DescartesPai da Filosofia Moderna
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A insatisfação leva Descartes a deixar os estudosde letras e a iniciar, em 1619, uma série deviagens pela Europa, disposto...
Sistema Cartesiano                           em Filosofia                                            conjunto de doutrinas...
Descartes definira para si a                missão de construir um                sistema filosófico completo             ...
Um triângulo sempre terá 3 ladosE a soma de seus ângulosinternos nunca deixará de ser180 graus.  Se alguém disser o contrá...
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Ele recomendaria, aliás, a prática deexercícios de geometria e de aritméticacomo forma de cultivar no espírito osprincípio...
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Primeiro  Jamais acolher alguma coisa como  verdadeira que eu não conhecesse  evidentemente como tal; isto é, de evitar  c...
Segundo Dividir cada uma das dificuldades que eu examinasse em tantas parcelas quantas possíveis e quantas necessárias fos...
Terceiro  Conduzir por ordem meus pensamentos,  começando pelos objetos mais simples e  mais fáceis de conhecer, para subi...
Quarto  Fazer em toda parte enumerações tão  completas e revisões tão gerais que eu  tivesse a certeza de nada omitir.
Em Suma O método cartesiano segue os seguintes passos:  Duvidar            Dividir                      Observar e sistema...
Dúvida Metódica  Descartes descobre que é possível duvidar de  tudo, pela variabilidade dos costumes, das  opiniões, das c...
Mergulhado em tantas dúvidas, Descartestem uma intuição, ele nota com clarezaque duvida e, se duvida, pensa. Nãoimporta se...
A existência de Deus paraDescartes  O filósofo sabe apenas que as ideais  existem, mas isso não é suficiente para  fundame...
Procura, então, por uma ideia que não possater ele mesmo como causa e encontra a ideiade um ser perfeito (Deus), que não p...
Assim, a prova da existência de Deus dáao filósofo a sua segunda certeza: nãosó ele, Descartes, existe como serpensante, m...
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  1. 1. DescartesPai da Filosofia Moderna
  2. 2. Contexto histórico “O filósofo viva a crise de seu tempo, em que as descobertas científicas contradiziam a física e a cosmologia aristotélicas, conduzindo a uma separação entre ciência e filosofia. Essa cisão, no entanto, não era aceitável para o filósofo, que recebera de La Flèche formação artistotélica-tomista, cujo pensamento oferecia um conjunto explicativo do Universo com base na metafísica e na física.”
  3. 3. A insatisfação leva Descartes a deixar os estudosde letras e a iniciar, em 1619, uma série deviagens pela Europa, disposto a conhecer “ogrande livro do mundo”. Durante a Guerra dosTrinta Anos (1618-48), alista-se como voluntárionos exércitos de Maurício de Nassau, daHolanda, e do duque Maximiliano da Baviera(Alemanha), mas parece ter atuado mais comoobservador do que como combatente.Em 1628, instala-se na Holanda, onde vive porcerca de 20 anos, decidido a estudar também “asi próprio”. Viaja para a Suécia em 1649, aconvite da rainha Cristina, mas não resiste aorigoroso inverno nórdico e morre em Estocolmo,em 1 de fevereiro de 1650, vítima de pneumonia.
  4. 4. Sistema Cartesiano em Filosofia conjunto de doutrinas básicas que visa responder as questões Sistema filosóficas fundamentais relativas ao mundo ao homemFilósofos que elaboraram sistemas à sociedade Platão ao comportamento humano Aristóteles Santo Tomás de Aquino Descartes
  5. 5. Descartes definira para si a missão de construir um sistema filosófico completo dependia de se encontrar o fundamento comum a todas as A possibilidade de unificar ciências particulares o conhecimento, isto é, de construir uma ciência universal, dependia de se encontrar o fundamento comum a todas as ciências particularesEsse fundamento comum será a mathesisuniversal, ou matemática universal.
  6. 6. Um triângulo sempre terá 3 ladosE a soma de seus ângulosinternos nunca deixará de ser180 graus. Se alguém disser o contrário, já não estaremos falando de um triângulo, e sim de alguma outra coisa.
