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EVOLUÇÃO DAS TARIFAS DE ÔNIBUS URBANOS
1994 A 2003
MINISTÉRIO DAS CIDADES
MINISTRO
Olívio Dutra
SECRETÁRIA EXECUTIVA
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ÍNDICE
APRESENTAÇÃO .......................................................................................................
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APRESENTAÇÃO
No presente relatório são apresentados dados relativos a evolução da composição da média dos
custos que inc...
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1. INTRODUÇÃO
O custo unitário do serviço de transporte público é obtido rateando o custo total (mão-de-
obra, veículos ...
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A demanda de passageiros é altamente suscetível às alterações do valor da tarifa e a população
de baixa renda, grande us...
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3. COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS
De maneira geral, considera-se tarifa como o rateio do custo total do serviço de transporte
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do sistema. A metodologia de cálculo utilizada pressupõem a existência de um real
conhecimento, por parte do Poder Públ...
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Por fim, o item Despesas Administrativas, apresentou um peso de 4% em 1994, atingiu 7%
em 1995, caiu para 5% em 1996 e ...
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(Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa e Salvador) ocorreram dois aumentos no mesmo ano
de 2003.
Outro fato observado, ...
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5. BIBLIOGRAFIA
BRASIL (1994). Ministério dos Transportes. Cálculo de tarifas de ônibus urbanos: instruções
práticas at...
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ANEXOS
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Anexo I
Composição dos Custos
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Gráfico nº 1: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1994.
Fonte: Departamento de Cidadan...
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Gráfico nº 3: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1996.
Fonte: Departamento de Cidadan...
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Gráfico nº 5: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1998.
Fonte: Departamento de Cidadan...
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Gráfico nº 7: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 2000.
Fonte: Departamento de Cidadan...
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Gráfico nº 9: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 2002.
Fonte: Departamento de Cidadan...
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Gráficonº11:Variaçãoanualdositensdecomposiçãodoscustosnastarifasdeônibus1994-2004.
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclus...
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Anexo II
Evolução das Tarifas
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Tabela nº1: Evolução das tarifas de ônibus urbanos nas capitais e no Distrito Federal no período
de 1994 – 2003.
Fonte:...
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Tabela nº2: Evolução das tarifas de ônibus urbanos nas capitais e no Distrito Federal no período
de 1994 – 2003.
Fonte:...
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Gráficonº12:EvoluçãoMédiadasTarifaseÍndicesnaCapitaisnoperíodode1994a2003
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
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Tabelanº3:Tarifasnascapitais–RegiãoNorte.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
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Tabelanº4:Tarifasnascapitais–RegiãoNorte.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
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Gráficonº13:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemPortoVelhonoperíodode1994a2003
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº14:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemRioBranconoperíodode1994a2003
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Gráficonº15:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemManausnoperíodode1994a2003
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº16:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBoaVistanoperíodode1994a2003
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Gráficonº17:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBelémnoperíodode1994a2003
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº18:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemMacapánoperíodode1994a2003
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Gráficonº19:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemPalmasnoperíodode1994a2003
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
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Tabelanº5:Tarifasnascapitais–RegiãoNordeste.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
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Tabelanº6:Tarifasnascapitais–RegiãoNordeste.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
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Tabelanº7:Tarifasnascapitais–RegiãoNordeste.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº20:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemSãoLuísnoperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº21:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemTeresinanoperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº23:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemNatalperíodode1994a2003
45
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº24:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemJoãoPessoanoperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº25:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemRecifeperíodode1994a2003
47
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº26:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemMaceiónoperíodode1994a2003
48
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº27:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemAracajuperíodode1994a2003
49
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº28:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemSalvadornoperíodode1994a2003
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Tabelanº8:Tarifasnascapitais–RegiãoSudeste.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
51
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº29:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBeloHorizontenoperíodode1994a2003
52
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº30:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemVitóriaperíodode1994a2003
53
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº31:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemRiodeJaneironoperíodode1994a2003
54
Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº32:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemSãoPaulonoperíodode1994a2003
55
Tabelanº9:Tarifasnascapitais–RegiãoSul.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº33:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemCuritibaperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº34:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemFlorianópolisnoperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº35:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemPortoAlegreperíodode1994a2003
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Tabelanº3:Tarifasnascapitais–RegiãoNorte.
Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº36:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemCampoGrandeperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº37:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemCuiabánoperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº38:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemGoiâniaperíodode1994a2003
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Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
Gráficonº39:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBrasílianoperíodode1994a2003
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Evolução das tarifas de ônibus no Brasil

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Evolução das tarifas de ônibus no Brasil

  1. 1. 1
  2. 2. 2 EVOLUÇÃO DAS TARIFAS DE ÔNIBUS URBANOS 1994 A 2003 MINISTÉRIO DAS CIDADES MINISTRO Olívio Dutra SECRETÁRIA EXECUTIVA Ermínia Maricato SECRETÁRIO NACIONAL DE TRANSPORTE E DA MOBILIDADE URBANA José Carlos Xavier DIRETOR DE CIDADANIA E INCLUSÃO SOCIAL Luiz Carlos Bertoto DIRETOR DE MOBILIDADE URBANA Renato Boareto DIRETOR DE REGULAÇÃO E GESTÃO Antônio Maurício Ferreira Neto COORDENAÇÃO Departamento de Cidadania e Inclusão Social Brasília, 2004 ELABORAÇÃO Luiz Carlos Bertotto – Diretor de Cidadania e Inclusão Social Aguinaldo Mignot Grave – Consultor COLABORADORES Eunice Rossi – Gerente de Projeto Edna Karla Dias dos Passos – Assistente Técnico Márcia Helena Macedo – Gerente de Projeto Heloísa de Almeida Ramalho – Assistente Técnico REVISÃO Lúcia Malnati Panariello – Gerente de Projeto Elisangela de Oliveira Menezes – Assistente Técnico MINISTÉRIO DAS CIDADES Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana Departamento de Cidadania e Inclusão Social
  3. 3. 3 ÍNDICE APRESENTAÇÃO .................................................................................................................. 5 INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 7 OBJETIVOS ............................................................................................................................ 8 COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS ............................................................................................ 9 EVOLUÇÃO DAS TARIFAS ............................................................................................... 10 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................... 13 ANEXOS ................................................................................................................................ 15 ANEXO I - Composição dos Custos .............................................................................. 17 ANEXO II – Evolução das Tarifas ................................................................................. 25
  4. 4. 4
  5. 5. 5 APRESENTAÇÃO No presente relatório são apresentados dados relativos a evolução da composição da média dos custos que incorrem sobre a prestação dos serviços de transporte urbano por ônibus e das tarifas cobradas aos usuários de transporte nas capitais brasileiras. Os dados incluídos neste relatório compreendem o período de 1994 a 2003.
  6. 6. 6
  7. 7. 7 1. INTRODUÇÃO O custo unitário do serviço de transporte público é obtido rateando o custo total (mão-de- obra, veículos e combustível, etc) entre os passageiros que utilizam o sistema, inclui também os custos das gratuidades concedidas, passes escolares, idosos, etc. A tarifa é o preço cobrado aos usuários pelo transporte. No sistema de transporte por ônibus, a tarifa é na maioria dos casos, a única forma de remuneração dos serviços prestados, ao contrário dos sistemas de trens urbanos, que são subsidiados pelo poder público. As tarifas praticadas atualmente, são consideradas elevadas pelo usuário, e têm sido responsável pela crescente exclusão de milhares de cidadãos dos serviços de transporte público coletivo oferecidos nas cidades, e pelo aumento da “marcha a pé” por motivo de trabalho nos grandes centros urbanos. O alto valor das tarifas tem sido responsável também pelo surgimento de novos problemas sociais como os “desabrigados com teto”, trabalhadores sem o direito de ir e vir por falta de dinheiro para pagar a passagem1 . A população de baixa renda, principalmente das classes D e E, que deveria ter acesso garantido ao transporte público, pois depende dele de forma mais evidente, tem sido sistematicamente expulsa desse modo de transporte, pois o aumento constante dos custos e insumos, a baixa produtividade dos