Trabalhos Alunos Grupo A

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Trabalhos Alunos Grupo A

  1. 1. Presidentes 1ª RepúblicaGrupo ATrabalho realizado por: André Ferreira Nº0 1 Domingos Coimbra Nº 08 Fábio Sousa Nº 09 Mónica Tavares Nº 20
  2. 2. 2ÍndicePág.Introdução 03Manuel de Arriaga 04Teófilo Braga 06Bernardino Machado 08Sidónio Pais 10Canto e Castro 12António José de Almeida 14Manuel Teixeira Gomes 17Conclusão 19Netgrafia 20
  3. 3. 3INTRODUÇÃONa apresentação do nosso trabalho tentamos conhecer mais sobre o ambientepolítico da altura e a vida dos nossos presidentes da 1ª república. Assim, nos dias 4 e 5de outubro de 1910 alguns militares da Marinha e do Exército iniciaram uma revoltanas guarnições de Lisboa, com o objetivo de derrubar a monarquia. Juntamente com osmilitares estiveram as estruturas do Partido Republicano Português (PRP).Na tarde desse dia, José Relvas, em nome do Diretório do PRP, proclamou aRepública à varanda da Câmara Municipal de Lisboa. No dia 6 o novo regime foiproclamado no Porto e, nos dias seguintes, no resto do país.O novo regime formou provisionalmente governo sob a presidência de TeófiloBraga.Este por sua vez emitiu uma nova lei eleitoral dando os votos a todos os adultosdo sexo masculino e presidiu à eleição de uma Assembleia Constituinte.A Constituição foi aprovada pela Assembleia em agosto de 1920, e o governoprovisional entregou a sua autoridade poucos dias depois (24 de agosto) ao novopresidente, Manuel José de Arriaga.
  4. 4. 4Manuel de Arriaga (20-8-1911 a 26-5-1915)Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue nasceu na Horta(Açores), no dia 8 de Julho de 1840 e faleceu em Lisboa, a 5 de Março de 1917.Foi o primeiro presidente da República Portuguesa. Foi também escritor, poetae um grande orador.Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra de 1860 a 1865.Membro do Partido Republicano foi eleito quatro vezes, como deputado, pelocírculo da Madeira (de 1882 a 1892), de cujo Directório fez parte, juntamentecom Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e
  5. 5. 5Francisco Homem Cristo. Foi considerado um notável orador, tendo muitos dosseus discursos dado um impulso importante à causa republicana. Nãopartilhava, porém, do anticlericalismo próprio dos primeiros republicanosportugueses.No dia 17 de Outubro de 1905, foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra.Em 1910 mantém o mesmo cargo conjuntamente com o vice-reitor, SidónioPais.Foi deputado da 1.ª assembleia constituinte em 1911 e eleito Presidente daRepública - o primeiro chefe do Estado do novo regime. Diz-se que o “cidadão”presidente, quando ia, diariamente, exercer o seu cargo, apanhava o eléctrico,como outro qualquer cidadão (que diferença, para os tempos de hoje!?).Tentou reunificar, em vão, o Partido que, entretanto, se desmembrou em váriasfacções. O seu mandato foi atribulado devido a incursões monárquicas movidaspor Paiva Couceiro no Norte do País.Após o "golpe das espadas", em 1915, Arriaga convidou o general Pimenta deCastro a formar governo, uma decisão que deu origem ao descontentamento ea uma revolta com centenas de mortos que consegue derrubar o generalformando uma junta militar que repõe a ordem.Arriaga pede a demissão e é então substituído pelo professor Teófilo Braga,personalidade que havia assumido o poder político após a RevoluçãoRepublicana, como Presidente do Governo Provisório.Manuel de Arriaga morria em Lisboa, dois anos depois.Foi sepultado em jazigo de família no cemitério dos Prazeres e transladado parao Panteão Nacional de Santa Engrácia, cumprindo a decisão votada porunanimidade pela Assembleia da República, em 16 de Setembro de 2004.