  7. 7. Para alcançar essa certeza que só asmatemáticas tem, Descartes adotou emseu método filosófico o mesmoprocedimento lógico-demonstrativo dageometria analítica. Isso porque eleacreditava na existência de uma ordemnatural inerente (por natureza) àestrutura do conhecimento. Para ele,essa ordem era semelhante àprogressão matemática, na qual “quandose tem os dois ou três primeiros termos,não é difícil encontrar os outros”.
  8. 8. Ele recomendaria, aliás, a prática deexercícios de geometria e de aritméticacomo forma de cultivar no espírito osprincípios de seu método.
  9. 9. O método cartesiano (adjetivo que derivade Cartesius, forma latina do nome deDescartes) encontra-se detalhadamenteapresentada na obra Regras para adireção do espírito, composta de 21regras.Em o Discurso do Método,Descartes sintetiza esse método pormeio de quatro preceitos que prescrevepara si e que devem ser jamaisesquecidos na busca do conhecimentoverdadeiro:
  10. 10. Primeiro Jamais acolher alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal; isto é, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção e de nada incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara distintamente a meu espírito, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida.
  11. 11. Segundo Dividir cada uma das dificuldades que eu examinasse em tantas parcelas quantas possíveis e quantas necessárias fossem para melhor resolvê-las.
  12. 12. Terceiro Conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir, pouco a pouco, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e supondo mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros.
  13. 13. Quarto Fazer em toda parte enumerações tão completas e revisões tão gerais que eu tivesse a certeza de nada omitir.
  14. 14. Em Suma O método cartesiano segue os seguintes passos: Duvidar Dividir Observar e sistematizar Revisar
  15. 15. Dúvida Metódica Descartes descobre que é possível duvidar de tudo, pela variabilidade dos costumes, das opiniões, das crenças, etc. À semelhança dos céticos, resolve levar sua dúvida aos extremos, rejeitando “como falso tudo aquilo que pudesse imaginar a menor dúvida”. Assim, em busca de um ponto fixo para sobre ele basear o seu projeto de reconstrução do saber, Descartes constrói a dúvida metódica, pois é metodicamente necessário pôr tudo em dúvida.
  16. 16. Mergulhado em tantas dúvidas, Descartestem uma intuição, ele nota com clarezaque duvida e, se duvida, pensa. Nãoimporta se o que ele pensa é umpensamento verdadeiro, não importa queele não tenha certeza; existe, porém, aconsciência de que pensa. E uma coisaque pensa, existe, pelo menos enquantopensa. Então formula, em latim, “cogito,ergo sum”, que significa “Penso, logoexisto”. Trata-se da primeira certeza, doponto fixo procurado, momentofundamental da reflexão cartesiana
  17. 17. A existência de Deus paraDescartes O filósofo sabe apenas que as ideais existem, mas isso não é suficiente para fundamentar o edifício do saber que ele pretende construir, pois precisa provar que é possível conhecer as coisas do mundo e, antes disso, que elas existem. Mas como Descartes coloca em dúvida se o mundo existe, ele supõe que poderia ser ele próprio a causa de suas ideias: as ideias de mesa, fogo, cobertor seriam criadas em sua própria mente.
  18. 18. Procura, então, por uma ideia que não possater ele mesmo como causa e encontra a ideiade um ser perfeito (Deus), que não pode tercomo causa um ser imperfeito (ele próprio,Descartes). O filósofo chega a conclusãoporque entendia que o efeito de uma coisa nãopode ser mais do que sua causa. Assim, oúnico que poderia causar a ideia de perfeiçãoé um ser perfeito, e um ser perfeito é Deus.Isso significa que Deus existe, pois se nãoexistisse não poderia causar a ideia deperfeição que existe nele, Descartes. E, paraDescartes, a ideia de Deus só poderia ser umaideia inata, isto é, “ela nasceu e foi produzidacomigo desde o momento em que fui criado”.
  19. 19. Assim, a prova da existência de Deus dáao filósofo a sua segunda certeza: nãosó ele, Descartes, existe como serpensante, mas também Deus existe. Euma vez que Deus, um ser semimperfeições, não pode ser enganador, ofilósofo recupera a certeza nas ideiasclaras e distintas. Por exemplo, a ideiade que dois mais três é igual a cinco,pois não existe um Deus todo poderosoquerendo enganar as pessoas o tempotodo.

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