61PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM ...
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  1. 1. 61PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJAprendi navida que amaioria dosproblemascomplexostem soluçõessimplesAleides Tapias“Parâmetros de corteNesse capítulovocê encontraNesse capítulovocê encontra44 A importância da refrigeraçãono processo de usinagemFluido de corteFunções dos fluidos de corteTipos de fluidos de corte
  2. 2. 62 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJPrincipais parâmetros de corte parao processo de torneamentoParâmetros de corte são grandezas numéricas que defi-nem, na usinagem, os diferentes esforços, velocidades,etc. a serem empregados. Eles nos auxiliam na obtençãode uma perfeita usinabilidade dos materiais, com a utili-zação racional dos recursos oferecidos por uma determi-nada máquina-ferramenta.No Quadro 1 estão os parâmetros de corte utilizadospara as operações de torneamento.Vejamos, então, cada parâmetro de corte se-paradamente e sua respectiva utilização nas ope-rações de torneamento.Avanço (A)O avanço, por definição, é a velocidade de deslo-camento de uma ferramenta em cada volta de360° de uma peça (avanço em mm/rotação), con-forme Figura 1, ou por unidade de tempo (avan-ço em mm/minuto), conforme Figura 2.quadroParâmetros de corte11Parâmetro SímboloAvançoProfundidade de corteÁrea de corteTensão de rupturaPressão específica de corteForça de corteVelocidade de cortePotência de corteAPSTrKsFcVcPcbater de frentebater de frenteNa maioria das publicaçõesque tratam do assuntoUsinagem, o símbolo paraa força de corte é Pc epara a potência de corteé Nc. Adotamos, porém,a simbologia que estáno Quadro 1 paraefeito didático.figuraAvanço emmm/minAvanço emmm/rotação1figura22110FerramentaFerramenta3A = 3mm/rot.(A cada volta de 360° da peça,a ferramenta se desloca 3mm)A = 10mm/min.(A cada minuto de usinagem,a ferramenta se desloca 10mm)
  3. 3. 63PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJA escolha do avanço adequado deve ser feita levando-se em consideração o material, a ferramenta e a operaçãoque será executada na usinagem. Os fabricantes de ferra-mentas trazem em seus catálogos os avanços adequados,já levando em consideração as variáveis acima citadas,testadas em laboratório.Ilustrativamente, apresentaremos alguns valores noQuadro 2, que foi confeccionada em laboratório, após vá-rios testes realizados, e leva em consideração o grau derugosidade em relação ao avanço e raio da ponta da fer-ramenta, facilitando o estabelecimento do avanço ade-quado nas operações de torneamento.para botar na moldurapara botar na molduraCHOQUE DE ORDEMCHOQUE DE ORDEMQuando tem-se a unidadede avanço em mm/rot. ese deseja passar paramm/min. (ou vice e versa),utiliza-se a seguinterelação:Avanço (mm/min.) = Rotação por minutos x Avanço (mm/rot.)quadro22Acabamento fino Classes de operaçõesSistema de leituraAparelho do SenaiRa (CLA)MICRONSmmFórmulasRugosidade em µ m(H-R-Rt)AVANÇOS EM mm / ROTAÇÃORtRtMICRONS-INCHESR =S24 .rAvanço em mmS = 4R . rr = Raio da ferramentaem mmRAIODACURVATURADAPONTADAFERRAMENTA(mm)Grau de rugosidade x avançox raio da ponta da ferramenta
  4. 4. 64 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJProfundidade de corte (P)Trata-se da grandeza numérica que define a penetra-ção da ferramenta para a realização de uma determi-nada operação, possibilitando a remoção de certaquantidade de cavaco (Figura 3).ligaçãodiretaligaçãodiretaEstes sãoos dadosda Figura 4:P = mmA = mm/rot.Concluímos que a Áreade corte (S) é a relaçãoentre a Profundidade decorte (P) e o Avanço (A).figuraProfundidade de corte (P)33Área de corte (S)Constitui a área calculada da secção do cavaco que seráretirada, definida como o produto da profundidade decorte (P) com o avanço (A) (Figura 4).figuraÁrea de corte (S)44Tabela de tensão de ruptura (Tr)É a máxima tensão (força) aplicada em um determinadomaterial, antes do seu completo rompimento, tensão es-ta que é medida em laboratório, com aparelhos especiais.A unidade de tensão de ruptura é o kg/mm².Apresentamos, na página ao lado, o Quadro 3 com osprincipais materiais comumente utilizados em usinageme suas respectivas tensões de ruptura. Ela serve para con-sultas constantes em nosso estudo.S = P . A