serviços, a concessão de gratuidades, entre outros, vem se traduzindo em tarifas que transcendem sua capacidade de pagamento1 . O panorama atual das tarifas de ônibus urbanos demonstrado neste trabalho faz referência ao aumento das tarifas nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, acima dos principais índices inflacionários do país, quais sejam: o IGP-DI, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FIPE), e o INPC, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na década de 70, segundo o IBGE ( POF 1995/1996)), as famílias com rendimento familiar de 1 a 3 salários mínimos tinham 5,8% do seu orçamento familiar comprometido com transporte; no inicio da década de 80, esse gasto passou para 12,4% e na década de 90 estes gastos ultrapassaram os 15%. Em um período de 20 anos, o gasto foi praticamente triplicado. Conforme a Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana (SeMob), hoje, para se deslocar duas vezes por dia durante 25 dias do mês, um cidadão gasta em média 30% do salário mínimo vigente no Brasil. 1 Observação direta feita pela Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana – SeMob
  8. 8. 8 A demanda de passageiros é altamente suscetível às alterações do valor da tarifa e a população de baixa renda, grande usuária do transporte público por ônibus, tem gradativamente abandonado o transporte público e migrado para o transporte informal ou para outros modos de transporte mais baratos, como a bicicleta ou a caminhada, mesmo para longas distâncias, incompatíveis com esses modais1 . O surgimento do transporte informal, nos últimos anos, se deve a diversos fatores como escassez de oferta de serviços, fiscalização deficiente e elevação das tarifas. Nas áreas urbanas a proliferação do transporte informal tem se mostrado danosa por aumentar os congestionamentos, com conseqüente aumento dos custos de operação em geral, e por reduzir o número de passageiros dos sistemas convencionais, implicando aumento na tarifa final paga pelos usuários (Ministério das Cidades, 2003). As viagens a pé por motivo trabalho representam hoje um terço dos deslocamentos nas grandes cidades brasileiras e passou a ser denominado como o fenômeno da “marcha a pé”. Ao mesmo tempo, os usuários de maior poder aquisitivo, têm migrado para o transporte individual, motos e carros, incentivado principalmente pelas facilidades de financiamento1 . Este trabalho apresenta informações referente as tarifas de ônibus urbanos no período de 1994 a 2003, nas seguintes capitais brasileiras: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória. A comparação dos valores absolutos dessas tarifas, nas capitais, com os principais índices de preços utilizados na economia brasileira faz-se levando em conta os valores das tarifas, que são baseados em metodologias semelhantes, mas que consideram na composição do valor das tarifas as peculiaridades locais de cada sistema de transporte1 . 2. OBJETIVOS O principal objetivo deste trabalho é divulgar dados relativos às tarifas dos transportes urbanos coletivos por ônibus nas capitais brasileiras e adicionalmente, suscitar o debate no Setor de Transportes Urbanos, poderes públicos, operadores, fabricantes de veículos, comunidade científica e acadêmica, sobre custos, composição e evolução das tarifas no transporte coletivo por ônibus nas capitais do Brasil. 1 Observação direta feita pela Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana – SeMob
  9. 9. 9 3. COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS De maneira geral, considera-se tarifa como o rateio do custo total do serviço de transporte urbano por ônibus entre os usuários pagantes, sendo este dividido em custos fixos e variáveis. Os custos variáveis são aqueles que oscilam com a quantidade de transporte realizada, ou seja, com a quilometragem percorrida. Os principais custos variáveis são: combustível, lubrificantes, peças/acessórios e rodagem. Os custos fixos são aqueles que praticamente independem da quilometragem percorrida, estando mais associados ao tempo. Os principais custos fixos são: depreciação, remuneração, pessoal (salário e encargos), administração. Além desses, temos os tributos (impostos, contribuições e taxas) que incidem sobre a receita operacional das empresas operadoras que devem ser incluídos na planilha de custos. Os principais tributos incidentes sobre a atividade são Impostos Sobre Serviços (ISS), Contribuição Social sobre o Faturamento (COFINS), Programa de Integração Social (PIS) e Taxa de Gerenciamento (Brasil, 1994). Como as alíquotas