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Atividades do grupo <ul><li>Pesquisas individuais: </li></ul><ul><ul><li>Mestrado </li></ul></ul><ul><ul><li>Doutorado  </...
 
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Da esquerda para a direita, placas de banheiro na Austrália, em Barcelona (Espanha), em Paris (França) e na Filadélfia (EU...
Répteis -  M. Escher
<ul><li>Aids do egito </li></ul>
Nossas pesquisas têm sido inspiradas: <ul><ul><li>pelo referencial teórico e metodológico da Análise do Discurso Francesa ...
<ul><li>Os discursos veiculados referentes à ciência e tecnologia, são percebidos como locais de construção e circulação d...
<ul><li>Esses enfoques teóricos trazem possibilidades de deslocamentos de se ensinar C&T, que tradicionalmente reforça os ...
O que é Discurso? Emissor Receptor Mensagem Referente Código
O que é Discurso? Emissor Receptor Mensagem Referente Código Interlocutor Interlocutor Ideologia História Cultura DISCURSO
Discurso é “ Efeito de sentidos entre interlocutores” <ul><li>Toda  leitura  constitui-se como  interpretação  e não somen...
<ul><li>Por causa da multiplicidade proporcionada pelos referenciais (ADF e CTS), nossas pesquisas possuem distintos focos...
<ul><li>Tomei um vaso de barro, no qual coloquei 100 quilogramas de terra que havia secado  em um forno e que umedeci com ...
Projeto coletivo - Observatório da Educação (CAPES) <ul><li>Co-participantes: </li></ul><ul><ul><li>integrantes da Unicamp...
Obrigada! <ul><li>[email_address] </li></ul>
 
<ul><li>Nossos estudos sobre o funcionamento da linguagem não remetem apenas ao entendimento da  construção do conheciment...
<ul><li>Para alguns dos estudantes interpretar e atribuir sentidos são processos que não fazem parte das aulas de química,...
<ul><li>O “ leitor que não sabe nada  [...]  tende a interpretar e  [...]  é bem mais complicad o”. (E11) </li></ul><ul><l...
APRESENTAÇÃO DO LIVRO: - dirigida aos alunos : “ Você irá percebendo... nosso objetivo é que você participe... bom estudo....
<ul><li>Tomei um vaso de barro, no qual coloquei 100 quilogramas de terra que havia secado  em um forno e que umedeci com ...
Linguagem em textos didáticos de citologia: <ul><li>Análise da linguagem de textos didáticos </li></ul><ul><li>Condições d...
RELAÇÃO ENTRE O DITO E O NÃO DITO E OS MÚLTIPLOS EFEITOS DE SENTIDOS <ul><li>A FORMA IMPESSOAL DA LINGUAGEM CIENTÍFICA  (C...
- Imagem que o leitor faz do autor: •  Apresentação dos autores e suas respectivas formações    segurança, confiança nos ...
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Dicite - Apresentação do grupo

  1. 1. DICITE: DIscursos da CIência e da Tecnologia na Educação <ul><li>Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica </li></ul><ul><li>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA </li></ul><ul><li>- Início 2004 – </li></ul><ul><li>www.ppgect.ufsc.br </li></ul>
  2. 2. Grupo <ul><li>Docentes </li></ul><ul><li>Suzani Cassiani (coord) </li></ul><ul><li>Irlan von Linsingen (coord) Ademir D. Caldeira </li></ul><ul><li>Graduandos, Pós-graduandos e </li></ul><ul><li>professores da rede de ensino </li></ul><ul><li>Edson Jacinski </li></ul><ul><li>Fabiola Sell </li></ul><ul><li>João H. Ávila de Barros </li></ul><ul><li>Lucas Amorim </li></ul><ul><li>Marcella Olinto </li></ul><ul><li>Narjara Zimmermann </li></ul><ul><li>Patrícia Giraldi </li></ul><ul><li>Patricia Pereira </li></ul><ul><li>Pedro Simas </li></ul><ul><li>Manuel Franco </li></ul><ul><li>Guilherme Domênico </li></ul><ul><li>Manuel Avellaneda </li></ul>
  3. 3. Atividades do grupo <ul><li>Pesquisas individuais: </li></ul><ul><ul><li>Mestrado </li></ul></ul><ul><ul><li>Doutorado </li></ul></ul><ul><ul><li>IC </li></ul></ul><ul><li>Pesquisas coletivas: </li></ul><ul><ul><li>Profs rede estadual </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa em rede com outras instituições </li></ul></ul><ul><ul><li>(Unicamp e UFSCAR) </li></ul></ul><ul><li>2 Reuniões semanais </li></ul><ul><li>Discussão de textos </li></ul><ul><li>Apresentação dos projetos </li></ul><ul><li>Bancas </li></ul><ul><li>Disciplina </li></ul><ul><li>Análises </li></ul><ul><li>Dicite Noturno </li></ul>
  4. 5. Os Deuses Devem Estar Loucos titulo original:  (The Gods Must Be Crazy) lançamento:  1980 (Botsuana) (África do Sul) direção:  Jamie Uys atores:  Marius Weyers , Sandra Prinsloo , N!xau , Louw Verwey , Michael Thys duração:  108 min gênero:  Comédia
  5. 6.
