Apostila de Ergonomia e Conforto

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Apostila de Ergonomia e Conforto

  1. 1. Profa. Marina Pezzini Ergonomia e conforto
  2. 2. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Pergunta Quais são as principais funções do organismo humano cujos aspectos operacionais influenciam a adequação ergonômica dos projetos de design? > Resposta São elas: neuromuscular, coluna vertebral, metabolismo, visão, audição e senso cinestésico. Aula 01
  3. 3. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Função neuromuscular O sistema nervoso é composto pelo cérebro e a medula espinhal. A partir de estímulo físico, são gerados impulsos elétricos propagados ao longo das fibras nervosas até o cérebro. Aula 01
  4. 4. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Função neuromuscular No cérebro, o estímulo é interpretado, gerando uma decisão. A decisão é enviada através dos nervos motores, que geram contrações musculares (movimentos e forças). Aula 01
  5. 5. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Músculos A estrutura biomecânica do corpo é um grupo de alavancas (ossos, articulações e músculos). Nos músculos há a oxidação de gorduras e hidratos de carbono, reação exotérmica que gera trabalho (contração) e calor. Aula 01
  6. 6. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Músculos Fadiga muscular é a redução da força, pela deficiência de irrigação sanguínea do músculo (quanto mais forte a contração, maior o estrangulamento da circulação sanguínea). Aula 01
  7. 7. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Coluna vertebral Estrutura óssea com 33 vértebras empilhadas, realiza sustentação e mobilidade do corpo. Abriga a medula, por onde circulam todas as informações sensitivas para/do cérebro. Aula 01
  8. 8. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Coluna vertebral A coluna pode apresentar deformações congênitas ou adquiridas, que causam dor, mas podem ser combatidas fortalecendo a musculatura dorsal e evitando cargas pesadas e posturas inadequadas. Aula 01
  9. 9. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Metabolismo Através de transformações químicas, os alimentos (carboidratos, proteínas e gorduras) geram tecido e energia (o glicogênio é oxidado em uma reação exotérmica). Aula 01
  10. 10. Profa. Marina Pezzini Exercício 01 Em dupla, descrevam uma situação relativa ao design, para cada uma destas funções do organismo humano: neuromuscular, coluna vertebral, metabolismo. Aula 01
  11. 11. Profa. Marina Pezzini Organismo humano O organismo humano é equipado com receptores especializados, capazes de adquirir diversos estímulos do ambiente: Audição Olfato Paladar Tato Visão Aula 02
  12. 12. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão Olhos ficam em cavidades ósseas (órbitas oculares), revestidos por tecido conjuntivo fibroso (esclerótica), com músculos que os movem. Na frente, há uma área transparente com maior curvatura (córnea). Aula 02
  13. 13. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão O cristalino fica atrás da íris e é uma lente biconvexa que orienta a passagem de luz até a retina. Na frente, há um líquido fluido (humor aquoso) e atrás, uma câmara com um líquido viscoso e transparente (humor vítreo). Aula 02
  14. 14. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão Há uma película com vasos sanguíneos e melanina (coroide), que nutre e absorve luz. Na frente, há uma estrutura muscular de cor variável (íris). Na íris, há um orifício central (pupila), por onde entra luz. A íris regula a luz, para não prejudicar as células da retina. Aula 02
  15. 15. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão A retina é uma membrana mais interna, com duas regiões: fóvea e ponto cego. A fóvea fica onde a imagem é projetada. O ponto cego fica no fundo do olho e é insensível à luz. Aula 02
  16. 16. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Visão A retina tem 2 tipos de células fotossensíveis: cones e bastonetes. Bastonetes são mais sensíveis à luz e cones são menos, porém são capazes de distinguir cores e gerar imagens nítidas. Há 3 tipos de cones, que se excitam com luz vermelha, verde ou a azul. Aula 02
  17. 17. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição O ouvido tem três partes: ouvido externo, médio e interno. O externo é a orelha; com o pavilhão auditivo, capta o som que passa pelo canal auditivo até o tímpano, onde começa o ouvido médio. No ouvido externo há glândulas sebáceas responsáveis pela secreção de cera, que protege o ouvido médio e interno. Aula 02
  18. 18. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição O ouvido médio tem início no tímpano, e quando o som chega a essa estrutura é transferido aos ossículos martelo, bigorna e estribo. No ouvido médio há um canal flexível chamado de tuba auditiva, ligado com a garganta, para regular a pressão no ouvido. Aula 02
  19. 19. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição O ouvido interno se encontra no osso temporal, no crânio. As vibrações que chegam dos ossículos passam por uma membrana (janela oval), até um órgão cheio de líquido (cóclea). Aula 02
  20. 20. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Audição Na cóclea há uma membrana repleta de células sensoriais ciliadas agrupadas no órgão de Corti. Sobre esse há a membrana tectórica, que se apoia sobre os cílios das células sensoriais. Ao estimular os cílios, gera-se um impulso nervoso transmitido ao nervo auditivo e ao centro da audição no córtex cerebral. Aula 02
  21. 21. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato A pele é repleta de mecanoceptores, que captam toques, vibrações, pressão e temperatura. Há vários receptores: de Paccini; de Meissner; discos de Merkel; de Ruffini; de Krause; e terminações nervosas livres. Aula 02
  22. 22. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato Estas estruturas ficam em todo corpo: Receptores de Paccini: vibrações. Discos de Merkel: tato e pressão. Terminações nervosas livres: estímulos mecânicos, térmicos e dolorosos. Aula 02
  23. 23. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato Estas estruturas ficam nas regiões sem pelos: Meissner: toques leves e vibrações. Krause: frio; redor dos lábios e genitais. Aula 02
  24. 24. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Tato Estas estruturas ficam nas regiões com pelos: Ruffini: calor. Aula 02
  25. 25. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Olfato Poucas moléculas no ar bastam para estimular a mucosa olfativa, causando sensação de odor. Quanto mais moléculas, mais os receptores são estimulados. Mas o olfato tem grande capacidade adaptativa e em alguns minutos a sensação quase some. Os sabores também sensibilizam as células olfativas. Aula 02
  26. 26. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Olfato O ar com moléculas de cheiro entra nas fossas até a cavidade nasal, onde é umedecido, aquecido e purificado. No teto da cavidade há a mucosa olfativa (amarela), com células cujos prolongamentos mergulham em muco. Na base há outra mucosa (vermelha), rica em vasos sanguíneos e com glândulas secretoras. Aula 02
  27. 27. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Paladar Intrinsecamente associado ao olfato e à visão, por intermédio dos epitélios com células quimiorreceptoras localizadas entre a cavidade nasal e o palato, bem como os fotorreceptores que estimulam a degustação. Aula 02
  28. 28. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Paladar As papilas captam quimicamente as características do alimento e transmite até o cérebro, que identifica quatro sabores básicos: azedo, amargo, doce e salgado. Aula 02
