C A SA M E N TO BA H Á ’’ Í
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“Seleção de Escritos Bahá’ís”:
APROFUNDAMENTO, CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DA FÉ
A...
CASAMENTO BAHÁ’’Í

UMA COMPILAÇÃO PREPARADA PELA

ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL
DOS BAHÁ’ÍS DO CANADÁ
Títulos originais em inglês:
Bahá’í Marriage and Family Life
Consent of Parents (capítulo IV)

© 2007
Todos os direitos em...
CONTEÚDO

Introdução

VII

I – A Instituição do Casamento
A – A Lei do Casamento
B – Comprometimentos e Responsabilidades
...
E – Educação das Crianças
F – Inter-relações dentro da Família
G – Morte
H – Trabalho e Finanças
I – Hospitalidade
J – Rel...
INTRODUÇÃO

T

odas as instituições da Fé Bahá’í foram estabelecidas
com o propósito de que o amor e a unidade tivessem
me...
Duas compilações bahá’ís intituladas Preservando
Casamentos Bahá’ís (que aborda a questão do divórcio) e Uma
Onda de Ternu...
CASAMENTO BAHÁ’’Í
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

A – A LEI DO CASAMENTO
1.
E quando desejou manifestar graça e benefício aos homens,
e trazer...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

alterado. É uma Criação Divina e não há a mais leve possibilidade
de ser essa Criação Divina...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

tornarem-se amorosos companheiros e camaradas, unidos um ao
outro por todo o sempre...
O ver...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

como velas. Porquanto a iluminação do mundo depende da
existência do homem. Se o homem não e...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

C – CASAMENTO COMO BASE DE UNIDADE
11.
Diz o Grande Ser: Ó vós, filhos dos homens! O propósi...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

14.
O matrimônio, entre a generalidade do povo, é um laço
físico, e essa união só pode ser t...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

15.
Quanto a tua pergunta referente a marido e mulher, sobre
o vínculo entre eles e sobre os...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

17.
Agora os amigos na América devem viver e se comportar
deste modo. Devem abster-se estrit...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

e leal crente, deveria conscienciosa e meticulosamente assumir. O
Guardião, portanto, embora...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

ajuda e confirmações infalíveis de Bahá’u’lláh, ser capaz de ajustar
satisfatoriamente suas ...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

21.
Onde quer que haja uma família bahá’í, aqueles envolvidos
devem de todas as maneiras faz...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

23. O divórcio deve ser evitado o mais rigorosamente pelos
crentes e somente sob raras e urg...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

divórcio, devem pensar no futuro de seus filhos e como este
importante passo por parte de vo...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

29.
Une, pois, no céu da Tua misericórdia, estas duas aves do
ninho do Teu amor, e torna-as ...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

32.
A pergunta que você faz, quanto ao lugar que possa ter
em nossa vida um profundo laço de...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

de separação de si próprio do seu Senhor do Reino. Mas com o
amor a Deus, toda a amargura é ...
I
A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

“casar-se novamente” como o mais importante, pois alguém que
já teve a experiência do casame...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

A - AUTOCONHECIMENTO
37.
Ó Meus servos! Pudésseis vós apreender que maravilhas
de Minha mu...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

B – ESCOLHENDO UM (A) PARCEIRO (A) PARA CASAR-SE
40. Ó Filho do Espírito!
Eu te criei rico...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

e quem deseja escutar a palavra de Deus, que dê ouvidos às
palavras de Seus eleitos.
Bahá’...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

os homens ondas de um só mar, estrelas do mesmo céu e frutos de
uma só árvore. Este amor r...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

demonstrado a experiência, ainda que seja envidado todo esforço
para lhe modificar alguma ...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

Ensinamentos Bahá’ís, pela sua própria natureza, transcendem todas
as limitações impostas ...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

55. Um casal deve estudar o caráter um do outro e despender
de um tempo para conhecerem-se...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

59.
Dize: Quem seguir seus desejos mundanos e deixar o
coração apegar-se às coisas da terr...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal
orientados. Exige abstenç...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

D – O CONSENTIMENTO DOS PAIS
63. No Bayán estipulou-se que o matrimônio depende do
consent...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

livres de assim fazê-lo. Uma vez autorizado por escrito o
consentimento e o casamento real...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

71.
Bahá’u’lláh enunciou claramente que o consentimento de
todos os pais ainda vivos é uma...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

73.
Tivemos a impressão.... que o que ele espera da lei que
exige o consentimento dos pais...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

individuais. Ninguém deve esperar, ao tornar-se bahá’í, que a sua
fé não será testada, e q...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

78. O consentimento exigido no Kitáb-i-Aqdas é o consentimento dos pais de ambas as partes...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

Assim, mantendo-nos obedientes à lei bahá’í em face de todas
as dificuldades, não somente ...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

83. Quanto à observância de detalhes da lei bahá’í pertinente
ao casamento, como a duração...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

87.
O casamento bahá’í não deve, no presente momento, ser
oprimido por qualquer tipo de mo...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

momento e nenhum modelo comum a todos é aceito. Ele acredita
que a cerimônia deva ser a ma...
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

circunstâncias o bahá’í pode participar da cerimônia religiosa de
seu parceiro não-bahá’í....
II
PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

outros. Enquanto a consumação normalmente implica num
relacionamento sexual, a lei bahá’í ...
III
VIDA EM FAMÍLIA

A - AMOR E UNIDADE
100. Em todas as épocas, união e associação têm sido aprazíveis
aos olhos de Deus,...
III
VIDA EM FAMÍLIA

habitantes da Terra. Amor genuíno é impossível a não ser que a
pessoa dirija sua face à face de Deus ...
III
VIDA EM FAMÍLIA

uma dissensão entre os membros de uma família, todos brigando e
pilhando uns aos outros, desconfiados...
III
VIDA EM FAMÍLIA

membros. Que incalculáveis benefícios e bênçãos poderiam descer
sobre a grande família humana se foss...
III
VIDA EM FAMÍLIA

Pensamentos de guerra trazem destruição da harmonia, do bemestar, da tranqüilidade e do contentamento...
III
VIDA EM FAMÍLIA

115. Se nós bahá’ís não podemos obter uma cordial unidade
entre nós mesmos, então falhamos em compree...
III
VIDA EM FAMÍLIA

B. COMUNICAÇÃO
116. Se estiverdes cientes de uma certa verdade, se possuirás
uma jóia da qual outros ...
III
VIDA EM FAMÍLIA

escuro, orienta e mostra o caminho. Para tudo existe um estágio
de perfeição e maturidade. A maturida...
III
VIDA EM FAMÍLIA

de tudo menos de Deus, atração a Suas Fragrâncias Divinas,
humildade e submissão entre Seus bem-amado...
III
VIDA EM FAMÍLIA

língua silenciosa é a mais protegida. Até mesmo o bem pode ser
prejudicial se falado em hora imprópri...
III
VIDA EM FAMÍLIA

129. Bahá’u’lláh também frisou a importância da consulta. Não
devemos pensar que este método, digno d...
III
VIDA EM FAMÍLIA

e a lassidão. Não vos rendais à aflição e à tristeza: são causadoras
da maior angústia. O ciúme conso...
III
VIDA EM FAMÍLIA

pesar em conforto, faina em paz absoluta. Ele, verdadeiramente,
tem domínio sobre todas as coisas.
Se...
III
VIDA EM FAMÍLIA

Divino, pois é causa da difusão de fragrâncias e da exaltação da
Palavra de Deus.
Seleção dos Escrito...
III
VIDA EM FAMÍLIA

como os sulcos do arado; quanto mais profundos, tanto mais
abundantes serão os frutos que colheremos....
III
VIDA EM FAMÍLIA

Sabemos que Bahá’u’lláh tem, com muita veemência,
desaprovado o divórcio; e incumbe, realmente, aos b...
III
VIDA EM FAMÍLIA

desencorajada se seus esforços não derem quaisquer resultados
imediatos. Deve fazer sua parte com abs...
III
VIDA EM FAMÍLIA

147. O Guardião deseja que eu a solicite especialmente a
permanecer paciente e confiante e, acima de ...
III
VIDA EM FAMÍLIA

