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Aborda o sindicalismo no Brasil a partir de uma perspectiva histórica, bem como o sindicalismo da classe bibliotecária.

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  1. 1. U1 ilYiEíiEJil/ _ÀLDE ' f r [#1 Í* _ rs¡ í"ñãííiiíléàâíífê7-skjíüúzã? táxi? ? o ! J ›Ã, __. ~ __ , _ . - -__ Je Ç-_L/ &islúlc u: :M: pixiuregg-. ro arames; e . =J: ›_: LJJ: J.re . um -. aim : iuum- &r-r" -iz-arlgaihu-hl-i# ¡ : :ruiâunrg 'kr-ur : :me
  2. 2. 21 29 43 47 61 15 82 125 140 155 169 183 195 209 221 228 ; í EDITORIAL LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL A nova divisão Internacional do trabalho e a América latina: perspectivas e desafios Ivana/ do Leite Crises. Pressão sobre os Trabalhadores e crescimento das Desigualdades Otaviano Helene Liberdade aprisionada Alaír Silveira A luta na argentino contra o sindicalismo oñdalisla. e por um sindicalismo docente dassista Osvaldo Coggiolo lim pouco de história do sindicalismo brasileiro e a organização sindical do bibliotecário Marie/ le Barros de Moraes, Iônathas Luis Carvalho e Silva, Casemiro Silva Neto Superação da unicidade sindical com vistas à afirmação da autonomia e da negociação coletiva Claudio Santos da Silva liberdade de organização sindical e intervenção estatal João Luiz Arzeno DOSSIÊ: A OIT. AÇÕES DO ANDES-SN E A LIBERDADE SINDICAL LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO POPULAR "Estado de Exceção' no Rio Grande do Sul e a criminalização do M51' Leandro Gaspar Scalabrin MEMÓRIA noccnr: Entrevista com o Professor Paulo Marcos Borges Rino ozsnrrs conrzmponAneos Educação Superior em disputa: expansão excludente versus democraiisação da universidade crítica Angela C. de Siqueira Apolo e alianças de classe à politica para o ensino superior no governo lula Patricia Vieira Tropic A EAD em um curso de formação de professores: entre a politica e a experiênda na UESC leanes Martins Larchert e Maria Elizabete Souza Couto Comunicação e Extensão Universitária - tecendo lneerfaces e possibilidades Desirée Cipriano Rabelo Extensão Popular (valores éticos para uma cultura política pela extensão universitária) José Francisco de Melo Neto OPINIÃO que modelo de educação superior para o campo esta sendo trabalhado pelas universidades? Wilson Mozena Leandro R ES EN HA Capitalismo sindical
  3. 3. Um pouco de história do sindicalismo brasileiro e o organização sindical do biblioiecório Marieli: Barros de Moraes Professora da Universidade Federal do Ceará E mail: marie¡Iedemoraesuyahoocorrxbr lõnathas luís Carvalho e Silva Ptolessor Subsliiufu do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal do Ceará E-mdlllÍOHJÍHJSCAH/ ãll| OSmi7Yah0010IYLb1 Casemiro Silva Neto Professor do Mestrado em Comunicação rla Universidade Federal do Ceará E-rnail: tasemrronefoui'uol. com. br. Rtsumo A AILIJl imgmcnnçitv do cirgnnizaçãt» sindical do conjunto das prufissócs é uma rizilidnclc. Ela . iicnnçn, também. u iJZCI' do bibliotecário, cuja catcgori; apicaciita-sc' dcsarticulada. Ntatc artigo, procuramos abordar Lkiàrh questões sicuandcm-as numa PCYSIJCCIIYJ histórica, ¡. í que cada momento impõe suas rC›¡. CCh'aS dcmacidas. . ': s.<im. também lvuwcamm . iprt-ntli-x' como cnc profissional sc Cnmpnrm nn conta-xixi. :m mesmo icmpo cm que 'l§llll'| 'll'| l'. m0S causas da drsarticulaçãn AiCSSJ mtrgnria profissional. Nossa pcrsprctiva, nprcscntamtxs. ainda. alguns apontamentos relativos Lis qucstócs da iniormaçio sindical. Palavras-chave: Sindicnlismcr nu Brasil; Sindicnlismcr do Bilalintvcxirin; Ncnlilicrnlistiin; Accsscr Ç¡ lninr mação. l. Introdução ondm/ uirtzon. na Frnnci g/ abrc/ iznricnz, nn Es- t¡" panlu c América LJtinJ. Globahsrerrnig, na h u Alcmmba. Não obstante . l pcyuc. ) (lJrcZJ . súlwc n . sign do tlo concriloquc*l.1isp. ly1vr.1» prclrnticm transmitir. clic-gundo .1 rcsultnr cm sérias ciivrrgêncins cntrc intclcctunis dc várias proccdéncias, não dilícil cntcndcx' qu( podem su' traduzidas por globalizaçío, tcrmn pnpulnriwultr cm nmm lingun. Drsrnnlirciclo : até o final da década rlc [930, do século passndo, r' como sc Ill/ CSS( surgido dc lugar ncnbum para inzcr- . sc prcscntc um : och pacto. Por lxsu. &SEÍKVE (Siddcxis (2007) qui: SIÍÍ/ asllixllçtíi) pode não su' unir¡ palavra muito atraem: : ou t-lcgantr. entretanto. qualqurr um que queira comprccnclcr nns< is pcrspcctims, a partir do iiiul do século passsdo. não pode ignori-la. lidas
  4. 4. Liberdade gun-zaga: : Sur a? por qual motivo? Ora, por um lado, o termo globa- lização funciona como uma espécie de senha para o ingresso no contexto das conversas que vão das falas mais sin- gelas do cotidiano aos discursos mais sofisticados dos especialistas, com proeedêneias intelectuais diversas. De outro. somos interpelados, o tempo todo, por signos ou formas simbólicas produzidas em diversas partes do mundo c postas em circulação. para consumo, também em qualquer lu- gar do Planeta. Além do mais, não podemos nos esquecer do casamento, bem sucedido, entre globalização e neoliberalismo. E o exemplo maior desta realidade pode ser encontrado na forma co- mo os meios de comunicação. consorciados com as tecnologias informáticas, há muito. vem con- tribuindo para a mediação ou aproximação dos po- vos e das culturas. Muito embora a participação neste banquete da contemporaneidade global tenha seus efeitos colaterais. Independente da visão dos céticos (para quem a globalização não passa de mera conversa) e dos que se julgam atualizados (que interpretam a globalização como acontecimento real) e da freqüência com que esta afirmação é repetida, é fato que o mundo contemporâneo está experimentando transformações amplas e radicais, instituindo novas relações do lio- mcm consigo mesmo, com os outros, com o tempo r o espaço. Como podemos perceber. estas mudanças incidem sobre todos os aspectos da vida humana u social. Se assim o consideramos, é claro que as representações sindicais também foram afetadas. Agora, a elas competem não somente as iniciativas quanto aos pleitos a que as categorias têm direito, mas, também, a mobilização de outras modalidades discursivas, visando : n mediar as negociações, con- forme as exigências da Conti-atualidade profissional contemporânea. As questões concernentes ao sindicalismo, no Brasil, têm constituido pautas freqüentes no cenário atual, seja no âmbito dos próprios sindicatos ou na esfera dos meios de comunicação, sobretudo de- IC- J' . i ! ú XVlII v* 43 , anuu CL 2613;' Diferentemente de outros lugares do mundo (n Europa, por exemplo), o atuação sindítul em nosso Pois deu-se tardiamente em lodas os (alegorias de Iroholllodotes. E, em se lrolundo do (alegoria profissional