  5. 5. 65PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJPressão específica de corte (Ks)É, por definição, a força de corte para a unidade de áreada seção de corte (S).Também é uma variável medida emlaboratório, obtida mediante várias experiências, onde severificou que a pressão específica de corte depende dosseguintes fatores:Material em pregado (resistência)Secção de corteGeometria da ferramentaAfiação da ferramentaVelocidade de corteFluido de corteRigidez da ferramentaNa prática, utilizam-se tabelas e diagramas que sim-plificam o cálculo desse parâmetro de corte. Apresenta-mos, a seguir, uma tabela, na Figura 5, para a obtençãodireta da pressão específica de corte (Ks), em função daresistência (tensão de ruptura) dos principais materiais edos avanços empregados comumente nas operações detorneamento, bem como para ângulo de posição da fer-ramenta de 90°.Para diferentes ângulos de posição da ferramenta, nãohá necessidade de correção do valor de Ks, pois as dife-renças não são significativas.quadroTensão de ruptura (Tr)33Material que será usinadoAlumínio-bronze (fundido)AlumínioBronze-manganêsBronze-fósforoInconelMetal (Monel) (Fundido)NicromeFerro Fundido EspecialFerro Maleável (Fundido)Aço sem ligaAço-liga fundidoAço-carbono:SAE 1010 (laminado ou forjado)SAE 1020 (laminado ou forjado)SAE 1030 (laminado ou forjado)SAE 1040 (laminado ou forjado)SAE 1060 (laminado ou forjado)SAE 1095 (laminado ou forjado)Aço-carbono de corte fácil:SAE 1112 (laminado ou forjado)SAE 1120 (laminado ou forjado)Aço-manganês:SAE 1315 (laminado ou forjado)SAE 1340 (laminado ou forjado)SAE 1350 (laminado ou forjado)Aço-níquel:SAE 2315 (laminado ou forjado)SAE 2330 (laminado ou forjado)SAE 2340 (laminado ou forjado)SAE 2350 (laminado ou forjado)Aço-cromo-níquel:SAE 3115 (laminado ou forjado)SAE 3135 (laminado ou forjado)SAE 3145 (laminado ou forjado)SAE 3240 (laminado ou forjado)Aço-molibdênio:SAE (laminado ou forjado)SAE 4140 (laminado ou forjado)SAE 4340 (laminado ou forjado)SAE 4615 (laminado ou forjado)SAE 4640 (laminado ou forjado)Aço-cromo:SAE 5120 (laminado ou forjado)SAE 5140 (laminado ou forjado)SAE 52100 (laminado ou forjado)Aço-cromo-vanádio:SAE 6115 (laminado ou forjado)SAE 6140 (laminado ou forjado)Aço-silício-manganês:SAE 9255 (laminado ou forjado)Aço inoxidávelMaterial que será usinadoTensão deRuptura(kg/mm²)46 a 564242-493542534628 a 46394963-41404653607410250495177846067779253748110254921945884708110658939484-159Tensão deRuptura(kg/mm²)
  6. 6. 66 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJbola na redebola na redefiguraDiagrama de obtenção pressãoespecífica de corte (Ks)55 MaterialTensão de ruptura emKg/mm2ou dureza1. Aço duro manganês2. Aço liga 140-180 Kg/mm2Aço Ferram. 150-180 Kg/mm23. Aço liga 100-140 Kg/mm24. Aço inoxidável 60-70 Kg/mm25. Aço Cr Mg 85-100 Kg/mm26. Aço Mn Cr Ni 70-85 Kg/mm27. Aço 85-100 Kg/mm28. Aço 70-85 Kg/mm29. Aço 60-70 Kg/mm210. Aço 50-60 Kg/mm211. Aço fundido acima de TO Kg/mm212. Aço até 50 Kg/mm2Aço Fundido 50-70 Kg/mm2Fundição de concha 65-90 shore13. Aço fundido 30-50 Kg/mm2Ferro fundido de liga 250-400 brinell14. Ferro fundido 200-250 brinell15. Ferro fundido maleável16. Ferro fundido até 200 brinellComo utilizar a tabelaaa Definir o material que se quer usinar.bb Definir o avanço em mm/rot paraa usinagem.cc Definir Tensão de ruptura (Tr) domaterial a ser usinado, utilizandotabela específica (Quadro 3).dd Aplicar o valor da tensão de rupturaachado, na relação de material natabela da pressão especifica decorte (Ks) (Figura 5), determinado-seassim uma das 16 retas do gráfico.ee Procurar o avanço empregado emmm/rot. no eixo das abscissas.ff Traçar uma linha até interceptar areta determinada no item dd e passaruma perpendicular até o eixo dasordenadas, determinado-se assim oKs em Kg/mm².
