Desenvolvimento do trabalho

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Centro Especializado em Reabilitação Física e Social

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  • Parabéns Mayara, seu trabalho ficou bem estruturado e conciso. Sorte ai na carreira =)
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Desenvolvimento do trabalho

  1. 1. FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS FIAMFAAM – CENTRO UNIVERSITÁRIO MAYARA VIRGULINO DE OLIVEIRA CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO FÍSICA E SOCIAL SÃO PAULO 2014
  2. 2. MAYARA VIRGULINO DE OLIVEIRA CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO FÍSICA E SOCIAL Monografia apresentada à Banca Examinadora do Centro Universitário Das Faculdades Metropolitanas Unidas, Como exigência final para a obtenção De título de Graduação em Arquitetura e Urbanismo Sob a orientação do Professor Paulo Pignanelli. SÃO PAULO 2014
  3. 3. MAYARA VIRGULINO DE OLIVEIRA CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO FÍSICA E SOCIAL Monografia apresentada à Banca Examinadora do Centro Universitário Das Faculdades Metropolitanas Unidas, Como exigência final para a obtenção De título de Graduação em Arquitetura e Urbanismo Sob a orientação do Professor Paulo Pignanelli. Data de Aprovação: / / Banca Examinadora: Prof. Dr. Paulo Pignanelli FIAMFAAM – Orientador Prof. Dr. André Ventura Pinto Prof. Dr. Denise Gomes Ruprecht SÃO PAULO 2014
  4. 4. Primeiramente a Deus, pela força e por erguer minha fé por todas as vezes que ela caiu. Aos meus pais por me ajudarem a completar esta etapa da minha vida e principalmente a minha mãe, por ficar comigo inúmeras madrugadas acordada. Aos meus amigos e amigas que me incentivaram e que me apoiaram mesmo quando o tempo faltou para com eles. AGRADEÇO
  5. 5. LISTA DE FIGURAS Figura 01 Ilustração da ABBR no ano de sua inauguração 10 Figura 02 Vista aérea do Sarah Rio de Janeiro 12 Figura 03 Vista lateral do Centro de Reabilitação Giséle e Jacques Szlezynger 13 Figura 04 Vista frontal do Instituto Municipal de Reabilitação 14 Figura 05 Limite do centro expandido, com o centro histórico ao centro e com indicações do entorno 16 Figura 06 Indicação das estações de metrô e pontos de ônibus próximos ao terreno 17 Figura 07 Mapa do Sara Brasil de 1930, com indicação do terreno e configuração das vias do entorno na época 18 Figura 08 Mapa do zoneamento da região da Subprefeitura da Sé, com prioridade ao terreno e entorno Mapa da Subprefeitura da Sé anexo (Anexo 01) 20 Figura 09 Quadro de características de aproveitamento, dimensionamento e ocupação dos lotes Quadro da Subprefeitura da Sé anexo (Anexo 02) 21 Figura 10 Principais pontos próximos do terreno 22 Figura 11 Mapa de Uso do Solo 23 Figura 12 Mapa Sistema Viário 24 Figura 13 Gegran com a delimitação do terreno e a declividade 25 Figura 14 Ortofoto do terreno e suas vias imediatas 26 Figura 15 Vista do Viaduto Beneficência Portuguesa 27 Figura 16 Vista do muro da Rua Vergueiro 27 Figura 17 Vista Aérea do Hospital Sarah Kubitschek – Fortaleza 29
  6. 6. Figura 18 Planta Pavimento Subsolo 30 Figura 19 Planta Pavimento Térreo 30 Figura 20 Planta 1º Pavimento 31 Figura 21 Planta 2º Pavimento 31 Figura 22 Corte AA 31 Figura 23 Corte BB 32 Figura 24 Corte CC 32 Figura 25 Vista aérea do Hospital Sarah Kubitschek – Rio de Janeiro 33 Figura 26 Planta Pavimento Térreo 34 Figura 27 Planta Pavimento Técnico 34 Figura 28 Corte AA 34 Figura 29 Corte BB 35 Figura 30 Corte CC 35 Figura 31 Corte DD 35 Figura 32 Vista Frontal do Centro de Reabilitação Motora 36 Figura 33 Planta Pavimento Térreo 37 Figura 34 Planta 1º Pavimento 38 Figura 35 Planta 2º Pavimento 38 Figura 36 Elevação da Fachada de Acesso 39 Figura 37 Croqui - relação volumétrica da entorno com o projeto 41 Figura 38 Croqui - implantação dos prédios no terreno 41 Figura 39 Croqui - estudos de rampas e da passarela feitos ao longo do processo 42 Figura 40 Croqui - estudos de volumetria dos prédios ao longo do processo 42 Figura 41 Croqui - estudos de volumetria dos prédios definida no projeto 42 Figura 42 Foto - relação do terreno com o Centro Cultural de São Paulo e com os edifícios do entorno 43
  7. 7. SUMÁRIO Introdução 7 1. Histórico Temático 9 1.1 Breve Histórico dos Centros de Reabilitação no Brasil 9 1.2 Panorama Atual das Pessoas com Deficiência e das Instituições de Reabilitação 11 1.3 Centro Especializado em Reabilitação 15 2. Analise Urbana e Socioeconômica 16 2.1 Inserção Urbana 16 2.2 Legislação Urbana 20 2.3 Terreno Escolhido 25 3. Estudos de Caso 28 3.1 Hospital Sarah Kubitschek Fortaleza 29 3.2 Hospital Sarah Kubitschek Rio de Janeiro 33 3.3 Centro de Reabilitação Motora, Vicente López, Argentina 36 4. O projeto 40 4.1 Necessidades Conceituais e Urbanas 40 4.2 Partido Arquitetônico Adotado 41 4.3 Programa 45 Conclusão 47 Bibliografia 48 Anexo1 50 Anexo 2 52 Manual de Ambiência dos Centros Especializados em Reabilitação (CER) e 54 das Oficinas Ortopédicas Implantação – Plantas – Cortes – Fachadas 79
  8. 8. ANEXO 1
  9. 9. ANEXO 2
  10. 10. ANEXO 3
  11. 11. PROJETO
  12. 12. Oliveira,Mayara Virgulino Centro Especializado em Reabilitação / Mayara Virgulino de Oliveira.- 2014. 79 f. :il. Monografia (Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdades Metropolitanas Unidas FIAM-FAAM Centro Universitário, São Paulo, 2014. 1. Reabilitação. 2. Saúde. 3. Espaço Público. CDD 720
  13. 13. P á g i n a | 7 INTRODUÇÃO O presente trabalho, desenvolvido para a conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo, tem como tema central a implantação de um centro especializado em reabilitação física e social (CER). O número de pessoas com algum tipo de deficiência física ou mental vem aumentando no Brasil. Segundo dados do Censo do IBGE de 2010, há cerca de 2.759.004 pessoas, totalizando 24% da população da cidade de São Paulo. Esses dados só comprovam a necessidade de se estudar as necessidades dessas pessoas especiais e adequar nossas cidades para que todos possam usufruí-las, sem exceção. Com base em uma pesquisa bibliográfica, em estudos de caso, em levantamentos “in loco” e em diretrizes pré-estabelecidas pelo Governo Federal e Ministério da Saúde, foi possível desenvolver o programa de necessidades do centro de reabilitação. Tendo como proposta central a implantação de um equipamento público que tirasse proveito da grande concentração de hospitais e clínicas do entorno, ao mesmo tempo em que oferecesse serviços complementares de saúde, o CER é um exemplo a ser seguido. Incorporando serviços de saúde e educação, áreas de lazer e entretenimento, o CER é um edifício multifuncional que interage com o bairro em que está inserido oferecendo a população um atendimento diversificado. Como não poderia deixar de ser, o edifício está adequado ao desenho universal oferecendo plenas condições de uso para pessoas com qualquer tipo de deficiência. Além disso, a arquitetura do edifício dialoga com o entorno por meio de edificações de gabarito baixo implantadas em cotas diferentes, respeitando assim também a natureza do terreno.
  14. 14. P á g i n a | 8 Esta monografia foi desenvolvida em 4 (quatro) capítulos, como se segue: · A fim de investigar a história dos centros de reabilitação no Brasil e no mundo, no capítulo 1 é apresentado um histórico temático sobre o tema, um levantamento das pessoas com deficiência no Brasil e na cidade de São Paulo e um breve panorama da evolução dos centros de reabilitação citando os principais centros de reabilitação nacionais e internacionais, sendo finalizado com dados sobre o projeto do CER; · Já no capítulo 2 é tratada a análise urbana e socioeconômica da região escolhida para abrigar o CER abrangendo a inserção urbana no bairro com relação à cidade de São Paulo, o histórico do terreno e do bairro. Ainda são tratados temas pertinentes à análise urbana, tais como: a legislação urbanística, lei de zoneamento, uso do solo, sistema viário, principais referenciais e dados específicos da quadra escolhida para a inserção do projeto; · Estudos de caso nacionais e internacionais são apresentados no capítulo 3; · Por ultimo é apresentado o projeto no capítulo 4 por meio da explicação do programa de necessidades, do partido adotado e do memorial descritivo.
  15. 15. P á g i n a | 9 1. 1. HISTÓRICO TEMÁTICO 1.1 Breve Histórico dos Centros de Reabilitação no Brasil O surgimento dos centros de reabilitação no Brasil está vinculado à epidemia de poliomielite no país, que ocorreu na década de 1950, deixando um grande número de vítimas. Poliomielite é uma doença contagiosa aguda que pode infectar crianças e adultos e provocar paralisia ou até a morte. Atualmente a doença foi praticamente erradicada devido à vacinação sistemática das crianças. No Rio de Janeiro, em 1954, a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR)1 foi criada para auxiliar as vitimas da doença. Foi necessário especializar profissionais para a formação de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (profissão inexistente até o momento), que são especializados em tratamentos de distúrbios mentais, físicos, emocionais e sociais. Assim começou o interesse na criação de centros especializados em reabilitação, para tratamento as pessoas com algum tipo de deficiência. 1 Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) atua essencialmente no Rio de Janeiro, prestando atendimento de reabilitação com limitação de atividade motora. É considerada de Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal.
  16. 16. P á g i n a | 10 Figura 01. Fonte: http://www.abbr.org.br/abbr/historico/, acesso em 17 ago. 2013. Ilustração da ABBR no ano de sua inauguração. Em 1956, a Escola de Reabilitação do Rio de Janeiro, idealizada pelo arquiteto Fernando Lemos2 e o empresário Charles Murray, formou seus primeiros alunos e assim o Presidente Juscelino Kubitscheck, em 1957, inaugurou o Centro de Reabilitação da ABBR, o primeiro a utilizar a concepção moderna de reabilitação como um processo integrado, o qual, definido pela Organização Mundial da Saúde, persiste em aplicação de medidas médicas, sociais, educativas e profissionais, a fim de preparar ou readaptar o indivíduo para que alcance a sua integração total na sociedade. Atualmente, o Centro de Reabilitação da ABBR trabalha com consultas e procedimentos médicos, diagnóstico, reabilitação (fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, musicoterapia, estimulação pedagógica e serviço social), além de oficina ortopédica, contando com unidades para grandes incapacidades (Unidade Crânio-Encefálico, de Amputados, Raquimedular, de Mielopatias e Doenças Neuromusculares e Infanto-Juvenil), pequenas incapacidades e um centro de medicina esportiva. 2 Arquiteto Fernando Lemos congregou um grupo da elite social do Estado do Rio de Janeiro e lutou no tratamento de seu único filho vitima da paralisia infantil, o que lhe fez idealizar a fundação da Associação, proporcionando aos deficientes físicos um atendimento médico diferente, pois englobaria todas as modalidades de assistência médico-social.