150. A respeito de sua outra pergunta relativa ao relacionamento
tenso entre a senhora e a sua sogra ...
Casamento bahá'í
Casamento bahá'í
Casamento bahá'í
Casamento bahá'í
Casamento bahá'í
Casamento bahá'í
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  1. 1. C A SA M E N TO BA H Á ’’ Í
  2. 2. Coleção • • • • • • • • • • • • • • • • “Seleção de Escritos Bahá’ís”: APROFUNDAMENTO, CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DA FÉ AQUISIÇÃO DE SABEDORIA ARTE E ASSUNTOS CORRELATOS ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL LOCAL, A ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL, A BAHÁ’ÍS E O MURO DE BERLIM, OS CAPTANDO A CENTELHA DA FÉ (IMPORTÂNCIA DO ENSINO ÀS MASSAS) CONQUISTA ESPECIAL, UMA (LEVANDO A MENSAGEM ÀS PESSOAS DE PROEMINÊNCIA) CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS DA TERRA CONSULTA BAHÁ’Í ( A LÂMPADA QUE GUIA) CONTRIBUIÇÃO AOS FUNDOS BAHÁ’ÍS CONVÊNIO, O CORPO CONTINENTAL DE CONSELHEIROS, O CRISE E VITÓRIA EDUCAÇÃO BAHÁ’Í EM BUSCA DA LUZ DO REINO (EXCELÊNCIA SOBRE TODAS AS COISAS E FESTAS DE 19 DIAS) • ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS • FÉ EM AÇÃO (PROJETOS BAHÁ’ÍS SÓCIOECONÔMICOS) • FIDEDIGNIDADE • FUNERAL BAHÁ’Í • IMPORTÂNCIA DA MEDITAÇÃO E DA ATITUDE DEVOCIONAL • IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO OBRIGATÓRIA E DO JEJUM, A • IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA PROMOÇÃO DA FÉ, A • INDIVÍDUO E O ENSINO, O • INSTITUIÇÃO DOS CONSELHEIROS, A • JEJUM BAHÁ’Í, O • JUVENTUDE • LEI DO HUQÚQU’LLÁH, A • LEIS, HISTÓRIAS E ADMINISTRAÇÃO DA FÉ BAHÁ’Í • LIBERANDO O PODER DA AÇÃO INDIVIDUAL • MULHER • NO LIMIAR DA PAZ • NOVA RAÇA DE HOMENS, UMA • NOVO MODO DE VIDA, UM (SIGNIFICADO DE SER UM JOVEM BAHÁ’Í) • OPOSIÇÃO À FÉ • PADRÃO DE VIDA BAHÁ’Í • POR AMOR À CAUSA (SOBRE PIONEIRISMO) • POLÍTICA • PRESERVANDO CASAMENTOS BAHÁ’ÍS (SOBRE DIVÓRCIO) • PROMOVENDO A ENTRADA EM TROPAS • QUESTÃO MAIS DESAFIADORA, A (ASSUNTOS SOBRE A RAÇA NEGRA) • SABEÍSMO, BUDA, KRISHNA, ZOROASTRO E ASSUNTOS CORRELATOS • SAÚDE, HIGIENE E CURA • VIDA CASTA E SANTA, UMA • VIDA EM FAMÍLIA (UMA ONDA DE TERNURA) • VIVER A VIDA (ORIENTAÇÕES SOBRE A VIDA BAHÁ’Í) Pedidos: www.editorabahaibrasil.com.br
  3. 3. CASAMENTO BAHÁ’’Í UMA COMPILAÇÃO PREPARADA PELA ASSEMBLÉIA ESPIRITUAL NACIONAL DOS BAHÁ’ÍS DO CANADÁ
  4. 4. Títulos originais em inglês: Bahá’í Marriage and Family Life Consent of Parents (capítulo IV) © 2007 Todos os direitos em português reservados para: EDITORA BAHÁ’Í DO BRASIL Caixa Postal 1085 13800-973 – Mogi Mirim – SP www.editorabahaibrasil.com.br ISBN: 978-85-320-0167-2 1a Edição: 2007 Tradução: Osmar Mendes (salvo textos publicados anteriormente) Revisão: Coordenação Nacional Bahá’í de Tradução e Revisão do Brasil Capa: Gustavo Pallone de Figueiredo Impressão: Prisma Printer Gráfica e Editora Ltda., Campinas – SP
  5. 5. CONTEÚDO Introdução VII I – A Instituição do Casamento A – A Lei do Casamento B – Comprometimentos e Responsabilidades C – Casamento como Base de Unidade D – Atitude para com o Divórcio E – Sexo no Casamento F – Casar-se novamente 1 2 5 7 13 15 II – Preparação para o Casamento A – Autoconhecimento B – Escolhendo um (a) parceiro (a) para casar-se C – Castidade D – O Consentimento dos Pais E – Noivado F – A Cerimônia do Casamento 18 19 24 27 33 34 III – Vida em Família A – Amor e Unidade B – Comunicação C – Testes e Dificuldades D – Igualdade entre Homens e Mulheres 39 45 49 58
  6. 6. E – Educação das Crianças F – Inter-relações dentro da Família G – Morte H – Trabalho e Finanças I – Hospitalidade J – Relações com as Instituições Bahá’ís e Comunidade K – Vida em Família e o Serviço Bahá’í 61 69 80 83 88 90 97 IV - CONSENTIMENTO DOS PAIS A – Introdução B – Casamento C – A Lei de Deus D – O Consentimento dos Pais E – Preparando-se F – Decidindo G – Conclusão 103 110 114 120 132 139 159 Apêndice I Apêndice II 162 165 Notas Bibliografia 168 177 vi CASAMENTO BAHÁ’Í
  7. 7. INTRODUÇÃO T odas as instituições da Fé Bahá’í foram estabelecidas com o propósito de que o amor e a unidade tivessem meios para se exprimirem na vida da sociedade humana. Isto é especialmente verdadeiro na instituição do casamento, a qual foi chamada por Bahá’u’lláh de “fortaleza para o bem-estar”, e que é o alicerce da vida familiar. Nada é mais agradável do que podermos visualizar a nós mesmos ao entrarmos numa relação que ‘Abdu’l-Bahá descreve como “atração mútua de mente e coração”, “um laço que durará para sempre”, possibilitando que nos tornemos “parceiros e companheiros amorosos” e “uma só entidade através do tempo e eternidade”. A questão não é: –– É isso o que eu quero? A questão é: –– Será que desenvolvemos as qualidades de caráter que tornarão possível desenvolver tal relação? Esta compilação foi designada para ajudar a prepararmo-nos para o casamento, para ajudar àqueles de nós já casados, e ao progresso da vida familiar. E também, para ajudar as Assembléias Espirituais Bahá’ís em suas responsabilidades educacionais e de aconselhamento. CASAMENTO BAHÁ’Í vii
  8. 8. Duas compilações bahá’ís intituladas Preservando Casamentos Bahá’ís (que aborda a questão do divórcio) e Uma Onda de Ternura (que aborda a questão da vida em família) preparadas pela Casa Universal de Justiça foram amplamente utilizadas nesta coleção. Outras questões foram introduzidas por suas capacidades de colocar mais luz nos termos e conceitos referentes às guias específicas relacionadas ao casamento bahá’í e vida familiar; para tal, utilizamos outras compilações e selecionados Escritos Sagrados Bahá’ís e, também, textos que não se encontram publicados em outros lugares.* Que maior alegria haverá que amar e ser amado e criar uma notável família por sua unidade e harmonia? Qual esforço será melhor que este? Será esta disciplina tão estafante, se a recompensa é a felicidade? Afetuosos abraços, Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Canadá *A Editora Bahá’í do Brasil informa que incluiu os 18 textos compilados pelo Departamento de Pesquisa da Casa Universal de Justiça em 1998, intitulado: The Consent of Parents to Marriage. Também.acrescentou o capítulo IV abordando a polêmica questão do “Consentimentos dos Pais”. Este trabalho foi feito por um bahá’í neozeolandês, sr. John F. Skeaff. viii CASAMENTO BAHÁ’Í
  9. 9. CASAMENTO BAHÁ’’Í
  10. 10. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO A – A LEI DO CASAMENTO 1. E quando desejou manifestar graça e benefício aos homens, e trazer ordem ao mundo, revelou Ele observâncias e criou leis. Entre estas, estabeleceu a lei do matrimônio como fortaleza para o bem-estar e salvação, e nos exortou a observá-la, segundo a revelação do céu da santidade inscrita em Seu Mais Sagrado Livro. Diz Ele – e grande é Sua glória: “Casai-vos para que apareça de vós quem se lembre de Mim entre Meus servos; este é um de Meus mandamentos a vós; obedecei-o, em vosso próprio benefício.” Bahá’u’lláh citado em Orações Bahá’ís, p. 58 2. Os atos piedosos dos monges e sacerdotes entre os seguidores do Espírito [Jesus] – que sobre Ele esteja a paz de Deus – são lembrados em Sua presença. Neste Dia, entretanto, que eles renunciem à vida de reclusão e dirijam os passos para o mundo exterior e se ocupem com aquilo que seja de proveito para eles mesmos e para os outros. Nós lhes temos concedido permissão para contraírem matrimônio, a fim de que façam surgir alguém que possa fazer menção de Deus, o Senhor do visível e do invisível, o Senhor do Trono Excelso. Epístolas de Bahá’u’lláh, p. 32 3. Relativamente à questão do matrimônio, saibam que o mandamento do casamento é eterno. Nunca será mudado ou CASAMENTO BAHÁ’Í 1
  11. 11. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO alterado. É uma Criação Divina e não há a mais leve possibilidade de ser essa Criação Divina, o casamento, afetada por qualquer modificação. ‘Abdu’l-Bahá citado em Portais para a Liberdade, p. 92 4. Certamente, em circunstâncias normais, toda pessoa deve considerar sua obrigação moral casar-se. E isto é o que Bahá’u’lláh encorajou os crentes a fazer. O casamento não é, de forma alguma, uma obrigação. No final das contas, cabe ao indivíduo decidir se deseja viver uma vida em família ou no celibato. Shoghi Effendi a um bahá’í, 3 de maio de 1936 5. Além disso, deve se ter em mente que, embora seja altamente desejável que se seja casado, o que Bahá’u’lláh enfaticamente recomendou, não é o propósito central da vida. Se uma pessoa tem que esperar um período considerável antes de encontrar um(a) esposo(a), ou se, finalmente, ele ou ela tem que permanecer solteiro, não significa que desse modo ele ou ela seja incapaz de cumprir com seu propósito na vida. Casa Universal de Justiça citada em Uma Vida Casta e Santa, pp. 17-18 B – COMPROMETIMENTOS E RESPONSABILIDADES 6. O casamento bahá’í é o compromisso recíproco das duas partes, e sua ligação mútua de coração e mente. Cada um deve, porém, exercer o máximo cuidado para familiarizar-se totalmente com o caráter do outro, para que o firme convênio entre eles seja um laço que dure para sempre. Seu propósito deve ser este: 2 CASAMENTO BAHÁ’Í
  12. 12. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO tornarem-se amorosos companheiros e camaradas, unidos um ao outro por todo o sempre... O verdadeiro casamento de bahá’ís é este: que o marido e a mulher estejam unidos física e espiritualmente, que sempre melhorem a vida espiritual um do outro, e que desfrutem de unidade sempiterna em todos os mundos de Deus. É este o casamento bahá’í. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 106 7. Ó vós dois, crentes em Deus! O Senhor – incomparável é Ele – fez a mulher e o homem para viverem unidos na mais íntima associação, e serem como uma só alma. São dois esteios mútuos, dois amigos íntimos que deveriam atentar para o bem-estar um do outro. Se desse modo viverem, passarão por este mundo com perfeito contentamento, êxtase, e paz interior, e tornar-se-ão objeto do favor e da graça divina no Reino do céu. Se, porém agirem de outro modo, passarão a vida em grande amargura, desejando a todo momento a morte, e ficarão envergonhados no reino celestial. Esforçai-vos, portanto, de coração e alma, por permanecerdes juntos assim como dois pombos no ninho, pois isso é ser abençoado em ambos os mundos. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 110 8. Ó vós dois, meus amados filhos! A notícia de vossa união, logo que chegou a mim, provocou infinita alegria e gratidão. Louvado seja Deus! Essas duas aves fiéis buscaram abrigo em um só ninho. Suplico a Deus que os capacite a criar uma família nobre, pois a importância do casamento está no criar uma família ricamente abençoada, para que, com toda a alegria, possam iluminar o mundo, CASAMENTO BAHÁ’Í 3
  13. 13. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO como velas. Porquanto a iluminação do mundo depende da existência do homem. Se o homem não existisse no mundo, este seria como árvore sem fruto. É minha esperança que ambos vos torneis como uma só árvore e que, através das efusões da nuvem da benevolência, possais adquirir frescor e encanto, florescer e dar frutos, para que vossa linhagem perdure para sempre. Sobre vós esteja a Glória do Mais Glorioso. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, pp. 107-8 9. ... isto é, ao pai e à mãe impõe-se, como um dever, envidar todos os esforços para dar instrução à filha e ao filho, para nutrilos do seio do conhecimento e criá-los no regaço das ciências e das artes. Se negligenciarem esse assunto, terão de prestar contas, e serão dignos de reprovação na presença do austero Senhor. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 114 10. Não existe nada nos Escritos Sagrados, especificamente sobre controle de natalidade, aborto ou esterilização, mas Bahá’u’lláh declarou que o propósito primário do casamento é a procriação de filhos, e é o propósito primário que o amado Guardião alude em muitas de suas cartas, as quais são citadas em compilações. Isto não quer dizer que um casal é obrigado a ter várias crianças tanto quanto puder. O secretário do Guardião claramente declara em seu nome, em resposta a uma pergunta, que é para o marido e a esposa decidirem quantos filhos desejam ter. A decisão absoluta de não ter filhos pode violar o propósito primário do casamento, a não ser que, é claro, exista uma razão médica dando suporte a tal decisão. Casa Universal de Justiça, a um bahá’í, 28 de janeiro de 1977 4 CASAMENTO BAHÁ’Í
  14. 14. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO C – CASAMENTO COMO BASE DE UNIDADE 11. Diz o Grande Ser: Ó vós, filhos dos homens! O propósito fundamental que anima a Fé de Deus e Sua Religião consiste em salvaguardar os interesses e promover a unidade do gênero humano, e nutrir entre os homens o espírito de amor e amizade. Epístolas de Bahá’u’lláh, p. 187 12. ...Verdadeiramente, casam-se em obediência a Teu mandamento. Faze-os sinais de harmonia e união até o fim dos tempos. Em verdade, Tu és o Onipotente, o Onipresente, o Supremo! ‘Abdu’l-Bahá citado em Orações Bahá’ís, p. 60 13. Da separação deriva toda espécie de mal e dano, mas a união das coisas criadas produz sempre os mais louváveis resultados. Através da associação – até mesmo entre as mais ínfimas partículas do mundo da existência – a graça e a generosidade de Deus tornam-se manifestas; e quanto mais alto o grau, mais momentosa é a união. “Glória àquele que criou todos os pares: entre as coisas que a terra produz, entre os próprios homens, e entre as coisas além de sua compreensão.” Acima de todas as outras uniões está aquela entre os seres humanos, especialmente quando se realiza no amor de Deus. Assim se faz aparecer a unidade primária; assim é lançado no espírito o alicerce do amor. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 107 CASAMENTO BAHÁ’Í 5