  7. 7. 67PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJFinalmente aplicamos esses valores na Figura 5 (na pá-gina ao lado) de Ks. A partir da abscissa (eixo denomina-do Avanço – mm/rotação) traçamos uma reta vertical atéatingirmos a reta diagonal com número 12 (obtido ante-riormente). Nesse ponto de intersecção, seguir com umareta horizontal e paralela ao eixo das abscissas até tocarum ponto no eixo das coordenadas (Pressão específica decorte). A reta tocou no valor 250, o que significa que te-mos um Ks = 250 kg/mm².Força de corte (Fc)A força de corte Fc (também conhecida por força princi-pal de corte) é, por definição, a projeção da força de usi-nagem sobre a direção de corte, conforme a Figura 6.Olha aí!olha aí!Então, para açosaté 50 kg/mm²,temos a retanúmero 12.O avançojá foi dado =0,2mm/rot.CHOQUE DE ORDEMCHOQUE DE ORDEMExemploUsinar uma peça cujomaterial é aço SAE 1020,forjado, com um avançode 0,2 mm/rot. Vamosaté à tabela da tensãode ruptura e localizamos omaterial e sua respectiva Tr.Aço-carbono:SAE 1010 (laminado ou forjado)SAE 1020 (laminado ou forjado)SAE 1030 (laminado ou forjado)SAE 1040 (laminado ou forjado)SAE 1060 (laminado ou forjado)SAE 1095 (laminado ou forjado)Para aços SAE 1020, forjado Tr = 46 kg/mm²Com o valor de Tr = 46 kg/mm² (resistência),vamos até a tabela de Ks e determinamos a retado material empregado.Para isso, devemos verificar na legenda doquadro o número da reta indicada para o materialcom Tr = 46kg/mm2.4046536074102figuraForça de corte66Força de usinagem
  8. 8. 68 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJEsse parâmetro resulta do produto da pressão especi-fica de corte (Ks) com a área de corte (S). A unidade é da-da em kgf. Então:Velocidade de corte (Vc)Por definição, a velocidade de corte (Vc) é a velocidadecircunferencial ou de rotação da peça. Em cada rotaçãoda peça a ser torneada, o seu perímetro passa uma vez pe-la aresta cortante da ferramenta, conforme a Figura 7.A velocidade de corte é importantíssima no estabele-cimento de uma boa usinabilidade do material (quebrade cavaco, grau de rugosidade e vida útil da ferramenta)e varia conforme o tipo de material; classe do inserto; aferramenta e a operação de usinagem. É uma grandezanumérica diretamente proporcional ao diâmetro da pe-ça e à rotação do eixo-árvore, é dada pela fórmula que es-tá no quadro Para calcular ou velocidade de corte.figuraRepresentação domovimento circunferencial77A maioria dos fabricantes de ferramenta informa,em tabela, a Vc em função do material e da classedo inserto utilizado. Nesse caso, calcula-se a rotaçãodo eixo-árvore pela fórmula destacada abaixo.UmaluzUmaluzVc = Velocidade de corte (metros/minuto)π = Constante = 3,1416D = Diâmetro (mm)N = Rotação do eixo-árvore (rpm)π . D . N1.000Vc =Para calcular a velocidade de corteVc . 1.000π . DN =poisLembrando: P = Profundidade de corte (mm)A = Avanço (mm/rot.)Fc = Ks . SS = P . AFc = Ks . P . Aou