  17. 17. P á g i n a | 11 1.2 Panorama Atual das Pessoas com Deficiência e das Instituições de Reabilitação De acordo com o Censo do IBGE de 2010 relacionado às pessoas com deficiência, o total de pessoas que declararam, naquele ano, que possuíam pelo menos uma deficiência severa no país foi de 12.777.207 pessoas, sendo 6,7% da população total. Na cidade de São Paulo foi declarado um total de 2.759.004 pessoas com alguma deficiência, sendo 24% da população total. O Censo investigou as deficiências visual, auditiva, motora e mental/intelectual, resultando nos valores abaixo: • População residente com deficiência visual – 2.274.466; • População residente com deficiência auditiva – 516.663; • População residente com deficiência motora – 674.409; • População residente com deficiência mental/intelectual - 127.549 pessoas. Atualmente a maior referência de centro de reabilitação no Brasil é a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação3. A rede conta com nove unidades hospitalares localizadas em: Brasília (DF), Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Macapá (AP) e Belém (PA). Visando a cidade de São Paulo, estão sendo criados alas dentro dos hospitais para tratamentos auxiliando as pessoas com deficiência, pela falta de centros especializados na cidade de São Paulo, os mais conhecidos na área são: Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital das Clínicas e Hospital Sírio- Libanês. A mais nova entidade da Rede Sarah, inaugurada em maio de 2009, foi a Sarah Rio de Janeiro (Centro Internacional Sarah de Neurorreabilitação e Neurociências), projetada pelo arquiteto João Filgueiras Lima4. É voltada ao tratamento de doenças neurológicas, em uma área construída de 52.000m². 3 Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação é mantida pelo Governo Federal. E uma entidade de serviço social autônomo, de direito privado e sem fins lucrativos. 4 João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé, nasceu no Rio de Janeiro em 1932. Formou-se em arquitetura na atual UFRJ, em 1955. Entre os seus principais projetos estão a Prefeitura de Salvador (1986) e o Beijódromo da UnB (2009).
  18. 18. P á g i n a | 12 Figura 02. Fonte: http://www.sarah.br/Cvisual/Sarah/, acesso em 25 ago. 2013. Vista aérea do Sarah Rio de Janeiro. O Centro de Reabilitação Giséle e Jacques Szlezynger do Hospital Israelita Albert Einstein, inaugurado em maio de 2003, foi o primeiro centro de reabilitação de alta complexidade em um hospital privado no Brasil. Conta com uma área de ortopedia especializada nas áreas de fisioterapia e terapia ocupacional, contando com um ginásio de cinesioterapia e piscina terapêutica em uma área de mais de 2.000 m².
  19. 19. P á g i n a | 13 Figura 03. Fonte: http://www.cbca-acobrasil.org.br/copa2014/obras-em-aco-ver. php?cod_biblioteca=14, acesso em 10 nov. 2013. Vista lateral do Centro de Reabilitação Giséle e Jacques Szlezynger. Há alguns anos, na América Latina, não houve um desenvolvimento especializado para a área de tratamento para deficientes, com exceção do Brasil e de Cuba, onde houve importante interesse na recuperação dos deficientes físicos, porém utilizando uma arquitetura pré-fabricada sem identidade representativa da sua função. Fugindo deste critério, foi construído o Centro de Reabilitação Motora na Argentina (Instituto Municipal de Reabilitação - IMRVL) que prioriza a solução estética e arquitetônica, com inauguração em 2004, projetado pelo arquiteto Claudio Vekstein e Marta Tello 5em uma área de terreno de 1.355m² e área construída de 4.000m². 5 Claudio Vekstein e Marta Tello, nasceu em Buenos Aires em 1965. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Buenos Aires. Entre os seus principais projetos estão o monumento em homenagem a Amancio Williams (1999), passeio marítimo e anfiteatro da Costa de Vicente López (2000 - 2001).
  20. 20. P á g i n a | 14 Figura 04. Fonte: http://arqmartinmotta.blogspot.com.br/2012/04/guardia-hospital-municipal- e-instituto.html , acesso em 26 ago. 2013. Vista frontal do Instituto Municipal de Reabilitação.
  21. 21. P á g i n a | 15 1.3 Centro Especializado em Reabilitação O governo federal junto com o ministério da saúde criou um manual de ambiência dos centros especializados em reabilitação (CER) e das oficinas ortopédicas (anexo 1) para auxiliar na criação e projeção destes centros. De acordo com o manual: “O conceito de Ambiência trazido na Política Nacional de Humanização é definido como espaço físico, social, profissional e de relações interpessoais que deve estar relacionado a um projeto de saúde voltado para a atenção acolhedora, resolutiva e humana.” “O CER é um ponto de atenção ambulatorial especializada em reabilitação que realiza diagnóstico, avaliação, orientação, estimulação precoce e atendimento especializado em reabilitação, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território (...). Todo atendimento realizado no CER será realizado de forma articulada com os outros pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde, cuja construção envolverá a equipe, o usuário e sua família.” O objetivo é valorizar a inclusão, circulação, autonomia, conforto térmico, acústico e luminoso, acolhimento, privacidade e interação interpessoal e espacial, fazendo com que a estimulação da percepção ambiental dos trabalhadores, usuários e familiares seja feita através de cor, luz, textura, sons e cheiros, respeitando os princípios de acessibilidade através do desenho universal e em especial da NBR 9050.
  22. 22. P á g i n a | 16 2. 2. ANÁLISE URBANA E SOCIOECONÔMICA 2.1 Inserção Urbana O terreno localizado na Rua Vergueiro 470 está inserido no Distrito da Liberdade, integrante da subprefeitura da Sé. É uma região do centro expandido de São Paulo, localizado ao redor do centro histórico e delimitado pelo chamado mini anel-viário6. Esta região concentra a maior parte dos serviços, empregos e equipamento culturais e de lazer da cidade de São Paulo. Figura 05. Fonte: http://www.vivaocentro.org.br/, acesso em 06 nov. 2013. Limite do centro expandido, com o centro histórico ao centro e com indicações do entorno. 6 Mini anel-viário é composto pelas Marginais Tietê e Pinheiros, as avenidas Salim Farah Maluf, Afonso d’Escragnolle Taunay, Bandeirantes, Juntas Provisórias, Presidente Tancredo Neves, Luís Inácio de Anhaia Melo e o Complexo Viário Maria Maluf.
  23. 23. P á g i n a | 17 O terreno é atendido pelas estações de metrô São Joaquim e Vergueiro da Linha Azul (ligação Norte/Sul), que tem interligação/acesso a outras linhas, como: Linha Verde, Vermelha e Amarela do Metrô e Linha Rubi e Coral da CPTM, além de ser acessível por ônibus, com um ponto em frente ao terreno na Rua Vergueiro, ou seja, o terreno tem facilidade de acesso pelo transporte público. Figura 06. Fonte: Google Maps modificado. Autoria Própria, acesso em 13 mar. 2014. Indicação das estações de metrô e pontos de ônibus próximos ao terreno. A região é conhecida por sua caracterização de influência da cultura japonesa, vista nas ruas e nas feiras locais e nos diversos artigos facilmente achados na região. A população se instalou nesta área, no ano de 1912, devido à concentração de imóveis com porões para aluguel, de baixo valor e assim podiam se instalar em local de locomoção facilitada para os locais de trabalho. Assim ao passar dos anos a área teve a sua caracterização de acordo com a concentração da população residente.
  24. 24. P á g i n a | 18 Figura 07. Fonte: http://www.saojudasnu.blogger.com.br/2005_01_01_archive.html. Sara Brasil 1930 modificado. Autoria Própria, acesso em 20 set. 2013. Mapa do Sara Brasil de 1930, com indicação do terreno e configuração das vias do entorno na época. Na figura 07, podemos verificar a configuração do entorno do terreno no ano de 1930, antes do Plano de Avenidas7, idealizado pelo Francisco Prestes Maia8. O terreno era alinhado entre a Rua Vergueiro e o antigo córrego Itororó, que foi canalizado, com o Plano de Avenidas, se tornando a Avenida Itororó, mais tarde alterado para Avenida Anhangabaú. A Avenida só foi inaugurada em 1969, como ligação entre o centro da cidade e o aeroporto de Congonhas. Em 1958, a Avenida Anhangabaú passou a ser chamada de Avenida 23 de Maio. Atualmente a Avenida 23 de Maio consiste em uma via expressa em sua totalidade, não tendo um endereço de nenhum estabelecimento residencial ou comercial. Ocupa uma faixa com largura total de 80m para permitir a 7 O Plano de Avenidas visava à remodelação e extensão do sistema viário de São Paulo, estruturando um sistema radial perimetral. 8 Francisco Prestes Maia nasceu em Amparo em 1896. Formou-se engenheiro-arquiteto pela Escola Politécnica de São Paulo – Poli, em 1917. Foi premiado no 4º Congresso Pan- Americano de Arquitetos no Rio de Janeiro com o Estudo de um Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo – conhecido como Plano de Avenidas.
  25. 25. P á g i n a | 19 arborização dos locais com as barreiras de contenção em áreas de grande declividade. É uma das mais movimentadas Avenidas do Município de São Paulo, que faz ligação dos bairros da subprefeitura da Vila Mariana à região central da cidade, fazendo parte do corredor Norte-Sul. O terreno foi adquirido pela Companhia do Metropolitano de São Paulo9 e foi utilizado na década de 70 como canteiro de obras para as obras do metrô Vergueiro, que foi inaugurado em 17 de fevereiro de 1975. O Metrô Vergueiro tem uma capacidade de 20.000 passageiros por hora/pico e a média de entrada de passageiros nessa estação é entre 28.000 a 30.000 passageiros por dia útil, segundo dados da Companhia do Metropolitano de São Paulo. 9 Companhia do Metropolitano de São Paulo, conhecido como Metrô, é responsável pelo planejamento, projeto, construção e operação do sistema de transporte metropolitano. Atualmente com 74,3 km de linhas ferroviárias divididas em cinco linhas, que são as linhas azul, verde, vermelha, amarela e lilás.
  26. 26. P á g i n a | 20 2.2 Legislação Urbana O terreno esta localizado na Zona de Centralidade Polar (ZCP-a)10, a qual limita que a ocupação máxima do terreno seja de 70% do lote (taxa de ocupação máxima), o coeficiente de aproveitamento (quantidade de metros quadrados que podem ser construídos) é de até duas vezes e meio o tamanho do terreno e a taxa de permeabilidade mínima (área permeável do terreno) deve ser de 15% do lote no mínimo. O gabarito de altura máximo não é limitado e os recuos de fundo, lateral e frente de 5m deverão ser respeitados. De acordo com o IBGE - Censos demográficos de 2010, atualmente este distrito possui população de aproximadamente 69.092 hab., residentes em 3,7km², resultando numa densidade de 18,674 hab./km². Figura 08. Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br modificado. Autoria Própria, acesso em 15 set. 2013. Mapa do zoneamento da região da Subprefeitura da Sé, com prioridade ao terreno e entorno. Mapa da Subprefeitura da Sé anexo (Anexo 02) 10 Zona de Centralidade Polar (ZCP-a) são porções destinadas a atividades específicas de áreas centrais.