incidem sobre a receita e não sobre o custo, o valor do custo total incluindo tributos é calculado através da seguinte expressão: onde: CT = custo total com tributos CV = custo variável total CF = custo fixo total T = soma das alíquotas dos tributos A metodologia de cálculo tarifário utilizada na maioria das cidades brasileiras segue a orientação da “Planilha de Cálculo Tarifário – Instruções Práticas Atualizadas” revisada pelo Ministério dos Transportes através do Grupo de Estudos para Integração da Política de Transporte (GEIPOT) em 1994. Segundo Gomide (1998), os instrumentos de controle econômico dos serviços de transporte coletivo urbano por ônibus são ineficazes no objetivo de promover a eficiência na operação 1 Observação direta feita pela Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana – SeMob ( ) ( )100/1 T CF+CV =CT −
  10. 10. 10 do sistema. A metodologia de cálculo utilizada pressupõem a existência de um real conhecimento, por parte do Poder Público, das condições de operação dos serviços (custos, preços de insumos, quantidade de passageiros transportados, etc.). Por outro lado, não há mecanismos que possibilitam ao Poder Público saber se existem empresas que possam prestar o mesmo serviço (ou com nível de qualidade superiores), com custos mais baixos que os usualmente prestados. No Anexo I são apresentados dados relativos a evolução da composição da média dos custos, por ano, na maioria das capitais brasileiras que incorrem sobre a prestação dos serviços de transporte público, no período de 1994 a 2003. De uma forma geral, ao longo do período, verificou-se que as maiores variações ocorreram entre os anos de 1994 e 1996 no item Despesas com Pessoal, e de 1999 a 2003 no item Combustível. No período de 1997 a 1998 houve uma tendência ao equilíbrio nos patamares anteriores alcançados nos três primeiros anos. Observando os Gráficos nº1 ao nº10 do Anexo I, nota-se que o item Pessoal manteve-se como o de maior peso na composição dos custos, situando-se em 2003 na faixa 40%, depois de um pico de aproximadamente 51% no anos de 1997 e 1998. O item Combustível, teve uma queda na participação dos custos, logo após a implantação do real, passou de 15% em 1994 para 10% em 1996, manteve-se neste patamar até 1998 quando começou a aumentar, atingindo 23% no final de 2003, ou seja, superando o patamar de 1994. Desde o ano de 2000, este item tem apresentado uma elevação de 3% ao ano. O item Lubrificantes, com o menor peso na composição dos custos, teve um aumento de 50%, passando de 2% em 1994 para 3% em 2003, seguindo o aumento do combustível, uma vez que os preços dos óleos lubrificantes acompanharam o aumento do preço do óleo diesel. Já os itens Depreciação e Peças/Acessórios, apresentaram maior queda relativa no período, em torno de 40%, passando de 10% para 6% e de 9% para 5%, respectivamente, na participação dos custos. O item Remuneração, teve seu peso diminuído gradativamente ao longo do período estudado, corresponde atualmente a 4% dos custos. Resalta-se que estes dois últimos itens podem fornecer indícios de que as frotas estão envelhecendo. O item Rodagem, que teve uma queda de 50%, passando de 8% em 1994 para 4% em 1996, estabilizou-se nesse patamar até o ano de 2001, chegou a 3% em 2002 e em 2003 subiu para 5%. O item Tributos teve um aumento gradativo, passando de 7% em 1994 até atingir 9% em 1998, mantendo-se nesse patamar até dezembro de 2003.
  11. 11. 11 Por fim, o item Despesas Administrativas, apresentou um peso de 4% em 1994, atingiu 7% em 1995, caiu para 5% em 1996 e manteve este patamar até o ano de 2003. 4. EVOLUÇÃO DAS TARIFAS Segundo Gomide (2003) os custos de transporte têm impactos significativos sobre o orçamento das famílias de baixa renda. Estudo realizado por Andrade 2000 apud Gomide 2003, a partir dos microdados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE de 1995/1996, constatou que o transporte urbano é o principal item de despesa dessas famílias com serviços públicos. Pesquisa realizada em 2002 pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República (Sedu/PR, 2002) em dez cidades brasileiras mostrou que a maioria dos usuários do transporte coletivo situa-se na classe C, isto é, pertencem as famílias de renda mensal entre R$ 497,00 e R$ 1.064,00 (valores de dezembro de 2002), segundo o critério de classificação econômica estabelecido pela Associação Nacional de Empresas de Pesquisa de Mercado (Anep). O relatório da pesquisa ressaltou a baixa freqüência de uso do transporte coletivo por ônibus das classes D e