  6. 6. 6Teófilo Braga (29-5-1915 a 5-8-1915)Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu também nos Açores (PontaDelgada), no dia 24 de Fevereiro de 1843 e faleceu em Lisboa, a 28 de Janeirode 1924. Foi político, escritor e ensaísta português. Estreou-se na literatura, em1859, com Folhas Verdes. Igualmente licenciado em Direito pela Universidade deCoimbra, fixou residência em Lisboa em 1872, onde leccionou Literatura noCurso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).Da sua carreira literária há a registar obras de história literária, etnografia (sendode destacar as suas recolhas de contos e canções tradicionais), poesia, ficção efilosofia.Foi activo na política portuguesa desde 1878, ano em que concorreu adeputado pelos republicanos federalistas. Exerceu vários cargos de destaquenas estruturas do Partido Republicano Português. Em 1 de Janeiro de 1910,
  7. 7. 7tornou-se membro efectivo do Directório deste Partido, conjuntamente comBasílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas.No dia 28 de Agosto de 1910 foi eleito deputado por Lisboa, e em Outubro domesmo ano tornou-se presidente do Governo Provisório, na sequência do “5 deOutubro de 1910”.Teófilo Braga foi eleito pelo Congresso, a 29 de Maio de 1915, com 98 votos afavor, contra um voto de Duarte Leite Pereira da Silva e três votos em branco.Presidente da República de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga,cumpriria o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituídopor Bernardino Machado.
  8. 8. 8Bernardino Machado (6-8-1915 a 5-12- 1917 e11-12-1925 a 31-5-1926)Bernardino Luís Machado Guimarães, de seu nome completo, nasceu noBrasil (Rio de Janeiro), no dia 28 de Março de 1851 e viria a falecer em Vila Novade Famalicão, no dia 28 de Abril de 1944, Famalicão. Foi o terceiro e o oitavopresidente eleito da República Portuguesa.Estudou Filosofia e Matemática na Universidade de Coimbra. Foi um importantemaçon tendo sido dirigente da Loja "Perseverança" do Grande Oriente Lusitano.Bernardino Machado era filho de António Luís Machado Guimarães, primeirobarão de Joane, e de sua segunda mulher, Praxedes de Sousa Guimarães.Recebeu no baptismo o nome próprio do avô materno, Bernardino de SousaGuimarães, capitalista estabelecido em terras do Brasil.Passou a infância no Brasil até aos nove anos, quando a família fixou residênciaem Joane, concelho de Famalicão. Em 1866, inscreveu-se na Universidade deCoimbra, em Matemática, tendo optado depois por Filosofia. Foi um brilhantealuno, tendo-se doutorado em na Academia Coimbrã, onde foi professor.
  9. 9. 9Em 1872, ao atingir a maioridade e optou pela nacionalidade portuguesa.Casou no Porto em 1882, com Elisa Dantas Gonçalves Pereira, também nascidano Brasil, filha do conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, de quem teve18 filhos.Durante a Monarquia, Bernardino Machado foi deputado pelo PartidoRegenerador (1882), Par do Reino (1890), e Ministro das Obras Públicas,Comércio e Indústria (1893).Aderiu ao Partido Republicano em 1903.Com o advento da República foi ministro dos Negócios Estrangeiros e oprimeiro Embaixador de Portugal no Brasil (1913).Foi Presidente da República Portuguesa por duas vezes. Primeiro, de 6 deAgosto de 1915 até 5 de Dezembro de 1917, quando Sidónio Pais, à frente deuma junta militar, dissolve o Congresso e o destitui, obrigando-o a abandonar opaís.Mais tarde, em 1925, volta à presidência da República para, um ano depois,voltar a ser destituído pela revolução militar de 28 de Maio de 1926, queinstituirá a Ditadura Militar e abrirá caminho à implantação do Estado Novo.