  6. 7. Da esquerda para a direita, placas de banheiro na Austrália, em Barcelona (Espanha), em Paris (França) e na Filadélfia (EUA). (Foto: Reprodução/Losu.org)
  7. 8. Répteis - M. Escher
  8. 9. <ul><li>Aids do egito </li></ul>
  9. 10. Nossas pesquisas têm sido inspiradas: <ul><ul><li>pelo referencial teórico e metodológico da Análise do Discurso Francesa </li></ul></ul><ul><ul><li>reflexões vinculadas à epistemologia da ciência e da tecnologia e aos estudos CTS. </li></ul></ul><ul><ul><li>sociologia da tecnologia como âmbito privilegiado de construção de sentidos sobre as profundas imbricações sociais-culturais da ciência e da tecnologia </li></ul></ul><ul><ul><li>n o âmbito dos ECTS latinoamericanos, uma abordagem mais crítica das relações CTS já vem sendo feita por pesquisadores do campo (PLACTS) </li></ul></ul>
  10. 11. <ul><li>Os discursos veiculados referentes à ciência e tecnologia, são percebidos como locais de construção e circulação de sentidos, e são considerados também no âmbito do ensino das ciências e tecnologias. </li></ul><ul><li>Rompendo com a idéia de que a linguagem não é apenas um instrumento de comunicação, olhamos para as diferentes instâncias onde discursos sobre C&T são produzidos, como objetos simbólicos. Seja ela escrita, oral, gestual ou imagética, está presente e tece nossa forma de interação com o mundo. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Esses enfoques teóricos trazem possibilidades de deslocamentos de se ensinar C&T, que tradicionalmente reforça os sujeitos como não atuantes no processo de decisão e produção de conhecimentos tecnocientíficos. </li></ul><ul><li>Busca-se deslocar o imaginário (conjunto de discursos/sentidos que foram histórica e socialmente &quot;sedimentados&quot;, ou seja, o sentido dominante em relação a outros) de ciência e tecnologia, que coloca a primeira como neutra e potencialmente salvadora e a segunda como autônoma e determinante em termos sociais. </li></ul>
  12. 13. O que é Discurso? Emissor Receptor Mensagem Referente Código
  13. 14. O que é Discurso? Emissor Receptor Mensagem Referente Código Interlocutor Interlocutor Ideologia História Cultura DISCURSO
  14. 15. Discurso é “ Efeito de sentidos entre interlocutores” <ul><li>Toda leitura constitui-se como interpretação e não somente decodificação; </li></ul><ul><li>Portanto, as leituras podem ter sentidos diferentes ; </li></ul><ul><li>Assim, os sentidos não estão dados , para serem apenas decodificados, mas são construídos no ato do discurso. </li></ul>Orlandi, 2003, p. 21
  15. 16. <ul><li>Por causa da multiplicidade proporcionada pelos referenciais (ADF e CTS), nossas pesquisas possuem distintos focos na medida em que se têm diferentes objetos de estudo, concentrando-se em análises de: </li></ul><ul><li>documentos como relatórios de professores em formação inicial; </li></ul><ul><li>divulgação científica em salas de aula; </li></ul><ul><li>diferentes mídias (televisão, cinema, revistas, jornais etc.) como locais de construção e circulação de sentidos sobre ciência e tecnologia; </li></ul><ul><li>formações imaginárias e discursivas acerca das histórias da ciência; </li></ul><ul><li>imagens relacionadas ao discurso científico e tecnológico sob a perspectiva imagética; </li></ul><ul><li>práticas docentes que têm cenário na formação inicial e continuada de professores de ciências, relacionadas principalmente aos modos de leitura e escrita nas salas de aula do ensino básico em algumas disciplinas (ciências, biologia, química). </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Tomei