  29. 29. Profa. Marina Pezzini Organismo humano > Senso cinestésico Reconhecimento da localização, posição, orientação e movimentação do corpo sem utilizar a visão. Permite manter o equilíbrio e realizar diversas atividades. Resulta da interação dos músculos, pele e ouvido. Aula 02
  30. 30. Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em dupla, descrevam exemplos de como estimular, através do design, cada uma destas funções do organismo humano: visão, audição, tato, olfato, paladar, cinestesia. Aula 02
  31. 31. Profa. Marina Pezzini As cinco peles Há milênios estudos de filósofos, artistas e arquitetos tem conduzido ao entendimento de que o indivíduo é moldado pelo meio e suas necessidades devem moldar o meio. Aula 03
  32. 32. Profa. Marina Pezzini As cinco peles Essas necessidades são físicas, mentais e sociais. Dentre as sociais, há o comportamento, a cultura e a existencialidade. Aula 03
  33. 33. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > Friedensreich Hundertwasser Pintor, ambientalista, naturista e arquiteto austríaco que difundiu a partir dos anos 1970 um modo de vida com harmonia entre os indivíduos e desses com a natureza. Aula 03
  34. 34. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > Friedensreich Hundertwasser Criticou o abuso do poder político e econômico, o excesso tecnológico e a agressão à natureza. Aula 03
  35. 35. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > Friedensreich Hundertwasser Considerava que a sociedade do consumo desvia o homem de ser como homem, de alcançar seu bem estar e do ambiente. Aula 03
  36. 36. Profa. Marina Pezzini As cinco peles 1. Epiderme 2. Vestimenta 3. Casa 4. Meio social e identidade 5. Humanidade, natureza e ambiente Aula 03
  37. 37. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A primeira pele: a epiderme É a primeira interface de existência do indivíduo com suas outras peles, os outros indivíduos, o ambiente, o mundo. Aula 03
  38. 38. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A primeira pele: a epiderme Na instância da primeira pele surgem as necessidades de privacidade, territorialidade, introspecção e socialização. Aula 03
  39. 39. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A primeira pele: a epiderme Mas como conciliar as necessidades individuais da primeira pela com as necessidades da produção em massa? Aula 03
  40. 40. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A segunda pele: a vestimenta Contempla a embalagem do corpo e outros elementos dos quais o indivíduo se vale para interagir com os outros indivíduos, com o ambiente e com o mundo. Aula 03
  41. 41. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A segunda pele: a vestimenta Na instância da segunda pele surgem as necessidades de espaço pessoal e de expressão pessoal. Aula 03
  42. 42. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A segunda pele: a vestimenta Na instância da segunda pele também se dá a interação do indivíduo com artefatos, equipamentos, móveis e a correspondente necessidade de usabilidade. Aula 03
  43. 43. Profa. Marina Pezzini Exercício 03 Em dupla, descrevam exemplos de interações desconfortáveis da primeira e da segunda pele com o ambiente construído. Aula 03
  44. 44. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A terceira pele: a casa Contempla todo ambiente onde o homem realiza suas atividades de trabalho, lazer, espiritualidade, etc. Aula 04
  45. 45. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A terceira pele: a casa Na instância da terceira pele surgem as necessidades de fluxos, alcances, leiautes e outras físicas, estéticas e simbólicas. Aula 04
  46. 46. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A terceira pele: a casa Na instância da terceira pele também surgem necessidades de usabilidade e conforto. Aula 04
  47. 47. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quarta pele: o meio social e a identidade Contempla família, contexto geográfico, social e cultural, dimensões individual e coletiva, formas de interação, estilos de consumo. Aula 04
  48. 48. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quarta pele: o meio social e a identidade Na instância da terceira pele e do consumo, surgem as necessidades de funcionalidade, usabilidade e prazer. Aula 04
  49. 49. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quarta pele: o meio social e a identidade Tipos de prazer: físico, social, psicológico e ideológico. Qualidade dos ambientes: relação interior/exterior; visibilidade; apropriação. Aula 04
  50. 50. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quinta pele: a humanidade, a natureza e o meio ambiente Contempla cidade, planejamento urbano e ambiental, princípios ambientais: economia, gestão ambiental, garantia para gerações futuras. Aula 04
  51. 51. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quinta pele: a humanidade, a natureza e o meio ambiente Na instância da quinta pele surgem as necessidades de reduzir o ritmo do consumo, fazendo uma conexão emocional com a sustentabilidade e preservando a quinta pele. Aula 04
  52. 52. Profa. Marina Pezzini As cinco peles > A quinta pele: a humanidade, a natureza e o meio ambiente Na instância da quinta pele também surgem as necessidades ideológicas e existenciais dos indivíduos. Aula 04
  53. 53. Profa. Marina Pezzini Exercício 04 Em dupla, descrevam exemplos de interações desconfortáveis da terceira, da quarta e da quinta pele com o ambiente construído. Aula 04
  54. 54. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  55. 55. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  56. 56. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  57. 57. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  58. 58. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  59. 59. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  60. 60. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  61. 61. Profa. Marina Pezzini Conforto > Este quarto é confortável? Aula 05
  62. 62. Profa. Marina Pezzini Conforto > O que é conforto? Ausência de dor e de desconforto em estado neutro, nas interações física, social e cultural entre o corpo e o produto/sistema/ambiente. Aula 05
  63. 63. Profa. Marina Pezzini Conforto > O que é conforto? Estado agradável de harmonia fisiológica, psicológica e física entre o ser humano e o produto/sistema/ambiente. Aula 05
  64. 64. Profa. Marina Pezzini Conforto > O que é conforto? Percepção sensorial e resposta fisiológica diante das propriedades físicas, térmicas e mecânicas dos materiais, bem como das condições ambientais e nível de atividade. Aula 05
  65. 65. Profa. Marina Pezzini Conforto > Dimensões Psico-estética Sensorial (toque) Termofisiológica Ergonômica (física) Aula 05
  66. 66. Profa. Marina Pezzini Exercício 05 Em dupla, descrevam exemplos de interações confortáveis nas dimensões psico-estética, sensorial, termofisiológica e física. Aula 05
  67. 67. Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto psico-estético Cor Textura Caimento Estilo Status Significado > Significado Individualização Emocionalidade Aula 06
  68. 68. Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto físico Propriedades mecânicas dos materiais, trocas de força, deformações e relação da pele com a superfície (toque passivo) durante o uso. Peso Tensões Tração Flexão Compressão Toque Material Acabamento Aula 06
  69. 69. Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto termofisiológico Ausência de desconforto na transferência de calor e umidade com o ambiente; manutenção do balanço térmico do corpo em diferentes níveis de atividade física; sensação positiva em situações transitórias. Aula 06
  70. 70. Profa. Marina Pezzini Conforto > Conforto sensorial Temperatura Textura/toque Medidas Mobilidade Usabilidade Acionamentos Aula 06