  10. 10. 10Sidónio Pais (28-4-1918 a 14 -12-1918)Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais nasceu em Caminha, no dia 1 deMaio de 1872. Concluiu o liceu em Viana do Castelo e seguiu para Coimbra,onde tirou os cursos de Matemática e Filosofia.Em 1888 entra para a Escola do Exército, para a arma de Artilharia. Inicia então asua carreira militar, sendo promovido a alferes em 1892 e chegando ao postode major, em 1916.Licenciou-se em Matemática, na Universidade de Coimbra, doutorando-se noano de 1898. Nesta universidade onde se formou, acabou por dar aulas comoprofessor catedrático e, a 23 de Outubro de 1910, foi nomeado seu Vice-reitor,sendo Reitor Manuel de Arriaga.Foi professor da Escola Industrial Brotero e, mais tarde, Director da mesmainstituição.
  11. 11. 11Depois da implantação da República, e durante um breve período de tempo,ocupou o cargo de membro dos Corpos Gerentes da Companhia de Caminhosde Ferro.Pertenceu à Maçonaria, na Loja "Estrela de Alva" de Coimbra, com o nome de"irmão Carlyle".Sobraçou a pasta do Fomento, no governo de João Chagas, de 4 de Setembro a3 de Novembro de 1911. Dez dias depois, transitou para a pasta das Finançasno Executivo chamado "de concentração" de Augusto de Vasconcelos, cargoque exerceu até 16 de Junho de 1912. A 17 de Agosto de 1912 foi nomeadoMinistro Plenipotenciário de Portugal em Berlim, cargo que desempenhou até 9de Março de 1916, altura em que Portugal entrou na Primeira Guerra Mundial.Regressou nesse ano a Portugal e, de 5 a 8 de Dezembro de 1917, liderou arevolta protagonizada pela Junta Militar revolucionária, da qual era seuPresidente. "Sidónio Pais contou com o apoio de vários grupos detrabalhadores (que negociaram a libertação de camaradas encarcerados porquestões sociais) e ainda com a "expectativa benévola" da União OperáriaNacional. O papel dos grupos civis foi determinante para a vitória dosrevoltosos. Na madrugada de 8, acaba por exonerar o governo mas não iniciariaa habitual consulta para formação de governo, porque os revoltosos assumem opoder, destituindo o Presidente da República."A 11 de Dezembro de 1917 tomou posse como Presidente do Ministério,acumulando as pastas da Guerra e dos Negócios Estrangeiros. Assume aPresidência da República em 27 de Dezembro (de acordo com o decreto n.º3701) até haver nova eleição. A acumulação de poderes, valeu-lhe o epíteto de“Presidente-Rei”.É eleito, por sufrágio directo, em 28 de Abril de 1918, sendo proclamadoPresidente da República em 9 de Maio do mesmo ano. Durante o ano em quepermaneceu no poder Sidónio Pais altera a Lei de Separação entre as Igrejas e o
  12. 12. 12Estado, numa tentativa de apaziguamento das relações com a Igreja (23 deFevereiro de 1918), estabelece o sufrágio universal (11 de Março de 1918) econsegue reatamento das relações com a Santa Sé, através do envio doMonsenhor Aloísio Mazella que assume as funções de Encarregado de Negóciosda Santa Sé em Lisboa (25 de Julho de 1918).Os decretos de Março de 1918, denominados de "Constituição de 1918"conferem ao regime uma feição presidencialista.A 14 de Dezembro de 1918 é morto a tiro, por José Júlio da Costa, na estaçãodo Rossio em Lisboa. O seu corpo está Panteão Nacional de Santa Engrácia(Lisboa).