um vaso de barro, no qual coloquei 100 quilogramas de terra que havia secado em um forno e que umedeci com água de chuva e ali plantei o caule de um salgueiro que pesava dois quilogramas e meio. E eis que, passados cinco anos, a árvore que ali se originou pesava cerca de 80 quilogramas. Quando era necessário, eu sempre umedecia o vaso de barro com água de chuva ou água destilada, e o vaso era grande e estava implantado na terra. Para que a poeira levada pelo vento não se misturasse à terra do vaso, cobri-lhe a abertura com uma placa de ferro revestida de estanho e com múltiplas perfurações. Não computei o peso das folhas que caíram em quatro outonos. Por fim, tornei a secar a terra do vaso e ali encontrei os mesmos 100 quilogramas, com alguns gramas a menos. Portanto, 80 quilogramas de madeira, cortiça e raízes, surgiram unicamente a partir da água.” Johan Baptiste van Helmont (1662, p. 109) </li></ul>Peso da terra no primeiro vaso = 100 kg – Peso inicial da árvore = 2,5 kg Após cinco anos, van Helmont constatou: Peso da terra = 90,8 kg – Peso da árvore = 77,1 kg
  17. 18. Projeto coletivo - Observatório da Educação (CAPES) <ul><li>Co-participantes: </li></ul><ul><ul><li>integrantes da Unicamp e Ufscar e </li></ul></ul><ul><ul><li>professores da rede pública de ensino básico dos dois estados (SC e SP), </li></ul></ul><ul><ul><li>Enfoque é o Exame Nacional do Ensino Médio, seus princípios, instrumentos e resultados, além de micro-análises de sala de aula. </li></ul></ul><ul><ul><li>Entre os vários objetivos do projeto, visamos: </li></ul></ul><ul><ul><li>analisar os sentidos presentes nos textos do ENEM sobre as relações CTS e a formação do leitor; </li></ul></ul><ul><ul><li>analisar as condições de produção da leitura desses textos; </li></ul></ul><ul><ul><li>analisar o funcionamento desses textos em salas de aula tendo em vista o leitor que queremos formar, que ciência e tecnologia queremos ensinar, com quais objetivos, para qual escola e em qual sociedade. </li></ul></ul>
  18. 19. Obrigada! <ul><li>[email_address] </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Nossos estudos sobre o funcionamento da linguagem não remetem apenas ao entendimento da construção do conhecimento em aulas , mas também ao entendimento das condições de produção do discurso escolar. O discurso da escola , materializado nas aulas, é proveniente de um conjunto de fatores que vão desde os interesses sociais, econômicos, políticos até os próprios interesses educacionais. Pela abrangência da temática linguagem, nossas pesquisas têm avançado em distintas direções: </li></ul><ul><li>Leitura e escrita </li></ul><ul><li>Formação inicial de professores </li></ul><ul><li>Livro didático </li></ul><ul><li>Influências do discurso tecnocientífico na mídia </li></ul><ul><li>Currículo </li></ul><ul><li>Educação Tecnológica </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Para alguns dos estudantes interpretar e atribuir sentidos são processos que não fazem parte das aulas de química, pois representam uma forma de perigo. São permitidos apenas em textos nos quais identificam a presença de discursos lúdicos e polêmicos, como no caso de textos literários; </li></ul><ul><li>Já o segundo texto (Literário) , pro leitor que não sabe nada sobre alquimia, fica bem pior de entender . Como é uma história, o leitor tende a interpretar , e como não se tem conhecimento do assunto, é bem mais complicado. (E11) </li></ul>