  27. 27. P á g i n a | 21 Podemos concluir que a área é muito consolidada, com alto índice de área verticalizada e permeabilidade baixa, mas que por estar em uma área de várzea (o terreno é alto) deveria ter a taxa de permeabilidade maior. Figura 09. Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br. Autoria Própria, acesso em 15 set. 2013. Quadro de características de aproveitamento, dimensionamento e ocupação dos lotes. Quadro da Subprefeitura da Sé anexo (Anexo 03) No mapa indicado na figura 10, podemos verificar que em um raio de 600m do terreno podemos encontrar as seguintes instituições: 1. Hospital Paulistano e Pronto Socorro 2. Hospital Beneficência Portuguesa 3. Hospital Alemão Oswaldo Cruz 4. Shopping Paulista 5. HCor – Hospital do Coração 6. Centro Cultural São Paulo 7. Universidade UNIP 8. Tênis Clube Paulista 9. Universidade UNIP Clínicas 10. Igreja e Colégio Santo Agostinho 11. Hospital Servidor Público 12. Policia Militar 13. Hospital A. C. Camargo 14. Universidade UNINOVE
  28. 28. P á g i n a | 22 O entorno tem grande concentração de usos institucionais, principalmente grande quantidade de hospitais e universidades ligadas à área da saúde que terão ligação direta a proposta deste TFG. Figura10. Fonte: Gegran 1973. Autoria Própria, modificado em 27 ago. 2013. O mapa acima mostra os principais pontos próximos do terreno.
  29. 29. P á g i n a | 23 Figura 11. Fonte: Mapa Digital da Cidade modificado. Autoria Própria, modificado em 15 set. 2013. Mapa de Uso do Solo O uso do solo da área é misto, como é possível ver no mapa da figura 11, com grandes glebas de área residenciais de baixo e alto gabarito e área mistas e comerciais, além das áreas institucionais de escolas, instituições culturais e hospitais, importantes características da área, conforme legislação.
  30. 30. P á g i n a | 24 Figura 12. Fonte: Mapa Digital da Cidade modificado. Autoria Própria, modificado em 15 set. 2013. Mapa Sistema Viário O terreno tem acesso direto a Rua Vergueiro que é uma via estrutural e de importante ligação Zona Norte/Sul. As ruas laterais ao terreno são a Rua Santana do Paraiso (via coletora) que é usada somente pelas pessoas residentes e esquina com Viaduto Beneficência Portuguesa (via estrutural) que tem acesso a Rua 13 de Maio e a Avenida Paulista. A Avenida 23 de Maio fica na área posterior ao acesso do terreno, mas é inacessível devido a grande declividade e por ser uma via expressa de circulação rápida e intensa.
  31. 31. P á g i n a | 25 2.3 Terreno Escolhido A área do terreno escolhido é de 14.494,38m², com 248,15m de extensão pela Rua Vergueiro. O desnível máximo entre a Rua Vergueiro e a Avenida 23 de Maio é de 27m. Existem algumas árvores junto a Avenida 23 de Maio que serão mantidas. Figura 13. Fonte: Gegran modificado. Autoria Própria – 21/10/2013. Gegran com a delimitação do terreno e a declividade.
  32. 32. P á g i n a | 26 Figura 14. Fonte: Google Maps – 21/10/2013. Ortofoto do terreno e suas vias imediatas. O terreno utilizado como canteiro de obras, atualmente tem usos provisórios, com duas quadras e uma área de estacionamento. Este cercado por um muro de concreto com altura de 2m e tem dois portões em sua extremidade na Rua Vergueiro.
  33. 33. P á g i n a | 27 Figura 15. Fonte: Arquivo Pessoal – 08/10/2013. Vista do terreno do Viaduto Beneficência Portuguesa. Figura 16. Fonte: Arquivo Pessoal – 08/10/2013. Vista do muro do terreno na Rua Vergueiro.
  34. 34. P á g i n a | 28 3. 3. ESTUDOS DE CASO A fim de investigar, estudar e analisar o programa ideal para o desenvolvimento de um centro de reabilitação física e social foi investigado e analisado três estudos de caso. A seguir seguem os estudos de dois centros de reabilitação no Brasil, da Rede Sarah Kubitschek e um centro de reabilitação na Argentina.
  35. 35. P á g i n a | 29 3.1 Hospital Sarah Kubitschek Fortaleza Figura 17. Fonte: http://www.arcoweb.com.br/tecnologia/jorge-isaac-peren-estudo-sobre- a-obra-de-joao-filgueiras-lima-lele-hospital-sarah-29-10-2007.html, acesso em 25 out 2013. Vista Aérea do Hospital Sarah Kubitschek – Fortaleza. Ficha Técnica Hospital Sarah Kubitschek - Fortaleza, CE Local Fortaleza/CE, Brasil Conclusão da obra 2001 Área do terreno 77.545,42 m2 Área construída 16.551,48 m2 Arquitetura João Filgueiras Lima, Lelé O objetivo do projeto, como na maioria dos projetos de João Filgueiras Lima (Lelé), visa melhores soluções bioclimáticas para favorecer a ventilação e iluminação natural, buscando economia e rapidez na construção. O projeto escolhido como estudo de caso é de grande importância devido a utilização do terreno em relação à área ocupada e área verde.
  36. 36. P á g i n a | 30 O Hospital Sarah Kubitschek – Fortaleza é conhecido como SARAH-Fortaleza e dedica-se em especial a reabilitação de crianças e adultos, contando com atendimento ambulatorial e unidades de internação. O nome foi uma homenagem a Sarah Kubitschek, primeira dama do Brasil em 1960. A solução arquitetônica encontrada para o terreno de grandes dimensões foi mista horizontal-vertical mais compacta, assim ocupa menos o solo e garante a preservação de uma grande área arborizada. Figura 18. Fonte: www.iar.unicamp.br. Arte da Autora, acesso em 12 set. 2013. Planta Pavimento Subsolo No subsolo está à área administrativa, com os serviços gerais e as centrais de rebaixamento, ar condicionado e material. Figura 19. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Arte da Autora, acesso em 12 set. 2013. Planta Pavimento Térreo
  37. 37. P á g i n a | 31 No bloco horizontal (nível térreo) está o ambulatório, a fisioterapia, a sala de gesso, o raio-X, o centro cirúrgico, o laboratório, o primeiro estágio de treinamento e com acesso restrito à biblioteca e o centro de criatividade. Figura 20. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Arte da Autora, acesso em 12 set. 2013. Planta Pavimento Tipo Figura 21. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Arte da Autora, acesso em 12 set. 2013. Planta 2º Pavimento Figura 22. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Acesso em 12 set. 2013. Corte AA
  38. 38. P á g i n a | 32 Figura 23. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Acesso em 12 set. 2013. Corte BB Figura 24. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Acesso em 12 set. 2013. Corte CC O bloco vertical do hospital está organizado com apartamentos e enfermarias com circulação periférica, dividida para médicos e pacientes e uma circulação diferenciada para o público. O projeto valoriza a utilização de áreas verdes, espelho d’água, piscinas internas, externas e varandas que favorecem a humanização do tratamento e de convivência, além de uso de ventilação e iluminação naturais.
  39. 39. P á g i n a | 33 3.2 Hospital Sarah Kubitschek Rio de Janeiro Figura 25. Fonte:http://blog.opovo.com.br/fisioterapiaesaude/o-hospital-sarah-rio/. Acesso em 25 out 2013. Vista aérea do Hospital Sarah Kubitschek – Rio de Janeiro. Ficha Técnica Hospital Sarah Kubitschek – Rio de Janeiro, RJ Local Rio de Janeiro/RJ, Brasil Conclusão da obra 2009 Área do terreno 87.000 m2 Área construída 54.376 m2 Arquitetura João Filgueiras Lima, Lelé O objetivo foi propor soluções que priorizassem os espaços públicos caracterizados por novas práticas para serem praticadas pelos usuários individualmente com seu médico ou em grupo, atingindo a integração interpessoal. A solução arquitetônica encontrada por Lelé teve como propósito a flexibilidade e a extensibilidade da construção, permitindo alteração de layout
  40. 40. P á g i n a | 34 e/ou expansões futuras e com os sistemas utilizados o hospital pode ser ventilado naturalmente ou artificialmente. Figura 26. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Arte da Autora, acesso em 12 set. 2013. Planta Pavimento Térreo Figura 27. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Arte da Autora, acesso em 12 set. 2013. Planta Pavimento Técnico Figura 28. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Acesso em 12 set. 2013. Corte AA
  41. 41. P á g i n a | 35 Figura 29. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Acesso em 12 set. 2013. Corte BB Figura 30. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Acesso em 12 set. 2013. Corte CC Figura 31. Fonte: www.iar.unicamp.br modificado. Acesso em 12 set. 2013. Corte DD Foram projetadas grandes coberturas, com pés direitos variáveis, superiores a 8m, formando grandes “sheds”, com suas disposições desvinculadas dos espaços internos. Os pés direitos garantem uma grande circulação de ar ventilado e luz natural. A organização do espaço segue o padrão dos Hospitais Sarah Brasil, para o bom funcionamento geral do edifício. O hospital é constituído de quatro edifícios interligados para o serviço técnico, internação, serviços gerais, centro de estudos, residência e auditório. Na área do hospital foi utilizado o sistema horizontal e tipologia linear com a maior parte do programa no térreo.
  42. 42. P á g i n a | 36 3.3 Centro de Reabilitação Motora, Vicente López, Argentina Figura 32. Fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/claudio-vekstein-e-marta-tello- centro-de-19-10-2005.html. Acesso em 25 out 2013. Vista Frontal do Centro de Reabilitação Motora. Ficha Técnica Instituto Municipal de Reabilitação (IMRVL) Local Vicente López, Argentina Conclusão da obra 2004 Área do terreno 1.355 m2 Área construída 4.000 m2 Arquitetura Claudio Vekstein e Marta Tello O objetivo do projeto foi qualificar ambientalmente o território municipal que se caracterizava pelos contrastes sociais e econômicos e por sua desordem urbana. A solução arquitetônica encontrada por Claudio Vekstein e Marta Tello foi densa e complexa, utilizando a regularidade de um terreno de dimensões
  43. 43. P á g i n a | 37 pequenas no meio de um quarteirão consolidado. O programa foi distribuído pelos andares, considerando-se as faixas etárias dos pacientes, os escritórios, os consultórios e os setores de reabilitação. Figura 33. Fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/claudio-vekstein-e-marta- tello-centro-de-19-10-2005.html. Arte da Autora, acesso em 05 out. 2013. Planta Pavimento Térreo. No térreo, o programa é dividido em entrada de carros e de pedestres, a área administrativa com recepção e espera seguido pelos consultórios e a enfermaria, reabilitação cardíaca, terapia ocupacional, recreação e esportes, vestiários, fisioterapia de adultos e piscina de hidroterapia, com a grande circulação e rampas e escadas de acesso ao andar superior e um pátio interno de convivência.
  44. 44. P á g i n a | 38 Figura 34. Fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/claudio-vekstein-e-marta- tello-centro-de-19-10-2005.html. Arte da Autora, acesso em 05 out. 2013. Planta 1º Pavimento. No primeiro pavimento a circulação vertical e as rampas direcionam para a área administrativa com a diretoria, a espera e o arquivo, seguidos pelo ateliê de pintura, sala de aulas, psiquiatria infantil, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia infantil, atividades ao ar livre e terraço. Figura 35. Fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/claudio-vekstein-e-marta- tello-centro-de-19-10-2005.html. Arte da Autora, acesso em 05 out. 2013. Planta 2º Pavimento.
  45. 45. P á g i n a | 39 Figura 36. Fonte: http://www.slideshare.net/lucpaixao/centro-de-reabilitao-motoraargentina. Acesso em 05 out. 2013. Elevação da Fachada de Acesso. No segundo pavimento a área administrativa é mais reservada aos funcionários com refeitório e vestiários e a área de serviço engloba o auditório, biblioteca, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia infantil e a área de terraço direcionada a área central do projeto. O projeto se inseriu no contexto urbano, interligado com uma avenida de trânsito intenso e um entorno consolidado, a fachada ficou como marca do projeto, devido ao brise utilizado do tipo em tela de concreto armado perfurado com as letras que identificam a instituição. Internamente o projeto recebeu um pátio delimitado pelas curvas contínuas das rampas que tem configuração variável, definida pelas dimensões diferenciadas do programa interno, tornou-se um elemento expressivo da ideia de movimentação, que é o fundamento essencial do centro de reabilitação.