  71. 71. Profa. Marina Pezzini Conforto À medida que os produtos têm maior proximidade com o corpo, o conforto se torna mais complexo e requer a ciência do conforto. Aula 06
  72. 72. Profa. Marina Pezzini Conforto > Análise sensorial Metodologia para avaliar reações produzidas pelas características dos materiais e como são percebidas pelos órgãos dos sentidos, bem como a aceitação de produtos no mercado, conforme gostos e preferências dos usuários > Métodos Sensorial descritivo Sensorial discriminatório Sensorial afetivo Aula 06
  73. 73. Profa. Marina Pezzini Exercício 05 Em dupla, descrevam exemplos de interações confortáveis nas dimensões psico-estética, sensorial, termofisiológica e física. Aula 05
  74. 74. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes A luz solar provê a vida, estabelece ritmos fisiológicos, beneficia o funcionamento do organismo e o estado mental. Aula 10
  75. 75. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes A lâmpada incandescente (Edison, 1878) acrescentou quatro horas de produtividade, mas seus desdobramentos sujeitaram o homem às luzes e cores artificiais. Aula 10
  76. 76. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes Planejar a iluminação e as cores nos ambientes, visa equilibrar: Satisfação Desempenho Bem estar Fadiga Acidentes Aula 10
  77. 77. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes A fotometria realiza medidas da luz, para os projetos de iluminação. As principais unidades fotométricas são: Intensidade luminosa Fluxo luminoso Iluminamento Luminância Reflectância Aula 10
  78. 78. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes O nível de iluminamento interfere no mecanismo fisiológico da visão e na musculatura que controla os olhos. Aula 10
  79. 79. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes Os fatores que interferem na capacidade de discriminação visual são: Quantidade de luz Tempo de exposição Contraste figura-fundo Aula 10
  80. 80. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Quantidade de luz Entre 10 e 1.000 lux o rendimento visual cresce e a fadiga vizual reduz, evitando-se acidentes. Valores geralmente usados: Áreas não produtivas = 100 lux Áreas produtivas = 200 a 600 lux Luz localizada = 2.000 lux Inpeção de peças = 10.000 lux Aula 10
  81. 81. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Tempo de exposição O tempo para discriminar um objeto depende do tamanho, contraste, iluminamento e da fixação do olhar; geralmente leva 1 seg. Aula 10
  82. 82. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Contraste figura-fundo Trata-se da diferença de luminância e geralmente usam-se as proporções: Área de trab./ambiente imediato = 3:1 Área de trab./ambiente geral = 10:1 Aula 10
  83. 83. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Ofuscamento Excesso de luminância ou contraste, que resulta em desconforto, redução ou incapacidade visual. Como combater: Eliminar a fonte de brilho Posicionar-se de costas ou de lado Combinar luz direta com indireta Não usar lâmpada ‘nua’ Usar mais lâmpadas de menor potência Aula 10
  84. 84. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Fadiga visual Irritação, aumento do piscar, lacrimejamento, visão borrada, perda da eficiência visual, queda do rendimento. Causas: Fixação de detalhes Iluminação inadequada Pouco contraste Pouca definição Objetos em movimento Má postura Ausência de pausas Idade avançada Aula 10
  85. 85. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Luz natural Vitamina D Estado mental Efeitos terapêuticos Aula 10
  86. 86. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Tipos de lâmpadas Espectro contínuo Espectro descontínuo Aula 10
  87. 87. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Sistemas de iluminação Geral Localizada Combinada Aula 10
  88. 88. Profa. Marina Pezzini Iluminação dos ambientes > Posicionamento das luminárias Evitar a formação de sombras, bem como a incidência de luz direta ou refletida sobre os olhos (ofuscamento). Preferir posicionamento 30º em relação à linha horizontal da visão, lateral ou posterior, exceto luminarias de iluminação combinada (frontal). Aula 10
  89. 89. Profa. Marina Pezzini Exercício 01 Em dupla, analisem o conforto visual da sala de aula, considerando a iluminação: Quantidade de luz Tempo de exposição Contraste figura-fundo Ofuscamento Fadiga visual Luz natural Tipo de lâmpadas Sistema de iluminação Aula 10
  90. 90. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A cor é uma resposta subjetiva a um estímulo luminoso captado pelos olhos e interpretado pelo cérebro. Sua aplicação pode aumentar ou reduzir custos e serve para: Chamar atencão Acrescentar significado Agrupar informações Diminuir tempo de reação Reduzir erros Aumentar o desempenho no trabalho Melhorar a qualidade de vida Aula 11
  91. 91. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A cor de um objeto é caracterizada pela absorção e reflexão seletiva das ondas luminosas incidentes; a cor que enxergamos é a que foi refletida, entendendo que o objeto foi visto sob luz branca ou solar, pois outras lâmpadas podem alterar as cores percebidas. Aula 11
  92. 92. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A cor capta e retém a atenção, conforme sua visibilidade (pureza e contraste). Cores muito visíveis são vibrantes e atraem a atenção, mas podem ser fatigantes. Aula 11
  93. 93. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A visibilidade da cor (pureza e contraste) também contribui para a legibilidade de letreiros,especialmente nesta ordem: 1. Azul sobre branco 2. Preto sobre amarelo 3. Verde sobre branco 4. Preto sobre branco 5. Verde sobre vermelho Aula 11
  94. 94. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A visibilidade e a percepção da cor podem ser influenciadas por: Iluminação do ambiente Extensão da área de aplicação Formas e textura do objeto Ângulo de visualização Aula 11
  95. 95. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A percepção da cor depende de experiências anteriores e de associações que as pessoas fazem entre cores e objetos, portanto deve ser aplicada com coerência e consistência. Aula 11
  96. 96. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A cor influencia o estado emocional, a produtividade e a qualidade do trabalho/de vida. Possui simbologias, associações e convenções individuais ou culturais. Aula 11
  97. 97. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A aplicação das cores tem sido ampliada e diversificada ao longo da história humana graças a avanços tecnológicos, que vão da produção corantes pela indústria petroquímica até os meios de impressão e transmissão, como televisão e computador. Aula 11
  98. 98. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes A aplicação de cores claras em grandes superfícies reduz o consumo de energia. Aula 11
  99. 99. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes O contraste melhora a identificação dos objetos. Aula 11
  100. 100. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes O monocromatismo excessivo gera monotonia. Aula 11
  101. 101. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes O colorismo excessivo gera estresse, fadiga e reduz a concentração. Aula 11
  102. 102. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes Superfícies lisas e brilhantes produzem reflexos e ofuscamento; podem inclusive causar acidentes. Aula 11
  103. 103. Profa. Marina Pezzini Cores nos ambientes Cores claras contribuem para a manutenção e percepção da assepsia. Aula 11
  104. 104. Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em dupla, analisem o conforto visual da sala de aula, considerando a aplicação de cores. Aula 11