dos bibliotecários, o eletivnçãu de algumas iniciativas sindicais demorou ainda mais. pois da reforma sindical proposta pelo governo do Presidente Lula. Di- ferentemente de outros lugares do mundo (a Europa, por exemplo), .l atuação sindical em nosso País deu- se tardiamente cm todas as categorias de trabalhadores. E, em se tratando da catcgoriaprolissionaldosbibliotecários, a efetivação de algumas iniciativas sin- dicais demorou ainda mais. A organização sindical dos bi- bliotecários foi, e é, praticamente. inexistente. Este fato concorre para que esse profissional sc submeta .1 condições que. muitas vezes, não lhe asseguram sequer o mínimo para exercer dignamente seu traballio. Este quadro, associado à organização sindical tardia, faz com que o profissional não se sinta representado por aqueles que estão na direção das organizações sindicais. Em tempos de neoliberalismo e globalização, percebemos o desmantelamento, cada vez mais inten- sificado dos sindicatos, no âmbito da maioria das profissões. porque é a partir de sua organização que os trabalhadores poderiam ganhar força e poder para dcsorganizar a ordem vigente. Nesse contexto, caracterizado por questões complexas C dcsafiadoras, tornam-se procedentes as seguintes indagações: Por que os sindicatos dos bibliotecários estão sendo organizados tão tar- diamente no Brasil? Qual .1 relação do advento do sindicalismo bibliotecário com a inserção do neoliberalismo no Brasil? Diante destes questiona» mentos, investigar e refletir teoricamente sobre a influência do neoliberalismo nas organizações sindicais dos bibliotecários constitui o obietivo principal deste artigo. Para a consecução do que estamos propondo, sua construção se d¡ cm três partes. além desta introdução e das considerações finais. A primeira destas discorre sobre certas pers› pectivas históricas do sindicalismo brasileiro; a segunda aborda questões relacionadas com o acesso à informação e o neoliberalismo; e a terceira reporta- -se, especificamente. aos investimentos e atividades sindicais, no contexto profissional dos bibliotecários brasileiros.
  5. 5. lvlnrtddtlc di: Lhuaw www ãuttívusl 2. Cenário do sindicalismo brasileiro: perspectivas históricas A gênese do sindicalismo su dá com a Revolução Industrial. que teve início no século XVlll, na Inglaterra. com a ntccanização dos sistemas de produção. Nesse período, em muitas regiões da Eu- ropa, os trabalhadores das fábricas se «irgaitizaram formando as trade union: (espécie de sindicatos). com o obietivo de melhorar as condições dc trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como. por exemplo, o ludismo e o cartismo. O ludismo. cujos agentes ñcarnm conhecidos como “qucbradores de máquinas”, tra um movimento em que os trabalhadores invadíam fábricas c destruíam seus equipamentos, numa forma dc protesto e revolta contra : t vid: : lalmrial nestes espaços. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores. A história do movimento sindical no Brasil, de acordo com Eduardo Alves (2005). pode scr rc« prcsentada. no período anterior 21 redemocratização dos anos 80, por quatro fases: a primeira corresponde It chamada Primeira República, quando u Estado brasileiro ainda era oligárquico c não havia nenhuma intervenção estatal no movimento sindical; .i segunda é inaugurada no primeiro governo de Vargas, na década de 30, quando se começa a formar o Estado, propriamente capitalista. e institui-se uma série de instrumentos de controle c intervenção estatal; a terceira está relacionada ao crescimento do capitalismo e da economia. a partir da década de 50, com o chamadodcsenvolvimentismo; aquarm. é marcada pela Ditadura Militar, época em que os sindicatos sofrem a invasão de corpos estranhos c há perseguição direta ao conjunto das diretorias con- trárias . m regime imposto. Podem ser disccrnidas mais três fases, segundo Alves (2005): a quinta, na série histórica, dá-se na abertura política. quando hi uma ascensão do movimento operário que desemboca na fundação do PT (Partido dos 'Trabalhadort-s) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores); .l sextaé tnsrcada pela implementação do Podemos bustur ns raizes do movimento operário no Brasil unrcs, mesmo, de 1888, por exemplo, no Imperial Sotiedcde de Artistas, Metónitas e liberais_ em Retile_ ou na Associação Iipogràlitu Fluminense, lunrludu em 1353, no Rio de Janeiro. neoliberalismo no Brasil, .l partir da década de 1990. Por fim, no interior desta fase, brota uma sétima. em que não há superação da sexta. mas, pelo contrário, accntunm-se os aspectos que marcaram . is relações de trabalho em plena era neoliberal no Brasil. Vale ressaltar que esta última fase e fruto das contradições geradas pelo governo do Presidente Lula, dado que, ainda que não se tenha superado o neoliberalismo, ns contradições entre .15 classes são eminentemente distintas dos governos anteriores, especialmente em se tratando de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. Contudo, podemosbttscaras raízes do movimento operário no Brasilantes, mesmmde 1888, por exemplo, na Imperial Sociedade de Artistas, Mecânicos e Li- berais. em Recife, ou na Associação 'Úpográñca Flu- minense, iundnda em 1853, no Rin de Janeiro. Nesse período, os antecedentes sócio-político-eeonômieos que. posteriormente, demandariam .1 formação dos sindicatos, propiciaram, dentreoutrastransiormações, o lim da importação de cscrmrm'. forçando a busca de alternativas para substituir o trabalho escravo. Assim, esses acontecimentos também lavoreccram mudanças rumo à ntodcrttização capitalista, ou seja, a criação de um mercado. tanto de trabalho. quanto da terra c dos recursos disponíveis. São Paulo, em fins do século XIX, estava en- trando em um processo de transformação, no sen- tido dc constituir uma economia capitalista, pois iá dispunha de empregos urbanos. além de rurais, cujas atividades eram realizadas por imigrantes e ex-escravos, que trabalhavam ilegalmente, além de mal pagos. Já no Riu de Janeiro. u cenário era tlilcrentc: u trabalhador negro outras oportunidades, pois, dentre ns trabalhadores labris (CVC cariocas, em 1891. 30% eram negros, ao passo que, em 1893, os» imigrantes somavam 84% dos trabalhadores na indústria paulistana (FAUSTO, 2007, p. 226). Notemos que, nesse período, ainda havia predominância do setor agrícola. seguido pelo de serviços e. em último. pela indústria, que estava começando seu processo de expansão. As poucas fábricas, que . surgiram no 2-' «uuwu Nat' _- . mz ›-Í . N- R9
