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Teoria Geral da Administração

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  • MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração. 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 2000.
  • Aula4

    1. 1. 07/11/11 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO - AULA 4 Encerramos a aula anterior falando do casal Frank e Lilian Gilbreth , e sua colaboração com Taylor, complementando o Estudo dos movimentos e trazendo para a Administração o Estudo sobre fadiga . Nesta aula vamos falar nos aprofundar nas teorias dos Gilbreth e apresentar a vocês outros pensadores que revolucionaram a Administração: Henry Gantt e Henry Ford . Você vai encontrar ainda um link para conhecer mais sobre a vida de Henry Ford e um para um filme de Charles Chaplin com uma crítica nada sutil à modernização.
    2. 2. 07/11/11 Os movimentos elementares ( Therbligs ) permitem decompor e analisar qualquer tarefa. A tarefa de colocar parafusos representa sete movimentos elementares: pegar o parafuso e transportá-lo até a peça, posicioná-lo, pegar e transportar a chave de fenda até o parafuso, utilizá-la e posicioná-la na situação anterior. O therbligs constitui o elemento básico da Administração Científica e a unidade fundamental de trabalho. 1. OS MOVIMENTOS ELEMENTARES (THERBLIGS) Curiosidade : a palavra Therbligs não tem nenhuma tradução em nenhum idioma, é simplesmente o anagrama de Gilbreth , ou seja, misture as letras do nome deste nosso amigo e você vai encontrar esta estranha palavra... Vaidade ou uma forma de registrar sua idéia? Vai saber...
    3. 3. 07/11/11 Vamos analisar estes “micromovimentos” elementares que combinados no todo ou em parte são capazes de auxiliar na execução de qualquer operação. Gilbreth propõe 17 movimentos. Observe: Procurar Transportar cheio Posicionar Pegar Escolher Inspecionar Segurar Utilizar Pré-posicionar Transportar vazio Unir Separar Soltar a Carga Esperar Inevitavelmente Planejar Repousar Esperar mesmo que seja evitável ATIVIDADE: Verifique em sua rotina diária, seja ela doméstica, acadêmica ou profissional, quais os movimentos que você realiza. Faça um esquema utilizando os Therbligs de Gilbreth (lembre-se que não precisa ser todos. Na dúvida consulte o exemplo da tarefa de colocar parafusos do slide anterior) Fonte: Adaptado de KWASNICKA (1995)
    4. 4. 07/11/11 O conceito de eficiência é fundamental para Administração Científica . A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira ( the best way ) de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. A eficiência significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. Pode ser definida pela equação : <ul><li>E = P/R, </li></ul><ul><li>onde, P são os produtos resultantes e R os recursos utilizados </li></ul><ul><ul><li>maior eficiência = maior produtividade (eficiência esperada 100%) </li></ul></ul>2. CONCEITO DE EFICIÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
    5. 5. 07/11/11 3. A CONTRIBUIÇÃO DE GANTT Antes de Taylor , a única maneira de melhorar a produtividade era exigir dos trabalhadores mais horas de dedicação ao trabalho. Taylor ocupa um lugar importante na história da gerência de projetos, mas foi seu sócio, Henry Gantt (1861-1919) quem estudou detalhadamente a ordem de operações no trabalho. Seus estudos de gerenciamento de projetos foram aplicados na construção de navios durante a II Guerra Mundial. Gantt construiu diagramas com barras de tarefas e marcos que esboçavam a seqüência e a duração de todas as tarefas em um processo. Os diagramas, mapas ou gráficos de barra desenvolvidos Gantt provaram ser uma ferramenta analítica tão poderosa para gerentes que se mantiveram inalterados por quase cem anos. Nenhuma alteração no diagrama de Gantt foi introduzida até os anos 90, quando foram adicionadas linhas de ligação às barras de tarefa que descreviam dependências mais precisas entre as tarefas.
