitivo para DPA.
  133. 133. CONCLUSÕES • A medicina nuclear contribui como método de avaliação não invasiva da função renal corroborando para o diagnóstico diferencial e evolução prognóstica de diversas afecções renais.

×