  6. 6. Liberdade du Utàdltttdtdu Sindical país, destinavam-se a produzir tecidos de algodão de baixa qualidade, consumidos principalmente pela população pobre e escrava. A indústria estava se desenvolvendo e, grada- tivamente, fazia as cidades crescerem e diversiñcarem suas atividades, com um lento amadurecimento d¡ classe trabalhadora, bem como o surgimento de movimentos reivindieatórios e de organização sin- dical. No final do século XIX, " prcdominava um vago socialismo e um sindicalismo que ltoie chamar-iamos 'ele resultados” (FAUSTO. 2007, p. 297). Ou seia, o movimento sindical estava muito mais voltado para questões de caráter imediato, tais como formação da consciência”, diziam(CANÊDO, 1997). Os primeiros instrumentos de acesso à informação foram boletins e panfletos produzidos pelos próprios sindicatos, além de outros meios informativos, dentre eles. os jornais “A Província”, de Pernambuco. e "A Plebe”, dc São Paulo, que veiculavam informações sobre greves. Artur Bcmardes. que praticamente governou sob estado de sítio, expressou alguma preocupação com a questão social, criando, por exemplo, em 1923, o Conselho Nacional do Trabalho. Dois anos depois. no Rio de Janeiro, foi realizado o H Congresso do PCB (Partido Comunista Brasileiro), durante J. limitação das horas de traballio e o aumento salarial; ou de médio alcance. como o reconhecimento dos sindicatos pelos patrões e pelo Estado. Não estava em pauta, portanto, um projeto de transformação real da sociedade. Na Primeira República, durante a década de 1910, houve a deflagração da Primeira Guerra Mundial, fazendo com que o Brasil se tomasse exportador de gêneros alimentícios para os paises da Tríplice Entcntc (aliança), reduzindo os alimentos para consumo interno. além de provocar altas cm seus preços. Em conseqüência, no ano de 1917, foi organizada uma greve geral em São Paulo, tendo como base os : marco- sindicalistas, muitos deles emigrados da Europa. Eles acreditavam que os sindicatos poderiam ser utilizados eo~ tlo uno de 1917 lo¡ organizado umu greve geral em São Paulo, tendo rumo base os nnnrto-sindítulistns, muitos deles emigrudos da Europa. Eles acreditavam que us sindicatos poderiam ser utilizados roma instrumentos para mudar u seriedade, substituindo o capitalismo e o Estado por umu nuvu sociedade, demorrntíromente uutogeridu pelos trabalhadores. o qua] foi feita uma análise da situação nacionaLdeconccpçãoanárquico/ indus- trial. que marcou sua produção teórica. Depois do Congresso, procurou--se di- vulgar a ideologia comunista por meio de cursos promovidos pelo jomal "A Classe Operária" e da publicação dos trabalhos ele Lênin. A partir desse momento, podemos verificar a importância do acesso à informação como elemento que vai subsidiar : I luta sindical. Ainda que os operários, ou os dirigentes sindicais, produzissent informações, caso não as disponibilizasscm. não transformariam a realidade vigente. Ou seja, .1 infor- mação produzida faz funcionar todas as instituições sociais, dentre elas, os sindicatos. Daniel Bell (1979 apud MAT- TELARI 2002, p. 86) afirma que: mo instrumentos para mudar .1 socie- dade. substituindo o capitalismo e o Estado por uma nova sociedade. democraticamente autogerida pelos trabalhadores. Os : namo-sindicalistas tiveram intensa atuação no movimento operário. Para eles, a atuação sin- dical se efctivaria por duas vias: a primeira pela par- ticipação em movimentos coletivos de protestos ou reivindicações; :r segunda por intermédio da divul- gação dos ideais anarquistas no meio operário, o que se dava pela realização de conferências, pela fun- dação de centros culturais. bibliotecas. jornais ele. "A função do sindicato ri limitada à propaganda, à 50 r IQ* mu. : XVrll, lt: 4.3. ¡Emrrü d; :CCJ cada sociedade Ê uma snciedadc de informação e cada organização t'- uma organização de informação, assint como cada organismo é um organismo dc lnior- nuçãu. r infnrmaçiu (- necessária para urganiyar r: fazer Íunciumr tudo. desde a célula até a Ct-rtrral Mutum. Assim, também em relação ao movimento sin- dical podemos alii-mar que. para este funcionar e transfonnar .1 realidade vigente, é imprescindível não apenas que ele produza informações, mas que as disponibilize, que promova o scu acesso. Entretanto, esse acesso à informação relativa à luta sindical não foi pcnnitido durante vários periodos da história
  7. 7. trlundatit- LlI, ^(Jr$d'| l'-1i¡i3'_'Sllltllnui brasileira, principalmente em vários períodos de atuação da censura. e. freqüentemente. o primeiro ato de alguns governantes, quando de sua ascensão ao poder, foi o imediato fechamento dos sindicatos. tornando-os ilegais, conforme veremos a seguir. A Revolução de 30. que pôs lim ao sistema fa» dcrativo vigente, desembarcou na construção de ins~ tituiçôes políticas corporativas. reconhecendo, dentre outros, o direito dos trabalhadores de se organizaram, contudo, soh .1 tutela do Estado. Três correntes po- líticas combateram esse sindicalismo de Estado: os anarquistas (organizados em torno da Federação Operária de São Paulo), os comunistas anti-imperialista . apoiada pelo PCB e por Carlos Prestes. O govemo, :i cad: di: mais, se fechava e n Lei de Segurança Nacional definiu os crimes contra a ordem pública. quais sejam: greve de funcionários, organização de associações uu partidos etc. Em agosto dc 1939, um decreto-lei estabeleceu aa' linhas gerais dc organização sindical. deixando os sindicatos ainda mais dependentes do Estado. Em iulho de 1940 foi criado o imposto sindical: instrumento de financiamento de sindicatos c dc sua subordinação ao Estado. além de ter dado suporte à figura do pclego. Paradoxalmcntc, no comício dc 1'* de maio de 1951, já no segundo governo Vargas. (organizados cm torno das Federações Sindicais Regionais) s: os trotsltistas (organindos a partir dc intelectuais mmpidos com o PCB- Partido Comu- nista Brasileiro. por intermédio da União dos Trabalhadores de São Pau-lo e do Sindicato dos Bancários ele San- tos). Um dos principais objetivos do governo Vargas passou a ser : t repressão dos esforços da classe trabalhadora urbana, c. conforme Fausto (2007, p. 355), o governo "enquadrou os sindi- catos pelo Decreto n” 19770, de 19 de março dc |93|. que dispunha sobre a sindicalização operária patronal". O sindicato foi, portanto, definido como órgão consultivo e de colaboração com o poder público. Se ele era considerado apenas como órgão consultivo, não po- dia tomar decisões. a menos que iosscm sancionadas pelo governo. Ele também cru um órgão dc colaboração com o pu- Trés torrenles politicos tombuierum esse sinditoiismo de Estudo: os anarquistas (organizados em torna da Fcdernçóo Opcrúríu de São Paulo), os toniuníslus (organizados em turno dus Federações Sindicais Regionais) e os troiskisms (Organizadas u punir de inieietiuuis rompidos (um o ? (8- Pariãdo (omunisiu Brusriuiro, por intermédio da União dos lrobnlhadores de São Paulo c- dn Síndítalo dos Bontórios de Sumos). resultado de eleição direta, após sua deposição cm 1945 c o larcvc governo Eurico Dutra, Vargas incentivou a or- ganização sindical dos trabalhadores, fato que, aliado no alto custo de vida. , levou a uma série de greves, em I953. cujas demandas foram n aumento sa- larial e melhorias das condiçôes de trabalho. Nos : nos de Juscelino Kubitschek. de l956-l960,osindicalismo passou por mudanças, que se acentuaram durante o governo de João Goulart (1961-1964). Em HDVUmhTO de 1960. cclodiu uma greve pela paridade dc vencimentos no seio dc categorias como os ferroviários. marítimos c portuários. Os velhos “pelcgos” se posicionar-am contra o movimento. os militares substituiram os grevistas e pressionaram o governo para solucionar o problema. sendo atendidos em três dias. Nesse período, der público. visando a tornar os trabalhadores uma espécie de corpo dócil. Mesmo assim, ao contrário do que sc observa na historiografia oficial, os movimentos grevistas foram intensos, :t partir de então. A década de 1930 foi marcada por reivindicações opcrárias, com greves em São Paulo, no Rio dc janeiro, em Belém e no Rio Grande do Norte, destacando-se as paralisações no setor de serviços. Como conseqüência de tais mo- bilizaçõcs. um 1935, cria-se a ANL (Aliança Nacio- nal Libcrtadora), uma frente de cunho popular, o Estado seria o eixo articulador entre classe operária r burguesia industrial nacional. As reivindicações. especificamente opcrárias, não foram esquecidas, mas passaram a scr menos importantes. Durante ; i ditadura militar (1964 ; t 1985). .t rc- prcssin aos sindicatos representativos dog¡ interesses trabalhistas foi feroz e, dc modo genti, o cerceamento da liberdade de expressão imperou durante mais de dussdécadas. Em junho de 1964. oregime militarcriou o SNI ~ Serviço Nacional de Informação, idealizado pelo General Colbert' do Couto e Silva, que tinha
  8. 8. Liberdade du_- Uvgaznzutao Sindical por objetivo expresso "coletar e analisar informações pertinentes 'a segurança nacional, í contra-informação c à informação sobre questões de subversão interna” (FAUSTO, 2007, p. 468). Ademais, na década de 1970 foi criada . l Escola Nacional de Informação (EsNl), que entrou um choque com a Escola Superior de Guen-. i (ES/ G). A informação, mesmo de veículos oficiais, como os jornais diários. foi duramente cen- surada nesse periodo, principalmente, a de cunho po- lítico, considerada subversiva. Não havia livre acesso à informação no regime militar, até mesmo, porque esta pode tomar-se conhecimento c alterar a ordem vigente. A Lei de Greve, aprovada logo em junho de 1964, foi o instrumento eñcaz para tornar praticamente impossível realizar paralisações legais. Podemos. pois, ressaltar que no periodo da ditadura foram reprimidas as organizações sindicais, mas não sc dcsmantclaram os sindicatos. Por necessidades específicas surgiram novas organizações sindicais, como a dos médicos e sanitaristas, fato que correspondeu a uma mudança dc caráter das profissões. No seio do funcionalismo público, especialmente após assassinatos de militantes políticos, também surgiram associações proñssionais, com caráter para-sindical, .1 partir de meados da dé- cada de 1970. Aparecia, assim, na transição entre as décadas de 70 e 80, um novo sindicalismo, nascido da organização dos trabalhadores, em que sc destacaram lideranças operárias. Nesse período, cstouraram greves que tinham por ob- jetivo o aumento salarial, garantia de emprego, reconhecimento das comis- sõcs de fábrica etc. O final da década dc 1970 e o início da de 1980 foi. de fato, um momento de grandes mobilizações de trabalhadores e de organização sindical, no Brasil. Em São Bernardo do Campo. surge o que sc denomina de "novo sindicalismo". buscando a conscientização dos tra- balhadores nas portas das fábricas, em suas casas, nas vilas, nos bairros. num trabalho incansável. As greves. novamente, se propagaram, multipli- eando-se os movimentos. No ano de 1983, surge . i Central Única dos Tra- balhadores - CIÍI', que dcmandava 52 t): TIU man, I '41 ianrirn de ZEE? Um dos pontos impotinnies du (onsiiluiçào do: 1988 foram os novos direitos sindicais. 0 Eslndo ficou proíbida de inleivír nos sindicnlos, tontuclo, toniínuou u unicidade sinditcl, ou seia, em cada região só poderio haver um único sindimlo por (alegoria. Também loi mantido o imposto síndiml, que ajuda u munier os sindicatos pelegos. reivindicações econômicas (reposição salarial) e po- líticas (Assembléia Nacional Constituinte). No afã de se tornar a maior central sindical do País, apresentava- sc com caráter elassista c adorava o socialismo como perspectiva geral. Nesse período. ainda sol: a presidência do generaljoâo Figueiredo, as' categorias envolvidas nas lutas e movimentos sociais desejavam uma nação livre das amarras da ditadura. Dcfencliam as estatais contra a privatização, o não pagamento da dívida extcma e a reforma agrária. Pelo lado reverso, a vontade dos governantes admitia a re-estruturação do país, mas sem perder o controle das organizações, dentre elas as sindicais: era a 'abertura' lenta, gradual e segura. .. A redemocratização efetiva-se, enfim, mas ainda com eleições indiretas para presidente da República, acontecimento que gerou grande insatisfação popular. Tancredo Neves e José Samey, em 15 de janeiro dc 1985, obtiveram vitória nítida no colégio eleitoral. A posse fora marcada para |5 de março, contudo, Tancredo já se encontrava doente c ñca impossibilitado para assumir. Coube, então, aJosé Sarney subir a rampa do Planalto, tomando posse no lugar do presidente eleito. No governo de José Sarney, a crise econômica levou a protestos de diversas classes trabalhadoras, fazendo com que o presidente mandasse o exército reprimir a greve dos funcionários da hidrelétrica de Itaipu ([987). Mas o povo resistia e eelodirant gre- ves. também, contra u aumento das passagens. Vários ônibus foram in- ccndiados, principalmente, no Rio dc janeiro. As centrais sindicais CUT e CGTB(CentralGcraldosTrabalhadores do Brasil) convocaram uma greve geral, que paralisou o País, em 1987, causando grande temor à emergente e ainda frágil democracia. Um dos pontos importantes da Constituição de I9B8 foram os novos direitos sindicais. O Estado proibido de intervir nos sindicatos, contudo. continuou a unicidade sindi- cal, ou seja, em cada região só poderia haver um único sindicato por categoria. Também foi mantido o imposto sindical, que ajuda a manter os sindicatos pele- gos. Agora, o direito de greve torna- ficou