    6. 6. 07/11/11 Os mapas de Gantt ou gráficos de barras , permitem, de forma simples e evidente, visualizar a distribuição das atividades no tempo. São construídos indicando as tarefas de cima para baixo e as unidades de tempo da esquerda para a direita . Uma barra de duração equivale ao tempo necessário para a execução de cada tarefa, onde o início da barra indica o início da tarefa. A ausência da barra significa ausência de atividades. Fonte: HISATUGU (2004)
    7. 7. 07/11/11
    8. 8. 07/11/11 4. HENRY FORD – LINHA DE MONTAGEM E PRODUÇÃO EM MASSA O início do século XX foi marcante pela evolução constante da Administração e pelo grande número de homens dispostos a contribuir para esse avanço. Foi nesta época também que começaram a perceber que a demanda por produtos era bem maior que a oferta. A sociedade apresentava-se cada vez mais consumista. A contribuição de Ford foi primordial, não só para aumentar a produção como também para baratear custos e tornar os produtos acessíveis a um maior número de consumidores. Clique na foto em modo de apresentação e conheça mais sobre a vida de Ford. Seu computador pode alertar para a existência de vírus, não se preocupe o link é seguro.t
    9. 9. 07/11/11 Ford é o responsável por desenvolver a Linha de Montagem e a Produção em Massa , que nos parece tão comuns nas rotinas das indústrias do deste século, sejam elas pequenas, médias ou grandes. Criada para a indústria automotiva, hoje predomina em quase todas os setores industriais. Contudo, “ fordismo” é um modelo de produção que vigorou durante grande parte do século XX, e não uma teoria propriamente dita. Ford foi o precursor da Linha de Montagem Móvel , onde o deslocamento é do produto ao longo do processo enquanto os operadores ficam em seus postos. A modernização deste modelo veio com a mecanização de alguns processos. Com isso o tempo médio da produção foi reduzido, diminuindo também a necessidade de investimento de capital; redução dos custos dos estoques de peças à espera da montagem, barateamento dos carros devido ao aumento da produção. Um bom conceito para se guardar: MAIOR OFERTA = MENOR PREÇO (MAXIMIANO, 2000)
    10. 10. 07/11/11 4.1 ESQUEMA DA PRODUÇÃO EM MASSA Fonte: Adaptado de Maximiano (2000) Princípios da produção em massa Peças padronizadas Trabalhador especializado <ul><li>Máquinas especializadas; </li></ul><ul><li>Sistema universal de fabricação e calibragem; </li></ul><ul><li>Controle de Qualidade; </li></ul><ul><li>Simplificação das peças; </li></ul><ul><li>Simplificação do processo produtivo </li></ul><ul><li>Uma única tarefa ou pequeno número de tarefas; </li></ul><ul><li>Posição fixa dentro de uma seqüência de tarefas; </li></ul><ul><li>O trabalho vem até o trabalhador: </li></ul><ul><li>As peças e máquinas ficam no posto de trabalho. </li></ul>
    11. 11. 07/11/11 4.2 FORD REVOLUCIONA A RELAÇÃO PATRÃO/EMPREGADO O texto a seguir ilustra uma das facetas empreendedoras de Henry Ford: a participação nos lucros . Depois dele a indústria americana nunca mais seria a mesma. Leia com atenção e faça uma comparação com a situação das indústrias brasileiras que você conhece. Leia jornais, revistas e consulte a internet. “ O grande objetivo de Ford era democratizar o automóvel , pois acreditava que todo americano deveria ter um . A maneira de realizar este sonho – segundo o próprio Ford – seria produzir um grande número de carros, com um desenho simples e baixo custo . Ford criou o Modelo T, da cor preta, um carro simples e fácil de usar. Lançado em 1908 com o preço de US$ 850, o Modelo T foi um sucesso instantâneo. Em 1909, a fábrica de Ford produziu 14 mil automóveis e em 1910, conseguiu produzir, em um ano, 34 mil automóveis numa fábrica com 4200 pessoas. Como o trabalho na linha de montagem era repetitivo e extenuante, Ford aumentou o salário dos operários, oferecendo US$ 5 por dia, o dobro do que a indústria pagava na época . Ele também organizou um plano de ações de lucro, distribuindo 30 milhões de dólares por ano entre seus trabalhadores . Com isso atraiu gente do país inteiro para trabalhar com ele”. Fontes diversas, vide referências bibliográficas