  46. 46. P á g i n a | 40 4. 4. O PROJETO 4.1 Necessidades Conceituais e Urbanas O Centro Especializado em Reabilitação tem como principal conceito a implantação de um projeto específico de atendimento aos deficientes físicos, motores e portadores de necessidade especiais, em um terreno com grande concentração de hospitais e faculdades no entorno, que serão o apoio ao projeto. A organização do espaço, determinado pelo Ministério da Saúde se qualifica como CER IV, pois integra quatro modalidades de reabilitação, sendo: auditiva, física, intelectual e visual. A cidade de São Paulo conta com poucos centros especializados em atividades para deficientes, pois os mesmos encontram-se dentro dos hospitais gerais, o que demonstra a falta de preocupação em projetos específicos e com as pessoas deficientes que são excluídas pelo desenho urbano da cidade. Porém o projeto especializado na área pode dar um maior suporte e enfatizar a importância de locais inseridos na cidade de forma sutil, destacando a necessidade do desenho universal na urbanização da cidade. Desde o inicio do processo de criação deste projeto, o objetivo foi o uso de todo o terreno, usufruindo suas áreas de acordo com suas características de declividade, entorno e usos. A inclinação do terreno foi na sua maior parte respeitada, movimentando os níveis na área onde os prédios foram implantados, respeitando a volumetria do entorno. Estabelecendo uma proporção com o Centro Cultural São Paulo, o terreno foi dividido de forma que o acesso aconteça todo pela Rua Vergueiro. Com o decorrer do processo, o estudo de implantação e da evolução volumetria, o espaço começou a ganhar desenho e harmonia, tecendo essa relação que era o ponto chave do projeto.
  47. 47. P á g i n a | 41 4.2 Partido Arquitetônico Adotado Para este projeto, desde o inicio, o conceito foi utilizar as características do terreno, implantar o programa de forma linear seguindo a declividade do terreno. Figura 37. Fonte: Autoria Própria – 27/08/2013. O croqui acima mostra uma relação volumétrica da entorno com o projeto. Figura 38. Fonte: Autoria Própria – 10/04/2014. O croqui acima mostra a implantação dos prédios no terreno.
  48. 48. P á g i n a | 42 A proposta foi utilizar a área da Rua Vergueiro, locando o estacionamento e o acesso principal para o Prédio 1 e para o Prédio 2. Na esquina da Rua Vergueiro com o Viaduto Beneficência Portuguesa, foi locada a praça de acesso ao terreno e o restaurante de porte pequeno para dar suporte às pessoas do CER e do entorno imediato. A relação com o entorno se estabelece a partir da volumetria, a qual respeita o gabarito dos edifícios e a relação de uso, da declividade do terreno e da volumetria estabelecida com o Centro Cultural de São Paulo que fica na quadra ao lado. Figura 39. Fonte: Autoria Própria – 27/08/2013. O croqui acima mostra os estudos de rampas e da passarela feitos ao longo do processo. Figura 40. Fonte: Autoria Própria – 27/08/2013. O croqui acima mostra os estudos de volumetria dos prédios ao longo do processo. Figura 41. Fonte: Autoria Própria – 10/04/2014. O croqui acima mostra os estudos de volumetria dos prédios definida no projeto.
  49. 49. P á g i n a | 43 Figura 42. Fonte: Google Earth, modificado – 27/08/2013. A foto acima mostra a relação do terreno com o Centro Cultural de São Paulo e com os edifícios do entorno. O Prédio 1 tem seu programa direcionado especificamente aquele exigido pelo Governo Federal para centros especializados em reabilitação e segue o layout adotado como padrão pelo Ministério da Saúde. O acesso ao prédio é feito pela Rua Vergueiro, na cota +791.00, para pedestres e veículos, o terreno compreende uma garagem descoberta e área externa para embarque e desembarque de ambulância e veiculo adaptado. O programa está dividido em quatro pavimentos com acesso por escada e dois elevadores. A estrutura do prédio é em aço pré-fabricado com uso de brise para proteção da insolação, pois o prédio esta na direção norte/sul tendo a maior face direcionada na direção leste/oeste. O público alvo são as pessoas com alguma deficiência na mobilidade física que vai ao CER para fazer o tratamento ou à consulta com o profissional especializado. O Prédio 2 tem seu programa livre, com atividades relacionadas à reabilitação que dão suporte ao centro e as salas de aulas que serão para cursos específicos da área ou podem ser utilizados pelas faculdades do entorno dando suporte à educação ou à orientação aos profissionais do CER. O acesso ao prédio é feito pela Rua Vergueiro, na cota +795.00, para
  50. 50. P á g i n a | 44 pedestres. O programa esta dividido em quatro pavimentos, sendo dois para as salas de aula e dois para as atividades livres com acesso por escadas e dois elevadores. A estrutura é a mesma do Prédio 1 com peças pré-fabricadas de aço e brise. O público alvo são pessoas das residências do entorno, pessoas com deficiência que estão em tratamento e os alunos ou profissionais da área. O Prédio 3 é um restaurante que atende a população do entorno. O acesso é feito pela Rua Vergueiro, na cota +798.00, para pedestres. O programa é o padrão para restaurante. A praça de acesso atende a toda população do entorno, valorizando a área e servindo como integração do projeto com a cidade. O acesso é pela Rua Vergueiro e pela esquina do Viaduto Beneficência Portuguesa, na cota +800.00. A praça, de característica seca para suportar a intensa circulação de pedestres, possui mobiliário para exercício da população e a vegetação existente foi mantida.
  51. 51. P á g i n a | 45 4.3 Programa Tipo Unidade / Ambiente Qtd. Tabela 1 - Área Especializada de Reabilitação Auditiva 1.1 Consultório Diferenciado (Otorrinolaringologia) 01 1.2 Sala de atendimento individualizado com cabine de audiometria (Sala com cabine acústica, campo livre, reforço visual e equipamentos para avaliação audiológica) 01 1.3 Sala para Exame complementar Potencial Evocado Auditivo (EOA - emissões otoacústicas) e BERA 01 1.4 Sala de atendimento individualizado (Sala para seleção e adaptação AASI - Aparelho de amplificação sonora individual) 01 Tabela 2 - Área Especializada de Reabilitação Física 2.1 Consultório Diferenciado (Fisiatria, Ortopedia ou Neurologia) 01 2.2 Sala de Preparo de paciente (consulta de enfermagem, triagem, biometria) 01 2.3 Salão para cinesioterapia e mecanoterapia (Ginásio) 01 2.4 Box de terapias (eletroterapia) 04 Tabela 3 - Área Especializada de Reabilitação Intelectual 3.1 Consultório Diferenciado (Neurologista) 01 Tabela 4 - Área Especializada de Reabilitação Visual 4.1 Consultório Diferenciado (Oftalmológico) 01 4.2 Sala de atendimento individualizado (Laboratório de Prótese Ocular) 01 4.3 Consultório Indiferenciado (Sala de Orientação de Mobilidade) 01 4.4 Consultório Indiferenciado (Sala de orientação para uso funcional de recursos para baixa visão) 01 Tabela 5 - Área Comum de Habilitação/ Reabilitação 5.1 Sala de triagem médica e/ou de enfermagem (Sala de Triagem) 06 5.2 Consultório Indiferenciado (Consultório Interdisciplinar para avaliação clínico-funcional) 06 5.3 Área de prescrição médica (Átrio com bancada de trabalho coletiva) 01 5.4 Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo infantil) 03 5.5 Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo adulto) 03 5.6 Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico infantil) 03 5.7 Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico adulto) 03 5.8 Consultório Indiferenciado (Sala de Estimulação Precoce) 02 5.9 Consultório Indiferenciado (Sala de Atividade de Vida Prática - AVP) 01 5.10 Sala de reunião 01 5.11 Áreas de Convivência Interna 01 Tabela 6 - Apoio Administrativo e Recepção
  52. 52. P á g i n a | 46 6.1 Sanitários Independentes (feminino e masculino) 04 6.2 Fraldário 01 6.3 Sala de espera/recepção 01 6.4 Sanitário/Vestiário para funcionários Independentes (feminino e masculino) 02 6.5 Almoxarifado 01 6.6 Sala de arquivo 01 6.7 Sala do setor administrativo 04 6.8 Depósito de Material de Limpeza (DML) 01 6.9 Copa/ refeitório 01 6.10 Sala de armazenamento temporário de resíduos 01 Tabela 7 - Área externa 7.1 Área de convivência externa 01 7.2 Área externa para embarque e desembarque de veículo adaptado 01 7.3 Área externa para embarque e desembarque de ambulância 01 7.4 Sala para equipamento de geração de energia elétrica alternativa 01 7.5 Abrigo externo de resíduos sólidos 01 7.6 Garagem (descoberta) 01 Tabela 8 – Áreas Extras / Livres 8.1 Sala de cursos 20 8.2 Sala de palestra / eventos 02 8.3 Sala de estimulação pedagógica infantil 01 8.4 Sala de estimulação pedagógica para adolescentes 01 8.5 Ateliê de artes 01 8.6 Sala de pedagogia 02 8.7 Exposição das artes feitas no centro 02 8.8 Musicoterapia 01 8.9 Sala de T.I. 01 8.10 Sala de atividades 01 8.11 Sala de equipamentos 01 8.12 Sala de apoio 01 8.13 Sanitário / Vestiários 04 8.14 Piscina de hidroterapia / pilates / terapia aquática 01 8.15 Recepção 01 8.16 Café / Lanchonete 01
  53. 53. P á g i n a | 47 CONCLUSÃO A partir da investigação de estudos de caso e do histórico sobre o tema foi possível constatar que boa parte dos centros de reabilitação estão inseridos junto aos hospitais e clínicas, padronizando todos os tipos de tratamento. As pessoas com deficiência física e social precisam de atenção e não podem ser tratadas como pacientes normais de hospitais. Contudo, a proximidade a hospitais é importante, pois estes possuem uma infraestrutura mais habilitada para determinados tratamentos. Dessa forma, optou-se por construir uma edificação independente, em um terreno próprio, porém próxima de hospitais. Com acesso fácil, tanto para veículos (através da Avenida 23 de Maio e Rua Vergueiro) quanto para pedestres (através do Metrô Vergueiro e ônibus da região), o local escolhido para implantar o CER está próximo de importantes hospitais de São Paulo e apresenta uma grande área capaz de abrigar as necessidades do centro especializado em reabilitação (distribuídos em dois prédios) e um restaurante para atender as pessoas do centro e o entorno imediato. O resultado obtido foi o desenvolvimento de um projeto democrático que atenda não só as pessoas em fase de reabilitação quanto à população local.