  15. 15. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 14. O matrimônio, entre a generalidade do povo, é um laço físico, e essa união só pode ser temporária, pois está predestinada à separação física no final. Entre o povo de Bahá, porém, o casamento deve ser união tanto física quanto espiritual, pois aqui ambos os cônjuges estão extasiados com o mesmo vinho, enamorados pela mesma Face incomparável; ambos vivem através do mesmo espírito, através deles movem, e são iluminados pela mesma glória. Essa relação entre eles é espiritual e, portanto, é laço que permanecerá para todo o sempre. Da mesma forma, no mundo físico, desfrutam de laços fortes e duráveis, pois, se o casamento é baseado tanto no espírito como no corpo, essa é uma união verdadeira e por isso haverá de durar. Entretanto, se o laço for apenas físico, e nada mais, é certo que será só temporário, tão somente, e deverá inexoravelmente terminar em separação. Portanto, quando o povo de Bahá tenciona casar, a união deve ser uma relação verdadeira, uma aproximação espiritual bem como física, de modo que através de todas as fases da vida, e em todos os mundos de Deus, sua união perdurará; porque essa verdadeira unidade é uma centelha do amor de Deus. Do mesmo modo, quando as almas amadurecem ao ponto de se tornar verdadeiros crentes, haverão de alcançar uma relação espiritual entre si, e demonstrarão uma ternura que não é deste mundo. Elas, todas elas, hão de ficar exultantes com um sorvo do amor divino, e essa união mútua, essa ligação, também haverá de permanecer para sempre. Ou seja, as almas que esquecem de si próprias, que se despem dos defeitos da humanidade, e se libertam da escravidão humana serão, sem a menor dúvida, iluminadas com os esplendores celestiais da unidade, e atingirão, todas, a verdadeira união no mundo que não fenece. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, pp. 105-6 6 CASAMENTO BAHÁ’Í
  16. 16. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 15. Quanto a tua pergunta referente a marido e mulher, sobre o vínculo entre eles e sobre os filhos lhes dado por Deus: Sabe tu, veramente, que o marido é aquele que sinceramente se volveu para Deus, está desperto pelo chamado da Beleza do TodoGlorioso e entoa os versos da Unidade em grandes assembléias; a esposa é um ser que deseja estar transbordando com os atributos de Deus e Seus nomes e se encontra a procura deles, e o vínculo entre eles não é outro senão a Palavra de Deus. Verdadeiramente, isto motiva as multidões a se reunirem e os remotos a estarem unidos. Assim, o marido e a esposa são levados a encontrar afinidade, são unificados e harmonizados, como se fossem uma só pessoa. Através de sua mútua união, companheirismo e amor, são produzidos no mundo grandes resultados, tanto no campo material como espiritual. O resultado espiritual é o surgimento de recompensas divinas. O resultado material são os filhos que nascem no berço do amor de Deus são nutridos pelo seio do conhecimento de Deus, são criados no peito da dádiva de Deus, e são cuidados no regaço do treinamento de Deus. Tais crianças são aquelas de quem Cristo disse: “Verdadeiramente, são os filhos do Reino!” ‘Abdu’l-Bahá citado em Uma Onda de Ternura, pp. 20-1 D – ATITUDE PARA COM O DIVÓRCIO* 16. Verdadeiramente, Deus ama a união e a harmonia e abomina a separação e o divórcio. Bahá’u’lláh, O Kitáb-i-Aqdas, p. 37 *Sugerimos a leitura da compilação Preservando Casamentos Bahá’ís, publicado pela Editora Bahá’í do Brasil, que trata especificadamente sobre o tema do Divórcio Bahá’í. n.e. CASAMENTO BAHÁ’Í 7
  17. 17. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 17. Agora os amigos na América devem viver e se comportar deste modo. Devem abster-se estritamente do divórcio, a não ser que surja algo que os obrigue a se separarem em virtude de sua aversão mútua; neste caso, com o conhecimento da Assembléia Espiritual, podem decidir se separar. Devem então ser pacientes e esperar um ano completo. Se durante este ano a harmonia não for restabelecida entre eles, então seu divórcio pode ser realizado. Não deve ocorrer que, acontecendo um ligeiro atrito ou aborrecimento entre o esposo e a esposa, o esposo pense em unir-se com alguma outra mulher, ou, Deus o proíba, a esposa também pense em outro esposo. Isto é contrário ao padrão de valor celestial e à verdadeira castidade. Os amigos de Deus devem viver e se comportar de tal modo, e evidenciar uma tal excelência de caráter e conduta, a ponto de fazer outros se admirarem. O amor entre o esposo e a esposa não deve ser puramente físico, não somente isso, deve ser preferivelmente espiritual e celestial. Estas duas almas devem ser consideradas como uma só alma. Como seria difícil dividir uma alma única! Não, grande seria a dificuldade! Em resumo, as bases do Reino de Deus estão alicerçadas na harmonia e amor, unicidade, afinidade e união, e não sobre divergências, especialmente entre o esposo e a esposa. Se um destes dois se torna a causa de divórcio, este, inquestionavelmente, cairá em grandes dificuldades, se tornará a vítima de formidáveis calamidades e sentirá grande remorso. ‘Abdu’l-Bahá citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, pp. 33-4 18. A situação com que se depara é, confessamente, difícil e delicada, mas não menos grave e na verdade vital, são as responsabilidades que necessariamente acarreta e que, como fiel 8 CASAMENTO BAHÁ’Í
  18. 18. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO e leal crente, deveria conscienciosa e meticulosamente assumir. O Guardião, portanto, embora plenamente sensível às circunstâncias especiais de seu caso*, e por mais profunda que possa ser sua simpatia por você nesta desafiadora questão com que tão tristemente se defronta, não pode, em vista das enfáticas injunções contidas nos Ensinamentos, nem sancionar sua solicitação para contrair um segundo casamento enquanto sua primeira esposa ainda está viva e unida a sua pessoa pelos sagrados laços do matrimônio, ou mesmo sugerir ou aprovar que a divorcie somente a fim de ser permitido casar com uma nova esposa. Pois os Ensinamentos Bahá’ís não só excluem a possibilidade de bigamia mas, também, embora permitindo o divórcio, o consideram um ato repreensível, do qual só se deveria lançar mão sob circunstâncias excepcionais e quando estão envolvidas graves questões, transcendendo considerações tais como atração física ou compatibilidade sexual e harmonia. A instituição do casamento, como estabelecida por Bahá’u’lláh, embora dando a devida importância ao aspecto físico da união conjugal, considera-o como subordinado aos propósitos e às funções morais e espirituais com que foi investido por uma Providência onisciente e amorosa. Somente quando a cada um destes diferentes valores é dada sua devida importância, e somente com base na subordinação do físico ao moral, e do carnal ao espiritual, podem ser evitados tais excessos e falta de firmeza nas relações matrimoniais, como nossa época decadente está tão lamentavelmente testemunhando, e pode a vida doméstica ser restituída à sua pureza original, preenchendo a verdadeira função para a qual foi instituída por Deus. O Guardião orará, o mais fervorosamente, a fim de que possa, inspirado e guiado por um tal padrão divino e fortalecido pela *A um bahá’í que casou com sua primeira esposa por compaixão e desejava ter permissão para casar com uma mulher por quem havia se enamorado, afirmando que sua atual esposa concordava que ele tomasse essa segunda esposa. CASAMENTO BAHÁ’Í 9
  19. 19. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO ajuda e confirmações infalíveis de Bahá’u’lláh, ser capaz de ajustar satisfatoriamente suas relações com as pessoas envolvidas e assim alcançar a única solução correta para este seguramente desafiador problema em sua vida. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, pp. 40-1 19. Com respeito ao divórcio, o Guardião declarou que é desencorajado, desaprovado e desagrada a Deus. A Assembléia deve disseminar entre os amigos o que quer que tenha sido revelado pela Pena de ‘Abdu’l-Bahá a este respeito, de modo que todos possam ser plenamente lembrados. O divórcio é condicionado à aprovação e permissão da Assembléia Espiritual. Os membros da Assembléia devem, em tais assuntos, estudar e investigar cuidadosa e independentemente cada caso. Se existirem razões válidas para o divórcio e for verificado que a reconciliação é totalmente impossível, que a antipatia é intensa e sua remoção não é possível, então a Assembléia pode aprovar o divórcio. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 38 20. Shoghi Effendi deseja que eu acrescente esta nota referente ao seu casamento: ele sente que jamais, sejam quais forem as circunstâncias, um crente, qualquer que seja, pode usar a Causa ou o serviço a ela como um motivo para abandonar seu casamento; o divórcio, como sabemos, é muito fortemente condenado por Bahá’u’lláh e apenas razões de extrema gravidade o justifica. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, pp. 41-2 10 CASAMENTO BAHÁ’Í
  20. 20. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 21. Onde quer que haja uma família bahá’í, aqueles envolvidos devem de todas as maneiras fazer tudo que podem para preservála, porque o divórcio é rigorosamente condenado nos Ensinamentos, enquanto que harmonia, unidade e amor são mostrados como os mais altos ideais nas relações humanas. Isto deve sempre se aplicar aos bahá’ís que estejam servindo no campo de pioneirismo ou não. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 45 22. Ele deseja que te diga que lamenta profundamente a tristeza que surgiu em tua vida, e que, de um modo geral, concorda com tudo o que declaraste sobre o assunto do divórcio. Não há dúvida que os crentes na América, provavelmente inconscientemente influenciados pela extrema lassidão moral prevalecente e a frívola atitude com relação ao divórcio, a qual parece ser cada vez mais dominante, não levam o divórcio a sério e não parecem apreender o fato de que, apesar de Bahá’u’lláh o ter permitido, Ele apenas o permitiu como um último recurso e fortemente o condena. A existência de filhos, como um fator no divórcio, não pode ser ignorada, pois seguramente inflige um peso ainda maior de responsabilidade moral sobre o marido e a mulher ao considerarem dar tal passo. O divórcio, sob tais circunstâncias, já não diz respeito apenas a eles e aos seus desejos e sentimentos, mas também no que se refere a todo o futuro das crianças e suas atitudes com relação ao casamento. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 43 CASAMENTO BAHÁ’Í 11
  21. 21. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 23. O divórcio deve ser evitado o mais rigorosamente pelos crentes e somente sob raras e urgentes circunstâncias deve-se dele fazer uso. A sociedade moderna é criminalmente laxa quanto a natureza sagrada do casamento e os crentes devem combater essa tendência diligentemente. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 15 24. Ele lamentou muito em saber que tencionas separar-te de teu marido. Como sem dúvida tu sabes, Bahá’u’lláh considera o laço matrimonial muito sagrado; e apenas sob circunstâncias muito excepcionais e insuportáveis o divórcio é permitido aos bahá’ís. O Guardião não te dirá que não deves divorciar de teu marido; porém, ele te exorta a considerar devotamente não apenas porque és uma fiel seguidora e ansiosa por obedecer às leis de Deus, mas também pela felicidade de teus filhos, caso não seja possível elevarte acima das limitações que sentiste em teu casamento até agora, e desfrutá-lo juntos. Freqüentemente achamos que nossa felicidade se encontra em uma certa direção; e, contudo, se tivermos que pagar um alto preço por ela no final, poderemos descobrir que compramos realmente nem liberdade, nem felicidade, mas apenas uma nova situação de frustração e desilusão. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 44 25. Ele ficou muito sentido em ouvir que você e seu esposo ainda estão tão infelizes juntos. É sempre uma fonte de tristeza na vida quando pessoas casadas não conseguem viver bem juntas, mas o Guardião sente que você e seu esposo, ao contemplarem o 12 CASAMENTO BAHÁ’Í
  22. 22. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO divórcio, devem pensar no futuro de seus filhos e como este importante passo por parte de vocês irá influenciar a vida deles e sua felicidade. Se sentir a necessidade de conselho e consulta, ele sugere que consulte sua Assembléia Local; seus companheiros bahá’ís certamente farão tudo o que puderem para aconselhá-la e ajudála, proteger os seus interesses e os da Causa. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 41 26. O casamento, no Aqdas, é exposto como laço extremamente sagrado e compromissivo, e os bahá’ís deveriam compreender que o divórcio é visto como um último recurso, a ser evitado, se possível, a todo custo e que não deve ser facilmente concedido. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 41 E – SEXO NO CASAMENTO 27. ...Entrai nos laços do matrimônio, para que após vós um outro possa erguer-se em vosso lugar. Nós, em verdade, vos proibimos a devassidão e não aquilo que conduz à fidelidade... Bahá’u’lláh, Epístola ao Filho do Lobo, p. 59 28. Casai-vos, ó povo, para que apareça de vós quem se lembre de Mim entre Meus servos; este é um de Meus mandamentos a vós; obedecei-o, em vosso próprio benefício. Bahá’u’lláh citado em Orações Bahá’ís, p. 58 CASAMENTO BAHÁ’Í 13