    12. 12. 07/11/11 5 SISTEMA DE TAYLOR x FORD Taylor (1856-1915) Ford (1863-1947) <ul><li>O operário executava em um tempo padrão movimentos regulados e planejados; </li></ul><ul><li>Preocupação com a economia do trabalho humano; </li></ul><ul><li>Tempo determinado cientificamente para trabalho em equipe; </li></ul><ul><li>Preocupação em estudar o tempo perdido pelo homem e pela máquina. </li></ul><ul><li>O operário adaptava seus movimentos à velocidade da esteira rolante; </li></ul><ul><li>Tempo determinado para o trabalho individual; </li></ul><ul><li>Preocupação em suprimir o tempo perdido pela matéria prima, através do trabalho contínuo. </li></ul>ATIVIDADE : Observando o quadro acima dê exemplos de sua realidade (empresa onde trabalha ou alguma de seu conhecimento) de aplicações práticas de ambas as formas de administração do trabalho. Adaptado de Lumen Volume 01 - Número 01 - Janeiro/Junho de 2005
    13. 13. 07/11/11 6. Resumindo... 3 princípios básicos de FORD Princípio da Intensificação : consiste em diminuir o tem[o da produção com o uso imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado. Princípio da Economicidade : consiste em reduzir ao mínimo o volume dos estoques de matéria-prima em transformação. Princípio da produtividade : Consiste em aumentar a capacidade de produção do homem por meio da especialização e da linha de montagem, com bonificação financeira. Fonte: Adaptado de KWASNICKA, 2000.
    14. 14. 07/11/11 Como todos que tentaram inovar Ford cometeu acertos e erros. As principais críticas ao “fordismo ” são: <ul><li>Robotização da mão de obra; </li></ul><ul><li>Linha de montagem sem alternativas de outro modelo; </li></ul><ul><li>Busca a quantidade e não se preocupa com a qualidade; </li></ul><ul><li>Visão voltada para o produto e não para o mercado; </li></ul><ul><li>Favorece economias de escala e não de escopo; </li></ul><ul><li>Excesso no controle de pessoal; </li></ul><ul><li>Sistema não permitia inovações e adaptações ao mercado; </li></ul>Fonte: GOUNET, 1999.
    15. 15. 07/11/11 TÚNEL DO TEMPO 1928 2008 Clique na figura para ver uma bem humorada crítica ao “ fordismo” feita por Charles Chaplin no Filme “Tempos Modernos” (1936) Comente sobre o filme e qual foi a principal mensagem que Chaplin quis passar.
    16. 16. 07/11/11 GOUNET, Thomas , Fordismo e Toyotismo . São Paulo: Boitempo Editorial, 1999 . HISATUGU, Wiliam Hiroshi. Organização e Processos [ on line , http://www.geocities.com/whisatugu/cap04_adm.pdf, disponibilizado em 08 de março de 2004, capturado em 08 de fevereiro de 2009] Lumen - Revista de Estudos e Comunicações . V1 – Nº1 São Paulo: IESP/ UNIFAI, 2005. MAXIMIANO , A. C. A. Teoria Geral da Administração . 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 2000. KWASNICKA , E. L. Introdução à Administração . São Paulo: Atlas, 2000. Referências do slide 10: http://www.discoverybrasil.com/autos/henry/index.shtml - Acesso em 13 janeiro de 2009; http://www.netsaber.com.br/biografias/verbiografia - Acesso em 13 janeiro de 2009 ; http://pt.wikipedia.org/wiki/HenryFord - Acesso em: 13 janeiro de 2009 KRASS , Peter. Os gênios dos negócios: a sabedoria e a experiência dos maiores executivos e empreendedores . Rio de Janeiro: Elsevier,2004. Referências Bibliográficas:
    17. 17. 07/11/11 Próxima Aula : Vamos conhecer Max Weber , um alemão muito organizado que viu a necessidade de por uma ordem lógica nas empresas que estavam crescendo cada vez mais. O criador da Teoria Burocrática . E um dos maiores nomes da história da administração: Henri Fayol , O “Pai” da Teoria Clássica Max Weber Henry Fayol

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