  13. 13. 13Canto e Castro (16-12-1918 a 5-10-1919)João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior nasceu em Lisboa no dia 19 deMaio de 1862 e faleceu na mesma cidade a 14 de Março de 1934. Filho dogeneral José Ricardo da Costa Silva Antunes e de D. Maria da Conceição doCanto e Castro Mascarenhas Valdez. Foi oficial da Marinha e quinto presidenteda República Portuguesa de 16 de Dezembro de 1918 a 5 de Outubro de 1919.Frequentou o Colégio Luso-Britânico e a Real Escola Naval. Foi oficial daArmada, percorrendo todo o império português e atingindo o posto dealmirante.Guarda-marinha, em 11 de Outubro de 1883, foi promovido quatro anos depoisa segundo-tenente. Neste posto embarcou nas corvetas BartolomeuDias e Estefânia, na fragata D. Fernando, no transporte África e nascanhoneiras Tâmega, Liberal e Zaire. Nesta última, navegou até Macau, Timor eMoçambique, vindo a ser nomeado seu comandante interino em 1 de Abril de1889.Em Março de 1890, desempenha as funções de auxiliar técnico da Comissão deLimites no Congo, sendo agraciado com as condecorações da Ordem da EstrelaAfricana e com a medalha de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
  14. 14. 14É promovido a primeiro-tenente em Janeiro de 1891, passando a prestar serviçona Escola de Alunos Marinheiros, em Lisboa.Casou em 1892 com Mariana de Santo António Moreira Freire Correia ManoelTorres de Aboim, também de Lisboa, de quem teve três filhos, deixandogeração até hoje.Em 1892 foi nomeado governador de Moçambique. Em 1908 foi deputado.Em 16 de Junho de 1910, é promovido a capitão-de-fragata, passando adesempenhar o cargo de vogal da Comissão Técnica da Direcção-Geral deMarinha, funções que ainda desempenha quando é implantada a República.No início da República dirigiu a Escola de Alunos Marinheiros, em Leixões, echefiou o Departamento Marítimo do Norte. Em 1915 dirigiu a Escola Prática deArtilharia Naval. No Governo de Sidónio Pais foi nomeado Director dos Serviçosdo Estado-Maior Naval e Secretário de Estado da Marinha.Tomou posse como Ministro da Marinha, a pedido de Sidónio Pais, a 9 deSetembro de 1918, tendo-lhe sucedido depois do atentado que vitimou oditador.Durante o seu mandato sucederam-se duas tentativas de revolução. A primeira,em Santarém, em Dezembro de 1918, foi liderada pelos republicanos CunhaLeal e Álvaro de Castro. A segunda, em Janeiro de 1919, de cariz monárquico,liderada por Paiva Couceiro, que, por algum tempo manteve a "Monarquia doNorte"; fez ressaltar a sua posição sui generis: sendo monárquico, comopresidente da República, reprimiu violentamente um movimento daqueles comquem partilhava convicções.
  15. 15. 15António José de Almeida (5-10-1919 a 5-10-1923)António José de Almeida foi um dos mais insignes republicanos, ligado aquase todos os movimentos que tentaram implantar a República em Portugal,até que triunfou em 5 de Outubro de 1910.Nasceu no Vale da Vinha (Penacova), em 27 de Julho de 1866 e faleceu emLisboa, no dia 31 de Outubro de 1929. Depois dessa data, esteve na origem dodesmembramento do Partido Republicano Português, fundando um novopartido (o Partido Evolucionista), mas, mesmo assim, manteve o antigoprestígio, chegando a ser Chefe de Governo e Presidente da República. Aliás foio único que, na Primeira República, conseguiu cumprir o mandato até ao fim.Republicano histórico, António José de Almeida mostrou-se sempre umesclarecido activista do movimento republicano. Era ainda aluno da Faculdadede Medicina, em Coimbra, quando se iniciou na escrita, publicando no jornalacadémico “Ultimatum”, um artigo que se tornaria famoso, com o título:«Bragança, o último»! Foi considerado insultuoso para o rei D. Carlos, que o