  23. 23. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 29. Une, pois, no céu da Tua misericórdia, estas duas aves do ninho do Teu amor, e torna-as o meio de atrair graça perpétua; para que, da união destes dois mares de amor, possa surgir uma onda de ternura que lance na praia da vida as pérolas de uma progênie pura e excelente. ‘Abdu’l-Bahá citado em Orações Bahá’ís, p. 59 30. Bahá’u’lláh recomendou com insistência o casamento a todas as pessoas como a maneira natural e correta de vida. Entretanto, Ele também deu grande ênfase em sua natureza espiritual, a qual, embora de modo algum impedindo uma vida física normal, é o aspecto mais essencial do casamento. Que duas pessoas devam viver suas vidas em amor e harmonia é de importância muito maior do que serem consumidas pela paixão mutuamente. Um é uma grande rocha de arrimo para nela se apoiar em tempo de necessidade; a outra, a coisa puramente temporária que pode fenecer a qualquer tempo. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, pp. 50-1 31. A Fé Bahá’í reconhece o valor do impulso sexual, mas condena suas expressões ilegítimas e impróprias, tais como, o amor livre e outras, todas as quais considera definitivamente prejudiciais ao homem e à sociedade na qual ele vive. O uso apropriado do instinto sexual é direito natural de cada indivíduo e é precisamente por esta razão que a instituição do casamento foi estabelecida. Os bahá’ís não crêem na supressão do impulso sexual, mas, sim, na sua regulação e controle. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Vida Casta e Santa, p. 15 14 CASAMENTO BAHÁ’Í
  24. 24. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 32. A pergunta que você faz, quanto ao lugar que possa ter em nossa vida um profundo laço de amor com alguém que encontramos, além de nosso esposo ou esposa, é facilmente definida em vista dos ensinamentos. Castidade implica em uma vida sexual pura e casta tanto antes como depois do casamento, Antes do casamento, absolutamente casta: após o casamento, absolutamente fiel ao nosso companheiro escolhido. Fiel em todos os atos sexuais, fiel em palavras e ações. O mundo hoje em dia está submerso, entre outras coisas, em um exagero excessivo da importância do amor físico e uma carência de valores espirituais. Na medida do possível, os crentes deveriam tentar se conscientizar disto e elevar-se acima do nível de seus concidadãos que estão dando uma ênfase demasiada ao lado puramente físico da união, o que é típico de todos os períodos decadentes da história. Fora de sua vida conjugal normal e legítima, deveriam procurar estabelecer laços de companheirismo e amor que sejam eternos e baseados na vida espiritual do homem, e não em sua vida física. Este é um dos muitos campos em que incumbe aos bahá’ís dar o exemplo e assumir a liderança para um padrão de vida verdadeiramente humano, quando a alma do homem é exaltada e seu corpo, tão somente, a ferramenta para seu espírito esclarecido. Desnecessário é dizer que isto não impede que se viva uma vida sexual perfeitamente normal, através da legítima via do casamento. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Vida Casta e Santa, pp. 15-16 F – CASAR-SE NOVAMENTE 33. Se alguém possui amor a Deus, tudo o que faz é útil, mas se a tarefa é feita sem amor a Deus, então é prejudicial e a causa CASAMENTO BAHÁ’Í 15
  25. 25. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO de separação de si próprio do seu Senhor do Reino. Mas com o amor a Deus, toda a amargura é transformada em doçura e todo dom se torna precioso. ‘Abdu’l-Bahá citado em Bahá’í World Faith, p. 366 34. Eu vos exorto, a cada um de vós, que concentreis o íntimo de vossos pensamentos no amor e na união. ...Pensamentos de amor constroem a fraternidade, a paz, a amizade e a felicidade. Palestras de ‘Abdu’l-Bahá, Paris – 1911, p. 16 35. Sabe tu com certeza que o Amor é o segredo da santa Dispensação de Deus, é a manifestação do Todo-Misericordioso, a fonte das efusões espirituais. O amor é a benévola luz do céu, o sopro eterno do Espírito Santo que vivifica a alma humana. O amor é a causa da revelação de Deus ao homem, o laço vital que, de acordo com a criação divina, é inerente à realidade das coisas. O amor é o único meio de assegurar a verdadeira felicidade, tanto neste mundo como no vindouro. O amor é a luz que guia nas trevas, o elo vivo que une Deus ao homem, que torna certo o progresso de cada alma iluminada. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 24 36. Depois que o divórcio foi efetivado, é possível casar-se novamente. Mas uma nota de precaução deve ser dada. Algumas vezes pode existir uma tal solidão, imediatamente seguida ao divórcio, que leva uma pessoa a achar que qualquer um pode ser um promissor marido ou esposa. Esta solidão é geralmente ligada ao primeiro casamento. Tal combinação abre caminho para um 16 CASAMENTO BAHÁ’Í
  26. 26. I A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO “casar-se novamente” como o mais importante, pois alguém que já teve a experiência do casamento pode pensar que foi automaticamente preparado para um segundo casamento. Então, para ter-se uma decisão lógica e sensível, deve-se dar um tempo hábil para que perspectivas e adequadas preparações sejam adquiridas para que um novo casamento ocorra. Todas as leis bahá’ís a respeito do casamento (tais como o consentimento dos pais e ter uma cerimônia bahá’í) são obrigatórias no caso de casar-se novamente. Se todas estas leis forem observadas e o novo casamento foi contraído com o amor a Deus, este atrairá bênçãos e felicidades. de um bahá’í norte-americano, doutor em Psicologia, citado em Marriage: A Fortress for Well-Being, pp. 77-8 CASAMENTO BAHÁ’Í 17
  27. 27. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO A - AUTOCONHECIMENTO 37. Ó Meus servos! Pudésseis vós apreender que maravilhas de Minha munificência e bondade Eu quis confiar às vossas almas, vós, verdadeiramente, vos livraríeis de apego a todas as coisas criadas e adquiriríeis um verdadeiro conhecimento de vós próprios – conhecimento esse que é o mesmo que a compreensão de Meu próprio Ser. Vós vos acharíeis independentes de tudo, menos de Mim, e perceberíeis, com vossos olhos interiores e exteriores, e tão manifestos como a revelação de Meu Nome fulgente, os mares de Minha benevolência e generosidade movendo-se dentro de vós. Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, p. 241 38. Longe, longe esteja de Tua glória o que o homem mortal possa de Ti afirmar ou a Ti atribuir, ou o louvor com que ele Te possa glorificar! Qualquer dever que Tu tenhas prescrito aos Teus servos para elogiarem no máximo Tua majestade e glória, não passa de um sinal de Tua graça a eles, para que possam ascender à posição concedida ao seu ser mais íntimo, à posição em que conheçam a si próprios. Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, p.18 39. ...o homem deve conhecer a si próprio e reconhecer o que leva à sublimidade ou à humilhação, à glória ou ao rebaixamento, à riqueza ou à pobreza. Epístolas de Bahá’u’lláh, p. 43 18 CASAMENTO BAHÁ’Í
  28. 28. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO B – ESCOLHENDO UM (A) PARCEIRO (A) PARA CASAR-SE 40. Ó Filho do Espírito! Eu te criei rico; por que te empobreces? Nobre te fiz; com que te rebaixas? Da essência da sabedoria, Eu te concedi a existência; por que buscas iluminação de outro, senão de Mim? Da argila do amor te moldei; como é que te ocupas com outro? Volta teus olhos a ti mesmo, a fim de que, dentro de ti, Me possas encontrar, forte, poderoso, O que subsiste por Si próprio. Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, p. 15 41. Livrai-vos de todo apego a este mundo e suas vaidades. Acautelai-vos para que delas não vos aproximeis, desde que vos levam a ser guiados por vossa própria lascívia e vossos desejos cobiçosos, impedindo-vos de entrar no Caminho reto e glorioso. Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, p. 206 42. Ó Filho do Ser! Examina-te a ti mesmo, cada dia, antes de seres instado a prestar contas, porque a morte, sem prenúncio, te haverá de sobrevir e serás chamado a responder por teus atos. Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, p. 32 43. Ó Meu Filho! A companhia do ímpio aumenta a tristeza, enquanto que a associação ao justo retira a ferrugem do coração. Quem busca comunhão com Deus, deve procurar a companhia de Seus amados; CASAMENTO BAHÁ’Í 19
  29. 29. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO e quem deseja escutar a palavra de Deus, que dê ouvidos às palavras de Seus eleitos. Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, p. 141 44. A consulta confere maior compreensão e transforma a dúvida em certeza. Ela é uma luz brilhante que, em um mundo escuro, indica o caminho e guia. Para tudo existe e continuará a existir um estágio de perfeição e maturidade. A maturidade da dádiva da compreensão é manifestada através da consulta. Bahá’u’lláh citado em Consulta Bahá’í, p. 12 45. Agora fala com justiça. Não deturpes o assunto, nem em teus próprios olhos, nem diante do povo. Epístolas de Bahá’u’lláh, p. 52 46. Quanto à pergunta sobre o casamento dentro da Lei de Deus: primeiro deves escolher alguém que te seja agradável, e então o assunto fica sujeito ao consentimento do pai e da mãe. Antes de fazeres a escolha, eles não têm o direito de interferir. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 106 47. O amor que existe entre os corações dos crentes é movido pelo ideal da unidade dos espíritos. Este amor é alcançado pelo conhecimento de Deus, de maneira que os homens sintam refletido no coração o Amor Divino. Cada um vê no outro a Beleza de Deus revelada na alma e, encontrando esse ponto de similaridade, todos são atraídos por amor recíproco. Este amor fará de todos 20 CASAMENTO BAHÁ’Í
  30. 30. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO os homens ondas de um só mar, estrelas do mesmo céu e frutos de uma só árvore. Este amor realizará o verdadeiro acordo, estabelecerá o alicerce da real unidade. Mas o amor que algumas vezes existe entre amigos não é verdadeiro amor, porque está sujeito a mutações; é uma simples fascinação. Conforme as brisas sopram, as árvores delgadas se inclinam. Se o vento vem do leste, a árvore pende para o oeste e se o vento sopra do oeste, a árvore se inclina para o leste. Esta espécie de amor é originada pelas condições acidentais da vida. Isto não é amor, é mero relacionamento, está sujeito a mudar. Hoje vemos duas almas aparentemente em estreita amizade; amanhã tudo isso pode ser mudado. Ontem estavam prontas a morrer uma pela outra; hoje evitam associar-se. Isto não é amor; é sujeição dos corações aos acidentes da vida. Cessada a causa do “amor”, este também passa, não sendo, portanto, amor na realidade. Palestras de ‘Abdu’l-Bahá, Paris – 1911, pp.180-1 48. Ó filho do Reino! Todas as coisas são benéficas se conjugadas ao amor de Deus; e sem Seu amor tudo é danoso, e atua como um véu entre o homem e o Senhor Reino. Quando Seu amor está presente, toda amargura torna-se doce, e cada dádiva proporciona um prazer salutífero. Por exemplo, uma melodia doce aos ouvidos traz o próprio espírito da vida ao coração impregnado de amor a Deus e, todavia, macula com lascívia a alma absorvida em desejos sensuais. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 163 49. É extremamente difícil ensinar o indivíduo e refinar seu caráter uma vez passada a puberdade. Nessa altura, como tem CASAMENTO BAHÁ’Í 21
  31. 31. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO demonstrado a experiência, ainda que seja envidado todo esforço para lhe modificar alguma tendência, tudo é inútil. Poderá, talvez, melhorar um pouco durante algum tempo, mas, passados alguns dias, esquecerá tudo e regressará à sua condição habitual e seus modos costumeiros. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 123 50. Mas tu deves te submeter e confiar em Deus sob todas as condições, pois Ele irá te conceder aquilo que seja conducente a teu bem-estar. Verdadeiramente, Ele é misericordioso e compassivo! Pois ocorreram muitos casos de grandes dificuldades, mas que foram corrigidos, e incontáveis foram os problemas resolvidos com a permissão de Deus. Tablets of Abdu’l-Baha Abbas, vol. 2, p. 455 51. Caso for possível, coloques juntas estas duas raças, a branca e a negra, em uma assembléia, e coloques tal amor em seus corações que eles não somente se unam, mas se casem. Estejas assegurado de que o resultado desta vontade eliminará as diferenças e disputas entre brancos e negros. ‘Abdu’l-Bahá citado em Bahá’í World Faith, p. 359 52. Sua afirmativa no sentido de que o princípio da unicidade do gênero humano previne qualquer bahá’í verdadeiro de considerar a raça em si como um impedimento à união, também está em completa harmonia com os Ensinamentos da Fé. Pois tanto Bahá’u’lláh como ‘Abdu’l-Bahá nunca desaprovaram a idéia de casamento inter-racial, nem a desencorajaram. De fato, os 22 CASAMENTO BAHÁ’Í
  32. 32. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO Ensinamentos Bahá’ís, pela sua própria natureza, transcendem todas as limitações impostas por raça, e como tais jamais podem nem devem se identificar com qualquer escola particular de filosofia racial. Shoghi Effendi, Diretrizes do Guardião, p. 20-1 53. ...devemos alcançar um plano espiritual onde Deus está em primeiro lugar e grandes paixões humanas são incapazes de nos afastar dEle. A todo tempo vemos pessoas que, ou pela força do ódio, ou por apegos apaixonados que têm por outra pessoa, sacrificam os princípios ou se afastam por si mesmas do Caminho de Deus. Devemos amar a Deus e, nesse estado, amar a todas as pessoas indistintamente torna-se possível. Não podemos amar cada ser humano por alguma razão específica a ser buscada em cada um deles, mas nossos sentimentos por toda a humanidade devem ser motivados por nosso amor pelo Pai que criou a todos os seres humanos. em nome de Shoghi Effendi, a um bahá’í, 4 de outubro de 1950 54. Existe uma diferença entre caráter e fé; é certamente difícil aceitar este fato e entendê-lo na prática, e há que se reconhecer que pelo fato de uma pessoa acreditar e amar a Causa – mesmo estando pronto para morrer por ela – ainda assim não possua um caráter imaculado, ou tenha ainda alguns traços contrários aos ensinamentos. A gente se esforça por mudar, deixar que o Poder de Deus nos recrie e nos torne verdadeiros bahá’ís, tanto em fé como em atos. Mas o processo é lento, algumas vezes acontece da pessoa não se esforçar o necessário. E isso nos causa sofrimentos, sendo um teste difícil para a pessoa... em nome de Shoghi Effendi, a um bahá’í, 17 de outubro de 1944 CASAMENTO BAHÁ’Í 23