E (conjunto de famílias com rendimento de até R$ 496,00 mensais), limitado, basicamente, aos trens urbanos nas localidades onde existe este meio de transporte. Uma explicação para esse fato pode se encontrar, principalmente, no descompasso entre o atual nível das tarifas dos serviços e a renda familiar. Dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) indicam que, no período de janeiro de 1995 a dezembro de 2002, a tarifa média ponderada dos serviços de transporte por ônibus nas capitais brasileiras subiu cerca de 25% acima da inflação medida pelo IGP-DI. Por sua vez a renda média familiar vem caindo nos últimos anos (Gomide, 2003). A seguir são apresentados dados referentes a evolução das tarifas dos ônibus urbanos, no período de julho de 1994 a dezembro de 2003. A tarifa média das capitais, no segundo semestre de 1994, foi de R$ 0,36 enquanto em 2003 a média ficou situada em R$ 1,44, representando um aumento de mais de 300%. O maior aumento desse período ocorreu no ano seguinte a implantação do Real (37,7% em 1995), e a partir daí esse percentual decresceu até 1998 (8,7%) voltando a subir no ano de 1999 (17,5%). O menor aumento ocorreu no ano de 2000 (8,2%) onde onze capitais deixaram de reajustar o valor de suas tarifas. Na Tabela nº1 do Anexo II, faz a comparação dos percentuais de aumento do valor da tarifa atual com o valor do seu último reajuste e o valor da tarifa de julho de 1994. É possível observar que Manaus e São Luiz não tiveram aumento no ano de 2002. Em quatro capitais
  12. 12. 12 (Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa e Salvador) ocorreram dois aumentos no mesmo ano de 2003. Outro fato observado, neste mesmo quadro, foi que a cidade de Curitiba, teve sua tarifa reduzida, pela diminuição do custo do diesel, passando de R$ 1,70 para R$ 1,65. Os maiores aumentos (33,3%), nas duas últimas tarifas de cada capital, ocorreram em Cuiabá e Palmas, sendo que na primeira um período maior de tempo (20 meses) ocorreu antes do último reajuste, enquanto que em Palmas este período foi de oito meses. A Tabela nº 2 do Anexo II, acrescenta ao anterior os percentuais dos índices acumulados no mesmo período das tarifas praticadas nas capitais, colocados em ordem crescente. É possível observar que as capitais Porto Velho e Rio Branco, situadas na Região Norte, apresentaram reajustes de 400% entre julho de 1994 e dezembro de 2003. No mesmo período, os índices de preços – IGP-DI da FGV, INPC do IBGE e o IPC da FIPE, tiveram variação de 201,2%, 150,4% e 122,9% respectivamente. Logo abaixo dessas duas capitais está Teresina com 382%, que tinha em 1994 a menor tarifa, juntamente com João Pessoa (R$ 0,29). Campo Grande e São Paulo que praticam as maiores tarifas, R$ 1,70, estão em posições divergentes na tabela, uma vez que Campo Grande teve um reajuste acumulado neste período de, aproximadamente, 336%, enquanto que São Paulo fica em 240%. Brasília, que tinha a menor tarifa no ano de 1994 (R$ 0,54), atualmente se encontra com a terceira maior tarifa (R$ 1,60), sendo que durante o Plano Real foi a única com índice acumulado de 196,3%, a ficar abaixo de um índice inflacionário, o IGP-DI com 201,2%. As demais tabelas e gráficos apresentados no Anexo II mostram, para cada capital, o comparativo entre a variação da tarifa predominante, adotando-se o mês de julho de 1994 como base.
  13. 13. 13 5. BIBLIOGRAFIA BRASIL (1994). Ministério dos Transportes. Cálculo de tarifas de ônibus urbanos: instruções práticas atualizadas. Brasília. GEIPOT. FERAZ, A. C. P.; TORRES, I. G. E. (2001). Transporte Público Urbano. São Carlos, RiMa. GOMIDE, A. A (1998). Regulação Econômica nos Serviços Públicos de Transporte Urbano por Ônibus no Brasil. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul . Faculdade de Ciências Econômicas. Curso de Pós-Graduação em Economia. Porto Alegre. GOMIDE, A. A (2003). Transporte Urbano e Inclusão Social: Elementos para políticas públicas. Brasília, IPEA, Série Textos para Discussão, nº 960. IBGE (1995/1996) – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Pesquisa de Orçamento Familiar. Brasília. MINISTÉRIO DAS CIDADES (2003) – Nota Informativa sobre Transporte Informal nº 005/2003. Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana. Brasília. SEDU/PR (2002) – Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República. Grupo Executivo de Transporte Urbano. Motivações que regem o novo perfil de deslocamento da população urbana brasileira: pesquisa de imagem e opinião sobre os transportes urbanos. Relatório Final. Brasília.