  16. 16. 16processou. Defendido pelo Dr. Manuel de Arriaga, apanharia três meses deprisão. Terminado o seu curso em 1895, seguiu para Angola e, depois, para S.Tomé e Príncipe, onde exerceu a sua profissão de médico, até 1903. Nesta dataregressou a Lisboa, tendo, pouco depois, partido para França para estagiar emvárias clínicas, donde regressou no ano seguinte. Em Lisboa de novo, teveconsultório, primeiro na Rua do Ouro, depois no Largo de Camões, entrando, aomesmo tempo, na vida política activa. Nesta condição, foi candidato peloPartido Republicano, em 1905 e 1906, tendo sido eleito deputado nas segundaseleições, em Agosto de 1905. No ano seguinte, em plena Câmara dosDeputados, sobe para cima da carteira, e apela aos soldados, que haviam sidochamados para expulsar os deputados republicanos do Parlamento, para queproclamem de imediato a República. Em 1907 adere à Maçonaria, comoaconteceu com uma boa parte dos entusiastas republicanos de então,participando na preparação secreta das fracassadas revoltas republicanas de1908 (Regicídio. Já antes havia participado na Revolta Republicana do 31 deJaneiro de 1891) e da revolução triunfante de 1910, que, finalmente, implantariaa República. Nesse mesmo ano de 1910, casou com Maria Joana Queiroga,nascida por volta de 1885, de quem teve uma filha. Muito conhecido pelos seusdotes de eloquência, desenvolveu uma intensa luta contra a Monarquia tantono Parlamento (foi eleito deputado, nas duas últimas legislaturas do regimemonárquico), como na comunicação social (tendo dirigido e fundado váriosperiódicos e subscrito artigos incisivos, contra o Monarca e o seu Regime). Logoapós o triunfo da Revolução Republicana, António José de Almeida assumiu ocargo de Ministro do Interior no Governo Provisório. A partir de entãocomeçaram a ser notadas algumas divergências políticas com Afonso Costa oque esteve na base de uma profunda divisão do Partido Republicano Português,formando o seu próprio partido – o Partido Republicano Evolucionista. Maisconhecido por Partido Evolucionista, António José de Almeida fundou-o em
  17. 17. 171912, tornando-se naturalmente o seu líder. Com excepção do período daUnião Sagrada, em que os evolucionistas integraram o Governo, o PartidoEvolucionista foi sempre o que mais se opôs à supremacia do PartidoDemocrático. António José de Almeida, quase sempre defendeu a amnistia paraos monárquicos, talvez com o objectivo de conquistar mais eleitores, entre oeleitorado mais conservador. Os evolucionistas, normalmente, mostraram-sedefensores da concórdia nacional. O Partido Evolucionista terminou com aeleição de António José de Almeida para Presidente da República, em 1919.Antes da Presidência da República, tornou-se chefe do Governo da UniãoSagrada (1916-1917), assumindo também a pasta ministerial das Colónias. OGoverno da União Sagrada foi promovido, em 1916, pelo então Presidente daRepública Bernardino Machado, que, assim, pretendia arranjar uma garantia deunidade nacional no apoio político à participação portuguesa na primeiraGrande Guerra. O Governo da União Sagrada caiu com o golpe de Sidónio Pais,contrário à participação de Portugal na Guerra. Depois do interregno sidonista,em que António José de Almeida é perseguido, vem a ser eleito Presidente daRepública em 1919. Como Presidente da República visitou o Brasil, numa alturaem que ali ocorriam alguns actos xenófobos contra os portugueses. Valeram osseus dotes oratórios para atenuar aquele movimento. António José de Almeidafaleceu em 1929. Os seus amigos mandaram fazer-lhe uma estátua em Lisboa,sendo seus autores, o escultor Leopoldo de Almeida e o arquitecto PardalMonteiro. Os seus principais artigos e discursos estão publicados, desde 1934,em três volumes, com o título “Quarenta anos de vida literária e política”.