  33. 33. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO 55. Um casal deve estudar o caráter um do outro e despender de um tempo para conhecerem-se antes de decidirem se casar, e quando casarem-se deve ser com a intenção de estabelecer uma união eterna. Casa Universal de Justiça, a um bahá’í, 2 de novembro de 1982 C – CASTIDADE 56. Nós, em verdade, decretamos em Nosso Livro uma boa e generosa recompensa para quem quer que se afaste da maldade e leve uma vida casta e pia. Verdadeiramente, Ele é o Grande Doador, o Todo-Poderoso. Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, p. 95 57. Imploro-Te, ó Tu, Formador de nações e Rei da eternidade, que protejas Tuas servas no tabernáculo de Tua castidade, e que desfaças aqueles de seus atos que sejam indignos de Teus dias. Orações e Meditações de Bahá’u’lláh, p. 185 58. A pureza e a castidade têm sido, e ainda o são, os ornamentos supremos para as servas de Deus. Deus é Minha Testemunha! O esplendor da luz da castidade difunde sua iluminação sobre os mundos do espírito e sua fragrância é levada até o Mais Excelso Paraíso. Deus fez da castidade, verdadeiramente, um diadema para as cabeças de Suas servas. Grande é a bemaventurança daquela serva que tiver alcançado tão elevado grau. Bahá’u’lláh citado em O Advento da Justiça Divina, p. 51 24 CASAMENTO BAHÁ’Í
  34. 34. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO 59. Dize: Quem seguir seus desejos mundanos e deixar o coração apegar-se às coisas da terra, não haverá de ser contado entre o povo de Bahá. É Meu verdadeiro seguidor aquele que, se vier a um vale de puro ouro, passará adiante, tão alheio como uma nuvem, não virando para trás nem fazendo pausa. Tal homem, seguramente, é de Mim. De suas vestes poderá a Assembléia no alto inalar a fragrância da santidade... E se ele encontrasse a mais bela e graciosa das mulheres, não sentiria o coração seduzido, nem por uma ligeira sombra de desejo pela sua beleza. Tal homem, realmente, é a criação da imaculada castidade. Assim vos instrui a Pena do Ancião dos Dias, segundo ordenado pelo vosso Senhor, o Onipotente, o Todo-Generoso. Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, p. 96 60. Como esta estrutura física é o trono do templo interior, qualquer coisa que aconteça a essa parte física é por ele sentida. Na realidade, o que deleita em alegria ou se entristece com dor, é essa parte interior, e não o próprio corpo. Já que este corpo físico é o trono sobre o qual o templo interior é estabelecido, Deus tem ordenado que se preserve o corpo no grau possível, de modo que nada seja experimentado que possa causar repugnância. Seleção dos Escritos do Báb, p. 100 61. Tal vida casta e santa, implicando modéstia, pureza, temperança, decoro e uma mente sadia, exige nada menos que o exercício de moderação em tudo o que diz respeito ao vestuário, à linguagem, aos divertimentos e a todas as atividades artísticas e literárias. Requer uma vigilância diária no controle dos desejos carnais e das inclinações corruptas. Não admite conduta frívola, CASAMENTO BAHÁ’Í 25
  35. 35. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO com seu excessivo apego a prazeres triviais e, muitas vezes, mal orientados. Exige abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas semelhantes, formadoras do vício. Condena a prostituição da arte e da literatura, a prática do nudismo e da coabitação, a infidelidade em relações maritais e toda espécie de promiscuidade, de excessiva liberdade e de vício sexual. Não pode tolerar nenhuma complacência para com teorias, padrões, hábitos e excessos de uma era decadente. Não, antes, procura demonstrar, pela força dinâmica de seu exemplo, o caráter pernicioso de tais teorias, a falsidade de tais padrões, a vacuidade dessas pretensões, a perversidade desses hábitos e o caráter sacrílego desses excessos. Shoghi Effendi, O Advento da Justiça Divina, pp. 147-8 62. No que se refere a sua pergunta, se existem quaisquer formas legítimas de expressão do instinto sexual fora do casamento; de acordo com os Ensinamentos Bahá’ís, nenhum ato sexual pode ser considerado lícito, a menos que seja realizado entre pessoas legitimamente casadas. Fora da vida conjugal, não pode haver uso lícito ou saudável do impulso sexual. Por um lado, deveria ser ensinada à juventude bahá’í a lição do autocontrole que, quando exercitada, indubitavelmente tem um efeito salutar no desenvolvimento do caráter e, em geral, da personalidade. Por outro lado, deveria ser aconselhada, não só isso, mas até encorajada, a contrair matrimônio enquanto ainda jovem e de posse de seu total vigor físico. Fatores econômicos, sem dúvida, são freqüentemente um empecilho sério ao casamento quando se é jovem, mas na maioria dos casos, são somente uma desculpa e, como tais, não deveriam ser excessivamente enfatizados. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Vida Casta e Santa, p. 15 26 CASAMENTO BAHÁ’Í
  36. 36. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO D – O CONSENTIMENTO DOS PAIS 63. No Bayán estipulou-se que o matrimônio depende do consentimento de ambos os nubentes. Desejando estabelecer o amor, a unidade e a harmonia entre os Nossos servos, Nós o ainda condicionamos, conhecida a vontade dos pretendentes, à permissão dos respectivos pais e mães, para que nem inimizade nem rancor nasçam entre eles. Ademais, com isso ainda temos outros propósitos. Bahá’u’lláh, O Kitáb-i-Aqdas, p. 35 64. O casamento é condicionado ao consentimento de ambos os nubentes e de seus pais e mães, quer a mulher seja virgem, quer não. Bahá’u’lláh, O Kitáb-i-Aqdas, p. 123 65. Os arranjos matrimoniais nesta gloriosa Fé, os quais são feitos pelos pais para suas crianças enquanto elas são jovens e não atingiram a idade da maturidade [15 anos], não são aceitos. Esta questão é de responsabilidade do casal quando ambos atingem a idade da maturidade. ‘Abdu’l-Bahá, de uma Epístola traduzida do persa para o inglês, citado em The Consent of Parents to Marriage, texto 3 66. Observo que tenho retardado em responder à sua pergunta com relação... ao consentimento para o casamento de sua filha: isso precisa ser feito para que se realize o casamento bahá’í. Bahá’u’lláh assim o exige e não deixou justificativa alguma para que um pai (ou mãe) mude sua opinião. Portanto, eles são CASAMENTO BAHÁ’Í 27
  37. 37. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO livres de assim fazê-lo. Uma vez autorizado por escrito o consentimento e o casamento realizado, os pais não têm mais o direito de interferir. Shoghi Effendi, Messages to Canada, p. 47 67. É, realmente, um caso muito desagradável quando pais e filhos diferem em alguns importantes assuntos da vida, tal como o casamento, porém a melhor maneira não é desrespeitar as opiniões de cada um, nem discutir numa atmosfera carregada, mas em vez disto tentar chegar a um acordo de modo amigável. em nome de Shoghi Effendi, a dois bahá’ís, em 29 de maio de 1929 68. ...a validade do casamento bahá’í é condicionado ao consentimento somente das duas partes e dos seus pais. Então, caso outros membros de sua família mostrarem qualquer aversão ou oposição à união de sua irmã..., a aprovação deles em nenhuma circunstância invalida a união. A aprovação dos pais é suficiente, mesmo que todo o resto da família violentamente se oponha. em nome de Shoghi Effendi, a dois bahá’ís, 31 de março de 1937 69. O Aqdas requer permissão dos pais para casar-se. Não existe menção da permissão e da necessidade de qualquer outra pessoa. em nome de Shoghi Effendi, a um bahá’í, 31 de janeiro de 1955 70. Se você perseverar e explanar à mãe que você não casará com sua filha sem seu consentimento, é muito possível que ela impressione-se por sua devoção à sua Fé e lhe dê sua permissão. De qualquer modo, sua obrigação bahá’í nesta questão é muito clara. em nome de Shoghi Effendi, a um bahá’í, 6 de março de 1955 28 CASAMENTO BAHÁ’Í
  38. 38. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO 71. Bahá’u’lláh enunciou claramente que o consentimento de todos os pais ainda vivos é uma exigência do casamento bahá’í. Isso aplica-se sejam os pais bahá’ís, ou não; divorciados há muitos anos, ou não. Ele estabeleceu esta grandiosa lei a fim de fortalecer a estrutura social, estreitar ainda mais os laços do lar, e inculcar nos corações dos filhos uma indubitável gratidão e respeito por aqueles que lhes concederam vida e lançaram-lhes as almas na eterna jornada rumo ao Criador. Nós bahá’ís, devemos compreender que na sociedade atual está ocorrendo o processo exatamente oposto: pessoas jovens importam-se cada vez menos com os desejos de seus pais, o divórcio é considerado um direito natural e obtido sob os pretextos mais insignificantes, injustificáveis e indignos. As pessoas separadas, especialmente se uma delas tem a custódia total dos filhos, estão muito dispostas a menosprezar a importância do companheiro de casamento, também responsável, como um dos pais, por ter trazido estas crianças a este mundo. Os bahá’ís devem, através da rígida aderência às leis e ensinamentos bahá’ís, combater estas forças corrosivas que estão tão rapidamente destruindo a vida em família e a beleza das relações familiares, e arrasando a estrutura moral da sociedade. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, pp. 42-3 72. A validade de um casamento bahá’í é dependente do livre e pleno consentimento de todos os quatros pais. A liberdade dos pais, no exercício deste direito, é irrestrita e incondicional. Podem negar o seu consentimento por qualquer razão e são responsáveis por sua decisão somente da Deus. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 7 CASAMENTO BAHÁ’Í 29
  39. 39. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO 73. Tivemos a impressão.... que o que ele espera da lei que exige o consentimento dos pais antes do casamento é uma exigência meramente administrativa, não se dando conta de que se trata de uma lei de grande importância que afeta as próprias estruturas da sociedade humana. Ainda mais, parece que ele não reconhece que na Fé Bahá’í os aspectos espirituais e administrativos são complementares e que as leis civis da Fé são tão obrigatórias quanto puramente espirituais. Casa Universal de Justiça, à Assembléia Espiritual Nacional do Nordeste da Ásia, 4 de dezembro de 1963 74. É perfeitamente verdadeira a noção de que a afirmativa de Bahá’u’lláh quanto à exigência do consentimento de ambos os pais vivos para a realização do casamento representa uma enorme responsabilidade sobre cada um dos pais. Quando os pais são bahá’ís, eles devem, com certeza, agir de forma objetiva concedendo ou recusando seu consentimento. Não podem evadirse dessa responsabilidade meramente aquiescendo aos desejos dos filhos, nem devem se deixar levar por preconceitos, mas, sejam bahá’ís ou não, a decisão dos pais é obrigatória, qualquer que seja a razão que lhes leve a tomar a decisão que expressarem. Os filhos devem reconhecer e entender que o ato de dar consentimento ou não é dever dos pais. Eles têm de respeitar, sinceramente, aqueles que lhes deram vida, e cujo apoio e agrado devem sempre buscar conquistar. Casa Universal de Justiça, à Assembléia Espiritual Nacional dos E.U.A., 1o de fevereiro de 1968 75. ...o consentimento dos pais deve ser obtido em todos esses casos antes da realização do casamento. A obediência às Leis de Bahá’u’lláh impõe necessariamente algumas dificuldades em casos 30 CASAMENTO BAHÁ’Í
  40. 40. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO individuais. Ninguém deve esperar, ao tornar-se bahá’í, que a sua fé não será testada, e que devido ao nosso entendimento finito de tais assuntos, esses testes poderão ocasionalmente parecer insuportáveis. Mas somos conscientes da garantia que o próprio Bahá’u’lláh deu aos bahá’ís de que eles nunca serão chamados a passar por testes maiores que sua capacidade de suportá-los. Casa Universal de Justiça, à Assembléia Espiritual Nacional do Havaí, 29 de janeiro de 1970 76. ...Pais ou parentes adotivos, que possam atuar em lugar dos pais biológicos, não precisam, pela lei bahá’í, dar seu consentimento para o casamento dos filhos que criam, embora não haja objeção a que os filhos obtenham tal consentimento se assim o desejarem. Casa Universal de Justiça, à Assembléia Espiritual Nacional da Itália, 9 de abril de 1970 77. Os bahá’ís impedidos de se casarem por falta do consentimento de um ou mais dos pais do casal podem consultar com sua Assembléia Espiritual Local para ver se a mesma poderá sugerir uma forma para mudar a atitude de qualquer um dos pais envolvidos. Os bahá’ís, quando têm de enfrentar tais problemas, devem confiar em Bahá’u’lláh, devotar mais tempo ao serviço da Causa, ensinar e promover Sua Fé, ser absolutamente fiel às Suas injunções quanto à observância de uma vida casta e imaculada, e confiar que Ele proverá um caminho e removerá o obstáculo, ou tornará conhecida Sua vontade. Casa Universal de Justiça, a um bahá’í, 9 de setembro de 1969 CASAMENTO BAHÁ’Í 31