  14. 14. 14
  15. 15. 15 ANEXOS
  16. 16. 16
  17. 17. 17 Anexo I Composição dos Custos
  18. 18. 18
  19. 19. 19 Gráfico nº 1: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1994. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social Gráfico nº 2: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1995. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social
  20. 20. 20 Gráfico nº 3: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1996. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social Gráfico nº 4: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1997. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social
  21. 21. 21 Gráfico nº 5: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1998. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social Gráfico nº 6: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 1999. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social
  22. 22. 22 Gráfico nº 7: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 2000. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social Gráfico nº 8: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 2001. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social
  23. 23. 23 Gráfico nº 9: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 2002. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social Gráfico nº 10: Composição dos custos do transporte urbano por ônibus nas capitais - 2003. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social
  24. 24. 24 Gráficonº11:Variaçãoanualdositensdecomposiçãodoscustosnastarifasdeônibus1994-2004. Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial
  25. 25. 25 Anexo II Evolução das Tarifas
  26. 26. 26
  27. 27. 27 Tabela nº1: Evolução das tarifas de ônibus urbanos nas capitais e no Distrito Federal no período de 1994 – 2003. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social.
  28. 28. 28 Tabela nº2: Evolução das tarifas de ônibus urbanos nas capitais e no Distrito Federal no período de 1994 – 2003. Fonte: Departamento de Cidadania e Inclusão Social.
  29. 29. 29 Gráficonº12:EvoluçãoMédiadasTarifaseÍndicesnaCapitaisnoperíodode1994a2003 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
  30. 30. 30 Tabelanº3:Tarifasnascapitais–RegiãoNorte. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  31. 31. 31 Tabelanº4:Tarifasnascapitais–RegiãoNorte. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  32. 32. 32 Gráficonº13:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemPortoVelhonoperíodode1994a2003 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
  33. 33. 33 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº14:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemRioBranconoperíodode1994a2003
  34. 34. 34 Gráficonº15:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemManausnoperíodode1994a2003 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
  35. 35. 35 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº16:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBoaVistanoperíodode1994a2003
  36. 36. 36 Gráficonº17:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBelémnoperíodode1994a2003 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
  37. 37. 37 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº18:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemMacapánoperíodode1994a2003
  38. 38. 38 Gráficonº19:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemPalmasnoperíodode1994a2003 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial.
  39. 39. 39 Tabelanº5:Tarifasnascapitais–RegiãoNordeste. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  40. 40. 40 Tabelanº6:Tarifasnascapitais–RegiãoNordeste. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  41. 41. 41 Tabelanº7:Tarifasnascapitais–RegiãoNordeste. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  42. 42. 42 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº20:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemSãoLuísnoperíodode1994a2003
  43. 43. 43 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº21:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemTeresinanoperíodode1994a2003
  44. 44. 44 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº23:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemNatalperíodode1994a2003
  45. 45. 45 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº24:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemJoãoPessoanoperíodode1994a2003
  46. 46. 46 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº25:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemRecifeperíodode1994a2003
  47. 47. 47 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº26:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemMaceiónoperíodode1994a2003
  48. 48. 48 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº27:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemAracajuperíodode1994a2003
  49. 49. 49 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº28:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemSalvadornoperíodode1994a2003
  50. 50. 50 Tabelanº8:Tarifasnascapitais–RegiãoSudeste. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  51. 51. 51 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº29:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBeloHorizontenoperíodode1994a2003
  52. 52. 52 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº30:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemVitóriaperíodode1994a2003
  53. 53. 53 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº31:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemRiodeJaneironoperíodode1994a2003
  54. 54. 54 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº32:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemSãoPaulonoperíodode1994a2003
  55. 55. 55 Tabelanº9:Tarifasnascapitais–RegiãoSul. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  56. 56. 56 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº33:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemCuritibaperíodode1994a2003
  57. 57. 57 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº34:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemFlorianópolisnoperíodode1994a2003
  58. 58. 58 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº35:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemPortoAlegreperíodode1994a2003
  59. 59. 59 Tabelanº3:Tarifasnascapitais–RegiãoNorte. Fonte:SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.
  60. 60. 60 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº36:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemCampoGrandeperíodode1994a2003
  61. 61. 61 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº37:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemCuiabánoperíodode1994a2003
  62. 62. 62 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº38:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemGoiâniaperíodode1994a2003
  63. 63. 63 Fonte:DepartamentodeCidadaniaeInclusãoSocial. Gráficonº39:EvoluçãodasTarifaseÍndicesemBrasílianoperíodode1994a2003

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