  9. 9. 69PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJbola na redebola na redeTabelas de velocidades de corte destinadas à usinagemseriada de grandes lotes são tabelas completas que levamem conta todos os fatores que permitem trabalhar comparâmetros muito perto dos valores ideais. Podemos con-tar também com tabelas que levam em conta apenas o fa-tor mais representativo, ou o mais crítico, possibilitandoa determinação dos valores de usinagem de maneira maissimples e rápida (Quadro 4).ExemploUtilizando-se uma Vc = 160m/min,qual é a rotação do eixo-árvore paraa usinagem de uma peça de 60mmde diâmetro?Aplique a fórmula160 . 1.000π . 60N = N ≅ 849 rpmVc . 1.000π . DN =CHOQUE DE ORDEMCHOQUE DE ORDEMVisando facilitar o trabalho,costuma-se utilizar tabelasrelacionando velocidadede corte e diâmetro dematerial, para a determinaçãoda rotação ideal.Vejamos um tipo de tabelano Quadro 5, na página a seguir.quadroVelocidades de corte (Vc) para torno(em metros por minuto)44MateriaisAço 0,35%CAço 0,45%CAço extraduroFerro fundido maleávelFerro fundido grisFerro fundido duroBronzeLatão e cobreAlumínioFibra e eboniteFerramentas de aço rápidoDesbaste25151220151030406025Acabamento30201625201540509040RoscarRecartilhar108688610-2510-2515-3510-20Ferramentas decarboneto-metálicoDesbaste20012040706530300350500120Acabamento30016060859550380400700150
  10. 10. 70 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJPara determinar a N (rpm) necessária para usinar umcilindro de aço 1020, com uma ferramenta de aço rápido,conforme desenho da Figura 8, onde o valor de Ø100,“maior”, é para desbaste, enquanto o de Ø95, “menor”, épara acabamento.NalinhadoventoNalinhadoventoVamos a um exemploprático, considerandodesbaste e acabamento,tomando os Quadros 4 e 5e as fórmulas jáapresentadas.quadroRotações por minuto (rpm)55Vm/min 63184776367941 1081 1141 2721 4831 5881 9082 1202 3822 6502 8603 1763 4404 6004 4756 35212 9006912151921242830364045505460657285120243101912873824776056697648929541 1461 2721 4311 5901 7201 9081 0702 2922 7103 8167 75020961441912383033353824464775736367167958609541 0351 1461 3551 9083 8753064961271592022232552973183824244775305736366907649031 2722 583404872961191521681912232382863183583984304775185736799451 93850385776961211341521781902302542863183443824144585427641 55060324864801011121281491591912122392652873183453824526361 292702741546886951091271361641822052272452722963273865441 10580243648607684961121191431591791992152392592873394779699021324253677485991061271411591771912122302553014248611019293848606776899511512714315917219120722927138277512016243240505664758096106120133144159173191226318646Diâmetro do material em milímetrosfiguraDesgaste e acabamento88Ø95Ø100Olha aí!olha aí!Na página ao lado vocêencontra os dados ea solução para debaste.Confira e acompanhe.