  41. 41. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO 78. O consentimento exigido no Kitáb-i-Aqdas é o consentimento dos pais de ambas as partes dos nubentes. Ninguém mais pode dar este consentimento e a Casa Universal de Justiça não tem quaisquer poderes de mudar esta lei nem de abrir mão desta exigência. Casa Universal de Justiça, a um bahá’í, 10 de abril de 1973 79. Ao considerar o efeito da obediência às leis em vidas individuais, deve-se ter em mente que o propósito desta vida é o de preparar a alma para a próxima vida. Aqui, deve-se aprender a controlar e direcionar os seus impulsos animais, e não de ser um escravo deles. A vida neste mundo é uma sucessão de testes e realizações, de frustrações e de realizar novos progressos espirituais. Algumas vezes o caminho pode parecer muito difícil, mas pode-se testemunhar, muitas vezes, que a alma que obedece firmemente à lei de Bahá’u’lláh, por mais difícil que possa parecer, cresce espiritualmente, enquanto que aquele que transige a lei no interesse de sua própria aparente felicidade, vê-se perseguindo uma quimera: não alcança a felicidade que procurou, retarda seu progresso espiritual e, muitas vezes, atrai para si mesmo novos problemas. Para dar um exemplo bem óbvio: a lei bahá’í exige o consentimento dos pais para o casamento. Muito freqüentemente, hoje em dia, tal consentimento é negado por pais não-bahá’ís por razões de intolerância ou preconceito; no entanto, temos visto muitas vezes o efeito profundo sobre os pais que a firmeza dos filhos em ver cumprida a lei bahá’í lhes causa, a ponto de não somente o consentimento ser, finalmente, dado, mas o caráter dos pais pode ser afetado e seu relacionamento com os filhos grandemente fortalecido. 32 CASAMENTO BAHÁ’Í
  42. 42. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO Assim, mantendo-nos obedientes à lei bahá’í em face de todas as dificuldades, não somente fortaleceremos nosso próprio caráter como também exerceremos influência em outros ao nosso redor. Casa Universal de Justiça, Messages 1963 to 1986, p. 232 E - NOIVADO 80. Quanto à questão do matrimônio e do período estipulado entre o tempo do noivado e do casamento, este é um texto decidido do Livro de Deus e não pode ser interpretado. No passado, sérias dificuldades e problemas surgiram quando um longo período de tempo decorreu entre o noivado e o casamento. Agora, de acordo com o Texto do Livro, quando o casamento for combinado, isto é, quando as partes assumem o compromisso de se casarem, e que não houver dúvida de que se casarão, não mais de noventa e cinco dias devem decorrer antes do casamento ser feito... ‘Abdu’l-Bahá citado em carta da Casa Universal de Justiça à Assembléia Espiritual Nacional dos E.U.A, 11 de abril de 1982 81. O começo dos noventa e cinco dias antes do casamento é o dia no qual o consentimento [dos pais] foi dado. Shoghi Effendi, a um bahá’í, 3 de abril de 1943 82. A lei obrigando os bahá’is a se casarem dentro do período de 95 dias após o noivado não está ainda aplicável para o Ocidente. Entretanto, aos persas que residem no Ocidente, tal lei é deixada a sua consciência. Casa Universal de Justiça, a uma Assembléia Espiritual Nacional, 14 de julho de 1965 CASAMENTO BAHÁ’Í 33
  43. 43. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO 83. Quanto à observância de detalhes da lei bahá’í pertinente ao casamento, como a duração do período de noivado... pelos bahá’ís iranianos agora residindo no Ocidente, essas leis são obrigatórias se ambos os noivos forem iranianos. Porém, se um deles for um bahá’í ocidental e o outro um bahá’í iraniano, embora seja uma atitude condigna informar seu cônjuge sobre essa lei, não deve exercer pressão para que a mesma seja observada. Casa Universal de Justiça, a um bahá’í, 7 de julho de 1968 F - A CERIMÔNIA DO CASAMENTO 84. Incumbe aos dois nubentes recitar um versículo especificamente revelado, que indica estarem eles de acordo com a vontade de Deus. Bahá’u’lláh, O Kitáb-i-Aqdas, p. 123 85. No que concerne aos Versículos* do Casamento [eles são]†: Para os homens: “Nós todos, verdadeiramente, anuiremos à Vontade de Deus.” Para as mulheres: “Nós todas, verdadeiramente, anuiremos à Vontade de Deus.” Bahá’u’lláh, O Kitáb-i-Aqdas, p. 85 86. No caso de haver mais de uma cerimônia, o bahá’í e o civil ou a cerimônia religiosa devem ser realizados no mesmo dia. Shoghi Effendi, à uma Assembléia Espiritual Nacional, 20 de junho de 1940 *Estes Versículos foram revelados por Bahá’u’lláh em árabe, onde Ele fez a distinção de gêneros. Assim, todas as línguas, tal como as com base no latim (francês, espanhol, português, italiano) onde também há a distinção entre os gêneros, devem seguir este padrão. n.e. †Não há uma regra de quem deva falar primeiro, se o noivo ou a noiva; fica a cargo dos noivos decidirem. n.e. 34 CASAMENTO BAHÁ’Í
  44. 44. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO 87. O casamento bahá’í não deve, no presente momento, ser oprimido por qualquer tipo de molde uniforme. O que é absolutamente essencial é o que Bahá’u’lláh estipulou no Aqdas. Os amigos podem, caso eles queiram, adicionar uma seleção dos Escritos à cerimônia – todavia, a assim chamada de “Epístola do Casamento”* não é uma parte necessária dos casamentos bahá’ís. No Bahá’í World existe uma oração† para o casamento... ele sugere... traduzi-la, e desta forma torná-la disponível aos amigos que queiram utilizá-la, caso assim desejarem. em nome de Shoghi Effendi, Principles of Bahá’í Administration, p. 14 88. A cerimônia do casamento bahá’í deve ser feita porque somos bahá’ís, independente de ser legalmente reconhecida ou não. em nome de Shoghi Effendi, a Assembléia Espiritual Nacional dos E.U.A., outubro de 1950 89. … casamentos bahá’ís devem ser encaminhados às assembléias para serem oficializados.‡ em nome de Shoghi Effendi, à Assembléia Espiritual Nacional do Canadá, 23 de junho de 1950 90. …não existe ritual de acordo com o Aqdas, e o Guardião é muito esperançoso que nenhum o seja introduzido no presente *A Casa Universal de Justiça esclarece que este escrito é uma anotação de uma palestra de ‘Abdu’l-Bahá, que não possui original, nem gravação, nem foi corrigida por ‘Abdu’l-Bahá. Desta forma não pode ser considerada como Escrito Sagrado, mas, sim, como “nota de peregrino”. Carta da CUJ de 9/4/03 à EBB. n.e. †Esta oração e outras já estão traduzidas e podem ser encontradas na seção “Casamento” do livro Orações Bahá’ís. n.e. ‡As Assembléias Espirituais Locais devem registrar os casamentos bahá’ís em ata e no livro especial de “Atas de Casamento”, além de emitir a Certidão de Casamento Bahá’í, fornecida pela Editora Bahá’í do Brasil. Outros procedimentos, tal como o Registro Oficial de casamento, devem informar-se junto ao seu Conselho Bahá’í ou à Assembléia Espiritual Nacional. ne. CASAMENTO BAHÁ’Í 35
  45. 45. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO momento e nenhum modelo comum a todos é aceito. Ele acredita que a cerimônia deva ser a mais simples possível, ambas as partes recitem as palavras reveladas por Bahá’u’lláh e excertos dos Escritos, e que orações sejam lidas, caso for desejável. Não deve haver nenhuma mescla dos velhos modelos com aquele novo e simples de Bahá’u’lláh, e os bahá’ís não devem se casar em igrejas ou qualquer outro lugar de reconhecida adoração de outros seguidores de outras Fés. em nome de Shoghi Effendi citado em The Bahá’í Community, pp. 43-4 91. A cerimônia, em si, deve ser muito simples. em nome de Shoghi Effendi, Principles of Bahá’í Administration, p. 59 92. …sua afirmativa no sentido de que o princípio da unicidade do gênero humano previne qualquer bahá’í verdadeiro de considerar a raça em si como um impedimento à união, também está em completa harmonia com os Ensinamentos da Fé. Pois tanto Bahá’u’lláh como ‘Abdu’l-Bahá nunca desaprovaram a idéia de casamento inter-racial, nem a desencorajaram. De fato, os Ensinamentos Bahá’ís, pela sua própria natureza, transcendem todas as limitações impostas por raça, e como tais jamais podem nem devem se identificar com qualquer escola particular de filosofia racial. em nome de Shoghi Effendi citado em Diretrizes do Guardião, p. 20 93. Se um bahá’í casa com uma não-bahá’í que deseja ter a cerimônia religiosa de sua própria seita, deve ficar bem claro que, primeiro, o parceiro bahá’í deve ser entendido como sendo bahá’í por religião e não obrigado a aceitar a religião do outro parceiro por causa de sua cerimônia religiosa; e segundo, a cerimônia deve ser de tal natureza que não comprometa o bahá’í a qualquer declaração de fé em outra religião que não a sua própria. Nestas 36 CASAMENTO BAHÁ’Í
  46. 46. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO circunstâncias o bahá’í pode participar da cerimônia religiosa de seu parceiro não-bahá’í. O bahá’í deve insistir em celebrar a cerimônia bahá’í antes ou depois da não-bahá’í, no mesmo dia. em nome de Shoghi Effendi citado em Diretrizes do Guardião, p. 21 94. No caso de se realizar as cerimônias bahá’í e civil no mesmo dia, uma noite não deve separar as duas cerimônias – a consumação do casamento não deve se realizar até que ambas as cerimônias tenham sido realizadas. Casa Universal de Justiça, à Assembléia Espiritual Nacional dos E.U.A., 23 de abril de 1971 95. …a noiva e o noivo, perante duas testemunhas devem declarar: “Nós todos (as), verdadeiramente, anuiremos à Vontade de Deus.” Estas duas testemunhas podem ser escolhidas ou não pela Assembléia Espiritual, porém, em todos os casos, devem ser aprovadas pela Assembléia; pode ser o coordenador e o secretário, ou outros dois membros, ou outras duas pessoas, bahá’ís ou não, ou uma variação entre estas sugestões. A Assembléia pode decidir que todos as Certidões de Casamento devem ser assinadas pelo coordenador e secretário, mas isto é um assunto diferente e não tem nada a haver com a cerimônia em si ou com as testemunhas... As testemunhas podem ser duas pessoas de confiança cujo testemunho é aceito pela Assembléia Espiritual, em cuja jurisdição o casamento é realizado. Desta forma se torna possível para um pioneiro em um posto isolado, ter seu casamento bahá’í. Casa Universal de Justiça, a uma Assembléia Espiritual Nacional, 8 de agosto de 1969 96. A consumação do casamento por um casal é, como já mencionou, um íntimo e privado assunto fora do escrutínio de CASAMENTO BAHÁ’Í 37
  47. 47. II PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO outros. Enquanto a consumação normalmente implica num relacionamento sexual, a lei bahá’í que requer que a consumação se dê dentro de vinte e quatro horas da cerimônia pode ser considerada completada se o casal começou sua coabitação com a intenção de iniciar uma relação familiar. Casa Universal de Justiça, a um bahá’í, 28 de julho de 1978 97. …pessoas que queiram casar-se depois de terem se tornado bahá’ís, devem ter uma cerimônia bahá’í e não são consideradas casadas a não ser que tenham preenchido todos os requisitos desta lei bahá’í. Casa Universal de Justiça, à Assembléia Espiritual Nacional dos E.U.A, 22 de maio de 1967 98. …como o Guardião costumava dizer: “casamento bahá’í é algo que você faz quando for se unir pela primeira vez, não muito tempo depois da união ter se dado.” Entretanto, se este casal deseja fazer uma reunião com seus amigos, na qual orações e leituras bahá’ís sejam feitas para aquele casamento, agora que eles são bahá’ís, não existe nenhuma objeção em fazê-lo, porém deve ser entendido que isto não constitui uma cerimônia bahá’í de casamento. Casa Universal de Justiça, à Assembléia Espiritual Nacional do Peru, 23 de junho de 1969 99. Embora aqueles casamentos que tiveram cerimônia civil ou religiosa antes da pessoa se tornar bahá’í são aceitos como um casamento dentro das leis bahá’ís, pessoas que desejem casar-se depois de terem se tornado bahá’í, devem obrigatoriamente ter uma cerimônia bahá’í e não são consideradas casadas a não ser que tenham preenchido todos os requerimentos da lei bahá’í. Casa Universal de Justiça, a uma Assembléia Espiritual Nacional, 22 de maio de 1967 38 CASAMENTO BAHÁ’Í
  48. 48. III VIDA EM FAMÍLIA A - AMOR E UNIDADE 100. Em todas as épocas, união e associação têm sido aprazíveis aos olhos de Deus, e separação e dissensão abominadas. Firmaivos àquilo que Deus ama e é Seu mandamento a vós. Ele, verdadeiramente, é o Onisciente e O que tudo vê, e Ele é o Ordenador de Suprema Sabedoria. Bahá’u’lláh citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 31 101. Após o reconhecimento de Deus pelo homem e ao tornarse firme em Sua Causa, o estado de harmonia, concórdia e unidade é superior àquele decorrente da maioria das boas ações. Isto é o que Ele, que é o Desejo do mundo, testemunhou a cada manhã e entardecer. Deus aquiesce que tu possas seguir aquilo que foi revelado no Kitáb-i-Aqdas. Bahá’u’lláh citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 32 102. Vós sois os frutos de uma só árvore e as folhas de um mesmo ramo. Tratai uns aos outros com o maior amor e harmonia, em espírito amigável e fraternal. Aquele que é o Sol da Verdade dá-Me testemunho! Tão potente é a luz da unidade que pode iluminar toda a Terra. O Deus Uno e Verdadeiro, Quem conhece todas as coisas, testifica, Ele Mesmo, a verdade destas palavras. Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, p. 215 103. O advento dos Profetas e das Revelações dos Livros Sagrados é para criar amor entre as almas e amizade entre os CASAMENTO BAHÁ’Í 39