  105. 105. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes As condições ambientais interferem na percepção de conforto, na ocorrência de acidentes e no desempenho humano. Aula 12
  106. 106. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes > Efeitos fisiológicos do calor O homem tem grande capacidade de tolerar diferenças climáticas devido ao corpo sem pelo e à alta capacidade das glândulas sudoríparas; mas nem todas as condições climáticas são confortáveis ou adequadas ao desenvolvimento de atividades. Aula 12
  107. 107. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes > Termorregulação O homem é um animal homeotérmico; sua temperatura corporal interna se mantém entre 35 e 39ºC. Açúcares, gorduras e proteínas são “queimados” pelo oxigêncio, liberando gás carbônico e água. O calor produzido é conservado pelos tecidos isolantes (gordura) e o excedente é eliminado pelo suor. Aula 12
  108. 108. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes > Metabolismo Metabolismo basal: 60 a 80 Kcal/h Trabalhos leves: mais 20 a 50 Kcal/h Trabalhos pesados: mais 70 a 500 Kcal/h > Energia gasta no trabalho Trabalhos leves: 1,6 kcal/min Trabalhos pesados: 16,2 kcal/min Aula 12
  109. 109. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes > Evaporação Ocorre nos pulmões e na superfície da pele (evaporação do suor). Depende da umidade relativa do ar e da temperatura ambiente. > Ventilação Evaporação do suor Resfriamento do corpo Dispersão de partículas nocivas Aula 12
  110. 110. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes > Radiação Troca de calor entre o corpo humano e os objetos por condução (toque) ou convecção (movimento da camada de ar junto à pele). Ondas infravermelhas são agradáveis e penetram na pele entre 5 e 10cm; ondas ultravioletas penetram apenas alguns décimos de milímetros, mas podem queimar. Aula 12
  111. 111. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes > Conforto térmico Inverno: 20 a 24ºC Verão: 23 a 26ºC > Fatores influentes Temperatura do ar Umidade do ar Velocidade do ar Vestimenta Esforço físico Aula 12
  112. 112. Profa. Marina Pezzini Temperatura nos ambientes > Influências climáticas na atividade Temperaturas muito altas ou muito baixas reduzem rendimento, aumentam risco de acidentes e à saúde, geram choques desconfortáveis. Frio: tensão muscular, distração Calor: sobrecarga cardíaca, desidratação, comprometimento da percepção Aula 12
  113. 113. Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em dupla, analisem o conforto térmico da sala de aula. Aula 12
  114. 114. Profa. Marina Pezzini Ruídos dos ambientes > Ruídos São sons indesejáveis (aspecto subjetivo), inúteis, perturbadores (susto) ou mesmo dolorosos. Podem causar: Aumento da ocorrência de erros Redução do desempenho e concentração Dificuldade de comunicação Danos e estresse Aula 13
  115. 115. Profa. Marina Pezzini Ruídos dos ambientes > Ruídos Podem ser: Contínuos ou de impacto Graves ou agudos De curta ou longa duração Aula 13
  116. 116. Profa. Marina Pezzini Ruídos dos ambientes > Ruídos Pode ser influenciados por: Frequência Intensidade Duração Timbre Nível de pico Horário de ocorrência Tolerância individual Aula 13
  117. 117. Profa. Marina Pezzini Ruídos dos ambientes > Limites toleráveis de ruídos 55 dB máximo pra lugares de silêncio 60 dB máximo pra trabalho diurno 65 dB máximo pra ambientes ruidosos 70 dB inadequado pra trabalho 85 dB máximo pra trabalho, já com dano Aula 13
  118. 118. Profa. Marina Pezzini Ruídos dos ambientes > Tempo pra ruídos contínuos/intermitentes 85 dB – 8h 90 dB – 4h 100 dB – 1h 105 dB – 30min 110 dB – 15min 115 dB – 7min Aula 13
  119. 119. Profa. Marina Pezzini Ruídos dos ambientes > Surdez Por ruído, trauma ou genética De condução ou nervosa Temporária ou permanente Parcial ou total Aula 13
  120. 120. Profa. Marina Pezzini Música nos ambientes > Pontos positivos Quebra da monotonia Redução da fadiga Melhora da atenção e vigilância Aumento do bem estar e rendimento Redução de acidentes e absenteísmos > Pontos negativos Quando tocada continuamente, perde os efeitos positivos. Quando o ambiente já é muito ruidoso, converte-se em uma fonte adicional de ruído. Aula 13
  121. 121. Profa. Marina Pezzini Ruídos dos ambientes > Medidas de controle Atuar na fonte Isolar a fonte Reduzir a reverberação Remover o trabalhador Proteger o trabalhador Aula 13
  122. 122. Profa. Marina Pezzini Exercício 03 Em dupla, analisem o conforto acústico da sala de aula. Aula 13
  123. 123. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Vibração Qualquer movimento (regular ou irregular) do corpo (total ou parcial) em torno de um ponto fixo. Caracterizada por: Frequência (Hz) Amplitude (cm ou mm) Direção (x, y, z) Aula 14
  124. 124. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Vibração natural Cada parte do corpo vibra numa frequência própria; vibrações podem ser atenuadas por tecidos moles e articulações ou amplificadas por ossos e dentes. Aula 14
  125. 125. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Vibração externa Agente nocivo presente em várias atividades, percebido entre 0,1 e 1.000 Hz. Pode ser: Localizada (ferramentas manuais) De corpo inteiro (grandes equipamen.) Aula 14
  126. 126. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Ressonância Quando um estímulo externo faz partes do corpo vibrarem na mesma frequência, ocorre ressonância (amplificação da vibração) e a energia gerada prejudica os tecidos e órgãos. Olhos: 20 a 70 Hz Antebraço: 16 a 30 Hz Mãos: 4 a 5 Hz Aula 14
  127. 127. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Sintomas Conforme a frequência de ressonância: sono, enjoo, urina solta, desconforto, dores no peito ou estômago, alteração na voz, difícil visão ou fala. Conforme a intensidade da vibração: Baixa – bem-estar e conforto Média – capacidades e segurança Alta – lesões e patologias Aula 14
  128. 128. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Efeitos A exposição regular pode causar problemas renais, circulatórios, músculo-esqueléticos e neurológicos, bem como agravar LERs/DORTs. Agravantes: Intensidade Frequência Duração Parte do corpo que absorve a vibração Aula 14
  129. 129. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Vibrações no corpo inteiro Danos nos sistemas musculo-esquelético, circulatório e urológico; distúrbios no SNC (fadiga, insônia, dor de cabeça e tremores). Aula 14
  130. 130. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Vibrações nas mãos e braços Danos no sistemas musculo-esquelético; síndrome dos dedos brancos: Perda de sensibilidade e controle Danos das artérias e nervos Dores Tremores Paralisia Formigamento Possibilidade de gangrena e amputação Aula 14
  131. 131. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Medidas de controle Eliminação ou controle (luvas, tapetes) Redução da exposição, com intervalos Ferramentas com design ergonômico Aula 14
  132. 132. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Requisitos ergonômicos das ferramentas Distribuição de peso Balanceamento Manuseio Tamanho Empunhadura (posição neutra ou reta) Aula 14
  133. 133. Profa. Marina Pezzini Vibrações nos ambientes > Limites seguros O anexo nº 8 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78 e a norma ISO 5349 não estabelecem limites de segurança para a vibração. Assim, são usados os da ACGIH: 4 a 8 horas - 4 m/s2 2 a 4 horas - 6 m/s2 1 a 2 horas - 8 m/s2 Menos de 1hora- 12 m/s2 Aula 14
  134. 134. Profa. Marina Pezzini Exercício 04 Em dupla, descrevam exemplos de atividades que envolvem exposição à vribração. Aula 14
  135. 135. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 Ambientes fechados necessitam ventilação, independente de haver fontes poluidoras. A natureza da atividade determina a taxa de renovação do ar.