  21. 23. <ul><li>O “ leitor que não sabe nada [...] tende a interpretar e [...] é bem mais complicad o”. (E11) </li></ul><ul><li>No dizer de E11 está presente a angústia pelo trabalho na tensão entre paráfrase e polissemia: </li></ul><ul><li>O leitor que não sabe nada [...] </li></ul><ul><li>( Paráfrase : acesso aos sentidos sedimentados) </li></ul><ul><li>[...] tende a interpretar. </li></ul><ul><li>( Polissemia : produção de sentidos, possibilidade de deslizamentos, equívocos) </li></ul><ul><li>A escola muitas vezes deixa de trabalhar essa tensão, colocando a sedimentação histórica de sentidos como o único sentido possível e permitido. Isso faz com que haja uma polarização que supervaloriza a paráfrase. Os estudantes não compreendem a leitura como um processo inscrito nessa tensão e pensam que, quando o leitor “tende a interpretar” livremente, isso pode se instituir como um problema. </li></ul>
  22. 24. APRESENTAÇÃO DO LIVRO: - dirigida aos alunos : “ Você irá percebendo... nosso objetivo é que você participe... bom estudo...” - dirigida aos professores : “ foi de capacitar o aluno... estimulamos a criatividade do educando... o aluno é instigado a pensar... ” ; “ fazendo-o entender que o conhecimento científico não é um produto acabado e inquestionável...capacitar o aluno a perceber e criticar as questões ambientais e sociais a ele ligadas”.
  23. 25. <ul><li>Tomei um vaso de barro, no qual coloquei 100 quilogramas de terra que havia secado em um forno e que umedeci com água de chuva e ali plantei o caule de um salgueiro que pesava dois quilogramas e meio. E eis que, passados cinco anos, a árvore que ali se originou pesava cerca de 80 quilogramas. Quando era necessário, eu sempre umedecia o vaso de barro com água de chuva ou água destilada, e o vaso era grande e estava implantado na terra. Para que a poeira levada pelo vento não se misturasse à terra do vaso, cobri-lhe a abertura com uma placa de ferro revestida de estanho e com múltiplas perfurações. Não computei o peso das folhas que caíram em quatro outonos. Por fim, tornei a secar a terra do vaso e ali encontrei os mesmos 100 quilogramas, com alguns gramas a menos. Portanto, 80 quilogramas de madeira, cortiça e raízes, surgiram unicamente a partir da água.” Johan Baptiste van Helmont (1662, p. 109) </li></ul>Peso da terra no primeiro vaso = 100 kg – Peso inicial da árvore = 2,5 kg Após cinco anos, van Helmont constatou: Peso da terra = 90,8 kg – Peso da árvore = 77,1 kg
  24. 26. Linguagem em textos didáticos de citologia: <ul><li>Análise da linguagem de textos didáticos </li></ul><ul><li>Condições de produção: </li></ul>- posições ocupadas pelos sujeitos (interlocutores), o lugar de onde falam - a formação discursiva em que se produz o dizer - a imagem que os interlocutores fazem de si e do outro
  25. 27. RELAÇÃO ENTRE O DITO E O NÃO DITO E OS MÚLTIPLOS EFEITOS DE SENTIDOS <ul><li>A FORMA IMPESSOAL DA LINGUAGEM CIENTÍFICA (CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO DESSA LEITURA) </li></ul><ul><li>PREVISIBILIDADE DAS LEITURAS E AVALIAÇÃO:Outros tipos de leituras </li></ul><ul><li>SIMPLIFICAÇÃO EXAGERADA:Outros tipos de materiais </li></ul><ul><li>TEMPORALIDADE DA CIÊNCIA </li></ul>
  26. 28. - Imagem que o leitor faz do autor: • Apresentação dos autores e suas respectivas formações  segurança, confiança nos conteúdos... “ José Mariano Amabis, professor de departamento de biologia do Instituto de Biociências da USP, e Gilberto Rodrigues Martho, Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da USP.” As condições que envolvem a produção de sentidos que podem ser atribuídos a um texto fazem parte de um intrincado jogo .

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