  49. 49. III VIDA EM FAMÍLIA habitantes da Terra. Amor genuíno é impossível a não ser que a pessoa dirija sua face à face de Deus e seja atraída por Sua Beleza. ‘Abdu’l-Bahá citado em Bahá’í World Faith, p. 364 104. Os grandes e fundamentais ensinamentos de Bahá’u’lláh são a unicidade de Deus e a unidade da humanidade. Este é o laço de união entre os bahá’ís do mundo todo. Eles se uniram entre si e unem outros. É impossível unir a menos que se esteja unido. Cristo disse: “Sois o sal da terra; mas se o sal perder seu sabor, com que será ele salgado?” Isto prova que houve dissensão e falta de união entre Seus seguidores. Daí Sua admoestação à unidade de ação. ‘Abdu’l-Bahá, A Promulgação da Paz Universal, p. 192 105. Quando amardes um membro de vossa família ou um compatriota, que o seja com um raio do Amor Infinito! Que o seja em Deus e por Deus. Se em qualquer um encontrardes os atributos de Deus, amai essa pessoa, seja ela de vossa família ou de outra. Derramai a luz de um amor ilimitado sobre todos os seres humanos que encontrardes, sejam eles de vosso país, da vossa raça, do vosso partido político, ou de qualquer outra nação... Palestras de ‘Abdu’l-Bahá, Paris – 1911, pp. 25-6 106. Comparai as nações do mundo aos membros de uma família. Uma família é uma nação em miniatura. Simplesmente alargai o círculo da família e tereis uma nação. Ampliai o círculo de uma nação e tereis toda a humanidade. As mesmas condições que envolvem a família envolvem a nação. Os fatos que ocorrem na família são os fatos que ocorrem na vida da nação. Se surgisse 40 CASAMENTO BAHÁ’Í
  50. 50. III VIDA EM FAMÍLIA uma dissensão entre os membros de uma família, todos brigando e pilhando uns aos outros, desconfiados e vingativos pela injúria, buscando vantagens egoístas, isso acrescentaria ao progresso e avanço da família? Ao contrário, isto seria causa de obstrução do progresso e do avanço. O mesmo ocorre na grande família das nações, pois nações nada mais são do que um agregado de famílias. ‘Abdu’l-Bahá, A Promulgação da Paz Universal, pp 193-4 107. Criar uma família é sumamente importante para o homem. Enquanto é jovem, devido à autocomplacência juvenil, não se dá conta de seu significado, mas isso será uma fonte de arrependimento quando envelhecer... Nesta gloriosa Causa, a vida de um casal deveria assemelhar-se à vida dos anjos no céu – uma vida cheia de alegria e delícia espiritual, uma vida de unidade e concórdia, uma amizade tanto mental como física. O lar deve ser ordeiro e bem organizado. Suas idéias e pensamentos devem como raios do sol da verdade e a radiância das brilhantes estrelas do céu. Como dois pássaros, devem trinar melodias sobre os ramos da árvore da camaradagem e harmonia. Devem sempre estar exultantes de alegria e contentamento e serem uma fonte de felicidade para os corações dos outros. Devem ser um exemplo para os outros homens, manifestar verdadeiro e sincero amor um pelo outro e educar seus filhos de tal maneira, que proclame a fama e glória de sua família. ‘Abdu’l-Bahá citado em Uma Onda de Ternura, p. 34 108. Considerai os efeitos perniciosos da dissensão e discórdia na família; em seguida refleti sobre os favores e bênçãos que descem sobre essa família quando há unidade entre seus diversos CASAMENTO BAHÁ’Í 41
  51. 51. III VIDA EM FAMÍLIA membros. Que incalculáveis benefícios e bênçãos poderiam descer sobre a grande família humana se fossem estabelecidas a unidade e a fraternidade! Neste século, quando os benéficos resultados da unidade e as maléficas conseqüências da discórdia estão tão claramente evidentes, os meios de se alcançar e realizar a fraternidade humana apareceram no mundo. Bahá’u’lláh proclamou e providenciou o caminho pelo qual a hostilidade e a dissensão podem ser removidos do mundo humano. Ele não deixou qualquer base ou possibilidades para a dissensão e a discórdia. Primeiro Ele proclamou a unicidade da humanidade e ensinamentos religiosos especiais para as condições humanas existentes. ‘Abdu’l-Bahá, A Promulgação da Paz Universal, pp. 284-5 109. Observai quão facilmente uma família onde reina a unidade conduz seus afazeres: como progridem seus membros, como prosperam no mundo! Seus negócios vão bem, desfrutam de conforto, tranqüilidade e segurança, sua posição está garantida e chegam a ser invejados por todos. Tal família, dia a dia, só se engrandece e se eleva em honra duradoura. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 254 110. Se amor e acordo se manifestarem numa única família, aquela família avançará, e se tornará iluminada e espiritual; mas se inimizade e ódio existirem em seu seio, a destruição e a dispersão são inevitáveis. ‘Abdu’l-Bahá, A Promulgação da Paz Universal, p. 177 111. Eu vos exorto, a cada um de vós, que concentreis o íntimo dos vossos pensamentos no amor e na união... 42 CASAMENTO BAHÁ’Í
  52. 52. III VIDA EM FAMÍLIA Pensamentos de guerra trazem destruição da harmonia, do bemestar, da tranqüilidade e do contentamento. Palestras de ‘Abdu’l-Bahá, Paris – 1911, p. 17 112. Sabe tu com certeza que o Amor é o segredo da santa Dispensação de Deus, é a manifestação do Todo-Misericordioso, a fonte das efusões espirituais. O amor é a benévola luz do céu, o sopro eterno do Espírito Santo que vivifica a alma humana. O amor é a causa da revelação de Deus ao homem, o laço vital que, de acordo com a criação divina, é inerente à realidade das coisas. O amor é o único meio de assegurar a verdadeira felicidade, tanto neste mundo como no vindouro. O amor é a luz que guia nas trevas, o elo vivo que une Deus ao homem, que torna certo o progresso de cada alma iluminada. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 24 113. ...evolução humana ...seus primórdios no despontar da vida em família, desenvolveu-se posteriormente ao alcançar a solidariedade tribal, que por sua vez levou à constituição da cidadeestado, e cuja expansão subseqüente resultou na instituição das nações independentes e soberanas. Shoghi Effendi, A Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, p. 56 114. ...a Causa não veio para romper laços familiares mas para fortalecê-lo; não veio para eliminar o amor mas para fortalecê-lo; não foi criada para enfraquecer instituições sociais mas para solidificá-las. em seu nome de Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, p. 38 CASAMENTO BAHÁ’Í 43
  53. 53. III VIDA EM FAMÍLIA 115. Se nós bahá’ís não podemos obter uma cordial unidade entre nós mesmos, então falhamos em compreender o propósito principal pelo qual o Báb, Bahá’u’lláh e o Amado Mestre viveram e sofreram. A fim de obter esta unidade cordial, um ponto importante sobre o qual Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá insistiram é o de que devemos resistir à tendência natural de deixar nossa atenção focalizar as faltas e defeitos dos outros, ao invés dos nossos próprios. Cada um de nós é responsável por uma vida só, e esta é nossa própria. Cada um de nós está imensuravelmente longe de ser “perfeito como é nosso Pai Celestial” e a tarefa de aperfeiçoar nossa própria vida e caráter requer toda nossa atenção, força de vontade e energia. Se permitirmos que nossa atenção e energia sejam usadas no esforço de manter os outros corretos e remediar suas falhas, estaremos desperdiçando precioso tempo. Somos como lavradores, cada um com sua parelha de animais para conduzir e seu arado para dirigir. A fim de mantermos em linha reta nosso sulco precisamos prestar atenção ao nosso objetivo e nos concentrar em nossa própria tarefa. Se desviarmos o olhar para o lado a fim de ver como Fulano e Sicrano estão agindo e criticar seu trabalho, então nosso próprio sulco seguramente ficará torto. Em nenhum assunto os Ensinamentos Bahá’ís são tão enfáticos como quanto à necessidade de nos abstermos da crítica e maledicência e de estarmos sempre ansiosos para descobrir e extirpar nossas próprias falhas e de vencermos nossos próprios fracassos. Se professamos lealdade a Bahá’u’lláh, ao nosso Amado Mestre e ao nosso querido Guardião, então precisamos mostrar nosso amor através da obediência a estes ensinamentos explícitos. Ações, e não palavras, são o que eles exigem e nenhuma intensidade de fervor no uso de expressões de lealdade e de louvor compensarão a falta de vivência no espírito dos ensinamentos. em nome de Shoghi Effendi citado em Viver a Vida, pp. 10-1 44 CASAMENTO BAHÁ’Í
  54. 54. III VIDA EM FAMÍLIA B. COMUNICAÇÃO 116. Se estiverdes cientes de uma certa verdade, se possuirás uma jóia da qual outros são privados, reparti-a com eles em uma linguagem da maior bondade e benevolência. Se for aceita, sendo assim realizado seu propósito, tereis atingido vosso objetivo. Se alguém a recusar, deixai-o a sós e suplicai a Deus que o guie. Guardai-vos de tratá-lo de um modo pouco bondoso. Uma língua bondosa é o imã dos corações dos homens. É o pão do espírito, veste de significado as palavras, é a fonte da luz da sabedoria e compreensão... Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, p. 215 117. Diz o Grande Ser: O céu da sabedoria divina recebe luz de dois luminares: a consulta e a compreensão. Consultai-vos em todos os assuntos, pois a consulta é a lâmpada que guia, que mostra o caminho e confere compreensão. Epístolas de Bahá’u’lláh, p. 187 118. Dize: Nenhum homem pode atingir a sua verdadeira posição exceto através de sua justiça. Nenhum poder pode existir exceto através da unidade. Nenhum conforto e nenhum bem-estar podem ser atingidos exceto através da consulta Bahá’u’lláh citado em Consulta Bahá’í, p. 11 119. A consulta confere maior compreensão e transmuta a conjetura em certeza. Ela é uma luz brilhante que, em um mundo CASAMENTO BAHÁ’Í 45
  55. 55. III VIDA EM FAMÍLIA escuro, orienta e mostra o caminho. Para tudo existe um estágio de perfeição e maturidade. A maturidade da dádiva da compreensão é manifesta através da consulta. Bahá’u’lláh citado em Consulta Bahá’í, p. 12 120. Em todas as coisas é necessário consultar. Deveis enfatizar energicamente esse ponto, a fim de que a consulta possa ser observada por todos. O intuito do que tem sido revelado pela Pena do Altíssimo é que a consulta possa ser plenamente praticada entre os amigos, pois ela é e sempre será cauda de percepção e de despertar, e fonte de benefício e bem-estar. Bahá’u’lláh citado em Consulta Bahá’í, p. 12 121. Resolvei todas as coisas, tanto as grandes como as pequenas, pela consulta. Sem consulta prévia, não tomeis nenhum passo importante em vossos assuntos pessoais. Interessai-vos uns pelos outros. Ajudai-vos mutuamente em vossos planos e projetos. Afligi-vos uns pelos outros. Não deixeis que ninguém, em todo país, passe necessidade. Sede amigos uns dos outros até que vos torneis como um único corpo, todos vós e cada um de vós. Bahá’u’lláh citado em Consulta Bahá’í, p. 25 122. ...confies em Deus e sejas imutável tanto pelo elogio como por falsas acusações... dependas inteiramente de Deus. Tablets of Abdu’l-Baha Abbas, vol I, p. 158 123. Os requisitos primordiais para aqueles que se reúnem em consulta são pureza de motivo, espírito radiante, desprendimento 46 CASAMENTO BAHÁ’Í
  56. 56. III VIDA EM FAMÍLIA de tudo menos de Deus, atração a Suas Fragrâncias Divinas, humildade e submissão entre Seus bem-amados, paciência e resignação em dificuldades e serviço a Seu excelso Limiar. Se por Sua graça forem auxiliados a adquirir estes atributos, ser-lhes-á concedida a vitória proveniente do Reino invisível de Bahá. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 78 124. Os membros devem consultar em conjunto de tal modo a não dar ocasião para ressentimentos ou discórdia. Isto pode ser atingido quando cada membro expressa com absoluta liberdade a própria opinião e expõe suas razões, não se ofendendo caso alguém se opuser, pois só pela ampla consideração dos assuntos poderá ser revelado o caminho certo. A brilhante fagulha da verdade só aparece depois do fragor de opiniões diferentes. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 78 125. Se eles concordam sobre determinado assunto, mesmo que esteja errado, Isto é melhor do que discordar e estar certo, pois, essa divergência produzirá a demolição dos alicerces divinos. Ainda que um dos lados esteja com a razão, se eles discordarem, isto será a causa de mil erros, mas se eles concordam e ambos os lados estão errados, como há unidade, a verdade será revelada e o errado se fará certo. ‘Abdu’l-Bahá citado em Consulta Bahá’í, p. 19 126. Lembrai, acima de tudo, os ensinamentos de Bahá’u’lláh a respeito de mexerico e conversa indecorosa sobre os outros. Histórias repetidas a respeito de outrem raramente são boas. Uma CASAMENTO BAHÁ’Í 47
  57. 57. III VIDA EM FAMÍLIA língua silenciosa é a mais protegida. Até mesmo o bem pode ser prejudicial se falado em hora imprópria, ou para a pessoa errada. Palestras de ‘Abdu’l-Bahá, Londres – 1911, p. 114 127. Guardar silêncio sobre os defeitos dos outros, orar por eles e ajudá-los com bondade a corrigir seus defeitos. Olhar sempre para o bem e não para o mal. Se um homem tiver dez boas qualidades e uma só má, devemos olhar para as dez e esquecer-nos desta última; e se um homem tiver dez más qualidades e apenas uma boa, devemos olhar para esta e nos esquecermos das dez. Jamais nos consentir pronunciar uma única palavra que não seja bondosa sobre outra pessoa, ainda que seja nossa inimiga. ‘Abdu’l-Bahá citado em Bahá’u’lláh e a Nova Era, p. 82 128. O homem deve consulta sobre todos os assuntos, sejam de maior ou menor importância, para que possa se tornar ciente daquilo que é bom. A consulta dá-lhe compreensão sobre as coisas e lhe permite investigar assuntos desconhecidos. A luz da verdade das faces daqueles que se empenham em consultar. Tal consulta faz com que as águas vivas fluam nos prados da realidade do homem, que os raios da glória antiga brilhem sobre ele, e que a arvore do seu ser seja adornada com frutos maravilhosos. Os membros que estão consultando, entretanto, deveriam se comportar com o maior amor, harmonia e sinceridade uns para com os outros. O principio da consulta é um dos elementos mais fundamentais do edifício divino. Mesmo em seus afazeres habituais os membros individuais da sociedade deveriam consultar. ‘Abdu’l-Bahá citado em Consulta Bahá’í, pp. 20-1 48 CASAMENTO BAHÁ’Í