  136. 136. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 Projetos de ventilação e exaustão devem ponderar que esses sistemas influenciam a temperatura ambiental, pois provocam deslocamento de massas de ar.
  137. 137. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 A poluição do ar em ambientes fechados é um relevante fator de risco à saúde humana. Os aerodispersoides provem de materiais de construção, produtos e equipamentos de limpeza e de consumo, combustões, etc.
  138. 138. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Aerodispersoides Agentes químicos nocivos à saúde que atingem o organismo por inalação. Podem ser: Poeiras Fumos Gases Vapores Neblinas
  139. 139. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Agentes químicos Monóxido de carbono Metais pesados Solventes Sílica Fumaças, gases e vapores tóxicos Agrtóxicos Radiações ionizantes
  140. 140. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Agentes biológicos Bactérias Fungos Bolores Ácaros Animais domésticos
  141. 141. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Agentes biológicos Falta de ventilação e humidade são o principal risco a problemas respiratórios, pela emissão de esporos, células, fragmentos e compostos orgânicos voláteis e degradação de materiais. Causam Síndroma do Edifício Doente, relacionada a inflamações, infecções, asma...
  142. 142. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Agentes biológicos O sistema de ventilação também pode gerar risco à saúde, pela acumulação de partículas que causam crescimento de microrganismos e emissões de Compostos Orgânicos Voláteis.
  143. 143. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Medidas de controle Ainda não há diretrizes para limites de concentração de aerodispersoides, dada a suscetibilidade individual (especialmente crianças, idosos e asmáticos), mas pode-se: Eliminar/substituir agentes químicos Exaustor/ventilador junto à fonte Equipamento de proteção individual Acompanhamento médico periódico
  144. 144. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Importância das medidas de controle Variedade de fontes de poluição do ar Especificidades de algumas exposições Significativo período de exposição Especificidades em espaços interiores Queixas e constrangimentos
  145. 145. Profa. Marina Pezzini Qualidade do ar Aula 15 > Queixas As queixas dos ocupantes são multi fatoriais; podem envolver mecanismos químicos, microbiológicos, físicos e psicológicos.
  146. 146. Profa. Marina Pezzini Exercício 05 Em dupla, descrevam exemplos de problemas quanto à qualidade do ar na sala de aula. Aula 15
  147. 147. Profa. Marina Pezzini ABNT NBR 15575 > Edificações Habitacionais – Desempenho A ABNT NBR 15575 estabelece critérios de desempenho térmico, acústico, lumínico e de segurança ao fogo. Foi elaborada no Comitê Brasileiro da Construção Civil, pela Comissão de Estudos de Desempenho de Edificações e circulou em Consulta Nacional. Aula 19
  148. 148. Profa. Marina Pezzini ABNT NBR 15575 > Objetivos 1. Atender às exigências dos usuários quanto aos sistemas que compõem edificações habitacionais em uso, independentemente de seus materiais ou sistemas construtivos. 2. Incentivar o desenvolvimento tecnológico voltado à eficiência técnica e econômica. Aula 19
  149. 149. Profa. Marina Pezzini ABNT NBR 15575 > Desempenho Comportamento em uso de uma edificação e seus sistemas (nível mínimo, intermediário ou superior). As especificações de desempenho são compostas de: Requisitos (qualitativos) Critérios (quantitativos) Métodos de avaliação Aula 19
  150. 150. Profa. Marina Pezzini ABNT NBR 15575 > Desempenho Requisitos são condições que expressam qualitativamente os atributos que a edificação habitacional deve ter; critérios são especificações quantitativas e mensuráveis dos requisitos de desempenho. Aula 19
  151. 151. Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários As exigências do usuário para edificações habitacionais abordadas pela NBR 15575 são: Segurança Habitabilidade Sustentabilidade Aula 19
  152. 152. Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários > Segurança As exigências do usuário relativas à segurança são expressas pelos seguintes fatores: Segurança estrutural Segurança contra o fogo Segurança no uso e na operação Aula 19
  153. 153. Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários > Habitabilidade As exigências do usuário relativas à habitabilidade são expressas pelos fatores: Estanqueidade Desempenho térmico/acústico/lumínico Saúde, higiene e qualidade do ar Funcionalidade e acessibilidade Conforto tátil e antropodinâmico Aula 19
  154. 154. Profa. Marina Pezzini Exigências dos usuários > Sustentabilidade As exigências do usuário relativas à sustentabilidade são expressas pelos fatores: Durabilidade Manutenibilidade Impacto ambiental Aula 19
  155. 155. Profa. Marina Pezzini Incumbências > Do projetista Estabelecer a vida útil projetada (VUP) Especificar materiais/produtos/processos Solicitar informações ao fabricante > Do usuário Realizar a manutenção Aula 19
  156. 156. Profa. Marina Pezzini Avaliação de desempenho > Realização Instituições de ensino ou pesquisa, laboratórios especializados, empresas de tecnologia, equipes multiprofissionais ou profissionais com reconhecida capacidade. Aula 19
  157. 157. Profa. Marina Pezzini Avaliação de desempenho > Metodologia Ensaios laboratoriais, ensaios de tipo, ensaios em campo, inspeções em protótipos ou em campo, simulações e análise de projetos. O resultado é um relatório de habitabilidade. Aula 19
  158. 158. Profa. Marina Pezzini Funcionalidade e acessibilidade > Altura mínima de pé direito Não pode ser inferior a 2,50 m. Admite-se 2,30m em vestíbulos, halls, corredores, instalações sanitárias e despensas. Aula 19
  159. 159. Profa. Marina Pezzini Funcionalidade e acessibilidade > Disponibilidade mínima de espaços para uso e operação da habitação Prever no mínimo a disponibilidade de espaço nos cômodos do edifício habitacional para colocação e utilização dos móveis e equipamentos padrão listados no Anexo X. Aula 19