  54. 54. P á g i n a | 48 5. BIBLIOGRAFIA · ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Informação e documentação: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002. · LAMBERTS, Roberto; DUTRA, Luciano; PEREIRA, Fernando O. Ruttkay. Eficiência Energética na Arquitetura. São Paulo: PW Editores,1997. · LATORRACA, G. João Filgueiras Lima - Lelé. São Paulo: Instituto Lina Bo e P.M. Bardi; Lisboa: Ed. Blau, 1999. · LIMA, João F. CTRS Centro de Tecnologia da Rede Sarah. Brasília: Sarah Letras; São Paulo: Fundação Bienal/Pro Editores, 1999. 66p. · LIMA, João Filgueiras. O que é ser arquiteto: memórias profissionais de Lelé; em depoimento a Cynara Menezes. Rio de Janeiro: Record, 1999. · STIEL, Valdemar Corrêa; História dos Transportes Coletivos em São Paulo, São Paulo: Editora da Univerdade de São Paulo/ Editora Mc Graw- Hill do Brasil, 1978 · VEKSTEIN, C.; TELLO, M., Letras Perfuradas em placa de concreto identificam instituição, PROJETO DESIGN, 307, São Paulo, Arco Editorial Ltda., Setembro 2005, p. 76-83 · ABBR, Informações, dados e histórico da associação. Disponível em: < http://www.abbr.org.br/abbr/historico/historico.html >. Acesso em 17 ago. 2013. · CENTRO DE REABILITAÇÃO MOTORA, Vicente López. Descrição da obra. Disponível em: < http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/claudio-vekstein- e-marta-tello-centro-de-19-10-2005.html > Acesso em 05 out 2013. · CENTRO DE REABILITAÇÃO MOTORA, Vicente López. Descrição da obra. Disponível em: < http://www.slideshare.net/lucpaixao/centro-de-reabilitao- motoraargentina > Acesso em 05 out 2013. · EMPLASA, Dados e informações da região. Disponível em: < http://www.emplasa.sp.gov.br/emplasa/ >. Acesso em 10 set. 2013.
  55. 55. P á g i n a | 49 · GOOGLE EARTH, Mapas e dados gerais. Disponível em: < www.google.com >. Acesso em 05 set. 2013. · HOSPITAL REDE SARAH, Fortaleza. Descrição da obra. Disponível em: < http://www.arcoweb.com.br/tecnologia/jorge-isaac-peren-estudo-sobre-a-obra- de-joao-filgueiras-lima-lele-hospital-sarah-29-10-2007.html > Acesso em 30 set 2013. · HOSPITAL REDE SARAH, Fortaleza. Descrição da obra. Disponível em: < http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.134/3975 > Acesso em 26 set 2013. · HOSPITAL REDE SARAH, Rio de Janeiro. Descrição da obra. Disponível em: < http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquiteto-joao-filgueiras-lima-lele- hospital-rede-sarah-27-10-2009.html > Acesso em 17 ago. 2013. · INFO ESCOLA, Poliomielite. Disponível em: < http://www.infoescola.com/doencas/poliomielite-paralisia-infantil/ >. Acesso em 23 ago.2013. · JOÃO FILGUEIRAS LIMA, Principais obras e história. Disponível em: < http://arquitetablog.blogspot.com.br/2011/06/joao-filgueiras-lima-lele.html >. Acesso em 25 ago.2013. · PREFEITURA DE SÃO PAULO, Informações gerais. Disponível em: < www.prefeitura.sp.gov.br, acesso em 15 set. 2013. >. Acesso 15 set.2013. · REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO, Dados sobre a instituição. Disponível em: < http://www.sarah.br/Cvisual/Sarah/ >. Acesso em 17 ago. 2013.
  56. 56. Manual de Ambiência dos Centros Especializados em Reabilitação (CER) e das Oficinas Ortopédicas Orientações para Elaboração de Projetos (Construção, Reforma e Ampliação) Abril/2013 www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br
  57. 57. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 2 SUMÁRIO 1. AMBIÊNCIA 1.1 O que se entende por Ambiência na Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência................................................................................................................................... 3 2. OS OBJETOS 2.1 Qual a diferença entre Construção, Ampliação e Reforma? ............................................... 5 3. O CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO (CER) 3.1 O que é um Centro Especializado em Reabilitação (CER)? ................................................. 7 3.2 Quais são as áreas e ambientes necessários de um Centro Especializado em Reabilitação (CER)? ......................................................................................................................................... 8 4. OFICINAS ORTOPÉDICAS 4.1 O que é uma Oficina Ortopédica? ..................................................................................... 14 4.2 Quais são as áreas e os ambientes necessários de uma Oficina Ortopédica? .................. 14 5. GLOSSÁRIO 5.1 Atribuições assistenciais dos ambientes de CER e Oficina Ortopédica ............................. 16 5.2 Instalações ........................................................................................................................ 21
  58. 58. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 3 1. AMBIÊNCIA 1.1. O que se entende por Ambiência na Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência O conceito de Ambiência trazido na Política Nacional de Humanização é definido como espaço físico, social, profissional e de relações interpessoais que deve estar relacionado a um projeto de saúde voltado para a atenção acolhedora, resolutiva e humana (Brasil, 2006). Sabemos que os modos de compor essas ambiências produzem determinados efeitos e alterações nos processos de trabalho e nas relações de convivência num determinado lugar. Portanto, o espaço deve ir além dos aspectos físico, funcional e normativo, valorizando as dimensões da inclusão, circulação e autonomia de trabalhadores, usuários e familiares nesses serviços. A proposta é que os serviços da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência, disponham de ambiências confortáveis e acolhedoras, utilizando componentes que estimulem as dimensões sensoriais e que favoreçam, a um só tempo, privacidade e interação das pessoas entre si e com os espaços, especialmente com a cor, a luz, as texturas, os sons, os cheiros. E ainda, como em todo espaço de qualidade, deverão estar contempladas boas condições de conforto térmico, acústico e luminoso, priorizando-se a iluminação e ventilação naturais, segurança, estabilidade e sustentabilidade das edificações. Esses componentes, quando presentes na concepção da ambiência, atuam como qualificadores e modificadores do espaço estimulando a percepção ambiental. e, quando utilizados com equilíbrio e harmonia, criam ambiências acolhedoras que podem contribuir no processo de produção de saúde e de espaços saudáveis.
  59. 59. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA As singularidades do indivíduo, variáveis conforme o grau de capacidade e funcionalidade, devem ser consideradas nas ofertas de apoio aos indivíduos, respeitando suas escolhas, compensações e potencialidades. As dimensões e significados espaciais relacionam-se aos estímulos sensoriais promovidos. As superfícies são áreas de contato inicial com objetos e espaços, devendo receber cuidados especiais para servirem como instrumentos de informação espacial. Por exemplo, o contraste facilita a leitura visual, contrariamente ao ofuscamento. Superfícies reverberantes distorcem a compreensão auditiva da dimensão espacial. Espaços livres de barreiras físicas, com dimensões apropriadas para acesso, mobilidade e manipulação independente do tamanho e restrições do corpo, entre outros. As inclinações de pisos devem também serem pensadas tanto para pessoas que se locomovem por meio da propulsão de cadeiras de rodas, como para idosos ou pessoas com mobilidades reduzida. Todos os espaços devem observar os princípios da acessibilidade, em especial da NBR 9050 e do desenho universal, estabelecendo espaços de uso democrático onde todas as pessoas, inclusive àquelas com Deficiência Física, Sensorial e/ou Intelectual, seja temporária ou permanente, tenham condições iguais de uso, compreensão e expressão. Os princípios do desenho universal ampliam a compreensão das diferenças de habilidades e de interações com objetos e espaços e reforçam fisicamente o atendimento aos princípios do SUS, de modo equitativo. Para tanto é necessário que a ambiência seja pensada de modo a: - eliminar barreiras arquitetônicas e comunicacionais; - promover acesso, respeitando as capacidades individuais; - atender aos diferentes níveis de compreensão dos indivíduos; - promover legibilidade espacial e informativa; - prevenir riscos, ofertando ao trabalhador e usuário segurança física e psicológica www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 4 para ocupar e atuar no espaço; - promover o menor desgaste físico, mental e emocional possível; e
  60. 60. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA - garantir adequada ergonomia, considerando a flexibilidade dos espaços, www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 5 capacidades e funcionalidade dos trabalhadores e usuários.
  61. 61. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 6 2. OS OBJETOS 2.1. Qual a diferença entre Construção, Ampliação e Reforma? Para o Ministério da Saúde, os objetos referentes aos serviços de arquitetura e/ou de engenharia são assim classificados: · CONSTRUÇÃO de unidade de saúde: Construção de uma nova edificação desvinculada funcionalmente ou fisicamente de algum estabelecimento já existente. · REFORMA de unidade de saúde: alteração em ambientes sem acréscimo de área física, ou seja, não há aumento de área construída, podendo incluir vedações e/ou instalações existentes (paredes, portas, janelas, instalações elétricas, hidráulicas e gases medicinais, etc), substituição ou recuperação de materiais de acabamento ou instalações existentes (divisórias, portas, janelas, piso, pintura, forro, etc.). · AMPLIAÇÃO de unidade de saúde: acréscimo de área física a uma edificação existente ou construção de uma nova edificação vinculada funcionalmente ou fisicamente a algum estabelecimento já existente (mesmo que esta nova área esteja em outro terreno).
  62. 62. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 7 Figura 01 – Exemplos visuais dos objetos Construção, Ampliação e Reforma Ressaltamos que, conforme preconiza o Manual de Cooperação Técnica e Financeira por meio de Convênios/MS e a Portaria Interministerial nº 507/2011/MPOGCGU, o terreno a ser beneficiado como objeto do financiamento – ampliação, construção e/ou benfeitoras – deverá ser de propriedade do Proponente, com o devido registro no cartório de imóveis competente.
  63. 63. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 8 3. O CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO (CER) 3.1. O que é um CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO (CER)? O CER é um ponto de atenção ambulatorial especializada em reabilitação que realiza diagnóstico, avaliação, orientação, estimulação precoce e atendimento especializado em reabilitação, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território, e poderá ser organizado das seguintes formas: § CER II - composto por duas modalidades de reabilitação; § CER III - composto por três modalidades de reabilitação; e § CER IV - composto por quatro modalidades de reabilitação. Todo atendimento realizado no CER será realizado de forma articulada com os outros pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde, através de Projeto Terapêutico Singular, cuja construção envolverá a equipe, o usuário e sua família. O CER poderá também, em parceria com instituições de ensino e pesquisa, contribuir com o avanço e a produção de conhecimento e inovação tecnológica em reabilitação e ser pólo de qualificação profissional. Deve ainda, estabelecer processos de educação permanente para as equipes multiprofissionais, garantindo atualização e aprimoramento profissional. O CER contará com transporte sanitário, por meio de veículos adaptados, com objetivo de garantir o acesso da pessoa com deficiência aos pontos de atenção da Rede. Poderá ser utilizado por pessoas com deficiência que não apresentem condições de mobilidade e acessibilidade autônoma aos meios de transporte convencional ou que manifestem grandes restrições ao acesso e uso de equipamentos urbanos.