  11. 11. 71PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJPotência de corte (Pc)Potência de corte é a grandeza despen-dida no eixo-árvore para a realização deuma determinada usinagem. É um pa-râmetro de corte que nos auxilia a esta-belecer o quanto podemos exigir deuma máquina-ferramenta para um má-ximo rendimento, sem prejuízo doscomponentes dessa máquina, obtendo-se assim uma perfeita usinabilidade.É diretamente proporcional à velocidade de cor-te (Vc) e à força de corte (Fc).Reúnem-se todos os dados necessáriosPara desbastePara acabamentoA velocidade de corte obtém-se no Quadro 3.Monta-se a fórmula e substituem-se os valores.Ø de desbasteVc de desbasteØ de acabamentoVc de acabamentoUmaluzUmaluzVc . 1.000π . D25 . 1.000 mmπ mm . min . 1001mmN = = = 80Vc . 1.000π . DN =30 . 1.000 mm95 . π mm . min1mmN = = 100N ≅ 80 rpmValor obtido na Figura 8Valor obtido na Tabela 3D = 100 mmmminVc = 25Para materiais de aço0,35%C o desbaste comferramentas de açorápido indica Vc = 25Valor obtido na Figura 8D = 95 mmN ≅ 100 rpmmminVc = 30Valor obtido na Tabela 3Solução para desbaste Solução para acabamento Onde: Ks = Pressão específica de corte (kg/mm²)P = Profundidade de corte (mm)A = Avanço (mm/rot.)Vc = Velocidade de corte (m/min) = Rendimento da máquina (%)Pc = Potência de corte (CV)Fc . Vc . 60 . 75Pc =Ks . P . A . Vc . 4.500Pc =Fc = Ks . P . Aligação diretaligação diretaPc (potência de corte) édada em CV (cavalo-vapor),utilizando-se corretamente osparâmetros em suas unidadesmencionadas acima.
  12. 12. 72 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJA fórmula apresentada, na prática, é a mais utilizada,pois sempre é fornecida a potência nominal da máquina.Quando se deseja obter a potência de corte (Pc) em kw(quilowatt), basta transformar a unidade (da Pc que é CV)pela relação:1 CV = 0,736 kwNa prática, também é fornecida a potência do motorprincipal da máquina-ferramenta. Então, no lugar de cal-cularmos a Pc (potência de corte) e compararmos o re-sultado com a potência do motor, aplicamos a fórmulapara o cálculo da profundidade de corte (P) permitida deacordo com a potência fornecida pela máquina.Pc .  . 4.500Ks . A . VcP =Visando consolidar o entendimento, vamos a umexemplo para cálculo da profundidade de corte (P).Dados:Potência da máquina: 35kwKs = 230 kg/mm²A = 0,3 mm/rot.Vc = 180 m/min. = 0,8 (máquina nova)Olha aí!olha aí!Duas dicasO rendimento ()Geralmente, emmáquinas novas, tem-seum rendimento entre70% e 80% (0,7 a 0,8).Em máquinas usadas,um rendimento entre50% e 60% (0,5 a 0,6).O rendimento é umagrandeza que leva emconsideração as perdasde potência da máquinapor atrito, transmissão,entre outras.O HP é tambémuma unidade depotência,e podemosconsiderar que11221 HP = 1 CVObserve que não é dado o valor da potência de corte(Pc), mas já foi indicado que Pc pode ser dada em cava-lo-vapor (CV) que, por sua vez, pode ser transformada emkw e vice-versa.Então, primeiramente, vamos obter Pc a partir de kw.Agora, aplicamos todos os valores à fórmula.Logo, a máxima profundidade de corte (P) permitidanas condições acima, para uma potência do motor prin-cipal da máquina de 35 kw (47,55 CV), é de 13mm.Pc .  . 4.500Ks . A . VcP =A fórmula apresentada, naprática, é a mais utilizada, poissempre é fornecida a potêncianominal da máquina.1 CVX0,736 kw35 kw350,736X = X = 47,55 CV47,55 . 0,8 . 4.500230 . 0,3 . 180P =P = 13 mm