  160. 160. Profa. Marina Pezzini Funcionalidade e acessibilidade > Adequação para deficientes físicos Prever mínimo de unidades para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida pela legislação vigente e adequadas à NBR 9050. Substituição de escadas por rampas Limitação de declividades e trajetos Largura de corredores e portas Alturas de peças sanitárias Alças e barras de apoio Aula 19
  161. 161. Profa. Marina Pezzini Conforto tátil e antropodinâmico > Conforto tátil e adaptação ergonômica Não prejudicar atividades normais (caminhar, apoiar, limpar, brincar). Não ter rugosidades, contundências, depressões. Não provocar ferimentos (elementos e componentes). Aula 19
  162. 162. Profa. Marina Pezzini Conforto tátil e antropodinâmico > Adequação antropodinâmica Apresentar formato compatível com a anatomia humana. Não requerer excessivos esforços para manobra e movimentação no uso de componentes, equipamentos. Aula 19
  163. 163. Profa. Marina Pezzini Exercício 01 Em dupla, descrevam sua percepção preliminar quanto às condições de habitabilidade da sala de aula. Funcionalidade e acessibilidade Conforto tátil e antropodinâmico Aula 19
  164. 164. Profa. Marina Pezzini Habitabilidade A habitabilidade é uma condição essencial de qualquer edificação. Demonstra se a relação do ser humano com o ambiente é plena e se permitem sentir segurança e pertencimento. Aula 20
  165. 165. Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > Definição A habitabilidade habitacional é o atendimento a requisitos mínimos que promovam o pleno exercício de morar, ampliando e melhorando a qualidade do espaço de vida com saúde, bem estar e dignidade. Dimensões: 1. Pragmática 2. Simbólica/cultural 3. Funcional 4. Fenomenológica Aula 20
  166. 166. Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > 1. Dimensão pragmática ou prática A habitação deve oferecer dimensionamento adequado para o uso físico e proteção de interpéries. Aula 20
  167. 167. Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > 2. Dimensão simbólica ou cultural A habitação deve ser um lugar agradável, seguro e confortável quanto à territorialidade, privacidade, identidade e ambiência. Aula 20
  168. 168. Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > 3. Dimensão funcional A habitação deve favorecer as atividades cotidianas e a organização espacial; permitir ao homem habitar em segurança um local que atenda às suas expectativas e necessidades e possibilite expressar sua cultura. Aula 20
  169. 169. Profa. Marina Pezzini Habitabilidade > 4. Dimensão fenomenológica Elo entre o nível subjetivo e o objeto arquitetural: como o edifício é vivenciado? que necessidades humanas considerar ao conceber um ambiente? Aula 20
  170. 170. Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em trios, descrevam sua percepção quanto às condições de habitabilidade em um dos ambientes de sua casa. Formeçam imagens e considerem as seguintes dimensões: 1. Pragmática 2. Simbólica/cultural 3. Funcional 4. Fenomenológica Aula 20
  171. 171. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Conceito Estudo interdisciplinar a respeito das relações e influências recíprocas entre as pessoas e os ambientes, em todas as situações. Aula 21
  172. 172. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Manifestações Percepções Representações Comportamentos (individuais/coletivos) Aula 21
  173. 173. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Oportunidades Promover o bom desempenho, o bem estar e a qualidade de vida através do design, da assistência e da educação. Aula 21
  174. 174. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Riscos Insatisfação, fadiga, estresse, sobrecarga, desconcentração, baixo desempenho, acidentes, doenças, irritabilidade, depressão. Aula 21
  175. 175. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > Concepções 1. Espaço pessoal 2. Territorialidade 3. Privacidade 4. Aglomeração 5. Apropriação Aula 21
  176. 176. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > 1. Espaço pessoal Área ao redor da pessoa, com delimitações invisíveis, estabelecida por cada um, dadas as situações e características pessoais. Aula 21
  177. 177. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > 2. Territorialidade Comportamento ou atitude individual ou coletiva com o objetivo de controlar espaços físicos, objetos e ideias. Aula 21
  178. 178. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > 3. Privacidade Possibilidade de alguém controlar o acesso e aproximação de outras pessoas a si, ao seu espaço e a informações a seu respeito. Aula 22
  179. 179. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > 4. Aglomeração ou confinamento Modo subjetivo de perceber a concentração de pessoas ou objetos em um espaço restrito. Aula 22
  180. 180. Profa. Marina Pezzini Psicologia ambiental > 5. Apropriação (nidificação) Identificação simbólica, sentimentos de posse e pertencimento, que desencadeiam transformações nos espaços e lugares. Aula 22
  181. 181. Profa. Marina Pezzini Exercício 03 Em trios, descrevam sua percepção de conforto psicológico no ambiente de sua casa ora avaliado. Considerem as concepções: 1. Espaço pessoal 2. Territorialidade 3. Privacidade 4. Aglomeração 5. Apropriação Aula 20
  182. 182. Profa. Marina Pezzini Experiência > Objetivos do design Ampliar, aprofundar e aprimorar as relações, vivências e experiências humanas, através do uso de produtos/serviços mais: Fluidos Intuitivos Imersivos Significativos Aula 23
  183. 183. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Hotel bolha Attrap'Rêves, França.
  184. 184. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Cinema na cama Beanieplex, Malásia.
  185. 185. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Ponte submersa The Trench Bridge, Holanda.
  186. 186. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Jantar cego Dans le Noir, França.
  187. 187. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Caminho suspenso Grand Canyon Skywalk, Estados Unidos.
  188. 188. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Casa na árvore Tree House Hotel, Suíça.
  189. 189. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Piscinas infinitas Ubud Hotel & Resort, Indonésia.
  190. 190. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Playground de crochê Hakone Forest Net, Japão.
  191. 191. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Restaurante submerso Ithaa Undersea Restaurant, Maldivas.