  9. 9. lllilflddllt* di: (hà-mr ¡agüe- Srrtur. al sc irrestrito, mas, quando tenta reali- zar-se nos setores definidos como (hospitais. energia elétrica etc). a intenção precisa scr comunicada com antecedência. além “essenciais” transportes, dc haver o compromisso dc manter em funcionamento um determinado mini- mo desses serviços. Depois de quase trinta anos, os bra- sileiros puderam votar para Presidente da República. O vencedor das eleições de [989 foi Fernando Collor de Mello. O projeto político do, então, presidente era apoiado no neoliberalismo, consi- derado, por ele e seu entorno, o cami- nltu para u país ingressar no Primei-ro 0 neoliberalismo ndsteu em 1947, tam a encontra de intelectuais tonservnrlares em Mont Pélier, na Suíta, onde formaram uma seriedade a lim dc- tombarcr as poliritus da Estuda dc B-: m-cslur Social. luís pclrlitu$ iniciaram-se em l947, tom a publicação, na Inglaterra, do Relatorio Benveridge Smith (1985) popularizou tal teoria, com o seu conceito de “mão invisível" do mercado. .segundo o qual. cada in- divíduo, guiado exclusivamente pela busca do lucro, se esforça para aumentar a renda da sociedade. Geralmente, na realidade, o individuo não tenciona promover o interesse público, nem sa- be até quc ponto o esta promovendo. Ao preferir fomentar a atividade do seu país, e não o de outros, ele tem cm vista apenas sua própria segurança; orientando sua atividade de tal maneira que sua produção possa ter o maior valor, visa apenas ao seu próprio ganho c. neste, como em muitos outros casos, Mundo. A partir de Collor de Mel-lo, todos os outros presidentes quc o sucedcram gover- naram sob a ideologia neoliberal, cujas características veremos a seguir. 3. O acesso à informação sindical em tempos de neoliberalismo Neste tópico abordaremos como se dão as ques- tões sindicais c o acesso informações produzidas nos sindicatos, em tempos cle ncoiibcralismo. Para tanto, traçarentos um esboço geral do que seia o neoliberalismo, como sc deu nos primeiros tcmpus após a ditadura até o governo do presidente Lula_ desaguando no sindicalismo da classe bibliotecária. objeto deste artigo. No entanto, para falamtos de neoliberalismo, faz- sc necessário que abordemos o liberalismo em sua gênese e desenvolvimento, sublinhando : Alguns dc seus ilustres representantes. Hobbes e Locke iormularam teorias sobre a constituição do Estado modemo. Re- Íeridos autores construíram n conceito de “estado de natureza” para lcgitimarcm a necessidade de cria- ção do Estado como entidade capaz de normatizar a vida dos indivíduos na sociedade, fazendo com que abandonam o estado de natureza. Enquanto. para Hobhcs(l988), o mercado não é capaz de criarncnhum laço de sociabilidade, cm Locke (2004), o mercado apresenta-se sob a condição de instância originária dc socialização, que cria normas e regras de convivência social, quc aparecem como direitos naturais. segundo Smith, é levado. como que por uma mão invisível, a promover um objetivo que irão fazia parte de suas intenções. No caso dc Hobbes ([988), o homem deve sair do estado dc natureza, porque, se nclc permanecer. não haverá lugar para a indústria, para o cultivo da tcrra, para a navegação e transporte de mercadorias entre países' como, também, para as artes c para as letras, ou seia, não haverá sociedade. Por isso, Hobbes (1988) afirma que “os homens concordam cntrc si cm submetercm-se a um homem, ou a uma assembleia de homens, voluntariamente, com a esperança de serum protegidos por eles contra todos os outros". Podemos dizer que o neoliberalismo nasceu cm 1947. com o encontro de intelectuais conservadores em Mont Pélier, na Suíça, onde formaram uma so- ciedade a Em de combater : is políticas do Estado de Bem-estar Social. Tais politicas iniciaram-se em 1942, com a publicação, na Inglaterra, do Relatório Benveridge. Segundo esse economista e reformista social britânico, depois de vencida a II Guerra Mun- dial. a politica inglesa deveria inclinar-se para a dis- tribuição de renda, baseada na Lci da Educaçao, Lci do Seguro Nacional e Lei do Serviço Nacional de Saúde. O Partido Trabalhista inglês tornou esse prov grama sua principal bandeira dc luta para vencer as eleições dc 1945, colocando em prática os principios do Estado de Bem-estar Social. Somente nos . mos 80, c' que o neoliberalismo chegou ao poder político com . l eleição de Margaret p: ~“l¡". 'l"_ n: : qn-wzzluVíru 53
  10. 10. liberdade de Sindical Thateher (1979), na Inglaterra, e de Ronald Reagan (1980), nos Estados Unidos. Ou seia, o neoliberalismo implantou-se, inicialmente, nos países de capitalismo maduro, mediante reação teórica e política ao modelo de desenvolvimento centrado na intervenção do Es- tado (SADER; GENTILI. 1995). Considerando essa intervenção como a principal causa de crise do sistema capitalista de produção, os neoliberais pas- saram a atacar qualquer limitação dos mecanismos de mercado por parte do Estado, denunciando tal limitação como ameaça letal à liberdade econômica e política. É. nesse sentido que os neoliberais vão retomar a tese clássica de que o mercado e' a única instituição capaz de coordenar racionalmente quais- quer problemas sociais. sejam eles de natureza pura- mente econômica ou política. Daí a preocupação básica da teoria neoliberal em mostrar o mercado como um mecanismo insuperável para estruturar e coordenar as decisões de produção e investimento sociais (OLIVEIRA, 1995). Em relação ao Brasil, o neoliberalismo emerge, também na década de 1980, no governo do pre- sidente José Sarney (1985-1990), num momento em que a economia brasileira, conforme afirmam Sader c Gentili (1995, p. 36) “viveu processos dc acomodamento, com a imposição da hegemonia do capital financeiro', Ao longo da referida década. a fomu de funcionamento dos sindicatos e do papel do organismo sindical mudou, pois, pouco a pouco, afrouxava o controle externo sobre a vida interna dos sindicatos. A supressão do modelo ditatorial de gestão do sindicalismo só se efetivou no governo civil de Sarney, que implementou. por intermédio do ministro Almir Pazzianutto, uma refonna sindical que, conforme Boito Júnior (1991, p. 72), apontou para um controle flexível e indireto do govemo civil sobre os sindicatos. A Constituição Federal foi promulgada no dia 5 de outubro de 1988. Dentre as inúmeras mudanças que trouxe. destacam-se as referentes ao setor pro- letário. para o qual foram estabelecidos vários direitos e benefícios. No primeiro inciso do artigo oitavo, a Constituição vetou ao poder público a interferência e intervenção na organização sindical, contudo, neste ponto da Constituição, há uma contradição com outros, que estabelecem sindicato único, a or- 54 - DF, ano xvm. n' 43. Iànnvo de 2UG9 