  64. 64. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA 3.2. Quais são as áreas e os ambientes necessários ao projeto arquitetônico de um CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO (CER)? Os Centros Especializados em Reabilitação estão pensados de modo a formarem agrupamentos que permitam flexibilidade, em especial para os CER II e III de ampliações futuras. Os módulos são: Física, Auditiva, Visual e Intelectual, aos quais são acrescentados os módulos de apoios, sendo que cada módulo possui os ambientes de acordo com as necessidades específicas e podem ser agrupados da seguinte forma: www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 9 Tabela 0 - Programa Mínimo pros tipos de CER CER Tipo Tipos de Reabilitação Programa Mínimo Áreas Especializadas Demais Áreas CER II Auditiva e Física Tabelas 1 e 2 Tabela 5 CER II Auditiva e Intelectual Tabelas 1 e 3 Tabela 5 CER II Auditiva e Visual Tabelas 1 e 4 Tabela 5 CER II Física e Intelectual Tabelas 2 e 3 Tabela 5 CER II Física e Visual Tabelas 2 e 4 Tabela 5 CER II Intelectual e Visual Tabelas 3 e 4 Tabela 5 CER III Auditiva, Física e Intelectual Tabelas 1, 2 e 3 Tabela 6 CER III Auditiva, Física e Visual Tabelas 1, 2 e 4 Tabela 6 CER III Auditiva, Intelectual e Visual Tabelas 1, 3 e 4 Tabela 6 CER III Física, Intelectual e Visual Tabelas 2, 3 e 4 Tabela 6 CER IV Auditiva, Física, Intelectual e Visual Tabelas 1, 2, 3 e 4 Tabela 7 Áreas Especializadas de Reabilitação
  65. 65. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 10 Tabela 1 - Área Especializada de Reabilitação Auditiva Unidade/ Ambiente Dimensionamento Quantificação Dimensão Instalações (mínima) (mínima) Consultório Diferenciado (Otorrinolaringologia) 1 12,5 HF Sala de atendimento individualizado com cabine de audiometria (Sala com cabine acústica, campo livre, reforço visual e equipamentos para avaliação audiológica) 1 16 HF; ADE Sala para Exame complementar Potencial Evocado Auditivo (EOA - emissões otoacústicas) e BERA 1 10 HF; ED; ADE; EE Sala de atendimento individualizado (Sala para seleção e adaptação AASI - Aparelho de amplificação sonora individual) 1 10 HF Tabela 2 - Área Especializada de Reabilitação Física Unidade/ Ambiente Dimensionamento Quantificação Dimensão Instalações (mínima) (mínima) Consultório Diferenciado (Fisiatria, Ortopedia ou Neurologia) 1 12,5 HF Sala de Preparo de paciente (consulta de enferm., triagem, biometria) 1 12,5 HF Salão para cinesioterapia e mecanoterapia (Ginásio) 1 150 HF Box de terapias (eletroterapia) 4 8 HF; ADE Tabela 3 - Área Especializada de Reabilitação Intelectual Unidade/ Ambiente Dimensionamento Instalações
  66. 66. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 11 Quantificação (mínima) Dimensão (mínima) Consultório Diferenciado (Neurologista) 1 12,5 HF Tabela 4 - Área Especializada de Reabilitação Visual Unidade/ Ambiente Dimensionamento Quantificação Dimensão Instalações (mínima) (mínima) Consultório Diferenciado (Oftalmológico) 1 15 HF Sala de atendimento individualizado (Laboratório de Prótese Ocular) 1 5 HF Consultório Indiferenciado (Sala de Orientação de Mobilidade) 1 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de orientação para uso funcional de recursos para baixa visão) 1 12 HF Área Comum de Habilitação/ Reabilitação Apoio Administrativo e Recepção e Área externa Tabela 5 - CER II - Demais áreas Unidade/ Ambiente Dimensionamento Quantificação Dimensão Instalações (mínima) (mínima) Área Comum de Habilitação/ Reabilitação Sala de triagem médica e/ou de enfermagem (Sala de Triagem) 4 8 HF Consultório Indiferenciado (Consultório Interdisciplinar para avaliação clínico-funcional) 4 12,5 HF Área de prescrição médica (Átrio com bancada de trabalho coletiva) 1 80 HF; EE Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo infantil) 1 20 HF
  67. 67. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 12 Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo adulto) 1 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico infantil) 1 12 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico adulto) 1 12 HF Consultório Indiferenciado (Sala de Estimulação Precoce) 1 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de Atividade de Vida Prática - AVP) 1 20 HF; HQ; ADE; E Sala de reunião 1 12 ADE Áreas de Convivência Interna 1 70 NSA Apoio Administrativo e Recepção Sanitários Independentes (feminino e masculino) 2 10 HF Fraldário 1 4 HF; HQ Sala de espera/recepção 1 80 NSA Sanitário/Vestiário para funcionários Independentes (feminino e masculino) 2 10 HF; HQ Almoxarifado 1 15 NSA Sala de arquivo 1 10 ADE Sala do setor administrativo 2 10 ADE Depósito de Material de Limpeza (DML) 1 2 HF Copa/ refeitório 1 20 HF Sala de armazenamento temporário de resíduos 1 3 HF Área externa Área de convivência externa 1 70 NSA Área externa para embarque e desembarque de veículo adaptado 1 21 NSA
  68. 68. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 13 Área externa para embarque e desembarque de ambulância 1 21 NSA Sala para equipamento de geração de energia elétrica alternativa 1 de acordo com as normas da concessionária local e com o equipamento utilizado EE; ED Abrigo externo de resíduos sólidos 1 4 HF Garagem (descoberta) 1 200 NSA Tabela 6 - CER III - Demais áreas Unidade/ Ambiente Dimensionamento Quantificação Dimensão Instalações (mínima) (mínima) Área Comum de Habilitação/ Reabilitação Sala de triagem médica e/ou de enfermagem (Sala de Triagem) 5 8 HF Consultório Indiferenciado (Consultório Interdisciplinar para avaliação clínico-funcional) 5 12,5 HF Área de prescrição médica (Átrio com bancada de trabalho coletiva) 1 80 HF; EE Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo infantil) 2 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo adulto) 2 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico infantil) 2 12 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico adulto) 2 12 HF Consultório Indiferenciado (Sala de Estimulação Precoce) 1 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de Atividade de Vida Prática - AVP) 1 20 HF; HQ; ADE; E Sala de reunião 1 15 ADE Áreas de Convivência Interna 1 80 NSA
  69. 69. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 14 Apoio Administrativo e Recepção Sanitários Independentes (feminino e masculino) 2 10 HF Fraldário 1 4 HF; HQ Sala de espera/recepção 1 90 NSA Sanitário/Vestiário para funcionários Independentes (feminino e masculino) 2 15 HF; HQ Almoxarifado 1 20 NSA Sala de arquivo 1 15 ADE Sala do setor administrativo 3 15 ADE Depósito de Material de Limpeza (DML) 1 4 HF Copa/ refeitório 1 25 HF Sala de armazenamento temporário de resíduos 1 4 HF Área externa Área de convivência externa 1 80 NSA Área externa para embarque e desembarque de veículo adaptado 1 21 NSA Área externa para embarque e desembarque de ambulância 1 21 NSA Sala para equipamento de geração de energia elétrica alternativa 1 de acordo com as normas da concessionária local e com o equipamento utilizado EE; ED Abrigo externo de resíduos sólidos 1 5 HF Garagem (descoberta) 1 200 NSA
  70. 70. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 15 Tabela 7 - CER IV - Demais áreas Unidade/ Ambiente Dimensionamento Quantificação Dimensão Instalações (mínima) (mínima) Área Comum de Habilitação/ Reabilitação Sala de triagem médica e/ou de enfermagem (Sala de Triagem) 6 8 HF Consultório Indiferenciado (Consultório Interdisciplinar para avaliação clínico-funcional) 6 12,5 HF Área de prescrição médica (Átrio com bancada de trabalho coletiva) 1 80 HF; EE Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo infantil) 3 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo adulto) 3 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico infantil) 3 12 HF Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico adulto) 3 12 HF Consultório Indiferenciado (Sala de Estimulação Precoce) 2 20 HF Consultório Indiferenciado (Sala de Atividade de Vida Prática - AVP) 1 20 HF; HQ; ADE; E Sala de reunião 1 20 ADE Áreas de Convivência Interna 1 90 NSA Apoio Administrativo e Recepção Sanitários Independentes (feminino e masculino) 4 10 HF Fraldário 1 4 HF; HQ Sala de espera/recepção 1 100 NSA Sanitário/Vestiário para funcionários Independentes (feminino e masculino) 2 20 HF; HQ Almoxarifado 1 30 NSA Sala de arquivo 1 20 ADE
  71. 71. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 16 Sala do setor administrativo 4 20 ADE Depósito de Material de Limpeza (DML) 1 6 HF Copa/ refeitório 1 30 HF Sala de armazenamento temporário de resíduos 1 5 HF Área externa Área de convivência externa 1 90 NSA Área externa para embarque e desembarque de veículo adaptado 1 21 NSA Área externa para embarque e desembarque de ambulância 1 21 NSA Sala para equipamento de geração de energia elétrica alternativa 1 de acordo com as normas da concessionária local e com o equipamento utilizado EE; ED Abrigo externo de resíduos sólidos 1 6 HF Garagem (descoberta) 1 200 NSA
  72. 72. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 17 4. OFICINAS ORTOPÉDICAS 4.1. O que é uma OFICINA ORTOPÉDICA? A Oficina Ortopédica constitui-se em serviço de dispensação, de confecção, de adaptação e de manutenção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (OPM), e será implantada conforme previsto no Plano de Ação Regional. Os estabelecimentos de saúde habilitados em Reabilitação Física devem contar com o apoio de uma oficina Ortopédica Fixa. As oficinas itinerantes poderão ser terrestres ou fluviais, estruturadas em veículos ou barcos adaptados e equipados para confecção, adaptação e manutenção de órteses e próteses. As oficinas itinerantes terrestres ou fluviais estarão necessariamente vinculadas a uma Oficina Ortopédica Fixa. 4.2. Quais são as áreas e os ambientes necessários ao projeto arquitetônico de uma OFICINA ORTOPÉDICA? As Oficinas Ortopédicas serão compostas pela seguinte estrutura física mínima: Tabela 8 - Oficina Ortopédica Unidade/ Ambiente Dimensionamento Quantificação Dimensão Instalações (mínima) (mínima) Apoio Administrativo e Recepção Sanitários Independentes (feminino e masculino) 2 3,2 HF Sala de espera/recepção 1 12,5 NSA Sanitário/Vestiário para funcionários Independentes (feminino e masculino) 2 10 HF; HQ Sala do setor administrativo 1 10 NSA Depósito de Material de Limpeza (DML) 1 2 HF
  73. 73. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 18 Laboratório Sala de atendimento Individualizado (Sala de Provas) 1 15 HF; HQ; AC Sessão de Tomada de Moldes 1 15 HF; HQ; AC Sessão de Gesso 1 15 HF; HQ; AC Sessão de Termomoldagem 1 15 HF; HQ; AC; FAI; FVL; ADE; E Sessão Montagem de Prótese 1 15 HF; HQ; AC Sessão de Montagem de Órtese 1 15 HF; HQ; AC Sessão de adaptação e manutenção de cadeira de rodas, de solda e trabalho com metais 1 15 HF; HQ; AC Sessão de selaria , tapeçaria, costura e acabamento 1 15 HF; HQ; AC; ADE Sessão de sapataria 1 15 HF; HQ; AC Sessão de Adaptações 1 15 HF; HQ; AC Sala de Máquinas 1 18 HF; HQ; AC; FVL; ADE; E
  74. 74. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 19 5. GLOSSÁRIO 5.1) Atribuições assistenciais dos ambientes do CER e da Oficina Ortopédica § Abrigo externo de resíduos sólidos: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.7) Zelar pela limpeza e higiene do edifício, instalações e áreas externas e materiais e instrumentais e equipamentos assistenciais, bem como pelo gerenciamento de resíduos sólidos. § Almoxarifado: Armazenar material de escritório e de consumo. § Área de convivência externa: Possibilitar atividades terapêuticas, treinos de habilidades motoras, descanso e convivência em ambiente ao ar livre provido de paisagismo adequado. § Área de prescrição médica (Átrio com bancada de trabalho coletiva): Realizar avaliação clínico funcional. Apoiar, integrar, compartilhar e agilizar o processo diagnóstico pela equipe multidisciplinar. § Área externa para embarque e desembarque de ambulância: Embarcar e desembarcar ambulância § Área externa para embarque e desembarque de veículo adaptado: Embarcar e desembarcar veículo adaptado § Áreas de Convivência Interna: Possibilitar atividades terapêuticas, treinos de habilidades motoras, descanso e convivência em ambiente provido de paisagismo adequado § Box de terapias (eletroterapia): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 4.8.2.a) Realizar procedimentos: por meio da fisioterapia - através de meios físicos: Eletroterapia (tratamento através de corrente elétrica) - corrente galvânica e corrente farádica. § Consultório Diferenciado (Fisiatria, Ortopedia ou Neurologia): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 1.7) Proceder à consulta médica, odontológica, psicológica, de assistência social, de nutrição, de farmácia, de fisioterapia, de terapia ocupacional, de fonoaudiologia e de enfermagem. 1.8) Realizar procedimentos médicos e odontológicos de pequeno porte, sob anestesia local (punções, biópsia, etc). § Consultório Diferenciado (Neurologia): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 1.7) Proceder à consulta médica, odontológica, psicológica, de