  192. 192. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Mirante no céu Trollstigen Mountain Plateau, Noruega.
  193. 193. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Zoológico invertido Orana Wildlife Park, Nova Zelândia.
  194. 194. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Casinha de boneca Tombée du Ciel, Jean F. Fourtou, França.
  195. 195. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 23 > Restaurante suspenso itinerante Dinner in the Sky, Bélgica.
  196. 196. Profa. Marina Pezzini Exercício 04 Em trios, proponham uma forma de interação que incremente a experiência na sala de aula onde estamos. Aula 23
  197. 197. Profa. Marina Pezzini Experiência Aula 24
  198. 198. Profa. Marina Pezzini Design universal Projeto tão usável e flexível quanto possível, voltado a um grupo de pessoas tão amplo e diversificado quanto possível, sem adaptação, diferenciação ou estigmatização e com viabilidade comercial Surgiu em 1985, a partir do arquiteto Ron Mace, com o objetivo de adequar produtos e serviços à diversidade humana e incluindo todos nos espaços de convivência social. Diversidade humana: crianças, idosos, grávidas, estrangeiros, pessoas muito altas/baixas/magras/gordas, pessoas com deficiências ou restrições temporárias ou permanentes, físicas ou cognitivas Aula 28
  199. 199. Profa. Marina Pezzini Design universal > Tipos de restrição Sensorial: dificuldades na percepção das informações por ineficiência dos sentidos; Cognitiva: dificuldades no tratamento das informações por limitações no sistema cognitivo; Físico-motora: dificuldades em atividades com força física, coordenação motora, precisão ou mobilidade; Múltipla: associação de mais de um tipo de restrição. Aula 28
  200. 200. Profa. Marina Pezzini Design universal > Princípios 1. uso equitativo 2. flexibilidade de uso 3. uso fácil e intuitivo 4. informação perceptível 5. tolerância ao erro 6. baixo esforço físico 7. tamanho e espaço para acesso e uso Aula 28
  201. 201. Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Uso equitativo O design é útil e comercializável às pessoas com habilidades diferenciadas. (1) Prover os mesmos significados de uso para todos os usuários: idêntico quando possível, equivalente quando não possível. (2) Impedir a segregação ou estigmatização dos usuários. (3) Prover privacidade, segurança e proteção de forma igualmente disponível para todos os usuários. (4) Fazer o projeto ser atraente para todos os usuários. Aula 28
  202. 202. Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Flexibilidade de uso O design atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades. (1) Prover escolhas na forma de utilização. (2) Acomodar acesso e utilização para destros e canhotos. (3) Facilitar a precisão e acuidade do usuário. (4) Prover adaptabilidade para a velocidade (compasso, ritmo) do usuário. Aula 29
  203. 203. Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Uso fácil e intuitivo O uso do design é de fácil compreensão, independentemente de experiência, nível de formação, conhecimento do idioma ou da capacidade de concentração do usuário. (1) Eliminar a complexidade desnecessária. (2) Ser coerente com as expectativas e intuições do usuário. (3) Acomodar uma faixa larga de habilidades de linguagem e capacidades em ler e escrever. (4) Organizar as informações de forma compatível com sua importância. Aula 29
  204. 204. Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Informação perceptível O design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias, independentemente de sua capacidade sensorial ou de condições ambientais. (1) Usar diferentes maneiras (visual, verbal, tátil) para apresentação redundante de uma informação essencial. (2) Maximizar a legibilidade da informação essencial. Aula 29
  205. 205. Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Tolerância ao erro O design minimiza o risco e as conseqüências adversas de ações involuntárias ou imprevistas. (1) Organizar os elementos para minimizar riscos e erros: os elementos mais usados devem ser os mais acessíveis; elementos de risco ou perigosos eliminados, isolados ou protegidos. (2) Providenciar avisos de riscos de erro. (3) Providenciar características de segurança na falha humana. (4) Desencorajar ações inconscientes em tarefas que exigem vigilância. Aula 29
  206. 206. Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Baixo esforço físico O design pode ser utilizado com um mínimo de esforço, de forma eficiente e confortável. (1) Permitir ao usuário manter uma posição corporal neutra. (2) Usar moderadas forças na operação. (3) Minimizar ações repetitivas. (4) Minimizar a sustentação de um esforço físico. Aula 29
  207. 207. Profa. Marina Pezzini Princípios do design universal > Tamanho e espaço para acesso e uso O design oferece espaços e dimensões apropriados para interação, alcance, manipulação e uso, independentemente de tamanho, postura ou mobilidade do usuário. (1) Colocar os elementos importantes no campo visual de qualquer usuário sentado ou de pé. (2) Fazer com que o alcance de todos os componentes seja confortável para qualquer usuário, sentado ou de pé. (3) Acomodar variações da dimensão da mão ou da empunhadura. (4) Prover espaço adequado para o uso de dispositivos assistidos ou assistência pessoal. Aula 29
  208. 208. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Conceito É uma série de condições que determinam acesso e uso, com segurança e autonomia, sem conhecimento prévio, dos equipamentos e ambientes. Acessibilidade é cidadania. > Componentes da acessibilidade 1. Orientabilidade 2. Comunicação 3. Deslocamento 4. Uso Aula 29
  209. 209. Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Orientabilidade As condições de orientação espacial são determinadas pelas características ambientais que permitem aos indivíduos reconhecer a identidade e as funções dos espaços e definir estratégias para seu deslocamento e uso. Aula 29
  210. 210. Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Comunicação As condições de comunicação em um ambiente dizem respeito às possibilidades de troca de informações interpessoais, ou troca de informações pela utilização de equipamentos de tecnologia assistiva, que permitam o acesso, a compreensão e participação nas atividades existentes. Aula 29
  211. 211. Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Deslocamento As condições de deslocamento em edificações referem-se à possibilidade de qualquer pessoa poder movimentar- se ao longo de percursos horizontais e verticais (saguões, escadas, corredores, rampas, elevadores) de forma independente, segura e confortável, sem interrupções e livre de barreiras físicas para atingir os ambientes que deseja. Aula 29
  212. 212. Profa. Marina Pezzini Componentes da acessibilidade > Uso As condições de uso dos espaços e dos equipamentos referem-se à possibilidade efetiva de participação e realização de atividades por todas as pessoas. Aula 29
  213. 213. Profa. Marina Pezzini Barreiras de acessibilidade Restringem o uso com conforto e segurança, a percepção e a compreensão, a participação, excluem e segregam Físico-espaciais Atitudinais Aula 29
  214. 214. Profa. Marina Pezzini Barreiras de acessibilidade > Físico-espaciais São os elementos físicos, naturais ou construídos, que dificultam ou impedem a realização de atividades desejadas de modo independente. Aula 29
  215. 215. Profa. Marina Pezzini Barreiras de acessibilidade > Atitudinais São estabelecidas na esfera social, quando as relações humanas centram-se nas dificuldades dos indivíduos e não em suas habilidades, criando empecilhos para a sua participação na sociedade. Oseu reconhecimento é importante para desenvolver ações de conscientização da população no sentido de respeito às leis e práticas de inclusão social. Aula 29
  216. 216. Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas Elaborada pelo biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy na década de 40. > Pressupostos A integração das ciências naturais e sociais orienta-se para uma teoria de sistemas; uma abordagem abrangente para estudar campos não-físicos do conhecimento científico e promover integração na educação científica. Aula 30
  217. 217. Aula 30 Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas > O que são sistemas? Conjunto de componentes dinamicamente inter-relacionados, para atingir um objetivo, agindo sobre dados/energias/materiais, para fornecer informações/energias/produtos. Os componentes e fluxos devem permanecer em sinergia e homeostase ao longo do tempo. A integração entre os componentes do sistema se dá por fluxo de dados/energias/materiais… e a interação do sistema com o meio, através de entradas e saídas.