  13. 13. 73PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJTempo de fabricaçãoO tempo de fabricação abarca desde o começo até a en-trega do produto de uma tarefa que não tenha sofrido in-terrupção anormal em nenhuma de suas etapas.O tempo de fabricação engloba tempos de caracterís-ticas diferentes, dentre os quais consta o tempo de usina-gem propriamente dito, tecnicamente chamado tempode corte (Tc).Senão, vejamos: preparar e desmontar a máquina sefaz uma única vez por tarefa; já o corte se repete tantasvezes quantas forem as peças.Fixar, medir, posicionar resultam em tempo de mano-bra, operações necessárias, mas sem dar progresso naconformação da peça.Também podemos ter desperdíciosde tempo ocasionados por quebra de ferramentas, faltade energia etc.Tempo de corte (Tc)Também chamado tempo principal, é aquele em que apeça se transforma tanto por conformação (tirar mate-rial) como por deformação.Nesta unidade só trataremos do cálculo do tempo decorte (Tc) em que a unidade usual e adequada é o segun-do ou o minuto.para botar na moldurapara botar na molduraCálculo do tempode corte (Tc)Inicialmente, antes devermos o tempo de cortepropriamente dito, vamosrecordar como se processa ocálculo do tempo em física.O tempo (t) necessário para que um objeto realizeum movimento é o quociente de uma distância S(comprimento) por uma velocidade V. Se pensarmosno nosso trabalho, especificamente, o tempo paraque a ferramenta execute um movimento estárepresentando na equaçãoTc = [s; min]Vamosentão, aoestudo deuma variávelimportantepara a determinação dotempo de fabricação:Tempo de Corte (Tc).bater defrentebater defrenteS (comprimento)V (avanço)Olha aí!olha aí!A seguir vamosapresentar umexemplo prático.
  14. 14. 74 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJbola na redebola na redeExemploUm comprimento de 60mm deve serpercorrido por uma ferramenta com avelocidade (avanço) de 20 mm/min.Qual o tempo necessário parapercorrer essa distância?SoluçãoFórmula geralVejamos agora, a fórmula do Tc, considerando tais re-lações entre comprimento e velocidade.O avanço (a) é caracterizado por milímetros de deslo-camento por volta. Através da fórmula do tempo, vemosque velocidade de avanço (Va) pode ser determinada pe-lo produto do avanço (mm) e da rotação (rpm).Portanto, a fórmula para o cálculo do tempo de cortepode ser:60mm . min20mmt =SVt =1minVa = a . n mm .Sa . nTc = [ min ]L . ia . NTc = [ min ]Conforme o desenho e a notação da Figura 9, e levan-do em conta o número de passes (i), podemos ter a fór-mula completa:ligação diretaligação diretaVeja na página ao lado um exemplode aplicação desta fórmula em umprocesso de torneamento longitudinal.Observe a Figura 9.Onde: L = eixo de comprimentoi = nº de passes (movimentos)a = avançoN = rotação por minuto
  15. 15. 75PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTE  SENAI-RJAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJTorneamento longitudinalTorneamento transversalO cálculo de Tc neste tipo de torneamento é o mesmo queparaotorneamentolongitudinal,sendoqueocomprimen-toLécalculadoemfunçãododiâmetrodapeça(Figura10).figuraTorneamento longitudinal99Lanbola na redebola na redeCalcular N = rpmCalcular o Tempo de corteaaaaExemploUm eixo de comprimento L = 1.350 mm;Vc = 14m/min; diâmetro Ø = 95mm;avanço a = 2mm, deve ser torneadolongitudinalmente com 3 passes.Rotações da máquina:24 – 33,5 – 48 – 67 – 96 – 132/minCalculeaa rpmbb Tempo de corte TcVeja a solução doexemplo noquadro ao lado.1º passo1º passo2º passo2º passoSolução14 . 1.00095mm . πmm46,93minN = =1.350mm . 32mm . 48minTc = = 42minN = 48Vc . 1.000d . πN =L . ia . nTc =
  16. 16. 76 SENAI-RJ  PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO  ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE DOCENTEAção de lubrificação e refrigeração na usinagemM Ó D U L OMETALMECÂNICATORNEARIA MECÂNICATORNEARIA MECÂNICASENAI-RJfiguraTorneamento transversal1010Anote e guarded dDd2L =D – d2L =bola na redebola na redeAgora que terminamos aapresentação dos diversos elementose procedimentos envolvidos notorneamento, vamos à prática.Aproveite o espaço ao lado parasuas anotações.Anote e guarde

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