  75. 75. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA assistência social, de nutrição, de farmácia, de fisioterapia, de terapia ocupacional, de fonoaudiologia e de enfermagem. 1.8) Realizar procedimentos médicos e odontológicos de pequeno porte, sob anestesia local (punções, biópsia, etc). § Consultório Diferenciado (Oftalmologia): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 1.7) Proceder à consulta médica, odontológica, psicológica, de assistência social, de nutrição, de farmácia, de fisioterapia, de terapia ocupacional, de fonoaudiologia e de enfermagem. 1.8) Realizar procedimentos médicos e odontológicos de pequeno porte, sob anestesia local (punções, biópsia, etc). § Consultório Diferenciado (Otorrinolaringologia): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 –1.7) Proceder à consulta médica, odontológica, psicológica, de assistência social, de nutrição, de farmácia, de fisioterapia, de terapia ocupacional, de fonoaudiologia e de enfermagem. 1.8) Realizar procedimentos médicos e odontológicos de pequeno porte, sob anestesia local (punções, biópsia, etc). § Consultório Indiferenciado (Consultório Interdisciplinar para avaliação clínico-funcional): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 1.7) Proceder à consulta médica, odontológica, psicológica, de assistência social, de nutrição, de farmácia, de fisioterapia, de terapia ocupacional, de fonoaudiologia e de enfermagem. 1.8) Realizar procedimentos médicos e odontológicos de pequeno porte, sob anestesia local (punções, biópsia, etc). § Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico adulto): Realizar acompanhamento terapêutico adulto. Provocar estimulação física, intelectual, motora, sensorial, cognitiva e visual. § Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo adulto): Realizar acompanhamento terapêutico adulto em grupo. Provocar estimulação física, intelectual, motora, sensorial, cognitiva e visual. § Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico em grupo infantil): Realizar acompanhamento terapêutico infantil em grupo. Provocar estimulação física, intelectual, motora, sensorial, cognitiva e visual. § Consultório Indiferenciado (Sala de atendimento terapêutico infantil): Realizar acompanhamento terapêutico infantil. Provocar estimulação física, intelectual, motora, sensorial, cognitiva e visual. § Consultório Indiferenciado (Sala de Atividade de Vida Prática - AVP): Realizar treino, habilitação e reabilitação para ações relacionadas ao ambiente doméstico e desenvolvimento da autonomia. www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 20
  76. 76. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA § Consultório Indiferenciado (Sala de Estimulação Precoce): Realizar estimulação www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 21 precoce em bebês. § Consultório Indiferenciado (Sala de Orientação de Mobilidade): Realizar orientação e treinamento de percursos em espaço fechado para deficiente visual. § Consultório Indiferenciado (Sala de orientação para uso funcional de recursos para baixa visão): Realizar consulta médica oftalmológica e exame oftalmológico, quantificando a perda visual e a necessidade individual do paciente. Realizar treinamento de uso de recursos de visão subnormal e de auxílio óptico para optimizar a visão útil do paciente. § Copa/ refeitório: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 5.1.16) Oferecer condições de refeição aos pacientes, acompanhantes e funcionários. § Depósito de Material de Limpeza (DML): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.7) Zelar pela limpeza e higiene do edifício, instalações e áreas externas e materiais e instrumentais e equipamentos assistenciais, bem como pelo gerenciamento de resíduos sólidos. § Fraldário: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.6.1, 8.6.3 e 8.6.4) Proporcionar condições de conforto e higiene ao paciente e ao público: recepção, espera, guarda de pertences, recreação, troca de roupa e higiene pessoal. § Garagem (descoberta): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.9.4) Guarda de veículos § Sala de armazenamento temporário de resíduos: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.7) Zelar pela limpeza e higiene do edifício, instalações e áreas externas e materiais e instrumentais e equipamentos assistenciais, bem como pelo gerenciamento de resíduos sólidos. § Sala de arquivo: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 7.1.6) Organizar, processar e arquivar os dados de expediente § Sala de atendimento individualizado (Laboratório de Prótese Ocular): Escolher, avaliar e adaptar prótese intraocular pós-enucleação e prótese sobre olho cego ou enucleado. Treinar o paciente quanto ao manuseio e utilização da prótese. § Sala de atendimento Individualizado (Sala de Provas): Realizar a prova e os testes iniciais de órteses e próteses no usuário. § Sala de atendimento individualizado (Sala para seleção e adaptação AASI - Aparelho de amplificação sonora individual): Realizar pré-moldagem do molde do
  77. 77. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA aparelho auditivo. Realizar teste, regulagem e revisão dos aparelhos auditivos. Orientar utilização, manuseio e manutenção do aparelho auditivo. § Sala de atendimento individualizado com cabine de audiometria (Sala com cabine acústica, campo livre, reforço visual e equipamentos para avaliação audiológica): Realizar avaliação audiológica por meio de exames de audiometria, imitânciometria e audiometria de reforço visual. § Sala de espera/recepção: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.6.1, 8.6.3 e 8.6.4) Proporcionar condições de conforto e higiene ao paciente e ao público: recepção, espera, guarda de pertences, recreação, troca de roupa e higiene pessoal. § Sala de Máquinas: Realizar a produção de componentes, encaixes e articulações www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 22 de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. § Sala de Preparo de paciente (consulta de enferm., triagem, biometria): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 - 1.11) Executar e registrar a assistência médica e de enfermagem por período de até 24 horas § Sala de reunião: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 1.1) Realizar ações individuais ou coletivas de prevenção à saúde tais como: imunizações, primeiro atendimento, controle de doenças, visita domiciliar, coleta de material para exame, etc.; 1.3) Promover ações de educação para a saúde, através de palestras, demonstrações e treinamento “in loco”, campanha, etc.; 1.4-Orientar as ações em saneamento básico através da instalação e manutenção de melhorias sanitárias domiciliares relacionadas com água, esgoto e resíduos sólidos; 1.5) Realizar vigilância nutricional através das atividades continuadas e rotineiras de observação, coleta e análise de dados e disseminação da informação referente ao estado nutricional, desde a ingestão de alimentos à sua utilização biológica. § Sala de Triagem: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 2.1.1) Fazer triagem para os atendimentos § Sala do setor administrativo: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 7.1) Realizar os serviços administrativos do estabelecimento § Sala para equipamento de geração de energia elétrica alternativa: Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.9.1) Proporcionar condições de infra-estrutura predial de produção: abastecimento de água, alimentação energética, geração de energia, geração de vapor e geração de água e ar frio. § Sala para Exame complementar Potencial Evocado Auditivo (EOA - emissões otoacústicas) e BERA : Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 –
  78. 78. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA 4.3.2) Realizar os exames que são representados por traçados gráficos aplicados em papel ou em filmes especiais, tais como: eletrocardiograma, ecocardiograma, ergometria, fonocardiograma, vetocardiograma, eletroencefalograma, potenciais evocados, etc. § Salão para cinesioterapia e mecanoterapia (Ginásio): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 4.8.2.a) Realizar procedimentos: por meio da fisioterapia - através de meios físicos: Cinesioterapia (tratamento através de movimento) - exercício ativo, exercício passivo e exercício assistido (com ajuda de aparelhos); Mecanoterapia (tratamento através de aparelhos) - tração cervical, tração lombar, bicicleta fixa, bota de Delorene, mesa de Kanavel, espelho de postura, barra de Ling, escada e rampa, roda de ombro, paralela, tatame e quadro balcânico. § Sanitário/Vestiário para funcionários Independentes (feminino e masculino): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.6.3) Proporcionar condições de conforto e higiene ao funcionário e ao aluno: descanso, guarda de pertences, recreação, troca de roupa e higiene pessoal. § Sanitários Independentes (feminino e masculino): Atividades Assistenciais conforme RDC nº 50/2004 – 8.6.1, 8.6.3 e 8.6.4) Proporcionar condições de conforto e higiene ao paciente e ao público: recepção, espera, guarda de pertences, recreação, troca de roupa e higiene pessoal. § Sessão de adaptação e manutenção de cadeira de rodas, de solda e trabalho com metais: Realizar adaptação e manutenção de cadeira de rodas. Realizar solda e trabalho com metais. § Sessão de Adaptações: Realizar adaptações e ajustes dos componentes de www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 23 órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. § Sessão de Gesso: Realizar estocagem de gesso em pó, secagem e modelagem dos moldes confeccionados em gesso. § Sessão de Montagem de Órtese: Realizar a montagem dos componentes de órteses. § Sessão de Montagem de Prótese: Realizar a montagem dos componentes de próteses. § Sessão de sapataria: Realizar a confecção e adaptação de calçados e palmilhas ortopédicas.
  79. 79. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA § Sessão de selaria, tapeçaria, costura e acabamento: Realizar a selaria, tapeçaria, costura e acabamento de componentes de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção § Sessão de Termomoldagem: Realizar a moldagem/modelagem de componentes www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 24 de órteses e próteses em alta temperatura. § Sessão de Tomada de Moldes: Realizar tomada de moldes de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. 5.2) Legendas das Instalações LEGENDA SIGLAS INSTALAÇÕES HF Água fria HQ Água quente FV Vapor FG Gás combustível FO Oxigênio 6 FN Óxido nitroso FVC Vácuo clínico 6 FVL Vácuo de limpeza FAM Ar comprimido medicinal 6 FAI Ar comprimido industrial AC Ar condicionado 1 CD Coleta e afastamento de efluentes diferenciados 2 EE Elétrica de emergência 3
  80. 80. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA www.saude.gov.br/pessoacomdeficiencia pessoacomdeficiencia@saude.gov.br (+55 061) 3315-6236 25 ED Elétrica diferenciada 4 E Exaustão 5 ADE A depender dos equipamentos utilizados. 1 Refere-se à climatização destinada à ambientes que requerem controle na qualidade do ar. 2 Refere-se à coleta e afastamento de efluentes que necessitam de algum tratamento especial. 3 Refere-se à necessidade de o ambiente ser provido de sistema elétrico de emergência. 4 Refere-se à necessidade de o ambiente ser provido de sistema elétrico diferenciado dos demais, na dependência do equipamento instalado. Exemplo: sistema com tensão diferenciada, aterramento, etc. 5 É dispensável quando existir sistema de ar recirculado. 6 Canalizado ou portátil. (*) A classificação foi adotada em função de como o profissional de saúde recebe as informações ou realiza as terapias OBS.: Não foram objetos de estudo as instalações: elétrica comum, hidro-sanitária comum, telefone, som, processamento de dados, cabeamento estruturado, águas pluviais, combate a incêndios e climatização de conforto.