  18. 18. 18Manuel Teixeira Gomes (6-10-1923 a 11-12-1925)Manuel Teixeira Gomes nasceu em Portimão, no dia 27 de Maio de 1860 efaleceu em Bougie (Argélia), a 18 de Outubro de 1941. Foi o sétimo presidenteda Primeira República Portuguesa. Foi também escritor.Filho de José Libânio Gomes e Maria da Glória Teixeira Gomes, foi educadopelos pais até entrar no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão. Aos 10anos é enviado para o Seminário de Coimbra, frequentando mais tarde, namesma cidade, a Faculdade de Medicina. Cedo desiste do curso e, contrariandoa vontade do pai, muda-se para Lisboa, onde pertencerá ao círculo de Fialho deAlmeida e João de Deus.Mais tarde, conhecerá outros vultos importantes da cultura literária da época,como Marcelino Mesquita, Gomes Leal e António Nobre.O pai, com alguma visão de futuro, decide continuar a apoiar financeiramente anova vida de cariz boémia permitindo assim que Manuel Teixeira Gomes
  19. 19. 19consiga desenvolver uma forte tendência para as artes, nomeadamente naliteratura, pintura e escultura, tendo-se decidido pela literatura, não deixandono entanto de admirar as outras artes. É então que se torna amigo de grandesmestres, como Columbano Bordalo Pinheiro ou Marques de Oliveira.Vive depois no Porto, onde conheceu Sampaio Bruno, tendo sido neste períodoque começa a colaborar em revistas e jornais, entre eles "O Primeiro de Janeiro"e "Folha Nova".Aos 39 anos, Manuel Teixeira Gomes apaixona-se por Belmira das Neves,nascida numa família de pescadores, o que, dado os Teixeira Gomes serem umafamília importante de Portimão, terá impedido o casamento.Depois de se reconciliar novamente com a família, viaja pela Europa, Norte deÁfrica e Próximo Oriente, em representação comercial para negociar osprodutos agrícolas produzidos pelas propriedades do pai (frutos secos,nomeadamente amêndoa e figo) o que alarga consideravelmente os seushorizontes culturais.Após a implantação da República, exerce o cargo de ministro plenipotenciáriode Portugal em Inglaterra. Em 11 de Outubro de 1911 apresenta as suascredenciais ao rei Jorge V do Reino Unido, em Londres, cidade onde então seencontrava a família real portuguesa no exílio.Eleito Presidente da República a 6 de Outubro de 1923, viria a demitir-se dassuas funções a 11 de Dezembro de 1925, num contexto de grande perturbaçãopolítica e social. A sua vontade em dedicar-se exclusivamente à obra literária, foia sua justificação oficial para a renúncia.A 17 de Dezembro, embarca no paquete holandês "Zeus" rumo a Oran (Argélia)num auto-exílio voluntário, sempre em oposição ao regime de Salazar, nuncaregressando em vida a Portugal.Morre em 1941 e só em Outubro de 1950 os seus restos mortais voltaram aPortugal, numa cerimónia que veio a tornar-se provavelmente na mais
  20. 20. 20controversa manifestação popular ocorrida na já então cidade de Portimão nostempos da ditadura de Salazar, onde estiveram presentes as suas duas filhas,Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez e Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce deAzevedo.Deixou uma importante obra literária, integrada na corrente nefelibata euranista. As suas obras completas estão disponíveis ao grande público atravésde edição recente.ConclusãoEste trabalho enriqueceu-nos, pois ficámos a conhecer melhor o período dahistória que estamos a estudar, Portugal no século XVIII, e ao mesmo tempo ajudou-nos na nossa disciplina de História e Geografia de Portugal.Achamos interessante ficar a conhecer alguns pormenores da vida dospresidentes da 1ª República e assim compreendemos melhor os sucessivos problemasque a nossa república enfrentou desde então até à actualidade.Procuramos trabalhar este tema através dos sites que as professoras nosfacultaram e que facilitou a nossa tarefa. Foi importante a orientação que asprofessoras: Graça Cartaxo, Helena Nascimento, Paula Lereno e Teresa Castro nosderam.
  21. 21. 21Netgrafiahttp://viajandonotempo.blogs.sapo.pt/3887.html (consultado em 10-04-2013)https://www.google.pt/search?q=presidentes+da+1%C2%AA+republica&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=ps6IUZBfgrnsBp_RgegH&ved=0CEQQsAQ&biw=1280&bih=923#imgrc=4QW2wQG8qPz_hM%3A%3BR--JKO3Kh9yl0M%3Bhttp%253A%252F%252Fmedia.centenariorepublica.pt%252FPoster_Pres_Republica.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fbiblioaescas.blogs.sapo.pt (consultado em10-04-2013)

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