  218. 218. Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas > Componentes dos sistemas: Sistema alvo Subsistema Suprasistema ou fronteira do sistema Elementos > Elementos dos sistemas: Homem Tarefa Máquina Ambiente Entradas Saídas Insumos Processos Restrições Requisitos Resultados despropositados Descarte Objetivo Meta ou função Aula 30
  219. 219. Profa. Marina Pezzini Teoria dos sistemas > Funções dos sistemas: Anatômicas Dimensionais Acionais Informacionais Cognitivas Simbólicas Estéticas Químico-ambientais Espaciais/arquiteturais Organizacionais Estruturais De desempenho/resistência > Tipos de sistemas: Passivos Ativos Interativos Abertos Fechados Isolados Homeostáticos Em série Paralelos Físicos Conceituais Aula 30
  220. 220. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Passivos Não executam nenhuma ação, não processam nenhum tipo de energia ou mecanismo; a interação entre os elementos atinge a meta do sistema de maneira passiva. Aula 30
  221. 221. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Ativos Executam ações, processam energias ou mecanismos; a interação entre os elementos atinge a meta do sistema de maneira ativa. Aula 30
  222. 222. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Interativos Tipo de sistema ativo que interage com o homem através de mecanismos de estímulos e respostas, ou seja, as entradas são estímulos provocados pelo o homem na máquina e as saídas são respostas a estes estímulos. Aula 30
  223. 223. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Abertos Dependem ou admitem interferência externa para processarem entradas em saídas. Aula 30
  224. 224. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Fechados Não recebem interferências externas para processarem entradas em saídas; não trocam matéria mas trocam energia com o exterior; todas variáveis são conhecidas e controláveis. Panela de pressão Estúdio musical Botijão de gás não usado Garrafa térmica fechada Aula 30
  225. 225. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Isolados Não trocam matéria nem energia com o exterior; sistema fechado + sistema isolante. Aula 30
  226. 226. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Homeostáticos Homeostasia ou homeostase é a propriedade de sistemas abertos muito estáveis, que mantem um equilíbrio interno dinâmico mediante variações externas, através de mecanismos de auto-regulação. Aula 31
  227. 227. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Em série Sistemas dependes que atuam em série, de modo que a entrada de um corresponde à saída do outro. Aula 31
  228. 228. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Paralelos Sistemas independentes que atuam em paralelo. Casos que requerem segurança utilizam sistemas paralelos redundantes. Aula 31
  229. 229. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Físicos ou concretos Compostos de matéria, energia, maquinaria, equipamentos, objetos, coisas reais. Aula 31
  230. 230. Profa. Marina Pezzini Classificação dos sistemas > Conceituais Compostos de conceitos, planos, hipóteses e idéias que às vezes só existem no pensamento das pessoas. Ajudam a encontrar objetivos ou modelar sistemas físicos. Aula 31
  231. 231. SISTEMA HOMEM-TAREFA-MÁQUINA Profa. Marina Pezzini Modelamento dos sistemas Representações simplificadas da realidade, que facilitam o estudo dos sistemas, com um número restrito de variáveis. SISTEMA ALIMEN TADOR SISTEMA ALVO ENTRADAS SAÍDAS SISTEMA ULTERIOR RESTRI ÇÕES METAS RESULTADOS DESPROPO SITADOS AMBIENTE REQUI SITOS Aula 31
  232. 232. Profa. Marina Pezzini Problematização dos sistemas Formular um problema é descrever de maneira explícita, clara, compreensível e operacional a dificuldade a resolver. Levantar informações sobre o sistema Definir claramente objetivos e problemas Analisar o meio ambiente Delimitar a atuação Aula 31
  233. 233. Aula 31 Profa. Marina Pezzini Problematização dos sistemas > Tipos de problemas ergonômicos Interfaciais Instrumentais Informacionais Acionais Comunicacionais Cognitivos Interacionais Movimentacionais De deslocamento De acessibilidade Urbanísticos Espaciais/arquiteturais/de interiores Físico-ambientais Químico-ambientais Biológicos Naturais Acidentários Operacionais Organizacionais Gerenciais Instrucionais Psicossociais > Tipos de disfunções sistêmicas Entradas Saídas/resultados despropositados Disposição dos elementos Funcionamento Manutenção/conservação Entorno Rendimento Desempenho Ecológicas Ambiente externo
  234. 234. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Conceito Metodologia para solucionar problemas ergonômicos. Divide-se em até 5 etapas, nas quais podem-se empregar diferentes procedimentos/técnicas/ferramentas. > Etapas Apreciação Diagnose Projetação Avaliação/validação Detalhamento e otimização Aula 32
  235. 235. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Apreciação Observação, levantamento de informações e modelamento do sistema. Podem-se usar as seguintes técnicas: Observação sistemática Entrevistas não estruturadas Computação gráfica Aula 32
  236. 236. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Diagnose Formulação, classificação, hierarquização dos problemas e sugestões preliminares de melhoria. Podem-se usar as técnicas: Análise da tarefa Paineis semânticos Matriz GUT Aula 32
  237. 237. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Projetação Desenvolvimento da solução através de um projeto. Podem-se usar as seguintes técnicas: Quadro de requisitos Geração de alternativas Modelamento digital Aula 33
  238. 238. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Validação Avaliação da solução proposta junto aos atores do sistema. Podem-se usar as seguintes técnicas: Testes de usabilidade Questionários de satisfação Grupos de foco Aula 33
  239. 239. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Otimização e detalhamento Otimização e detalhamento da solução proposta/projeto desenvolvido. Podem-se usar as seguintes técnicas: Memorial descritivo Aula 33

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