  81. 81. Plano Regional estratégico da Subprefeitura Ermelino Matarazzo - PRE-EM Quadro 04 do Livro XXII - Anexo à Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004 CARACTERÍSTICAS DE APROVEITAMENTO, DIMENSIONAMENTO E OCUPAÇÃO DOS LOTES RECUOS MÍNIMOS (m) FUNDOS E LATERAIS ALTURA DA EDIFICAÇÃO MENOR OU IGUAL A 6, 00 m ALTURA DA EDIFICAÇÃO SUPERIOR A 6,00 m CARACTERÍSTICAS DAS ZONAS DE USO ZONA PREDOMINANTEMENTE INDUSTRIAL CARACTERÍSTICAS DE DIMENSIONAMENTO E OCUPAÇÃO DOS LOTES GABARITO DE ALTURA MÁXIMO (m) FRENTE MÍNIMA (m) TAXA DE PERMEABILIDA DE MÍNIMA LOTE MÍNIMO (m²) TAXA DE OCUPAÇÃO MÁXIMA COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO MÍNIMO BÁSICO FRENTE MÁXIMO ZONA DE USO ZPI/01 a ZPI/03 0,10 1,00 1,50 0,70 0,15 500 m² 15, 00 m 15,00 m 5,00 m NÃO EXIGIDO (c) (d) ZM - BAIXA DENSIDADE ZM - 1/01 0,20 1,00 1,00 0,5 (a) 0,15 125 m² 5,00 m 15,00 m 5,00 m (b) NÃO EXIGIDO (d) (c) (d) ZM - MÉDIA DENSIDADE ZM - 2/01 a ZM - 2/10 0,20 1,00 2,00 0,5 (a) 0,15 125 m² 5,00 m 25,00 m 5,00 m (b) NÃO EXIGIDO (d) (c) (d) ZM - 3a/01 a ZM - 3a/05 1,00 2,5 (e) ZM - 3b/01 a ZM - 3b/05; ZM - 3b/07 e ZM - 3b/08 2.00 0,20 2,00 ZM - 3b/06 2,50 ZCP - a/01 1,00 ZCP - a/02 a ZCP - a/10 2,00 1,00 ZCP - a/11 a ZCP - a/18 2,50 (f) 0,5 (a) 0,15 125 m² 5,00 m ZM - ALTA DENSIDADE ZONA CENTRALIDADE POLAR OU LINEAR 0,20 0,70 125 m² 5,00 m ZCL -a/01 a ZCL - a/03 2,50 ZCP - b/01 a ZCP - b/05 2,50 (f) 2,00 ZCP - b/06 2,00 ZONA ESPECIAL DE PRESERVAÇÃO CULTURAL ZEPEC/01 a ZEPEC/02 SEM LIMITE MACROZONA DE ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO URBANA 5,00 m (b) NÃO EXIGIDO (d) (c) (d) 0,15 Parâmetros da zona de uso em que se situa o bem imóvel representativo (BIR) ou a área de urbanização especial (AUE) ou a área de proteção paisagística (APP), enquadrado como ZEPEC, observadas as disposições específicas da Resolução de tombamento quando houver. ZONA DE OCUPAÇÃO ESPECIAL ZOE Estudo de cada caso pelo Executivo e ver artigo 21 deste livro e desta lei SEM LIMITE 5,00 m (b) NÃO EXIGIDO (d) NOTAS: a) ver artigo 192 da Parte lll desta lei, quanto à taxa de ocupação na ZM para edificações com até 12 metros de altura b) ver artigo 185 da Parte lll desta lei, quanto ao recuo mínimo de frente em ZM, ZCP, ZCL, ZPI e ZEIS c) ver artigo 186 da Parte lll desta lei quanto aos recuos mínimos laterais e de fundos para edificações com altura superior a 6,00 metros d) ver §1º e §2º do artigo 186 da Parte lll desta lei, quanto aos recuos para atividades industriais, serviços de armazenamento e guarda de bens móveis e oficinas e) no trecho que a ZM3a 01, ZM3a 03 e ZM3a 05 coincidir com o perimetro de AIU o Coeficiente Aproveitamento maximo (CAmax) poderá chegar a CAmax =4.0. f) no trecho que a ZCPb-02, ZCPa 12, ZCPa 14, ZCPa 15, ZCPa 17 e ZCPa 18 coincidir com o perimetro de AIU o Coeficiente Aproveitamento maximo poderá chegar a CAmax =4.0 (c) (d)
  82. 82. PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT 800,00 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT 785,00 795,00 793,00 794,00 796,40 791,00 795,00 798,00 IMPLANTAÇÃO ESCALA 1:1000 FOLHA 1/19 Implantação Escala 1:1000 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  83. 83. PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT 800,00 785,00 803,20 795,00 793,00 794,00 791,00 795,00 798,00 IMPLANTAÇÃO FORRO ESCALA 1:1000 FOLHA 2/19 Implantação Escala 1:1000 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  84. 84. Fachada Oeste 1 2 3 4 5 6 7 7,80 7,80 7,80 7,80 7,80 A A 8,40 7,80 A B s 8,40 C Sala de espera/recepção Sala de atend. terap. infantil Sala de atend. terap. infantil Fraldário Sala de atend. terap. infantil Planta Pav. Térreo - Prédio 1 Escala 1:200 Sala de triagem Sala de atend. terap. em grupo adulto Sala de atend. terap. em grupo adulto Área de prescrição médica (Átrio com bancada de trabalho coletiva) Sala de triagem Sala de triagem Sala de triagem Sala de triagem Sala de triagem Sala de atend. terap. infantil Sanitário Feminino Sanitário Masculino Sanit. Escl. Fachada Leste Fachada Norte Fachada Sul B B 791 PLANTA PAVIMENTO TÉRREO - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 3/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  85. 85. 8,40 B Fachada Oeste 1 2 3 4 5 6 7 7,80 7,80 7,80 7,80 7,80 8,40 7,80 A C s Planta 1º Pav. - Prédio 1 Escala 1:200 Consult. p. aval. clínico funcional Consult. p. aval. clínico funcional Consult. p. aval. clínico funcional Sala de armaz. resíduos DML Consult. p. aval. clínico funcional Consult. p. aval. clínico funcional Consult. p. aval. clínico funcional Sala de arquivo Consult. p. aval. clínico funcional Copa/ refeitório Sala de atend. terap. adulto Sala de atend. terap. adulto Sala de Estimulação Precoce Sala de atend. terap. adulto Sala de atendimento terapêutico em grupo adulto Sala de atendimento terapêutico em grupo adulto Sala de atend. terap. adulto Áreas de Convivência Interna Sanitário Feminino Sanitário Masculino Sanit. Escl. A B B A Fachada Leste Fachada Norte Fachada Sul 795 PLANTA 1º PAVIMENTO - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 4/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  86. 86. 8,40 B Fachada Oeste 1 2 3 4 5 6 7 7,80 7,80 7,80 7,80 7,80 8,40 7,80 A C s Box terap. Neurolog. Sala de Preparo paciente Planta 2º Pav. - Prédio 1 Escala 1:200 Fisiatria, Ortopedia ou Neurologia Oftalmológ. Box terap. Sala de Estimulação Precoce Sala de Estimulação Precoce Sala de AASI EOA - emissões otoacúst. e BERA Sala de cabine audiom. Consult. p. aval. clínico funcional Sala Ativid. de Vida Prática - AVP Lab. Prótese Ocular Lab. Prótese Ocular Sala de Orientação Mobilidade Sala orient. funcional de recursos para baixa visão Otorrinolaring. Sala atend. terap. em grupo adulto Sala atend. terap. em grupo adulto Sala atend. terap. grupo infantil Sala atend. terap. grupo infantil Sala atend. terap. grupo infantil Box terap. Box terap. Sanitário Feminino Sanitário Masculino Sanit. Escl. A B B A Fachada Leste Fachada Norte Fachada Sul 798,5 PLANTA 2º PAVIMENTO - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 5/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  87. 87. 8,40 B Fachada Oeste 1 2 3 4 5 6 7 7,80 7,80 7,80 7,80 7,80 8,40 7,80 A C s Sala administrativo Sala administrativo Sala administrativo Sala de reunião Almoxarifado Área convivência Interna Planta 3º Pav. - Prédio 1 Escala 1:200 Sala administrat. Salão para cinesioterapia e mecanoterapia (Ginásio) Sala administrativo A B B A Sala administrativo Sala administrativo Sanitário Feminino Sanitário Masculino Sanit. Escl. Fachada Leste Fachada Norte Fachada Sul 802 PLANTA 3º PAVIMENTO - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 6/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  88. 88. Fachada Oeste 1 2 3 4 5 6 7 7,80 7,80 7,80 7,80 7,80 8,40 7,80 A 8,40 B C 2% Planta de Forro - Prédio 1 Escala 1:250 A B B A 2% Fachada Leste Fachada Norte Fachada Sul Casa de Máquinas Caixa d’água Fechamento em Vidro em Estrutura de Aço 805,5 2% 2% 2% 2% PLANTA DE FORRO - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 7/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  89. 89. Corte AA - Prédio 1 Escala 1:200 805,5 802,00 798,50 795,00 791,00 Corte BB - Prédio 1 Escala 1:200 805,5 802,00 798,50 795,00 791,00 CORTE AA E BB - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 8/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  90. 90. CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO FÍSICA E SOCIAL Fachada Leste - Prédio 1 Escala 1:200 Fachada Norte - Prédio 1 Escala 1:200 FACHADA LESTE E NORTE - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 9/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  91. 91. Fachada Oeste - Prédio 1 Escala 1:200 Fachada Sul - Prédio 1 Escala 1:250 FACHADA OESTE E SUL - PRÉDIO 1 ESCALA 1:200 FOLHA 10/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  92. 92. Fachada Oeste 7,80 7,80 7,80 13,60 7,80 s A B 1 2 3 4 5 Sala Equipamento Sala Apoio Recepção Piscina de Hidroterapia,Pilates e terapia aquática Planta Pav. Térreo - Prédio 2 Escala 1:200 s Sanitário Feminino Sanitário Masculino Sanit. Excl. A A Fachada Leste Fachada Norte B B 795 PLANTA PAVIMENTO TÉRREO - PRÉDIO 2 ESCALA 1:200 FOLHA 11/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  93. 93. Fachada Oeste 7,80 7,80 7,80 13,60 7,80 s A A A B 1 2 3 4 5 Sala de TI Planta 1º Pav. - Prédio 2 Escala 1:200 Sala de Pedagogia Sala de Pedagogia Estimulação Pedagógica Infantil Musicoterapia Estimulação Pedagógica Atêlie de Artes Adolescente Exposição das Artes feitas no Centro Fachada Leste Fachada Norte B B Sanitário Feminino Sanitário Masculino Sanit. Excl. 799 PLANTA 1º PAVIMENTO - PRÉDIO 2 ESCALA 1:200 FOLHA 12/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  94. 94. Sala de Cursos Sala de Cursos Fachada Oeste 7,80 7,80 7,80 A A Planta 2º e 3º Pav. - Prédio 2 Escala 1:200 Sala de Cursos Sala de Cursos Sala de Cursos Sala de Cursos Fachada Leste Fachada Norte B B Sanitário Feminino Sanitário Masculino Sanit. Excl. 13,60 7,80 s A B 1 2 3 4 5 Sala de Palestra / Evento Sala de Cursos Sala de Cursos Sala de Cursos Sala de Cursos 803/807 PLANTA 2º E 3º PAVIMENTO - PRÉDIO 2 ESCALA 1:200 FOLHA 13/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  95. 95. Fachada Oeste Caixa d’água 2% 2% 2% A A Planta de Forro- Prédio 2 Escala 1:200 Fachada Leste Fachada Norte B B 7,80 7,80 7,80 13,60 7,80 A B 1 2 3 4 5 Casa de Máquinas Fechamento em Vidro em Estrutura de Aço 811 2% 2% 2% PLANTA DE FORRO - PRÉDIO 2 ESCALA 1:200 FOLHA 14/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
  96. 96. Corte AA - Prédio 2 Escala 1:200 811,00 807,00 803,00 799,00 795,00 Corte BB - Prédio 2 Escala 1:200 811,00 807,00 803,00 799,00 795,00 CORTE AA E BB - PRÉDIO 2 ESCALA 1:200 FOLHA 15/19 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT

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