ganização por categorias. contribuição sindical obri- gatória, o que significa a intcntenção do poder público na organização dos sindicatos. Nos anos de 1990, com a abertura irrestrita do mercado brasileiro, durante o governo do primeiro presidente eleito por voto direto, Fernando Collor de Mello (1990-1992). o país entrou no processo de glo- balização, fato que lançou os produtos brasileiros ã concorrência com os de procedência internacional, trazendo sérias conseqüências. como o fechamento de empresas nacionais. diminuindo. assim. os postos de traballio. Jannuzzi e Mattos (2001, p. 116) añnnam que a posse de Fernando Collor, em março de 1990, pro- moveu n início ele um processo de abertura comercial c financeira da economia brasileira c de uma série de medidas de política económica e de modificações nu papel do Estado, que nos permite batizar a década como : t 'década do neoliberalismo', A maior flexibilidade c a precarização do trabalho, o desemprego c o crescimento do mercado informal fizeram os sindicatos enfraquecerem. Diante do asse'- dio neoliberal, os sindicatos puderam apenas tentar preservar os direitos, já adquiridos, ante a ofensiva das empresas. Conforme Radermacher c Mellciro (2007), "as lutas pela democratização da sociedade e das relações sindicais e de trabalho, que tiveram lugar nos anos de 1980, foram substituídas por lu- tas de resistência e de manutenção do emprego”. Diante deste contexto. podemos afirmar que, sem empregos, os trabalhadores deixaram de se filiar 'as suas agremiações sindicais. diminuindo. desta forma. o número dc sindiealizados. situação que os fez en- fraquecer. tendo, assim. o seu poder de pressão c mo- bilização diminuídos. Hayek (1977) afirma que o neoliberalismo se contrapõe a toda e qualquer organização aliada ã monopolização. Então, os sindicatos, organizações que detêm o monopólio da representação dos tra- balhadores, sâo obstáculos ao exercício da liberdade conforme o pensamento neoliberal (FRIEDMAN, 1985, p. 44). De fato, Friedman, em sua principal obra de propaganda do neoliberalismo, Liberdade de Escolher (1980), no oitavo capítulo - “Quem protege o trabalhador? , trata dos sindicatos, colocando em dúvida a relação entre as melhorias nas condições de vida do trabalhador e a organização sindical, afir- LNIvrJmID-Dh t; !Clulíllulr
  11. 11. lJltCltldLlL' LiL' (irgamzatao Sllldlídl mando que. muitas vezes. os ideais dos trabalhadores não estão em consonância com os ideais dos sindicatos. A ilusão propagada pelo neolibe- ralismo é a de que ele promove a li- bcrdadc dc todos. quando os fatos vêm demonstrando que apenas amplia a li- berdade para aqueles que têm. cada vez mais. acesso ao capital c ã informação. Excluídos do acesso à informação qualitativa c suficiente. os indivíduos escolhem (ou consomem) de acordo com os interesses da classe dominante, por dctcrcm informaçõcs insuñcicntcs ou parciais para se cuntfnporcm àqueles. Em relação aos sindicatos, b¡ uma crise no Brasil, que apresenta carac- terísticas globais. tais como: .1 pouca mobilização c organização; a não- unificação e não-representatividade das organizações dos trabalhadores; a mudança de suas' perspectivas polí- ticas, devido às pressões sofridas para A ilusão propagoda pelo neoliberalismo é a de que ele promove a liberdade dc- Iodos, quando os fatos vêm demonstrando que apenas amplia a liberdade para aqueles que têm, tudo vez mais, acesso ao capital e à informação, Exrluidos do acesso o informação QUOlÍlOlÍVU e sufirícme, os indivíduos esrolliem (ou ronsomcm) do acordo tom os interesses da desse domínanlc, por deterem informações insuliríenles ou parciais para se (onlraporem àqueles. dade dos servidores c abrindo ainda mais os serviços públicos para n ini- ciativa privada; retirada dos direitos trabalhistas e previdenciários Jo, 1998). Como o neoliberalismo é ampla- mente hcgcmônico nas Américas, a legislação trabalhista c previdenciária. implica, também no governo do Pre- sidente Lula. a adoção do modelo de política social dominante na maioria dos países, em particular aquela vi- gente nos Estados Unidos: corte ge- neraliudo dos direitos trabalhistas. privatização da previdência c da saúde e enfraquecimento, ainda maior. da negociação n; contratação coletivas do trabalho. Uma particularidade do neoliberalismo brasileiro é tência dc uma burocracia sindical neoliberal - a Força Sindical, que vem apoiando propostas do governo. A Força Sindical apoiou a reforma . Id- ministrativa c o fim da estabilidade a exis- adcrircm à ordcm vigente; um processo dc despolitização crescente, nos sindicatos; a trans- formação dos sindicatos num fim em si mesmo. dentro da legalidade do capital, e não num meio para constituir uma legalidade da classe trabalhadora, na busca por sua emancipação, conforme preconizada por Marx (2002), cm O Manifesto do Partido Co- munista. Observa-se, em conseqüência, que as pos« sívcis negociações. quando realizadas. são feitas. dc forma fragmentada, por segmento, por ramo dc atividade ou, até mesmo, por empresa. O neoliberalismo encontra-sc numa fase avança- da de implantação no Brasil. Com Fernando Collor dc Mello e Fernando Henrique Cardoso aplicaram- se muitas das recomendações do chamado Consenso de Washington: ampla abertura comercial, que te- ve efeitos desastrosos, sobretudo em função da so- brcvalorização do rcal c da alta taxa dc juros; dcs- regulamentação dos fluxos ñnanceiros, tornando o país presa fácil dos capitais especulativos; privatiza- ção dc grande parte do patrimônio público; ampla reforma administrativa, acabando com . t estabili- dos servidores; foi dela a proposta ini- cial dc Contrato Temporário dc Trabalho; apóia a privatização da Previdência c a flexibilização geral da legislação trabalhista, :r exemplo da redução de salários (ARAÚJO, 1998). Por meio dessas ações percebemos que o sindicalismo brasileiro do século XXI continua tributário dc algumas marcas do antigo pclcguismo, seguindo princípios que vêm se reproduzindo. salvo exceções, desde a Primeira República. Atualmente, o acesso à informação. também a sindical. é altamente influenciada pelo aparato tes: - nulógico r' sc restringe às áreas dc influência do neoliberalismo. Par: : exemplificar. tomcmos acon- tecimentos paradígmátieos. na Venezuela quc, ten- tando livrar-sc dos ditames neoliberais, fechou a emissora de TV partidária do neoliberalismo. A luta contra o neoliberalismo naquele país, também passa pelo enfrentamento à conspiração lobista de setores da mídia neoliberal, que deformam a informação em favor dos interesses de classes privilegiadas. O mesmo pode ser observado quando ê analisada .1 informação divulgada pela mídia intcmacional sobre as FARC [VF n ru XVIH . Li mm: : ii. ; ZÍÍIQ 55