  58. 58. III VIDA EM FAMÍLIA 129. Bahá’u’lláh também frisou a importância da consulta. Não devemos pensar que este método, digno de valor na procura de soluções, está confinado às instituições administrativas da Causa. Consulta em família, empregando plena e franca discussão e animada pela conscientização da necessidade de moderação e equilíbrio, pode ser a panacéia de conflitos domésticos. Casa Universal de Justiça citada em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 20 C - TESTES E DIFICULDADES 130. Ó Filho do Homem! Minha calamidade é Minha providência; exteriormente, é fogo e vingança, mas, interiormente, é luz e misericórdia. Apressa-te para ela, a fim de que venhas a ser uma luz eterna e um espírito imortal. É este o Meu mandamento a ti; observa-o. Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, p.52 131. Ó Estranho Tido por Amigo! A vela de teu coração é acesa pela mão de Meu poder; não a apagues com os ventos contrários do ego e da paixão. O que sana todos os teus males é a lembrança de Mim, não te esqueças disso. Faze de Meu amor teu tesouro e estima-o assim como estimas tua própria vista e vida. Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, p. 112 132. Em verdade, a coisa mais necessária é o contentamento sob todas as circunstâncias, pois ele nos protege contra a morbidez CASAMENTO BAHÁ’Í 49
  59. 59. III VIDA EM FAMÍLIA e a lassidão. Não vos rendais à aflição e à tristeza: são causadoras da maior angústia. O ciúme consome o corpo e a ira faz arder o fígado: evitai a ambos como evitaríeis a um leão. Bahá’u’lláh citado em Bahá’u’lláh e a Nova Era, p. 106 133. Se algumas diferenças surgirem entre vós, vede-Me diante de vossa face e não olheis as faltas uns dos outros, por consideração a Meu Nome e como sinal de vosso amor por Minha Causa manifesta e resplendente. Em todos os tempos gostamos de vos ver associardes uns aos outros em amizade e concórdia dentro do paraíso de Meu beneplácito, e de inalar de vossos atos a fragrância da amizade e união, da benevolência e do amor fraternal. Seleção dos Escritos de Bahá’u’lláh, pp. 233-4 134. Ó tu que és firme no Convênio! A carta que escreveste no dia 2 de maio de 1919 foi recebida. Rende louvores a Deus por seres firme e constante nas provações e por estares fortemente apegado ao Reino de Abhá. Não és abalado por aflição alguma, nem perturbado por nenhuma calamidade. Só quando o homem é provado é que o ouro puro é separado distintamente da escória. O tormento é o fogo da provação no qual o ouro puro brilha com resplendor, e a impureza é queimada e enegrecida. Louvado seja Deus! Atualmente estás firme e constante nas provações e tribulações, e por elas não és abalado. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p.108 135. Espera em Deus. Confia nEle. Louva-O e evoca-O continuamente. Ele, em verdade, transforma infortúnio em sossego, 50 CASAMENTO BAHÁ’Í
  60. 60. III VIDA EM FAMÍLIA pesar em conforto, faina em paz absoluta. Ele, verdadeiramente, tem domínio sobre todas as coisas. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 161 136. Se a tua vida diária torna-se difícil, logo o Senhor irá te conceder aquilo que irá te satisfazer. Sê paciente em tempo de aflição e provações, suporta toda dificuldade e privação com o coração pleno, espírito atraído e língua eloqüente em lembrança do Misericordioso. Em verdade, esta é a vida do contentamento, da experiência espiritual, do repouso espiritual, das bênçãos divinas e da mesa celestial! Logo teu Senhor acabará com tua condição de dificuldades, mesmo neste mundo. ‘Abdu’l-Bahá citado em Bahá’í World Faith, p. 375 137. Quanto a teu honrado esposo: incumbe a ti tratá-lo com grande bondade, levar em conta seus desejos, e ter para com ele uma atitude conciliatória em todos os momentos – até que ele veja que, porque te dirigiste ao Reino de Deus, tua ternura para com ele e teu amor a Deus têm aumentado, bem como tua consideração por seus desejos em todas as circunstâncias. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 109 138. Tua esposa não está em harmonia contigo, mas – mercê de Deus – a Abençoada Beleza está satisfeita contigo e te está concedendo as maiores dádivas e bênçãos. Mas esforça-te ainda para teres paciência com tua esposa; talvez ela se transforme e seu coração se ilumine. A contribuição que fizeste para o ensino é sumamente aceitável, e será mencionada eternamente no Reino CASAMENTO BAHÁ’Í 51
  61. 61. III VIDA EM FAMÍLIA Divino, pois é causa da difusão de fragrâncias e da exaltação da Palavra de Deus. Seleção dos Escritos de ‘Abdu’l-Bahá, p. 108 139. Ele sente que agora que encontrou o objeto de sua procura interior e tem como uma alegria adicional em sua vida a nossa gloriosa Fé, deve ser mais bondosa com seu esposo e ter mais do que nunca consideração, e fazer tudo que estiver em seu poder para fazê-lo sentir que isto não a afastou dele, mas somente fez o seu amor por ele, e seu desejo de ser uma boa esposa para ele, maior. Se finalmente ele será capaz de se tornar um bahá’í ou não, é algo que somente o tempo pode dizer; todavia, não há dúvida onde está seu dever, e isto é de fazer com que aprecie o fato de que sua nova afiliação não interferiu de qualquer forma com a vida doméstica e o casamento dele, mas, o contrário, fortaleceu a ambos. É muito difícil, quando se encontra o que se sabe ser a verdade, de ficar inativo e ver um parente próximo completamente cego para isto. A tentação é de tentar, “despertá-los e fazer com que vejam a luz”, porém isto é freqüentemente desastroso. O silêncio, o amor e a paciência conquistarão maiores vitórias em tais casos. Entretanto, seu esposo não tem o direito de lhe pedir que deixe de ser bahá’í. Isto é ir longe demais. Ninguém deve violar o vínculo sagrado que todo ser humano tem o direito de ter com seu Criador. Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, pp. 64-5 140. Não deveríamos, no entanto, esquecer que uma das características essencial deste mundo é as adversidades e tribulações e que superando-as conseguimos nosso desenvolvimento moral e espiritual. Como diz o Mestre, os pesares são 52 CASAMENTO BAHÁ’Í
  62. 62. III VIDA EM FAMÍLIA como os sulcos do arado; quanto mais profundos, tanto mais abundantes serão os frutos que colheremos. em nome de Shoghi Effendi citado em Viver a Vida, pp. 11-2 141. Devemos sempre olhar para frente e procurar fazer no futuro aquilo em que talvez tenhamos falhado no passado. Fracassos e provações, se usados corretamente, podem tornarse os méis de purificação de nosso espírito, de fortalecimento de nosso caráter e de nos capacitar a atingir alturas mais elevadas no serviço. em nome de Shoghi Effendi citado em Viver a Vida, p. 19 142. Não devemos somente ser pacientes com os outros, infinitamente pacientes, mas também com o nosso pobre eu [ego], lembrando-nos de que, algumas vezes, até os Profetas de Deus ficaram cansados e gritaram em desespero! em nome de Shoghi Effendi, a um bahá’í, 5 de abril de 1956 143. Ele sente que deva, de todas as maneiras, fazer todo esforço para manter seu casamento intacto, especialmente para o bem de seus filhos, que, como todos os filhos de pais divorciados, podem tão somente sofrer de lealdades conflitantes, pois estão privados das bênçãos de um pai e uma mãe em um lar, para zelar por seus interesses e amá-los conjuntamente. Agora que compreende que seu esposo está doente, deve ser capaz de se reconciliar com as dificuldades que enfrentou emocionalmente com ele e, por mais que sofra, não tomar uma atitude implacável. CASAMENTO BAHÁ’Í 53
  63. 63. III VIDA EM FAMÍLIA Sabemos que Bahá’u’lláh tem, com muita veemência, desaprovado o divórcio; e incumbe, realmente, aos bahá’ís fazerem um esforço quase sobre-humano a fim de não permitir que um casamento seja dissolvido. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 17 144. É muito triste quando tais diferenças de opinião e crença ocorrem entre marido e mulher, pois, indubitavelmente, diminui o elo espiritual que é a fortaleza do laço familiar, especialmente em tempos de dificuldade. Entretanto, a maneira como poderia ser remediado não é agindo de tal modo a que se aliene a outra pessoa. De fato, um dos objetivos da Causa é ocasionar um laço mais íntimo nos lares. Portanto, em todos os casos desta natureza, o Mestre costumava aconselhar obediência aos desejos da outra pessoa e oração. Ore para que seu esposo possa gradualmente ver a luz e ao mesmo tempo aja de tal modo a atraí-lo para mais perto, em vez de criar prevenção. Tão logo esta harmonia esteja assegurada, serão então capaz de servir sem empecilhos. em nome de Shoghi Effendi citado em Preservando Casamentos Bahá’ís, p. 6 145. O Guardião recebeu sua carta... e soube com profunda preocupação de suas dificuldades e contratempos familiares. Ele deseja que eu a assegure de suas fervorosas orações em seu nome e em nome de seus entes queridos em casa, para que possa ser guiada e ajudada do alto a conciliar suas diferenças e de restaurar completa harmonia e companheirismo entre vocês. Ao mesmo tempo em que ele a solicitaria a fazer qualquer sacrifício a fim de ocasionar a unidade em sua família, ele não deseja que se sinta 54 CASAMENTO BAHÁ’Í
  64. 64. III VIDA EM FAMÍLIA desencorajada se seus esforços não derem quaisquer resultados imediatos. Deve fazer sua parte com absoluta fé de que assim fazendo está cumprindo com seu dever como bahá’í. O resto está, seguramente, nas mãos de Deus. Quanto à atitude de seu esposo em relação à Causa; por mais temerosa que possa ser, deve sempre ter esperança que através de meios conciliatórios e amigáveis, e com esforço sábio, diplomático e paciente, pode gradualmente ter sucesso em conquistar sua simpatia para com a Fé. Sob nenhuma circunstância deve tentar ditar ou impor a ele pela força suas convicções religiosas pessoais. Nem tão pouco deve permitir que sua oposição à Causa, impeçam seriamente suas atividades... Deve agir pacientemente, diplomaticamente e com confiança que seus esforços estão sendo guiados e reforçados por Bahá’u’lláh. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, pp. 41-2 146. Ele ficou muito triste de ver que está tendo problemas em seu lar em virtude da Fé Bahá’í. Ele sente que deve fazer tudo que estiver em seu poder para promover o amor e a harmonia entre seu esposo e si mesma, em benefício de vocês mesmos e em benefício de seus filhos. Entretanto, deve salientar para ele que todo homem é livre de procurar Deus por si próprio e que jamais procurará influenciá-lo ou até mesmo discutir a Fé Bahá’í com ele, se não o desejar, deverá deixá-la livre para participar nas reuniões. O Guardião espera que através de paciência, tato e oração, gradualmente superará seu preconceito. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, pp. 52-3 CASAMENTO BAHÁ’Í 55
  65. 65. III VIDA EM FAMÍLIA 147. O Guardião deseja que eu a solicite especialmente a permanecer paciente e confiante e, acima de tudo, a, que demonstre a seu esposo a máxima bondade e amor em troca de toda a oposição e ódio que recebe dele. Uma atitude conciliatória e amistosa em tais casos não é somente o dever de todo o bahá’í mais também é a maneira mais efetiva de conquistar para a Causa a simpatia e admiração de seus antigos adversários e inimigos. O amor é, em verdade, um elixir potentíssimo que pode transformar as pessoas mais vis e desprezíveis em almas celestiais. Possa seu exemplo servir para confirmar ainda mais a verdade deste belo ensinamento de nossa Fé. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, pp. 40-1 148. Entretanto, como sem dúvida sabe, Bahá’u’lláh afirmou que o propósito do casamento é o de promover unidade, de modo que deve ter isto em mente quando tratar com seus pais não-bahá’ís; não se pode esperar que sintam do modo como nós o fazemos em questões de amizade racial e não devemos impor nosso pontos de vista a eles, mas, preferivelmente, tratar de educá-los com amor e sabedoria. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, p. 65 149. Não há limite para nossas ofertas para o Templo. Quanto mais damos, melhor o é para a Causa e para nós mesmos. Todavia, o seu caso é um caso especial, desde que seu esposo não é um crente. Se tiver sucesso em convencê-lo da importância de suas doações para a Causa tanto melhor. Porém, jamais deveria oporse a ele neste assunto e permitir que qualquer coisa perturbe a paz e a unidade de sua vida doméstica. em nome de Shoghi Effendi citado em Uma Onda de Ternura, p. 40 56 CASAMENTO BAHÁ’Í
  66. 66. III VIDA EM FAMÍLIA 150. A respeito de sua outra pergunta relativa ao relacionamento tenso entre a senhora e a sua sogra e o que poder fazer para aliviar a situação, sentimos que deva, com a ajuda e em consulta com seu esposo, perseverar em seus esforços para alcançar a unidade na família. Da descrição da atitude inamistosa que sua sogra demonstra para consigo, é óbvio que não terá uma tarefa fácil. Entretanto, a questão importante é que,como um bahá’í, está consciente da admoestação de ‘Abdu’l-Bahá para que se concentre nas boas qualidades do indivíduo e que esta maneira de tratar sua sogra pode fortalecê-la em sua resolução de alcançar a unidade. E, além disso, perseverança na oração lhe dará a força para continuar em seus esforços. Casa Universal de Justiça citada em Uma Onda de Ternura, p. 6 151. Ao considerar os problemas que o senhor e sua esposa estão passando, a Casa Universal de Justiça salienta que a unidade de sua família deve ter prioridade quanto a qualquer outra consideração... Por exemplo, serviço à Causa não deve gerar desatenção para com a família. É importante que disponha seu tempo de tal modo que sua vida doméstica seja harmoniosa e seu lar receba a atenção que necessita. Bahá’u’lláh também frisou a importância da consulta. Não devemos pensar que este método digno de valor na procura de soluções está confinado às instituições administrativas da Causa. Consulta em família empregando completa e franca discussão e animada pela conscientização da necessidade de moderação e equilíbrio, pode ser a panacéia de conflitos domésticos. Casa Universal de Justiça citada em Uma Onda de Ternura, p. 68 CASAMENTO BAHÁ’Í 57

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