  12. 12. LlLWILlrJLlC d-r Organrzutàu Sind: : 2¡ - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Esse movimento, que possui um viés marxista, contrário no neoliberalismo. acaba tendo sua imagem deturpada. sendo seus membros classificados como simples "terroristas e narcotraficantes". O caráter so- cial e político do movimento. que conta com n apoio de parcela significativa da população. fica excluído das informações veiculadas publicamente (FRANÇA. 2008). Logo, podemos deduzir que os revezcs na lULl contra o neoliberalismo ocasionam. sem dúvidas, la- cunas consideráveis no que diz respeito à infonna- ção. A partir do entendimento do neo- liberalismo. dc sua influência e de suas ações ao redor do mundo. podemos afirmar que u acesso à informação, principalmente . l de natureza sindical, continua sendo “censurado” ou_ no mi'- nimo, dificultado. 4. 0 sindicalismo da classe bibliotecário O sindicalismo da classe biblic» tecária surgiu na década dc 1980. fa- cilitado pela Constituição de 1988. São Paulo fora o primeiro estado brasileiro a promover a organização sindical da classe. especificamente no ano de 1985, quando um grupo de bibliotecários da Associação Proñssional dos Bi- bliotecários do Estado de São Paulo encaminhou ao Ministério do Traba- lho proposta para transformar a Ary sociação, que fora criada em 1977. em Sindicato, A assinatura da Carta Sin- dical deu-sc em 22 dl' agosto de 1985. Em setembro de 1985. era publicado o primeiro Boletim do Sindicato dos Bibliotecários no Estado de São Paulo. convocando para a eleição da primeira diretoria da nova entidade. O quadro de associados totalizava 487 bibliotecários, da capital e do interior. O segundo sindicato de bibliotecários ; i surgir no Brasil foi o do estado do Rio cle Janeiro, que teve sua origem na Associação Profissional dos Bibliotecários do Rio de Janeiro (APE-RJ), cuja transformação foi aprovada, por unanimidade. pelos 56 ~ Liv' amu XV ll, 1'* I'd ¡ÉIVJVU Lfi ! UEG São Paulo foro o primeiro estudo brasileiro o promotora orgonizotoo síndirol do classe, espetílitomenre no ooo rle 1985, quando um grupo de bililioterdrios do Assotiutoo Profissional dos Bíbliolc-uirios do Estudo de São Poulo encaminhou oo : Ministério do lrobolho proposlo puro transformar o Associação, que foro (rindo cm 1977, em Sindicato. A assinatura do (Gllü Síoditol dculsc em 22 de agosto de l935. presentes à Assembléia de 15308/1989. No processo de transição. a Diretoria da APB-R] foi eleita como Diretoria Provisória, ficando à frente do Sindicato até 15/08/1990. quando da eleição da primeira Diretoria. Uma Comissão Estatutária foi criada. então_ com objetivo de elaboraro novo Estatuto. que foi aprovado em Assembléia Geral Extraordinária em 28/05/1990. À época. o meio de comunicação do SINDlB/ RJ era o “Micronoiícins” que. no seu número de janeiro¡ abril de [990, falava da necessidade de um sindicato forte, pois contava com um número pequeno de fi- liados: no “nosso caso quantidade é sinônimo dc qualidade. pois jamais poderemos negociar com qualquer entidade se não representarmos efeti- vamente um número expressivo de profissionais”. Naquela rweasião. havia 3.500 profissionais cm atividade e ia se falava em piso salarial: "é preciso que cada um de nós se eonscientize da necessidade de união através do Sin- dicato, para quc sc chegue a ponto de se impor um piso salarial para a categoria no Estado". O Sindicato dos Bibliotecários do Estado do Paranã (SlNDlH/ PR), fundado cm Il de novembro de 1991, foi precedido pela Associação Profissional dos Bibliotecários do Paraná (APBPr), criada oficialmente cm 1985. visando a cumprir exigência legal. Sua história teve início nos pri- meiros anos da década de oitenta, quando os bibliotecários paranaenses scmiram a necessidade de redirecionar o movimento associativo para a con- quista de direitos trabalhistas. _lá em dezembro de |98|, havia : :movimentação dos profissionais nesse sentido. mas as ações foram postei-gado: : porque a maioria dos bibliotecários trabalhava para o governo e o direito de sindiealização dos servidores públicos ainda não tinha sido reconhecido. O Sindicato dos Bibliotecários de Minas Gerais (SIH/ MG) nasceu em junho de 2004. a partir da iniciativa de um grupo de bibliotecários que, por meio da lista de discussão do Conselho Regional de
  13. 13. Biblioteconomia, região 6 - CRB6. na internet. co- meçou a sc articular, reunindo-se nas dependências da ABMG-Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais. Seu objetivo maior era a busca da valorização profissional, a conquista de um piso salarial digno e o atendimento de reivindicações iustas. É possível observar, inicialmente, que os sin- dicatos de bibliotecários surgiram apenas no período da redemocratização, a partir das Associações da classe. o que incita a afirmar que o sindicalismo da área não acompanhou o processo histórico de lutas do movimento sindical brasileiro, especialmente no que tange aos períodos como o Estado uldddL' de UI autuação Suiurçal demonstram que muita coisa da realidade do campo precisa ser mudada para que a Biblioteconomia possa, sem perda de sua identidade profissional e, por outro lado, sem esquecer . t sintonia com o presente, acompanhar as mudanças que estão ocorrendo na ambiência cm que atua. Na nossa análise, a falta tanto do senso de pro- gressão quanto da consciência de classe é o fator fundamental para explicar o escasso processo de atuação do movimento sindical biblioteconômico. Por senso de progressão entendemos a valorização da Biblioteconomia, tomando conhecidos os seus objetivos e as suas perspectivas de Novo (l937-l945) e a Ditadura Militar (1964-1985). No período da Ditadura Militar. especialmente na década de 80, em geral, o movimento sindical foi Os sinditalos de bibliotecários surgiram apenas na periodo da redemorrntiznção, u atuação, nos mais diversos contextos (cursos. órgãos de classes, entidades estudantis), e fazendo com que seja desenvolvida uma articulação con- bastante vigoroso. contudo. como não havia organização sindical dos biblio~ tecários. mas somente associações, o movimento dessa classe foi quase ine- xistente. A atuação da associação era in- cipientc e não chegava a dar caráter de atuação política ao movimento da classe biblioteeária. Esta añrmação propicia o questionamento de que a organização sindical não acontece isoladamente e nem em momentos isolados, mas COHEgIID- se na necessidade de representação po- lítica. seja da categoria, ou dos anseios da sociedade, como fonna de atuação coletiva. Neste sentido. é interessante notar quc não existe um Sindicato Nacional dos bibliotecários. nem uma Federação dos poucos Sindicatos Estaduais existentes. Um dos grandes problemas imancntes à dis- persão do bibliotecário brasileiro. bem como de suas articulações representativas, está na falta de um dimensionamento dos obietivos da atuação desse profissionalquexonformeaargumcntnçãodeOliveira (1983), dcsãgua na sua própria negação existencial, como fortna de defesa, na estrutura burocrática, que enfatiza a progressão por tempo de serviço, r. - não por mérito, e na ausência de valores como senso dc progressão c consciência de classe. Esses fatores partir dus Associações da desse, o que íntíia a afirmar que o sindicalismo da àrea nõo acompanhou o protesto histórico de lulas do mnvimenlo síndíml brasileiro, espetiulmenle no que tange aos periodos tomo o Estudo Novo (l937-|945) e a Ditadura Militar (1964-1985). catenada, no sentido de fortalecer 35 marcas idcntitárias da . irea. Segundo Maix(l984), oconceitode consciência de classe surgiu com o proletariado da Revolução Industrial r: refere-se ? t consciência dos proletários como classe que assume a responsabilidade de transformar a sociedade capitalista em sociedade sem classes. Coincidentementc. o inicio da organização sindical bibliotecária no Brasil dá-se quase concomitantemente com a entrada do neoliberalismo no cenário político. fato que promove a adequaçãodobibliotecitioaospadrões ideológicos neoliberais, confirmando a visão de uma Biblioteconomia reprodutora da ideologia dominante. dos valores daqueles que detêm o poder. É preciso oferecer, contudo. novas marcas para a Biblioteconomia, como ações de cunho coletivo, desenvolvimento de projetos que satisfaçam as necessidades da sociedade e tornem essa área do conhecimento e da formação profissional mais reconhecida e legitimada perante : ts demandas contemporâneas. Uma política sindical autenticamente biblioteca- nômica pode ser forte indício da formação de uma consciência de classe, possibilitando uma ação cons- ciente, embasada nos valores que : t área pode oferecer Úf, rw; XVII 1 Ji L1"«. ll'<rl, ' ? (72% 57
  14. 14. I lzwnlâflw iiP' mganuL-wrar¡ Sinatra¡ i sociedade. Para Almeida júnior (I995. p. ID). "o bibliotecário precisa agir de uma maneira mais revolucionária, dado que este tem sido considerado como sendo passivo, guardião do passado. ocioso. inútil, sem função social, funcionário) público, dentre outras atribuições'. Essa apatia do movimento bibliotecário e a es- cassez de sindicatos, em nível nacional, é tnarcada fortemente por um histórico de inlormaçõcs esta- belecido pela política neoliberal, caracterizando : l Biblioteconomia como uma área de mobilização eminentemente conservadora. Isso implica dizer que . t cunsciêttcia do direito ao acesso às informações, pcrlincnlc a noção de sindicalismo biblioteconômicu, fica ttluscada cm virtude da classe não conseguir mobilizar seus instrumentos informacionais para a criação e o desenvolvimento de uma política sindical ciosa de seus reais objetivos. 5. Considerações finais Diante do que o trabalho tentou despertar pode- mos inferir alguns resultados. Os sindicatos dos bibliotecários estão sendo DTgnnlZ-'ldüs tardiamente no Brasil, primeiro. porque o reconhecimento legal deste trabalhador, como profissional liberal, se deu apenas em outubrode 1958, pela portaria n°162, do Ministério do Trabalho, pouco antes do longo período ditatorial. Segundo, porque já nasceram cm pleno advento do neoliberalismo, no cenário político brasileiro. já que a categoria, por conter muitos funcionários públicos, teve diñculdadc cm sua sindicalizaçit) antes da Consti- tuição Federal, de 1988. O neoliberalismo, conforme vimos. prega o des- mantelamento dos sindicatos a fim de que eles se alient lt ordem vigente. Não raro são as situações em que os trabalhadores não se scntcm representados pelos sindicatos. as que causam a dcsarticttlação da classe laboriosat. para o que também concorre o fato de . t tnaioria dos empregos, na sociedade contemporânea, estarem na esfera informal, situação que preiudica a organização sindical. Em relação S1 Biblioteconomia, contribui para essa desorganização, ainda, a falta da consciência de classe e do senso de progressão. o que provoca .1 sua fragmentação_ impossibilitando ou li- mitando a criação dos sindicatos c o scu desenvolvi- mento, de Íorma nacionalmente articulada. 58 › L1- sumo/ n_ V145 t: : mv. - u; :oC-J Em relação ao acesso à informação sindical, co- mo elemento de luta dos sindicatos. percebemos que as informações sobre o que ocorre na sociedade contemporânea facilitariam a organização sindical, de Íorma representativa para os trabalhadores. REFERÊNCIAS ÁLMlÍlDÀ _IÚNÍUÍL (lswaltlnv l'l'. lIIL'l. t, '(| de. Biblioteca pública: ambiguidade, conformismo e ação guerrilhein do bi- bliotecário. São Paulo: APE, 1995. ALVES, líduardo. Concepção e prática: uma breve hinória do movimento sindical. 2005. Disponível em: v; l1|tp: // tvwwjnsrcilux. orglittrmacMil/ historiamnvsindicallDCípdÍ>. Acesso em: 2-3 set. 2008. ARAÚJO, jm; Prata. Manual dos direitos sociais da po- pulaçân: as rclortns» constitucionais L o impacto nas políticas Hcln l-inri/ onte: (l I utador, N93. x4 n' BOITO JÚNIOR. .Ni-mando. O sindicalismo de Estado no Brasil: um. : análise crítica da estrutura sindical. Campinu: Ed. Unicamp, 1991. (IANÍ-, Dt ), Letícia Bicalho A classe operária vai ao : indí- cato. São Paulo; (Íuntçxtu, 1997, l3rU5'l'U. Buri». História do Brasil. ll. cd. _São Paulo: Ldnsp, 2007. FRANÇA, Aiírcdo dc. Informação e conhecimento na sociedade neoliberal. 20:8. Disponivel em: dntpzlr" alircdnmarínhmblngspoLcom/ ZODR/ Cl/ intormao-c- cnnhecintento-na-sttciedadnlttml) Acesso em: 29 ago. ZCOX. FkllÉDhiAN. M. ; FRIEDMAN. R. Liberdade de escolher: o novo liberalismo ztnnfutttcn. 2. cal. São Paulo: Reund, I9SO. FRIEDMAN, Milton Capitalismo e liberdade. 2. ud São Paulo: Nova (Íultural, V135. GIDDENS, Anthony. Mundo em Descontrole: o quc a gli» bnlização esta fazendo de nos. 6. ed. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 2007. GRACKÀHJJ, Edilson¡ j. Um laboratório chamado CSN: greves', privati/ .uãn- r «indixalistni- . ic paruria fa 'Fruit-mirim di. Sirtilicalo dos hlclalútgictvx dt' Volta Rtdnnda - l989/I993) 1999. Tese (Duuloradok Universidade de Campinas, (Jam- pinas. 1999. HAYEK, Friedrich August von. O Caminho d: servidão. Z cd. São Paulo, Globo, 1977. llQBliES, Thomas. Leviatã ou matéria. Íorma e poder de um Enade eclesiástica e civil. São Paulo; Nova Cultural. wait. (ttult-, su m Pumad. .r. v.~›. JANNUZZL Paulo; NlATTOS, Frrttandu. Duas ditadas de curtiunltlra ccunümica. Transinformaçâo. (lampmas. '. l 3, n
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